segunda-feira, 6 de julho de 2015

Brasil acumula duas derrotas no basquete feminino da Universíade

A Seleção Brasileira Feminina foi batida pela Austrália, nesta segunda-feira (06 de julho), por 85 a 40 (39 a 18 no primeiro tempo), em duelo válido pela rodada de número dois da primeira fase da ‘Univesiade – 2015’, atuando no Gwangju University Gymnasium, na cidade de Gwangju, na Coréia do Sul.
O time australiano dominou por completo as ações, logo abrindo vantagem e mantendo o ritmo na sequencia, fazendo a diferença crescer a cada período – 19 a 11 (primeiro quarto), 20 a 07 (segundo quarto), 20 a 12 (terceiro quarto) e 26 a 10 (quarto final).
Os principais nomes da partida foram Bárbara Souza (08 pontos e 04 rebotes), Raphaella Monteiro (06 pontos e 02 rebotes) e Leidilania da Silva (06 pontos, 01 rebote e 01 bola recuperada), pelo selecionado brasileiro; Tessa Lavey (14 pontos, 02 rebotes, 04 assistências e 01 bola recuperada), Stephanie Tablot (14 pontos, 05 rebotes e 02 bolas recuperadas) e Vanessa Panousis (14 pontos, 02 rebotes, 02 assistências e 01 bola recuperada), em favor das australianas.
O Brasil conclui sua participação na fase inicial enfrentando Uganda, nesta terça-feira (07 de julho), às 02h30 (de Brasília), no Yeonggwang Sportium Gymnasium, na cidade de Gwangju, na Coréia do Sul.
A Seleção Brasileira Feminina foi superada pela China Taipei, neste domingo (05 de julho), por 86 a 81 (43 a 37 no primeiro tempo), em sua estreia na Univesiade – 2015, atuando no Yeonggwang Sportium Gymnasium, na cidade de Gwangju, na Coréia do Sul.
O jogo foi bastante equilibrado, com as duas equipes lutando pela vitória. No primeiro tempo, o selecionado nacional esteve melhor no quarto inicial (16 a 24), mas o time o adversário se recuperou e venceu o segundo (27 a 13), indo a intervalo na frente.
No segundo tempo, o panorama foi o mesmo, com as meninas do Brasil conseguindo a vantagem no terceiro quarto (20 a 24) e o representante asiático se recuperando no segundo e garantindo a vitória (23 a 20).
Os principais nomes da partida foram Yu-chun Wei (24 pontos, 02 rebotes, 01 assistência e 02 bolas recuperadas) e Yu-ting Lin (24 pontos e 07 rebotes), pela China Taipei; Letícia Rodrigues (21 pontos, 06 rebotes, 02 assistências, 01 bola recuperada e 01 bloqueio) e Carol dos Santos (17 pontos, 05 rebotes, 02 assistências, 01 bola recuperada e 01 bloqueio), em favor do Brasil.

São José monta time para Regionais, mas ainda não confirma presença na LBF

Basquete feminino
Sobre o basquete feminino, o coordenador geral Maurício Iannicelli explica que ainda não está confirmada a presença do São José na próxima edição da LBF. Mas, para os Jogos Regionais, Carlos Lima segue à frente da equipe, que terá atletas do sub-17 e outras profissionais que foram contratadas para a competição. São elas: Joice Rodrigues (ex-Americana, armadora), Mônica Nascimento (ex-Jaraguá, pivô), Kawanni Firmino (ex-Jaraguá, ala), Daphner (ex-Jaraguá, pivô) e Mariana Dias (do basquete universitário dos EUA). Das jogadoras profissionais que atuaram na última LBF, nenhuma renovou para a próxima temporada.
A equipe feminina do São José Basquete tinha orçamento de R$ 1,5 mi na última temporada e era uma das principais da modalidade no país. Nas últimas duas edições da Liga de Basquete Feminino (LBF), conquistou a terceira colocação. 
Globoesporte.com

Chicago Sky vence líder da conferência e Clarissa completa primeiro mês de WNBA


A equipe do Chicago Sky foi a Connecticut enfrentar a atual líder da conferência Leste, Connecticut Sun e venceu o confronto por 77 a 74 (38 a 42 no intervalo). A partida foi realizada na noite de quinta-feira, 02/07, e com este resultado a equipe do Chicago Sky, da pivô brasileira, Clarissa dos Santos, somou a sexta vitória, em 11 jogos. 

Na partida a brasileira esteve em quadra por dez minutos, marcou dois pontos e recuperou quatro rebotes. Clarissa analisou a vitória como muito importante para a equipe e ressaltou também as dificuldades do calendário: “Nós começamos muito bem no jogo, mas as oscilações fizeram a gente perder bolas e também a vantagem. No último quarto nossa defesa encaixou bem e conseguimos fazer um bom jogo. Precisávamos dessa vitória e espero que ela seja um recomeço para uma ótima caminhada”.

No próximo domingo, dia 05/07, Clarissa completará seu primeiro mês na maior liga de basquete feminino, a WNBA. A jogadora comentou um pouco sobre essa nova experiência. Atuando nos 11 jogos realizados pela sua equipe, a brasileira soma 35 pontos, 39 rebotes e média de 11,5 minutos de quadra por partida.

- Não parece que já passou um mês. É tudo muito intenso e sinto que estou aqui há bastante tempo. São muitas informações, a todo instante. O jogo é mais rápido, mais físico, mas ao mesmo tempo não precipitado. Está sendo bem interessante e estou aprendendo muito. – analisou Clarissa.


- O calendário é bem dinâmico e treinamos todos os dias. Não existem muitos dias de folga. É um jogo atrás do outro, uma viagem atrás da outra. Estou aproveitando bastante e aprendendo um novo estilo de jogo e sei que isso será muito importante para a minha carreira – analisou Clarissa.

A brasileira de 27, assim como as demais atletas da equipe de Chicago, tem como objetivo levar o time, atual vice-campeão da WNBA, a conquistar o título inédito. Nova no elenco, Clarissa também comentou um pouco sobre sua adaptação.

- A convivência com o grupo é boa. Hoje somos um time bem unido. As meninas e a comissão técnica me receberam muito bem e me ajudam sempre, passando orientações sobre sistema de jogo. Aqui aprendemos também a cuidar mais do corpo, do sono e se preparar para os próximos desafios. Entender os limites – completou Clarissa.

