Mostrando postagens com marcador Pedras de Pequim. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Pedras de Pequim. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pedras de Pequim: ESTADOS UNIDOS


Dona de sete títulos mundiais e cinco ouros olímpicos, a seleção norte-americana é uma verdadeira pedreira em Pequim.

Não bastasse a tradição, os Estados Unidos chegam a Pequim, com a missão de reafirmar sua hegemonia na modalidade; e é dificilmente deixarão passar essa oportunidade.

Há 24 anos, as americanas iniciaram uma série imbatível nos dois principais torneios. Ficaram com o ouro em Los-Angeles-84, no Mundial-86 (URSS), em Seul-88 e no Mundial-90 (Malásia).

O domínio yankee só foi interrompido em Barcelona-92, quando a CEI ficou com o ouro. Em 1994, as vilãs foram as brasileiras, que acabaram com as chances das americanas na semifinal no Mundial-94 (Austrália).

Os dois fracassos consecutivos instauraram uma crise na USA Baskteball. Nos dois anos seguintes, as americanas treinaram insanamente para não decepcionar ao sediar os Jogos de 1996 (Atlanta). O resultado não podia ser outro: o retorno ao topo após uma vitória incontestável sobre o Brasil, na final.

Um ano depois, aproveitando a repercussão da conquista dentro de casa, o país enfim tornou realidade uma antiga idéia: a criação da versão feminina da NBA.

Parecia tudo muito bem. E realmente estava. Os ouros se repetiram no Mundial-98 (Alemanha), em Sydney-00, no Mundial-02 (China) e em Atenas-04.

A série, no entanto, foi quebrada no Mundial do Brasil-06, quando a seleção foi derrotada pelas russas nas semifinais, e ficou com o bronze.

Se é possível atribuir a culpa a algo ou alguém por essa derrota; ela parece estar relacionada às próprias mudanças no basquete americano, após a derrota para o Brasil, em 1994.

Com a chegada da WNBA, a liga já não permite que suas principais estrelas desfalquem a temporada para se preparar para os Jogos, como aconteceu em 1996. O reaquecimento do mercado europeu, principalmente o russo, agravou o problema, já que essas mesmas estrelas passaram a defender clubes nesses países durante as férias da WNBA.

Assim, a preparação da seleção passou a ficar restrita a algumas poucas semanas.

Teorizam ainda que o fato de estrangeiras jogarem na WNBA tenha contribuído na mudança, o que não sei até que ponto é verdade.

Hipóteses a parte, a verdade é que a seleção americana é o melhor elenco em Pequim. Talento não falta. Em nenhuma posição.

O único empecilho para o time pode ser a pressão pelo ouro, algo que todas as atletas e a própria técnica Anne Donovan admitem em entrevistas: "qualquer resultado que não o ouro será um fracasso".

Cestinha dos Estados Unidos nas últimas três Olimpíadas, a pivô Lisa Leslie tenta chegar ao seu quarto ouro consecutivo. Depois de desfalcar a seleção no Mundial-06 para ser mãe, Lisa está de volta. E com sede de vitória. Aos 36 anos, a pivô de 1,96 é talvez o maior nome do basquete feminino mundial na última década. É o maior símbolo da WNBA, onde defende o Los Angeles Sparks, numa história em que se acumulam dois títulos, três eleições de MVP e ainda a primeira enterrada da história da liga. Nos Estados Unidos, é uma celebridade, com direito a participação em episódio dos Simpsons. Faz ainda alguns trabalahos como modelo. Ao contrário de muitas de suas companheiras, não teve muitas experiências no exterior. Depois da WNBA, contabiliza apenas uma temporada na Europa, pelo Spartak (Rússia), em 2005/6.

Se essa deve ser a última Olimpíada de Lisa, ao seu lado estará uma candidata a assumir com brilhantismo o papel de grande dama do basquete mundial nos próximos anos: Candace Parker. Com apenas 22 anos, a pivô de 1,96 acumula feitos. Colecionou títulos na NCAA. Ainda universitária teve sua primeira convocação para a seleção adulta (2006) e registrou números impressionantes, se convertendo num dos principais nomes do time no Mundial-06. Draftada pelo Los Angeles, de Lisa, fez uma estréia fantástica na WNBA. Extremamente versátil, era apresentada como armadora, ala e pivô, na página de sua universidade. É uma máquina de fazer pontos, pegar rebotes e distribuir assistências e que parece ter a exata dimensão do seu enorme potencial. Candace é irmã de Anthony Parker (Toronto Raptors) e noiva de Shelden Williams (Sacramento Kings). Na atual temporada da WNBA, já enterrou duaz vezes. Em sua estréia olímpica, não deve se esperar outra coisa de Candace que não o que ela nos acostou a mostrar: show.

