domingo, 22 de novembro de 2009

Iziane e a vitória da indisciplina

MARCELO LAGUNA

055b A informação ainda não é oficial, mas pelo andar da carruagem deverá ser confirmada em breve: Paulo Bassul não continuará no comando da seleção brasileira feminina de basquete, que disputará o Mundial da República Tcheca no ano que vem. Em compensação, a ala Iziane Marques, que protagonizou o maior episódio de indisciplina explícita do basquete brasileiro, ao se recusar a atender um chamado de Bassul e entrar em quadra durante uma partida do Pré-Olímpico Mundial de Madri, em 2008, terá presença assegurada.

A cada dia, fica evidente que Bassul está com os dias contados na Confederação Brasileira de Basquete (CBB). E nem a própria entidade tem se preocupado em fazer segredo disso. Como o presidente Carlos Nunes anda silencioso ultimamente, vem partindo da diretora de basquete feminino, Hortência Marcari, os sinais de que a relação está próxima do fim. Há uma semana, ao ser questionada sobre o caso Bassul, Hortência fuzilou: “A questão do técnico não é para agora”, disparou a cartola.

Além de ser uma baita falta de respeito com um profissional sério como Bassul — se não querem mais contar com o sujeito, por que não falam logo que ele está fora dos planos? —, esta bizarra situação acaba premiando quem na verdade deveria ser punida. A presença de Iziane é uma questão de honra para Hortência, que vem mantendo contatos frequentes com a ala e tentar convencê-la a aceitar uma nova convocação. Sem Bassul, é certo que ela aceitará. Será uma cesta de três pontos da indisciplina.

Fonte: Blog do Laguna

Wisla mantém série invicta desde a chegada de Iziane

06izi Na Liga Polonesa, o Wisla, de Iziane, teve mais duas vitórias.

Na semana passada, o time passou pelo Energa Toruń, por 75 a 61. A brasileira foi um dos destaques do jogo, com 19 pontos em 27’. A cestinha foi Jannel Burse, com 24 pontos e 13 rebotes.

Hoje o derrotado foi o Poznán (92-58).

Contra um adversário frágil, as principais jogadoras foram poupadas.

Iziane jogou apenas 14’, suficientes para registrar 11 pontos e 3 rebotes.

A cestinha foi a tcheca Katarina Zohnova, que marcou 22 pontos.

O Wisla é o quarto colocado da Liga, com sete vitórias em dez jogos.

O Gorzów segue liderando a competição de forma invicta, com excelentes atuações da russa Liudmila Sapova.

Brasileiras vencem na Itália

Na Liga Italiana, o Taranto manteve a liderança invicta com a vitória sobre o Schio (81-68). Titular, Zaine jogou 21’ e marcou 5 pontos e 3 rebotes.

O Faenza bateu o Priolo (78-65) e está na quarta colocação. Adrianinha teve 5 pontos, 4 assistências e 4 rebotes na partida. Atuou por 37’.

Time de Claudinha encerra jejum de vitórias na França

Depois de três derrotas consecutivas, o Aix, de Claudinha, teve nova vitória na Liga Francesa.

O time bateu o Mondeville (que disputa a EuroCopa no mesmo grupo do português Vagos e está em quarto na Liga), por 79 a 68.

A armadora brasileira teve 6 pontos e 2 rebotes, em 38’ de jogo.

O time ocupa a décima primeira posição.

Érika anota novo double-double em mais uma vitória na Espanha

IMG_2651erikamfz Depois do inesperado tropeço na Euroliga no meio da semana, o Ros Casares manteve-se invicto na Liga Espanhola.

O time passou fácil pelo Olesa (93-69), com excelente atuação de Érika (21 pontos, 12 rebotes e 3 recuperações, em 26’).

Na outra partida que envolveu brasileiras, o Zaragoza, de Kátia, bateu o Hondarribia, de Helen por 69 a 63.

Kátia Denise marcou 4 pontos e 4 rebotes, em 17’. Seu time está na quinta colocação.

Helen teve 16 pontos e 3 assistências, em 37’, no dia em que seu time estreava  a americana Anna De Forge (9 pontos e 8 rebotes, em 40’). O time está em nono.

Na II Divisão, a rodada foi extremamente favorável aos times das brasileiras.

O líder do grupo A é o Extrugasa, de Cris, que passou pelo Ferrol (83-74). A brasileira foi a cestinha de seu time, com 22 pontos, em 27’.

O Burgos, de Franciele, e o Canarias, de Geisa, dividem a segunda posição.

O Canarias bateu o Pio XII (72-69), com 10 pontos e 15 rebotes de Geisa, em 38’.

E Franciele teve 21 pontos e 12 rebotes (em 31’) na vitória do Burgos sobre o Aros (75-59).

Projeto Roseli tem seu primeiro festival de basquete em Araraquara

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No último sábado - dia 14 de novembro - ocorreu em Araraquara o 1º Festival de Basquete do Projeto Roseli, o projeto que tem como mentora a ex-atleta da seleção brasileira, campeã mundial, vice-campeã olimpica e campeã pan-americana, Roseli do Carmo Gustavo.

O festival ocorreu no Sesi de Araraquara no período da manhã e contou com a presença de 130 meninas que participam das escolinhas na cidade. Foram realizados campeonatos de arremessos e jogos nas categorias - 94/95, 96/97 e 98/99/2000.

O projeto é ainda muito recente. Começou no mês de maio de 2009 e funciona em cinco pontos da cidade, em quadras das escolas ( EMEF Salinas, CER Carmelita, EMEF Olga, EMEF Henrique Scabelo e EMEF João Pires de Camargo).

O projeto é coordenado pelo professor e técnico da equipe infanto-juvenil da cidade Gilberto Paganini Marim e tem com principal professora a ex-atleta Roseli. Além de Roseli, há mais três professores e dois estágiarios atuando nas escolinhas. O projeto é mantido pela Fundesport e Prefeitura de Araraquara e procura novos apoios para tornar-se mais abrangente nos próximos anos.

Confira reportagem sobre o projeto no site da EPTV.

Quatro Links

Estive fora por alguns dias, e não posso deixar de recomendar algumas leituras ao retorno.

O Fábio Balassiano traz uma trio de posts imperdíveis.

Começa com uma bela entrevista com a jovem Leila Zabani, depois revela que as viagens rodoviárias continuam apavorando os times no Nacional Feminino (A volta da liga do busão). Por fim, registra mais uma franquia que se vai na WNBA.

O Rodrigo Alves continua seu tour pelos Estados Unidos e traz uma matéria sobre o técnico Júlio Pacheco e as jogadoras Taíse, Natália e Samanta, que defendem o Arkansas Tech.

sábado, 21 de novembro de 2009

Jogando em casa, Botafogo dá trabalho ao São Caetano

Pela segunda semana do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), o São Caetano/UNIP (SP) superou o Botafogo (RJ) por 50 a 47 (29 a 21 no primeiro tempo), no ginásio do Botafogo, no Rio de Janeiro. A cestinha do jogo foi a pivô Kelly Cota, do Botafogo, com 14 pontos e nove rebotes. A principal pontuadora do time paulista foi a armadora Roberta Fogaça, com 11 pontos. Um dos destaques da partida foi a pivô Nádia Colhado, do São Caetano que quase marcou um Duplo/Duplo: nove pontos e 11 rebotes. Americana e Ourinhos lideram invictos com 100% de aproveitamento em dois jogos; seguidos de Catanduva, São Caetano e Santo André, todos com 66.7% em três partidas (duas vitórias e uma derrota).

— Já esperávamos um jogo difícil contra o Botafogo. Conseguimos suportar a pressão e manter a liderança até o final para sair com a vitória. A nossa equipe é jovem, aguerrida e estamos muito focadas. Ninguém foi melhor do que ninguém e ganhamos nos detalhes. Agora é manter a concentração e buscar novos resultados positivos nos próximos jogos — disse a armadora Roberta Fogaça, do São Caetano.

— Perdemos nos detalhes. Marcamos muito bem e demos trabalho para as adversárias. Apesar das três derrotas a equipe está numa crescente e vamos sempre lutar até o último segundo. A torcida compareceu e deu muita força ao time. Isso foi importante para o moral do grupo e convocamos todos para a próxima partida — comentou a pivô Kelly Cota, do Botafogo.

A segunda semana do CNBF2009 prossegue na segunda-feira com quatro partidas, todas às 20h de Brasília: Vasto Verde/Uniasselvi (SC) x São Caetano/UNIP (SP), no ginásio do Vasto Verde, em Blumenau; Botafogo (RJ) x Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP), no ginásio do Botafogo, no Rio de Janeiro; VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana (SP) x Santo André (SP), no ginásio Centro Cívico, em Americana: e AFP/São Bernardo (SP) x Açúcar/Cometa/Catanduva (SP), no ginásio Baetinha, em São Bernardo.

Com 35 pontos de Ariadna, Santo André bate Catanduva

Na abertura da segunda semana do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), o VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana (SP) ganhou do AFP/São Bernardo (SP) por 120 a 46 (63 a 22 no primeiro tempo), no ginásio Baetinha, em São Bernardo. A cestinha e destaque da partida foi a armadora Karla Costa, de Americana, com 22 pontos, sete rebotes, oito assistências e duas recuperações. As principais pontuadoras do São Bernardo foram as pivôs Juliana Campos e Flávia Ferreira, com 13 pontos cada uma.

— Como eu tenho dito independente do adversário entramos em quadra com o objetivo de impor nosso ritmo de jogo e mantê-lo durante os 40 minutos. A equipe está jogando concentrada e determinada sempre em busca da vitória. O nosso grupo está focado e vamos fazer de tudo para buscar o título do Nacional — afirmou a armadora Karla Costa, de Americana.

Na outra partida deste sábado de tarde, o Santo André (SP) venceu o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP) por 81 a 76 (43 a 40), no ginásio Anuar Pachá, em Catanduva, com 35 pontos da cestinha Ariadna Felipe. A principal pontuadora de Catanduva foi a ala Silvia Gustavo, que marcou um Duplo-Duplo: 17 pontos e 10 rebotes.

— Contra Catanduva são sempre jogos difíceis e ainda mais quando elas contam com o apoio da torcida. Mas nós entramos em quadra com muita determinação, raça e coragem para conseguir a vitória. Nas duas primeiras partidas ainda estava me recuperando de uma lesão e por isso não tive um bom rendimento. Felizmente minha pontuação hoje ajudou o time a conquistar um resultado muito importante — disse a ala cubana Ariadna Felipe, do Santo André, que marcou 24 dos 35 pontos no segundo tempo.

Euroliga: Taranto, de Zaine, vence Ros, de Érika

O Taranto, jogando em casa, surpreendeu o Ros Casares e venceu por 78 a 69.

As brasileiras tiveram um bom desempenho.


Zaine saiu do banco para marcar 8 pontos e 2 rebotes, em 19 minutos. A cestinha do Taranto foi a americana Rebekkah Brunson, com 23 pontos e 12 rebotes, em 28 minutos.


Érika marcou 13 pontos, 7 rebotes, porém se pendurou em faltas (4), em 29 minutos. A cestinha do Ros foi Delisha Milton com 18 pontos e 4 rebotes, em 26 minutos.









O Wisla, de Iziane, segue invicto na competição, ao vencer o italiano Schio por 83 a 72. Iziane marcou 14 pontos, em 28 minutos. As cestinhas do time foram a espanhola Marta Fernandez e a israelense Liron Cohen, ambas com 17 pontos.


Pelo time italiano, a experiente francesa Nicole Antibe marcou 17 pontos.

Brasileiras são destaques do Vagos na Eurocopa

Na última quinta feira, o Vagos jogou em casa contra o Sierre Basket, da Suíça, em jogo válido pela segunda rodada da Eurocopa.

O time português venceu por 72 a 61, com ótimo desempenho das brasileiras.

A ala Izabela foi a cestinha do time com 19 pontos e 7 rebotes, jogando os 40 minutos.

A pivô Clarissa marcou 14 pontos, 14 rebotes, 3 roubos e 4 faltas, jogando 36 minutos.

Pelo time suíço, brilhou a ala venezuelana Ofelia Villaroel, cestinha da partida com 24 pontos.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Sub 15: Brasil vence Venezuela em amistoso

A seleção brasileira sub 15 venceu a Venezuela em amistoso disputado no Equador por 81 a 61.

