Quinta-feira, 16 de Julho de 2009

Sorteio da Copa América acontece hoje, em Porto Rico

A FIBA Américas confirmou para esta quinta-feira (17h de Brasília), em San Juan, capital de Porto Rico, o sorteio dos grupos e a divulgação da tabela da Copa América / Pré-Mundial Adulto Feminino, que será realizada de 23 a 27 de setembro na cidade de Cuiabá, em Mato Grosso. O Brasil terá como adversários Argentina, Canadá, Chile, Cuba, Porto Rico, República Dominicana e Venezuela. Apenas os três primeiros colocados garantem a vaga para o 16º Campeonato Mundial da República Tcheca, em 2010.
 
De acordo com o regulamento, as oito seleções serão divididas em dois grupos de quatro. Na primeira fase, se enfrentam em turno único. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificam para a fase semifinal, no sistema de cruzamento olímpico: A1 x B2 e A2 x B1. Os ganhadores decidem o título, enquanto os perdedores disputam a medalha de bronze.
 
A Copa América será disputada no ginásio Aecin Tocantins, que tem capacidade para 11 mil pessoas. A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, foi campeã em 1997 (São Paulo) e 2001 (Maranhão) e três vezes vice-campeã (1989/1993/2005).

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

Fotos: Brasil x Moçambique





Sul-Americano de Clubes – III Dia

150709brasil_20090715085021g Universidad de Medellin (COL) 85 x 58 Univalle (BOL)

Yaneth Arias teve 20 pontos, em 20’.

Malvin (URU) 70 x 84 Regatas Lima (PER)

Paola Ferrari teve 24 pontos, 11 rebotes e 7 assistências.

Ourinhos (BRA) 80 x 37 Santiago (CHI)

Karina (11 pontos, 14 rebotes) e Tayara (12 pontos, 7 rebotes) foram alguns dos destaques do time brasileiro. Número de assistências? 10, no jogo todo. Afe!

UTE (EQU) 118 x 76 Central Entrerriano (ARG)

Silvinha Luz foi a cestinha: 24 pontos e 6 assistências, em 30'. Kelly teve 19 pontos e 7 rebotes.

Semifinais (sábado):

Ourinhos x Entrerriano

UTE X Medellin

Jogos da Lusofonia: Estatísticas

— Foi importante essa vitória sobre um time adulto. Imprimimos uma defesa forte e conseguimos anular algumas das principais forças do time adversário. Empatamos o primeiro e segundo quartos. Começamos mal o terceiro período e Moçambique abriu oito a zero. Mas a nossa equipe mostrou maturidade e soube buscar a vitória — explicou o técnico Luiz Cláudio Tarallo.

No outro jogo do dia, Portugal venceu Cabo Verde por 63 a 42.

Finalmente, a organização dos jogos disponibilizou as estatísticas dos jogos:



Brasil 58 x 53 Moçambique


Portugal 63 x 42 Cabo Verde

Seleção Sub-19 bate Moçambique nos Jogos da Lusofonua

Com um Duplo–Duplo (12 pontos e 10 rebotes) da cestinha Fabiana de Souza, a seleção brasileira sub-19 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, venceu Moçambique por 58 a 53 (25 a 25 no primeiro tempo) pela terceira rodada dos Jogos da Lusofonia, que estão sendo disputados em Lisboa, Portugal. A principal pontuadora da equipe africana foi Ana, com 17 pontos. A rodada termina com Cabo Verde x Portugal (10h de Brasília). O Brasil volta à quadra neste sábado (14h15) para enfrentar Angola.
 
O Brasil ganhou de Moçambique com Débora (7pts), Patrícia (8), Tatiane (9), Fabiana (12 e 10 rebotes) e Monica (5). Entraram: Tainá (2), Leila (8), Leidilânia (2) e Cristiane (5). As jogadoras Amanda, Josiane e Damiris foram poupadas.
 
De acordo com o regulamento da competição, as cinco seleções jogam entre si em turno único sendo campeã a que somar o maior número de pontos.
 
Resultados da 2ª Rodada – Terça-feira (dia 14)
Angola 71 x 22 Cabo Verde e Portugal 71 x 62 Moçambique

Sul Americano – II Dia

dia2 Santiago (CHI) 77 x 66 Univalle (BOL)

Romina Cerda teve 21 pontos.

Central Entrerriano (ARG) 89 x 85 Regatas Lima (PER)

Noeliz Mendoza foi a cestinha, com 24 pontos.

Ourinhos (BRA) 86 x 78 Universidad de Medellin (COL)

Ourinhos fez um jogo equilibrado com a equipe base da seleção colombiana. Karen teve 20 pontos. Karina Jacob, 17 pontos e 8 rebotes.

UTE (EQU) 128 x 76 Malvin (URU)

Maria Espinoza voltou a ser a cestinha da equipe equatoriana, com 26 pontos. Em 19 minutos, Silvinha deitou e rolou: 24 pontos (3pts 3/3 e 2pts 7/8), 6 assistências e 4 recuperações. Kelly teve 11 pontos e 6 rebotes, em 20’.

Terça-feira, 14 de Julho de 2009

Sub-19 encara Moçambique nessa quarta-feira

A seleção brasileira sub-19 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, enfrenta Moçambique nesta quarta-feira (7h de Brasília) pela terceira rodada dos II Jogos da Lusofonia, que estão sendo disputados em Lisboa, Portugal. Depois de estrear ganhando de Cabo Verde (74 a 21), a equipe do Brasil está concentrada para alcançar sua segunda vitória na competição. Para o técnico Cláudio Tarallo, vai ser bom enfrentar uma equipe adulta com as características de Moçambique.
 
— Será um bom teste jogar contra uma seleção que é muito forte fisicamente e corre bastante. Além disso, a equipe africana conta com a ótima e experiente pivô Clarisse Machanguana, que jogou no Brasil e na WNBA. As moçambicanas estrearam contra Portugal e perderam nuna partida equilibrada (71 a 62) — disse Tarallo.
 
Os dois últimos adversário do Brasil na Lusofonia serão Angola (sábado) e Portugal (domingo). De acordo com o regulamento da competição, as cinco seleções jogam entre si em turno único sendo campeã a que somar o maior número de pontos.
 
BRASIL
4. Taina Paixão; 5. Débora da Costa; 6. Amanda Lazaro; 7. Patricia Ribeiro; 8. Joseane Bazilio; 9. Tatiane Nascimento; 10. Leila Zabani; 11. Leidilânia Ferreira; 12. Fabiana de Souza; 13. Damiris do Amaral; 14. Cristiane de Lima; 15. Mônica Nascimento.
 
MOÇAMBIQUE
4. Valderina Manhonga; 5. Deolinda Ngulela; 6. Ana Azinheira; 7. Anabela Cossa; 8. Clarisse Machanguana; 9. Nádia Rodrigues; 10. Vaneza Júnior; 11. Cátia Halar; 12. Zinobia Machanguana; 13. Leia Dongue; 14. Ondina Nhampossa; 15. Deolinda Gimo. Técnico: Nazir Salé

ENTREVISTA – Mariana Camargo

Mariana_perfil A seleção brasileira adulta feminina está cheia de rostos novos. Um deles é o da ala/armadora Mariana de Almeida Camargo. Com a camisa número dez do Golden Eagles, a atleta deixou sua marca na Oral Roberts University, em Oklahoma, nos Estados Unidos. Na temporada 2005/06, Mariana ganhou vaga no time de calouros da Conferência depois de ficar em segundo nas recuperações de bolas (média de 2.1) e sexto lugar em assistências (8.0), além de ter uma boa atuação no seu primeiro jogo com 15 pontos, cinco rebotes, três assistências e três recuperações. Em 2006/07, começou como titular em 27 jogos e teve um papel fundamental na briga pelo título da Conferência. Na semifinal, anotou 13 pontos, seis rebotes e nove assistências. E na final, foram sete pontos e sete rebotes na derrota na primeira rodada do Torneio da NCAA. Na temporada seguinte, Mariana foi a cestinha do time com média de 13.3 pontos e a terceira reboteira com 5.1 e chegou perto de um Triplo-Duplo contra o Missouri State, com 14 pontos, dez rebotes e nove assistências. Foram três Duplos-Duplos na temporada: contra o Missouri, Texas Tech (20 pontos e dez rebotes) e IPFW (21 pontos e dez assistências). No último ano, foi a terceira cestinha do time e a 12ª da Conferência. A ala/armadora encerrou a carreira no universitário americano como a décima cestinha de todos os tempos (1.194 pontos), terceira em assistências (474) e quarta em recuperações (206).

Como recebeu a notícia da convocação?
Foi uma surpresa, porque eu estava há quatro anos nos Estados Unidos e é difícil alguém acompanhar o campeonato, porque tem muita gente lá fora. Na verdade foi uma surpresa muito boa porque tinha acabado meus quatro anos de faculdade. Eu tinha acabado de chegar em casa e recebi essa ótima notícia.
O que vem achando dos treinamentos com a seleção?
Estou gostando bastante. Além do grupo ser muito bom, os treinos estão bem equilibrados. A comissão técnica sabe dosar tudo muito bem, tanto a parte física como técnica. Eles estão nos observando, analisando, vendo as dificuldades de cada uma para melhorar, tentando nos deixar cada vez mais completas.
Já acostumou com a rotina de seleção?
Nem sinto falta de nada, porque estou acostumada. Geralmente, a gente fica tão cansada da academia e do treino em quadra em dois períodos, que quando tem um tempo livre, só queremos saber de descanso mesmo. Acho que todo mundo que está aqui sabe que veio para treinar, treinar e treinar. A gente já vem com o objetivo de dar o nosso melhor o tempo todo e isso inclui o descanso, que também faz parte do treinamento.

Conhecia as meninas que estão treinando com você?
Eu já conhecia as mais novas como Izabela, Jaqueline, Natalinha e Franciele. A Silvinha, que é de uma geração anterior a dessas meninas, eu também conhecia. As que estão a mais tempo na seleção é que estou tendo a oportunidade de conviver agora. É um grupo fantástico, me encaixei muito bem. As mais experientes têm paciência com as mais novas, explicam as coisas, dão dicas para melhorar. Está sendo uma experiência muito boa para mim.
E a expectativa de ir para a Copa América?
Seria ótimo ficar no grupo que vai para Cuiabá. Desde que saiu a lista, a gente cria aquela expectativa. Se você foi convocada é porque está bem e tem chance de ficar. Mas independente de ficar ou não entre as doze, tenho muito a aprender aqui. De qualquer maneira, eu saio ganhando. E o pensamento que eu tenho é que as doze que vão defender o Brasil na competição são aquelas que estão melhores no momento. Isso não significa que as portas estão fechadas para quem não for dessa vez.
Como surgiu a idéia de jogar nos Estados Unidos?mari_2
Um auxiliar técnico da universidade onde eu estava vinha muito para o Brasil e foi ver alguns Campeonatos Brasileiros e outras competições e ficou falando para eu ir jogar nos Estados Unidos por uns dois anos. No início, eu não queria muito ir, mas aí resolvi ver como era e acabei gostando.

Como era o treinamento na Universidade?
O treinamento é bem parecido com o da seleção. A diferença é que não treinávamos em dois períodos, porque tinha as aulas. Mas o treino durava entre duas horas e meia e três horas e tínhamos que dar cem por cento. Era sempre muito forte e foi bom para mim porque ganhei muito com isso.
E morar lá?
Eu morava na universidade mesmo, no dormitório. Era muito legal. Foi uma experiência muita boa para mim. Gostei muito de Oklahoma, tem uns lugares muito bons para se morar lá. Nas férias de verão, nos meses de junho, julho e agosto, eu vinha para o Brasil ficar com minha família. Gostei muito de ter ido para os Estados Unidos e faria de novo, não só pelo basquete, mas pela a experiência de vida.