Segunda escolha do Draft 2008, a pivô Sylvia Fowles, 1,98m e 23 anos, defende o Chicago Sky na WNBA. Ficou ameaçada de ser cortada da seleção após lesionar o joelho na partida contra o Los Angeles Sparks no dia 3 de junho. Fowles se tornou a quinta mulher a enterrar na NCAA. Defendendo a LSU, teve média de 17,4 pontos e 10,3 rebotes, por partida. Na WNBA, suas médias são mais discretas: 8,4 pontos e 6,5 rebotes, por partida.

Já com uma medalha olímpica no peito (o ouro, em Atenas-04), a ala-armadora Diana Tarausi é um outro grande nome do basquete mundial. Extremamente atlética e precisa, é uma das referências ofensivas do time. Tem 1,82m e 26 anos. Já acumula três temporadas na Rússia, onde participou da conquista da EuroLiga de 2007, pelo Spartak. Na WNBA, conquistou o título da temporada do mesmo ano. É a sexta jogadora na história dos Estados Unidos a acumular um ouro olímpico, um título da WNBA e um da NCAA. (As outras cinco são: Ruth Riley, Sheryl Swoopes, Swin Cash, Kara Wolters e Sue Bird).

Colega de Taurasi no Spartak, a armadora Sue Bird (27 anos, 1,76 m) também já provou o sabor do ouro em Atenas. Depois de atuar pouco, em função da presença da fantástica Dawn Stanley na seleção, Sue assumiu maior responsabilidade no Mundial-06 e repetirá tal papel em Pequim. Dona de um título da WNBA, pelo Seattle (2004).

Outra veterana de importante papel na seleção é a ala Tina Thompsom, de 33 anos e 1,83. Tina estreou em Olimpíadas somente em 2004, após uma contusão a tirar da convocação para Sydney-00. Soma quatro títulos na WNBA, todos pelo Houston. Também muito atlética, tem facilidade tremenda no jogo próximo a cesta. Tem ainda uma carreira de respeito na Europa, onde acumula dos títulos da EuroLiga, pelo mesmo Spartak russo.

Experiência também é o que oferece a ala Katie Simth, aos 34 anos. Com 1,80m, é uma das melhores alas da sua geração. Se já apresentou mais vigor em seu jogo no passado, compensa essa mudança com o sangue frio e a maturidade atuais. Além do título da WNBA, em 2006 (Detroit), tem duas conquistas na primeira liga profissional americana: a ABL, na qual ganhou os torneios de 1997 e 1998, pelo Columbus Quest.

A ala Delisha Milton-Jones, 1,85m e 34 anos, campeã olímpica em 2000, ficou de fora dos jogos de 2004 após sofrer uma lesão. Defende o Los Angeles Sparks, onde juntamente com Lisa Leslie e Candace Parker, forma um dos garrafões mais temidos da WNBA. Durante suas férias, defende o espanhol Ros Casares, mesmo time da brasileira Érika.

Uma das jogadoras mais versáteis da WNBA, Tamika Catchings, 1,85m e 29 anos, defende o Indiana Fever. Já foi eleita caloura do ano em 2002 e melhor jogadora de defesa, em 2005 e 2006. Na carreira, possui médias de 16,7 pontos, 7,8 rebotes e 3,7 assistências, por partida.

PhotobucketPhotobucketPhotobucket


Completam a lista de Anne Donovan: as armadoras Cappie Pondexter 1,75m e 25 anos, do Phoenix Mercury, Kara Lawson, 1,75m e 27 anos, do Sacramento Monarchs; e a ala Seimone Augustus, 1,83m e 24 anos, do Minnesota Lynx.

Daqui a pouco, os Estados Unidos começam sua campanha, que não deve ser muita desafiadora na primeira fase. O adversário da estréia é a República Tcheca. Depois, encara: China, Mali, Espanha e Nova Zelândia.


Para concluir essa série, contei com o apoio amigo do Marcos. Sem ele, a pedra americana só rolaria após a estréia. Valeu, Marcos!

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Pedras de Pequim: ESPANHA


A Espanha estreou nos Jogos Olímpicos no mesmo ano do Brasil, em 1992, na condição de sede da competição (Barcelona). Com a belíssima Blanca Ares, mais Carolina Mújica, Ana Belén Álvaro, Elizabeth Cebrián e Marina Ferragut, as donas-da-casa chegaram à quinta colocação.

Dinheiro nunca faltou ao basquete do país, que desde o final da década de 80, já se posicionava ao lado da Itália, ostentando os melhores elencos do mundo, em clubes. Na Espanha inclusive, Magic Paula teve sua primeira experiência internacional: no Tintoretto (1989). Em 92, o famoso Dorna exibia em quadra dois dos maiores mitos da modalidade: a russa Natalya Zazouskaya e a americana Kathrina McClain, que formavam uma dupla infernal no garrafão.

