quarta-feira, 5 de outubro de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Geração de Ouro: Guerreira baiana (Jornal da Tarde)
Alessandro Lucchetti
Há muitos anos, a Seleção Brasileira feminina de basquete é sustentada por jogadoras egressas de dois polos: o interior paulista e o ABC. De uns tempos para cá, o projeto esportivo da Mangueira, no Rio de Janeiro, tem produzido jogadoras convocáveis. A carioca Érika, principal atleta da Seleção, ao lado de Iziane, foi revelada pela Estação Primeira. A talentosa ala Clarissa, do Catanduva, também saiu de lá. E a mais recente e grata cria mangueirense atende pelo nome de Isabela Ramona, uma ala de 17 anos e 1,78m que tem vaga garantida na Seleção Sub-17 e já está queimando etapas.
Isabela foi convocada pelo técnico Luiz Cláudio Tarallo para a sub-19, que cumpre um período de seis meses de treinamento em Jundiaí na preparação para o Mundial do Chile, que será disputado em julho.
A ala “made in Mangueira” chama a atenção pela força física. Mesmo treinando contra equipes masculinas, ela disputa rebotes com apetite, vale-se dos músculos das pernas para se deslocar com rapidez na hora de marcar e para irromper no garrafão adversário em contra-ataques. Mas ainda falta dosar essa potência nas ocasiões em que o basquete pede apenas habilidade. Como no momento do arremesso, por exemplo, em que a quebra da munheca perfeita faz a diferença entre uma bola no aro e outra que entra de chuá.
Guilherme Vos, que a treina desde 2008 no Rio, não se cansa de admirar o empenho da atleta, mas não se desmancha em elogios gratuitos. “A Isabela tem um vigor físico fora de série, mas está longe de ser uma jogadora pronta. Ela ainda não equilibra o movimento do braço quando faz uma jogada em alta velocidade. Às vezes solta a bola com muita força. Precisa cadenciar.”
Ex-treinador do Fluminense e ainda dando murros em ponta de faca no Rio, que não tem competição estadual adulta, Guilherme sonha em ver uma jogadora formada na cidade brilhando em 2016. Os cariocas já se preocupam com o risco de fazer parte dos Jogos apenas como torcedores, sem presença expressiva na delegação. “A vontade que o jogador precisa ter para chegar a esse nível a Isabela tem. Ela está numa batida legal, é muito responsável e determinada, além de ter talento. A presença dela na Olimpíada vai depender do tamanho dessa obstinação.”
Tarallo, por sua vez, gosta de ver o esforço da baiana. “Ela tem um espírito de luta muito acima da média. Não tem receio do jogo, nenhum medo. E fora de quadra é o tipo de jogadora que faz bem a qualquer grupo: simpática, disciplinada e amiga.”
Muitos torcedores ainda sonham com uma nova Hortência ou uma nova Paula, mas, na falta de craques como elas, uma jogadora tão empenhada na defesa não pode ser desprezada. Isabela acredita até que defender a Mangueira, que era considerada a oitava e última força da Liga Feminina e acabou em quinto, ajudou a mexer com seus brios. “A vontade de marcar é uma coisa minha que foi aflorando na Mangueira. Se a gente não defendesse muito, ia perder feio para equipes como Americana e Santo André. Conseguimos evitar muitas derrotas feias assim.”
Fonte: Jornal da Tarde
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Ourinhos e Catanduva avançam às semifinais da LBF
Times do interior paulista fecham mata-mata no segundo jogo
Estão definidas as semifinais da Liga de Basquete Feminino. Com a vitória desta noite sobre Mangueira por 66 a 49 em sua quadra, Ourinhos fechou a série melhor de três por 2 a -0 e agora enfrentará Americana em busca de uma vaga à decisão. Na outra chave, Catanduva também fez prevalecer o favoritismo, ratificou a vitória do primeiro duelo em Santa Catarina e eliminou Joinville com um categórico 107 a 78, tornando desnecessária a terceira partida. As semifinais, em cinco jogos, começarão a ser disputadas no sábado. Catanduva sairá de casa para encarar Santo André.
No Ginásio Monstrinho, em Ourinhos, as meninas orientadas pelo medalhista olímpico de bronze Antonio Carlos Barbosa não encontraram dificuldades para superar as atuais campeãs cariocas. Com menos de dois minutos já abriam vantagem de 8 a 0, obrigando o técnico Guilherme Vos a pedir tempo na tentativa de acalmar as suas comandadas. Apesar da evolução da equipe depois da parada, Ourinhos fechou a primeira fase por 43 a 29, beneficiado não apenas pelo melhor conjunto e individualidades, mas também pela precipitação das mangueirenses nos passes e nos chutes. Mangueira, que já entrara na quadra sentindo o desfalque da armadora Ivana, recuperando-se de contusão, ainda perdeu a ala Isabela Ramona. A jovem de 17 anos levou uma paulistinha na coxa esquerda e, chorando com fortes dores, não retornou mais.
O nível técnico caiu no segundo tempo. Mangueira voltou do intervalo disposta a vender caro a eliminação e liderou o terceiro quarto por 14 a 12. No quarto e último, as duas equipes continuaram errando demais no ataque e o marcador só foi movimentado por Ourinhos por meio de um lance livre depois de três minutos. Nos instantes finais, Mangueira sofreu nova baixa com a saída da armadora Camila, com câimbras na perna esquerda. O jogo foi encerrado com um placar quase idêntico ao 65 a 49 registrado no sábado na Cidade Maravilhosa.
Ourinhos medirá forças nas semifinais contra Americana. O time do técnico Luiz Augusto Zanon perdeu apenas um jogo e terá a vantagem de fazer até três jogos em casa. A vantagem não intimida a lateral Chuca. "Vamos com toda força e coragem porque estamos fazendo um trabalho muito bom com o novo técnico", avisou. "Já ficamos em primeiro na primeira fase em outros campeonatos e perdemos a semifinal", relativizou. "Cada jogo é um jogo. Temos que entrar motivadas e confiantes", acrescentou. Entre as cariocas, restou a sensação de dever cumprido. "A equipe entrou para participar, sem perspectiva de classificar, e ficamos em quinto", lembrou Bruna, que anotou 11 pontos, o mesmo total de Chuca, ambas superadas apenas pelos 15 da cestinha Bethânia, de Ourinhos. "Não fizemos um primeiro tempo muito bom, melhoramos no segundo, mas a diferença que elas abriram não deu para descontar", lamentou.
No Ginásio Jesus Adolescente, em Catanduva, as atuais campeãs nacionais voltaram a superar o time de Santa Catarina por contagem centenária pela segunda vez em três jogos na competição. O time do técnico Edson Ferreto dominou as ações desde o começo e contou com atuação destacadas como a da pivô Clarissa, dona de um duplo-duplo - 20 pontos marcados e absoluta no garrafão com 14 rebotes defensivos e quatro no ataque. A jogadora de Catanduva é a principal reboteira da LBF. Com 24 pontos, Gilmara (Joinville) foi a cestinha da noitada.
