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sábado, 9 de abril de 2011

Catanduva estreia com vitória sobre Santo André

Frederico Batalha

O Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva BC abriu sua participação no Campeonato Paulista Feminino da Série A-1 - 2011 neste sábado (09 de abril), com uma vitória sobre o então invicto Santo André/Semasa, por 75 a 67 (36 a 32 no primeiro tempo), em partida que deu sequencia ao turno da fase inicial, disputada no ginásio do Colégio Jesus Adolescente/Anglo, na cidade de Catanduva (SP).

Os principais nomes da partida foram Palmira Marçal (24 pontos, 09 rebotes e 03 assistências), Natália Burian (15 pontos, 06 rebotes e 06 assistências) e Fabiana Guedes (13 pontos), pelo time da casa; a cubana Ariadna Felipe (30 pontos, 06 rebotes e 02 assistências), Êga Garvão (15 pontos, 03 rebotes e 03 assistências) e Kátia Cavallaro (08 pontos e 02 assistências), em favor do visitante.

Mesmo com o resultado negativo, o time andreense segue na liderança isolada, agora contabilizando cinco pontos, em três partidas disputadas (02 vitórias e 01 derrota). A equipe catanduvense divide a segunda colocação com o Americana, ambos com dois pontos, decorrentes de uma vitória.

O estadual prossegue neste domingo (10 de abril), com a partida isolada entre Basquete Clube/Araçatuba (quarto colocado) e Americana (segundo colocado), às 18h00, no ginásio Municipal Doutor Plácido Rocha, na cidade de Araçatuba (SP). Na última vez que esteve em quadra, o time da casa perdeu para o Santo André/Semasa; enquanto o visitante bateu o Ourinhos Basquete.

Fonte: FPB

segunda-feira, 14 de março de 2011

'Auto-exilada', Ariadna lembra encontro com Fidel Castro e discorda de Iziane (Gazeta Esportiva)

Bruno Ceccon

Ariadna Capiró nasceu em Havana, mas é cada vez mais brasileira. No País desde 2006, a ala do Santo André, melhor jogadora e cestinha da primeira edição da Liga de Basquete Feminino (LBF), já tem dificuldade para falar espanhol, cursa uma faculdade no ABC e lamenta a impossibilidade de defender a seleção. Com medo de retornar a Cuba e ser impedida de sair novamente, a jogadora vive uma espécie de 'auto-exílio' enquanto espera pelo visto de residência no Brasil.

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Por Cuba, ela foi campeã pan-americana em Santo Domingo-2003, mas está afastada da equipe desde que resolveu se profissionalizar. Em 2008, Paulo Bassul, então técnico do Brasil, chegou a sondá-la, mas o regulamento da Federação Internacional de Basquete (Fiba) impede uma atleta de defender dois países. Aos 28 anos, no auge da carreira, a jogadora sofre por não poder defender uma seleção em torneios como Mundiais e Jogos Olímpicos. A ala tomou cuidado ao falar sobre Iziane, do Atlanta Dream, que se recusou a atuar pelo Brasil sob o comando de Bassul, mas não escondeu sua discordância.

"Com certeza eu, no lugar dela, aceitaria com o maior orgulho uma convocação para a seleção, até porque é o meu sonho. Mas cada um tem os seus motivos para aceitar ou rejeitar", disse a cubana. Ela ainda condenou a decisão de contratar Ênio Vecchi para comandar a seleção feminina no lugar do espanhol Carlos Colinas após o fracasso no Mundial da República Tcheca-2010 e sugeriu a experiente Laís Elena, premiada como melhor treinadora do LBF pelo Santo André.

Filha de Armando Capiró, um dos melhores jogadores de beisebol da história de Cuba, Ariadna percorreu os poucos quarteirões que separam sua casa do Ginásio Pedro Dell'Antônia para conceder entrevista exclusiva à GE.Net. Com as arquibancadas vazias, a autora de 354 pontos em 20 partidas do LBF contou como deixou a casa dos pais com 11 anos para iniciar a carreira, lembrou o encontro que teve com Fidel Castro, defendeu a Revolução de 1959 e manifestou esperança no futuro da Ilha que não visita desde 2005.

