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domingo, 9 de agosto de 2009

Sub-16 estreia amanhã na Copa América contra o Canadá

120b A seleção brasileira feminina sub-16, patrocinada pela Eletrobrás, estréia contra o Canadá, nesta segunda-feira (15h de Brasília), na Copa América / Pré-Mundial do México. A primeira rodada terá ainda Porto Rico x Argentina (17h); Estados Unidos x República Dominicana (19h) e Guatemala x México (21h). Ainda na primeira fase, o Brasil, que está no grupo “A”, irá enfrentar o México (terça) e a Guatemala (quarta). Apenas os três primeiros colocados garantem a vaga no Campeonato Mundial Sob-17 de 2010.
 
— Vamos estrear contra o adversário mais forte da chave. E uma vitória praticamente garante o Brasil na semifinal. Sabemos que será um confronto difícil, mas temos todas as condições de conseguir um resultado positivo — disse o técnico César Guidetti.
 
De acordo com o regulamento da Copa América, na primeira as equipes jogam entre si nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a semifinal, no sistema de cruzamento olímpico: A1 x B2 e A2 x B1.Os vencedores decidem o título na sexta-feira, enquanto os perdedores disputam a medalha de bronze.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Sub 16 inicia última fase de treinos para Copa América

A seleção brasileira feminina sub-16, patrocinada pela Eletrobrás, deu início, nesta segunda-feira (20), em Osasco (SP), à segunda e última etapa de treinamentos para disputar a Copa América / Pré-Mundial da categoria, que acontece de 10 a 14 de agosto, na Cidade do México. Dirigida pelo técnico César Guidetti, a equipe treina essa semana concentrada na parte tática, sem deixar de lado o que já foi praticado na primeira fase de treinos, que aconteceu em fevereiro.

— Nessa segunda etapa, vamos dar maior ênfase na parte tática, trabalhando movimentos simples, mas que favoreçam as características das atletas. E continuamos com o trabalho físico e técnico. Até o início da semana que vem, pretendemos já ter avançado nessa parte tática para começarmos os coletivos e amistosos — disse o técnico César Guidetti, acrescentando que a ala Gessica Galli, lesionada, foi a única das 17 convocadas que não se apresentou à seleção.
Os treinos da seleção sub-16 feminina acontecem até o dia 7 de agosto nos ginásios da ACM (10h às 12h) e Geodésico (18h às 20h), em Osasco (SP). No dia 8, o grupo embarca para o México. A Copa América vai classificar os três primeiros colocados para o Campeonato Mundial Sub-17 de 2010.

AS CONVOCADAS
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
Thamara de Freitas – Pivô – 15 anos – 1,87m – Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
Alana Arias – Pivô – 15 anos – 1,87m – Colégio Farroupilha (RS) – RS
Raquel Dudzevich – Pivô – 16 anos – 185m – Centro Olímpico (SP) – SP
Martha Imoniana – Pivô – 15 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP) – SP
Letícia Lisboa – Ala/Pivô – 16 anos – 1,84m – APAB/Barretos (SP) – MG
Vanessa Gonçalves – Pivô – 15 anos – 1,82m – Santo André (SP) – SP
Júlia Alves – Pivô – 16 anos – 1,82m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Patricia Kelly de Jesus – Ala – 16 anos – 1,80m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Isabela Ramona Macedo – Ala – 15 anos – Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
Erika Leita – Ala/Armadora – 16 anos – 1,72m – APAB/Barretos (SP) – SP
Natália Saar – Ala – 15 anos – São José dos Pinhais (PR) – PR
Stephanie de Oliveira – Armadora – 16 anos – 1,70m – CFE Janeth Arcain (SP) – SP
Bruna Werberich – Ala/Armadora – 15 anos – 1,70m – Colégio Alfa Medianeira (PR) – PR
Juliana Roberto – Ala/Armadora – 16 anos – 1,70m – Centro Olímpico (SP) – SP
Priscilla Bernardes – Armadora – 16 anos – 1,69m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Drielli do Nascimento – Armadora – 16 anos – APAB/Barretos (SP) – SP
Média de idade: 15,5 anos
Média de altura: 1,78m

COMISSÃO TÉCNICA
Administrador: José Alberto Pereira
Técnico: César Guidetti
Assistente técnica: Vânia Paulette
Preparador físico: Paulo Augusto Martignago
Médico: Dr. Rodrigo Palhares
Fisioterapia: Giulianne Trevisan

Fonte: CBB

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Guidetti convoca seleção Sub 16 para a Copa América

Rio de Janeiro — O técnico César Guidetti convocou a seleção brasileira sub-16 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, para a segunda fase de treinamento rumo à Copa América / Pré-Mundial da categoria, que será realizada de 10 a 14 de agosto, na Cidade do México. As 17 atletas se apresentam no dia 19 de julho, às 18 horas, no Hotel Vollare, em Osasco (SP). No dia seguinte, as meninas entram em quadra para começar o trabalho técnico, físico e tático. A preparação vai até o dia 7 de agosto, nos ginásios da ACM (10h às 12h) e Geodésico (18h às 20h).

— Vamos iniciar a última etapa de treinamento para a Copa América. O grupo vem numa crescente, participaram do Campeonato Sul-Americano Sub-15 do ano passado e estiveram na primeira fase de preparação, no início do ano. Convocamos as 17 meninas que estão em melhores condições neste momento, conforme avaliamos a evolução delas tanto na seleção como nos respectivos estados. Algumas atletas foram chamados para treinar com a sub-15 e com a sub-17 no mês passado e Tivemos a oportunidade de observar e trocar informações com as comissões técnicas sobre a atuação das jogadoras — explicou Guidetti

A Copa América / Pré-Mundial vai classificar os três primeiros colocados para o Campeonato Mundial Sub-17 do ano que vem. Além dos resultados, o objetivo também é preparar jogadoras para as futuras gerações.

— Agora é hora do elenco ficar mais focado do que nunca no objetivo de conquistar a vaga para o Mundial. A classificação é importante para dar seqüência às competições internacionais tanto para o crescimento individual das atletas como do grupo. Além do resultado, também queremos formar jogadoras para as futuras gerações do basquete brasileiro.

AS 17 CONVOCADAS
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
Thamara de Freitas – pivô – 15 anos – 1,87m – Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
Alana Arias – pivô – 15 anos – 1,87m – Colégio Farroupilha (RS) – RS
Raquel Dudzevich – pivô – 16 anos – 185m – Centro Olímpico (SP) – SP
Martha Imoniana – pivô – 15 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP) – SP
Letícia Lisboa – ala/pivô – 16 anos – 1,84m – APAB/Barretos (SP) – MG
Vanessa Gonçalves – pivô – 15 anos – 1,82m – Santo André (SP) – SP
Júlia Alves – pivô – 16 anos – 1,82m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Patricia Kelly de Jesus – ala – 16 anos – 1,80m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Géssica Galli – ala – 16 anos – 1,80m – Clube Escolar Bom Jesus (SC) – PR
Isabela Ramona Macedo – ala – 15 anos - Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
Erika Leite – ala/armadora – 16 anos – 1,72m – APAB/Barretos (SP) – SP
Natália Saar – ala – 15 anos – São José dos Pinhais (PR) – PR
Stephanie de Oliveira – armadora – 16 anos – 1,70m – CFE Janeth Arcain (SP) – SP
Bruna Werberich – ala/aarmadora – 15 anos – 1,70m – Colégio Alfa Medianeira (PR) – PR
Juliana Roberto – ala/armadora – 16 anos – 1,70m – Centro Olímpico (SP) – SP
Priscilla Bernardes – armadora – 16 anos – 1,69m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Drielli do Nascimento – armadora – 16 anos – APAB/Barretos (SP) – SP
Média de idade: 15,5 anos
Média de altura: 1,78m