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Ourinhos bate Mangueira e fica perto das semifinais da LBF
Cubana Plutin sai do banco para comandar vitória paulista na abertura da série melhor de três
Ourinhos confirmou o favoritismo, bateu Mangueira por 65 a 49 neste sábado no Rio de Janeiro e ficou a um passo das semifinais da Liga de Basquete Feminino. A segunda partida da melhor de três será disputada segunda-feira na cidade paulista e nova vitória de Ourinhos colocará a equipe comandada por Antonio Carlos Barbosa diante de Americana na briga por uma vaga à decisão do título.
Dirigida por Guilherme Vos, Mangueira entrou na quadra do Ginásio de Esportes Carlos Alberto Doria com Bruna, Camila, Lorraine, Leão e Kelly Cota. Com o apoio da torcida, as cariocas tomaram a iniciativa e fecharam o primeiro quarto ganhando por 16 a 14. Pentacampeão nacional de 2004 a 2008, Ourinhos, que saiu jogando com Bethania, Djane, Joice, Tatiana e Chuca, demorou a se encontrar e só no final da parcial conseguiu reduzir para apenas dois a desvantagem que chegou a sete pontos.
Insatisfeito com a produção, Barbosa recorreu às opções do banco, como a experiente pivô cubana Plutin, e o time respondeu. Virou o placar para 28 a 22, mas não pôde evitar a recuperação das cariocas, que cresceram com a entrada da lateral Isabela Ramona, autora de oito pontos decisivos para manter as donas da casa à frente no final do primeiro tempo por 30 a 29.
O intervalo fez bem para Ourinhos, que voltou melhor na segunda fase novamente empurrada pela ótima atuação de Plutin, certeira nos chutes de três pontos e no trabalho debaixo do garrafão ofensivo. Mangueira perdeu o ritmo, fez apenas 11 pontos no terceiro quarto contra 21 das visitantes. Na última parcial, Ourinhos continuou controlando as ações, enquanto Mangueira sentia a jornada abaixo da média habitual de jogadoras como Sandra Leão e Kelly Cota. Plutin foi a cestinha do encontro com 23 pontos e a excepcional média de 88% de aproveitamento. Isabela Ramona foi o destaque de Mangueira com 11 pontos.
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Mangueira e Joinville jogam tudo no fator casa nos playoffs
Mandantes admitem favoritismo de Ourinhos e Catanduva no início das 4ªs-de-finais da LBF
Mangueira x Ourinhos, no Rio de Janeiro, e Joinville x Catanduva, em Santa Catarina com transmissão ao vivo pelo SporTv 2, abrem neste sábado as quartas-de-finais da Liga de Basquete Feminino. A série em melhor de três apontará os adversários de Americana e Santo André nas semifinais. Reconhecendo o favoritismo das visitantes, que fazem o segundo jogo em seus domínios e também terão o mando caso seja necessária uma partida-desempate, cariocas e catarinenses vão apostar tudo no fator casa.
A ala Isabela Ramona, de 17 anos e uma das promessas da Mangueira, acredita que as adversárias poderão encontrar problemas com o verão carioca. "Tem feito muito calor e nós estamos acostumadas a treinar e jogar com estas temperaturas altas. A sensação térmica em nossa quadra deve passar facilmente dos 40 graus", justifica. Isabela acrescenta que o apoio do público também será importante para a equipe ultrapassar um obstáculo muito complicado. Ourinhos venceu o duelo nos dois turnos e conta com várias jogadoras de nível de seleção. "Para nós, é praticamente um decisão. Se ganharmos vamos transferir a pressão para elas no segundo jogo. Caso contrário, tudo ficará mais difícil", diz.
Ourinhos cresceu no returno com a chegada do técnico Antonio Carlos Barbosa. Experiente, Barbosa rechaça o favoritismo atribuído pelas adversárias. "Não tem nada disso. Temos é de tomar cuidado, porque será um jogo difícil. Mangueira vem com moral alta por causa da forma como conseguiu a classificação, ao colocar uma vantagem de pontos elevada sobre um rival direto. Além disso, ao contrário do que costumam dizer, é uma equipe madura, com atletas rodadas como Ivana, Camila, Kelly Cota...", afirma. Barbosa elogia a fase de crescimento de Ourinhos. "Apesar do tempo curto, conseguimos mudar a postura, o modo de jogar. As meninas sabem que sou amigo, mas que também exijo de todas."
No Ginásio Ivan Rodrigues, recuperado depois das recentes enchentes que danificaram o piso da quadra, Joinville recepcionará as atuais campeãs nacionais confiando no apoio dos torcedores locais. "Catanduva será um osso duro de roer. Enfrentaremos uma equipe cujo investimento é muito superior ao nosso, mas temos condições de surpreender. Conversamos bastante nesta semana, superamos a decepção pela derrota contra Mangueira e vamos tentar aproveitar a chance de ganhar em nossa quadra. Se não vencermos aqui, lá em Catanduva é que será complicado", analisa a treinadora Rose Alfarth.
Joinville deixou escapar a quinta colocação e fechou a fase classificatória em 6º ao perder para Mangueira na última rodada do returno por diferença de 34 pontos. "Foi nossa pior partida no campeonato", admite Rose. "Agora é a hora de mostrarmos união. Antes de pensar na vitória, temos de nos preocupar em fazer um excelente jogo. É difícil? Claro que é, mas não impossível. Já vimos alguns resultados inesperados no campeonato", observa a treinadora.
Catanduva treinou em seu ginásio na manhã desta sexta-feira antes de embarcar para o interior catarinense. A lateral Palmira, 7ª maior pontuadora do campeonato com 193 pontos, adverte para a força de Joinville. "É um time rápido, alto, que tem até laterais de grande estatura. Precisamos ter atenção com os contra-ataques. Entramos num momento em que tudo é mais difícil porque todos querem se manter vivos na competição. Treinamos bastante na semana para corrigir os erros que vínhamos cometendo, principalmente na defesa e nos passes." Palmira acredita que a vitória será fundamental para garantir a tranquilidade no jogo de volta. "Não queremos passar sufoco na segunda partida."
Liga de Basquete Feminino
Quartas-de-finais
Primeira rodada:
Mangueira x Ourinhos
Local: Ginásio de Esportes Carlos Alberto Doria
Endereço: Rua Santos Melo, 73 - Bairro São Francisco Xavier - RJ
Horário: 18 horas
Joinville x Catanduva
Local: Ginásio Municipal Ivan Rodrigues
Endereço: Rua Max Colim, 1.640 - Bairro América - Joinville - SC
Horário: 20 horas (com SporTV 2)
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
Ourinhos chama medalhista olímpico para sair da má fase
A má fase de Ourinhos custou a cabeça do técnico Urubatan Paccini. Depois de perder em casa para Catanduva na terça-feira, o atual vice-campeão brasileiro demitiu o treinador. Antonio Carlos Barbosa, um dos profissionais mais respeitados do País e que tem a medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de Sidney (Austrália) em 2000 à frente da seleção brasileira feminina como ponto alto do extenso currículo, foi contratado para o seu lugar e estreia nesta sexta-feira contra Mangueira, no Rio de Janeiro. A partida começará às 21 horas com transmissão ao vivo pelo SporTv 2.