Sentia muita falta da família?
O primeiro ano é o pior de todos. Você chega lá sem saber sobre a cultura, o idioma, sem conhecer absolutamente ninguém. Eu tinha saído de casa com 14 anos para jogar em outra cidade, mas viver em outro país é totalmente diferente. Eu pensei que ia ser tranquilo, porque já tinha a experiência de morar longe de casa e achei que ia ser quase a mesma coisa. Mas não foi. Cheguei lá, não conhecia ninguém, não tinha ninguém. Era uma outra língua e até acostumar foi bem difícil. Depois foi melhorando. Você começa a dominar o idioma, a fazer amigos e isso vai diminuindo a saudade de casa.
Agora que você está com a sua família, está com saudades dos amigos de lá?
Sinto saudades de todos. Não sei quando vou poder, mas quero voltar para rever meus amigos. Foram quatro anos morando lá e deu para construir muitas amizades.
Sobrava algum tempo para ter uma vida fora da quadra e das salas de aula?
Tinha alguns brasileiros e nos encontrávamos uma vez ou outra, mas minha vida era basicamente aula e treino. Não dava tempo para outras coisas. Ainda mais quando começava a temporada que a gente jogava todo sábado e segunda, de novembro a março, sem parar.

Você se formou no equivalente aqui no Brasil a Comércio Exterior. Já pensou em trabalhar nessa área quando parar de jogar?
Eu gosto bastante dessa área. Adorei a faculdade, as aulas. Acho que do mesmo jeito que sou feliz hoje jogando basquete, eu ficaria se trabalhasse com isso. Mas não penso nisso ainda não. Tenho muito tempo de quadra pela frente e quero aproveitar o máximo que eu puder.
mari_4 Já pensou o que vai fazer agora que se formou?
Não tenho idéia ainda. Assim que terminei a faculdade, meu plano inicial era ficar um tempo em casa. Mas saiu a convocação e numa hora muito boa para mim, porque posso jogar sem estar muito longe de casa. É claro que não estou na mesma cidade que a minha família, mas não estou tão distante da minha casa como quando estava nos Estados Unidos.
Por que escolheu o basquete?
Meu pai chegou a jogar basquete e era técnico de times masculinos em Blumenau. E eu sempre estava na quadra, brincando com a bola. Ser jogadora surgiu naturalmente, meu pai nunca falou nada. Na verdade, foi a técnica do colégio onde eu estudava que falou para eu começar a jogar serio.

Fale um pouco da sua trajetória no esporte.
Comecei com 10 anos no Colégio Sagrada Família, em 1995. No ano seguinte fui jogar no clube Vasto Verde, em Blumenau. Depois fui para Santo André, em 2000, na categoria infantil. Voltei e fiquei em casa um ano e fui para o antigo BCN/Osasco, que hoje é Finasa. Joguei lá no meu segundo ano de infanto e primeiro de juvenil em 2002 e 2003. Voltei para casa novamente por mais um ano e meio e segui para os Estados Unidos.
O que você gosta de fazer longe das quadras?
Gosto de assistir a filmes de suspense, de drama de vez em quando, e comédia, que é sempre bom para distrair. Também adoro música. Curto quase todos os ritmos, só sertanejo que não dá. Trouxe meu laptop com mais de 1.500 musicas.

Você tinha ou tem algum ritual antes dos jogos?
Não diria um ritual, mas uma rotina sim. Pelo menos quando eu estava nos Estados Unidos. Nós tínhamos um horário para arremessar antes dos jogos e voltávamos para o quarto para dar aquela descansadinha de meia hora mais ou menos. Depois nos arrumávamos para o jogo. Não gosto muito dessas coisas de ritual ou superstição. Tinha uma menina que jogava comigo que quando perdia um jogo, ela marcava a meia para não usar mais nas partidas, só em treino. Usava o mesmo top. Isso não é para mim não, muito trabalhoso.

Porto Rico quer trazer Eshaya Murphy para a Copa América

Eshaya Murphy Quinta colocada na última Copa América (2005), a seleção porto-riquenha mantém a base daquele time na pré-convocação para a edição de 2009.

As alas Cindy Valentín e Millie Martínez (mulher de Corey Maggette, da NBA) estão confirmadas, bem como a armadora Lindsay González.

Para tentar melhorar a classificação da seleção em Cuiabá, há na lista de 24 nomes do técnico Omar González, uma série de jogadoras de descendência porto-riquenha radicadas nos Estados Unidos.

O nome que chama mais atenção é o da armadora Eshaya Murphy, 24 anos, em ação no Indiana Fever(3,6 pontos e 6,2 minutos por jogo). Não se sabe se Eshaya responderá ao chamado do técnico. Nascida na Califórnia, a armadora já participou de treinamentos com a seleção americana. Foi um dos destaques da temporada espanhola.

As demais “estrangeiras” jogavam na NCAA: Jasmine Sepúlveda (USF), Ashley Jones (Michigan), Stephanie Rosado (UTEP) e Jackie Valderas (Loyola).

Os treinos começaram no último dia 22.

Segunda-feira, 13 de Julho de 2009

Sul Americano de Clubes – I Dia

mamaquito Universidad de Medellin (COL) 87 x 49 Santiago (CHI)

Yaneth Arias foi a cestinha, com 19 pontos.

Central Entrerriano (ARG) 94 x 73 Malvin (URU)

Liliana Tamburlini teve 23 pontos.

Ourinhos (BRA) 98 x 45 Univalle (BOL)

Mamá (22 pontos e 11 rebotes) e Tayara (17 pontos e 5 rebotes) foram os destaques da estreia.

UTE (EQU) 95 x 53 Regatas Lima (PER)

Maria Espinoza foi a cestinha, com 20 pontos. Kelly teve 18 pontos e 8 rebotes. Silvinha, 13 pontos e 4 assistências.

Hortência encerra assunto Iziane para priorizar o futuro da seleção

Marcos Jorge

090713hortencia Hortência enfrentou o primeiro percalço no cargo de diretora do departamento feminino da CBB com a recusa da jogadora Iziane de defender o Brasil na Copa América. Logo que assumiu o cargo, a medalha de prata em Atlanta-1996 tentou trazer a ala de volta à equipe, mas recebeu uma resposta negativa. Sem se mostrar decepcionada com a atleta, Hortência reiterou que a prioridade no projeto continua sendo pensar no futuro da seleção brasileira, e esse futuro será sem Iziane.

"Pensando no que era melhor para o basquete eu conversei com ela, falei da importância dela na equipe, expliquei nosso projeto, disse para ela pensar e dar uma resposta depois. Ela pensou e tomou sua decisão. Se ela não quis vir, paciência", explicou a diretora, que ainda espera que uma nota oficial chegue à CBB. "O que é passado nós vamos esquecer, precisamos pensar no futuro", afirmou ao UOL Esporte de Portugal, onde acompanha a seleção que tenta se classificar para o Mundial sub-19
Esta foi a primeira convocação de Iziane desde o atrito com Paulo Bassul no ano passado, durante o pré-olímpico para os Jogos de Pequim-2008. Desde então, a ala do Atlanta Dream, da WNBA, tem alegado incompatibilidade entre seu jogo e a maneira do treinador da seleção brasileira conduzir a equipe.
Assim que assumiu o cargo de diretora na CBB, Hortência tentou aproximar as duas partes em conflito, a ponto de o técnico aceitar convocar a polêmica atleta novamente para a disputa da Copa América, que será realizada em Cuiabá, em setembro. O esforço, entretanto, foi em vão.
Outros dois casos "diplomáticos" enfrentados por Hortência foram mais simples de resolver. Alessandra e Helen Luz aceitaram vestir novamente a camisa do Brasil depois de conversarem com a ex-companheira. "Nós estamos tentando resolver o problema entre a CBB e a Alessandra. E eu também conversei com a Helen e expliquei a importância que ela teria na equipe e no projeto que temos para o basquete feminino", explicou. Enquanto a pivô Alessandra queixava-se de uma dívida da CBB referente a um seguro não pago, a armadora Helen já havia anunciado aposentadoria da equipe nacional.
Esquivando de qualquer comentário sobre a atitude de Iziane, Hortência preferiu lembrar de sua época vestindo a camisa amarela, onde protagonizou as maiores conquistas do basquete feminino. "Quando eu era atleta queria representar a seleção brasileira onde fosse, no campeonato que fosse independente dos problemas que eu tinha na época", argumentou a nova diretora.
Aos 49 anos de idade, contudo, Hortência entende que os tempos são outros. "Nós precisamos profissionalizar o basquete. A gente precisa entender que também existem problemas de prioridades financeiras, de contratos com os clubes e uma série de outras questões relativas ao atleta", comentou.

Fonte: UOL

Seleção entra na segunda semana de treinamentos em Barueri

20090713_741997_1307_Karla_gde_GN Com apenas uma semana de treinos já deu para perceber que a seleção brasileira adulta feminina, patrocinada pela Eletrobrás, não vai dar moleza para os adversários. A equipe, comandada pelo técnico Paulo Bassul, tem nomes novos, mas conta com a experiência de jogadoras conhecidas nas quadras brasileiras e estrangeiras. A ala/armadora Karla Cristina Martins da Costa defende o Brasil desde 1996, quando vestiu o uniforme verde-amarelo pela primeira vez no Campeonato Sul-Americano Juvenil do Equador. Com duas Olimpíadas no currículo (Atenas/2004 e Pequim/2008), Karla se prepara para um desafio inédito na carreira: a Copa América / Pré-Mundial de Cuiabá.
 
— Jogar em casa é sempre maravilhoso. Tive esse gostinho quando joguei o Mundial Juvenil em Natal, em 1997. A competição era de base, mas tinha um sabor de adulto, porque o ginásio estava sempre lotado. Além disso, meu pai é de Natal e parecia que todo mundo na cidade era meu primo ou prima. Estou trabalhando forte, me dedicando aos treinamentos, para poder ficar no grupo e sentir essa mesma sensação na Copa América — comentou Karla.
 
A primeira semana de treinamento não foi novidade para a jogadora. Acostumada à rotina de clube e seleção, Karla sente falta mesmo é da família.
 
— São treinos necessários. Estamos trabalhando bastante a parte de habilidade e passe. Os técnicos estão de olho nos nossos pontos fracos, nos corrigindo, para que possamos ter mais acertos do que erros no futuro. É isso está sedo excelente para todas nós. O clima aqui está muito bom, as meninas são ótimas. Sinto falta mesmo da minha família. Quando acabou o Campeonato Paulista já estava na hora de me apresentar à seleção e só tive três dias para matar as saudades da família. Este ano está passando muito rápido. Sempre que dá, vou para casa, ver meus pais, meu sobrinho, enfim, recarregar a bateria. Meus pais também costumam ir aos jogos quando podem. Vida de atleta é assim mesmo, está sempre no vai-e-vem. Mas a gente arruma um jeito de passar algumas horas com os familiares.
 
O grupo tem alguns nomes novos. Jovens talentos que estão na briga por um lugar na equipe que disputará a Copa América.
 
— Temos uma equipe muito boa, com meninas novas cheias de vontade de treinar e jogar. Acho que nesse novo ciclo que estamos entrando, nada melhor do que colocar um gás novo no grupo. Quem está tendo a oportunidade de estar na seleção pela primeira vez, chega muito motivada e cheia de ânimo. Isso acaba contagiando o resto do grupo e puxando a gente cada vez mais para cima.
 
Antes de pensar nos adversários, as atletas se concentram em si mesmas. Além da parte técnica e tática, as jogadoras também têm a preocupação com o físico. Para isso, malham quatro vezes por semana e tomam cuidado com a alimentação.
 
— Não sou de comer besteira. Procuro sempre me alimentar com coisas saudáveis. Eu como o básico mesmo, como frutas, arroz, feijão. Nada exagerado. Só outro dia que eu não resisti e comi bolo de chocolate, mas foi o único da semana.

Gerações dividem seleção de basquete

Time feminino vê rivalidade entre jovens e veteranas

JOSÉ EDUARDO MARTINS

O técnico da seleção brasileira feminina de basquete, Paulo Bassul, teve de apelar para as jogadoras mais experientes para a disputa da Copa América.

Atletas como a armadora Helen Luz, 36, e a pivô Alessandra, 35, estão entre as 24 convocadas neste período de preparação, em Barueri (Grande SP). O campeonato será entre os dias 23 e 27 de setembro, em Cuiabá, e vale vaga no Mundial.

No entanto, a convivência diária entre as novatas e as veteranas com mais de 30 anos gerou um certo desconforto.