Fonte: Guayas

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

UMMC Ekaterinburg segue invicto na Superliga Russa

O UMMC Ekaterinburg, invicto na Superliga Russa, venceu o Dynamo Kursk por 92 a 65. Pelo UMMC, Svetlana Abrosimova, Agnieszka Bibrzycka, Maria Stepanova, Ann Wauters e Asjha Jones marcaram 13 pontos, cada uma. A francesa Sandrine Gruda marcou 11 pontos. Pelo Dynamo Kursk, Michelle Snow marcou 15 pontos e pegou 9 rebotes.

Outros Jogos:

O Spartak Moscow, também invicto, venceu o Spartak-SHVSM por 95 a 57. Pelo Spartak Moscow, Valeriya Musina marcou 20 pontos e pegou 6 rebotes. Anete Jekabsone-Zogota marcou 13 pontos, pegou 4 rebotes e deu 4 assistências. Pelo Spartak-SHVSM, Elizaveta Rusakova marcou 15 pontos e pegou 3 rebotes.

O Dynamo Novosibirsk venceu o Dynamo Moscow por 76 a 71. Pelo Dynamo Novosibirsk, Yuliya Kiseleva marcou 16 pontos e pegou 12 rebotes. Sally Poto marcou 9 pontos, pegou 8 rebotes e deu 5 assistências. Pelo Dynamo Moscow, Marina Kuzina marcou 17 pontos. A ex-UMMC, Natalia Vodopyanova, marcou 12 pontos e recuperou 4 bolas.

O Nadezhda venceu o Spartak St. Petersburg por 84 a 83. Pelo Nadezhda, Oksana Zakalyuzhnaya Marcou 24 pontos e pegou 11 rebotes. Olga Ovcharenko e Zhanna Gorodetskaya marcaram 22 pontos, cada uma. Pelo Spartak St. Petersburg, Olga Firsova marcou 25 pontos.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Ourinhos bate Santo André na segunda rodada do Nacional

Sto Andre x Ourinhos 12 - Lilian Pela primeira semana do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP) ganhou do Santo André (SP) por 59 a 48 (33 a 31 no primeiro tempo), no ginásio Pedro Dell´Antonia, em Santo André. As cestinhas da partida foram as alas Lílian Lopes, do Santo André, e Karen Gustavo, do Ourinhos, com 16 e 13 pontos, respectivamente.
 
— Conquistamos uma importante vitória, sobre um time que tem tudo para ficar entre os quatro primeiros. Foi uma partida muito equilibrada, com a defesa sendo o ponto forte dos dois lados. Como fizemos mais trocas do que Santo André, foi possível manter uma marcação mais agressiva durante mais tempo, o que contribuiu para a vitória. Para a próxima partida, precisamos melhorar o ataque, que cometeu muitos erros hoje — explicou o técnico de Ourinhos, Urubatan Paccini.
 
Já o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP) derrotou o Botafogo (RJ) por 79 a 48 (41 27), no ginásio Anuar Pachá, em Catanduva. A cestinha do jogo foi a ala Fernanda Beling, do Catanduva, com 16 pontos. As principais pontuadoras do clube carioca foram a pivô Kelly Cota e a ala/pivô Alice Arantes, ambas com 13 pontos.
 
— O Botafogo não fez uma boa partida contra Americana e a equipe entrou hoje com outra postura. Elas vieram forte, jogando duro e dificultando ao máximo nossa movimentação. Nós mantivemos o mesmo ritmo e seriedade nos 40 minutos para conseguir a vitória. Catanduva tem 12 jogadoras em condições de atuar e manter o mesmo padrão. E, mais uma vez, as jogadoras que vieram do banco provaram o seu valor e isso acabou fazendo a diferença a nosso favor — disse a ala Fernanda Beling, que além de 16 pontos pegou sete rebotes e recuperou quatro bolas.
 
E o São Caetano/UNIP (SP) ganhou do AFP/São Bernardo (SP) por 74 a 57 (44 a 27), no ginásio Baetinha, em São Bernardo, com 21 pontos da cestinha Roberta Fogaça. Outro destaque da equipe de São Caetano foi a pivô Nádia Colhado que marcou um Duplo-Duplo: 18 pontos e 10 rebotes. No time de São Bernardo a principal pontuadora foi Patrícia dos Santos com 15 pontos
 
— A equipe por ser nova ainda apresenta altos e baixos como foi o caso do terceiro período quando perdemos por 16 a 10. Nos outros três quartos conseguimos manter o mesmo ritmo. Destaco na vitória de hoje a Roberta e a Nádia. De qualquer forma, o grupo já mostrou uma melhora em relação ao primeiro jogo e vamos continuar na briga por uma vaga na semifinal — comentou o técnico Norberto “Borracha”, do São Caetano.

Uma liga para mulheres, mas não tão independente

Amanda Romanelli

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O basquete feminino está a poucos meses de se igualar ao dos homens. O Nacional Feminino, que hoje terá a segunda rodada de sua 12ª edição, será substituído por um torneio gerido pelos clubes, tal qual o Novo Basquete Brasil (NBB), em 2010. A questão é saber o tamanho da independência em relação à Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que, no caso do torneio masculino, já em sua segunda edição, é total. (*)
 
“Não sei se conseguiremos fazer uma transição completa no ano que vem”, afirma José Carlos Brunoro, diretor de marketing da entidade. “Teremos de ajudar os clubes no primeiro ano, principalmente na captação de recursos, até que seja possível alçar voo solo.”
 
O desafio da vida livre esbarra em problemas dos próprios clubes, que são poucos e com infraestrutura frágil. Brunoro revela que, durante o Nacional, buscará um diagnóstico sobre a situação das oito equipes participantes – Americana, Catanduva, Ourinhos, Santo André, São Bernardo, São Caetano (todos de São Paulo), além de Botafogo (Rio) e Vasto Verde (Santa Catarina). O resultado, que virá no fim do ano, não deve ser animador. “Fiquei triste ao ver a situação do basquete feminino, que foi negligenciado nos últimos anos, apesar de a seleção ter conseguido os melhores resultados para o Brasil.”
 
Hoje, a equipe feminina ocupa o 4º lugar no ranking mundial da Federação Internacional de Basquete (Fiba), atrás apenas de Estados Unidos, Rússia e Austrália. Os homens estão na 14ª posição. “Em visita recente à Fiba, o presidente Carlos Nunes ouviu um conselho do secretário-geral (o suíço Patrick Baumann) para que o basquete feminino, importante internacionalmente, comece a ser olhado com carinho.”
 
Para viabilizar o campeonato deste ano, a CBB comprometeu-se a custear passagens, hospedagens e alimentação, assim como metade dos custos de quadra (arbitragem e estatísticas). O auxílio é possível porque, pela primeira vez, o Nacional tem patrocínio próprio, com a ELETROBRÁS e a farmacêutica EUROFARMA. Também de maneira inédita, o torneio terá um gerente, Márcio Cataruzzi, favorito para ocupar o principal cargo executivo na Liga.
 
Relegados a segundo plano enquanto a seleção conquistava títulos, os clubes que trabalham com mulheres foram reduzidos e estão, basicamente, no Estado de São Paulo. A descentralização é outro objetivo – claramente, a longo prazo – para que a Liga se fortaleça. “Precisamos ter outros polos. Abrimos caminho, nesta edição, para Rio e Santa Catarina, mas ainda é pouco.”
 
REPATRIAR
 
O fortalecimento do basquete feminino não passa, exclusivamente, pela melhoria dos clubes e por torneios mais bem organizados. A ex-jogadora Hortência, diretora do departamento destinado às mulheres na CBB, garante que o repatriamento de atletas é parte fundamental nesseprocesso. Para este ano, voltaram ao País apenas três jogadoras: Kelly (Ourinhos), Cíntia Tuiú (Americana) e Fernanda Beling (Catanduva).
 
A dificuldade de contar com jogadoras que buscam subsistência no exterior é grande, até para a seleção. Tanto é assim que Hortência também já busca uma maneira de viabilizar a permanência de estrelas como a pivô Érika e a ala Iziane no País, ao menos no primeiro semestre, para uma boa preparação para o Mundial da República Checa, a ser realizado em setembro. “Vamos tentar evitar que elas disputem a WNBA e fiquem conosco para uma boa preparação”, diz a dirigente.

 

Fonte: O Estado de São Paulo

Janeth define grupo para o Sul-Americano Sub-15

20091116_537453_1611_Janeth_Gde_GN A técnica Janeth Arcain definiu o grupo de doze jogadoras para o 16º Campeonato Sul-Americano Sub-15, que será disputado em Portoviejo, no Equador, de 23 a 29 deste mês. São elas: Gabriela Oliveira e Alana Silva (armadoras); Klaudia Kalinin, Natália Saar, Izabella Sangalli, Fernanda Nascimento e Caroline Fisher (alas); Alana Arias, Ana Carolina Borges, Elisangela Dias da Silva, Ingrid Vasconcelos e Thamara Freitas (pivôs). O grupo conta com atletas de cinco estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Pernambuco. O embarque para o Equador acontece nesta terça-feira (dia 17), às 13h45, do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo.
 
Janeth afirma que o comprometimento e a qualidade do grupo dão ainda mais motivação rumo ao campeonato.
 
— Apesar da pouca experiência (dez estreiam na seleção), a equipe mostrou bastante entrosamento e se adaptou muito bem à filosofia de jogo implantada, baseada na marcação forte e velocidade no contra-ataque. A qualidade do treinamento foi aumentando em um excelente ritmo durante esta última fase de preparação, o que nos deixa animadas rumo à conquista do nosso objetivo, que é o título. É um time com a cara do Brasil, com meninas que jogam em regiões diferentes, o que me deixa bastante satisfeita.
 
Antes do Sul-Americano, a seleção brasileira jogará, de quarta (18) até sexta-feira (20), um Torneio Internacional contra Equador, Argentina e uma equipe equatoriana sub-17. Para Janeth, essas partidas serão ótimas para fazer os últimos testes e ajustes.
 
— Poderemos testar várias formações, além de acertar os últimos detalhes rumo ao primeiro jogo no Sul-Americano, contra a Venezuela (dia 24). Também será uma grande oportunidade para as meninas se adaptarem ao ritmo de jogo em uma seleção, local e clima.
 
O Sul-Americano marca a estreia de Janeth Arcain no comando do Brasil em uma competição oficial. A ex-jogadora foi assistente de Paulo Bassul na conquista da Copa América / Pré-Mundial de Cuiabá, em setembro.
 
— Agora é a hora de estrear para valer. Claro que estou ansiosa, pois a primeira vez é sempre uma emoção sem igual. Ao mesmo tempo estou tranquila para começar bem essa nova jornada na minha carreira no basquete — afirmou Janeth Arcain.
 
A seleção sub-15 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, estreia no Campeonato Sul-Americano contra a Venezuela (dia 24), na segunda rodada da competição. Depois, as brasileiras enfrentarão a Colômbia (25), Chile (26), Paraguai (27), Equador (28) e Argentina (29). Pelo regulamento do Sul-Americano, as sete seleções jogam entre si, sendo campeã a equipe que somar o maior número de pontos.
 