A derrota diante do vice-líder, a terceira consecutiva na Liga de Basquete Feminino, acendeu a luz vermelha para os dirigentes de Ourinhos. A equipe manteve a quarta colocação, mas está cada vez mais pressionada pelos adversários que vêm atrás na classificação. Com cinco vitórias em onze jogos, o time não tem mais chances de terminar a primeira fase entre as duas primeiras que passarão direto às semifinais. "É uma situação difícil, já que estou chegando justamente em cima da fase de definição", admitiu Barbosa. "Mas o grupo é bom", ressalvou, avisando que não pretende promover modificações radicais. "A mudança será mais motivacional. Claro que vamos fazer alguns ajustes, mas sem grandes alterações táticas neste primeiro momento."
Barbosa já começou a trabalhar. Na quarta-feira, esteve na quadra para a apresentação e treinamentos iniciais. "Conheço praticamente todas as meninas. Grande parte esteve comigo em minhas experiências anteriores como técnico ou na coordenação das seleções de base. Isso ajuda muito na adaptação. Confesso que fiquei até emocionado com a recepção que elas me ofereceram", afirmou Barbosa, que deve sair jogando diante de Mangueira com a mesma formação que vinha sendo utilizada pelo antecessor. "Aos poucos, quero dar a minha cara ao time. Se essa cara será feia ou bonita, só vamos saber mais tarde", brincou. O treinador sabe que o adversário precisa da vitória para continuar sonhando com os playoffs e antevê as dificuldades. "Mangueira vem fazendo um trabalho sério há tempos e se reforçou com jogadoras experimentadas como Bruna, Leão e Kelly Cota. Além disso, a Ivana vem fazendo uma ótima temporada", lembrou Barbosa, que não perdeu o contato com o basquete no período em que esteve afastado das quadras. "Acompanhei as partidas da LBF pela TV e pela Internet", disse.
Mangueira pretende usar o mando de jogo como arma extra para subir da 7ª posição que ocupa e se infiltrar entre as seis que continuarão na competição ao final do returno. As cariocas ainda receberão o líder Americana e as catarinenses de Joinville, atuais quinta colocadas. Mas o foco imediato é mesmo Ourinhos. "Será o jogo das nossas vidas", prevê a jovem revelação Isabela Ramona, que completará 17 anos no domingo. "Temos de entrar concentradas como na vitória desta semana contra São Caetano e acreditar que podemos vencer."
Isabela imagina que as mangueirenses poderão tirar proveito da instabilidade atravessada por Ourinho, pentacampeão nacional de 2004 a 2008. "O novo técnico ainda precisará de um tempo para se entrosar com as jogadoras", justificou. A integrante das equipes de base do Brasil, aposta do treinador Guilherme Vos para o futuro, disse que a chave para o resultado que a equipe precisa passa pelos cuidados defensivos. "Temos de fazer uma boa marcação que não dê liberdade a Ourinhos e nos permita sair rápido nos contra-ataques. E precisamos evitar que algumas jogadoras que desequilibram fiquem livres um só instante. Uma delas é a Chuca, que arremessa muito bem. Uma vitória nos deixará em ótimas condições para decidir uma vaga com Joinville na última rodada", completou.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
São Caetano perde mais uma na LBF
São Caetano 63 x 68 Mangueira (cestinhas – Ivana, 19 pontos e Izabela, 16 pontos)
Santo André 95 x 60 Joinville (cestinhas – Micaela, 21 pontos e Luciana, 20 pontos)
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Violência no Rio prejudica basquete da Mangueira na LBF
Equipe carioca só conseguiu treinar duas vezes na semana para o duelo contra Ourinhos
A violência no Rio de Janeiro, onde forças de segurança e bandidos vêm entrando em choque desde o final da semana passada, está afetando não apenas a rotina do cidadão carioca como também do esporte na cidade. Após a emocionante vitória na quarta rodada contra o São Caetano, o técnico Guilherme Vos teve pouco tempo para preparar a equipe de Mangueira para o encontro fora de casa amanhã contra Ourinhos, a partir das 18h, válido pela quinta rodada da Liga de Basquete Feminino.
"Não foi preciso trabalhar o lado psicológico, aquela coisa de segurar a empolgação das meninas, porque infelizmente estamos enfrentando esse problema de segurança aqui no Rio. A gente só conseguiu treinar duas vezes essa semana, justamente porque várias atletas não tiveram condições de comparecer. Ontem foi bem complicado", explicou Guilherme Vos. Por causa de um compromisso no Peru, ele não ficará no banco de reservas. "O Betinho, que é meu auxiliar, já treinou o adulto masculino do Tijuca e vai dirigir o time. Mas é praticamente a mesma coisa."
Apesar do momento difícil vivido pelo Rio de Janeiro, o treinador disse que a equipe está bem focada. Além disso, não sofre com problemas físicos. "O único problema é que algumas jogadoras jovens do time vão disputar um torneio na categoria infanto, como é o caso da Isabela Ramona", explicou. "A gente sabe que serão dois jogos muito difíceis contras dois times de tradição no basquete feminino. Vamos atuar na base da disposição, tentar fazer boas partidas e seguir caminhando bem na competição.", lembrou Vos, que terá a poderosa e líder Americana pela frente na segunda-feira.
Mangueira até agora tem 50% de aproveitamento na primeira edição da LBF. Na estreia, perdeu para Catanduva (96 x 55), depois venceu o Basquete Clube, de Araçatuba, por 67 a 64, e foi derrotada na terceira rodada para Santo André (78 x 57). Na última segunda-feira, ganhou uma partida emocionante contra o São Caetano. Após ter passado praticamente todo o jogo atrás no placar, conseguiu se recuperar com uma forte defesa nos momentos finais e virar para 61 a 55.
O jogo de muitos significados
Estive viajando nas últimas semanas e o confronto entre Mangueira x São Caetano foi o primeiro jogo que assisti da “LBF”.
Tecnicamente o jogo foi muito ruim, mas extremamente rico em uma série de significados, alguns deles já abordados com maestria pelo Fábio (A paixão que move essa gente) e pelo Rodrigo (Ramona, Leão e a novela da vida real).
Foi certamente uma boa oportunidade de observar nomes novos e com potencial, como as meninas mangueirenses Isabela Ramona (16 anos) e Milena Santos (18 anos), ambas com passagens pelas seleções de base.
E foi interessante notar que do outro lado da quadra, representando São Caetano, havia um bom número de atletas que em um passado recente eram apontadas como “promessas” e frequentavam as seleções de base, mas foram abandonadas à própria sorte e tem enfrentado uma transição duríssima para a categoria adulta.
Se o basquete continuar de braços cruzados esperando que Ramona, Milena & Cia estejam prontas, como em um passe de mágica, o tiro ceramente sairá pela culatra.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Mangueira conquista tri-campeonato juvenil carioca
Nesta terça feira dia 16, a Mangueira venceu o Botafogo no segundo jogo da final do estadual de basquete juvenil feminino por 76 a 48, em General Severiano, fechando o playoff com 2 x 0 e sagrando-se Tri-campeã Carioca. A Mangueira contou com excelente desempenho de suas atletas, com destaque para Lo Milton 17 pts cestinha do jogo, Nayara 16 pts e 17 rebotes, Isabela Cintra 14 pts e 10 rebotes e Fatima 11 pts. Pelo Botafogo se destacaram Natalia Lobato 10 pts, Paula 8 pts, Erika 7 pts.