Apesar do dinheiro, faltava (e ainda falta) uma melhor distribuição dele. E maior qualidade no trabalho, com treinos técnicos e físicos deixando a desejar.

A preparação para a primeira Olimpíada acabou servindo de impulso para algumas alterações nessa estrutura. E só assim, a Espanha voltou a disputar a competição, doze anos depois, em Atenas-04, quando acabou na sexta posição.

Mesmo evoluindo no trabalho de formação, mantendo uma liga disputada, com catorze equipes na divisão principal e mais vinte e quatro na divisão de acesso, a seleção espanhola ainda não despontou de fato no cenário internacional e segue sem medalhas nos grandes torneios. Ocupa a quinta posição no ranking FIBA.

Uma das razões está no excesso de estrangeiras na Liga, que limitam a atuação das pratas da casa. No último campeão nacional (Ros Casares), por exemplo, havia nada menos que sete: as russas Elenas (Baranova e Tornikidou), a brasileira Érika, as americanas Katie Douglas e Delisha Milton, a grega Evahthia Maltsi e a sérvia Milka Bjelica. Mesmo nas equipes mais humildes, o cenário não muda muito, com uma legião de estrangeiras (incluindo muitas brasileiras) invadindo o espaço.

Além disso, o ambiente dentro da seleção parece não ser dos mais harmoniosos, conforme sugere recente artigo da imprensa local. Segundo o autor, depois da eliminação para o Brasil, em Atenas-04, as principais jogadoras teriam arquitetado a queda do técnico, Vicente Rodríguez, com quem a relação nunca havia sido pacífica. Depois do Mundial do Brasil-06, o mesmo grupo de jogadoras teria decidido pelo afastamento da ótima Marta Fernandes, incomodado por dividir as atenções com a nova estrela.

Por falar em estrela, o grande nome espanhol é a ala Amaya Valdemoro, 32 anos, 1,81m. Excepcional jogadora, arremessadora furiosa e dedicada aos demais fundamentos, a espanhola é uma das grandes estrelas da modalidade. Pena que, mais uma vez, esteja enfrentando sérios problema físicos, o que não é novidade alguma em sua carreira. Há algum tempo, Amaya tem freqüentado as principais competições no limite. Ainda assim consegue brilhar, mesmo mancando em quadra ou portando uma parafernália de protetores articulares. Em Pequim, não deve ser diferente. Em blog que Amaya mantém para um dos patrocinadores dos Jogos, ela resume os últimos dias: "Foram terríveis. Não desejo a ninguém o que passei. Quase não dormi, chorei muito. Até o último momento, não sabia se estaria em Pequim(...)". Depois de dois anos no CSKA (Rússia), Amaya voltará à Espanha na próxima temporada, pelo Ros Casares. A ala procurou, mas não encontrou seu espaço na WNBA, onde jogou por três anos no Houston. No Pré-Olímpico, esteve muito perto dos 20 pontos de média. No Europeu-07, foi eleita a MVP, após perder o ouro para a Rússia.

Um dos grandes destaques atuais da seleção é a ala-pivô Anna Montañana, de 28 anos, 1,86m, que jogou a última temporada no Avenida, ao lado de Alessandra. Muito versátil e inteligente, tem se tornado uma das referências da seleção no garrafão, se encaixando bem no perfil moderno para a posição 4. Mas é muito frágil para o confronto com pivôs mais pesadas, e é aí que mora uma das grandes deficiências da Espanha, principalmente quando o jogo de velocidade e arremessos de longa distância não funciona.

Outra jogadora que vive boa fase (talvez, seu auge) é a armadora Elisa Aguilar, do Ros Casares. A armadora, de 31 anos e 1,72m é uma ótima arremessadora dos três pontos e real comandante do grupo, para a qual o clichê "técnico em quadra" é verdadeiro.

A armadora Nuria Martinez, 24 anos, 1,72m é a novidade do time para Pequim. A jogadora retorna, após uma contusão que a tirou do Pré-Olímpico. Apesar de jovem, é uma armadora segura e excelente defensora, além de apta para definir. Filha de uma jogadora de basquete, sempre procurou a evolução na carreira, desde cedo. Teve uma rápida passagem pela WNBA. Nas duas últimas temporadas esteve no Dynamo de Moscou. Para a próxima, assinou com o Schio (da Itália), onde deve jogar ao lado de feras como Candice Dupree e Alisson Feaster.

A ala Laia Palau, 22 anos, 1,78m experimentou fantástico crescimento desde que foi treinada por Carmen Lluveras, no Barcelona. A partir daí, assumiu papel de importância também na seleção. Bastante veloz, joga com muita habilidade no "um contra um", e ainda defende acima da média. Às vezes, a irregularidade a ataca. Joga atualmente no Ros Casares.