COMISSÃO TÉCNICA
Administrador: José Alberto Pereira
Técnico: César Guidetti
Assistentes técnicos: Adriano Lucena Araújo e Vânia Paulette
Preparador físico: Paulo Augusto Martignago
Médico: Dr. Rodrigo Palhares
Fisioterapia: Giulianne Trevisan

APRESENTAÇÃO
Data: 19 de julho
Horário: 18 horas
Local: Hotel Vollare (Av. Santo Antônio, 57 - Vila Osasco)

TREINAMENTO
Período: 20 de julho a 7 de agosto
Horários: 10 às 12h no ginásio da ACM e 18h às 20h no ginásio Geodésico
Endereços:
ACM – Av. das Flores, 453 – Centro
Geodésico – Av: dos Eucaliptos, s/nº - Cidade das Flores

Fonte: CBB

segunda-feira, 2 de março de 2009

P­ara não per­der atle­tas, CBB con­ta com ­apoio das fe­de­ra­ções


Da­niel Bri­to
Agên­cia Es­ta­do


São Pau­lo - A es­ta­tu­ra ele­va­da, a gran­de en­ver­ga­du­ra dos bra­ços e a boa im­pul­são são ca­rac­te­rís­ti­cas em co­mum dos jo­ga­do­res de vô­lei e bas­que­te.

Por cau­sa de­las, a ca­rio­ca Tha­ma­ra de Frei­tas, 15 ­anos, cha­mou a aten­ção dos téc­ni­cos de vô­lei do Flu­mi­nen­se, no Rio, que a con­vi­da­ram pa­ra fa­zer um tes­te. Vi­ram na me­ni­na a téc­ni­ca, ain­da que pou­co de­sen­vol­vi­da, pa­ra bri­lhar no ho­je se­gun­do es­por­te ­mais po­pu­lar do Bra­sil. Pa­ra sor­te de Cé­sar Gui­det­ti, trei­na­dor da se­le­ção bra­si­lei­ra de bas­que­te fe­mi­ni­no sub-16, Tha­ma­ra não gos­tou do tes­te no Flu.

‘‘Já trei­na­va bas­que­te quan­do me cha­ma­ram pa­ra fa­zer vô­lei. Não gos­tei do es­por­te, não tem tan­ta emo­ção quan­to o ­basquete’’, de­fen­deu a pi­vô da equi­pe co­man­da­da por Gui­det­ti. A se­le­ção se pre­pa­ra pa­ra a Co­pa Amé­ri­ca, em ju­nho, em Bue­nos Ai­res. A com­pe­ti­ção clas­si­fi­ca­rá as qua­tro me­lho­res se­le­ções pa­ra o Mun­dial Sub-17, em 2010, sem se­de de­fi­ni­da.

Tha­ma­ra me­de 1,83m de al­tu­ra. Ela é a ­mais al­ta do elen­co de Gui­det­ti e ­atua co­mo pi­vô ao la­do da pau­lis­ta Mar­tha Imo­nia­na, que tem a mes­ma ida­de e é um cen­tí­me­tro ­mais bai­xa.

Gui­det­ti co­me­mo­ra a pre­sen­ça de Tha­ma­ra e Mar­tha em seu ti­me. Mas sa­be que é di­fí­cil con­ven­cer ou­tras ga­ro­tas al­tas a jo­gar bas­que­te. ‘‘Mui­tas me­ni­nas nes­sa ida­de vão jo­gar ­vôlei’’, cons­ta­tou o trei­na­dor. ‘‘O Bra­sil es­tá ca­ren­te de me­ni­nas al­tas. Mar­tha e Tha­ma­ra têm uma boa es­ta­tu­ra, mas não são as ­mais al­tas nem as ­mais bai­xas que já ti­ve­mos no gar­ra­fão da se­le­ção nes­sa fai­xa ­etária’’, ex­pli­cou.

Só pa­ra efei­tos com­pa­ra­ti­vos, Tha­ma­ra tem a mes­ma al­tu­ra da ala-pi­vô mi­nei­ra Fer­nan­da Bel­ling, 26, que dis­pu­tou os Jo­gos de Pe­quim/2008. Não bas­tas­se a con­cor­rên­cia com o vô­lei, o bas­que­te ain­da so­fre com a fal­ta de re­co­nhe­ci­men­to do pú­bli­co. ‘‘Quan­do as pes­soas me ­veem na rua com uni­for­me de trei­no, me per­gun­tam se sou jo­ga­do­ra de vô­lei ou de ­futebol’’, con­tou Mar­tha.

In­fluên­cia ca­sei­ra

Mar­tha jo­ga pe­lo Cen­tro Olím­pi­co, de São Pau­lo, e nun­ca ex­pe­ri­men­tou o es­por­te ‘‘­concorrente’’ por cau­sa da in­fluên­cia que so­fre den­tro de ca­sa.

‘‘Mi­nha ir­mã jo­ga bas­que­te em São Cae­ta­no e eu co­me­cei por cau­sa ­dela’’.

Fi­lha de pai ni­ge­ria­no e mãe bra­si­lei­ra, ela es­tá fa­zen­do um tra­ba­lho es­pe­cí­fi­co pa­ra dei­xar o gar­ra­fão e se tor­nar ala.

‘‘O Bra­sil pre­ci­sa de ­alas al­tas, co­mo a Mar­tha vai ser da­qui a uns ­anos’’, dis­se Gui­det­ti. A co­mis­são téc­ni­ca es­ti­ma que ela po­de cres­cer de ­seis a oi­to cen­tí­me­tros.

Tha­ma­ra, por sua vez, ­atua pe­la Man­guei­ra e sua de­di­ca­ção ao es­por­te ser­ve de exem­plo pa­ra a ir­mã ­mais no­va, de 12 ­anos, que co­me­ça a pe­gar os pri­mei­ros re­bo­tes e fa­zer ces­tas nas qua­dras da agre­mia­ção ver­de-ro­sa.

‘‘Te­nho 15 ­anos e che­guei à se­le­ção bra­si­lei­ra. Não há por que de­sis­tir ago­ra. Que­ro ir ­mais lon­ge den­tro do ­basquete’’, pla­ne­jou Tha­ma­ra, fi­lha de um se­gu­ran­ça e uma fun­cio­ná­ria de su­per­mer­ca­do do Rio de Ja­nei­ro.

Pa­ra não dei­xar me­ni­nas de es­ta­tu­ra aci­ma da mé­dia mi­grar pa­ra o vô­lei, Gui­det­ti, téc­ni­co ex­clu­si­vo da se­le­ção des­de 2006, con­ta com a co­la­bo­ra­ção das fe­de­ra­ções es­ta­duais.

‘‘O pes­soal da Ba­hia, por exem­plo, in­di­cou uma me­ni­na de 14 ­anos com 1,92m que es­tá trei­nan­do no Fi­na­sa e de­ve ser con­vo­ca­da em ­breve’’.

Fonte: matéria publicada no jornal Folha de Londrina, que o Marival Junior avisou que tinha publicado em seu blog (Basquete em Londrina) na caixinha de comentários.



P.s: a publicação dessa reportagem é (segundo o Blogger) o post de número 10.000 desse blog.

Não imaginava chegar até aqui, nem arrumar tanto assunto.

Mas aqui estamos.

Um abraço a todos que me ajudam a manter o PBF vivo.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Dupla de técnicos do Nordeste reforça seleção sub-16 feminina


Uma dupla de técnicos do Nordeste desembarcou na capital paulista e foi direto para a cidade de Osasco com um objetivo em comum na bagagem: ajudar a seleção brasileira Sub-16 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás. Adriano Araújo de Lucena veio de João Pessoa (PB) para ser assistente do técnico César Guidetti, enquanto Rodrigo Carlos Oliveira pegou o avião em Natal (RN) para participar da primeira fase de treinamento da equipe como convidado.