Para Guilherme Vos, o jogo no garrafão com as pivôs deu resultado. Contando com jogadoras altas, três delas foram cestinhas da partida e lideraram os rebotes. "A equipe jogou um basquete vibrante e comprometido. Com uma defesa forte, recuperamos muitas bolas e fizemos um jogo bom de transição”, analisou o técnico tri-campeão que também dirige a equipe adulta, representante do Rio de Janeiro na I Liga de Basquete Feminino, lembrando que “o fato da maioria das atletas estarem treinando com as adultas, também ajudou bastante a dar um ritmo mais forte a essa equipe juvenil”
Coordenador do basquete da Mangueira, esse título veio ratificar o trabalho consistente de Guilherme Vos na formação de atletas para o basquete feminino. Somando experiência dirigiu a seleção brasileira nos I Jogos Olímpicos da Juventude, em Cingapura, em agosto de 2010. Atual campeão dos JEB´S, Jogos Estudantis Brasileiros 2010, pelo Santa Monica CE, irá representar o Brasil no Campeonato Sul-americano, no Peru, de 28 de novembro a 4 de dezembro.
domingo, 14 de novembro de 2010
Agora como rival, Clarissa volta à Mangueira e vive noite de reencontros
A cena já se repetiu inúmeras vezes na Vila Olímpica da Mangueira: com o sorrisão largo, Clarissa caminha para dentro da quadra, abraça as amigas, tem o nome gritado por quem está do lado de fora e ganha a disputa no tapinha inicial. A noite deste sábado, no entanto, tinha um detalhe diferente: a pivô de 22 anos não vestia verde e rosa. Estava de amarelo, com a camisa 11 de Catanduva. Quis a tabela da Liga de Basquete Feminino que ela enfrentasse justamente o ex-time na estreia, agora defendendo a equipe do interior paulista, atual campeã nacional.Maior revelação do basquete carioca nos últimos anos, Clarissa ainda tenta se acostumar ao papel de visitante na Mangueira. Missão difícil. No sábado, ela enfrentou pela primeira vez o ex-técnico e mentor Guilherme Vos, que a acompanhou desde os primeiros passos com a bola laranja até a transferência da atleta para Portugal, no início de 2009.
- Foi legal. Eu nunca tinha jogado contra o Gui, mas foi divertido. É claro que eu conhecia todo mundo no time, e já até tinha jogado contra algumas delas em outras situações – explica Clarissa, que anotou 13 pontos, 14 rebotes e três roubos na vitória fácil de Catanduva por 96 a 55.
Após o jogo, a pivô chegou a entrar na van para ir embora com o time de Catanduva, mas abortou a missão para resolver algumas questões pendentes na Vila Olímpica e aproveitou para voltar ao ginásio e bater um papo com Guilherme.
- A cada movimento da Clarissa na quadra hoje, a gente lembra como foi o começo e vê que ela aprendeu. Mas é aquela coisa: não é o técnico que ensina, é a atleta que aprende. Ela teve um caminho muito legal, saiu daqui, foi para a Europa e hoje está numa boa equipe. Não é qualquer atleta que deixa as portas abertas em todos os lugares por onde passa. O reencontro foi ótimo – disse o treinador.
Logo após ganhar o tapinha inicial, o primeiro lance da pivô no jogo foi um roubo de bola em cima de uma amiga de longa data: a armadora mangueirense Ivana, com quem formou uma dupla afinada no basquete feminino carioca.
- A Ivana até falou durante o jogo: “Não vale isso não” (risos). Mas ali cada uma defende a sua camisa, né – afirmou Clarissa, dizendo-se satisfeita com a nova fase em Catanduva.
Mais preparada na parte física e igualmente esperta nos rebotes, a pivô sabe que evoluiu como jogadora, mas nem por isso abandona o jeito simpático dos tempos de juvenil. Na noite de sábado, reencontrou muitos amigos e foi falar com cada um, sempre com a risada espontânea. Risada que por pouco não saiu na hora errada. Durante as apresentações antes do jogo, ela teve o nome gritado pelas amigas à beira da quadra e...
- Fiquei com a maior vontade de rir, foi engraçado. Mas a gente tem que segurar, né!
Fonte: Globoesporte.com
sábado, 13 de novembro de 2010
Americana supera início ruim e estreia vencendo na LBF
Atual campeã Paulista e dos Jogos Abertos do Interior, a equipe de Americana começou vencendo o Santo André na primeira rodada da Liga de Basquete Feminino, hoje, no Complexo Esportivo Pedro Dell'Antonia. Com mais ritmo de jogo e peças de reposição, o time comandado pelo treinador Luiz Augusto Zanon venceu o confronto por 75 a 59. Apesar do início nervoso, aos poucos as jogadoras de Americana conseguiram impor sua força, sobretudo, no ataque. "Começar com vitória não tem coisa melhor", comemorou Zanon. "Acho que foi irritação ali no começo, o time não seguiu os padrões dos treinamentos, mas aos poucos fomos nos soltando e conseguimos fechar na frente. Uma excelente estreia."Karen Gustavo, a cestinha de Americana com 18 pontos e quatro bolas de três pontos em seis tentativas (67% de aproveitamento), não sentiu as dores no joelho direito e pôde desenvolver bem em quadra. "Foi muito melhor do que se esperava. Claro que a gente entra sempre na quadra para ganhar, mas é isso mesmo que esperamos fazer sempre: bons jogos com bastante força e qualidade", definiu a ala de 26 anos e alguns títulos jogando pela Seleção Brasileira. "Agora é pensar no próximo jogo, sempre com calma."
Quem ficou chateada com o desempenho foi a treinadora Laís Elena, de Santo André. Segundo ela, a atuação da recém contratada Micaela, cestinha da partida com 19 pontos, não será suficiente para a conquista de vitórias. Ela conta com mais união em quadra. "Nossa defesa trabalhou mal hoje, deu muito espaço para o ataque delas e isso me deixou um pouco triste. Vou conversar com as meninas porque é preciso mais vibração em quadra, mais pegada", explicou a experiente comandante.
Outro problema de Santo André é o número baixo de jogadoras em condições de jogo. "Atuamos hoje com sete jogadoras, talvez seis. Então isso fez diferença, porque o time de Americana faz um bom rodízio. Além disso, a Ariadna (ala cubana) não estava na melhor forma, porque teve uma contusão durante a semana, a Tayara também está voltando de cirurgia... Então é apenas o começo da Liga e tenho certeza que aos poucos as coisas vão se ajeitando", garantiu.