Após a vitória de quinta-feira a equipe de Chicago tem uma semana descanso e preparação até o dia 10/07, quando enfrentará o Minnesota Lynx, atual líder da conferência oeste, na Allsatate Arena, em Chicago. Com intuito de subir na tabela, o Chicago espera que a sequência de três jogos na cidade ajude o time a conquistar vitórias importantes.

Com Érika de Souza bem posicionada, WNBA divulga parcial da votação para o Jogo das Estrelas

A WNBA (liga norte-americana de basquete feminino) divulgou na noite desta quinta-feira (02/07) a parcial da votação para o All-Star Game de 2015. Com Érika de Souza presente entre as mais votadas da conferência Leste, a brasileira pode ir para o seu quarto Jogo das Estrelas. O evento festivo desta temporada será realizado no dia 25 de julho, às 16h30 (Brasília) na Mohegan Sun Arena, em Uncasville, Connecticut (EUA), ginásio do Connecticut Sun.

Pivô do Atlanta Dream, Érika está entre as 12 alas, alas/pivôs e pivôs mais lembradas do lado direito dos Estados Unidos. Com 1.530 votos, a brasileira aparece na frente de Swin Cash, Kelsey Bone, Chiney Ogwumike, Kiah Stokes e Alyssa Thomas. Na mesma lista encontra-se sua companheira de equipe Angel McCoughtry, na segunda posição (4.225 votos).

"Fico muito feliz por aparecer entre as mais votadas do Leste. Isso é um sinal de que estou fazendo bem o meu trabalho e ajudando o meu time. Saber que tenho chances reais de ir a mais um All-Star Game me dá muito orgulho, pois seria mais uma oportunidade de representar minha equipe e meu país", afirma Érika de Souza.

Ainda do Atlanta Dream, a armadora Shoni Schimmel aparece em segundo lugar entre as armadoras e alas/armadoras do Leste, com 4.419 votos. A ala/armadora Tiffany Hayes também está na lista, com 1.118.

No ano passado, a equipe teve resultados de destaque no All-Star Game, começando por emplacar três jogadoras no quinteto titular do Leste: McCoughtry, Schimmel e Érika. Na ocasião, a brasileira, que substituiu Elena Delle Done após esta ficar afastada por lesão, marcou oito pontos e pegou quatro rebotes. Shoni foi a MVP do confronto entre as conferências após anotar 29 pontos (recorde do All-Star Game), sendo 21 deles em bolas de três.

Para Érika de Souza, participar de mais um Jogo das Estrelas da liga norte-americana seria muito especial. Com dez anos de experiência no campeonato, posição de titular garantida em seu time e reconhecimento dos mais importantes técnicos e jogadoras, a pivô vive expectativa de chegar à sua quarta participação nesta festa da modalidade.

"Estar entre as 24 jogadoras que fazem o duelo entre Leste e Oeste é, sem sombra de dúvidas, algo muito especial. Aqui nos Estados Unidos as pessoas dão um valor muito grande para isso. É como uma recompensa por todo o trabalho que você teve até o momento na temporada, assim como mostra qual a nossa influencia diante da torcida, uma vez que são os fãs quem votam nas atletas titulares", avalia Érika.

A votação para o All-Star Game de 2015 da WNBA segue até o dia 9 de julho, às 22 horas (Brasília). Para votar, basta entrar no site da liga, na sessão de jogadoras, escolher as atletas e clicar em "Review & Submit". Cada pessoa pode selecionar dez por dia. Nas redes sociais, os torcedores devem digitar a hashtag #wnbaballot seguida do primeiro e último nome de sua preferência (exemplo: #WNBABallot Érika de Souza), também limitados a dez a cada 24 horas.

domingo, 5 de julho de 2015

Recra quebra invencibilidade do São Bernardo e lidera o Campeonato Paulista Feminino da Série A-2

A Recra/ABEC/SME/Poty derrotou a ADC São Bernardo, neste sábado (04 de julho), por 71 a 60, em duelo realizado no ginásio Ignácio Luiz Pinto (Recreativa), na cidade de Ribeirão Preto (SP), no complemento do turno da fase inicial do Campeonato Paulista Feminino da Série A-2 – 2015.
“Esta foi uma vitória importante porque terminamos o turno inicial em primeiro, o que nos dá confiança para o resto do campeonato e também para os Jogos Regionais”, analisa a pivô Kika Simões, da Recra/ABEC/SME/Poty.
Com este resultado, os dois times contabilizam 11 pontos, em seis jogos realizados (05 vitórias e 01 derrota), porém o representante de Ribeirão Preto ficou com a primeira colocação, já que leva vantagem no critério de desempate (confronto direto). A sequência da classificação é essa: 3º) Divino/Jundiaí (09 pontos), 4º) Internacional/FUPES (09 pontos), 5º) XV/Unimep/Amhpla/Selam (09 pontos), 6º) ADC Bradesco (08 pontos) e 7º) SESI-SP (06 pontos).
A tabela do returno da fase inicial não foi divulgada pelo departamento técnico da Federação Paulista de Basketball (FPB).
Fonte: LBF

Brasil derrota a China em jogo eletrizante e conquista o titulo do Campeonato Mundial Militar Feminino na França