O sotaque engana a todos, mas na verdade Adriano é carioca. Aos 40 anos, ele recebeu a convocação para integrar a comissão técnica da equipe Sub-16 do Brasil. O técnico já participou de Universiades, da NCAA e chegou a trabalhar com os brasileiros Cláudio Tarallo (2006) e César Guidetti (2008) nas seleções Sub-19 e Sub-15, respectivamente.

— No ano passado, que fui como técnico convidado, aprendi muita coisa tática e como montar bem um time. Como a distância é muito grande entre a região nordeste e a sul, essa oportunidade de aprender e disseminar a experiência no nosso Estado é ímpar. Podemos ver como funciona a estrutura de seleção brasileira e levar um pouco disso para as nossas equipes. Fiquei muito feliz e orgulhoso com a convocação para assistente. Primeiro porque é um sonho se realizando estar numa seleção brasileira. E, segundo, porque é o reconhecimento do meu trabalho.

Mesmo não sendo novidade, para Adriano é um privilégio trabalhar ao lado de César Guidetti, além de ser um grande aprendizado.

— O Guidetti é uma pessoa ótima de se trabalhar. Ele cobra bastante a participação da gente nos treinos. Não nos deixa de fora de nada, dá liberdade para que possamos expor nossas idéias. No que eu puder contribuir para levar o Brasil ao lugar mais alto do pódio, eu vou fazer. Vou participar dos treinos, filmar e editar jogos, dar minha opinião quando for necessário. O importante é o grupo conquistar os objetivos e estou aqui para ajudar a fazer isso acontecer.

O potiguar Rodrigo conheceu o basquete no Ceará, mas foi no Rio Grande do Norte que se firmou como técnico, iniciando a carreira aos 16 anos. A oportunidade de estar na seleção chegou de surpresa.

— Quando eu recebi a notícia, fiquei em estado de choque. Depois que o “susto” passou, fiquei honrado em poder servir e ajudar o basquete do meu país. Não tem alegria igual. É indescritível. É o reconhecimento de todo o trabalho do nosso Estado, desde o presidente e vice-presidente da Federação, de todos os professores e atletas que procuram levantar o basquete no Rio Grande do Norte.

Jogador de basquete na infância e agora técnico na vida adulta. Rodrigo, que começou por influência do irmão, é técnico da seleção norte-rio-grandense feminina e agora começa a dar os primeiro passos na seleção brasileira.

— Meu irmão amarrava uns garrafões de água na grade que tinha na nossa casa. Jogávamos um contra um e fui me apaixonando pelo esporte. Na época, morávamos no Ceará e fui jogar no Clube Náutico, onde fiquei até os 11 anos. Depois voltei para o Rio Grande do Norte e fui treinar no Colégio Marista por mais sete anos. Aos 16, eu já ajudava o professor nas escolinhas e categorias menores. Fiz faculdade de Educação Física na Universidade Federal do Rio Grande do Norte e já estou completando 12 anos de profissão.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Seleção Sub-16 inicia treinamentos em Osasco

As 17 atletas convocadas pelo técnico César Guidetti para a seleção brasileira Sub-16 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, se apresentaram nesta sexta-feira, no hotel Vollare, em Osasco (SP). O primeiro treino foi realizado no ginásio Geodésio (17h às 19h) onde o grupo treinará em tempo integral até o dia 18 de fevereiro. O Brasil se prepara para a Copa América – Pré-Mundial da categoria, que será disputado de 10 a 14 de junho, em Buenos Aires, na Argentina. A competição classifica os quatro primeiros colocados para o Campeonato Mundial Sub-17 em 2010.

— Depois do Sul-Americano, não vimos mais as meninas jogarem, porque era época de férias tanto escolares como nos clubes. Por isso, optamos por convocar as 12 que disputaram o Sul-Americano, três atletas que participaram dos treinos no ano passado e duas estreantes que se destacaram no quadrangular final do Campeonato Paulista. Para a segunda etapa de treinamento, podemos aumentar o número de convocadas. Tudo vai depender do que vai acontecer nos campeonatos estaduais — comentou o técnico César Guidetti.

Nesta primeira fase, alguns conceitos táticos serão passados, mas a ênfase será na parte técnica.

— O fato de já conhecer as meninas facilita bastante. Vamos dar sequência ao trabalho que iniciamos no ano passado. O foco será na parte técnica, procurando melhorar nos fundamentos. No tático, usaremos movimentações simples. O objetivo é que elas busquem usar as suas características de jogo dentro da nossa filosofia — acrescenta Guidetti.

A expectativa para a Copa América é bem grande. Será o primeiro Pré-Mundial que Guidetti estará no comando de uma seleção brasileira.

— É um desafio difícil. Na América do Sul, Brasil e Argentina dominam o basquete feminino, mas Canadá e Estados Unidos já são outra história. São grandes forças nessas categorias. Queremos cumprir nossa meta e classificar para o Campeonato Mundial. Para mim já é uma realização comandar o Brasil numa competição como a Copa América. Ir para um Mundial é o sonho de qualquer técnico. Além disso, a vaga mundial representará o fechamento de um ciclo que começou com o Sul-Americano ano passado.

Na parte de preparação física, uma novidade. A partir de agora, musculação na academia faz parte do programa de treinamento. O preparador Paulo Martignago garante que vai colocar todo mundo para malhar.

— A nossa filosofia é respeitar a maturidade biológica das atletas e, por isso, a parte física era feita com o peso do próprio corpo. Agora, elas já estão numa fase que já podem ir pra a academia. Vamos fazer um treinamento de força, que é um dos grandes diferenciais do Brasil nas categorias de base na América do Sul. O segredo nesse treinamento é o controle de carga.

As jogadoras também vão passar por uma bateria de avaliações físicas para traçar o perfil atlético de cada uma.

— Vamos fazer avaliações físicas na terça-feira (dia 9) para saber como as atletas estão neste momento. Vamos refazer os testes para ver a evolução delas no final dessa fase de preparação e quando voltarem para a próxima etapa em maio. Com esses dados, saberemos o que cada uma precisa. Algumas necessitam mais força, outras mais agilidade, tudo depende também da posição em que jogam.

Além de estar sempre monitorando as atletas, o preparador físico tem que estar em sintonia com o técnico.

— Todo o trabalho de preparação é feito paralelo ao técnico. O preparador físico e o técnico devem caminhar juntos para obter um bom resultado. Nós definimos a programação com antecedência, para que o preparador físico saiba o que o técnico vai fazer em cada dia, para poder dar suporte. Por exemplo, se o treino for defesa, começo o aquecimento com exercícios ou atividades lúdicas relacionados a parte defensiva para quanto o treinamento com bola começar, as jogadoras já estejam em ponto de bala.

A ala/armadora Bruna Werberich está animada para defender novamente a seleção. O Sul-Americano foi um bom aprendizado e a atleta agora vai se esforçar ainda mais para se manter no grupo e garantir a vaga para o Mundial.

— Estou animada com mais essa chance de defender a seleção. Estou sempre pronta para ajudar o time no que for preciso. Ganhei uma boa experiência no Sul-Americano. Acho que toda cesta que a gente erra é um aprendizado, porque depois a gente faz diferente para acertar. Nossos adversários sul-americanos tinham um bom rendimento, as jogadoras da minha posição apresentaram características parecidas com as minhas. Agora é treinar forte para ficar na seleção e ir para a Copa América.