No banco, um dos nomes que chama a atenção é Cindy Lima, de 1,96m. Destaque da Liga Espanhola pelo San Jose, a pivô de 27 anos, só recebeu as primeiras convocações no ano passado, depois de ser insistentemente preterida. Rapidamente conquistou seu espaço e o respeito das companheiras, mas ainda tenta desenvolver maior traquejo ofensivo.

A ala Isabel Sanchez, 1,79m, é outra opção segura no banco. Aos 31 anos, chegou tardiamente à seleção, após anos de árdua dedicação em clubes pequenos da Espanha. Jogou a última temporada no Avenida.

A ala-pivô Tamara Abalde, 1,93m, 19 anos é a maior promessa do basquete espanhol. Após uma temporada da NCAA, acertou retorno à Espanha, pelo Ros Casares, mas será cedida ao Rivas, mesmo clube de Franciele.

A jovem lateral Alba Torrens, 19 anos, 1,85, do Celta, é outra novidade. Foi cestinha da recente vitória contra a Rússia, em amistoso.

Também do Celta, vem a pivô Laura Nichols, 19 anos, 1,89, a quem o técnico Evaristo Peréz define como "duríssima na defesa e um ímã para os rebotes".

O elenco ainda conta com mais duas jogadoras do San Jose: a pivô Lucila Pascua, 25 anos, 1,96, que apesar do potencial, tem tido dificuldades em se firmar na seleção, e a ala Maria Revuelto, 1,79m, 26 anos.

A Espanha estréia no dia 9, contra a anfitriã China. Depois, pega Nova Zelândia, República Tcheca, Estados Unidos e Mali.

sábado, 26 de julho de 2008

Pedras de Pequim: RÚSSIA


Grande potência da modalidade, a Rússia ainda reescreve sua história nos Jogos Olímpicos. Em 1992, muitas jogadoras russas estavam na seleção da CEI, que ficou com o ouro em Barcelona-92. De volta aos Jogos, as russas falharam em alcançar as semifinais em Atlanta-96 e Sydney-00 (nessa última, eliminadas pelo Brasil). Doze anos depois, o time voltou ao pódio, em Atenas-04, quando bateu o Brasil na decisão do bronze.

Já em Mundiais, o time vem de três pratas consecutivas (98, 02 e 06).

Em Pequim, a meta do time de Igor Gudin é chegar mais longe. A histórica vitória sobre as americanas nas semifinais do Mundial do Brasil-06 é o grande impulso para a nova geração russa. Grudin acredita que, enfim, seu time está alcançando a maturidade, incorporando maior habilidade na defesa e mantendo sua característica de velocidade, mas sem apelar para o tentador pecado da precipitação.

Um dos grandes empecilhos para que as russas apresentem uma maior regularidade em quadra tem sido o próprio basquete russo. Com o reaquecimento da liga local, o aumento de investimentos trouxe uma legião de estrangeiras de altíssimo nível para os clubes russos. Muitas delas acabam diminuindo a participação das russas nos times. As que continuam jogando enfrentam uma temporada longa, extremamente desgastante, que concilia viagens pela SuperLiga Russa e pelos torneios continentais (EuroLiga ou EuroCopa).

Entre as vitimadas por esse esforço excessivo, está a grande estrela do time, a pivô Maria Stepanova, de 29 anos e 2,03m. Temendo não tê-la em condições ideais, Grudin concedeu um descanso à pivô antes do início da preparação olímpica, assim como fez antes do Europeu-07, quando a Rússia conquistou o ouro, batendo a Espanha, na final. Um bom rendimento de Stepanova é fundamental para a seleção. A pivô domina com maestria o garrafão, colecionando double-doubles (no Europeu, teve médias de 13,8 pontos e 10 rebotes) e atormentando as adversárias com seus tocos. Por duas vezes consecutivas eleita a melhor jogadora da Europa, a pivô defende o CSKA desde 2003. Em entrevista durante o Europeu, Stepanova tentava explicar as oscilações da equipe, que havia caído contra a Sérvia: "É uma questão psicológica. Precisamos perder, para só então reagir e ganharmos."

A irregularidade já apareceu na fase de preparação, com uma derrota inesperada para a Espanha, nessa semana.

Ao lado de Stepanova, haverá uma estreante na seleção russa disputando os holofotes. E nem russa ela é. A excelente armadora americana Becky Hammon, 31 anos e 1,68m, será o grande trunfo do técnico Grudin. Rejeitada pela comissão técnica americana, Becky aceitou a proposta de defender a Rússia, onde joga durante suas férias na WNBA (também no CSKA). Em meio à polêmica decisão, Becky tem feito uma temporada muito boa pelo San Antonio, com médias de 18 pontos e 5 assistências por jogo. Resta saber como ela será incorporada à seleção e em que ponto o curto período de treinamento irá prejudicá-la. Becky ficou com a vaga que, no Mundial, pertenceu à Ekaterina Demagina.