Na partida disputada em Santa Catarina, o Joinville não tomou conhecimento do Basquete Clube (Araçatuba) e venceu diante da sua torcida por 79 a 56. A grande diferença no placar não era esperada pela técnica Rose Alfarth. "Foi o trabalho coletivo que ajudou a gente hoje nessa estreia. O nosso grupo foi bastante aguerrido e deu tudo certo. Muito bacana poder começar a Liga com o pé direito", comentou a treinadora. "O público também nos ajudou em quadra e espero que daqui para frente ele aumente ainda mais."
Por uma larga diferença também foi a vitória do Ourinhos, atual vice-campeão Nacional, sobre o São Caetano por 76 a 54. Destaque da partida foi a ala/armadora Joice, com 21 pontos, sete rebotes e cinco assistências. A pivô Tatiana Costa também foi bem, com 18 pontos e aproveitamento de 90% nos arremessos de quadra. O time comandado por Urubatan Paccini não deu chances desde o início ao São Caetano, vencendo o primeiro quarto por 31 a 12. Depois, só adminstrou a vantagem até o final.
No Rio de Janeiro, a Mangueira também não suportou a pressão de Catanduva, o atual campeão brasileiro. As comandadas de Edson Ferreto impuseram um sonoro 96 a 55 e também começaram bem a luta por mais um título nacional. Em quadra, ótima atuação da pivô Clarissa, que agarrou 14 rebotes e anotou 13 pontos. Catanduva ainda teve como cestinha da partida a ala/armadora Palmira, com 21. Pelo lado da Mangueira, do treinador Guilherme Vos, chamou a atenção a lateral Bruna. Ela anotou 19 pontos nos 32 minutos que ficou em quadra.
A Liga de Basquete Feminino (LBF) prossegue com a disputa da segunda rodada nesta segunda-feira. A partir das 20h, serão três partidas: Mangueira x Basquete Clube (Araçatuba); Santo André x Ourinhos; São Caetano x Americana. A partida que fecha a rodada terá início às 21h e transmissão ao vivo pelo canal SporTV.
Fonte: LBF
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Mangueira é campeã do Torneio Rio de Janeiro
Fonte: Net Vasco
domingo, 6 de junho de 2010
quarta-feira, 7 de abril de 2010
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
ENTREVISTA – Guilherme Vos
Se pensarmos em uma cara para o basquete feminino carioca na última década, provavelmente ela é a do técnico Guilherme Vos.
Aos 45 anos, o técnico não esteve envolvido nos projetos fugazes e badalados do Fluminense (1998) e Vasco (2001) que deram os títulos nacionais adultos do Estado.
A realidade de Vos é outra. Seu dia-a-dia é o da formação de atletas. E uma das obsessões do comandante é fazer com que suas meninas amem intensamente o esporte que começam a praticar. Através da criação de uma dessas gerações de apaixonadas, Guilherme teve uma de suas principais conquistas na carreira. Foi em 2006, quando o Rio encerrou o longo domínio das seleções paulistas juvenis no Brasileiro da categoria.
Corajoso, colocou essa geração à prova em três Nacionais adultos: em 2005 e 2007, com a camisa do Fluminense e em 2008, com a da Mangueira, onde Guilherme é hoje técnico e coordenador do basquete feminino.
Na entrevista abaixo, o treinador fala com características que lhe são muito próprias – a paixão, o humor e a franqueza – sobre a sua trajetória no esporte.
É difícil evitar a impressão ao fim da leitura de que além de ser a cara do basquete feminino carioca, ele também seja “o cara”.
Guilherme, como você iniciou sua carreira como treinador de basquete e como se deu a aproximação com o feminino?
Fiz minha iniciação no basquete participando em um projeto na SUDERJ (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), com o professor José Carlos Ferraz. De lá eu saí para ser atleta federado. Mas sempre voltava para visitá-lo, pois esse professor se tornou referência na minha vida, já que perdi meu pai aos 18 anos. Nessas idas e vindas, comecei a ajudá-lo por vontade própria, até que tive minha primeira atuação num torneio interno e gostei de participar.
Me formei em Administração e em seguida prestei novo vestibular. Passei para Educação Fisica, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Antes mesmo de fazer minha matrícula, fui indicado por um dos alunos do projeto para o coordenador do Colégio ADN, no Méier. Comecei lá em 1987 com uma equipe masculina.
O colégio nunca havia passado da primeira fase da competição. Naquele ano, chegamos à final e fomos vice-campeões. No ano seguinte, formei equipes nas oito categorias: quatro femininas e quatro masculinas, com federados e não-federados. Foi uma loucura: eu praticamente morava dentro da quadra do colégio.
Daí para frente, comecei a colocar as equipes femininas nos torneios da federação, pois não havia Estadual Feminino na época. E começamos a ter resultados expressivos. Fomos campeões em diversas categorias femininas e vencemos equipes de clubes tradicionais, como Grajaú, Vasco, Botafogo e Flamengo.
No final de 1993, fui convidado para dirigir as equipes femininas no Flamengo, onde fiquei até 2002, quando o presidente da época resolveu terminar com algumas modalidades no clube e o basquete feminino foi todo eliminado, numa espécie de paredão “bigbrotheriano”. Só que o publico não votou. Apenas o voto do então presidente foi suficiente para eliminar mais de cinquenta meninas, dois treinadores e uma roupeira. Entre 2003 e 2004 fui para o Grajaú Country. De 2005 a 2007, o grupo todo foi para o Fluminense. E desde 2008, estou na Mangueira.
Nessa trajetória, eu tenho que agradecer as minhas tias Aparecida e Thereza, ao meu primeiro treinador de escolinha José Carlos Ferraz, e aos diretores que me deram condições de trabalhar: o Dr Marcus Hervé (Colégio ADN), o Professor Albano Parente (Santa Monica C.E.), a Maria da Conceição (C.R.Flamengo), o Alcides (Grajaú C.C.), o Robinson Sá (Fluminense F.C.) e atualmente o Samuel Belarmino (G.R.E.S.E.P Mangueira).
Você tem uma trajetória de destaque nas divisões de base cariocas e um dos momentos gloriosos dessa trajetória foi a vitória da seleção do Rio de Janeiro sobre a paulista no Brasileiro Juvenil de 2006. Fale um pouco sobre essa conquista.
Essa conquista foi algo preseguido por várias outras gerações. Temos uma defasagem muito grande em relação à estrutura de São Paulo, mas de alguns anos até aquela data, as seleções cariocas que viajavam, passaram a dar trabalho para as outras.
Nunca me esqueço da minha primeira experiência em uma edição dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBS), em Recife. No congresso técnico durante o sorteio dos grupos, o Rio caiu no grupo de Paraná e Pernambuco. Houve uma comemoração entusiasmada das duas comissões presentes. E era compreensivel, pois as equipes femininas cariocas, quando participavam, traziam na bagagem derrotas com elásticas diferenças nos placares.
Perdemos para o Paraná por dezesseis pontos e para Pernambuco por um ponto, em uma final de jogo dramático.
Naquele ano, quem ganhou o campeonato foi o Paraná e a seleção de São Paulo contava com atletas que hoje integram a seleção brasileira e jogam no exterior. Nem passamos da primeira fase, mas acho que surpreendemos a todos lá, até mesmo os representantes da secretaria do Rio.