"Com certeza, as jogadoras de hoje são mais preguiçosas. Não acho que seja problema só das brasileiras. Mesmo aos 36 anos, eu era a que mais treinava na Espanha [no clube Hondarríbia Irún]", afirmou Helen.

"É um fenômeno mundial. Hoje, tudo é mais fácil com a internet e o celular. Elas ficam a maior parte do tempo nestas atividades. Antes, a alegria da atleta era só a quadra."

Nova assistente técnica da seleção e contemporânea das veteranas, Janeth Arcain, 40, encara com naturalidade o comportamento das jovens.

"Até mesmo os treinos mudaram. Não é como antes, que você precisava ficar muito tempo na quadra executando um trabalho ou outro. Mas, é claro que a gente tem de passar nossa experiência para as meninas."

Para as novatas, outro ponto que pode acirrar o relacionamento é a disputa por um lugar na seleção - apenas 12 das 24 relacionadas para os treinos vão disputar a Copa América.

"Como sou a mais nova, às vezes penso que o meu nome não estará na lista final de convocadas", lamentou a pivô estreante Nádia, 20. "Rivalidade existe dentro do grupo, mas não passamos isso para fora da quadra e nem extrapolamos. Ou seja, na hora de treinar, ninguém machucará a colega."

"Essa ambiguidade é algo difícil de trabalhar desde a base, mas é a parte mais legal do alto nível. Você tem de aprender a brigar pelo seu espaço e para vencer", disse Bassul.

"É um erro comum entre as mais jovens achar que só elas precisam aparecer no treino. Sempre converso com as atletas e tento convencê-las de que todo o time precisa crescer."

Segundo o treinador, a fórmula para estreitar o relacionamento do grupo e acabar com a imaturidade pode ser o aumento do número de amistosos.

"O ideal é fazer 35 jogos internacionais por ano. Mas é complicado pelas distâncias, porque temos de sair da América do Sul para jogar com times fortes e custa caro", explicou.

Antes da disputa da Copa América, a seleção feminina deve fazer dez amistosos, incluindo jogos-treino com a equipe masculina sub-16.

Nesta primeira fase de preparação, no ginásio José Corrêa, a seleção conta apenas com 14 jogadoras. Cinco convocadas da equipe de Ourinhos e a pivô Kelly, que atua no UTE do Equador, disputam o Sul-Americano de clubes e têm apresentação marcada para o dia 26.

A pivô Alessandra e a armadora Adrianinha, que jogam na Europa, apresentam-se no início de agosto. A pivô Érika e a ala Iziane estão na WNBA e podem chegar em setembro.

Fonte: Folha de São Paulo

flairfestivalde basquete

Espanha fica com o título do Europeu Sub-18

esp18 A seleção espanhola sub-18 ficou com o título do Europeu Sub-18, ao derrotar a França, na final, por 64-54.

A sede do torneio foi Södertälje, na Suécia.

O país-sede, aliás, ficou com o bronze, após derrotar as tchecas (67-54).

A seleção do torneio foi composta por:  Olesia Malashenko (Ucrânia), Sabine Niedola (Letônia), Allison Vernerey (França), Leonor Rodriguez (Espanha, 22 pontos na final), e Cleopatra Forsman-Goga (Suécia, também MVP do torneio, no qual alcançou três triple-doubles).

Domingo, 12 de Julho de 2009

Sub-19 estreia com vitória sobre Cabo Verde em Lisboa

Pelos Jogos da Lusofonia, a seleção brasileira (sub-19, comandada por Tarallo) massacrou Cabo Verde por 74 a 21, em seu jogo de estreia.

O Brasil derrotou a Cabo Verde com Débora (6pts), Patrícia (10 e 5 assistências), Tatiane (4), Fabiana (18) e Monica (3). Entraram: Tainá (7), Amanda (2), Leila (13), Leidilânia (7 e 13 rebotes) e Cristiane (4). As jogadoras Josiane e Damiris foram poupadas.

No outro jogo de hoje, Portugal venceu Angola (60-53).

Convocada, Iziane diz que não volta para seleção de Bassul


A ex-jogadora Hortência bem que tentou trazer Iziane de volta à seleção brasileira, mas não obteve sucesso. Em entrevista à TV Record, a ala afirmou que não volta a defender o time nacional enquanto Paulo Bassul for o treinador.

"Nunca fechei as portas para a seleção, mas eu e o Paulo não temos condições de trabalhar juntos. Ele não aceita o meu basquete, já me disse isso", justificou a atleta do Atlanta Dream.

Iziane foi afastada da seleção brasileira quando negou-se a entrar na prorrogação do duelo decisivo contra a Bielo-Rússia, válido pelo Pré-Olímpico. Nomeada gestora do departamento feminino da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Hortência tentou selar a paz entre os dois convencendo Bassul a convocá-la para a Copa América, em setembro.

Como a jogadora não respondeu, Hortência até mesmo planejou uma viagem para conversar com a jogadora. Ma Iziane está irredutível, apesar de dizer estar arrependida de sua atitude. "Não vou ter respeito por uma pessoa como o Bassul e ele não vai ter condições de me ensinar nada", declarou.

Bassul, por sua vez, preferiu não polemizar: "Se a Iziane pensa assim, é um direito dela".


Iziane ainda não se manifestou, diz Hortência

Carolina Canossa

Diretora do departamento feminino da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Hortência garante não ter recebido nenhuma resposta oficial de Iziane a respeito da convocação para a Copa América. Em entrevista à TV Record a jogadora disse que não vai defender a seleção brasileira enquanto Paulo Bassul for o técnico do time.

"Estou esperando ela me mandar um e-mail, falar comigo...", comentou a ex-jogadora à Gazeta Esportiva.Net. "Não estou sabendo dessa declaração dela, mas por enquanto a CBB não recebeu oficialmente nenhum pedido de dispensa", emendou.

Hortência está em Portugal acompanhando a seleção brasileira feminina sub-19, que se prepara para a disputa do Mundial, na Tailândia. "Quando eu voltar ao Brasil vamos ver o que fazer", comentou a dirigente. Ela, porém, avisa: não vai insistir para a ala voltar: "Se a Iziane não quiser, a seleção brasileira continua".

Fonte: Gazeta

Brasileiras jogam bem, mas Atlanta perde

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 Iziane foi a cestinha: 18 pontos (2pts 6/7, 3pts 1/4 e LL 3/5). Ainda pegou 8 rebotes e deu 6 assistências. Foram 4 os erros, 2 as faltas e uma recuperação nos 33’ de ação.

Érika jogou 35’, somou 10 pontos (2pts 3/6 e LL 4/5) e 8 rebotes. Cometeu 1 erro, 3 faltas e deu 1 toco.

Ainda assim, perdeu para o New York (71-69), que contou com 18 pontos de Shameka Christon e 17 de Essence Carson.

Sábado, 11 de Julho de 2009

Caminho das Índias

Mais um capítulo da novela Iziane x Bassul, amanhã, no programa Esporte Fantástico, da Rede Record, ao meio dia.

Entusiasta do NBB, Bassul aprova criação de liga feminina

Bruno Ceccon

Morador de Brasília, o técnico Paulo Bassul acompanhou os jogos do time da cidade no Novo Basquete Brasil (NBB), competição organizada pelos clubes masculinos com a chancela da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). Após a bem-sucedida primeira edição do torneio, o treinador da seleção feminina aprova a criação de um campeonato nos mesmos moldes para as mulheres.

"Acompanhei todos os jogos do Brasília em casa. Não tenha dúvida que sou favorável. O NBB demorou a sair e em um ano mostrou a que veio. Foi muito bem organizado", declarou. O time do Distrito Federal chegou até a decisão do torneio nacional, mas caiu diante do Flamengo em uma série de cinco jogos emocionante e com ginásios lotados.

Kouros Monadjemi, presidente da Liga Nacional de Basquete (LNB), organizadora do NBB, descarta a possibilidade de encampar uma competição nos mesmos moldes para as mulheres. Nomeada pela CBB para comandar o basquete feminino, a ex-jogadora Hortência tem a meta de criar uma liga do gênero. Ela cogita a possibilidade de implantar o projeto já em 2010.

"A Hortência já verbalizou essa vontade e seria muito bom, mas o basquete feminino ainda está muito concentrado em São Paulo. Precisamos arrumar um jeito de fazer o esporte chegar no resto do país. Vai ser um processo mais demorado em comparação com o masculino, que já estava massificado, tanto que os quatro semifinalistas do torneio foram de outros estados", afirmou.

Campeão nacional com Americana em 2003 e com Ourinhos em 2006 e 2007, Bassul convocou 24 jogadoras para disputar a Copa América. Deste grupo, dez atletas atuam no exterior e as outras 14 defendem times de São Paulo. A possível liga feminina agrada Carlos Nunes, sucessor de Gerasime "Grego" Bozikis na CBB. Enquanto ela não sai, o dirigente promete ampliar o número de times do Nacional.

Apesar de não contar com um torneio nos moldes do NBB, as mulheres têm presença regular nos Jogos Olímpicos. Já os homens não disputam a competição desde 1996, quando Oscar ainda atuava. Campeã com o Santo André em 1999 e com o Paraná Basquete no ano seguinte, a armadora Helen valoriza o torneio nacional, mas admite que o nível caiu.

"Nossa seleção tem muitas meninas que estão disputando o Nacional. Temos que destacar isso, porque é difícil de ver em outros países. O campeonato não está no mesmo nível de antigamente, mas temos que valorizar o trabalho delas, porque estão dando continuidade", declarou a jogadora de 36 anos, atualmente no Hondarríbia Irún, da Espanha.

Auxiliar do técnico Paulo Bassul na seleção feminina, a ex-jogadora Janeth também acompanhou a primeira edição do NBB e defende a criação de uma liga feminina. "O campeonato teve estrutura e ginásios cheios. É disso que o basquete precisa: todo mundo pensando com o mesmo objetivo. Esperamos que possa acontecer com as mulheres também, mas tem que fazer com alicerces fortes para colher os frutos no futuro", disse.

Fonte: Gazeta Esportiva

Esclarecimento da CBB

Em virtude das notícias veiculadas na mídia sobre a atleta Iziane Marques, as jogadoras e a comissão técnica da seleção brasileira adulta, que estão treinando em Barueri (SP) para a disputa da Copa América – Pré-Mundial de Cuiabá, gostariam de esclarecer que:
A atleta Iziane foi convocada pela comissão técnica obedecendo unicamente o critério técnico. Em momento algum a jogadora Fernanda Beling, o técnico Paulo Bassul ou outro integrante da equipe brasileira mostrou qualquer tipo de descontentamento com relação à presença de Iziane entre as convocadas. Fernanda afirma que nunca teve problemas com Iziane e que ela será muito bem-vinda.


Fonte: CBB

VÍDEO: Atlanta Dream Looking for Success

Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

Guidetti convoca seleção Sub 16 para a Copa América

Rio de Janeiro — O técnico César Guidetti convocou a seleção brasileira sub-16 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, para a segunda fase de treinamento rumo à Copa América / Pré-Mundial da categoria, que será realizada de 10 a 14 de agosto, na Cidade do México. As 17 atletas se apresentam no dia 19 de julho, às 18 horas, no Hotel Vollare, em Osasco (SP). No dia seguinte, as meninas entram em quadra para começar o trabalho técnico, físico e tático. A preparação vai até o dia 7 de agosto, nos ginásios da ACM (10h às 12h) e Geodésico (18h às 20h).

— Vamos iniciar a última etapa de treinamento para a Copa América. O grupo vem numa crescente, participaram do Campeonato Sul-Americano Sub-15 do ano passado e estiveram na primeira fase de preparação, no início do ano. Convocamos as 17 meninas que estão em melhores condições neste momento, conforme avaliamos a evolução delas tanto na seleção como nos respectivos estados. Algumas atletas foram chamados para treinar com a sub-15 e com a sub-17 no mês passado e Tivemos a oportunidade de observar e trocar informações com as comissões técnicas sobre a atuação das jogadoras — explicou Guidetti

A Copa América / Pré-Mundial vai classificar os três primeiros colocados para o Campeonato Mundial Sub-17 do ano que vem. Além dos resultados, o objetivo também é preparar jogadoras para as futuras gerações.