SELEÇÃO BRASILEIRA SUB-15 FEMININA
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
4- Klaudia Kalinin – Ala – 15 anos – 1,69m – Santo André (SP) – SP
5- Natália Saar – Ala – 15 anos – 1,72m – São José dos Pinhais (PR) – PR
6- Gabriela Oliveira – Armadora – 15 anos – 1,65m – Centro Olímpico (SP) – SP
8- Ana Carolina Borges – Pivô – 15 anos – 1,78m – Centro Olímpico (SP) – SP
7- Izabella Sangalli – Ala – 14 anos – 1,78m – Unimed/Americana (SP) – SP
9- Fernanda Nascimento – Ala – 15 anos – 1,77m – AFP/CHUA/São Bernardo (SP) – SP
10- Alana Silva – Armadora – 15 anos – 1,62m – AFP/CHUA/São Bernardo (SP) – SP
11- Alana Arias – Pivô – 15 anos – 1,85m – Colégio Farroupilha (RS) – RS
12- Ingrid Vasconcelos – Pivô – 15 anos – 1,85m – Náutico Capibaribe (PE) – PE
13- Caroline Fisher – Ala – 15 anos – 1,75m – AFP/CHUA/São Bernardo (SP) – SP
14- Thamara Freitas – Pivô – 15 anos – 1,85m – Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
15- Elisangela dias da Silva – Pivô – 15 anos – 1,80m – Apab/Barretos – SP
 
COMISSÃO TÉCNICA
Chefe de Delegação: Rafael Assumpção
Técnica: Janeth Arcain
Assistente Técnico: César Guidetti
Preparador Físico: Lucinei da Silva
Médico: Dr. Sérgio Barbosa
Fisioterapeuta: Giulliane Trevisan
 
SUL-AMERICANO SUB-15 FEMININO
Local: Portoviejo (Equador)
Data: 23 a 29 de novembro
 
— 1ª Rodada – Segunda-feira (dia 23)
Chile x Paraguai (20h), Argentina x Venezuela (22h) e Equador x Colômbia (24h). Folga: Brasil
 
— 2ª Rodada – Terça-feira (dia 24)
Colômbia x Argentina (20h), Venezuela x Brasil (22h) e Equador x Chile (24h). Folga: Paraguai
 
— 3ª Rodada – Quarta-feira (dia 25)
Brasil x Colômbia (20h), Chile x Argentina (22h) e Equador x Paraguai (24h). Folga: Venezuela
 
— 4ª Rodada – Quinta-feira (dia 26)
Brasil x Chile (20h), Colômbia x Venezuela (22h) e Paraguai x Argentina (24h). Folga: Equador
 
— 5ª Rodada – Sexta-feira (dia 27)
Venezuela x Chile (20h), Brasil x Paraguai (22h) e Equador x Argentina (24h). Folga: Colômbia
 
— 6ª Rodada – Sábado (dia 28)
Chile x Colômbia (20h), Paraguai x Venezuela (22h) e Equador x Brasil (24h). Folga: Argentina
 
— 7ª Rodada – Sábado (dia 29)
Colômbia x Paraguai (20h), Equador x Venezuela (22h) e Brasil x Argentina (24h). Folga: Chile.
OBS: Horário de Brasília (O Equador está três horas atrás).

domingo, 15 de novembro de 2009

A novela: “O passaporte da Érikão”

86015564 O assunto cidadania espanhola de Érika sempre causa polêmica aqui nas caixinhas, com muitas informações desencontradas.

E volta à tona agora, quando a Federação Espanhola questiona o número de estrangeiras do Ros Casares, após a chegada da russa-americana Becky Hammon no time.

Aos interessados, recomendo a leitura do texto “Ciudad Ros Casares presentará denuncia al CSD”, no site da Prodep.

E reproduzo o trecho de maior interesse para nós, brasileiros:

“Érika poderia estar inscrita como jogadora espanhola, apesar de não poder jogar com a seleção espanhola, por já ter defendido a seleção brasileira.”

Brasileiras no topo da classificação na II Divisão da Espanha

imagemfran Na II Divisão Espanhola, o Extrugasa, de Cris, bateu o Aros (90-63) e é líder isolado do Grupo A.

A ala-armadora teve 10 pontos e 3 assistências, em 25’.

O Burgos, de Franciele, teve mais dificuldades contra o ADBA (66-63).

Fran teve 5 pontos, 7 rebotes e 5 faltas (30’).

O UniCanarias teve um bom retorno de Geisa (16 pontos e 11 rebotes, em 33’), mas perdeu do Bembibre (80-67).

Burgos e Canarias dividem a segunda posição do Grupo A com o Badajoz.

Na França, times das brasileiras persistem na má fase

Claudinha teve boa atuação (17 pontos e 5 assistências) contra uma das melhores equipes francesas, o Tarbes. Mas não bastou para afastar a má fase do Aix, que perdeu mais uma. O placar foi 93 a 69. Foi a sétima derrota do time, em nove jogos. O time ocupa a décima terceira posição (a penúltima).

Na NF1, derrota do Tours, de Patrícia Mara, para o Yon (74-62). A pivô teve 8 pontos, 5 rebotes, 3 assistências e 3 recuperações. O time também é décimo terceiro, mas entre dezesseis clubes.

Zaine segue invicta na Liga Italiana, Adrianinha joga bem e é vice-líder

C.A.Faenza-Sesto.010

Na Itália, o Taranto, de Zaine, segue líder invicto.

O time passou pelo S. Giovanni, por 70 a 63.

A pivô começou como titular e jogou 18’, anotando 4 pontos e 3 rebotes.

A cestinha foi Rebekkah Brunson, com 18 pontos.

No time adversário, destaque para a espanhola Nuria Martinez e para a moçambicana Clarisse Machanguana, ambas com 15 pontos.

O Faenza, de Adrianinha, derrotou o Venezia, por 66 a 60 e segue na vice-liderança.

A armadora brasileira voltou a ter uma grande atuação, ao registrar 15 pontos, 7 assistências, 5 recuperações e 4 rebotes, em 39’.

No time adversário, estavam Monique Currie (16 pontos) e Gunta Basko (12).

Nova vitória do Vagos na Liga Portuguesa

De volta à Liga Portuguesa, o Vagos passou pelo Madeira (67-53).

Clarissa novamente se destacou, com 26 pontos e 19 rebotes, em 40’.

Izabela teve 8 pontos, em 31’.

VÍDEO: Catanduva 102 x 55 Blumenau

 

O Lucas Canossa enviou o vídeo acima, com alguns lances da primeira partida do Nacional Feminino.

Me chamaram atenção algumas boas infiltrações de Mariana Camargo, no time perdedor, e estranhei o fato de ela ter atuado apenas 16’.

CNBF 2009 tem três jogos na segunda-feira

A primeira semana do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009) prossegue nesta segunda-feira com três partidas: Santo André (SP) x Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP), no ginásio Pedro Dell´Antonia, em Santo André (19h de Brasília); Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP) x Botafogo (RJ), no ginásio Anuar Pachá, em Catanduva (20h); e AFP/São Bernardo (SP) x São Caetano/UNIP (SP), no ginásio Baetinha, em São Bernardo (20h). O jogo VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana (SP) x Vasto Verde/Uniasselvi (SC), em Americana, foi transferido para 4 de dezembro.
 
Santo André e Ourinhos, dois dos favoritos ao título, fazem um confronto sem favorito. Os dois times estrearam com vitória no Nacional e o ganhador do confronto ficará na liderança invicta.
 
— Vamos jogar para ganhar de Ourinhos e dos outros adversários. Mas no momento estamos um pouco abaixo do esperado e precisamos ter paciência nesse início. O importante é somar pontos para garantir a vaga na semifinal porque nos playoffs começa outra competição. De qualquer forma, temos consciência de que a equipe vai crescer durante o Nacional e estaremos entre as quatro finalistas para brigar pelo título — comentou a técnica Laís Elena Aranha, do Santo André.
 
— Vai ser um jogo complicado e sem favorito. A equipe de Santo André está motivada com a conquista dos Jogos Abertos do Interior, se reforçou para o Nacional e tem a vantagem de jogar em casa. Precisamos fazer uma defesa forte, ter muita atenção e aproveitar todas as chances no ataque. Vamos ter que batalhar muito para sair com a vitória — afirmou o técnico Urubatan Paccini.
 
Depois de ganhar na estreia do Vasto Verde por 102 a 55, o time de Catanduva volta à quadra em busca da segunda vitória na competição. O adversário do clube paulista é o Botafogo que perdeu para Americana por 105 a 42. Um dos trunfos do vice-campeão brasileiro de 2008 é a ala Fernanda Beling.
 
— Precisamos impor nosso ritmo desde o início para evitar de sermos surpreendidos. O Botafogo é uma equipe em formação e vai querer se reabilitar da derrota para Americana. Temos que aproveitar a vantagem de jogar em casa, com o apoio da torcida, e garantir a segunda vitória — disse Fernanda Beling, que marcou 23 pontos contra o Vasto Verde.

Paulistas de Barretos vencem duelo contra cariocas na decisão do torneio feminino de basquete das Olimpíadas Escolares

basket barretos A cidade de Barretos, em São Paulo, é conhecida internacionalmente por causa da Festa do Peão de Boiadeiros. Mas não é só de rodeio que vive a cidade. Neste domingo, dia 15, as jovens do CETEC Barretos conquistaram o título da Divisão Especial, das Olimpíadas Escolares 2009, para atletas de 15 a 17 anos, no ginásio do Londrina Country Clube, e mostraram que a cidade também é um grande centro do basquete.

As paulistas derrotaram as cariocas do Colégio Santa Mônica Cachambi (RJ), por larga margem de pontos: 80 a 47. O resultado da decisão traduz a facilidade que a equipe enfrentou na competição. Na disputa pela terceira colocação, a equipe do Colégio La Salle (PR) completou o pódio após vencer o Colégio Geo Sul (PB) por 67 a 46.

A cestinha da partida decisiva foi a armadora Erika Regina Leite, de 16 anos, que marcou 16 pontos. Outras duas atletas da equipe anotaram 14 pontos. Foram elas: Maila Ciciardi e Letícia Lisboa.

"Não esperava que o resultado fosse com tantos pontos de diferença. Esperava um jogo mais difícil", disse Erika, eleita a melhor jogadora mirim de 2007 e de 2008 no estado de São Paulo. "Foi a vitória da superação. Disputamos muitas competições na temporada e atravessamos muitas dificuldades", explicou a atleta, chamada para a seleção brasileira pela primeira vez em 2008 e que já soma cinco convocações.

Como não poderia deixar de ser diferente, o técnico Alexandre Escame aprovou o rendimento da equipe paulista. "Conseguimos impor um ritmo forte de jogo no primeiro quarto. Nossa defesa esteve ótima", disse Escame.

"Tivemos muitos jogos nesse ano, por isso o desgaste físico e emocional das atletas era evidente. Durante essa semana, devido a estrutura e a qualidade do evento, foi possível recuperar um pouco o desgaste. A equipe foi muito produtiva. Conseguimos nosso objetivo", detalhou.

sábado, 14 de novembro de 2009

Favoritos vencem na primeira rodada do CNBF 2009


Pela primeira semana do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), o VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana (SP) ganhou do Botafogo (RJ) por 105 a 42 (62 a 16 no primeiro tempo), em Americana, com 22 pontos da cestinha Karla Costa. A principal pontuadora do time carioca foi Kelly Cota, com 18 pontos. O Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP) derrotou o AFP/São Bernardo (SP) por 109 a 54 (49 a 20), em São Bernardo. As cestinhas foram Patrícia dos Santos, do São Bernardo, e Karen Gustavo, do Ourinhos, com 19 e 18 pontos, respectivamente. E no clássico do ABC, o Santo André (SP) superou o São Caetano/UNIP (SP) por 70 a 60 (33 a 36), em Santo André. Os destaques da partida foram duas pivôs que marcaram um Duplo-Duplo: Simone Lima (16 pontos e 15 rebotes), do Santo André, e Nádia Colhado (14 pontos e 13 rebotes), do São Caetano.

— A determinação da equipe durante os 40 minutos foi decisiva para a vitória. Desde o início procuramos não dar chance ao adversário e impomos nosso ritmo de jogo. O Botafogo está de parabéns porque mostrou um grupo com jogadoras jovens e aguerridas e que lutaram até o final. Com relação aos meus 22 pontos, estava num dia feliz e contei com o apoio das minhas companheiras que me serviram muito bem — explicou a armadora Karla Costa, cestinha com 22 pontos e seis rebotes.

— A equipe teve um bom comportamento ofensivo e defensivo e conseguimos fazer muitos pontos de contra-ataque. Também tivemos cinco atletas que marcaram mais de dez pontos. Outro aspecto positivo foram as jogadoras que vieram do banco e contribuíram com 43 pontos — disse o técnico Urubatan Paccinni, do Ourinhos.

— Jogo de estreia é sempre complicado. E o São Caetano toda vez que vem aqui engrossa e dessa vez não foi diferente. A equipe delas alternou a defesa o tempo todo e isso dificultou muito o nosso ataque, principalmente no primeiro tempo. Na etapa final, colocamos a cabeça no lugar, melhoramos o rendimento ofensivo e conseguimos uma vitória muito importante contra um adversário na briga direta por uma vaga na semifinal — comentou a pivô Simone Lima, do Santo André, que marcou um duplo-duplo: 16 pontos e 15 rebotes.

O CNBF 2009 prossegue na segunda-feira com três jogos: Santo André (SP) x Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP), em Santo André (19h de Brasília); Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP) x Botafogo (RJ), em Catanduva (20h); e AFP/São Bernardo (SP) x São Caetano/UNIP (SP), em São Bernardo (20h).

Érika vence duelo com Kátia Denise na Liga Espanhola

FotoNoticia_29963_Grande Em novo confronto de brasileiras, o Ros Casares não tomou conhecimento do Zaragoza e venceu por 85 a 48.

Becky Hammon deu mais uma prova de qualidade em sua estreia na Liga Espanhola, ao registrar 19 pontos (3pts 4/4 2 pts 2/3 e LL 3/3) e 5 assistências, em 23’. Delisha Milton teve 13 pontos.