SELEÇÃO FEMININA SUB-16

Thamara de Freitas – Pivô – 15 anos – 1,87m – Mangueira/Petrobras (RJ)

Martha Imoniana – Pivô – 15 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP)

Raquel Dudzevich – Pivô – 16 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP)

Letícia Lisboa – Pivô– 16 anos – 1,84m – APAB/Barretos (SP)

Karine Marroni – Pivô – 16 anos – 1,82m – Colégio Sinodal (RS)

Júlia Alves – Pivô – 16 anos – 1,82m – Finasa/Osasco (SP)

Patrícia Kelly de Jesus – Armadora – 16 anos – 1,80m – Finasa/Osasco (SP)

Maria Claudia Teixeira – Ala/pivô – 14 anos – 1,79m – Beto Sport (MA)

Sheila Nunes – Ala/pivô – 16 anos – 1,79m – Finasa/Osasco (SP)

Ana Jéssica Pinto – Ala/pivô – 16 anos – 1,75m – Finasa/Osasco (SP)

Érika Leite – Ala/armadora – 16 anos – 1,72m – APAB/Barretos (SP)

Natália Saar – Ala – 15 anos – 1,72m – Finasa/Osasco (SP)

Thuanny Pinto – Armadora – 16 anos – 1,72m – UFC (SC)

Bruna Werberich – Ala/armadora – 15 anos – 1,70m – Colégio Alfa Medianeira (PR)

Juliana Roberto – Ala – 16 anos – 1,70m – Centro Olímpico (SP)

Pricilla Bernardes – Armadora – 16 anos – 1,69m – Finasa/Osasco (SP)

Drielle do Nascimento – Armadora – 16 anos – 1,60m – APAB/Barretos (SP)

Média de idade: 15 anos

Média de altura: 1,77m



COMISSÃO TÉCNICA

Supervisor: Antonio Carlos Barbosa

Administrador: Andréia Luiza Lopes

Técnico: Cesar Guidetti

Assistentes Técnicos: Adriano Araújo de Lucena e Vânia Paulette

Técnico Convidado: Rodrigo Carlos Oliveira

Preparador Físico: Paulo Martignago

Médico: Dr. Raphael Blum

Fisioterapeuta : Flávia Siqueira



PROGRAMAÇÃO

6 de fevereiro – Apresentação no Hotel Volare (12h) e Treino no ginásio Geodésio (17h/19h)

7 e 8 de fevereiro – Treinos no ginásio Geodésio (10h/12h e 18h/20)

9 a 18 de fevereiro – Treino no ginásio da ACM/Osasco (9h30/12h e 18h/20h)

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

César Guidetti convoca seleção sub-16

O técnico César Guidetti convocou nesta terça-feira a seleção brasileira Sub-16 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, para a primeira fase de treinamentos rumo à Copa América – Pré-Mundial da categoria, que será disputado de 10 a 14 de junho, em Buenos Aires, na Argentina. As 17 atletas se apresentam no dia 6 de fevereiro no Hotel Vollare, em Osasco (12h de Brasília) e treinarão até o dia 18 em tempo integral no ginásio Geodésio e na ACM de Osasco (SP). A Copa América classifica os quatro primeiros colocados para o Campeonato Mundial Sub-17 em 2010.

— Para a primeira etapa de treinos, optamos pelas 12 atletas que foram vice-campeãs no Sul-Americano Sub-15, realizado em Assunção, no Paraguai, em novembro de 2008, mais cinco que se destacaram nos clubes no final do ano. Até a segunda etapa, teremos mais tempo para observar outras jogadoras — explicou Guidetti.

Das 17 atletas, apenas duas estão sendo convocadas pela primeira vez: a armadora Patrícia Kelly de Jesus, de 16 anos, do Finasa/Osasco (SP), e a ala Juliana Roberto, também de 16, do Centro Olímpico (SP).

— Ambas se destacaram no Campeonato Paulista. A Patrícia é alta e versátil, joga em mais de duas posições. E a Juliana teve uma boa média de pontos e uma subida de rendimento no final da competição. Queremos observar como será o desempenho delas na seleção.

Segundo Guidetti, a passagem por competições internacionais é fundamental para o desenvolvimento das atletas. Na Copa América, com a participação de seleções fortes como Estados Unidos e Canadá, o nível de dificuldade será ainda maior que no Sul-Americano, mas o técnico acredita no potencial da equipe.

— São meninas com potencial físico e técnico muito bom. Com o tempo, a tendência é que se destaquem e cheguem ao nível profissional. A geração tem que cumprir um ciclo e acredito que seja possível dar um salto de crescimento que garanta nossa vaga para o Mundial. Queremos chegar à Copa América credenciados para a classificação.

AS 17 CONVOCADAS

Thamara de Freitas – Pivô – 15 anos – 1,87m – Mangueira/Petrobras (RJ)

Martha Imoniana – Pivô – 15 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP)

Raquel Dudzevich – Pivô – 16 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP)

Letícia Lisboa – Pivô– 16 anos – 1,84m – APAB/Barretos (SP)

Karine Marroni – Pivô – 16 anos – 1,82m – Colégio Sinodal (RS)

Júlia Alves – Pivô – 16 anos – 1,82m – Finasa/Osasco (SP)

Patrícia Kelly de Jesus – Armadora – 16 anos – 1,80m – Finasa/Osasco (SP)

Maria Claudia Teixeira – Ala/pivô – 14 anos – 1,79m – Beto Sport (MA)

Sheila Nunes – Ala/pivô – 16 anos – 1,79m – Finasa/Osasco (SP)

Ana Jéssica Pinto – Ala/pivô – 16 anos – 1,75m – Prefeitura S. José dos Pinhais (PR)

Érika Leite – Ala/armadora – 16 anos – 1,72m – Unimed/Americana (SP)

Natália Saar – Ala – 15 anos – 1,72m – Prefeitura S. José dos Pinhais (PR)

Thuanny Pinto – Armadora – 16 anos – 1,72m – UFC (SC)

Bruna Werberich – Ala/armadora – 15 anos – 1,70m – Colégio Alfa Medianeira (PR)

Juliana Roberto – Ala – 16 anos – 1,70m – Centro Olímpico (SP)

Pricilla Bernardes – Armadora – 16 anos – 1,69m – Finasa/Osasco (SP)

Drielle do Nascimento – Armadora – 16 anos – 1,60m – APAB/Barretos (SP)


COMISSÃO TÉCNICA

Supervisor: Antonio Carlos Barbosa

Administrador: Andréia Luiza Lopes

Técnico: Cesar Guidetti

Assistentes Técnicos: Adriano Araújo de Lucena e Vânia Paulette

Técnico Convidado: Rodrigo Carlos Oliveira

Preparador Físico: Paulo Martignago

Médica: Dra. Karina Siqueira

Fisioterapeuta: Renata Nolasco

sábado, 15 de novembro de 2008

Argentina bate Brasil e fica com o título do Sul-Americano Sub-15


Na final do 15º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, a seleção brasileira foi superada pela Argentina por 54 a 41 (25 a 15), disputada em Assunção, Paraguai. A cestinha da partida foi a argentina Diana Cabrera com 13 pontos. A principal pontuadora brasileira foi a ala/pivô Ana Jéssica Pinto com oito pontos. Com o resultado, a Argentina ficou com o título e o Brasil foi vice-campeão. Na preliminar, o Paraguai venceu o Equador por 66 a 59 e garantiu a última vaga para a Copa América - Pré Mundial Sub-16, em 2009, junto com Brasil e Argentina.

— Não fizemos um bom jogo, principalmente no ataque. O nosso aproveitamento ofensivo foi ruim e isso nos levou à derrota. A Argentina é um bom time, mas jogou muito em cima dos nossos erros. No terceiro período, melhoramos a defesa e diminuímos a diferença para cinco pontos. Mas continuamos falhando nas finalizações e perdemos a partida. Agora é trabalhar para corrigir os erros, pois essa equipe tem condições de evoluir muito até a Copa América do ano que vem — analisou o técnico César Guidetti.