As meninas voltaram, mesmo com a derrota, entusiasmadas com os jogos. No ano seguinte, em João Pessoa, ficamos com a medalha de bronze. Das dez atletas cariocas dessa seleção, nove foram jogar em São Paulo. A grande dificuldade era manter as atletas aqui no Rio.
Em 1996, fomos vice-campeões e daí até 2006, na maioria das vezes fizemos a final com São Paulo. E sempre batendo na trave, ou melhor, no aro.
Até que a geração de 2006 conseguiu o feito: vencer São Paulo numa final.
Apesar de terem recebido convites para sair, desde 2004, muitas ficaram. Era um grupo diferenciado. A Clarissa se sobressaía. E ela estava determinada e contagiou as outras meninas, desde a fase de treinos. Fizemos treinos em dois períodos. O Samuel, como supervisor, nos deu todas as condições. O Raphael, técnico que trabalhou comigo, estava sempre presente. E as meninas não faltavam. Independente do resultado, já tinha sido recompensador trabalhar com essas meninas que abdicaram de muita coisa para treinar e me aturaram como treinador, pois sou muito chato e queria extrair além dos fundamentos técnicos e táticos do basquete. Queria ver o basquete fazer parte da alma delas.
E sempre aproveitando os valores individuais a serviço do grupo. Ninguém tinha privilégios. Uma cobrava da outra a melhor participação no treino.
Elas jogaram muito. Fico feliz, pois elas conquistaram o título com méritos e realizaram um sonho que há muito perseguíamos. Elas me deixaram ser campeão com elas. Sou eternamente grato a esse grupo
Isso mostra que temos competência e podemos ajudar a desenvolver atletas para o basquete nacional. Assim como acredito em outros centros, como Maranhão, Paraná, por exemplo, que estão sempre revelando atletas, mas que ainda precisam de mais investimentos.
Durante a sua carreira, quais foram os principais nomes que você auxiliou no processo de formação?
No Rio, não temos a mesma estrutura de algumas equipes paulistas, que conseguem concentrar os atletas que se destacam nas competições brasileiras. Aqui, temos que pegar a atleta, na maioria das vezes sem nunca ter jogado basquete, fazê-la amar o esporte e ensinar os fundamentos, convivendo com realidades totalmente diferentes.
Recentemente a Thamara, que se destacou no Sul-Americano Sub-15 e também viajou com a sub16, foi procurar o basquete no Fluminense. Ela quase foi “abduzida” pelo vôlei. Já estavam convidando a menina, mas ela sempre quis fazer basquete. Começou do zero e hoje está sendo convidada por várias equipes de São Paulo.
Outro exemplo: a Nayara. Há três anos, ela foi recusada numa equipe paulista. O treinador dela, o Sérgio Marreco, de Juiz de Fora, comentou que ela iria ficar parada, sem competições para disputar em Minas. Uma menina com 1,90m! Eu tinha que vê-la. Ela veio, eu gostei e me virei para trazer a menina para cá, sem qualquer ajuda do clube na época - o Fluminense. No ano passado, ela integrou a seleção brasileira sub-19, durante toda a fase de treinamentos, até ser cortada por uma lesão que apareceu quando ela fazia as malas em Juiz de Fora, dois dias antes da viagem. Mesmo assim, ela foi convidada por praticamente todas as equipes juvenis de São Paulo.
Portanto, quando volto à pergunta, tenho certeza que muitas atletas conseguiram tirar algo de produtivo nessa convivência com o basquete. Acredito que muitas historias de vida se misturaram com a minha e acredito que sempre foi uma troca: elas aprendiam comigo e eu com elas. Eu sempe peço às atletas que sonhem com o que querem e quando tiverem certeza desse sonho, o primeiro passo é acordar.
Não posso afirmar onde as atletas chegarão, mas sei que faço o que está a meu alcance para estimular seus fundamentos, para elas estarem preparadas para uma oportunidade e para sempre amarem o basquete.
Há dois anos você deixou o Fluminense e se incorporou ao Projeto Olímpico da Mangueira. Queria que você falasse um pouco como está estruturado esse projeto, número de atletas e profissionais envolvidos e as principais conquistas nessa última temporada.
Em 2007, o supervisor da Mangueira, Samuel Belarmino, me convidou para exercer as funções de técnico e coordenador do basquete feminino. No ano seguinte, aceitei a proposta, com o objetivo de intensificar os trabalhos e desenvolver o basquete de rendimento do projeto.
No projeto da Mangueira, colocamos escolinhas de iniciação ao basquete para meninas. De lá, muitas meninas são aproveitadas no nosso pré- mirim.
Fiquei responsável por coordenar só as equipes de rendimento. Começamos com uma equipe técnica composta por cinco treinadores, dois estagiários, um preparador fisico e um fisioterapeuta.
Já em 2008 conseguimos bons resultados. Fomos bronze no mirim (técnico – Felipe), e ficamos com os títulos no infantil (técnicos- Agostinho e Elen), no infanto (técnico – Benício) e no juvenil, treinado por mim.
No ano de 2009, ficamos com quatro técnicos no projeto. Conquistamos os títulos no mirim (novamente com o Felipe), sub-14 (com a Elen), no infantil (com o Agostinho), e no juvenil, treinado por mim. Fui técnico também do infanto, que foi prata.
Com o retorno do patrocinador, a equipe crescerá e teremos cinco treinadores, dois auxiliares, cinco estagiários técnicos, um preparador físico, um estagiário de preparação física e dois fisioterapeutas.
Isso também se deve à boa participação de nossas atletas nas seleções brasileiras de base. Em 2009, tivemos quatro atletas convocadas: Nayara Cordeiro (sub-19), Isabela Ramona (sub-16), Tamara Freitas(sub- 15) e Isabela Cintra (sub-17). As duas últimas foram campeãs sul-americanas.
Em 2008, você comandou o time adulto na Mangueira no Nacional. Em 2009, o clube não participou da competição e esteve envolvido apenas na disputa dos Jogos Abertos Brasileiros. Como foi essa decisão de não disputar o Nacional e quais são as perspectivas para 2010?
No adulto, não tivemos competições estaduais nos últimos anos.
Fomos vice-campeões dos Jogos Abertos Brasileiros em 2009, fazendo a final contra Catanduva. Fizemos um excelente jogo, perdemos por apenas dois pontos. Lamentamos muito não reuinirmos à época condições de manter aquele grupo e participar do Nacional.
Uma decisão assim deixa de ser dificil no momento que você não tem escolha. O problema foi a falta de condições financeiras e o formato muito curto da competição. É muita despesa em pouco tempo. Sem a certeza de ter como garantir que cumpriríamos todo o percurso, o melhor foi aguardar até a volta de um patrocinador. Agora isso aconteceu e estaremos novamente participando do Nacional em 2010
Até que ponto essa ausência de um time adulto compromete a continuidade da carreira de uma jovem jogadora formada no projeto, considerando o mercado extremamente restrito no basquete interno? Obviamente o alto rendimento não é o foco único do projeto, mas como permitir a uma parcela dessas garotas essa opção?