A Seleção Brasileira conquistou o título do ‘Campeonato Mundial Militar de Basquete Feminino – 2015’ de forma invicta ao derrotar a China, neste sábado (04 de julho), por 87 a 86 (44 a 47 no primeiro tempo), em duelo bastante acirrado e emocionante, realizado na Aréna Loire Trelaze, na cidade de Angers, na França.
O jogo foi digno das grandes decisões, com os dois selecionados buscando o resultado positivo, proporcionado ao público, um grande espetáculo. O Brasil esteve melhor no quarto inicial (25 a 20), porém a chinesas se recuperaram em seguida e levaram vantagem no segundo (19 a 27).
Na volta do intervalo, o Brasil esteve novamente franca, com a vantagem que lhe valeu a conquista (23 a 18), visto que a China se recuperou novamente no quarto final, contudo, sem conseguir assumir o comando do marcador, com as brasileiras mantendo a vantagem mínima (20 a 21).
“Uma conquista que veio na superação e através do trabalho em equipe”, comenta a ala/armadora Karla Costa, eleita a jogadora mais valiosa do campeonato (MVP), que registrou estes números na decisão: 37 pontos e 06 rebotes, em 35min45 de presença em quadra.
“Um dia inspirado, não é sempre que se faz 37 pontos, mas a equipe me proporcionou as jogadas, então o mérito é de todas que compõem o grupo”, acrescenta Karla.
Karla MVP 225x300 Brasil derrota a China em jogo eletrizante e conquista o titulo do Campeonato Mundial Militar Feminino na França
Karla Costa foi eleita a MVP do campeonato
“O nosso time lutou bastante pelo resultado, pois sabíamos que seria um jogo duro e decidido nos detalhes. A equipe foi guerreira e conquistou o título com méritos”, conclui a ala Patrícia Ferreira, que esteve em ação por 35min45, conseguindo estes números: 10 pontos e 10 rebotes (double-double).
Os outros nomes importantes deste duelo final foram Êga Garvão (16 pontos e 05 rebotes) e Babi Honório (13 pontos e 06 rebotes), pelo Brasil; Li Meng (25 pontos e 03 rebotes) e Liu Dan (21 pontos e 14 rebotes – double-double), em favor da China.
Na primeira fase da competição, a Seleção Brasileira bateu a Alemanha (93 a 49), Lituânia (98 a 41) e a mesma China (66 a 61). Na semifinal, o Brasil, suplantou a anfitriã França (81 a 48).
Fonte: LBF

Izabela Nicoletti supera crise no basquete e é cobiçada nos EUA

Por Rio de Janeiro
Aos 5 anos, Izabela Nicoletti começou a acompanhar a irmã Mariane, então com 9, nos treinos do projeto do time de basquete de Americana. Sem poder participar das atividades por ser considerada muito nova, a pequena candidata a jogadora carregava uma bola de basquete e repetia os movimentos da quadra na arquibancada. Diante da imagem, a responsável Anne Sabatini não resistiu e abriu uma exceção. Dez anos depois, a recompensa. Aquela menina se tornou a maior promessa do país na modalidade, liderou a seleção brasileira sub-16 no vice-campeonato da Copa América, que terminou domingo passado, no México, em uma campanha coroada por uma vitória histórica sobre os Estados Unidos na semifinal.

Coincidência ou não, Anne também estava lá. Do banco de reservas, com o cargo de técnica, viu atuações incríveis de Izabela. Derrotada na final pelo Canadá, a jogadora ficou sem o prêmio de melhor da competição, mesmo com médias de 21,4 pontos, 5,4 rebotes e 3,6 assistências por jogo. Extenuada depois de ficar os 40 minutos do tempo normal e mais cinco da prorrogação em quadra, chorou com a perda, mas viu uma luz no fim do túnel para sua geração.

Mesmo entre tantos problemas pelo qual passa o basquete no país, aquela menina de Americana se recusa a desistir. Em um cenário no qual a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) tem uma dívida com a Federação Internacional (Fiba) e corre o risco de não garantir a vaga olímpica em 2016 como país-sede, clubes desistindo de competições e projetos de base encerrados, ela consegue encontrar forças para manter a esperança de mudar o esporte no país.)
- Valeu muito a experiência. Ter ganho dos Estados Unidos pode ter acrescentado muito para o Brasil, onde o basquete não vem sendo valorizado. Com essa vitória, pode crescer. Mostramos que o basquete brasileiro ainda existe. Minha sensação era de que dava para vencer. Nossa equipe se uniu, virou uma família, contou para o nosso crescimento. Nem sempre é preciso ser o melhor time, se for um time de verdade - afirmou Izabela, que vai completar 16 anos no dia 9 de agosto.

Mesmo com tão pouca idade, a necessidade de amadurecer se faz presente. No fim do ano passado, viu a sua casa ruir. Jogadora de Americana desde os 5 anos, ficou sem time para jogar após o fim dos projetos das categorias de base do clube, atual campeão adulto da Liga de Basquete Feminino (LBF). Foi para os Estados Unidos jogar pela Score Academy e, em seguida, por Carolina Waves. Transformou-se em uma obsessão. Ela já tem 18 convites de universidades americanas da primeira divisão da NCAA, principal organização de esportes universitários do país.

- É muito difícil para mim. Quando acabou o time de Americana, tive uma das piores sensações da minha vida ao não ter mais o time da minha casa, onde sempre joguei. Foi horrível. O ideal seria crescer no Brasil, perto da minha casa, da família, mas dependo do crescimento do esporte. Sempre falei que seria jogadora de basquete. Vou voltar para os Estados Unidos, mas ainda não defini para onde - comentou Izabela, que tem propostas de alguns colégios para atuar no Ensino Médio nos Estados Unidos e academias, incluindo o time de Carolina Waves.

Quem acompanhou o crescimento da menina de perto sabe o que seu talento e personalidade representam. Anne trabalhou com Izabela em Americana e nos Estados Unidos. Seguiram juntas para a seleção brasileira e seu sucesso foi imediato. Contra os Estados Unidos, que estavam invictos em 18 jogos disputados nas três edições da Copa América, explodiu com 24 pontos, sete rebotes e cinco assistências. Na final, mais 32 pontos.
- O técnico dela em Carolina Waves (Eric Hemming) disse que nunca viu uma atleta ser assediada dessa forma (por 18 universidades). Tínhamos uma equipe com oito brasileiras e havia uma curiosidade em torno delas - comentou Anne.

Izabela passou seis meses nos Estados Unidos antes da disputa da Copa América. Os primeiro quatro foram na Score Academy, comandada pelo brasileiro Rafael Franco. Ele analisou sua evolução de quando chegou aos Estados Unidos para o período de intercâmbio.

- Talento, ela sempre teve. Aqui, melhorou sua intensidade e agressividade. A dureza em quadra. É tomar pancada e continuar indo em frente. Mudou muito. Ela e as outras meninas se adaptaram ao jogo americano e adicionaram isso ao talento - disse Rafael.