BRASIL (08 + 07 + 11 + 15 = 41)

Drielle (7pts), Erika (4), Ana Jéssica (8), Raquel (2 e 9 rebotes) e Thamara (4 e 6 rebotes). Depois: Bruna (3), Natália (2), Júlia (2), Martha (3), Thuanny (3), Maria Claudia (2) e Sheila (1).

ARGENTINA (11 + 14 + 15 + 14 = 54)

Favre (4pts), Cabrera (13), Martinez (3), Gretter (12) e Acosta (11). Depois: Vazquez (3), Diaz (3), Pilotti (5), Zetzsche (0) e Sancisi (0).

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Brasil sub-15 tenta revanche contra a Argentina na final do Sul-Americano


A vitória sobre o Equador por 75 a 33 (31 a 20 no primeiro tempo) garantiu a seleção brasileira Sub-15 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, na final do 15º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, que está sendo disputado em Assunção, no Paraguai. Os destaques da partida com Duplo-Duplo foram as pivôs brasileiras Sheila Nunes, com 13 pontos e 11 rebotes, e Raquel Dudzevich, com 11 pontos e 11 rebotes. A principal pontuadora do Equador foi Ximena Elizalde com sete pontos. O Brasil disputa o título nesta quinta-feira (22h30 de Brasília) contra a Argentina, que venceu o Paraguai por 61 a 41 na outra semifinal.

— Fomos um pouco devagar no primeiro tempo. Fechamos na frente, mas não defendemos bem e atacamos sem criatividade. Conversei com as meninas no intervalo e lembrei mais uma vez que o jogo valia vaga para final e para a Copa América. No segundo tempo, o time esteve mais atento tanto na defesa quanto no ataque. Agora temos um jogo decisivo pela frente. Conseguimos o primeiro objetivo que era a classificação e vamos buscar o título. O grupo já assimilou a derrota para a Argentina e tem consciência de que tem condições de vencer. Diferente dos outros anos, as argentinas contam com uma pivô muito boa. Elas também são muito eficientes nos arremessos de três pontos. Mas o nosso time também é muito talentoso. Vamos jogar de igual para igual e buscar mais essa conquista para o Brasil — comentou o técnico César Guidetti.

Brasil e Argentina já estão clasificados para a Copa América - Pré Mundial Sub-16, em 2009. A terceira e última vaga sairá do confronto Paraguai x Equador, que disputam a medalha de bronze (20h30).

BRASIL (15 + 16 + 29 + 15 = 75)

Drielle (5pts), Erika (16), Ana Jéssica (2), Júlia (2) e Raquel (11 e 11 rebotes). Depois: Sheila (13 e 11 rebotes), Bruna (8), Thuanny (3 e 6 rebotes), Natália (10), Thamara (3 e 7 rebotes), Martha (2) e Maria Claudia (0 e 7 rebotes).

EQUADOR (08 + 12 + 08 + 05 = 33)

Racines (3), Elizalde (7), Baño (3), Perez (7) e Cordero (6). Depois: Regalado (4), Tarcan (0), Medina (2), Guallichico (0), Vargas (0), Fernandez (0) e Granda (1).


TABELA DO SUL-AMERICANO

— 1ª Rodada – Sexta-feira (dia 7 de novembro)

Argentina 59 x 41 Chile; Brasil 64 x 50 Equador e Paraguai 71 x 40 Bolívia


— 2ª Rodada – Sábado (dia 8 de novembro)

Bolívia 9 x 86 Brasil; Equador 42 x 59 Argentina e Chile 57 x 64 Paraguai

— 3º Rodada – Domingo (dia 9 de novembro)

Bolívia 29 x 86 Equador; Brasil 71 x 43 Chile e Paraguai 42 x 85 Argentina

— 4º Rodada – Segunda-feira (dia 10 de novembro)

Argentina 77 x 38 Bolívia; Equador 55 x 43 Chile e Brasil 74 x 41 Paraguai

— 5º Rodada – Terça-feira (dia 11 de novembro)

Chile 71 x 37 Bolívia; Argentina 66 x 54 Brasil e Paraguai 52 x 63 Equador



Classificação:

1º- Argentina – 10pts (cinco vitórias); 2º- Brasil – 9pts (quatro vitórias e uma derrota); 3º- Equador – 8pts (três vitórias e duas derrotas); 4º- Paraguai – 7pts (duas vitórias e três derrotas); 5º- Chile – 6pts (uma vitória e quatro derrotas); 6º- Bolívia – 5pts (cinco derrotas).


— Quarta-feira (dia 12 de novembro)

Disputa de 5º e 6º – Chile 66 x 22 Bolívia

Fase Semifinal

Argentina 61 x 41 Paraguai e Brasil 75 x 33 Equador

— Quinta-feira (dia 13 de novembro)

Disputa da medalha de bronze: Paraguai x Equador (20h30)

Disputa da medalha de ouro: Argentina x Brasil (22h30)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Seleção sub-15 treina no Paraguai

A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, treinou no ginásio do Olímpia, em Assunção, onde serão disputadas as partidas do 15º Campeonato Sul-Americano da categoria. A equipe chegou ao Paraguai segunda-feira à noite e está hospedada no Hotel City. O Brasil estréia contra o Equador nesta sexta-feira, às 20h de Brasília. As brasileiras enfrentarão ainda na primeira fase a Bolívia (sábado), Chile (domingo), Paraguai (segunda) e Argentina (terça). O Sul-Americano classifica os três primeiros colocados para a Copa América / Pré-Mundial de 2009, em Mendoza, na Argentina.

De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase as seleções jogam entre si. As quatro primeiras colocadas disputam a semifinal no sistema de cruzamento olímpico (1º x 4º e 2º x 3º). Os vencedores decidem o título, enquanto os perdedores disputam a medalha de bronze.

Para o técnico César Guidetti, chegar em Assunção cinco dias antes da estréia foi ótimo para a jovem equipe brasileira.

— Chegar no local da competição com antecedência permite ao grupo treinar, jogar e se adaptar bem ao país e à quadra de jogo. Isso ajuda também a diminuir a ansiedade das atletas, que estão estreando em competições oficiais.


Guidetti está confiante na qualidade técnica da equipe, que busca o título da competição.

— A expectativa é a melhor possível. É uma geração muito boa que está nascendo para o basquete nacional. O grupo está tranqüilo, treinando com dedicação e seriedade. Queremos o título e vamos lutar com garra para manter a hegemonia do continente.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Seleção Sub-15 estréia dia 7, contra o Equador


A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, realizou nesta sexta-feira no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC), o último treino antes do embarque para a disputa do 15º Campeonato Sul-Americano da categoria. A competição será disputada em Assunção, no Paraguai, de 7 a 14 de novembro. Na primeira rodada, marcada para a próxima sexta-feira, o Brasil joga com o Equador, às 20h de Brasília. As brasileiras terão ainda como adversárias a Bolívia (dia 8), Chile (9), Paraguai (10) e Argentina (11).

— O basquete feminino do Brasil tem uma boa tradição em Sul-Americanos. A Argentina sempre vem como uma das grandes forças depois do Brasil. O Equador vem fazendo há alguns anos um bom trabalho, com continuidade. Em alguns campeonatos, tem chegado entre os quatro semifinalistas. Já o Paraguai vai jogar em casa e é um time veloz, com boas arremessadoras de distância. Nosso time está muito bom, com qualidade técnica. Fizemos mais um amistoso contra a equipe juvenil de Jaraguá do Sul (SC) e ganhamos por 18 pontos. Vamos com o objetivo de ganhar e manter a hegemonia do continente — analisou o técnico César Guidetti.

Para a ala Maria Claudia, de 14 anos e 1,77m, é um sonho representar a seleção brasileira. A maranhense, que joga na equipe de Beto Sport, viaja para o exterior pela primeira vez.