— Agora é hora do elenco ficar mais focado do que nunca no objetivo de conquistar a vaga para o Mundial. A classificação é importante para dar seqüência às competições internacionais tanto para o crescimento individual das atletas como do grupo. Além do resultado, também queremos formar jogadoras para as futuras gerações do basquete brasileiro.

AS 17 CONVOCADAS
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
Thamara de Freitas – pivô – 15 anos – 1,87m – Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
Alana Arias – pivô – 15 anos – 1,87m – Colégio Farroupilha (RS) – RS
Raquel Dudzevich – pivô – 16 anos – 185m – Centro Olímpico (SP) – SP
Martha Imoniana – pivô – 15 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP) – SP
Letícia Lisboa – ala/pivô – 16 anos – 1,84m – APAB/Barretos (SP) – MG
Vanessa Gonçalves – pivô – 15 anos – 1,82m – Santo André (SP) – SP
Júlia Alves – pivô – 16 anos – 1,82m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Patricia Kelly de Jesus – ala – 16 anos – 1,80m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Géssica Galli – ala – 16 anos – 1,80m – Clube Escolar Bom Jesus (SC) – PR
Isabela Ramona Macedo – ala – 15 anos - Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
Erika Leite – ala/armadora – 16 anos – 1,72m – APAB/Barretos (SP) – SP
Natália Saar – ala – 15 anos – São José dos Pinhais (PR) – PR
Stephanie de Oliveira – armadora – 16 anos – 1,70m – CFE Janeth Arcain (SP) – SP
Bruna Werberich – ala/aarmadora – 15 anos – 1,70m – Colégio Alfa Medianeira (PR) – PR
Juliana Roberto – ala/armadora – 16 anos – 1,70m – Centro Olímpico (SP) – SP
Priscilla Bernardes – armadora – 16 anos – 1,69m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Drielli do Nascimento – armadora – 16 anos – APAB/Barretos (SP) – SP
Média de idade: 15,5 anos
Média de altura: 1,78m

COMISSÃO TÉCNICA
Administrador: José Alberto Pereira
Técnico: César Guidetti
Assistentes técnicos: Adriano Lucena Araújo e Vânia Paulette
Preparador físico: Paulo Augusto Martignago
Médico: Dr. Rodrigo Palhares
Fisioterapia: Giulianne Trevisan

APRESENTAÇÃO
Data: 19 de julho
Horário: 18 horas
Local: Hotel Vollare (Av. Santo Antônio, 57 - Vila Osasco)

TREINAMENTO
Período: 20 de julho a 7 de agosto
Horários: 10 às 12h no ginásio da ACM e 18h às 20h no ginásio Geodésico
Endereços:
ACM – Av. das Flores, 453 – Centro
Geodésico – Av: dos Eucaliptos, s/nº - Cidade das Flores

Fonte: CBB

Sub 19 chega em Lisboa

As equipes de basquete masculina e feminina do Brasil desembarcaram nesta quinta-feira, dia 9, em Lisboa para participar dos II Jogos da Lusofonia com objetivos diferentes.
 
Enquanto os jogadores da seleção masculina sub-23, treinada por José Alves dos Santos, pretendem mostrar serviço para figurar nas próximas convocações da equipe principal, de técnico Moncho Monsalve; a seleção feminina, do treinador Luiz Claúdio Tarallo fará da competição em Portugal sua principal etapa na preparação para o Mundial sub-19, em Bangcoc, na Tailândia.
 
Além dos novos talentos do basquete brasileiro, as presenças da campeã mundial Hortência, diretora do Departamento Feminino da CBB, e do técnico da equipe principal, Moncho Monsalve, será mais uma motivação para os atletas. Os torneios de basquete nos II Jogos da Lusofonia acontecem entre os dias 11 e 19. O Brasil enfrentará Cabo Verde nas suas primeiras partidas nos Jogos, dia 12 (feminino), e dia 14 (masculino).
 
Acostumada com as viagens e os títulos internacionais, a "Rainha" Hotência mostrou-se bem humorada na chegada a Portugal. Contou que para ela a viagem tinha sido boa, mas para as atletas, todas muito altas, deve ter sido mais cansativa. A ex-jogadora, que assumiu há pouco tempo um cargo de direção no Departamento Feminino da CBB, disse que está acompanhando de perto o desempenho das novatas em competições internacionais. "Estou indo ver as equipes de perto e as competições pois isso gera conhecimento. Quero analisar friamente para ver em que nível está o Brasil e o que precisa ser trabalhado. Ainda mais essas meninas, cujo próximo degrau é a seleção adulta", explica a atual dirigente.

Fonte: COB

Entre desconhecidas, veterana Helen não pensa no Mundial

Bruno Ceccon

Após marcar 1205 pontos em 120 jogos oficiais com a camisa da seleção, Helen decidiu deixar o time nacional em função do cansaço físico. Duas temporadas depois, no entanto, atendeu a um pedido da ex-companheira Hortência e voltou atrás. Em seu retorno à equipe para disputar a Copa América, a armadora de 36 anos ainda se habitua entre suas novas companheiras e garante que não pensa no Mundial de 2010.

"Na verdade, tenho mais afinidade com a Karla, que sempre jogou comigo em clubes e pela seleção, e com a Kaé (Micaela). Mas tinha meninas que eu nem conhecia. A Mariana, por exemplo, estou tendo a chance de conhecer pessoalmente só agora", diz Helen, que aproveita a média de idade de 26 anos do elenco. "A gente está rindo muito. O bom de ter um grupo jovem é que não tem como ficar desanimada ou cansada", diz.

Após passar os últimos quatro anos na Oral Roberts University-EUA, a ala/armadora Mariana, 24 anos, foi convocada pela primeira vez. "Estava acostumada a ver a maioria das jogadoras só pela televisão na Olimpíada e as mais experientes sempre foram um espelho. Essa mescla é boa para as mais velhas e para as mais novas, principalmente para as mais jovens, que podem aprender e têm uma referência", disse a atleta.

Convocada pela primeira vez em 1989, Helen garante que nunca deixou de acompanhar os resultados da seleção. Depois de deixar o time por cansaço e falta de férias, ela curte cada momento de seu retorno. "Foi muito bom arrumar a mala no domingo para me apresentar e ter essa sensação de voltar aos tempos que estava acostumada. Estou com muita vontade de colocar a amarelinha no peito de novo", afirmou.

O técnico Paulo Bassul atribuiu o fiasco nos Jogos de Pequim à falta de experiência. Com as presenças de Helen e Alessandra, que também foi reconvocada, o treinador está otimista para a Copa América. "O time chega bem. Essa mescla de jovens e experientes é muito importante. O suporte das mais velhas facilita o processo de adaptação das novatas nas competições internacionais", explicou.

Bassul convocou Helen para disputar a Copa América que será realizada no mês de setembro, em Cuiabá. O torneio oferece vagas no Mundial, mas a veterana armadora garante que não pensa na possibilidade de lutar pelo bicampeonato. Na temporada de 1994, ao lado de Paula e Hortência, a jogadora foi campeã do torneio disputado na Austrália.

"O Paulinho já disse: 'ano que vem, tem Mundial'. Eu respondi: 'calma, fica tranquilo'. Vamos pensar nesse ano. Quero focar na Copa América, gosto de viver o presente. Não quero pensar no Mundial, até porque ainda não conseguimos a vaga. Vamos passo a passo", afirmou a jogadora. Com contrato com o espanhol Hondarríbia Irún até maio de 2010, ela pretende voltar a jogar no Brasil na próxima temporada.

Ex-companheira de Helen, Janeth é auxiliar de Paulo Bassul na seleção. Devidamente trajada com o uniforme da comissão técnica, ela confessa que sente saudades de entrar em quadra, mas fica satisfeita ao ver uma contemporânea retornar. "As mais novas terão um ícone, um espelho como referência para se sentir mais confortável jogando", atestou.

Fonte:
Gazeta Esportiva

Iziane dá sinal de esperança

Maura Ponce de Leon
Em Atlanta, nos EUA, a armadora Iziane Marques atende o telefone deixando claro que não se sente confortável em falar de seleção brasileira. Afinal, um ano após se recusar a entrar em quadra e ser expulsa do grupo em plena disputa do Pré-Olímpico Mundial de Madri, a maranhense foi convocada mês passado pelo técnico Paulo Bassul, o mesmo com quem discutiu em plena quadra. Se ela virá, é outra questão.

— Confesso que fiquei surpresa. Mas já avisei à Confederação da minha decisão. Quem conversou comigo foi a Hortência, que tem agora um cargo na entidade. Estou otimista com essa entrada dela, e acho que as coisas vão melhorar — disse Iziane, que atua no Atlanta Dream, da WNBA, a liga feminina americana de basquete.

Iziane explicou que a sua vinda depende de algumas questões, como a liberação do time nos EUA.

— Se não formos para os playoffs, em setembro, eu estaria liberada e poderia disputar a Copa América, que é em setembro. Eles (a Confederação) sabem as condições — afirmou a armadora, que está há sete temporadas nos EUA.

A jogadora disse que nunca mais falou com o treinador após o episódio no Pré-Olímpico. Mas Iziane não teme encontrá-lo de novo.

— Na hora a gente vê o que acontece.
Fonte: Extra

Iziane gera polêmica ao falar sobre seleção de basquete

José Eduardo Martins
Da Folhapress

Em São PauloA ala Iziane, 27, não confirmou o seu retorno à seleção brasileira feminina de basquete. Pelo contrário, a jogadora do Atlanta Dream parece ainda distante do grupo comandado pelo técnico Paulo Bassul.

"Não tenho nada a declarar sobre a seleção", comentou Iziane.

Questionada sobre uma possível volta ao país, mesmo que para atuar em um clube, afirmou: "Tenho contrato até 2011 com o Atlanta. Só devo voltar neste período para férias, mas nada impede que eu encerre a minha carreira em um clube brasileiro".

A convocação da atleta para a disputa da Copa América foi um desejo de Hortência, nova diretora do departamento feminino de basquete da confederação brasileira (CBB).

"Não chegou a ser um pedido [da Hortência] nem uma condição para eu permanecer como técnico da seleção. Ela apenas demonstrou o desejo ao falar que gostaria de resgatar a Iziane. Na hora, eu concordei", explicou Bassul.

Com a esperança de contar com a ala neste ciclo olímpico, Hortência abriu contato com a jogadora por telefone e por e-mail. A aproximação rendeu elogios de Iziane à dirigente.

"É muito bom contar com a Hortência como diretora. Ela tem muita experiência e respeito", disse Iziane. "Acho que faltava alguém como ela, até porque seu chama atenção. Além de ser a rainha do basquete, ela tem uma certo conhecimento como administradora. Acho ideal ela ter chegado à seleção e vai trazer muitos benefícios", analisou.

A rusga da ala com a seleção brasileira surgiu no ano passado, no Pré-Olímpico da Espanha, quando a jogadora se recusou a entrar na partida contra a Bielorússia e foi cortada por Paulo Bassul.

"Não tem problema trabalhar com ela. Nunca foi, ou será, uma questão pessoal. Em dezembro, eu já tinha conversado sobre a intenção de colocar um ponto final nisso e a gente voltar a olhar para frente", ponderou o treinador.

Iziane segue confiante no seu potencial e não parece estar arrependida ou preocupada com as críticas. "Estou de bem com a vida. Lógico que temos algo a melhorar. O problema é que depois de uma certa idade fica difícil mudar."

Entre as convocadas, há dois grupos: parte apoia Iziane, enquanto as demais não querem saber da ala. "Ela é uma das melhores do país e temos de esquecer o que passou", argumentou a armadora Helen, 34.

Bassul, porém, não conversou com a ala sobre um possível retorno. A lista com as 24 convocadas foi passada para Hortência, responsável pelo contato com as atletas.

"Só depende dela. Quero que ela amadureça e entenda a proposta da nova equipe. Não preciso agora de uma resposta. O mesmo foi feito com as outras jogadoras", disse Hortência.

Antes dúvida, a pivô Alessandra, 35, não deixou de lado a ação judicial que move contra a CBB - ela cobra uma indenização de R$ 500 mil por ter lesionado o ombro no Mundial de 2006 e descobrir que a entidade mentira sobre a existência de um seguro -, mas confirmou a volta à seleção.