Izabela tem um espírito competitivo muito forte. É o que a conduz nos treinamentos e se reflete em quadra na hora do jogo. Acredito que a Izabela pode se tornar uma das principais armadoras da primeira divisão do basquete universitário dos Estados Unidos se ela decidir por esse caminho. Já vem sendo recrutada pelos principais programas do país. Ela ainda é muito jovem, mas há vários treinadores interessados em acompanhar seu crescimento nos próximos anos - disse Eric.

Izabela parece saber o talento que tem a sua disposição. Suas armas ofensivas são variadas. Arremessa de longa distância, tem infiltração e aguenta pancada. Além disso, tem um bom número de roubadas de bola, com média de 3,4 por jogo na Copa América, e apresenta grande intensidade defensiva. Listada com 1,80m de altura, ainda pode crescer e se tornar mais forte para alcançar o nível mais alto de jogo, chegando na WNBA, a liga americana de basquete.

- A principal diferença dos Estados Unidos para o Brasil é o fato de ser um país voltado para o esporte. No Brasil, você estuda ou joga. Lá, você tem que estudar para jogar. O país é completamente virado para o esporte, o incentivo é grande. Acho muito triste saber que chega a ter campeonato no Brasil com apenas três times. Nesse período, aprendi a me virar, falar inglês. Cresci muito como pessoa e entendi um jogo diferente, muito baseado no um contra um, sem tantas jogadas. É preciso investir para melhorar - afirmou Izabela

Fonte: Globoesporte.com
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Apesar de vitória histórica, base do basquete sofre derrotas no dia a dia

Por 
Rio de Janeiro
Não há vitória imponente, resultado histórico ou fenômeno capaz de esconder as mazelas que tomam conta do basquete brasileiro. Desde a dificuldade encontrada pela CBB para pagar uma dívida com a Fiba e garantir as vagas olímpicas como país-sede até o sofrimento constante das categorias de base, com clubes tradicionais sem condições de manter seus projetos, a modalidade pena. A busca é por recursos financeiros para se manter de pé e evitar novos fracassos nas tentativas de classificação para os Mundiais de base e até no adulto, que só participou da última edição da competição por ter recebido um convite ao custo de US$ 1 milhão (R$ 3,25 milhões).

A CBB perdeu o patrocínio de uma estatal, não conseguiu receber os valores referentes a convênios com o Ministério do Esporte por questões relacionadas à Lei Pelé. Diante disso, as preparações de todas as seleções foram prejudicadas em tempo e material humano. Mesmo assim, a seleção brasileira sub-16 conseguiu uma vitória inédita sobre os Estados Unidos na Copa América na semana passada, muito mais pelo talento de uma geração do que por um trabalho consistente.

- Temos que parar de desculpas e buscar soluções de maneira objetiva. Essa gestão do Carlos Nunes já vai completar oito anos e sempre é a mesma coisa, desde quando eu também estava lá. Independentemente da questão dos clubes, tem uma turma boa que que começa na sub-15 e vai passando até o sub-19. O que vai acontecer agora com essas meninas do sub-16? Se não fizer um trabalho bem feito, elas vão se sair mal no Mundial. Lembro que também fomos vice das Américas sub-16 em 2011, e a Izabela Sangalli foi a melhor jogadora. Onde ela está agora? (Sangalli foi convocada para os Jogos Pan-Americanos de Toronto) Não adianta juntar 20 dias. Tem que fazer amistosos na Europa. Se não tem verba, precisa fazer parcerias com cidades, instituições, Ministério do Esporte e não deixar passar essas meninas. Daqui a pouco, não vai ter mais Érika, Iziane... Vai ter quem? - afirmou Hortência, integrante do Time de Ouro.
 Temos que parar de desculpas e buscar soluções de maneira objetiva. Essa gestão do Carlos Nunes já vai completar oito anos e sempre é a mesma coisa, desde quando eu também estava lá"
Hortência
O trabalho nas categorias de base do basquete brasileiro organizado pela CBB conta apenas com o Campeonato Brasileiro de Seleções nas categorias sub-15 e sub-17. São competições que duram apenas uma semana com sede única. Serve como monitoramento de jogadores jovens, que possam se desenvolver. Disputas estaduais e regionais também são raras e com poucos clubes. A receita de todas as partes parece ser a mesma, e a culpa é direcionada para o sistema esportivo do país.
- Hoje, o esporte praticado nos clubes passa por dificuldade no Brasil. São poucos praticando, com poucos jogos. Se tivesse o esporte na escola, essas meninas que estavam na seleção brasileira sub-16 teriam 100 jogos por ano. É assim que desenvolve. O Paulista adulto feminino teve quatro equipes. Na base então nem se fala. Quando eu era juvenil, havia 60 clubes na minha categoria em São Paulo, agora não chega a 20 - afirmou Vanderlei Mazzuchini, há mais de cinco anos na CBB, sendo dois e meio como diretor técnico.
Brasil x Canada final Copa América sub-16 basquete  (Foto: Divulgação / Fiba)Meninas da seleção brasileira sub-16 com a medalha de prata na Copa América (Foto: Divulgação / Fiba)
Consciente de que a entidade máxima do basquete brasileiro também tem sua parcela na situação do esporte no país, Vanderlei lamentou o fato de não ter recebido verbas dos convênios aprovados o Ministério do Esporte no ano passado. Em nota oficial enviada ao GloboEsporte.com, a explicação foi a seguinte:
- Os projetos apresentados pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB), conforme o Edital de Chamamento Público nº 6/2013, foram aprovados pelo Ministério do Esporte em 2014. Os convênios não foram formalizados porque a CBB não havia se ajustado às novas exigências da Lei Pelé - escreveu o Ministério na nota.
 Tentamos resgatar algumas coisas do basquete. Mostrei para elas o jogo entre Brasil e Cuba nos Jogos Pan-Americanos de 1991, em Havana, quando a seleção brasileira foi campeã. Elas não eram nascidas. Paula, Hortência e Maria Helena mandaram mensagens"
Anne Sabatini
Nos projetos aprovados, havia uma série de valores que seriam destinados para a preparação das seleções de base. A CBB acabou sem verba para dar mais tempo e elenco para o trabalho da técnica Anne Sabatini, por exemplo. Vice-campeã da Copa América sub-16, sendo derrotada por um ponto na prorrogação pelo Canadá. Pior ainda no masculino, em que o Brasil nunca conseguiu classificação para o Mundial Sub-17, em sua terceira edição.