— Estou muito feliz de estar indo ao Paraguai representar o Brasil. Independentemente do nível dos adversários, treinamos bastante e acredito que estamos preparadas. É a primeira vez que defendo a camisa da seleção e viajo para o exterior. Estou muito ansiosa e sabemos que não será fácil, nem para nós nem para as outras equipes. Somos uma seleção forte e com certeza traremos um resultado positivo — disse Maria Claudia.

A paranaense Ana Jéssica, de 15 anos, pretende surpreender no Sul-Americano. A ala/pivô de 1,78m, da equipe de São José dos Pinhais, acredita que sua estréia pela seleção será marcada por bons resultados.

— Fiquei muito feliz por ser escolhida para representar meu país. Pretendo me empenhar bastante para não decepcionar. É a primeira vez que defendo a seleção brasileira. Nesse Sul-Americano, quero jogar com a cabeça erguida e muito focada em cada jogo para trazermos o melhor resultado possível. Vai ser uma competição dura, mas acho que temos muito potencial e estamos bem treinadas — explicou Ana Jéssica.

O Campeonato Sul-Americano classifica os três primeiros colocados para a Copa América / Pré-Mundial de 2009, em Mendoza, na Argentina. A seleção brasileira embarca para o Paraguai nesta segunda-feira (dia 3).

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Ala paranaense é um dos desaques da seleção sub-15


A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, está na reta final de preparação para o 15º Campeonato Sul-Americano, que começa no dia 7 de novembro, em Assunção, no Paraguai. A ala Natália Stéphanie Leme Saar é uma das atletas que está sob o comando do técnico César Guidetti, treinando no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC), em dois períodos: 9h30 às 12h e 18h às 20h30. Natural de Arapongas, no Paraná, Natália se divide entre os estudos e a prática esportiva.

— É um pouco difícil conciliar as duas coisas, mas sempre consigo dar um jeitinho. Os professores estão acostumados e tem sempre um trabalho extra para compensar as faltas. O colégio se movimenta para ajudar os atletas, o que facilita bastante para nós. Afinal, também é importante para eles ter um estudante se destacando no seu esporte no cenário nacional.

Todo atleta sonha em fazer a última cesta do jogo e garantir a vitória do seu time. Natália, que defende o São José dos Pinhais (PR), já teve seu momento de glória na fase final do Campeonato Paranaense, no ano passado, realizado na cidade de Toledo.

— Nós perdemos para o time de Ponta Grossa o ano inteiro e quando chegou na semifinal da competição quem era o adversário? Ponta Grossa. A partida estava foi muito disputada e no último segundo, quando o placar estava empatado em 50 a 50, eu fiz a cesta e o jogo acabou. Fomos para a final e ganhamos o Campeonato.

Treinar ao lado das adversárias do Campeonato Brasileiro foi um desafio no início. Depois de algum tempo, a rivalidade entre os estados virou uma grande amizade.

— Os treinos são excelentes, todos os técnicos são muito bons. O treinamento não é diferente do que eu estou acostumada, mas a gente está sempre aprendendo alguma coisa. O clima está muito bom. Eu não gostava das meninas de São Paulo, porque ganharam de mim no Brasileiro de Porto Alegre. Mas dividindo quarto com duas delas e convivendo com todas no dia-a-dia, pude conhecer melhor cada uma e fazer amizades que pretendo guardar para sempre.

O técnico César Guidetti é só tem elogios a jogadora.

— A Natália é uma jogadora muito ágil, que tem como ponto forte o jump. Ela tem muita visão de jogo, está sempre atenta tanto na defesa como no ataque. É uma atleta boa de grupo e sempre de alto astral. Apesar de ser um ano mais nova que a categoria, a Natália é uma ala com muita técnica e habilidade para conduzir a bola, podendo até fazer a posição um numa emergência.

César Guidetti define as doze para o Sul-Americano Sub-15


O técnico César Guidetti definiu o grupo das doze jogadoras para o 15º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, que será disputado de 7 a 13 de novembro, em Assunção, no Paraguai: Thuany Pinto e Érika Leite (armadora); Bruna Werberich e Drielli Nascimento (ala/armadora); Natália Saar (ala); Maria Cláudia Teixeira e Ana Jéssica (ala/pivô); Thamara Freitas, Martha Imoniana, Raquel Dudzevich, Júlia Alves e Sheila Nunes (pivô).

A carioca Thamara Freitas é a jogadora mais alta do grupo, com 1,87m. A pivô, que joga na equipe da Mangueira/Petrobras, está animada e ansiosa com tanta novidade. Além de ser sua estréia na seleção brasileira, Thamara, de 14 anos, viajará para o exterior pela primeira vez.

— Estou um pouco nervosa ainda e muito feliz por estar entre as doze. Ao mesmo tempo fiquei triste pelas colegas, que me apeguei e agora foram cortadas. É tudo novo prá mim, mas me considero pronta para esses novos desafios. Essa é a primeira vez que represento a seleção brasileira e que viajo para fora do país. No inicio treinávamos mais individualmente e depois que ficamos em doze, estamos mais fortes, unidas e preparadas. Será uma competição um pouco dura em que jogaremos contra meninas mais velhas. Isso não será um problema e acredito que teremos sucesso no Sul-Americano com bom resultado na final — disse Thamara.

A pivô Sheila Nunes não esconde a felicidade de ter ficado entre as doze que vão ao Sul-Americano. Para a paulista, que atua no Finasa/Osasco, garra e determinação não vão faltar à jovem equipe brasileira.

— Me sinto muito bem por estar representando pela primeira vez a seleção brasileira. Isso é positivo pra mim. Eu e as meninas nos tornamos muito amigas. Fiquei feliz e triste por conta dos cortes, mas é inevitável. Teremos adversários difíceis pela frente, como a Argentina. Mas formamos uma equipe que tem garra, está bastante focada no campeonato e que, com certeza, vai representar muito bem o Brasil no Sul-Americano — explicou Sheila, de 1,79m e 14 anos.

A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, segue treinando até sexta-feira de manhã no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC), em dois períodos: 9h30 às 12h e 18h às 20h30. O embarque para o Paraguai está marcado para a próxima segunda-feira (dia 3).



SELEÇÃO SUB-15 FEMININA


JOGADORA – POSIÇÃO – ALTURA – IDADE – CLUBE

Thamara Freitas – Pivô – 1,87m – 14 anos – Mangueira/Petrobras (RJ)

Martha Imoniana – Pivô – 1,85m – 14 anos – Centro Olímpico (SP)

Raquel Dudzevich – Pivô –1,85m – 15 anos – Centro Olímpico (SP)

Julia Alves – Pivô – 1,82m –15 anos – Finasa/Osasco (SP)

Maria Cláudia Teixeira – Ala/Pivô – 1,79m – 14 anos – Beto Sport (MA)

Sheila Nunes – Pivô – 1,79m – 14 anos – Finasa/Osasco (SP)

Ana Jéssica Pinto – Ala/Pivô – 1,75m – 15 anos – Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Erika Leite – Armadora – 1,72m – 15 anos – Unimed/Americana (SP)

Natália Saar – Ala – 1,72m – 14 anos – Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Thuanny Pinto – Armadora – 1,70m – 15 anos – UFC (SC)

Bruna Werberich – Ala/Armadora – 1,70m – 14 anos – Colégio Alfa Medianeira (PR)

Drielli Nascimento – Ala/Armadora – 1,60m – 15 anos – APAB/Barretos (SP)

Média de idade: 14,5 anos

Média de altura: 1,76m


COMISSÃO TÉCNICA

Supervisor: Antonio Carlos Barbosa

Administrador: José Alberto do Valle

Técnico: César Guidetti

Assistentes Técnicos: Vânia Paulette, Adriano Araújo e Leonardo Peçanha

Técnicos convidados: Sílvio Zanini, Pricila Rodrigues e Júlio Cesar Patrício

Preparador Físico: Leonardo Cursino

Médico: Dr. Carlos Gustavo

Fisioterapeuta: Flávia Siqueira

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

César Guidetti chama 26 atletas para Sul-Americano Sub-15

O técnico César Guidetti convocou nesta quarta-feira a seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, para os treinamentos rumo ao 15º Campeonato Sul-Americano, que será disputado de 7 a 14 de novembro, em Assunção, no Paraguai. As 26 atletas se apresentam no domingo (dia 12), às 18h de Brasília, no Grande Hotel Itajaí, em Itajaí (SC). A equipe treinará de 13 a 31 deste mês, em dois períodos (9h30 às 12h e 18h às 20h30), no ginásio do Colégio Salesiano.