"Não falei ainda com o Bassul. A Hortência que ligou e apresentou o projeto. Se fosse com a gestão anterior, não retornaria", disse Alessandra, que se apresenta em agosto.

A seleção brasileira treina em Barueri (na Grande São Paulo) para a Copa América, que será disputada entre os dias 23 e 27 de setembro, em Cuiabá, e vale como classificatório para o Mundial.
Fonte: UOL

Quinta-feira, 9 de Julho de 2009

Bassul diz que convive com "fantasma" de Iziane e rejeição do grupo

A seleção feminina está em Barueri treinando para a Copa América. O assunto Iziane segue em pauta. A declaração da jogadora Fernanda Beling de que as atletas não querem Iziane de volta, bate de frente com o desejo da diretora Hortência e da experiente Hellen.

Paulo Bassul, que segue numa situação desconfortável, foi muito criticado por boa parte da mídia após a Olimpíada de Pequim, onde o Brasil terminou na decepcionante décima colocação entre doze seleções. Quando Carlos Nunes, assumiu a presidência da CBB, poucas pessoas apostavam que Bassul continuasse no cargo.

Nesse rápido bate papo, Bassul desabafa e garante que nunca teve medo de perder o emprego. E mais. Afirma que foi proibido de convocar Alessandra para os jogos olímpicos e que nem todos técnicos torcem pelo Brasil.

Bruno Voloch - Após a troca da gestão no basquete feminino nacional, como você absorveu toda essa pressão e se sustentou emocionalmente?
Paulo Bassul - Realmente na mudança de gestão, em que Hortência se tornou diretora, as pessoas achavam que haveria uma troca de comando, em função da administração inédita. Não me manifestei porque o cargo de técnico é geralmente de confiança. A Hortência me procurou para contar a posição deles (diretoria nova, juntamente com o Presidente Carlos Nunes), que disseram que queriam continuar contando comigo. Mas foram duas semanas de muita notícia e fofoca.

Mas você acha que seria incoerente e injusto demiti-lo?
Tive pouco tempo e foi uma fase complicada. No Pan, prosseguiu o Barbosa (ex-técnico Antonio Carlos Barbosa, que conquistou a medalha de bronze nas Olimpíadas de Sydney) como técnico. Eu tive um ano para preparar a equipe para as Olimpíadas sem oito atletas que estavam no Mundial (2006, no Brasil, onde perdemos a disputa do terceiro lugar para os EUA). Nenhuma equipe do mundo suporta a saída de oito atletas e a gente suportou. Disputamos um Pré-Olímpico dentro de Madrid, ganhamos da Espanha, de Cuba... tudo isso sem várias jogadoras. Fomos para as Olimpíadas e ganhamos de países que têm tradição na modalidade. Então apesar de tudo isso, chamar de injusto? Não é! Porque se trata de um cargo de confiança. É legítima a posição da entidade, no sentido de manter e de tirar (o técnico), por isso fiquei tranquilo. Para mim, é um orgulho muito grande estar vestindo essa camisa. Tive pouco tempo sim, mas se a nova gestão não confiasse no meu trabalho, seria mais que legítima a substituição.

Como está a relação com a Iziane?
Houve um problema sério, grave mesmo. O grupo precisava dela num Pré-Olímpico. Ela foi punida, teve que ser, mas é uma atleta nova ainda, tem 26 anos. Portanto, tem muito a oferecer para a seleção. Para mim, aquele problema está resolvido. Em uma reunião que tive com a Hortência, a mesma pergunta me foi feita e eu disse que vale a pena chamá-la novamente. Temos que pensar na seleção, que está em primeiro lugar.

E ela aceita?
Temos que ver, a Hortência está tratando disso. O meu negócio é dentro da quadra. A filosofia está mantida, é a mesma. Vamos tentar trabalhar em grupo. Todo esse processo serve para amadurecer todo mundo. O basquete feminino não conta com um universo grande de jogadoras, então temos que tentar resgatar as garotas para montar uma boa seleção. Por exemplo, recuperamos uma mescla importante, a veterana Helen (Luz) e pivô Alessandra.

Ela em nenhum momento te procurou após o incidente?
Não. Nem através de e mail ou seja por telefone. Nada.

Então quem garante que ela vai voltar e se enquadrar na filosofia?
Ela é profissional e tem muita personalidade. Ela só vai aceitar voltar se realmente estiver sabendo as regras do jogo. Caso contrário, ela não volta.

Será? A Hortência diz que sim
Não tem pena de morte no Brasil, quem sou eu para matar a Iziane? A Hortência demonstrou interesse em resgatar a jogadora e eu aparentemente aceitei.

Você acha que sua imagem ficou desgastada após esse episódio?
Sinceramente, não. Eu sempre irei agir conforme manda a minha cabeça. Sabia dos riscos que estava correndo mas fui até o fim com a minha filosofia e tive o apoio do grupo. É melhor você perder, ter resultados negativos, mas sendo coerente do que está fazendo. Eu posso perder do mesmo jeito e não e ser coerente , por isso fiz o que achei justo e melhor para mim e para a seleção.

A Alessandra foi convocada, isso quer dizer que o Grego proibia ela de ser chamada?
Paulo : Veja bem. Ela tinha um processo contra a entidade e não poderia ir contra a determinação do Presidente. Como iria chamar uma jogadora que tem um processo contra a CBB ? Não dava mesmo. Agora a situação é outra e fiz a consulta. Por isso ela está de volta e será muito útil. Não seria louco de deixar uma jogadora como ela fora da convocação.

Todos os treinadores no íntimo torcem para o Brasil?
Não . Tem gente que não teria interesse em estar aqui por causa da idade e torce por mim. Tem gente que gostaria , mas por ser brasileiro torce mesmo pelo sucesso da seleção, o sentimento de nacionalismo prevalece e infelizmente tem aqueles que absorvem a coisa de tal maneira, a índole é tão ruim, que torcem mesmo contra. Mas o que eu posso fazer? Isso não depende de mim.

O que fazer para salvar o campeonato brasileiro feminino?
O masculino já achou seu caminho e as finais da NBB provaram isso. O feminino precisa de muito mais e a Hortência sabe bem disso. Temos milhares de jogadoras fora do Brasil e a gente precisa ter algo interessante para trazer elas de volta. O estado de São Paulo é forte demais, mas os outros estados precisam se reforçar. A gente precisa de um Brasil forte em todas as regiões e não só aqui em São Paulo.

E o planejamento de 2009, incluindo amistosos?
Isso ela (Hortência) já sabe. Não quero e não vamos jogar amistosos contra seleções fracas. Isso não ajuda em nada, apenas nos ilude. Temos que "rodar", jogar mais contra seleções de peso, porque lá na frente vai fazer diferença. Esse intercâmbio é fundamental para o nosso sucesso.

A Hortência disse que a "rádio atleta" funciona mais do que deveria e isso atrapalha o trabalho. É verdade?
A Hortência tem trabalhado muito. Ela visitou todas as categorias de base e vai me ajudar bastante. Sem dúvida cuidar apenas da parte técnica me deixa muito mais aliviado e concentrado no que eu preciso fazer. Dessa forma posso ser até mais cobrado. A própria presença da Janeth caiu muito bem na comissão. Sobre a "rádio atleta " realmente existem coisas que precisam "morrer" dentro do grupo, mas muitas vezes vazam e colocam o trabalho em risco. O que aconteceu no hotel após a discussão com a Iziane é o maior exemplo.


Fonte: UOL

Flávia Luiza é cortada

A seleção brasileira feminina de basquete, que se prepara para a disputa da Copa América, em Cuiabá (MT), sofreu sua primeira baixa. A pivô Flávia Luiza, do Americana, foi cortada do grupo após a constatação de uma grave lesão muscular no tornozelo. O problema foi detectado durante exames médicos realizados no início da semana.
Até o fim deste mês, o técnico Paulo Bassul aguarda a chegada de cinco atletas que defendem o Ourinhos no Sul-Americano de clubes, além da pivô Kelly, que disputa a competição pelo U.T.E., do Equador.


Fonte: Globo Esporte

Após fiasco olímpico, Brasil chama veteranas por "estabilidade"

Em sua pior performance olímpica, o Brasil encerrou os Jogos de Pequim no penúltimo lugar da classificação geral, superando apenas a seleção de Mali. Com derrotas contra Coréia do Sul, Austrália, Letônia e Rússia, o time nacional se despediu ainda na primeira fase. Após identificar a falta de experiência da equipe como motivo para o fiasco, o técnico Paulo Bassul resolveu promover os retornos das veteranas Helen e Alessandra.

"O resultado final em Pequim parece ruim, mas não foi. Em todas as partidas, construímos um jogo bom, e um time ruim não consegue fazer isso numa Olimpíada, mas não conseguimos transformar a performance em vitória. O que faltou? Experiência", raciocina Paulo Bassul, que treina o grupo convocado para disputar a Copa América em Barueri.

Após avaliar o problema em conjunto com sua comissão técnica, ele resolveu convocar as duas veteranas. Campeã francesa com o Bourges, a pivô Alessandra, 35 anos, foi chamada ao lado da armadora Helen, 36 anos, um dos destaques do espanhol Hondarríbia Irún. "As duas fizeram campeonatos excepcionais e têm experiência, algo que com certeza faltou naqueles jogos que perdemos no finalzinho em Pequim", disse Bassul.

Nomeada pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) para cuidar do departamento feminino, Hortência foi fundamental para concretizar o retorno das duas veteranas. Helen já tinha se aposentado da seleção, mas resolveu voltar depois de duas temporadas de afastamento diante do chamado da ex-jogadora. Alessandra, por sua vez, prometeu não regressar antes da troca de comando da CBB e ainda mantém um processo contra a entidade agora presidida por Carlos Nunes, sucessor de Gerasime "Grego" Bozikis.

"Eu disse que gostaria de contar com as duas de volta e a Hortência falou: 'deixa comigo, que eu resolvo'. Ela cuidou de toda essa questão de entrar em contato, negociar e fazer o trabalho de aproximação da Alessandra com a entidade (a atleta acusa a CBB de não pagar o seguro prometido após sua lesão no Mundial de 2006). Ela está voltando de peito aberto e a Helen está aqui desde o primeiro dia", explicou Bassul.

Companheira de Helen nos tempos de atleta, Janeth atua como auxiliar de Paulo Bassul. Na tarde desta quarta-feira, devidamente trajada com uniforme da comissão técnica, ela treinou a veterana armadora. "As atletas mais experientes podem dar um equilíbrio e uma estabilidade que a seleção precisa nos momentos importantes", declarou a ex-jogadora, que se despediu nos Jogos Pan-Americanos de 2007.

Bassul já conta com 12 das 24 convocadas para a Copa América que será realizada no mês de setembro, em Cuiabá. No próximo dia 26 de julho, as cinco jogadoras de Ourinhos que disputam o Campeonato Sul-Americano ao lado da pivô Kelly, do equatoriano UTE, se apresentam à seleção. Em seguida, o treinador planeja realizar amistosos com o time masculino da categoria 16 anos e já tem dois jogos agendados no Brasil contra o Canadá.

Campeã da Copa América em 1997 e 2001, Helen já pensa em conquistar o tricampeonato do torneio continental. "Devo tudo o que tenho à seleção e o nosso esporte precisa dar uma levantada. Temos um campeonato importante, quero participar e, por que não, conseguir o título", afirmou a armadora, que ainda foi vice da competição em 1993.

Bruno Ceccon

Fonte: Gazeta Esportiva

À espera de Iziane, Bassul nega imposição de Hortência

Bruno Ceccon - Barueri (SP)

Técnico espera pela resposta da ala Iziane

Sucessor de Gerasime "Grego" Bozikis na presidência da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Carlos Nunes defendeu a volta de Iziane à seleção abertamente desde o início de sua gestão. A princípio, o dirigente não confirmou a permanência de Paulo Bassul no comando do time nacional e nomeou Hortência para cuidar do basquete feminino.

Mantido na equipe, o treinador voltou a convocar a atleta do Atlanta Dream, afastada da seleção desde o Pré-Olímpico de 2008, quando descumpriu uma ordem e se recusou a entrar em quadra durante uma partida. Enquanto espera pela resposta da ala, chamada para jogar a Copa América, Bassul assegura que Hortência não impôs o retorno de Iziane e garante que isso não foi uma condição para mantê-lo no cargo.