A segunda estrela genuinamente russa é a armadora Ilona Korstine, 28 anos, 1,83m. Veloz, bela e extremamente graciosa em quadra, Korstine capta as atenções. Tem um bom entendimento com Stepanova, com quem joga também no clube (o CSKA) e um excelente posicionamento de rebote. Seu jogo ainda peca no fraco aproveitamento de três pontos, algo que ela vem tentando melhorar. Justamente aí deve residir uma dos grandes vantagens que Becky poderá oferecer às russas: maior fôlego nos tiros de longa distância.

A disputa na armação esquenta ainda mais com a presença da veterana Oxana Rakhmatulina, 32 anos, 1,80m. Embora pontue com eficiência e tenha sido a cestinha na histórica vitória contra as americanas, em 2006; Oxana se sacrifica em nome do equilíbrio da equipe, na qual funciona como uma grande líder, dentro e fora da quadra. Joga no Ekaterimburg.

Nas laterais, a Rússia tem um desfalque importante: Olga Arteschina, 26 anos, grávida. Não falta, no entanto, qualidade às suplentes.

Uma das candidatas é Natalia Vodopyanova, 27 anos, 1,88m, que desfalcou a seleção nos amistosos dessa semana. Apesar de ser uma ótima jogadora, não conseguiu se firmar na WNBA. Depois de quatro temporadas na Polônia, voltou ao basquete russo. Defendeu o Ekaterimburg, na última temporada. Apesar de colaborar muito no poder de rebote da equipe, tem deixado a desejar no ataque.

A ala Svetlana Abrosimova, 28 anos e 1,88m é a outra grande opção. Jogou no universitário americano pela Universidade de Connecticut, sendo selecionada pelo Minnesota Lynx na sétima escolha do draft de 2001. Decidiu não jogar a temporada 2008 da WNBA para se recuperar de uma pequena lesão no tornozelo e poder treinar com a seleção. Evoluiu muito na temporada de 2007 da WNBA, onde teve médias de 10,2 pontos, 4,4 rebotes e 2,5 assistências. Atualmente no Spartak, Abrosimova tem trajetória discreta com a seleção russa, principalmente pelos conflitos com o técnico anterior (Vadim Kapranov).

A ala-pivô Tatiana Schegoleva deve ser presença certa no garrafão ao lado de Stepanova. Aos 26 anos, com 1,92m, Tatiana usa a agilidade como sua principal característica. A leveza, no entanto, às vezes lhe desfavorece em garrafões com adversárias corpulentas. Conhecida por ser extremamente guerreira, causou sensação na Rússia, no ano passado, quando bloqueou um chute de Vitali Fridzon, armador russo, em uma partida comemorativa. Também defendeu o Spartak, na última temporada.

No banco, Marina Karpunina, armadora, 24 anos, 1,78m busca seu espaço em meio à dura concorrência no clube (Spartak) e na seleção. Situação bastante semelhante vive sua xará, Marina Kuzina, pivô, 23 anos, 1,85m, do Dynamo de Moscou.

Filha do assistente técnico da seleção, a ala Irina Sokolovskaya, 23 anos, 1,87 não participou do último Mundial, quando a eleita foi Elena Karpova. Com pouco espaço no CSKA (8 minutos em média, na EuroLiga), tem procurado se aprimorar nos arremessos de longa distância.

Destaque da fase inicial de preparação, a pivô Irina Ossipova, de 27 anos e 1,96m é conhecida pelo temperamento difícil, que acabou limitando seu crescimento nos clubes e na seleção. Defende o Spartak.

Completando o plantel, há Ekaterina Lisina, a mais jovem do grupo. A ágil Lisina, pivô, de 1,98m e 21 anos, saiu cedo da Rússia. Foi jogar no Pécs, da Hungria, aos 16 anos. Em uma partida da EuroLiga, enfrentou o CSKA, de Stepanova e chamou a atenção ao dar 2 tocos na compatriota. Atuações como essa garantiram um lugar à jovem no time russo no Mundial-06. Hoje, Lisina joga no antigo rival CSKA.

A estréia da Rússia, no dia 9 de agosto, é contra a Letônia. Depois, enfrenta a Coréia (11), a Bielorrússia (13), o Brasil (15) e repete a decisão do último Mundial com a Austrália (17).

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Pedras de Pequim: CHINA


Dona da casa nesses Jogos, a China busca seu retorno à elite do basquete feminino. Com o registro de duas medalhas na competição (bronze, em 84 e prata, em 92), as asiáticas abandonaram o pódio desde então. Adversária do Brasil na final do Mundial-94, com a lendária Zheng Haixia, a China caiu de produção desde então, alcançando dois nono lugares (em Atlanta-96 e Sydney-04).