Érika somou 9 pontos (4/6), 12 rebotes, 2 assistências e 2 tocos, em 26’.

No Zaragoza, Kátia Denise foi a cestinha, ao marcar 9 pontos e 2 rebotes, em 19’.

O Hondarribia, de Helen, conseguiu uma vitória apertada frente ao Cadí: 66-65.

A armadora brasileira teve grande atuação: 15 pontos (3pts 3/3), 2 assistências, 2 rebotes e 2 recuperações, em 33’.

O Ros Casares é líder invicto da competição; o Zaragoza, quinto e o Hondarribia, oitavo.

Basquete busca redenção no Nacional

"A palavra para o basquete feminino agora é redenção", definiu ontem o técnico Norberto Borracha, do São Caetano/Unip, durante a apresentação do 12º Campeonato Nacional Feminino de Basquete. A competição, que começa hoje com oito equipes - três do Grande ABC - tem uma missão bem definida: recolocar o basquete feminino nos trilhos, provando que a categoria é um bom produto.

O caminho ainda tem muitos desafios: os patrocínios são escassos e a representatividade dos estados baixa. Além de São Paulo, somente Rio de Janeiro (Botafogo) e Santa Catarina (Vasto Verde/Uniasselvi), com uma equipe cada, participam do torneio. "A gente quer aumentar este número, mas para isso temos de estruturar e trazer patrocinadores. O início não vai ser da maneira que gostaríamos, precisamos sair desta área (São Paulo- Rio), mas temos de fazer um trabalho para incentivar outros estados", admite a campeã mundial e vice olímpica Hortência, diretora do departamento feminino da CBB (Confederação Brasileira de Basquete).

"Três estados é muito pouco e isto tem sido uma constante nos últimos tempos. Queremos trazer o Norte-Nordeste para o torneio, mas precisamos de mais tempo para nos dedicar", concordou o presidente da entidade, Carlos Nunes, eleito em maio, que ficou emocionado ao lembrar da técnica Laís Elena, do Santo André, única equipe a participar de todas as edições do Nacional até hoje. "Laís é a história do basquete feminino", confessou.

Apesar das limitações, o otimismo predominou nos discursos das equipes. "Acredito muito que nós vamos vencer (as dificuldades)", disse a técnica, que vê no sucesso do torneio a oportunidade de despertar o interesse de novos patrocinadores para os clubes. "Vai acontecer se atrairmos a mídia e fizermos uma boa competição."

Para o técnico Luiz Watanabe, do AFP/São Bernardo, o mais importante é que o basquete está se profissionalizando, provando ser um produto bom "porque antes o que saía (na imprensa) era só baixaria", desabafou.

Sinal das mudanças, a competição tem patrocínio próprio (Eletrobrás e Eurofarma). "Pela primeira vez o basquete está no caminho certo", comemorou Hortência. "Estamos começando uma nova etapa felizes porque temos muitas perspectivas e objetivos sendo traçados", comemorou.

Fonte: Diário do Grande ABC

Nacional feminino pede união e bajula clubes

MARIANA LAJOLO

Holofotes para os clubes e apelo por união deram a tônica do lançamento do Brasileiro feminino de basquete.

Marcado pela cisão entre os times e a confederação em edições anteriores, o torneio deste ano é a primeira experiência da nova gestão da entidade, que assumiu no início do ano.

O Novo Basquete Brasil, competição nacional masculina, é organizado pela liga de clubes, que não se interessou em gerir uma versão feminina. O campeonato ficou a cargo da confederação brasileira (CBB).
A entidade irá bancar viagem, hospedagem e alimentação das equipes, quando necessárias, além de metade do valor das taxas de arbitragem.

"Nossa preocupação é com os clubes. Se os clubes não forem bem, a seleção também não vai ganhar", afirmou Hortência, no lançamento da competição, ontem, em São Paulo.

"Pela primeira vez, o basquete feminino é tratado na CBB como o masculino. Antes, todos os envolvidos se sentiam descartados, mas hoje estamos unidos", completou ela.

Apesar de afagar os clubes, a diretora do departamento feminino da confederação de basquete cobrou empenho.

“O basquete precisa de atitude. A gente tem de parar de ser egoísta e trocar informações", afirmou ela, que quer fazer reuniões periódicas entre os treinadores envolvidos no torneio.

A iniciativa, porém, ainda encontra resistência de técnicos que não querem contar seus segredos ou que não acham as conversas necessárias.

"Acho que a resistência vem da falta de hábito. Eles nunca foram ouvidos. Mas isso será superado", afirmou Hortência, que ainda não definiu quem comandará a seleção feminina.

O contrato de Paulo Bassul já está vencido, e o nome do novo técnico só deve sair após o fim da temporada das equipes das categorias de base.

"Se nosso projeto visa 2012 [Jogos de Londres] e 2016 [Rio], temos de tomar decisões articuladas", disse Hortência.
Para tentar aprimorar o nível do Nacional, os planos da CBB incluem o repatriamento das principais atletas do país.

"Precisamos conseguir patrocínio, mas os valores não são tão díspares quanto no masculino", afirmou André Alves, diretor técnico da entidade.

A CBB também está criando uma Escola Nacional de Técnicos. A ideia é usar o modelo espanhol de treinamento e adaptá-lo à realidade nacional.

Apesar das mudanças, no entanto, a disputa do Nacional feminino desta temporada deve ser parecida com a vista em anos anteriores, na gestão de Gerasime Grego Bozikis, o Grego, que ficou 12 anos na presidência da confederação e teve atrito com os clubes.

Mais uma vez, os times de São Paulo são maioria, com favoritismo para Ourinhos, que busca o sexto título seguido.

Fonte: Folha de São Paulo

CNBF 2009: Catanduva 102 x 55 Vasto Verde

Na abertura 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP) ganhou do Vasto Verde/Uniasselvi (SC) por 102 a 55 (56 a 37 no primeiro tempo), no ginásio Anuar Pachá, em Catanduva. A cestinha da partida foi a ala Fernanda Beling, do Catanduva, com 25 pontos, enquanto a principal pontuadora do time catarinense foi a ala Laís de Souza, com 14 pontos. Um dos destaques do jogo foi a ala/pivô Silvia Gustavo, do Catanduva, que marcou um Duplo-Duplo: 14 pontos e 11 rebotes.
 
— A equipe está de parabéns porque além da vitória fez uma boa partida, tanto na defesa como no ataque. No primeiro período elas conseguiram equilibrar um pouco a partida e a nossa vantagem foi de apenas nove pontos (30 a 21). A partir do segundo quarto, acertamos a defesa, imprimimos nosso ritmo e fomos abrindo vantagem no placar até chegar a diferença final de 47 pontos. É muito importante estrear no Nacional com vitória — disse a cestinha Fernanda Beling.

VÍDEO: Homenagem aos 50 anos do título paulista do XV de Piracicaba

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Provável despedida do Nacional feminino: cenário habitual e esperança renovada

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O Nacional feminino de basquete começa neste sábado com apenas oito equipes, três estados representados e um favoritismo explícito dos clubes paulistas. Mas um número baixo de times e a polarização no estado mais rico no país não é novidade. Na 12ª edição da competição, São Paulo deve registrar sua nona conquista com uma das seis equipes que o representam, já que as "forasteiras" são justamente as estreantes Botafogo e Blumenau.

- O título permanece em São Paulo mesmo. Nós conseguimos manter uma equipe boa e algumas foram reforçadss, como Catanduva, que já era excelente. Americana repôs algumas jogadoras e Santo André subiu muito de produção. Hoje temos esses quatro times que vão disputar o título. Não desprezo os outros. O São Caetano, mais para frente, deve brigar. Já sobre São Bernardo, Botafogo e Blumenau não sabemos, mas precisam de algo mais, um patrocínio para contratar jogadoras – analisa o técnico Urubatan Paccini, que tenta levar o Ourinhos ao quinto título consecutivo, e não demonstra preocupação com o Blumenau ou o Botafogo, formado por jogadoras da categoria sub-17.

O cenário da competição, que será disputada em turno e returno e terá os quatro mais bem colocados nas semifinais, parece o mesmo da gestão de Gerasime Grego Bozikis, que ficou 12 anos no comando da CBB. Mas a atual administração da entidade, que tem Carlos Nunes como mandatário desde maio, garante que a situação já é bem diferente.

- Nós começamos praticamente do zero porque pela primeira vez um trabalho de gestão está sendo feito para o basquete feminino, que agora é tratado na CBB como o masculino. Antes, todos os envolvidos se sentiam descartados, mas hoje estamos unidos. E isso é só o começo porque a ideia é no ano que vem já termos a liga, ainda mais forte – disse Hortência Marcari, diretora de basquete feminino da entidade.

Sob o comando dela, a CBB passou a custear transporte e hospedagem das equipes, mas o maior ganho parece ser o peso do nome da Rainha do Basquete, que colhe os frutos da carreira vitoriosa que teve como jogadora. Ela tem certeza de que a modalidade terá no ano que vem uma liga, assim como ocorre no masculino. A visibilidade do NBB é objeto de desejo das meninas, que já são vistas com bons olhos.

- Nós resgatamos a credibilidade para o basquete feminino. Hoje eu vejo senadores e deputados e sei que temos de formar uma bancada lá para ajudar a buscar patrocínios, usar a lei de incentivo e sentimos a credibilidade - disse Hortência, orgulhosa.

Além de buscar apoio financeiro, o nome de Hortência é aposta para repatriar jogadoras e para seduzir atletas internacionais. Na atual edição, três voltaram ao Brasil: Kelly (Ourinhos), Cíntia Tuiú (Americana) e Fernanda Beling (Catanduva). Entre as estrangeiras, apenas as cubanas Lisdeive (Ourinhos) e Ariadna (Santo André) seguiram no país.

- É fácil trazer as meninas para o Brasil. Na verdade, elas nunca receberam esse tipo de proposta porque ninguém se preocupava em fazer esse trabalho. É uma novidade e elas se interessam. Com a liga do ano que vem vai ser mais fácil – espera Hortência, já contando com o novo campeonato.

A expectativa é que a 12ª edição do Nacional feche com chave de ouro uma fase negativa do basquete feminino brasileiro. Uma chave que abra uma nova Era para a modalidade que ainda corre para receber um tratamento igual ao dado aos homens, apesar de as meninas registrarem nos últimos tempos bem mais láureas em quadras internacionais do que os marmanjos.

Fonte: Globoesporte.com

Hortência manda recado a Bassul e diz que técnico está livre para o que quiser

Fernando Poffo

O contrato de Paulo Bassul com a Confederação Brasileira de  Basquete está vencido desde a conquista da Copa América, em setembro. Mas a renovação com o técnico que conduziu a seleção feminina ao título não é prioridade para Hortência Marcari, a responsável pela modalidade na CBB.

- O contrato dele acabou e eu já avisei para ele que temos outras decisões para tomar. Eu até falei que agora ele está livre para fazer o que quiser – informou Hortência, irritada com a pergunta.
A coordenadora explicou que no momento está empenhada em outras atividades e não demonstrou preocupação com o comando da seleção feminina principal.
- Nós não estamos fazendo as coisas picadas. Tenho que saber como vai ficar o sub-15, tenho que pensar em Olimpíadas, nas escolinhas para 2016 e não na adulta. O projeto todo é pensado e vamos definir as áreas técnicas depois – comentou.
Hortência também não disse que, quando voltar a se preocupar com o futuro da seleção feminina, confirmará o nome de Bassul.
- Todos os técnicos estão sendo estudados. É normal, assim como ocorre com as meninas que são selecionadas - resumiu.
A coordenadora voltou a ficar irritada quando incitada a fazer uma análise sobre o trabalho de Bassul à frente da seleção.
- Eu não vou te falar o que penso porque não posso. Pelo menos sem antes falar com ele - finalizou Hortência.

A seleção feminina adulta só voltará a se reunir em julho de 2009, quando começará a preparação para a Copa América, que será em setembro.

Fonte: Globoesporte.com

Botafogo monta time de basquete feminino para disputar a Liga Nacional

ENTREVISTA – Cíntia Tuiú (CBB)

Cintia_Tuiu_Historico O Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), que começa neste sábado, traz de volta a pivô Cíntia Santos, que defenderá o VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana (SP). A atleta, de 34 anos, jogou apenas a primeira edição do Nacional, em 1998, quando foi vice-campeã pelo BCN/Osasco. Cintia conquistou ainda o bicampeonato paulista por Americana (2003) e Ourinhos (2004), última vez que atuou em um clube no Brasil. Animada com o retorno, Cíntia treina em ritmo intenso para colocar mais conquista em seu currículo, que conta com um título mundial (Austrália/1994), duas medalhas olímpicas (prata em Atlanta/2000 e bronze em Atenas/2004), além do tetracampeonato sul-americano (1993,1995, 2003 e 2006). A pivô se despediu da seleção brasileira em 2006, quando ficou em quarto lugar no Mundial Feminino, disputado em São Paulo.