"Depois de já ter acertado comigo, ela disse que gostaria de resgatar a Iziane e me perguntou se eu achava isso possível. Eu disse que não teria problema de maneira alguma, porque é uma coisa que eu também gostaria que acontecesse. Não teve nada imposto. A Hortência não entra na parte técnica de jeito nenhum e nem coloca mais pressão, pois esteve em quadra e sabe como isso é importante", afirmou o treinador.

Iziane disputa a WNBA pelo Atlanta Dream. Uma eventual classificação da equipe às finais do torneio pode impossibilitar a atleta de defender a seleção. Com 12 das 24 convocadas, Paulo Bassul está em Barueri. O grupo realizou o primeiro treino com bola na tarde desta quarta-feira. Após uma troca de farpas de ambas as partes desde o Pré-Olímpico disputado na Espanha, o técnico acena com uma bandeira branca.

"Já está clara a nossa posição de tentar esquecer o que ficou para trás. Já houve uma punição e um processo que todo mundo conhece. A ideia não é banir ninguém, mas sim que todos tenham o mesmo pensamento e a mesma atitude em termos de grupo. Nós tomamos a decisão de olhar para frente. Depende se ela também quer olhar para frente", diz Bassul.

Hortência vem mantendo contato regular com a ala do Atlanta Dream. Caso a equipe não se classifique para as finais da liga norte-americana, ela planeja viajar aos Estados Unidos para convencer Iziane a retornar. A ex-jogadora Paula, por sua vez, critica a decisão de tentar reintegrá-la após o caso de indisciplina no Pré-Olímpico.

Ao mesmo tempo em que abre as portas para Iziane, Bassul procura valorizar as outras 23 convocadas e descarta a possibilidade de usar uma eventual recusa de Iziane para motivar o grupo que aceitou o seu chamado. "Não é uma questão de vida ou morte. Se ela vier, será tratada como todas as demais e esse assunto morreu. Se infelizmente ela não vier, vou estar preocupado com quem está aqui", declarou.

Auxiliar técnica de Bassul, a ex-jogadora Janeth fala de maneira pragmática sobre a chance oferecida à Iziane. "Toda atleta que está bem vai ser convocada. O que esperamos é que elas venham com espírito de cooperar com o time e fazer com que o basquete brasileiro alcance o lugar mais alto do pódio. Se pensarmos no basquete, temos chance de chegar nas melhores posições", declarou.

HELEN CONVERSA COM IZIANE

Campeã mundial em 1994 e bronze nos Jogos de 2000, a veterana Helen chegou a se aposentar da seleção, mas resolveu aceitar o pedido de Hortência e retornou ao time nacional para atuar na Copa América. Por e-mail, ela conversou com Iziane sobre sua possível volta à equipe.

"Somos super amigas e estamos sempre conversando", disse a jogadora do Hondarríbia Irún, que enfrentou Iziane na Espanha quando a ala defendeu o Extrugasa. "Ela me disse: 'Ai que, delícia. Se eu voltar para a seleção, vou jogar junto com você!'", contou a armadora.

Já em Barueri com o restante do elenco, Helen torce pelo retorno da ala. "A Iziane é uma das melhores jogadoras que nós temos. O que passou, passou. Ela tem o perfil de seleção. Se voltar, vamos recebê-la de braços abertos. Independente da resposta dela, temos que respeitar", disse.

Fonte: Gazeta Esportiva

Comentário: O tom do texto da Gazeta Esportiva (de Bruno Ceccon) é absolutamente diferente da matéria do Diário de São Paulo (de David Abramvezt).

Ops!

Supervisor da Mangueira retala os bastidores do corte da pivô Nayara


Reproduzo abaixo o depoimento que o Samuel Henrique, supervisor da Mangueira, deixou na caixa de comentários acerca do corte da pivô Nayara Araújo da seleção brasileira sub-19:

Recebemos com satisfação a convocação da atleta Nayara, convite este feito pelo antigo coordenador de categorias de base da CBB, o Professor Barbosa. Ao contrário do que já foi escrito, a Nayara foi à reboteira do Campeonato Brasileiro Sub 19 de 2008 e um dos destaques na eficiência, é alta e tem potencial.

Após isso, recebi ligações da Confederação para providenciar a documentação necessária para que a atleta tivesse condições de viajar para o exterior. Passou toda a fase de treinamentos e há 20 dias atrás mais ou menos a Nayara teve uma lesão no joelho e após exames médicos foi liberada para fazer fisioterapia e musculação, (fatos que ficamos sabendo por ela, já que ninguém deu nenhum relato sobre o acontecido).

Após comprarem uma joelheira para ela, a mesma foi liberada para treinar. Dia 19/06 a Nayara chegou ao Rio liberada para reapresentar-se no dia 21/06. Ela estava bem, andando normalmente e sem dor.

Retornou aos treinamentos e treinou normalmente com o grupo, participando inclusive dos amistosos, em sentir qualquer dor. Até que no sábado foi liberada para ver a família em Minas, marcada a reapresentação para quarta feira em São Paulo, já para embarcar para com a seleção.

Na segunda feira, uma de nossas fisioterapeutas recebeu a ligação de um senhor chamado Rafael pedindo o telefone da Nayara, pois precisava falar com ela, questionado sobre o assunto, disse que depois ligava novamente para falar.

Encontrou a Nayara e mandou que ela retornasse no dia seguinte para São Paulo, a fim de realizar exames médicos. Como ninguém passava nada para o clube, liguei para o Superintendente da CBB, que informou que a CBB, havia trocado o médico e que o novo queria realizar um novo exame na atleta para tem certeza de que ela estava bem.

Protestei quanto ao momento quando isso seria realizado, já que a meu ver isso deveria ter sido feito antes e não neste momento e deste jeito.

No dia seguinte, Nayara realizou os exames e passamos o dia todo na expectativa. Ao final do dia, por volta das 20 horas, recebi uma ligação da fisioterapeuta da Mangueira informando que a atleta ligou desesperada dizendo que havia sido cortada e havia dito ao médico que não estava sentindo dor. Ele teria respondido que isso era impossível, que ela estava realmente sentindo dor.

Liguei novamente para o superintendente da CBB, que me passou que iria me ligar pela manhã, e que a atleta tinha uma lesão ligamentar e que os procedimentos se dariam início logo, para que ela fosse operada, colocando a Confederação à disposição para realizar todos os procedimentos e atender a jogadora da melhor maneira possível.

Solicitei que a Nayara retornasse ao Rio, para que faça exames aqui e depois entraremos em contato.

Vamos aguardar o resultado dos exames para podermos tomar as providências cabíveis.

Iziane é rejeitada pelas companheiras

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Do Diário de S. Paulo, em Barueri (SP)

A maioria das jogadoras da seleção brasileira não quer voltar a ter a companhia de Iziane. Elas não engolem o comportamento da ala-armadora, convocada para a disputa da Copa América, no final de setembro. O maior motivo da bronca é a atitude muito criticada de Iziane, que se negou a entrar em quadra durante um jogo do Pré-Olímpico Mundial, na Espanha, em maio do ano passado. Por isso, acabou cortada pelo técnico Paulo Bassul do time que foi a Pequim.

- Ela tem problema pessoal com muitas jogadoras e até com o técnico. Muita gente aqui acha injusto ela ter sido convocada. Duvidamos que ela mude seu comportamento - afirmou a ala Fernanda Beling, após treino da seleção, em Barueri.

Não bastasse o descontentamento das atletas, o técnico Paulo Bassul deixou claro que a convocação de Iziane foi uma imposição da ex-jogadora Hortência, agora diretora da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).

- Ela demonstrou o desejo de resgatar a Iziane e eu aceitei que ela fosse chamada. Foi isso que aconteceu.

Como está em atividade pelo Atlanta Dream, na WNBA, a liga americana, a cestinha ganhou prazo de dois meses para definir se irá à Copa América, em Cuiabá. Foram chamadas 24 atletas para treinamentos, mas apenas 12 disputarão a competição. Iziane pode até ficar fora, mesmo que volte.

- Ela iria chegar em cima da hora. Não dá para garantir que ela tomará a vaga de outras que já estão treinando”, disse Bassul.

Fonte: GloboEsporte.Com

Comentário: Eu vou preferir o silêncio dessa vez, porque tudo nessa vida tem um limite. E essa história já está extrapolando o do mau gosto. É o legítimo samba do crioulo doido.

Será que  Hortência não está indo com muita sede sobre essa solução mágica (o retorno de Iziane) e esquecendo de quão complexa a situação é?

Acho que ao invés de um vôo para Atlanta, mais vale um táxi até Barueri …

Link: Meu sócio Fábio Balassiano faz quatro perguntas bastante pertinentes sobre o caso.

Janeth implanta pilates em sua primeira experiência como técnica de seleção

Maurício Dehò

Com mais de duas décadas de serviços prestados à seleção brasileira de feminina de basquete, a campeã mundial Janeth Arcain chegou a uma nova fase nesta "prestação de serviço". Num momento de renovação, em que Hortência passou a dirigir a modalidade entre as mulheres e a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) dá seus primeiros passos sobre novo comando, a ex-armadora enfrenta o desafio de ser técnica. O detalhe é que as pupilas são garotas da seleção sub-15, que junto com a ex-craque tem feito um trabalho pioneiro na parte física, com a ajuda das técnicas de pilates.

Janeth passou a trabalhar com as pranchetas no último mês. Ela assumiu a preparação da seleção sub-15, passando por uma semana de treinos em Santa Bárbara d'Oeste, em São Paulo. Uma das novidades para as garotas não é apenas com a presença de uma estrela no banco, mas com a preparação a que estão sendo submetidas.

A parte física, a cargo do preparador Leonardo Cursino, tem como principal ferramenta o pilates, um tipo de exercício que tem crescido nas academias desde a década de 1980, principalmente para fins estéticos de seus praticantes. "Este foi um trabalho implantado pelo nosso preparador, para que elas melhorem o condicionamento físico e o equilíbrio corporal", explica Janeth, também ainda se adaptando à preparação.

Leonardo, que também trabalha no Osasco - antigo Finasa/Osasco - explica que os grandes benefícios do uso de pilates, uma técnica surgida por volta de 1920, criada pelo alemão Joseph Pilates, são a intensidade de seus movimentos, que trazem resultados mais rápidos e de maior qualidade. Para a prática do basquete, a região central sempre tem de ser fortalecida, devido à postura usada durante os jogos.

"Eu fiz o curso de formação em pilates há dois anos, porque precisava de uma ferramenta de trabalho que ajudasse a fortalecer de forma mais intensa a região abdominal das jogadoras", explica Leonardo, que também trouxe para as seleções femininas sub-16 e sub-17 o trabalho, e sonha em poder aplicá-los junto aos elencos adultos masculino e feminino num futuro próximo.

A velocidade dos resultados foi o que atraiu o preparador físico, já que os treinos convencionais costumam levar mais tempo a apresentar resultados. A melhora também se deve ao fato de os exercícios abrangerem três aspectos: força, resistência e respiração. Assim, as garotas adquirem maior equilíbrio, coordenação motora e concentração, aprendendo exercícios que podem levar inclusive para treinarem em seus clubes.

O método utilizado por Leonardo Cursino é o que utiliza apenas o peso corporal em exercícios, apesar de o preparador físico não descartar o uso de aparelhos tradicionais para o pilates, caso haja a possibilidade. "O importante é que a moda do pilates nas academias fez com que as pessoas o vissem de forma positiva. Hoje as comissões técnicas estão dando abertura para que ideias como essa possam contribuir", completou ele.

Experiência para garotas e para a técnica

Janeth estreou no cargo da seleção sub-15, mas já teve alguma experiência como técnica. A ex-armadora comandou times de seu projeto social, mas teve poucas oportunidades em um meio mais competitivo como o das seleções.

Com as garotas do sub-15, Janeth afirma estar gostando do trabalho de pegar uma equipe nova e que tem de ser desenvolvida para que as jogadoras cheguem bem às seleções mais velhas. "São talentos que precisam ser lapidados. Elas são muitos jovens, então é importante que entendam os conceitos", comentou Janeth, que percebeu um aumento na estatura das novas jogadoras em relação a elencos anteriores.