- Tentamos resgatar algumas coisas do basquete. Mostrei para elas o jogo entre Brasil e Cuba nos Jogos Pan-Americanos de 1991, em Havana, quando a seleção brasileira foi campeã. Elas não eram nascidas. Paula, Hortência e Maria Helena mandaram mensagens. Foi um feito histórico vencer os Estados Unidos, que tem uma estrutura em torno do esporte no país. Tivemos acesso a uma foto da preparação das americanas com 65 meninas treinando. Nem teríamos aqui esse material. Penso que no Brasil, muitos técnicos são valentes, pois não é fácil. Tem que ser preparador, psicólogo, às vezes pai e mãe. A falta de competitividade dentro do país é o nosso problema. A gente diz que ganha pouco mas faz o que ama e se dedica para que a base possa florescer - comentou Anne, que trabalhou com 18 jogadoras na preparação, perdeu por lesão duas antes da Copa América e outra na estreia do time na competição.

Tabela Brasil Basquete base (Foto: GloboEsporte.com)

Tabela Brasil Basquete base (Foto: GloboEsporte.com)

Mesmo nos principais polos do basquete brasileiro, a situação é dramática. Coordenadora da base de Americana, atual tricampeão da Liga de Basquete Feminino, Adriana Santos não conseguiu verba para montar seus times sub-17 e sub-19 em 2015. Destaque da seleção brasileira sub-16, Izabela Nicoletti atuava na equipe até o ano passado e foi para os Estados Unidos, onde passou a ser cobiçada por colégios e universidades.

- O projeto existe há 12 anos, sendo uma referência no país. Esse ano, tivemos o problema da retirada da Lei do Incentivo Fiscal por alguns meses, com a cassação do prefeito de Americana (Diego De Nadai) e a troca da Secretaria de Esportes. A Unimed precisou bancar tudo, causando um rombo muito grande. A decisão foi tomada devido à incerteza do que aconteceria e Americana não tinha mais condições de arcar com tudo, viagens, arbitragem, alimentação e ajuda de custo para as atletas. Foi muito triste ver o trabalho de tantos fechando sua porta. Estou trabalhando a cada dia com esse propósito (de retomar o projeto no ano que vem), a Lei do Incentivo Fiscal voltou e temos o projeto social com 600 crianças. Até o fim do ano o objetivo é alcançar 1200. Conseguimos colocá-lo dentro das escolas o que eu acho maravilhoso - afirmou Adriana.

 Hoje, como diretor técnico, sou completamente a favor de todas as seleções serem permanentes, do sub-15 ao sub-19. Mas isso mataria os clubes. Não é a solução para o desenvolvimento da modalidade"
Vanderlei Mazzuchini
Com o exemplo dessa seleção brasileira sub-16, tendo como destaque Izabela Nicoletti, a preocupação com o desenvolvimento das jogadoras é grande pela falta de competições à disposição no Brasil. Muitas delas seguem o caminho de buscar espaço nos Estados Unidos, onde precisam se adaptar a uma nova realidade, nem sempre com o tempo ideal de quadra, e ainda longe dos familiares. Com jogadores de alto nível no principal mercado do basquete (NBA e WNBA), o Brasil procura seu rumo para não perder o embalo de uma nova e promissora geração, pelo menos, no feminino.

- Hoje, como diretor técnico, sou completamente a favor de todas as seleções serem permanentes, do sub-15 ao sub-19. Mas isso mataria os clubes. Não é a solução para o desenvolvimento da modalidade, mas certamente apresentaria números melhores nas competições internacionais. Não é na seleção, onde fica dois meses por ano, que ela tem que se desenvolver. O ideal era ter 16 equipes fortes para essas meninas disputarem 15 jogos em alto e não três como acontece. A LBF está melhorando a cada ano, mas olha a dificuldade. O processo não é simples - disse Vanderlei.

Fonte: Globoesporte.com

sexta-feira, 3 de julho de 2015

terça-feira, 30 de junho de 2015

Zanon corta Leila e define time para o Pan-Americano


Campinas, SP – O técnico Luiz Augusto Zanon definiu a lista das 12 jogadoras que vão defender a Seleção Brasileira Adulta Feminina nos 17º Jogos Pan-Americanos de Toronto, no Canadá, entre os dias 16 e 20 de julho. Carina Martins, Débora da Costa, Tainá da Paixão e Tássia Carcavalli (armadoras); Isabela Ramona, Izabella Sangalli, Jaqueline Silvestre e Patrícia Ribeiro (alas); Fabiana Caetano, Gilmara Justino, Karina Jacob e Kelly Santos (pivôs).

"Definimos a equipe buscando manter uma variação maior no elenco tático, dentro da filosofia de amadurecimento desse grupo. Deixamos claro o nosso objetivo para elas e esperamos o máximo desse grupo. Permanecemos com a grande responsabilidade no processo de amadurecimento, dentro da importância de disputarem os jogos e assim somar experiência a um grupo jovem. Optamos por formar a equipe com uma variação maior entre as jogadoras. São meninas jovens mescladas com algumas experientes, no caso as pivôs. Estamos esperançosos na busca do melhor desempenho dessa seleção nos Jogos Pan-Americanos em Toronto", declarou o treinador.

O Brasil está no Grupo "A" do Pan e faz sua estreia contra os Estados Unidos no dia 16 de julho. Na sequência, as brasileiras enfrentam Porto Rico (17) e República Dominicana (18). A chave "B" é formada por Canadá, Cuba, Argentina e Venezuela. A fase semifinal será disputada no dia 19 e as disputas por medalhas no dia 20. 

Concentrada desde o início de junho na cidade de Campinas (SP), a equipe se prepara até a próxima sexta-feira (dia 3), no Tênis Clube de Campinas. O embarque está marcado para a próxima segunda-feira (6), no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo. De 7 a 15 de julho a equipe realizará treinos e amistosos em Toronto.