Como é estar de volta ao Brasil?
Motivador. Será a primeira competição depois de onze anos fora, que eu vou disputar desde o início no Brasil. A minha única experiência em Nacional, foi em 1998, quando joguei a fase final pelo BCN. Agora estou em Americana desde a fase de preparação, o que é muito legal. Reencontrei colegas de seleção brasileira como a Adriana Santos, Flávia Luiza e Karla, além de conhecer meninas novas.

E o que acha da nova geração de Americana?
É uma geração boa a ser trabalhada. O fato de algumas juvenis treinarem com a gente e participar do Campeonato Nacional é ótimo para dar experiência para esse grupo que está começando.

Como é a sua relação com as mais novas?
De respeito e descontração. Procuro ajudar sempre, dou até bronca, mas também brinco. Meu contato maior é com a Fabi, que é pivô. Ela finalmente encontrou alguém muito alta para treinar embaixo do garrafão. Isso cria dificuldades que são úteis para melhorar o jogo dela.

Quais as expectativas para o Nacional ?
As melhores possíveis. Queremos o título e o grupo está treinando em ritmo muito forte para isso. Estamos nos adaptando bem ao esquema tático proposto pelo técnico Zanon e ganhando entrosamento.

O técnico Zanon dirige uma equipe feminina pela primeira vez. Como é trabalhar com ele?
Muito bom. Na Itália, tive três técnicos vindos de times masculinos e já estou acostumada. Ele conversa bastante com o grupo e já estou me sentindo em casa. Acho que o mais difícil para o técnico nessa mudança é se adaptar ao mundo feminino, mas o Zanon está se saindo bem.

Que balanço faz de sua trajetória fora do país?
Nossa, foi um aprendizado de vida. Achei que seria mais fácil por morar fora de casa desde os 15 anos. Mas em outro país foi tudo muito diferente e mais complicado do que imaginei. A gente tem que aprender a se adaptar às diferenças culturais, sem perder a personalidade. Além disso, joguei os principais campeonatos do mundo (WNBA, Euroliga, Espanhol e Italiano), o que me deu uma experiência dentro de quadra fantástica.

O basquete te levou a vários lugares do mundo. Qual te chamou atenção? Quais idiomas o basquete te ensinou a falar?
Para morar, a pequena cidade de Treviso, primeira em que morei na Itália, é maravilhosa. Também adoro Roma, com aquela arquitetura antiga que é maravilhosa. Como turista, adorei a Grécia e Sydney, na Austrália. O basquete me levou a quatro continentes ao redor do mundo, só falta a África. Com as minhas andanças pelo planeta, aprendi italiano, espanhol e inglês.

Você participou de três Olimpíadas, conquistando duas medalhas e um quarto lugar. O que isso representa na sua vida?
Me sinto uma pessoa muito privilegiada. Olimpíada é o sonho de qualquer atleta e tive a oportunidade de estar em três e aproveitei bastante. Também foi muito bacana acompanhar gerações diferentes nesses doze anos. Em Atlanta (1996) era muito novinha, já era campeã mundial e foi um sonho jogar uma Olimpíada com Paula, Hortência e Janeth. Em Sydney (2000) e Atenas (2004) estava bem mais experiente, atuei como titular e pude ajudar mais o grupo.

Você foi recentemente homenageada pela conquista do título mundial de 1994, em Cuiabá. Como foi o reencontro com a turma?
Demais. É muito bom ser lembrada. O título de 1994 foi um marco na história do basquete brasileiro e não pode ser esquecido. Foi uma alegria imensa rever pessoas como o Sérgio Maroneze (assistente técnico) e o Raimundo Nonato (chefe de delegação). Sem falar nas meninas claro. Colocar o papo em dia, ver fotos de filhos etc. O legal é que, do grupo que esteve em Cuiabá, todas ainda estão trabalhando com esporte de alguma forma.

Você se lembra da primeira vez que jogou basquete?
Como se fosse ontem. Tinha onze anos. Minha irmã mais velha, Andréia, jogava basquete. No carnaval de 1986 encontramos o técnico dela na rua e ele, impressionado com a minha altura, perguntou se eu queria jogar. Um dia, fui na escolinha com ela e o professor me ensinou a fazer uma bandeja. Peguei a bola e fiz. Nossa, me encontrei. Amei o jogo e não parei mais.

E a primeira convocação para seleção, como foi?
Tinha 15 anos. Uma amiga, Rosana, cismou que eu seria convocada para a seleção juvenil daquele ano e eu não levava fé. Um dia, em casa, recebi a notícia de que havia sido chamada. Foi a glória. Senti uma alegria e ansiedade alucinantes. Três anos depois, cheguei na adulta e foi outra felicidade jogar com ídolos que via na TV.

Você está com 34 anos. O que te dá motivação para continuar em quadra?
Gosto de basquete e amo competir, vencer e ir além do meu limite. Superei muitas dificuldades com o basquete e ele me ensina constantemente a crescer, profissional e pessoalmente.

CBB lança edição 2009 do Nacional e promete liga para 2010

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Depois da conquista do título invicto da Copa América Feminina de Cuiabá e a vaga para o Campeonato Mundial da República Tcheca, em 2010, chegou a hora da disputa do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009). A CBB lançou nesta sexta-feira, em São Paulo, a competição que reunirá atletas campeãs mundiais, medalhistas olímpicas e pan-americanas e campeãs sul-americanas. O CNBF 2009 terá o patrocínio da Eletrobrás e da Eurofarma. A partir de agora, o basquete feminino do Brasil escreve uma nova página em sua história que irá ganhar mais força com a criação da Liga Nacional, em 2010.
 
— Estamos cumprindo todas as nossas promessas de campanha. E uma delas era colocar o basquete masculino e o feminino no mesmo nível, sem distinção. Essa festa que estamos fazendo hoje irá se repetir nos próximos anos. Em 2010, teremos a Liga Nacional Feminina mais forte e com mais equipes. Estamos alavancando o basquete com a ajuda de todos os segmentos da modalidade. A CBB está de portas abertas para a comunidade do basquete. Conto com vocês para recolocar o basquete no lugar que ele merece — explicou o presidente da CBB, Carlos Nunes.
 
— É um momento muito gratificante para o basquete. Sempre ouvimos muitas promessas e quase nada de concreto. Na nova gestão da CBB temos os profissionais certos ocupando seus cargos e fazendo o basquete como tem que ser feito. Hoje eu vejo uma união muito grande em todos os segmentos. Clubes e federações trabalhando em conjunto com a CBB. Estamos resgatando a credibilidade do basquete. Em 2010, vamos fazer a Liga Nacional Feminina que vai ser uma das melhores competições do planeta. O nosso projeto é de médio a longo prazo, mas eu quero antecipar e trazer os resultados o mais rápido possível — explicou a diretora de seleções femininas da CBB, Hortência Marcari.
 
— É o momento de união, atitude e cumplicidade, um querendo ajudar o outro. Chegou a hora do comprometimento de todos os setores do basquete feminino. Precisamos resgatar as nossas atletas que estão no exterior. O Botafogo faz parte desse grupo de oito equipes que disputa o Nacional 2009. Mas tenho certeza que em 2010 teremos mais equipes com a criação da Liga Nacional — disse o supervisor do Botafogo, Miguel Ângelo da Luz, campeão mundial na Austrália (1994) e medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (1996) como técnico da seleção brasileira feminina.
 
— Tudo o que é bom tem que ser feito com vontade. A CBB está de parabéns pela iniciativa de unir federações, clubes, técnicos e atletas em prol do basquete feminino. Todos precisam estar juntos neste recomeço da modalidade. Tenho certeza que vai ser um grande campeonato e que no próximo ano com a criação da Liga vai ser ainda melhor. Temos que colocar o nosso esporte para cima — afirmou a ala Adriana Santos, de Americana, que foi campeã mundial (Austrália 1994) e medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (1996) pela seleção brasileira.
 
— Foi muito positivo esse lançamento do Campeonato Nacional porque o basquete feminino do Brasil tem inúmeras conquistas e precisa voltar a ocupar o seu lugar de destaque no cenário mundial. E o primeiro passo está sendo dado pela CBB reorganizando, profissionalizando e unindo todos os segmentos do nosso esporte. Ano que vem voltarei a jogar no Brasil e quero muito disputar o Campeonato Nacional — disse a pivô Alessandra Santos, campeã mundial na Austrália (1994), medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (1996) e medalha de ouro na Copa América de Cuiabá (2009).
 
Estiveram presentes ao lançamento do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009) os presidentes das federações do Mato Grosso (Cláudio Barreto), Mato Grosso do Sul (Reginaldo Senna), Rio de Janeiro (Álvaro Almeida) e de Santa Catarina (Oscar Archer), o vice-presidente da Federação Paulista (Carlos Alberto Ayres), o diretor técnico da LNB (Sérgio Domenici); o diretor da BSB Marcelo Dória; atletas, técnicos e dirigentes das equipes do CNBF, além de autoridades do esporte.

Depois de nove anos, Vasto Verde volta ao Nacional

20091113_229500_1311_V_Verde_gde Após nove anos, a equipe catarinense de Vasto Verde está de volta à elite do basquete feminino brasileiro. O Vasto Verde/Uniasselvi estreia no 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), neste sábado (14), contra o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP), em Catanduva (11h de Brasília). A maioria da equipe é composta por atletas nascidas em Blumenau e vindas das categorias de base do Vasto Verde, com alguns reforços de outros Estados. Para o técnico João Camargo Neto, o time tem como desafio fazer com que o basquete feminino ressurja na cidade e no estado. Camargo, como é conhecido acredita que o clube catarinense pode fazer um grande campeonato, mesmo sabendo da força das outras equipes.
 
— Vamos enfrentar equipes fortes de São Paulo, que têm a base da seleção brasileira. Mas eu tenho muita fé, certeza e confiança em alcançarmos nosso objetivo, que é fazer belos jogos e mostrar a força do basquete de Santa Catarina. Para isso, montamos um time jovem, que tem na velocidade e na marcação agressiva suas principais características — disse o treinador.
 
Para ajudar o Vasto Verde nessa temporada, o técnico Camargo conta com a presença de sua filha, Mariana, de 24 anos e 1,79m, que jogava pela Oral Roberts University, nos Estados Unidos, e treinou com a seleção brasileira adulta na primeira fase de treinos da Copa América de Cuiabá. Pela seleção cadete, Mariana foi bicampeã sul-americana (Colômbia / 2000 e Equador / 2001) e vice (Peru / 1999). Apesar de não ser a primeira vez que pai e filha trabalham juntos, ambos estreiam em uma equipe adulta no Nacional Feminino. Para essa competição, Mariana conta que está ansiosa para sua apresentação pelo novo time e destaca que pretende ajudar a aumentar o nível do basquete na região sul do país.
 
— Sempre treinava com meu pai quando estava aqui no Brasil, mas agora é diferente. Trabalhar com família nem sempre é fácil, mas já estamos acostumados e o importante é saber o limite um do outro. Também tem muita confiança e respeito entre nós. O Vasto Verde voltar a representar a região sul no Nacional e é muito importante para levantar novamente o nível do basquete do estado. Com isso, traremos o publico de volta aos ginásios para torcer e participar desse esporte maravilhoso. Sei das limitações do time, mas estou muito motivada e espero levar a minha experiência pra dentro da quadra e ajudar meu grupo a obter boas vitorias — explicou Mariana.
 
Camargo concorda com Mariana que a relação técnico e jogadora em quadra é tranquila.
 
— Não temos problemas. A Mariana já é uma atleta madura e nós dois sabemos bem separar as coisas dentro e fora de quadra, garantindo a qualidade do nosso trabalho — garantiu o técnico.

Botafogo encara Nacional com “pratas da casa”

20091113_523110_1311_Bota_AV_gde_ O Botafogo é o único representante do Rio de Janeiro no 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), que começa neste sábado (14). A equipe carioca estreia contra o VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana (SP), em Americana (17h de Brasília). Com um time bastante jovem, composto por atletas formadas nas categorias de base do clube, o alvinegro quer fazer bonito em sua segunda participação no Nacional. Do grupo que disputou a edição de 2007, além do técnico Orlando Assunção, estão as alas/armadoras Camila Lacerda e Renata Oliveira.
 