Para a ex-estrela, a maior parte deste trabalho inicial tem sido no básico. As meninas ainda chegam precisando da introdução de fundamentos. Tudo sempre com o cuidado psicológico, já que são atletas muito jovens. "Já vejo um progresso muito grande, a troca de experiências faz com que as meninas amadureçam muito rápido e que consigamos resultados a curto prazo", concluiu a treinadora.

MAIS DESAFIOS COMO TÉCNICA: 'POR QUE NÃO?', DIZ JANETH

Apesar de ainda estar começando como técnica, Janeth admite que já estava se preparando para fazer um trabalho deste tipo. Os primeiros passos foram com o seu projeto social, onde por dois anos praticou com a prancheta. Agora, o trabalho na seleção sub-15 pode ser um trampolim para conquistas ainda maiores. Questionada sobre a chance de um dia vir a treinar uma seleção brasileira, a ex-estrela da seleção não nega a vontade.

"Ter começado oficialmente com categorias de base é muito bom, pela experiência. Mas, se tiver oportunidades ainda melhores, por que não", deixou no ar Janeth, que afirma ser a mesma de seus tempos de quadras. "O caráter da gente não muda, e nem a postura. Continuo sendo responsável, uma pessoa que gosta de responsabilidade e trabalho, e quero um basquetebol feito com alegria".

Fonte: UOL

ENTREVISTA: Macau

historico Uma referência como treinadora e formadora de atletas na atualidade, Maria do Carmo Mardegan Ferreira está há 30 anos no basquete. Dez deles dedicados a função de técnica de categorias de base femininas, revelando para o país talentos como Iziane, Érika, Flávia Luiza, entre outras. Além do trabalho no Finasa/Osasco, Macau como é conhecida, é a assistente do técnico Luiz Cláudio Tarallo na seleção brasileira sub-19 feminina. A equipe, que está em Portugal, para os Jogos da Lusofonia (12 a 19 de julho), disputará o Campeonato Mundial da categoria, em Bangkok, na Tailândia, de 23 de julho a 2 de agosto. Além da seleção, Macau desempenha outras duas funções no time do Finasa/Osasco. É coordenadora técnica do basquete e dirige a equipe juvenil. Jogadora da geração de Paula e Hortência, Macau acumula lembranças e experiências do tempo de atleta, que usa para ajudar na formação de novos talentos na cidade de Osasco, onde mora e trabalha há sete anos. Na seleção brasileira, Macau está desde 2000 e, como assistente técnica, foi campeã sul-americana juvenil (2000 e 2004), cadete (2005) e vice-campeã mundial sub-21 (2003), entre outros títulos. Como técnica, Macau foi vice-campeã sul-americana cadete (2004).

Fale sobre sua trajetória como jogadora.
Comecei com nove anos, em Santa Rita do Passa Quatro, numa quadra perto de casa. Dos 16 aos 20 anos, joguei em Piracicaba, com as técnicas Maria Helena Cardoso e Heleninha Campos. Trabalhei também nas equipes de Araçatuba e Salto. Com 28 anos, encerrei minha careira na cidade em que comecei, Piracicaba, defendendo a UNIMEP, em 1993.
Você era a marcadora da Hortência, hoje diretora do departamento feminino da CBB. Como era isso?
Nossa, eu e mais duas (Nádia e Carminha) nos revezávamos para marcar a Hortência. A estratégia era ficar em cima dela, cansá-la para que pontuasse o mínimo possível. Mas parecia que, quanto mais a gente defendia, com mais raiva ela ficava e fazia média de 30, 35 pontos. Quando começamos a marcar melhor as outras quatro jogadoras, passamos a ganhar algumas partidas.
Quais as jogadoras e técnicos que admira?
Paula e Hortência foram inesquecíveis. Sempre joguei contra a Hortência e pude ver a atleta magnífica que era. Já da Paula eu era companheira de time. Convivi com ela no dia-a-dia, sua dedicação aos treinamentos. São dois talentos raros e insubstituíveis. Sobre as técnicas que admiro, não posso esquecer a dupla Maria Helena e Heleninha. Comecei com elas tanto na minha carreira de atleta quanto a de treinadora. São profissionais que me inspiraram muito a ser a técnica que sou hoje.
E como se tornou técnica?
A partir de 1990, em Piracicaba. Dirigia o BCN e jogava na UNIMEP. Parei de jogar três anos mais tarde pois cheguei no meu limite, em que não conseguia mais conciliar bem as duas tarefas. Então, resolvi me dedicar exclusivamente à carreira de técnica.
Sempre na base?
Não. Entre 1997 e 2000 era a segunda assistente da Maria Helena Cardoso no time adulto do BCN/Osasco, mas voltei para a base e não saí mais. Me identifico muito com os jovens talentos e adoro formar atletas e ensinar. Acho mais gratificante do que simplesmente dirigir um time adulto.

Como é o seu trabalho no Finasa, em Osasco?
Dirijo a equipe juvenil e coordeno o trabalho técnico em todas as categorias. Lá procuramos promover a transformação de cada pessoa usando o basquete. Se não fosse esse esporte, eu não teria saído da pequena Santa Rita e me tornado a profissional que sou. Não formamos só atletas. Costumo dizer que o importante não é ser uma jogadora grande e sim uma grande jogadora. Isso quer dizer ser grande fora da quadra. É ser pessoa de caráter, que valoriza ética, e que saiba respeitar a si mesmo e ao próximo. Trabalhamos com vôlei e basquete feminino e em agosto, vamos inaugurar o novo centro, com alojamento, refeitório, piscina, academia, duas quadras para treinos e um ginásio para jogos.
Qual a expectativa para o Mundial Sub-19?
Esperamos fazer uma boa primeira fase para levar bons resultados para a etapa seguinte. Fizemos uma boa preparação e a equipe está bastante comprometida com o objetivo de fazer bonito na Tailândia. Como a base do grupo está junta desde o Sul-Americano Sub-15, isso facilita muito o trabalho. Há um ótimo entrosamento entre as meninas e bastou uma semana de treinos para a equipe mostrar evolução.

E como avalia o grupo?
Tenho um carinho muito especial por essa seleção. Estamos juntas desde a categoria sub-15 e é evidente o crescimento individual e coletivo. São meninas extremamente concentradas, que não se preocupam em aparecer, mas têm grande iniciativa. O grupo evoluiu a cada ano e esse crescimento e maturidade deverão ser muito bem aproveitados no Mundial.

Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

CBB confirma em nota a substituição de Nayara na sub-19

20090708_301567_Kika_gde Para chegar bem preparada em Bangkok, na Tailândia, para a disputa do 8º Campeonato Mundial Sub-19 Feminino, a seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, terá pela frente as equipes adultas de Cabo Verde, Moçambique, Angola e Portugal nos Jogos da Lusofonia, que serão realizados em Lisboa, em Portugal, de 13 a 19 deste mês. Depois, a delegação embarca para a capital tailandesa, no dia 20, e terá mais dois dias de treinos antes da estreia contra as donas da casa no Mundial.
 
Finalmente chegou a hora tão esperada pela pivô Cristiane de Lima. Kika, como é carinhosamente chamada, vem brigando para participar do Mundial desde o Sul-Americano do Equador, em 2007, quando ajudou a seleção a se classificar para a Copa América – Pré-Mundial da Argentina, em 2008. Em Buenos Aires, veio a vaga para o mundial.
 
— Estou bastante animada com essa viagem. Além da oportunidade de atuar num Campeonato Mundial, vamos jogar contra equipes adultas na Lusofonia. Será um excelente treinamento para o grupo. Nos dedicamos muito durante a preparação. Malhamos para ganhar força física, treinamos forte em quadra, procurando acertar todos os detalhes. Os amistosos nos deram ritmo de jogo e acho que estamos bem preparadas para as competições que temos pela frente — comentou a pivô.
 
Damiris do Amaral vai vestir a camisa do Brasil pela primeira vez. A pivô de 16 anos foi chamada para completar o grupo com a saída de Nayara Cristina Araújo por questões médicas.
 
— Fiquei muito contente com a notícia. Participei dos treinamentos da segunda fase, antes de me apresentar à seleção sub-17. Já conheço as meninas, a comissão técnica e a filosofia de trabalho. Não vai ser nenhuma novidade. Estou muito animada, não vejo a hora de entrar em quadra e mostrar que posso ajudar o meu país a conquistar um resultado positivo nas competições. É uma oportunidade de ouro para mim e quero aproveitar o máximo que eu puder para aprender e evoluir — disse a pivô.

Seleção feminina inicia treinos com bola

Depois dos exames médicos e testes físicos, é a vez da musculação e da bola. A seleção brasileira adulta feminina, patrocinada pela Eletrobrás, começou nesta quarta-feira os treinos físicos e técnicos rumo à Copa América – Pré-Mundial de Cuiabá, que será disputada de 23 a 27 de setembro. As treze atletas que estão em Barueri (SP) fizeram musculação de manhã na Academia Pelé Club e os treinos com bola (17h30 às 20h), no ginásio José Corrêa. O técnico Paulo Bassul explica que nessa primeira fase, há um intenso trabalho físico e técnico.
 
— Nesta primeira etapa priorizamos a preparação física e o desenvolvimento técnico. Nas duas primeiras semanas, não entraremos na parte tática. Quando chegar o segundo grupo, após o Sul-Americano de clubes, é que começaremos a trabalhar os aspectos táticos. Como as atletas estarão bem condicionadas retornando de competição, não haverá problemas — disse Bassul.
 
Animação não falta ao grupo. As alas/armadoras Palmira Marçal e Mariana Camargo que o digam. Enquanto Mariana estréia na seleção adulta, Palmira comemora seu retorno. A última competição da atleta da campeã paulista (Catanduva/2008) foi o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007.
 
— É ótimo estar na seleção. Graças a Deus venho de boas participações no meu clube tanto no Nacional quanto no Paulista. Espero poder ajudar à equipe brasileira como pude fazer em Catanduva. O ritmo é puxado, com testes e exames, mas agora é hora de pegar na bola e fazer o que sabemos. O grupo é bacana e mesmo as mais novas, como a Clarissa e a Mariana já estão integradas. Vou dar o máximo para ocupar meu espaço e servir ao grupo com a maior dedicação possível — explicou Palmira, de 25 anos.
 
A estreante Mariana Camargo também esbanja empolgação. A catarinense, de 25 anos, que atua na Oral Robert University, gostou da estrutura que encontrou e quer agarrar com unhas e dentes a chance dada pela comissão técnica.
 
— Estou muito contente com essa oportunidade. Sei que tenho que trabalhar bastante para buscar meu espaço e vim disposta para isso. O clima é ótimo, já conhecia algumas atletas e o Paulo Bassul, o que facilita o trabalho. Quero mostrar meu potencial e aprender bastante com as jogadoras mais experientes. Com certeza vou melhorar meu jogo e fazer de tudo para ajudar a equipe no que precisar — disse Mariana, que é bicampeã sul-americana cadete (Colômbia/2000 e Equador/2001).

Mim, twitteiro

Resisti, mas acabei aderindo à onda do twitter (http://twitter.com/pbf).

A intenção é registrar links que acabam sem espaço aqui no blog, informações curtíssimas e reportagens internacionais.

As atualizações de lá ficaram registradas no menu da direita (de cá).

Nayara out, Damiris in

O Fábio Balassiano acaba de confirmar a rápida e inesperada movimentação na seleção sub-19: sai Nayara, entra Damiris.

Atuação de Érika enche os olhos em vitória do Atlanta

erikasunb Assisti ontem à segunda metade da vitória do Atlanta Dream sobre o Connecticut Sun (72-67).

Foi um jogo bastante interessante, apesar de o Atlanta ter dominando desde o início.

Para nós, brasileiros, o melhor foi observar a espetacular forma de Érika. A pivô dominou um garrafão com presenças ilustres (Ashja Jones, Sandrine Gruda, Tamika Withmore e etc) com extrema segurança. Foi eleita a melhor jogadora da partida, com 12 pontos, 17 rebotes e 4 recuperações, em 32’.