O basquete é o esporte coletivo com o maior número de medalhas de ouro (8) na história do Pan-Americano e no total (24). A seleção adulta feminina esteve presente em quatorze edições da competição feminina e soma onze medalhas conquistadas. A equipe feminina foi campeã em Winnipeg, no Canadá (1967); em Cáli, na Colômbia (1971); e em Havana, Cuba (1991). As meninas foram quatro vezes medalha de prata e quatro de bronze. No Pan do Rio (2007), O Brasil ficou com a medalha de Prata. 

Forma de disputa do Pan

De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase as equipes jogam entre si, em turno único, nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a semifinal, no sistema de cruzamento olímpico: A1 x B2 e B1 x A2. Os vencedores decidem o título, enquanto os perdedores disputam a medalha de bronze.

Seleção Brasileira Adulta Feminina
Nome – Posição – Idade – Altura – Clube – UF 
Carina dos Santos Martins – Armadora – 23 anos – 1,72m – ADC São Bernardo (SP) – SP
Débora Fernandes da Costa – Armadora – 23 anos – 1,64m – Uninassau/América Basquete Recife (PE) – SP
Fabiana Caetano de Souza – Pivô – 24 anos – 1,92m – Uninassau/América Basquete Recife (PE) – SP
Gilmara Justino – Pivô – 34 anos – 1,83m – ADCF Unimed Americana (SP) – SP
Isabela Ramona Lyra Macedo – Ala – 21 anos – 1,80m – São José Desportivo (SP) – BA
Izabella Frederico Sangalli – Ala – 20 anos – 1,78m – ADCF Unimed Americana (SP) – SP
Jaqueline de Paula Silvestre – Ala – 29 anos – 1,78m – Basketball Santo André (SP) – SP
Karina da Silva Jacob – Pivô – 29 anos – 1,85m – São José Desportivo (SP) – RJ
Kelly Santos Muller – Pivô – 35 anos – 1,93m – Sport Club do Recife (PE) – SP
Patrícia Teixeira Ribeiro – Ala – 24 anos – 1,75m – São José Desportivo (SP) – SP
Tainá Mayara da Paixão – Armadora – 23 anos – 1,72m – Uninassau/América Basquete Recife (PE) – SP
Tássia Pereira de Souza Carcavalli – Armadora – 22 anos – 1,80m – Basketball Santo André (SP) – SP

Média de idade: 25,6 anos
Média de idade: 1,79m 

Comissão Técnica
Diretor: Vanderlei Mazzuchini Junior
Administrador: Bruno Gomes de Valentin
Administrador (Assistente): Paulo Henrique Mardegan
Técnico: Luiz Augusto Zanon
Assistentes Técnicos: Cristiano Cedra e Júlio Cesar Patrício
Preparador Físico: Clóvis Roberto Rossi Haddad
Fisiologista/Auxiliar de Preparação Física: Rafael Júlio Fachina
Médico: Dr. Jorge Luiz Fernandes Oliva Júnior 
Fisioterapeutas: Milena Gomes Perroni Challa e Tatiana Abruceze Cardoso
Nutricionista: Mirtes Strancanelli
Massagista: Joyce Aparecida Tozetto 

Programação de Treinos
Período: 4 de junho a 3 de julho
Horário: 8h30 às 10h30 e 16h às 18h (horários de Brasília)
Local: Tênis Clube de Campinas
Endereço: Rua Coronel Quirino, 1346 - Cambuí - Campinas/SP

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Lais Elena: “Falta estrutura de trabalho na seleção”

Matéria do site Torcedores.com: aqui!

Brasil é prata na Copa América Sub-16


A Seleção Brasileira Sub-16 Feminina conquistou a medalha de prata na Copa América – Pré-Mundial da categoria, disputada em Puebla, no México. Com a vaga garantida no Campeonato Mundial Sub-17 de 2016, a equipe da técnica Anne Amália Sabatini honrou as cores nacionais e em uma final acirrada foi superada pelo Canadá por 72 a 71 na prorrogação (65 a 65 no tempo normal e 29 a 23 no primeiro tempo). Na fase semifinal, o Brasil entrou para a história do basquete feminino ao ganhar dos Estados Unidos por 72 a 63.

"Fizemos uma excelente Copa América, principalmente dentro dos problemas que tivemos de perda de jogadoras importantes. É difícil perder uma partida da forma como aconteceu hoje, mas estou muito orgulhosa das meninas e de tudo que fizeram. Sabíamos que podíamos sair campeãs e faltou muito pouco. A experiência foi válida e com certeza poderemos tirar muito proveito das situações positivas e negativas para a próxima competição dessa geração que é o Campeonato Mundial no próximo ano", analisou a treinadora.

"Jogamos o primeiro tempo fora do que havia sido proposto para o ataque. A partir da etapa final começamos a voltar para o jogo, mas infelizmente não deu. Tenho certeza de que poderemos seguir colhendo bons frutos com essa equipe mais para frente. Em resumo, foi um resultado excelente", completou.

A cestinha da partida foi Izabela Nicoletti com 32 pontos, sete rebotes, cinco assistências e quatro recuperações de bola. A ala-armadora foi ainda a mais eficiente da partida com 23 pontos de valorização. Outros destaques nacionais foram Clarissa Carneiro (13 pontos, dois rebotes, seis assistências e uma recuperação de bola), Emanuely de Oliveira (dez pontos, seis rebotes, duas assistências e duas recuperações de bola) e Obalunanma Ugwu (dez pontos, nove rebotes, uma assistência e uma recuperação de bola). Alyssa Jerome foi escolhida a MVP (melhor jogadora) da competição e a maior pontuadora do time canadense na final, com 17 pontos.

"Fizemos um campeonato muito bom e viemos nos superando desde a primeira partida. Fazia alguns anos que uma Seleção Brasileira não vencia a equipe dos Estados Unidos e nós conquistamos essa vitória na semifinal. Mesmo com uma medalha de prata conseguimos nos superar na Copa América. Treinamos bastante e estávamos preparadas para isso. Fomos bastante além, mas faltou um pouquinho a mais nos cinco minutos finais. Só consegui a marca de 32 pontos porque a minha equipe me ajudou. Agradeço também a todo mundo do Brasil que estava na torcida pela gente", destacou a ala-armadora Izabela Nicoletti.