— Um dos objetivos do Botafogo neste Nacional é mostrar que o caminho para a formação do atleta é o trabalho de base, que é feito com muita seriedade aqui no clube. A nossa proposta é representar bem o Rio de Janeiro e, quem sabe, beliscar uma vaga na semifinal. O campeonato dará experiência a nossas atletas, para que evoluam e desenvolvam suas potencialidades. Vamos apresentar uma equipe valente, que jogo um basquete moderno e com muita velocidade — explicou Orlando.

Vasto Verde está na final do Estadual de Santa Catarina

A equipe de basquete feminino adulto da FMD Blumenau/Vasto Verde/Uniasselvi venceu quarta-feira a equipe ABF/Felej, de Joinville, pelo placar de 86 a 82. A partida, válida pela última rodada do Returno do Estadual, foi disputada no Galegão. A equipe blumenauense ficou com a primeira colocação com 16 pontos e 100% de aproveitamento ( oito vitórias em oito jogos); em segundo lugar ficou a equipe de Joinville, com 14 pontos (oito jogos e seis vitórias).

Fonte: Jornal de Santa Catarina

Hortência prega união pelo bem do basquete feminino

União. Esta foi a palavra mais usada por Hortência na apresentação do Campeonato Nacional Feminino, que começa neste sábado. A diretora da Confederação Brasileira (CBB) exigiu que todos estejam juntos para alavancar o esporte.

– Estamos começando praticamente do zero, vejo uma nova mentalidade de todos. É necessário que haja união de todos os envolvidos, de técnicos a jogadoras – disse Hortência.

Para a dirigente, o campeonato deste ano, que contará com a participação de oito equipes, de três estados, servirá como transição para a liga nacional, que deverá tomar forma em 2010.

–Infelizmente não foi possível criar a liga neste ano pois foi tudo em cima da hora. Mas no ano que vem, temos este desejo. Esperamos contar com pelo menos dez equipes – afirmou.

Nacional feminino de basquete terá primeiro patrocinador master

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) deve acertar nesta sexta-feira um patrocínio inédito para o Campeonato Nacional Feminino, que tem início no sábado, com a participação de oito equipes.

A Eurofarma, empresa do ramo farmacêutico, será a parceira comercial da CBB para administrar o campeonato, segundo informou ao LANCE! o diretor de marketing da entidade, José Carlos Brunoro.

- Estamos finalizando esse acordo - afirmou o dirigente.

Com a oficialização do acordo, essa será a primeira das 12 edições que o torneio terá um patrocinador master. Segundo Brunoro, a Eurofarma será responsável por arcar com gastos de passagens aéreas e hospedagens dos clubes.

- Este patrocínio dará uma maior sustentabilidade aos clubes, vai facilitar bastante para todos, pois teremos uma nova fonte de renda - explicou o diretor da CBB, que não quis falar sobre valores.

Procurada pelo L!, a direção da Eurofarma informou que só se manifestará sobre o assunto quando o contrato estiver assinado.

Além da parceria com a empresa farmacêutica, um acordo com a Eletrobrás também está sendo discutido. Com isso, a CBB poderia dedicar parte de sua receita para uma maior divulgação do campeonato.

Para Brunoro, estes patrocínios são o primeiro passo para a concretização da Liga Nacional, prevista para sair do papel no ano que vem. Isso ajudará inclusive na repatriação de brasileiras que estão no exterior e a vinda de estrangeiras.

Fonte: Lance!

Campeã sul-americana sub-17, Damíris é a aposta de Janeth para medalha em 2016


Mariana Kneipp

Há quatro anos, o telefone tocou na casa da família Amaral. Uma voz conhecida trazia uma boa notícia para a pequena atleta da família. Janeth Arcain, ala campeã mundial de basquete com o Brasil em 1994, ligou para Damíris para convidá-la a fazer parte da equipe de seu Centro de Treinamento, em São Paulo. Com os olhos cheios d’água e o grito já saindo pela garganta, a menina de só 13 anos aceitou a proposta. Hoje, com 16 e 1,90m de altura, a paulista já acumula um título sul-americano sub-17 e o prêmio de melhor reboteira da competição.

- Quando a Janeth me ligou, eu não esperava. Nunca tinha jogado em um clube. Aí, atendo o telefone e ela me diz que eu passei na peneira e começo na semana seguinte. Foi incrível para mim. Não consegui nem colocar no gancho direito, era muito emoção. Gritei muito e comemorei em casa com a minha família. Agora, Janeth é uma amiga, que me elogia muito e sempre me dá conselhos – conta a menina.

Antes de aceitar o convite de uma amiga para fazer o teste para o time de Janeth, Damíris já havia tentado jogar handebol, vôlei e futsal na escola. Mas foi pelo esporte da bola laranja que a menina se apaixonou. Com o tempo.

- No início eu não gostava de basquete. Aí, disputei um campeonato no colégio e fiquei em terceiro lugar. Isso me motivou a procurar a peneira da Janeth. Mas não foi de primeira. Minha amiga precisou insistir muito para eu marcar um teste. Quando cheguei lá, tinha 80 meninas tentando uma vaga. Achei que não ia dar para mim. Só que, uma semana depois, ela me ligou e foi maravilhoso – lembra a jogadora.

Depois do início meio sem querer no esporte, Damíris conquistou o tricampeonato paulista com a equipe e foi convocada para a seleção brasileira. Em 2009, a pivô ainda viajou à Tailândia e ao Chile, onde ficou em nono lugar no Mundial sub-17 e venceu o Sul-Americano da categoria, respectivamente. Os bons resultados a levaram a uma temporada no Clube Maristas, de La Coruña, na Espanha, onde passou oito meses jogando com o time, a partir de dezembro de 2008.

O empenho de Damíris transformou seu ídolo em mais um admirador do seu trabalho. Treinadora da seleção sub-15 e assistente-técnica do time adulto, Janeth aposta na pivô como uma das jogadoras que ajudarão o Brasil na campanha olímpica de 2016, quando a cidade do Rio de Janeiro sediará os Jogos.

- Lembro de quando liguei para ela. É um costume que faço com todas as atletas do instituto para dar motivação. Logo vi que era uma menina muito determinada, que gosta de treinar. Isso dá uma motivação para a gente. Fico muito feliz por ser alguém que está no caminho de uma jogadora que tem um futuro brilhante e pode ajudar o Brasil a conquistar uma medalha olímpica em 2016 – disse Janeth.

Quatro meses antes da viagem para o Chile, onde disputaria o Sul-Americano, Damíris sofreu uma torção no tornozelo, que rompeu três ligamentos e deu uma fratura por stress. A possibilidade de não competir com a equipe nem passou pela cabeça da jovem atleta. Depois do período de tristeza, ela conta que levantou a cabeça e, três meses depois, já estava no aeroporto com o grupo, surpreendendo com o seu desempenho em quadra.

- Era a minha primeira lesão, então fiquei muito triste. Foi muito difícil, mas tive o apoio dos meus amigos e familiares e, acima de tudo, tive cabeça boa para superar. Você tem que ter metas na vida. Eu quero ser uma jogadora profissional, então estabeleci objetivos. Por isso, ralei muito para me recuperar e consegui jogar muito bem no Chile – conta Damíris.

O pensamento positivo da pivô emocionou o técnico da seleção sub-17, Norberto Silva, o Borracha. Para o treinador do time, que foi beneficiado com marcas como a média de 18.2 rebotes, 19.7 pontos e aproveitamento de 59.1% de lances livres por jogo no Sul-Americano, a jogadora é um motivo de inspiração para a comissão técnica e as outras meninas da equipe.

- Ela é uma menina determinada, que tem um astral muito bom também. Além de ter técnica, é psicologicamente muito bem preparada. Sabe o que quer, já se imagina na seleção e na WNBA. Até agora, já alcançou marcas incríveis, algo muito acima do esperado para sua idade. Damíris está no caminho certo e tem tudo para ser top – disse Borracha, que terminou a entrevista afirmando ter certeza de que verá Damíris vestindo o uniforme do Brasil nos Jogos do Rio-2016.

'Esquecido' pela LNB, Nacional feminino começa assombrado pelo continuísmo

Apesar de ter os principais resultados da modalidade do país nos últimos anos, o basquete feminino ainda sofre dentro do território brasileiro. Diferentemente dos homens – que não vão para as olimpíadas desde 1996 – as mulheres não contam no momento com uma liga independente. Ainda organizado pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB), o Nacional feminino começa neste sábado, assombrado pelo continuísmo e os problemas que vem marcando a modalidade nos últimos anos.

“O basquete feminino do Brasil está entre os quatro melhores no ranking da Federação Internacional de Basquete (Fiba). Nessa sua 12ª edição, a CBB em parceria com as federações e os clubes está empenhada em fazer uma excelente competição dentro e fora das quadra”, disse um empolgado presidente da CBB, o gaúcho Carlos Nunes.

Mas o primeiro problema enfrentado pelas meninas do basquete brasileiro é desorganização que provoca uma grande distância entre os campeonatos que acontecem no país. Em 2008, por exemplo, as jogadoras que atuam em clubes do estado de São Paulo e que não estiveram com a seleção brasileira na disputa dos Jogos Olímpicos de Pequim ficaram até 100 dias paradas entre o final do Estadual paulista e o início do Nacional.

Uma solução apontada pelas pessoas que fazem o basquete feminino do Brasil seria seguir o modelo dos homens. No final de 2008 foi criada a Liga Nacional de Basquete (LNB), que comandada pelos próprios clubes, montou o Novo Basquete Brasil (NBB), torneio que substituiu o Nacional masculino da CBB. Mas as mulheres ficaram de fora.

No início da LNB, foi levantada a possibilidade de envolver também o basquete feminino para criação de uma liga independente, mas a ideia foi esquecida, pelo menos por enquanto. A própria ex-jogadora Hortência, atual diretora de basquete feminino da CBB, defendeu a proposta, mas não conseguiu colocá-la em prática até o momento.

“Está dando certo com os homens. Os times têm de opinar e se posicionar, pressionar. Não podem ficar pagando as jogadoras e não ter retorno”, disse a ex-jogadora Janeth Arcain, atual assistente técnica da seleção feminina e treinadora do time nacional sub-15. “O interessante seria que o Nacional tivesse pelo menos seis meses, é fundamental dar uma importância maior para ele.”

Para melhorar a situação, a CBB também aposta em encontros técnicos entre os times, como o que acontecerá nesta sexta-feira. “Temos de nos unir mais para crescer e fortalecer o basquete feminino do Brasil. Muitos técnicos só se falam momentos antes de um jogo. Isso tem de mudar. Com essas reuniões será possível caminhar pela mesma linha de trabalho. Por isso, queremos que esses encontros passem a ser periódicos”, afirmou a agora cartola Hortência.

MAIS DO MESMO NO NACIONAL FEMININO

Indo para sua 12ª edição no atual molde da CBB, a competição brasileira teve o mesmo campeão nos últimos cinco anos. O pentacampeão Ourinhos vem provando a força do estado de São Paulo no cenário do basquete feminino brasileiro. O estado conta com oito dos 12 títulos nacionais e vem forte novamente para manter a hegemonia.

Das oito equipes que disputam o Nacional feminino nesta temporada, nada menos que seis são paulistas: Catanduva, Americana, São Bernardo, Ourinhos, Santo André e São Caetano. As outras duas equipes são o Vasto Verde, de Santa Catarina, e o Botafogo do Rio de Janeiro, que volta ao basquete feminino nesta temporada.

“Mantivemos a base do time. Além de atletas experientes, temos jogadoras juvenis e recém-chegadas na categoria adulta. Essa mistura será muito útil. A nossa filosofia continua a mesma: brigar muito pela posse de bola, defender forte do começo ao fim do jogo, dando tranquilidade ao ataque”, disse o técnico do Ourinhos, Urubatan Paccini, que já foi campeão com o time em 2008.

Fonte: UOL

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Time de Katião estreia com vitória na EuroCopa

filtrosmann-5597 O Zaragoza, de Kátia Denise, estreou com vitória hoje na EuroCopa.

O time passou pelo croata Sibenik, por 69 a 46.

As cestinhas do time foram Paula Palomares (20 pontos) e Jessica Dickson (13).

A atuação da brasileira foi algo incomum. Kátia errou seus oito arremessos e saiu zerada da partida. Mas foi a maior reboteira do jogo: 13, em 21 minutos. Ainda deu 3 assistências e recuperou 1 bola.