Quando Érika deixou a quadra no fim do terceiro quarto, o Atlanta vencia por 15 pontos (55-40). Em menos de cinco minutos, a vantagem havia caído para 4 pontos (61-57) e Érika voltou.

Iziane chutou bastante (6/17, Chamique a superou com 6/18), mas entre os erros, teve belos acertos (5 pontos e sua única  assistência) no quarto final. Em 25’, somou 14 pontos.

Mini e Mirim da Unimed/Americana encerram primeiro turno e assumem a liderança do Paulista

Sob o comando da técnica Rita Fenalti, o mini e o mirim da Unimed/Americana encerraram o primeiro turno do Campeonato Estadual da FPB e assumiram a liderança do Paulista Feminino. As meninas do mini adquiriam 21 pontos ao vencer 10 dos 11 jogos disputados. As do mirim, acumularam 13 pontos. Foram sete jogos e seis vitórias.

“Todas tiveram a oportunidade de jogar nesta primeira fase. Além da dedicação das equipes, elas estão muito empenhadas e têm responsabilidades nos treinamentos. Caracterizam-se ainda por terem um excelente relacionamento interpessoal ”, avaliou Rita.

As duas conquistas foram alcançadas no final de semana quando as equipes mini e mirim da Unimed/Americana venceram a Fupes/Santos, fora de casa. O mini fez 60 a 59 e o mirim 122 a 21.

Terça-feira, 7 de Julho de 2009

Sub 19 embarca para disputa da Lusofonia e Mundial nesta quarta

A seleção brasileira sub-19 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, viaja nesta quarta-feira (17h de Brasília) rumo ao 8º Campeonato Mundial da categoria, que será disputado em Bangkok, capital da Tailândia, de 23 de julho a 2 de agosto. Além dos treinos, a preparação da equipe foi aprimorada com sete amistosos durante o período de treinamento em Jundiaí (SP). Nos seis jogos contra equipes adultas femininas, o Brasil levou a melhor. A única derrota foi para o time masculino sub-17 de Jundiaí. Antes do Mundial a delegação brasileira fará uma escala em Lisboa, Portugal, para participar dos Jogos da Lusofonia, onde irá enfrentar Cabo Verde (dia 12 de julho), Moçambique (15), Angola (18) e Portugal (19).

— Estamos embarcando rumo às competições. A primeira é a Lusofonia, que nos dará mais gabarito contra equipes adultas internacionais. Os amistosos no Brasil nos ajudaram muito nessa parte. As meninas pegaram bastante confiança e ritmo contra times adultos e ganharam quase todos os amistosos. Perdemos apenas um contra um time masculino, mas eles são muito mais fortes fisicamente. Ainda assim aproveitamos para corrigir erros e sempre tiramos proveito de todos os confrontos que são a melhor forma de avaliação técnica. O nível das jogadoras está muito bom e chegaremos ao Mundial bem preparados — analisa o técnico da seleção sub-19, Luiz Claudio Tarallo.

Depois dos Jogos da Lusofonia, a equipe brasileira segue para Tailândia, onde estreia contra as donas da casa no dia 23 de julho pelo grupo “B”. Ainda pela fase de classificação jogam contra a República Tcheca (24) e a Lituânia (25).

— O trabalho com essa geração começou em 2007 e, este ano, iniciamos cedo a preparação na expectativa de garantirmos a conquista da vaga para o Mundial. Estamos com a melhor expectativa possível e pretendemos pôr em prática o que vem sendo treinado. Após os jogos da Lusofonia acredito que estaremos melhores ainda, já que teremos somado mais essa experiência. Assim que chegarmos em Bangkok, teremos um amistoso contra a Rússia, que é uma equipe que está entre as melhores do mundo — comenta Tarallo.

Na véspera do embarque, o comandante brasileiro afirma que a seleção brasileira está preparada para qualquer confronto.

— Todas as posições em quadra estão completas. Tivemos que fazer algumas adaptações como a Leidilânia, que jogava somente como ala/pivô e agora trabalha também como ala, assim como teremos jogadoras que vão armar e jogar na lateral. As meninas treinaram todas as posições de formação para que, conforme a necessidade, estejam preparadas para qualquer surpresa que surgir. Passamos também a estrutura tática e ataque consciente, explorando a técnica de leitura de jogo. Na parte física, as meninas estão fortes e com a defesa agressiva. Pretendo ter uma última conversa antes do embarque, mas para que elas fiquem tranquilas, sempre buscando a melhoria da equipe.

SELEÇÃO BRASILEIRA SUB-19
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
4. Taina Mayara da Paixão – Armadora – 18 anos – 1,70m – Divino/COC/Jundiaí (SP) – SP
5. Débora da Costa – Armadora – 18 anos – 1,65m – Unimed/Americana (SP) – SP
6. Amanda Karine Lazaro – Ala – 18 anos – 1,70m – São Caetano (SP) – SP
7. Patricia Ribeiro – Ala – 18 anos – 1,75m – São Caetano (SP) – SP
8. Joseane Maria Bazilio – Ala – 18 anos – 1,77m – Divino/COC/Jundiaí (SP) – RJ
9. Tatiane Nascimento – Ala – 18 anos – 1,78m – Divino/COC/Jundiaí (SP) – SP
10. Leila Zabani – Ala – 18 anos – 1,80m – Unimed/Americana (SP) – SP
11. Leidilânia Ferreira – Pivô – 18 anos – 1,87m – Finasa/Osasco (SP) – GO
12. Fabiana de Souza – Pivô – 18 anos – 1,92m – Unimed/Americana (SP) – SP
13. Nayara Cristina Araújo – Pivô – 18 anos – 1,93m – GRESEP/Mangueira (RJ) – MG
14. Cristiane de Lima – Pivô – 18 anos – 1,95m – Divino/COC/Jundiaí (SP) – MG
15. Mônica Fernanda Nascimento – Pivô – 18 anos – 1,89m – Finasa/Osasco (SP) – SP
Média de idade: 18 anos
Média de altura: 1,80m

COMISSÃO TÉCNICA
Chefe da delegação: Rafael Assumpção
Técnico: Luiz Cláudio Tarallo
Assistente Técnico: Maria do Carmo Ferreira (Macau)
Preparador Físico: Clóvis Hadadd
Médico: Dr. Luis Eduardo Tirico
Fisioterapeuta: Heloísa Manso Neto
Fonte: CBB

Paulo Bassul terá salário durante ciclo olímpico

Apesar de ainda não estar garantido até as Olimpíadas de Londres-2012, o técnico Paulo Bassul está ainda mais motivado para comandar a seleção brasileira feminina de basquete na Copa América, torneio que será realizado entre 23 e 27 de setembro e vale como classificatório para o Mundial-2010.

Pela primeira vez, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) vai definir um contrato e remunerar o treinador do Brasil até o fim do ciclo olímpico. Antes, ele só recebia quando estava à frente da equipe -em média, cinco salários por ano. Após a Copa América, os dirigentes da entidade conversarão com Bassul para avaliar o seu futuro na seleção.

"Agora, há uma perspectiva de meu contrato ser permanente. Indiscutivelmente, isso me motiva ainda mais, porque estão vendo a importância do nosso trabalho", disse Bassul.

A ideia da CBB é que, a partir do novo contrato, o treinador seja exclusivo da seleção. "A gente acha que o técnico precisa de um tempo para trabalhar. Ele será remunerado mensalmente durante todo o ciclo", afirmou Hortência, diretora do departamento feminino de basquete.

Antes, os técnicos se dividiam entre os clubes e a seleção. Bassul, por exemplo, comandou, simultaneamente, o Ourinhos e o Brasil durante um ano. "Prejudica muito essa situação, porque você não consegue se dedicar exclusivamente à seleção, que tem muito trabalho, e nem consegue estar tranquilo no clube", contou Bassul.

Além dos técnicos, as jogadoras que se apresentaram ontem, em Barueri (Grande SP), para os treinos para a Copa América, receberam um contrato. "Elas foram surpreendidas. Oferecemos assistência médica e seguro. Mostramos também quanto elas vão ganhar e o dia em que o valor será depositado", disse Hortência.

Fonte: UOL
Excelente iniciativa da Rainha.

Sul Americano Sub 17 é adiado

O sul americano sub 17 que seria disputado no final desse mês, no Chile, foi adiado para outubro devido à epidemía da gripe A.

Agora, a competição será disputada entre 19 e 25 de outubro.


Fonte: Confederação Argentina

Kelly é campeã no Equador

O UTE voltou a bater o Espe (98-87) e ficou com o título da Liga Nacional do Equador, ao fechar a série final em 2 a 0.

Kelly foi a cestinha do clube, que chegou ao bi-campeonato, com 30 pontos.

Gisela Vega marcou 29.

Pelo Espe, a cubana Licett Castillo marcou 45 pontos.

Paula, Hortência e Iziane

004b Setembro de 2007, Valdívia – Chile: Pré-Olímpico das Américas.

A transmissão transcorria pelo SPORTV. Hortência, a Rainha, era uma das comentaristas. Na quadra, Iziane desfilava seu inesgotável repertório de inconsequentes air-balls.

Disse a Rainha:

“Eu lamento não ter podido jogar com essa menina. Porque eu ia chegar nela e explicar que não é assim, que não pode sair arremessando assim…”

O raciocínio de Hortência foi bruscamente interrompido, como se tivesse sido tomada por um ideia brilhante e sensata:

“Não!” – disse ela. “Melhor! Queria ver ela com a Paula. Hmm! Deixava ela chutar uma bola dessas. Uma só! Para ver o que ia acontecer…”

Entre essas frases, Hortência deu um riso como quem pensasse: “Coitada dela na mão da Paula!”, confirmando que a ex-companheira de seleção e ex-capitã Magic Paula seria a pessoa mais apropriada para resolver problemas daquele naipe.

Do outro lado da tela, assistindo ao jogo,  lamentei que as armadilhas do tempo não pudessem tornar real o desejo da  Rainha.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu e Iziane foi afastada da seleção.

No último domingo, ao acordar e entrar no site da Gazeta, vibrei ao ver essa vontade (de Hortência e minha) concretizada, quase dois anos mais tarde.

Com a clareza a a lucidez de sempre, Paula cravou as melhores frases desse indigesto conflito:

"A Hortência, que jogou mil vezes mais do que a Iziane, nunca teve uma atitude como aquela. O pior é que ela não reconheceu o erro. Pedir desculpas é digno e a Iziane nunca teve essa atitude. Agora, eles vão encher a bola dela?"

"Convocar Iziane novamente é dar alguns privilégios que podem trazer complicações. Talvez a Iziane não seja um bom exemplo para as jogadoras. Em 20 anos defendendo a seleção brasileira, nunca nos recusamos a entrar em quadra. Até porque não ficávamos no banco."

Os argumentos de Paula são claros, fortes e não devem ser ignorados nem pela comissão técnica da seleção, nem por Hortência.

Para quem estuda o caso da cestinha maranhense, cada vez mais parece claro que realmente as atitudes de Iziane não são pontuais. São equívocos que percorrem todo o seu histórico como atleta e que são reforçados por seus técnicos e companheiras. Em uma série de episódios (tornados públicos ou não), esse mesmo desvio se manifestou. Mas parece que dentro da quadra, Iziane não consegue mudar. “Fora da quadra, não tenho nada contra ela" – afirmam 12 em cada 12 das jogadoras da seleção. Mas, infelizmente, Iziane não está sendo convocada para bater papo no chá da tarde.

Como bem disse Paula, um pedido público de desculpas de Iziane é fundamental e um pré-requisito para que seu retorno seja considerado pela comissão técnica.

Atropelar essa ordem é  um evidente retrocesso.

*** Ainda sobre as declarações de Paula, falamos eu e meu amigo Fábio Balassiano com a própria ontem, por e-mail. Sobre a polêmica, Paula esclarece:

“Os trechos foram retirados de uma longa entrevista minha à Rádio Globo. Deixei claro que minha visão é diferente da Hortência. Nem estou querendo contestar a decisão da Hortência, porque a respeito muito. A Hortência não me pediu a opinião sobre o retorno da Iziane, até porque nem faço parte do trabalho da CBB e ela não tem essa obrigação. Mas continuarei dando minhas opiniões, pois vivo em um país democrático.”