Encerrada a campanha em Atenas, o técnico Gong Luming foi substituído pelo australiano Tom Maher, que acabava de levar a Nova Zelândia às oitavas daqueles Jogos, e que comandara sua seleção natal ao bronze (1996) e à prata (2000) olímpicas.

O primeiro grande torneio de Tom com a China, no entanto, foi uma decepção. Com um time mutilado por lesões físicas, as chinesas não passaram de um décimo primeiro lugar no Mundial, em 2006.

Um ano depois, no Asiático-07, a seleção acabou perdendo a decisão para a Coréia.

Ainda assim, a federação chinesa apoiou Maher, reforçando que, apesar dos maus resultados, a equipe vinha progredindo, principalmente na defesa, uma das obsessões do técnico australiano.

Maher manteve a base da seleção: as experimentadas Miao Lijie (ala, 27 anos, 1,78m, que jogou na WNBA, em 2005, exímia arremessadora de 3 pontos), Chen Nan (pivô, 25 anos, 1,95m) e Sui Feifei (ala, 29 anos, 1,83m, também com passagem na WNBA, em 2006 e uma das mais populares em seu país) continuam sendo as maiores referências do time.

Há ainda Chen Xiaoli, 26 anos, pivô, de 1,93m.

Maher tem ainda o luxuoso apoio de Michele Timms, grande armadora australiana, que trabalha como assistente da seleção.

Os melhores resultados apareceram esse ano. As chinesas treinam como uma seleção permanente e disputaram uma série de amistosos, inclusive contra o Brasil, de quem ganharam (90-81) na véspera do Pré-Olímpico.

No torneio-teste, em abril, as chinesas surpreenderam, ao vencer as americanas (desfalcadas, mas com Lisa Leslie), na final; resultado bastante comemorado.

Todos sabem, no entanto, que enquanto a China já está jogando no seu máximo, pelo longo período de treinamento. As outras onze seleções se preparam para tentar alcançar esse mesmo máximo, em Pequim.

De qualquer modo, jogando em casa, a China não será um adversário tão fácil quanto os últimos resultados fazem supor.

A estréia das chinesas será no dia 09 de agosto, contra a Espanha. Na sequência: Estados Unidos, Nova Zelândia, Mali e República Tcheca.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Pedras de Pequim: MALI


A seleção de Mali é a representante única da África em Pequim. Será a primeira vez que a seleção disputa uma Olimpíada.

Mali alcançou esse feito ao derrotar o Senegal, que jogava em casa, na final do Africano-07, por 63-56.

O grande destaque do time é a ala-armadora Maiga Hamchetou, de 30 anos e 1,85m, capitã da seleção e MVP do Campeonato Africano. Maiga radicou-se nos Estados Unidos, sendo o draft número 10 da temporada de 2002 da WNBA, após defender a Universidade de Old Dominion. Depois de cinco anos em Sacramento, segue no Houston, com médias de 7,4 pontos e 21 minutos por partida, na atual temporada. Nas férias da WNBA, disputou a última Euroliga, pelo Brno, da República Tcheca.

A história de vida da estrela é um capítulo a parte. Nascida em Bamako, capital de Mali, filha de um jogador de basquete, começou a jogar aos oito anos, ao lado dos dezenove irmãos. "Disputávamos torneios entre nós." relembra. "Treinávamos muitas vezes no asfalto. Ficava muito triste quando chovia e não podíamos jogar.". Mesmo hoje, com uma carreira vitoriosa, Maiga mantém a humildade: "Não sei se era a melhor da família. Tive sorte." Entre os buracos no chão e os irmãos mais altos, Maiga talhou seus movimentos para alcançar a cesta. "Ninguém me queria no começo, porque era pequena. Mas acabaram me aceitando pela minha insistência." afirma. Assim, a jogadora chegou ao Djoliba, maior clube local e onde atua a maior parte de suas companheiras de seleção. De lá, foi ao Dakar, do Senegal, onde ganhou um prêmio de MVP, que lhe valeu o equivalente a cerca de cem euros. "Foi muito dinheiro pra mim" diz. Disputando um Campeonato Africano, com a seleção de Mali, foi vista pelo técnico da Universidade de Old Dominion, que a abordou e fez o convite. A africana agarrou a oportunidade e deu início a parte da história que conhecemos.

Ao lado da estrela, a jovem Diéné Diawara, 20 anos, 1,92m foi a reboteira da competição. Joga no Limoges, da França (Segunda Divisão).

Naré Diawara, pivô, de 25 anos e 1,83m é outra atleta com experiência na Liga Francesa. Esteve no Mondeville, por apenas seis rodadas na última temporada. Chegou a ser draftada na WNBA, mas não foi utilizada.