Marta Cakic fez 8 pelo Sibenik.

Jogadoras da VivoSabor/Unimed/Folhmatic participam de ação no centro da cidade de Americana

10112009278 As jogadoras da VivoSabor/Unimed/Folhamatic estiveram durante esta semana no Centro da cidade de Americana convidando os torcedores para a primeira partida da equipe que acontece neste sábado, às 17 horas no Ginásio do Centro Cívico. Na oportunidade, as atletas distribuíram cartões postais oficiais da equipe com autógrafos e a tabela dos jogos do Campeonato Nacional de Basquete Feminino. Além disso, o público teve a oportunidade de fazer arremessos numa cesta de basquete e ganhar sorvetes.

A atleta Natália se surpreendeu com a participação das pessoas nos pedágios. “É muito interessante estar em contato com o público, com crianças e estimular a torcida a comparecer nos jogos. Outras categorias esportivas poderiam adotar este hábito de estar mais próximo do público para despertar o interesse na prática de esportes”.

Nos intervalos das partidas no Centro Cívico haverá sorteios de brindes aos torcedores e também o sorteio de uma camiseta oficial do time.

A equipe tem como parceiros a Vivo Sabor Alimentação, Unimed, Folhamatic, Goodyear, Dahruj, FAM, Prefeitura Municipal de Americana, Editora Adonis e Lagos Confecções.

São Caetano aposta na juventude no Nacional

20091112_782143_1211_SCaet_GN_Gde. A equipe do São Caetano aposta mais uma vez na juventude para fazer bonito no 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), que começa neste sábado (dia 14). O time dirigido pelo técnico Norberto “Borracha” voltou à competição em 2008, com um grupo muito jovem (média de 19 anos). Para esta temporada, São Caetano manteve a base de jogadoras, que estão mais maduras, e trouxe a experiente pivô Eliane Ferreira, de 31 anos, que passou pelos principais clubes brasileiros. A ala Jaqueline Silvestre e a armadora Roberta Fogaça são outros reforços da equipe do ABC. Segundo Borracha, o objetivo é chegar às semifinais do Nacional.
 
— A meta é ficar entre os quatro primeiros e classificar para as semifinais. A base da temporada passada mais os reforços que chegaram formam um elenco muito promissor. Algumas atletas que serviram à seleção brasileira adulta e de base, como Nádia, Patrícia e Júlia, ganharam ainda mais experiência, o que ajudará o grupo nesta temporada — analisa Borracha, que tem dois títulos do CNBF como assistente (Fluminense/1998 e Paraná Basquete/2000).
 
Para o técnico, o São Caetano tem condições de fazer um belo campeonato, dando trabalho para todos os adversários.
 
— Para ganhar da gente, tem que jogar muito bem. O time amadureceu e as atletas estão evoluindo, tanto aqui no clube como nas seleções de base e principal, como é o caso da Nádia, que treinou com a seleção adulta na preparação para a Copa América de Cuiabá. Daremos oportunidades para o grupo ganhar ainda mais experiência e jogo de cintura para enfrentar os momentos mais complicados da partida — concluiu Borracha.
 
A ala Patricia Ribeiro, 19 anos e 1,74m, é uma das atletas que compõe a base do time de São Caetano. Patrícia estreou no Nacional no ano passado. Na seleção brasileira de base, a atleta já tem dois Campeonatos Mundiais no currículo, na categoria sub-19 (Eslováquia/2007 e Tailândia/2009). Patrícia tem ainda o título do Sul-Americano Sub-15 (Equador/2006), ficou em terceiro lugar no Sul-Americano Sub-17 (Equador/2007) e conquistou a medalha de bronze na Copa América Sub-18 (Argentina/2008). A jogadora afirma que São Caetano vai brigar por uma vaga nos playoffs do Nacional Feminino.
 
— A expectativa para começar o campeonato é muito grande. Espero ajudar a minha equipe a trazer o título. Acredito que São Caetano vai jogar de igual para igual contra todos os adversários, e que conquistaremos bons resultados. A arma da equipe é a união. Estamos trabalhando duro para alcançar nosso primeiro objetivo que é estar nos playoffs — disse a ala de São Caetano, Patricia Ribeiro.

Santo André lidera ranking dos clubes no Nacional

20091112_718300_1211_SantoAndre_gde Após 11 edições do Campeonato Nacional de Basquete Feminino, o Santo André lidera o Ranking de Clubes, de 1998 a 2008, com 324 pontos em 205 partidas (119 vitórias e 86 derrotas). A equipe paulista, sempre dirigida pela técnica Laís Elena Aranha, é a única que esteve presente em todos os brasileiros e teve como melhores colocações o título de 1999 e o vice-campeonato em 2000. No ano passado, o time do ABC foi o quarto colocado.
 
— É um orgulho dirigir o Santo André, um clube que trabalha com basquete feminino há 55 anos, sem interrupções. Participamos de todas as edições do Nacional e estamos em primeiro lugar no Ranking de Clubes. Aqui, além do time adulto, realizamos um intenso trabalho social, com as crianças da escolinha, mantendo equipes em todas as categorias. Vamos disputar o Campeonato Nacional pela décima segunda vez, com o objetivo inicial de ficar entre as quatro primeiras colocadas e continuar sendo um dos melhores times do país — disse a técnica Laís Elena Aranha, que comanda a equipe adulta desde 1978.
 
O time de Ourinhos ocupa o segundo lugar no ranking com 321 pontos em 177 jogos (144 vitórias e 33 derrotas) e foi o campeão das últimas cinco edições: 2004 / 2005 / 2006 / 2007 e 2008. Na terceira posição está o São Caetano com 187 pontos em 127 partidas (60 vitórias e 67 derrotas), que busca o título inédito. A equipe de Americana, campeã em 2003 e vice em 2002, 2004 e 2008, é a quarta colocada com 166 pontos em 93 jogos (73 vitórias e 20 derrotas). O Catanduva aparece em sexto com 147 pontos em 88 partidas (59 vitórias e 29 derrotas), enquanto o São Bernardo é o oitavo com 117 pontos em 82 jogos (35 vitórias e 47 derrotas). O Botafogo está em décimo quarto lugar e o Vasto Verde em décimo oitavo.
 
POS. – EQUIPE – PG – JG – VIT – DER
1º- Santo André (SP) – 324 – 205 – 119 – 86
2º- Ourinhos (SP) – 321 – 177 – 144 – 33
3º- São Caetano (SP) – 187 – 127 – 60 – 67
4º- Americana (SP) – 166 – 93 – 73 – 20
5º- A. A. Guaru (SP) – 161 – 109 – 52 – 57
6º- Catanduva (SP) – 147 – 88 – 59 – 29
7º- Sport Recife (PE) – 145 – 104 – 41 – 63
8º- São Bernardo (SP) – 117 – 82 – 35 – 47
9º- Paraná Basquete (PR) – 116 – 66 – 50 – 16
10º -BCN/Osasco (SP) – 100 – 59 – 41 – 18
11º- Sírio Libanês/Uberaba (MG) – 82 – 57 – 25 – 32
12º- Campinas (SP) – 52 – 34 – 18 – 16
13º- Fluminense (RJ) – 73 – 51 – 22 – 29
14º- Botafogo (RJ) – 44 – 33 – 11 – 22
15º- Florianópolis (SC) – 43 – 35 – 18 – 17
16º- Vasco da Gama (RJ) – 41 – 23 – 18 – 5
17º- Lages (SC) – 37 – 32 – 5 – 27
18º- Vasto Verde (SC) – 31 – 28 – 3 – 25
19º- Dom Bosco (MS) – 28 – 18 – 10 – 8
20º- Automóvel Clube/Campos (RJ) – 26 – 18 – 8 – 10
21º- Vila Nova (GO) – 21 – 16 – 5 – 11
22º- Ulbra (RS) – 21 – 16 – 5 – 11
23º- Marília (SP) – 21 – 19 – 2 – 17
24º- América (RJ) – 20 – 14 – 6 – 8
25º- Mangueira (RJ) – 20 – 16 – 4 – 12
26º- Juiz de Fora (MG) – 18 – 14 – 4 – 10
27º- Ponta Grossa (PR) – 18 – 18 – 0 – 18
28º- Jundiaí (SP) – 17 – 14 – 3 – 11
29º- Brasil Juvenil – 17 – 14 – 3 – 11
30º- Teresópolis (RJ) – 17 – 16 – 1 – 15
31º- APUC/Goiás (GO) – 16 – 16 – 0 – 16
32º- Araçatuba (SP) – 15 – 14 – 1 – 13
33º- Blumenau (SC) – 14 – 14 – 0 – 14
34º- Joinville (SC) – 14 – 14 – 0 – 14
35º- Iate Clube Rio das Ostras (RJ) – 9 – 14 – 1 – 13

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Times de brasileiras garantem vitórias importantes na rodada da EuroLiga

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O Ros Casares conseguiu uma grande vitória hoje na EuroLiga.

Jogando em Valencia, o time derrotou o poderoso russo Ekaterinburg, por 87 a 68.

A boa notícia é que Érika, apesar de não ser a cestinha, foi eleita a melhor performance da partida pela FIBA.

A pivô brasileira jogou 34’ e chegou aos 13 pontos (2pts 6/13). Pegou 12 rebotes. Deu 4 assistências, recuperou 4 bolas e deu 3 tocos. Ufa!

As cestinhas foram Laia Palau e Delisha Milton, com 19. Jana Veselá teve 16.

Becky Hammon estreou pelo clube espanhol com 8 pontos, em 14’.

No Ekaterinburg: Ann Wauters teve 16 pontos; Bibrzycka, 13; Pondexter, 12 e Sandrine Gruda, 9.zainerebekah

As russas Abrosimova e Stepanova jogaram pouco (7 e 6’ respectivamente) e não pontuaram.

Ainda no grupo A, o Taranto teve sua primeira vitória na competição.

Fora de casa, derrotou o Riga por 70 a 59.

Zaine jogou 15’, teve 5 pontos e 3 rebotes. Na foto, a brasileira acompanha rebote de Rebekkah Brunson, cestinha do Taranto, com 17 pontos e 17 rebotes.

No grupo B, mesmo jogando fora de casa, o Wisla, de Iziane, seguiu invicto na competição.

Derrotou o francês Lille, por 77 a 71.

Iziane jogou 26’, teve 2 pontos, 3 rebotes, 2 assistências e 1 recuperação.

Brilharam as pivôs Ewelina Kobryn (24 pontos e 10 rebotes) e Jannel Burse (15 pontos e 10 rebotes).

CBB realiza encontro de técnicos do feminino em São Paulo

A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) irá realizar nesta sexta-feira, em São Paulo, o encontro de técnicos das seleções brasileiras com as comissões técnicas de equipes femininas do país. O evento será realizado a partir das 13h15 na Sala Gaivota 1 do Bourbon Convention Ibirapuera (Avenida Ibirapuera, 2.907). O encontro inédito está sendo coordenado pela diretora de seleções femininas da CBB, Hortência Marcari, e tem como objetivo trocar ideias e experiências.
 
— Temos que nos unir mais para crescer e fortalecer o basquete feminino do Brasil. Muitos técnicos só se falam momentos antes de um jogo. Isso tem que mudar. Com essas reuniões será possível caminhar pela mesma linha de trabalho. Por isso, queremos que esses encontros passem a ser periódicas — explica Hortência, que assumiu o cargo na CBB no dia 5 de maio a convite do presidente Carlos Nunes.
 
O Departamento Técnico da CBB confirmou a presença dos técnicos das seleções brasileiras Paulo Bassul (adulto), Luiz Cláudio Tarallo (sub-19), Norberto José “Borracha” (sub-17), Cesar Guidetti (sub-16), Janeth Arcain (sub-15) e o preparador físico João Nunes.

Vagos estreia com surra na EuroCopa

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A estreia do português Vagos na EuroCopa foi, como previsto, dura.

Jogando em Mondeville, a equipe foi derrotada pelo time local por inapeláveis 99 a 37.

As brasileiras Izabela e Clarissa carregaram a magra pontuação do Vagos.

Clarissa marcou 13 pontos (2pts 6/15 e LL 1/4), pegou 7 rebotes e recuperou 2 bolas. Jogou os 40’.

A ala Izabela teve 12 pontos (2pts 2/6 3pts 2/7 e LL 2/2). Pegou 2 rebotes, recuperou 1 bola e deu 1 toco.

O destaque do adversário foi a americana Lenae Williams, com 26 pontos.