Destaque nas Estatísticas

As brasileiras também se destacaram nas estatísticas da Copa América. No ranking de cestinhas, o Brasil teve três jogadoras entre as dez primeiras: Izabela Nicoletti foi segunda (107 no total e 21.4 pontos de média), Obalunanma Ugwu em oitavo (62 e 12.4pts) e Clarissa Carneiro (60 e 12.0pts). Nos rebotes, Obalunanma Ugwu foi a terceira (58 e 11.6 de média) e Geovana Lopes em quarto (51 e 10.2). Nas assistências, Clarissa Carneiro ficou em quarto (20 e 4.0 de média) e Izabela Nicoletti em quinto (18 e 3.6). Nas recuperações de bolas, Izabela Nicoletti foi a terceira (17 e 3.4 de média), enquanto nos bloqueios, Emanuely de Oliveira ficou em quarto (7 e 1.4 de média) e Germano Geassamyne em décimo (5 e 1.0).

Além do Brasil, a Copa América classificou as seleções do Canadá, Estados Unidos (bronze) e do México (4º lugar) para o Campeonato Mundial Sub-17 de 2016. A equipe brasileira desembarca, nesta terça-feira (30), às 11h30 de Brasília, no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.

BRASIL (11 + 12 + 14 + 28 + 06 = 71)

Izabela Nicoletti (32 pontos, 7 rebotes, 5 assistências e 4 recuperações de bola), Clarissa Carneiro (13pts, 2reb, 6assist e 1rec bola), Emanuely de Oliveira (10pts, 6reb, 2assist e 2rec bola), Obalunanma Ugwu (10pts, 9reb, 1assist e 1rec bola) e Geovana Lopes (6pts, 16reb, 1assist e 2rec bola). Entraram: Anna Beatriz (0), Julia Schmauch (1rec bola), Isadora Souza (1reb e 1rec bola) e Geassamyne Germano (4reb e 2assist). Não entraram: Sara Rodrigues, Gabriela Alves e Isabel Varejão. Técnica: Anne Freitas Sabatini.

CANADÁ (11 + 18 + 15 + 21 + 07 = 72)

Confira a estatística completa: Brasil x Canadá.

Forma de Disputa

De acordo com o regulamento, na primeira fase da Copa América, as equipes se enfrentaram dentro de cada chave. As duas melhores de cada grupo se classificaram para a semifinal em cruzamento olímpico (1º A x 2º B e 2º A x 1º B). Os vencedores disputaram a final, enquanto os perdedores jogaram pelo terceiro lugar.

Seleção Brasileira Sub-16 Feminina
Nome – Posição – Idade – Altura – Clube – UF


4. Anna Beatriz Marques Hammerschmidt – Armadora – 15 anos – 1,70m – Presidente Venceslau (SP) – (SP)
5. Clarissa Fernandes Carneiro – Ala-/armadora – 15 anos – 1,80m – Presidente Venceslau (SP) – (SP)
6. Izabela Nicoletti Leite – Ala-Armadora – 15 anos – 1,80m – Score Academy / Carolina Waves (EUA) – SP
7. Julia Zandonai Schmauch – Ala – 15 anos – 1,80m – ADC Bradesco (SP) – SC
8. Sara Lucia Carvalho de Souza Rodrigues – Ala-pivô – 15 anos – 1,90m – APAGE BASK FIG-Guarulhos (SP) – SP
9. Isadora Alves Cardoso Souza – Ala-armadora – 14 anos – 1,70m – APAGE BASK FIG-Guarulhos (SP) – SP
10. Izabel França Varejão de Angelo – Pivô – 15 anos – 1,90m – ADC Bradesco (SP) – ES
11. Emanuely de Oliveira – Ala – 15 anos – 1,80m – Criciúma Basquete Clube (SC) – SC
12. Geovana Fonseca Lopes – Pivô – 16 anos – 1,89m – Presidente Venceslau (SP) – (SP)
13. Geassamyne Germano – Ala-pivô – 16 anos – 1,81m – Score Academy / Carolina Waves (EUA) – SP
14. Obalunanma Beatriz de Angelo Chukwumaeze Ugwu – Pivô – 16 anos – 1,81m – Score Academy / Carolina Waves (EUA) – SP
15. Gabriela Sales Fernandes Alves – Ala – 15 anos – 1,80m – SESI-SP Guarulhos (SP) – SP

Média de idade: 15,2 anos
Média de altura: 1,81m

Comissão Técnica

Administrador: Paulo Henrique Mardegan
Técnica: Anne Amália de Freitas Sabatini
Assistente Técnica: Christi Ane Garcia Marques Hammerschimidt e Wilson Sanaiotti Junior
Preparador Físico: Priscila Moreira de Souza
Médica: Lenita Machado Glass
Fisioterapeuta: Thayse Cristine de Melo Lins
Nutricionista: Emy Takahashi

Tabela e Resultados da Copa América

Grupo "A": Argentina, Estados Unidos Honduras e México
Grupo "B": Brasil, Canadá, Cuba e Venezuela

Quarta-feira (dia 24 de junho)
Cuba 43 x 85 Canadá; Venezuela 40 x 84 Brasil; Argentina 46 x 80 Estados Unidos e México 74 x 45 Honduras.

Quinta-feira (dia 25 de junho)
Estados Unidos 86 x 41 Honduras; Brasil 82 x 50 Cuba; Canadá 76 x 45 Venezuela; México 68 x 57 Argentina.

Sexta-feira (dia 26 de junho)
Honduras 52 x 62 Argentina; Venezuela 71 x 73 Cuba; Canadá 64 x 50 Brasil; México 44 x 85 Estados Unidos.