- Optamos por uma convocação mais ampla, pois será o primeiro Campeonato dessa geração. É preciso observar bem as meninas nessa faixa de idade para tomar as melhores decisões. São atletas de muito potencial, com um biotipo ótimo para o basquete. Acredito que estejamos formando um grupo de grande futuro para o basquete feminino. Quanto aos treinamentos vamos separar as jogadoras ou por posição ou em dois grupos, enquanto um trabalha a parte técnica, outro treina a parte física. Aos poucos reduziremos a equipe, desenvolvendo mais especificamente a parte tática visando à competição - explicou Guidetti.

AS CONVOCADAS

JOGADORA - POSIÇÃO - ALTURA - IDADE - CLUBE

Thamara Freitas - Pivô - 1,87m - 14 anos - Mangueira/Petrobras (RJ)

Martha Imoniana - Pivô - 1,85m - 14 anos - Centro Olímpico (SP)

Raquel Dudzevich - Pivô -1,85m - 15 anos - Centro Olímpico (SP)

Alana Arias - Pivô - 1,85m - 14 anos - Colégio Farroupilha (RS)

Leticia Lisboa - Pivô - 1,84m - 15 anos - APAB/Barretos (SP)

Karine Marroni - Pivô - 1,82m - 15 anos - Colégio Sinodal (RS)

Julia Alves - Pivô - 1,82m -15 anos - Finasa/Osasco (SP)

Helena Bastos - Pivô - 1,81m - 15 anos - EC Cabo Branco (PB)

Maria Cláudia Teixeira - Ala/Pivô - 1,79m - 14 anos - Beto Sport (MA)

Sheila Nunes - Pivô - 1,79m - 14 anos - Finasa/Osasco (SP)

Gessica Galli - Ala - 1,78m - 15 anos - Prefeitura Laguna Carapã (MS)

Joyce Coelho - Ala - 1,78m - 15 anos - Abasca (RJ)

Camile Valença - Ala/Pivô - 1,78m -15 anos - Potiguar Marista (RN)

Estela Gregório - Ala - 1,77m - 14 anos - São José Heat Craft (SP)

Ana Jéssica Pinto - Ala/Pivô - 1,75m - 15 anos - Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Isabela Macedo - Ala/Pivô - 1,75m - 14 anos - Mangueira/Petrobras (RJ)

Erika Leite - Armadora - 1,72m - 15 anos - Unimed/Americana (SP)

Cibele Roberto - Ala/Armadora - 1,72m - 15 anos - Centro Olímpico (SP)

Natalia Saar - Ala - 1,72m - 14 anos - Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Thuanny Pinto - Armadora - 1,70m - 15 anos - UFC (SC)

Bruna Werberich - Ala/Armadora - 1,70m - 14 anos - Colégio Alfa Medianeira (PR)

Klaudia Kalinin - Armadora - 1,69m - 14 anos - CFE Janeth (SP)

Priscilla Bernardes - Ala - 1,69m - 15 anos - Finasa/Osasco (SP)

Caroline Flak - Armadora - 1,65m - 14 anos - Ponta Grossa (PR)

Rafaele Pereira - Ala/Armadora - 1,65m - 15 anos - Centro Olímpico (SP)

Drielli Nascimento - Ala/Armadora - 1,60m - 15 anos - APAB/Barretos (SP)

Média de idade: 14,5 anos

Média de altura: 1,76 m



COMISSÃO TÉCNICA

Supervisor: Antonio Carlos Barbosa

Administrador: José Alberto do Valle

Técnico: César Guidetti

Assistentes Técnicos: Vânia Paulette, Adriano Araújo, Silvio Zanini e Leonardo Rosa

Preparador Físico: Leonardo Cursino

Médico: Dr. Carlos Eduardo Marques

Fisioterapeuta: Cinthia Violante

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Entrevista - César Guidetti (CBB)

O técnico César Guidetti, de 38 anos, se define como um homem calmo, mesmo quando enfrenta adversidades. De fato, ao conversar, o paulista de São Bernardo do Campo pensa, pondera, escolhe com cuidado cada palavra e fala pausadamente. Talvez seja exatamente essa característica que o qualifica como um dos talentos do país para dirigir seleções de base. “Meu desafio é aprender a ensinar”, ele diz. Campeão no Sul-Americano de 2006, no Uruguai, como técnico da seleção masculina cadete, Guidetti acumula ainda as funções de assistente de Paulo Bassul, na seleção adulta feminina, e ministra Clínicas Técnicas Eletrobrás por todo o Brasil. Ao todo, são 30 anos dedicados ao basquete desde que os pais o levaram para a primeira aula, na escolinha do Esporte Clube São Bernardo. Bem que ele tentou escapar do destino, quando cursou Engenharia para seguir os passos do pai. A experiência serviu para provar o quanto seu coração batia mais forte pelo esporte da bola laranja. Entre desfazer as malas da volta de Pequim e refazê-las rumo à Venezuela, no comando da seleção brasileira masculina Sub-15 para mais um Sul-Americano, ele fala sobre a carreira, as escolhas, as conquistas e o futuro.

Você começou no basquete como jogador. Conte como foi.

Meus pais me levaram para o basquete. Comecei aos oito anos, em São Bernardo do Campo, onde morava, e joguei até os 25. Aos nove já estava inscrito para disputar o Campeonato Paulista. Passei por todas as categorias, desde a escolinha até o profissional e, nessa trajetória, defendi alguns clubes: Esporte Clube São Bernardo, Pirelli, Hebraica, Limeira e São Caetano, todos em São Paulo.

Por que decidiu ser técnico?

Estudei dois anos de engenharia, mas vi que não era a minha praia. Percebi que, além de jogar, eu também gostava de observar e quis o desafio de tentar ensinar. Resolvi fazer vestibular para Educação Física, e foi nessa época que eu percebi que queria ser técnico de basquete. Já no primeiro período da faculdade comecei a trabalhar como técnico, e continuava jogando e estudando. Foi então que senti a diferença entre jogar e ensinar. Saber jogar ajuda muito, mas não determina que você será um bom professor. O meu desafio era esse: aprender a ensinar. Quando você joga, acha que algumas coisas são fáceis. Mas, quando ensina, percebe que a didática é mais importante.


Como foi sua formação como técnico?

Além da faculdade, busquei cursos de especialização. Fiz vários no Brasil, com técnicos brasileiros de expressão, além de europeus e americanos, da NBA. Mas o curso que realmente me abriu horizontes foi no final de 1994, em Moscou. Fiquei lá por dois meses e o curso era bastante abrangente. Além de basquete, tinha aulas de medicina, fisioterapia, fisiologia, psicologia entre outras. Esse curso, sem dúvida, impulsionou minha carreira. Quando voltei ao Brasil, recebi boas propostas como técnico e decidi parar de jogar. Percebi que o caminho como técnico se abria mais do que como jogador. Tomei essa decisão em 1995 e acho que foi uma das melhores que tomei até hoje. Desde então, passei a dirigir clubes, sempre nas categorias de base.

Quando foi a estréia no comando de seleções?