Essa ausência é sentida com certeza, mas hoje até as atletas mais novas sabem da dificuldade de se manter uma equipe adulta participando das competições, devido aos altos custos. Mas acho que treinar basquete está acima dessas dificuldades. Elas amam basquete e sabem que chegar numa equipe adulta é o resultado de muito treino e dedicação, mesmo que o clube delas não tenha a categoria.
É só analisarmos equipes como Jundiaí e Finasa, que sempre estão fazendo finais de categorias de base e não possuem categoria adulta. Nem por isso as atletas deixam de se empenhar e treinar para se tornarem atletas profissionais e viver do esporte que amam.
Portanto, aqui no Rio, nos clubes e no nosso projeto, dar a elas o melhor treinamento que estiver ao nosso alcance é o compromisso que temos.
Como você vê o basquete carioca no momento? Quais seriam as principais limitações da modalidade no estado? Até que ponto o Rio ser sede das Olimpíadas em 2016 pode alterar o panorama?
Temos muitas meninas querendo fazer basquete feminino, mas são poucos clubes para elas procurarem. Conseguimos mais equipes para essa temporada de 2010, mas em 2008, por exemplo, tivemos onze equipes na categoria infantil e nove na mirim. Algumas equipes entrame no ano seguinte se desfazem por vários motivos. Não conseguimos manter uma regularidade.
Acredito que uma das limitações –a mais séria – é a financeira. Precisamos também de mais treinadores que queiram se envolver com o basquete feminino. Muitos até começam, mas depois se rendem e passam a trabalhar no masculino.
Espero que mais para frente sejam promovidos muitos eventos de basquete feminino aqui no Rio e que essas iniciativas sejam o gancho para fazer crescer e desenvolver a modalidade, que tenhamos incentivos fiscais para os clubes que fizerem equipes.
Enfim eu não teria a fórmula de como fazer. Seria preciso sentar e estudar estratégias. Mas a massificação de todos os esportes olímpicos, com apoio em conjunto dos governos federal, estadual e municipal, se faz necessária.
A Thamara, pivô que se destacou na seleção sub-15 campeã sul-americana, é outra de suas "crias". Fale um pouco sobre seu trabalho com ela.
A Thamara, como disse antes, foi procurar a escolinha de basquete. Como toda iniciante, tinha as dificuldades normais com o aprendizado. Morava bem afastada dos locais de treinamento. Trouxe a menina logo para o Colégio ADN, com uma bolsa. Ela chegava cedo para estudar, almoçava e já ficava para treinar.
Quando a vi no treino, fiquei impressionado com o seu tamanho e sua força fisica aos 12 anos.
Meu trabalho como coordenador sempre foi de enxergar o talento futuro ou pelo menos apostar nele. Se um dia ela vai chegar a treinar comigo nas categorias acima, é importante que eu acompanhe o trabalho feito com ela.
Além disso, eu confio nos treinadores que estão comigo. Seguimos uma filosofia de trabalho em conjunto. É sempre mais prazeroso trabalhar assim.
Ela treinou no mirim com a Elen durante dois anos, o que foi importante na formação da atleta. Meu trabalho com ela, no inicio, era fazê-la amar o basquete. Seu potencial fisico nos dava uma vaga lembrança de outra atleta: a Clarissa. Mas a Thamara praticamente não abria a boca. Era muito tímida e ainda não estava controlando seus movimentos. Mas aos poucos ela foi despertando a vontade de evoluir e passou a amar mais o basquete. No seu último ano de mirim, ela ficou mais solta e começou a perceber sua força fisica natural. Ganhamos o campeonato e ela e a Isabela Ramona foram os destaques dessa conquista.
A partir do infantil, em 2008, ela começou a treinar com outro treinador, o Agostinho. Passamos a a exigir um pouco mais de refino nos seus movimentos de arremesso e trabalho de fintas com e sem bola. Considero importante para a posição de pivô o trabalho de pés. Durante os exercicios específicos, ela trabalha com naturalidade. Ainda tem muito o que evoluir. Se continuar a amar o basquete, será uma das atletas que passará pelo funil e poderá continuar vivendo do que ama.
Duas jogadoras que passaram pelas suas mãos disputaram a última edição do Mundial Sub-21: a Ivana e a Clarissa. O que você poderia falar da dupla? Você acompanha à distância a evolução da Clarissa?
A Ivana começou aos três anos de idade, na escolinha do Colégio ADN. Como ela tinha que ficar esperando a irmã para ir embora, a mãe pediu para que ela participasse da aula. Não permiti, com medo de que ela se machucasse. Deixei-a com uma bola furada num pátio perto da quadra. Mas as primeiras palavras que ela aprendeu a falar foram: “Me dá uma bola!”.
No segundo semestre, comprei uma bolinha pequena e ela ficava imitando o que as meninas faziam na aula. Até que me convenci de que ela podia estar ali com a bolinha dela. E até hoje ela está no basquete. A Ivana é uma jogadora em quem confio. Podemos brigar, discutir, discordar, mas sei que posso confiar nela. Ela é dona de uma leitura de jogo impressionante. Tem uma visão de quadra e controle de bola acima da media. Mas precisa muito da musculação e ainda não teve a oprtunidade de viver para se tornar uma atleta. Ela não jogou o Nacional em 2009, mas foi vice campeã no JABs e foi campeã no JUBs e deverá estar conosco agora em 2010. Nunca se afastou. Vai ao treino do juvenil, ama o basquete, mas não pode se dar ao luxo de viver em função dele. Ela está se dedicando à formação acadêmica e trabalhando em duas escolas. Mas se adequará aos horarios e voltará aos treinos.
Clarissa, a supernegra! Essa impressiona pela facilidade de pegar rebotes. Parece que a bola procura por ela. A Clarissa começou treinando no projeto do Centro Esportivo Miécimo, em Campo Grande, com a treinadora Giane, que foi minha atleta no Flamengo. Após uma participação num torneio aberto da federação, ela foi jogar comigo no Grajaú Country e seguiu junto conosco para o Fluminense e depois ficou mais um ano na Mangueira. Hoje está em Vagos, Portugal.
Ela tem uma força fisica absurda e uma força como ser humano de igual intensidade. Costumo dizer que ela melhora qualquer time, dentro e fora de quadra. É sempre positiva e produtiva. Treina como joga.
Não sei se você se sente à vontade para discutir o assunto, mas como você vê enxerga as discussões sobre o técnico ideal para a seleção feminina? Qual a sua opinião sobre a possibilidade de um técnico estrangeiro?
Eu acredito que temos técnicos competentes e experientes para conduzir a seleção brasileira. Só que hoje, a política da CBB me parece ser a de apostar em técnicos estrangeiros, para trazer mais conhecimento e intercâmbio. E talvez até criar um clima entre as atletas, na briga por vaga na seleção, pois com poucas equipes disputando os campeonatos, algumas atletas podem não se relacionar bem com esse ou aquele treinador. E trazer um treinador estrangeiro torna uma disputa pela vaga e pela confiança do treinador algo novo para ambos os lados. Enfim, é uma tentativa. Se isso se concretizar, que seja um treinador de reconhecidos trabalhos e méritos para estar no comando da seleção brasileira feminina.