A preparação até o momento segue lenta. Fora duas vitórias em jogos com a Tunísia e uma vitória e uma derrota contra a Holanda. O time fará mais amistosos nas próximas semanas e ainda jogará o Diamond Ball.

A estréia é contra a Nova Zelândia, no dia 09 de agosto. Na seqüência, a seleção, que está na trigésima primeira posição do ranking da FIBA, encara República Tcheca, Estados Unidos, China e Espanha.

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Pedras de Pequim: NOVA ZELÂNDIA


Muito do que as neozelandesas puderam experimentar no basquete deve-se à boa fase do basquete australiano. A atual seleção campeã mundial é a evidente inspiração da (ainda) frágil Nova Zelândia. Assim como a federação australiana, que dá "nomes" às suas seleções; a Nova Zelândia repete a dose e chama suas meninas de "Tall Ferns", algo como Samambais Gigantes.

A seleção ocupa a décima sexta posição no ranking da FIBA, mas há poucos resultados internacionais que respaldem tal colocação. O fato é que as meninas encaram sua terceira Olimpíada consecutiva. Beneficiadas pelo fato de a Austrália sediar o evento (2000), pelo antigo sistema de classificação (2004) e pelo ouro da Austrália no Mundial-06 (2008), as samambaias alcançaram um feito histórico.



E é bebendo na fonte australiana, que as neozelandesas pretendem alçar vôos mais altos.

Em outubro de 2007, uma equipe neozelandesa - o Christchurch Sirens - passou a disputar a liga australiana (a WNBL). Das doze jogadoras que vão a Pequim, simplesmente sete jogam na equipe. O técnico do time é o assistente da seleção.

Com tanto incentivo, o time vem evoluindo.

Em Sydney-00, a seleção acabou o torneio com apenas uma vitória (sobre o Senegal), na décima primeira colocação.

Quatro anos depois, em Atenas, a seleção, sob o comando do australiano Tom Maher, (técnico da Austrália na conquista da prata, em Sydney e que agora responde pela China) teve duas vitórias (contra Coréia e China) e conseguiu um honroso oitavo lugar, após cair nas oitavas, justamente, contra a Austrália.

Em Pequim-08, o técnico Mike McHugh pretende surpreender, assim como na vitória contra a (desfalcada, é verdade) Austrália, no torneio-teste, no começo desse ano.

O caminho, no entanto, é complicado para um time jovem e baixo.

O principal destaque é a armadora Angela Marino, de 22 anos e 1,65m, que joga no Adelaide Lightning, atual campeão da WNBL. O pai da jogadora é dono do time. Marino é uma das duas remanescentes do ciclo olímpico anterior. A outra é a pivô Aneka Kerr, 1,82m e 27 anos, capitã da equipe.

Entre as novidades, estão a armadora Clare Bodensteiner, uma nativa que joga no basquete universitário norte-americano (Stanford, da técnica Tara VanDerveer) e que de lá, acabou trazendo a ala Jillian Harmon (nascida em Nova Iorque), que conseguiu cidadania neozelandesa para reforçar o grupo. Uma esperança para elevar a média de altura do time é a pivô Jessica McCormack, de 18 anos e 1,94m, que acaba de ser convidada pela renomada Universidade de Connecticut, do respeitado Geno Auriemma.

Outra curiosidade á a presença de duas irmãs na seleção: as mórmons Charmian e Natalie Purcell. Por motivos religiosos, Charmian não joga aos domingos. Mas Natalie, sim.

A seleção estréia contra Mali, no dia 09 de agosto, mas depois, encara verdadeiras "pedras": Espanha, China, República Tcheca e Estados Unidos. Sobre o sorteio do grupo, o técnico McHugh disse: "Caímos no grupo da morte.", acreditando que no outro grupo sua equipe teria melhores chances (?!) contra Letônia, Brasil e Bielorrússia. Surrado pelas tchecas em amistosos, ele já decretou: "Precisamos encontrar uma maneira de vencer a Espanha.".

sábado, 12 de julho de 2008

Pedras de Pequim: BIELORRÚSSIA


Assim como a Letônia, a seleção da Bielorrússia (Belarus) demorou a retornar ao mapa do basquete feminino após o fim da URSS. No entanto, no ano passado, o time se converteu na maior surpresa do Europeu-07, ao conquistar a medalha de bronze, já na primeira vez que disputava o grupo principal da competição. As bielorrussas eliminaram a Itália, que sediava o evento, e derrotaram as tchecas nas quartas-de-final. Após perder para a Espanha nas semifinais, ganharam a disputa do bronze com a Letônia.

A campanha valeu a vaga no Pré-Olímpico Mundial, no qual a Bielorrússia estreou com uma derrota para Cuba (68-58). Após bater Taiwan (81-65), a seleção garantiu a vaga ao vencer o Brasil, na prorrogação, por 86-79.