Aurélie Bonnan (marcada por Clarissa, na foto) teve 16 pontos. Carolie Aubert teve 11, mesma pontuação da letona Aija Putnina (a número 9, na primeira foto). Clarisse Costaz marcou 13.

Rodrigo Alves no Hall da Fama

 

O Rodrigo Alves, do Rebote, encontra-se em um agitado tour pelos Estados Unidos, que merece ter os relatos acompanhados.

A programação incluiu uma visita ao Hall da Fama, onde o Rodrigo c0nstatou que a camiseta exposta como se fosse de Hortência tem o número 8. Ou seja, provavelmente pertencia à Paula.

São Bernardo aposta em novatas no Nacional

20091111_37178_1111_SBern_GN_gde A equipe do AFP/São Bernardo (SP) quer representar bem a tradição do basquete feminino do ABC paulista no 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), que começa neste sábado. Para isso, o técnico Luiz Watanabe treina com motivação o time formado pela mistura de atletas experientes e jovens talentos. Segundo ele, o objetivo do clube é dar oportunidade de jogo para as mais novas, sedimentando o trabalho realizado nas categorias de base do São Bernardo.
 
— Temos jogadoras experientes como a ala/armadora Vivian Lopes e a ala Márcia Lopes. Mas queremos continuar investindo em nosso projeto de base, dando chance para as cinco jovens atletas, nascidas em 1992, que temos no time. É um prazer enorme representar São Bernardo no Nacional com a nossa equipe, que está bem estruturada taticamente e tem o coletivo como ponto forte — disse Watanabe, que está em São Bernardo desde 1977.
 
A ala/armadora Vivian Lopes e a ala Michelli Trentini, de 33 e 17 anos, respectivamente, representam o encontro de gerações presente no time do ABC. Enquanto Vivian tem no currículo pela seleção brasileira Olimpíada, Pré-Olímpico, Copa América, Jogos Pan-Americanos e Sul-Americano, Michelle está começando a brilhar na equipe nacional. A atleta conquistou, no mês passado, o título do Sul-Americano Sub-17.
 
— No Nacional do ano passado quase não entrei. Acho que este ano estou mais preparada e vou estar pronta para ajudar no que a equipe precisar e o técnico me pedir. A experiência na seleção me ajudou bastante e espero ser útil para o meu time — disse Michelli.
 
— Adoro jogar basquete e ainda trabalho com muito prazer. É bacana fazer parte de um trabalho que está abrindo portas para o esporte na cidade. Acredito que a equipe irá mostrar grande crescimento em relação ao ano passado — aposta Vivian.
 
O São Bernardo é o oitavo colocado no Ranking de Clubes do Nacional com 119 pontos. A equipe paulista participa da competição pela sexta vez e teve como melhores resultados o terceiro lugar em 2007 e o quinto no ano passado.

Infanto e Juvenil da Unimed disputam play-offs no Campeonato Paulista de Basquete

A Federação Paulista de Basketball divulgou ontem as datas dos play-offs do Infanto e Juvenil da Unimed para o Campeonato Paulista. O primeiro jogo do Juvenil na semifinal acontece na próxima 5ª feira, 12 de novembro às 18:30 horas no Ginásio do Centro Cívico contra Finasa/Osaco. Já o Infanto disputará o primeiro jogo nas quartas de final contra CFE Janeth Arcain no sábado, 14 de novembro às 19:30 horas também no Ginásio do Centro Cívico após o jogo de estréia da equipe adulta de basquete feminino VivoSabor/Unimed/Folhamatic no Campeonato Nacional que será às 17 horas contra Botafogo(RJ).

Os outros dois confrontos do Juvenil já estão definidos e acontecem nos próximos dias 15 e 25 de novembro, ambos às 17 horas na cidade de Osasco. Já o Infanto completa o play-off jogando na quarta-feira, dia 18 de novembro às 18 horas e se necessário a terceira partida, esta acontecerá no sábado, 21 de novembro às 9 horas, ambas em Santo André.
Tanto para o Infanto, quanto para o Juvenil os play-offs são decididos numa série melhor de três jogos, classificando-se a fase seguinte a equipe que obtiver duas vitórias.

A propósito:

As quartas-de-final do Juvenil foram assim:

  • São Caetano 2x 1 Barretos (82-66, 66-63 e 85-79);
  • Osasco 2x 0 Araçatuba ( 65-41 e 75-32);
  • Jundiaí 2x 0 Marília (31-86 e 75-32);
  • Americana 2 x 0 Presidente Venceslau (57-68 e 72-37).

ENTREVISTA – Norberto José da Silva, o Borracha

  Aos 52 anos, o jundiaiense Norberto José da Silva é dono de uma das carreiras mais sólidas dentro do basquete feminino nacional. Já na década de 80, o técnico – conhecido pelo apelido Borracha – ganhou o cenário da elite da modalidade ao credenciar-se como assistente de uma das principais equipes do Brasil, a de Sorocaba (SP), onde trabalhou com o técnico Antônio Carlos Vendramini e treinou alguns dos maiores nomes do basquete nacional. Ao lado de Vendramini, Borracha foi assistente da seleção adulta, na Copa América de 1989. Uma posição que o técnico voltou a experimentar ao lado de Miguel Ângelo (Sul-Americano 2003) e de Antônio Carlos Barbosa (Mundial 2006). A trajetória em Sorocaba foi interrompida quando o assistente assumiu como treinador principal do time de Araçatuba. Com essa equipe, acabou conquistando o Sul-Americano de Clubes, em 1992, deixando para trás justamente a poderosa equipe de Sorocaba. O sucesso da dupla, no entanto, foi reeditado em grande estilo nas equipes de Hortência (Americana, Fluminense e Paraná). A partir de então, Borracha tem trabalhado com a seleção juvenil e comandado o time de São Caetano. Recém-chegado da conquista do Sul-Americano Sub-17 e às vésperas da estréia no Campeonato Nacional, o técnico falou ao blog por e-mail.

Borracha, sua trajetória como técnico ficou bastante marcada pela passagem como assistente do Vendramini. Eu queria que você comentasse essa parceria e qual teria sido seu o maior aprendizado nesse período? E qual a principal diferença na concepção de basquete de vocês?

O Vendramini é um bom estrategista e um ótimo administrador. Durante nossa parceria, aprendi muito sobre respeito, lealdade e principalmente amizade. Não há muitas diferenças entre nós. Talvez eu pense menos para falar as coisas.

008b No seu trabalho em clubes, sempre me chama a atenção o fato de você ser dos poucos técnicos que tem oferecido espaço para a nova geração nos clubes. Foi assim em São Caetano, com a Fabianna, Fernanda, Cláudia Leite e Sílvia, por exemplo. E nas últimas temporadas, o time esteve exclusivamente voltado para atletas sub-21. Primeiro, gostaria de saber se essa opção tem motivação mais econômica ou se ela faz parte de sua filosofia de trabalho. E que você comentasse por que atletas mais jovens têm tão pouco espaço hoje nas outras equipes.

Eu gosto de trabalhar com jovens atletas e me sinto realizado quando elas se destacam, mesmo que seja em outras equipes. Nas últimas temporadas, nós seguimos o regulamento dos Jogos Abertos (atletas até 21 anos), mas eu gostaria que fosse dada continuidade ao projeto utilizando algumas das jogadoras que estourassem a idade, pois elas ainda precisam de mais experiência.

Hoje em dia, temos poucas equipes e o resultado a curto prazo é o mais importante. Poucos se arriscam. Acreditam que uma exposição negativa pode denegrir a imagem do patrocinador e assim as mais jovens ficam num segundo plano.

Para essa temporada, o time terá atletas "maiores" (Jaqueline, Roberta e Eliane). Qual foi o motivo dessa decisão e até que ponto ela pode ameaçar o projeto original? E o que você pretende com esse time no Nacional?                                                                                                          

Na verdade, não mudamos o projeto. A Roberta tem 22 anos e a Jaqueline, 23. Demos um salto de qualidade. Em relação à Eliane, é uma  jogadora  que   necessitávamos.

Uma das questões básicas no trabalho com jovens atletas aqui no Brasil é o êxodo precoce. Você tem lapidado uma atleta que tentou esse caminho - a Nádia. E me recordo de a Graziane ter te elogiado bastante em entrevista a mim. Até que ponto uma transferência para o exterior no início da carreira pode afetar a carreira de uma atleta?

Sou contra essa saída das atletas. Elas teriam que se destacar nos nossos campeonatos internos, assumir responsabilidades, ganhar maturidade e treinar muito. Mas o dinheiro fala mais alto.

Atletas dessa geração como as que você tem trabalhado em013b São Caetano ainda tem dificuldades para se afirmar, talvez muito em função das dificuldades para encontrar mercado de trabalho no Brasil. Rapidamente posso citar Priscila Borges, Laís, Ariani, Clarissa e Danila, como exemplos. Até que ponto isso compromete a evolução delas? E na sua opinião, o que poderia ser feito para que essa trajetória fosse menos acidentada?

Como já falei, a continuidade do trabalho é o que vai determinar a evolução. Na temporada passada, com a saída da Priscila, da Laís e da Roberta, fomos obrigados a começar com um novo grupo. E as dificuldades apareceram, pois quem era coadjuvante passou a ser artista principal. Isso tem um preço.

Se seguimos um regulamento, muitas vezes nos prejudicamos, mas é o mercado e precisamos nos adaptar. Temos é que agradecer ao trabalho realizado em São Caetano.

Você acaba de retornar do Sul-Americano Sub-17 com a medalha de ouro, conquistada de forma invicta. Chamou a atenção o equilíbrio na disputa da competição. O trabalho de formação nos outros países sul-americanos têm melhorado ou o nosso piorou?

Acho que as duas coisas aconteceram juntas. Os outros países se organizaram. O Chile, por exemplo, apostou numa geração, treinou  durante dois anos e disputou o campeonato nacional interno com esta equipe. Foi vice-campeão.

A nossa equipe era inexperiente. Não tivemos muito intercâmbio. É uma geração que teve poucas oportunidades. Mas muito determinada e valente.

Quais seriam as maiores virtudes dessa seleção sub-17 treinada por você? E qual seria o principal fator a ser corrigido para a Copa América Sub-18 no próximo ano?

Essa seleção é formada por uma geração que sabe o que quer, dedicada e ‘afim’ de chegar. Nossa comissão técnica é fantástica e as meninas acreditaram na nossa proposta de trabalho.

Precisamos de intercâmbio internacional e maior número de encontros, para melhorarmos a qualidade de treinamento.

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A pivô Damiris foi o grande destaque nessa campanha. Eu queria que você falasse desse desempenho dela e do que você espera dessa geração com o retorno da Tássia?

A Damiris, além de ser uma  jogadora diferenciada, é uma pessoa fantástica: positiva ,solidária e amiga. Sou suspeito para falar, pois em apenas duas semanas de treinos, ela alcançou marcas incríveis.

Quanto à inclusão da Tássia, acho que daremos um salto de qualidade.

Como já disse, é uma geração comprometida com o trabalho. Essas meninas são ambiciosas e com certeza nos darão grandes alegrias.

Nas categorias de base, outro assunto bastante discutido é a queda na estatura das atletas. Como você explica esse fenômeno e até que ponto ele compromete o trabalho?

122b Esta geração realmente é carente de altura. Mas na geração de 1991, temos quatro ou cinco meninas com mais de 1,90m. Talvez possamos fazer uma mescla, quem sabe?

Acho que a migração para outros esportes, principalmente para o voleibol, fez com que muitas meninas deixassem de praticar o basquete.

Precisamos resgatar nossa modalidade e ganhar credibilidade. Acredito que a CBB e a Hortência estão no caminho certo.

10) Bate-Bola, para encerrar:

- Uma música: Travessia

- Um filme: Um sonho de liberdade

- Um livro: Nunca desista dos seus sonhos (Augusto Cury)

- Um técnico: João Francisco Bráz

- A melhor jogadora que eu vi jogar: a dupla Hortência e Paula

- A melhor jogadora que eu treinei: a dupla Paula e Hortência

- Uma jogadora estrangeira: Vicky Bullet

- Um jogo inesquecível: Brasil 48 X 46 Argentina, pelo Sul-Americano Sub-17

- Um jogo que eu queria esquecer, mas não consigo: nenhum

- Um time: a seleção brasileira sub 17

- Uma quadra: o Bolão, em Jundiaí

- Uma conquista na seleção: Sul Americano Sub 17

- Uma conquista em clubes: Sul-Americano de Clubes, por Araçatuba

- Uma mania: Minha Família

- Um sonho: Medalha Olímpica