Por falar em seleção, você faz disso uma meta pessoal?
Eu tive a chance de participar em 2005 e 2006 do Desenvolvimento de Talentos promovido pela CBB, em Florianópolis e Jundiaí respectivamente. Esse projeto tratava também da capacitação de treinadores para as seleções de base, pois seriam formadas novas comissões em função das muitas competições. Fiquei muito feliz de participar. Conheci pessoas com as quais firmei amizade até hoje. Conheci uma geração muito boa de atletas, que hoje começa a integrar equipes adultas e que buscava espaço mesmo ainda muito nova. Muitas dessas atletas acreditaram que eu podia ajudar de alguma forma e isso me fez muito bem. Amo trabalhar com basquete, e uma atleta querendo treinar e aprender é o que um técnico quer.
Em 2007, me foi dada a chance de ser o auxiliar técnico da equipe que viajaria para o Mundial. Tinha sido campeão brasileiro em 2006 e acho que isso ajudou. Fiquei muito feliz. Mas ao me apresentar, pude perceber que ainda tinha muita coisa a aprender, pois eu era pouco requisitado pelo treinador. Na segunda fase de treinos, eu não fui convocado. O que me foi passado é que eu era um técnico caseiro. Me explicaram que é o cara que só sabe trabalhar no clube dele. Outra afirmação é que eu não era bom de grupo. Assim fui avaliado pela coordenação e pela comissão técnica daquela seleção.
Baseado nisso, eu não sei se terei uma outra chance, mas de certo estarei sempre pronto para o que for em beneficio do basquete feminino.
Minha meta pessoal é continuar amando o basquete e continuar fazendo o que eu amo.
Bate-bola, para encerrar:
Um livro: A Cabana
Uma música: Love is all
Um filme: Óleo de Lorenzo
Um filme de basquete: Momentos Decisivos
Um ídolo: Ayrton Senna
Um técnico: José Carlos Ferraz
Uma mania: Piadas
Uma quadra: a do Colégio ADN
Um título: campeão brasileiro juvenil de seleções estaduais, em 2006
Um arrependimento: não ser superticioso
A melhor jogadora que eu vi jogar: Hortência
Uma revelação para 2016: Tássia, de Americana
Um sonho: o de creme...Hahaha!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
Supervisor da Mangueira retala os bastidores do corte da pivô Nayara

Recebemos com satisfação a convocação da atleta Nayara, convite este feito pelo antigo coordenador de categorias de base da CBB, o Professor Barbosa. Ao contrário do que já foi escrito, a Nayara foi à reboteira do Campeonato Brasileiro Sub 19 de 2008 e um dos destaques na eficiência, é alta e tem potencial.
Após isso, recebi ligações da Confederação para providenciar a documentação necessária para que a atleta tivesse condições de viajar para o exterior. Passou toda a fase de treinamentos e há 20 dias atrás mais ou menos a Nayara teve uma lesão no joelho e após exames médicos foi liberada para fazer fisioterapia e musculação, (fatos que ficamos sabendo por ela, já que ninguém deu nenhum relato sobre o acontecido).
Após comprarem uma joelheira para ela, a mesma foi liberada para treinar. Dia 19/06 a Nayara chegou ao Rio liberada para reapresentar-se no dia 21/06. Ela estava bem, andando normalmente e sem dor.
Retornou aos treinamentos e treinou normalmente com o grupo, participando inclusive dos amistosos, em sentir qualquer dor. Até que no sábado foi liberada para ver a família em Minas, marcada a reapresentação para quarta feira em São Paulo, já para embarcar para com a seleção.
Na segunda feira, uma de nossas fisioterapeutas recebeu a ligação de um senhor chamado Rafael pedindo o telefone da Nayara, pois precisava falar com ela, questionado sobre o assunto, disse que depois ligava novamente para falar.
Encontrou a Nayara e mandou que ela retornasse no dia seguinte para São Paulo, a fim de realizar exames médicos. Como ninguém passava nada para o clube, liguei para o Superintendente da CBB, que informou que a CBB, havia trocado o médico e que o novo queria realizar um novo exame na atleta para tem certeza de que ela estava bem.
Protestei quanto ao momento quando isso seria realizado, já que a meu ver isso deveria ter sido feito antes e não neste momento e deste jeito.
No dia seguinte, Nayara realizou os exames e passamos o dia todo na expectativa. Ao final do dia, por volta das 20 horas, recebi uma ligação da fisioterapeuta da Mangueira informando que a atleta ligou desesperada dizendo que havia sido cortada e havia dito ao médico que não estava sentindo dor. Ele teria respondido que isso era impossível, que ela estava realmente sentindo dor.
Liguei novamente para o superintendente da CBB, que me passou que iria me ligar pela manhã, e que a atleta tinha uma lesão ligamentar e que os procedimentos se dariam início logo, para que ela fosse operada, colocando a Confederação à disposição para realizar todos os procedimentos e atender a jogadora da melhor maneira possível.
Solicitei que a Nayara retornasse ao Rio, para que faça exames aqui e depois entraremos em contato.
Vamos aguardar o resultado dos exames para podermos tomar as providências cabíveis.
quarta-feira, 1 de julho de 2009
Anderson promove "Varejão day" na Mangueira

No ginásio, bateu bola com as meninas das equipes de base do projeto e distribuiu perucas alusivas à cabeleira, que tornou-se sua marca registrada, promovendo uma espécie de "Varejão Day", que acontece todo mês de dezembro nos Estados Unidos, na 'Cidade Maravilhosa'.
O capixaba Varejão se apresenta ao técnico Moncho Monsalve, da Seleção Brasileira, no final do mês de julho.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Catanduva vence Abertos, após vitória por apenas dois pontos sobre a Mangueira
A equipe de Catanduva teve extrema dificuldade para vencer a equipe da Mangueira, na tarde de hoje, em Maringá, na final dos Jogos Abertos Brasileiros.
O time fez 76 a 74, em partida com final dramático, decidida com um arremesso de Sílvia Gustavo, após rebote de Fabão em lance-livre errado por Gil, a 12 segundos do fim.
As cestinhas de Catanduva foram Palmira (18), Sílvia (12) e Gattei (11).
Título a parte, foi uma apresentação de ouro das cariocas.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Catanduva e Mangueira decidem os Abertos Brasileiros amanhã
A equipe de Catanduva venceu hoje Maringá, nos Jogos Abertos Brasileiros: 114 a 28.
Palmira teve 18 pontos e Sílvia, 17.
Com o resultado, o adversário de Catanduva na final será o Mangueira/Itaguaí, em partida a ser disputada amanhã.
O time carioca bateu Florianópolis, por 86 a 32.
A Mangueira joga reforçada da pivô Clarissa, recém-chegada de Portugal. O time sofreu o desfalque da armadora Ivana, que fraturou um dedo na estreia do torneio.
Em Maringá, Ferreto foi surpreendido com a mudança do calendário do Campeonato Paulista: “Teremos que ter fôlego. Vai ser muito puxado”_ disse o treinador.