A primeira oportunidade que tive em seleção foi em 2002, com a equipe infanto de São Paulo. Fui campeão brasileiro com esse grupo, e essa conquista me rendeu convites para dirigir as seleções brasileiras. No mesmo ano, 2002, vim para o Rio de Janeiro acompanhar os treinos da seleção Sub-16 como técnico convidado da Confederação. Acabei me tornando assistente técnico e acompanhei o grupo, dirigido pelo Flavio Davis, ao Sul-Americano no Equador. Foi uma experiência inesquecível. Quebramos um jejum de cinco anos ganhando da Argentina na final por um ponto. Não gosto de falar que um título foi melhor que outro, mas esse foi o que mais me emocionou. A partir dessa conquista, fui chamado para assumir as seleções masculinas de base e, em 2005, tive a primeira oportunidade como técnico. No ano seguinte, 2006, repetimos a dose: fomos novamente campeões sobre a Argentina.


Seu novo desafio é levar a seleção masculina Sub-15 ao Sul-Americano, na Venezuela. Como está a preparação do grupo?

Nessa categoria, o Brasil é sempre um dos favoritos em disputas na América do Sul. Temos que usar isso como uma vantagem, um ponto positivo. Apesar de o grupo já ter passado por duas etapas de treinos, estamos tentando aproveitar o máximo já feito e buscando uma interação entre comissão técnica e jogadores. Toda seleção brasileira é uma honra e um desafio. Acredito que, depois de seis anos trabalhando com categorias de base e participando de várias edições do Sul-americano, da Copa América e de Mundiais, me sinto preparado para esse compromisso. Nessa nova formatação da primeira competição (atletas de 15 anos, e não mais de 16), é preciso estar atento às adaptações para a idade em todos os aspectos – físico, técnico, psicológico, tático – e saber que nós vamos para conseguir o título e a classificação para a Copa América. Tão importante quanto a conquista, é formar jogadores para as futuras seleções.

Você também atua no basquete feminino. O que muda?

No basquete feminino, dá-se mais importância aos aspectos técnicos, porque, no masculino, há o fator força que, às vezes, se sobrepõe à técnica. O mais importante em trabalhar nos dois lados é poder observar aquilo que pode ser aproveitado em ambos e o que é mais característico de um ou de outro. Acredito que essa experiência me enriquece como técnico. Durante todos esses anos, pude trabalhar com grandes nomes do basquete brasileiro e esse é o meu maior orgulho.


Você acaba de voltar da Olimpíada, na China. Fale sobre essa experiência.

Quando você chega no maior evento esportivo do mundo, tem que estar preparado e tentar encarar esse fato com a maior naturalidade. Foi o que eu fiz. Como todos dizem, participar de uma Olimpíada é um sonho de todo profissional do esporte, é uma experiência fantástica. Mas a verdade é que a rotina não muda. Ao mesmo tempo em que o mundo se vira para lá, você continua desenvolvendo o trabalho que sempre fez, continua tendo a mesma postura. Eu sempre me espelhei nas pessoas que, quando subiram de patamar, mantiveram a mesma conduta.

Como foi sua estréia na seleção adulta feminina?

Paralelamente ao trabalho de técnico, desde 2004 me especializo em edição de vídeo. Faço versões reduzidas dos jogos com os momentos mais importantes, dependendo do que se quer observar, e uso os vídeos tanto nos treinos quanto nas clínicas. Em 2006, fui convidado para realizar esse trabalho com a seleção feminina adulta durante o Mundial disputado em São Paulo. Até então, tinha trabalhado com grupos femininos em clubes e colégios, mas não em seleções. Depois do Mundial, fui efetivado como assistente da seleção feminina adulta e tive a oportunidade de participar de todo o clico olímpico, que inclui Mundial, Jogos Pan-Americanos, dois Pré-Olímpicos e Olimpíada.


E a experiência das Clínicas Técnicas Eletrobrás?

Nas clínicas, o foco é na iniciação do trabalho de base. Desde que comecei a ministrá-las, há três anos, pude perceber dois pontos bastante positivos. O primeiro é poder contribuir com o conhecimento que adquiri até hoje e o outro é a experiência que se ganha. As viagens pelo Brasil me enriqueceram, me fizeram ampliar a visão em relação ao país, entender as diferenças vendo-as de perto, as dificuldades e as necessidades que o esporte atravessa em lugares mais distantes. Atuando nas clínicas, tive a oportunidade de conhecer técnicos, jogadores e profissionais do basquete em outras regiões, o que considero importante para termos uma visão do esporte em todo o país. Acredito que essa iniciativa contribua para o conhecimento e para o desenvolvimento do basquete no Brasil.

Cite alguns dos momentos inesquecíveis da sua carreira.

Foram vários, mas é impossível não citar os títulos. Em 2002, dirigindo o APABA/Santo André ganhei meu primeiro título paulista. Aliás, esse foi um ano muito bom, porque fui campeão paulista, brasileiro e sul-americano (este último como assistente técnico). E, claro, em 2006, o título sul-americano já como técnico da seleção brasileira cadete, em Montevidéu, no Uruguai.


Quais são os planos para o futuro?

Na minha profissão, sempre tive objetivos, mas nunca gostei de fazer previsões. Procuro valorizar o momento, o que está na minha mão agora. Tento me preparar o melhor possível para as oportunidades que surgem. Esse é um dos meus pontos positivos: estar sempre atento para novos desafios, pois são eles, acredito, que me motivam a continuar crescendo e evoluindo profissionalmente.

O que é preciso para formar bons jogadores no Brasil?

Nós, técnicos e professores, temos que procurar um caminho comum que leve a uma formação cada vez melhor de atletas. Acredito que a formação de jogadores no Brasil deve ser mais unificada, porque nós temos muita qualidade no trabalho, sobre isso não há dúvida. Sinto que precisamos buscar uma identidade no processo de formação. Há sempre o dilema entre vencer e formar jogadores. É preciso valorizar o profissional do esporte que trabalha na formação dos futuros atletas e cidadãos.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

As jogadas do banco para buscar as vitórias


Os técnicos das seleções brasileiras não trabalham apenas na quadra. Fora dela, eles ficaram horas editando imagens dos jogos da própria equipe e dos adversários. Na seleção adulta feminina, patrocinada pela Eletrobrás, o assistente técnico César Guidetti é o responsável por este trabalho que busca o aprimoramento do próprio time durante a fase de preparação e a melhor estratégia para enfrentar os adversários nos campeonatos.

— Durante os treinamentos, usamos as imagens para ver os detalhes que precisamos acertar. Ao mesmo tempo que analisamos a nossa equipe, estudamos os possíveis adversários que vamos enfrentar na competição que se aproxima. Utilizamos os vídeos para conhecer os outros times, ver as jogadas mais utilizadas, quais são as atletas de destaque que merecem marcação mais forte. Com essas informações montamos as estratégias de jogo. Passamos para o grupo uma noção do que vão enfrentar na quadra, mas sem se aprofundar muito. Afinal, não queremos fazer do adversário uma equipe melhor do que ela realmente é — explicou César Guidetti.

Para o Torneio Pré-Olímpico Mundial de Madri, o trabalho começou no início do ano e ainda não terminou. Dormir cedo durante a competição não encaixa no planejamento dos técnicos.

— Viemos com oitenta por cento do trabalho pronto. Trouxemos já editados vídeos do Pré-Olímpico Europeu e das Américas de 2007 e alguns amistosos dos adversários. Para esta competição, nos concentramos na Espanha, principal adversário da primeira fase, e Bielorrúsia e Cuba, equipes que podemos enfrentar no cruzamento. Agora, com as imagens do Pré-Olímpico, estamos comparando o sistema de jogo anterior com o utilizado agora. Detectamos três novas jogadas da Espanha nesta competição e graças a esse trabalho conseguimos neutralizá-las para conquistar a vitória por 71 a 68.