Sábado (dia 27 de junho)
Disputa de 5º ao 8º lugares
Argentina 64 x 51 Venezuela e Cuba 59 x 53 Honduras
Fase Semifinal
Estados Unidos 63 x 72 Brasil e Canadá 70 x 42 México

Rodada Final – Domingo (dia 28 de junho)
Disputa de 7º e 8º lugares: Venezuela 66 x 64 Honduras
Disputa de 5º e 6º lugares: Argentina 54 x 68 Cuba
Disputa de 3º e 4º lugares: Estados Unidos 81 x 24 México
Disputa de 1º e 2º lugares: Brasil 71 x 72 Canadá

Classificação Final
1º- Canadá; 2º- Brasil; 3º- Estados Unidos; 4º- México; 5º- Cuba; 6º- Argentina; 7º- Venezuela; 8º- Honduras

Brazil v Canada - Gold Medal Game - FIBA Americas U16 Women’s Championship

USA v Brazil - Semifinal - FIBA Americas U16 Women’s Championship

Canadá vence Brasil na prorrogação e sagra-se campeão da Copa América sub 16

A seleção brasileira de basquete feminino sub16 acaba de conquistar a medalha de prata na Copa América, perdendo por um ponto, na prorrogação, para o Canadá.
Parabenizar essas meninas é muito pouco! Esse grupo treinou apenas 10 dias e a comissão técnica realizou um verdadeiro milagre, principalmente ao derrotar nas semifinais, os Estados Unidos, que nunca tinham perdido nesta categoria.
O mínimo que se espera da Confederação é um pouco mais de respeito e atenção a essas gerações (sub15, 16, 17, 18...), que mostram a cada torneio seu talento, e que acabam sendo desperdiçados com o passar dos anos.
Valeu Brasil... vocês nos encheram de alegria e orgulho. Até logo!

sábado, 27 de junho de 2015

Brasil bate Estados Unidos na semifinal da Copa América

O basquete feminino nacional conseguiu a proeza de cometer mais um milagre.

Em cenário de penúria da modalidade no país, a seleção sub-16 (que mal treinou para a competição) acaba de bater a seleção norte-americana na semifinal da Copa América por 72 a 63.

Izabela, com 24 pontos, e Obalunanma, com 20 pontos, foram as cestinhas do Brasil.

BRASIL VENCE ESTADOS UNIDOS E ESTA NA FINAL DA COPA AMERICA SUB 16

Espetacular!




A selecao sub 16 do Brasil acaba de vencer as americanas por 72 x 63 e e finalista da Copa America, realizada em Puebla, no Mexico.


Parabens a todas as atletas e a comissao tecnica!




Vídeo: Seleção treina em Campinas

Após dois meses, Venceslau volta a treinar

Sub-16 é derrotada pelo Candá e faz semifinal da Copa América contra as americanas

Com a vaga garantida no Campeonato Mundial Sub-17 de 2016, a Seleção Brasileira Sub-16 Feminina disputa, neste sábado (dia 27), às 20h de Brasília, a primeira partida da fase semifinal da Copa América Sub-16 que está sendo disputada em Puebla, no México. O adversário será os Estados Unidos que terminaram em primeiro lugar no grupo “A”, com seis pontos. A outra semifinal, às 22h, será entre Canadá e México. Os vencedores disputam o título no domingo (28), enquanto os perdedores decidem o terceiro lugar.

Nesta sexta-feira (26), na última rodada da fase de classificação, a equipe comandada pela técnica Anne Amália Sabatini foi superada pela seleção canadense por 64 a 50 (28 a 30 no primeiro tempo). As cestinhas da partida foram a canadense Kyla Shand e a brasileira Izabela Nicoletti, com 17 e 16 pontos respectivamente. Outro destaque nacional foi a pivô afro-brasileira Obalunanma Ugwu, que anotou um Duplo-Duplo de dez pontos e 13 rebotes.

"Fizemos um bom primeiro tempo (30 a 28), mas não tivemos a mesma consistência no ataque e na defesa na etapa final. Já havíamos conquistado na rodada anterior a classificação para a semifinal, então precisamos levantar a cabeça e pensar na próxima partida. Agora vamos buscar a possibilidade de uma medalha na competição", declarou a treinadora brasileira. 

Além das brasileiras, as seleções dos Estados Unidos, Canadá e México também estão classificados para o Campeonato Mundial Sub-17 de 2016.

BRASIL (21+9+9+11 = 50) 

Clarissa Carneiro (9 pontos, 1 rebote e 2 assistências), Izabela Nicoletti (16pts, 3reb, 1assist. e 2 rec. bola), Emanuely de Oliveira (8pts, 11reb, 6assist e 2 rec bola), Geovana Lopes (2pts, 6reb e 1 assist) e Obalunanma Ugwu (10pts, 13reb e 1assist). Entraram: Anna Beatriz (1 rec. bola), Julia Schmauch (3pts, 2reb e 2rec bola), Isadora Souza (0), Isabel Varejão (2reb) e Geassamyne Germano (2pts, 7reb, 1assist e 2 rec bola). Não entraram: Sara Rodrigues e Gabriela Alves. Técnica: Anne Freitas Sabatini.

Chicago Sky vence terceira partida seguida na WNBA

A quinta vitória do Chicago Sky na temporada 2015 da WNBA, terceira consecutiva, veio na noite desta sexta-feira, dia 26/06, contra o Indiana Fever, em Indiana. O time da brasileira, Clarissa dos Santos, em mais um jogo de recuperação e alternâncias no placar, venceu a partida por 83 a 77, após estar perdendo de 43 a 52, no intervalo. Sem tempo para descanso a equipe de Chicago volta à quadra neste domingo, dia 28/06, contra o Washington Mystics, no Verizon Center, em Washington. No jogo de hoje, Clarissa marcou seis pontos, recuperou dois rebotes e atuou por 15 minutos. Este foi o terceiro confronto entre os dois times e nas três partidas o time da pivô brasileira conquistou a vitória.

- Esse jogo foi bem diferente dos outros dois. No primeiro tempo nossa defesa não encaixou bem e elas fizeram boas jogadas. Depois do intervalo voltamos mais concentradas, defendendo melhor e conseguimos segurar o ímpeto do time de Indiana. Com isso conseguimos equilibrar o jogo e sair com a vitória – comentou Clarissa.

Placar por Quarto         1º        2º          3º         4º        Final
Chicago                           22       21         21        19          83
Indiana                             27       15        16          9           77


O próximo adversário da equipe de Chicago, Washington Mystics, ocupa a segunda posição da conferencia leste, com a mesma campanha do Chicago, cinco vitórias e três derrotas. A partida será realizada às 17h (horário de Brasília), com transmissão ao vivo no site da WNBA, via assinatura.

- Domingo temos mais um jogo importante e esta maratona de jogos não nos dá tempo para pensar nos erros. É importante entender onde estão às falhas e os acertos para assim conseguirmos conquistar boas vitórias – finalizou Clarissa.