A vitória da Bielorrússia em Madrid chama atenção para o poder de recuperação do time, algo que já havia sido mostrado no Europeu. Naquela ocasião, as bielorrussas pareciam cartas fora do baralho, quando após boas apresentações na primeira fase, iniciaram a segunda com derrotas para França e Rússia. Em Madri, quando todos (e nós, principalmente) pensamos o mesmo, fomos surpreendidos com uma derrota.

O país ocupa a trigésima posição no ranking da FIBA.

O grande destaque do time é a dupla de pivôs. Já chamadas de Torres Gêmeas, Yelena Leuchanka e Anastasya Verameyenka somaram 60 rebotes nos três jogos do Pré-Olímpico.

Leuchanka (25 anos, 1,96m) foi um dos destaques da campanha do Ekaterimburg (Rússia) na última Euroliga. A pivô viveu dos 17 aos 23 anos, nos Estados Unidos, onde acumulou experiência em várias divisões na NCAA, bem como cirurgias nos joelhos. Encerrando a vida universitária, tornou-se a primeira bielorrussa a jogar na WNBA, ao defender o (falecido) Charlotte. Passou por equipes da Espanha e da Lituânia. Esse ano foi selecionada para o Atlanta Dream, mas acabou recusando a proposta. Tem um jogo intenso e baseado no vigor físico.

Anastasya, de apenas 21 anos e 1,92m, joga no Nadezhda Orenburg, também da Rússia. É uma reboteira nata e uma arremessadora quase perfeita à média distância (no jogo contra o Brasil, converteu oito cestas em nove tentadas, registrando um double-double: 19 pontos e 10 rebotes). Destaca-se ainda nos tocos (oito no Pré-Olímpico). É irmã de Vladimir Veremeenko, da seleção masculina.

Se o garrafão já tem duas formidáveis atletas, a armação conta com o talento de Natalia Marchanka, de 29 anos e 1,70m, outro grande destaque no time. Ao final do Europeu, foi eleita para a seleção do campeonato. É excelente arremessadora de longa distância. No momento é a líder da seleção em quadra, mas sempre mantém um tranqüilizador sorriso no rosto. Foi a cestinha no jogo contra o Brasil, com 21 pontos (2pts 3/4 3pts 3/5 LL 6/7). O basquete de Marchanka também foi talhado na NCAA, onde quebrou vários recordes. Ao voltar para a Europa, se firmou no polaco Chelm (pequeno clube, onde jogou com a pivô brasileira Ana Lúcia), até se transferir para o Dinamo-Energiya Novosibirsk, da Rússia (onde já jogaram Helen e Karla). Para essa temporada, já negociou seu retorno à Polônia, mas agora no Lotos.

A ala-armadora Olga Masilionene (28 anos, 1,80m) teve boa atuação Pré-Olímpico, se convertendo na melhor opção do time para as bolas de longa distância (50% de aproveitamento). Ainda busca melhores forma e ritmo, após uma gravidez. Disputou a última temporada pelo Polkowice, também da Polônia.

Tatyana Troina, jogadora do Hasharon, de Israel, também é cria do basquete universitário norte-americano. Casada com Andrey Krivonos, capitão da seleção masculina local, a ala de 28 anos e 1,88m foi a heroína da conquista do bronze no Europeu, ao converter dois arremessos de três pontos quando a Letônia reduzia a vantagem bielorrussa de vinte para quatro pontos. Teve média de 9,7 pontos no Pré-Olímpico.

Reserva de Marchanka, Olga Padabed (29 anos, 1,74m) vem de uma temporada complicada em clubes. Depois de anos freqüentando os maiores clubes russos, já passou esse ano pelo Misnk (da Bielorrússia), pelo Césis (da Letônia) e acabou no Saint-Amand-les-Eaux (da França). Ainda assim não comprometeu no Pré.

Completam o time a ala-pivô Nataliya Trafimava (29 anos, 1,86m), do polonês Wisla, e a pivô Marina Kress, 28 anos, 1,92m, companheira de Kátia Denise, no Extrugasa, da Espanha.

Em relação à Madrid, o técnico Anatoly Buyalski tem um desfalque certo: a ala Sviatlana Volnaya (29 anos, 1,87m). Volnaya foi submetida à uma cirurgia no joelho na semana passada, nos Estados Unidos. Até o Europeu-07, Volnaya era considerada a melhor jogadora da seleção. Problemas físicos, no entanto, já vinham reduzindo sua participação. No Pré, jogou 17' contra o Brasil e marcou dois pontos.

A ala Katsiaryna Snytsina (23 anos, 1,88), que joga no Dynamo Novosibirsk, pode ser mais um desfalque.

Brasil e Bielorrússia se encontram na última rodada da primeira fase dos Jogos, no dia 17 de agosto.