193_14.22.2011_8483_ef_20110227 GE.Net - Em que lugar você gostaria de estar neste exato momento?
Ariadna -
Com certeza, agora eu gostaria muito de estar em Cuba. Depois que acabou a final, o que eu mais queria era estar com as malas prontas e dizer: "vou para Cuba". É o que todas as meninas da equipe estão fazendo, elas estão em suas casas, de férias e desfrutando com a família. Eu, não. Estou aqui sozinha... Sozinha, não. Tem muita gente perto de mim, que me dá um carinho e um apoio muito grande. Mas com certeza eu gostaria, neste momento, de estar em Cuba com a minha família.

GE.Net - Você não volta a Cuba desde 2005. Do que mais sente saudade?
Ariadna -
Cuba é uma ilha linda. Sempre que vou à praia aqui, eu lembro e digo: "em Cuba, a praia era bonita, a areia era linda, a água era quente". Tem coisas que só nós temos como cubanos. São nossos costumes, que com certeza nunca esqueço e sinto muita falta. A saudade está sempre presente. Com o título da LBF e os prêmios individuais que ganhei, mais do que nunca, senti uma saudade super grande. É um momento especial, que você quer dividir com sua família e com as pessoas que realmente gosta. Eu daria tudo para ter estado com a minha mãe no dia da final. Seria perfeito. A saudade é uma coisa que ninguém consegue suprir, a não ser a própria família.

GE.Net - Você saiu legalmente de Cuba para jogar basquete de forma profissional. O que acontece se você retornar ao país para visitar sua família agora?
Ariadna-
Tem grande chance de eu não voltar. Como ainda não tenho uma residência permanente no exterior, Cuba pode me negar a permissão para sair. Preciso do visto de residência permanente no Brasil, o que só vou conseguir dentro de dois anos, se eu continuar em Santo André. Tenho que passar quatro anos exercendo a mesma profissão e no mesmo lugar de trabalho para conseguir o visto. Meu plano é convidar minha mãe de novo para me visitar. Ela já esteve uma vez aqui no Brasil e quero que ela volte, passe pelo menos três meses comigo, até para desfrutar essa fase boa que estou vivendo hoje em dia.

GE.Net - Desde que você resolveu sair de Cuba, não pode mais jogar pela seleção. Você lembra da sensação de representar o seu país em quadra?
Ariadna -
Foi uma das minhas maiores alegrias, um orgulho total. Como eu sempre digo, saí de Cuba por problemas econômicos, e não políticos. Agradeço muito ao governo cubano por tudo, graças a eles sou a atleta que sou hoje. Não posso esquecer disso nunca. Mas eu queria uma vida econômica melhor para a minha família e acabei saindo. Essa alegria de jogar pela seleção de Cuba... Morro de saudades de poder jogar pela seleção. Se eles me chamarem hoje e disserem "vem jogar", eu jogaria de graça. Eu escolhi jogar profissionalmente, mas com certeza jogaria de graça sem problema nenhum e sem pensar duas vezes com uma camiseta de Cuba.

GE.Net - Como o governo cubano te ajudou?
Ariadna -
Eu comecei a jogar basquete com 11 anos no colégio e depois fui selecionada para um Centro Esportivo de crianças até 15 anos. Desde pequena, sempre estive concentrada. Eu encontrava meus pais só nos finais de semana e os treinamentos sempre foram bem intensos. Eu nem pensava em jogar profissionalmente, pensava mais em jogar pela seleção, que é o sonho de todos os atletas cubanos. Depois, passei para um Centro Juvenil e, em seguida, para um Centro Adulto. Conheci muitos atletas que hoje em dia são grandes campeões, como o Dayron Robles [atual campeão olímpico e recordista mundial nos 110m com barreiras]. Nesses lugares, você convive com os melhores atletas de Cuba no vôlei, no beisebol, no boxe, no atletismo. Tudo que aprendi de fundamento foi em Cuba nesse trabalho que fiz quando pequena. Na época, a gente achava que era meio pesado e chato, mas hoje consigo perceber que aquele trabalho criou uma base para eu conseguir treinar melhor.

GE.Net - Em Cuba, você passava a temporada inteira treinando com o grupo da seleção e não participava de torneios entre clubes. Como era essa rotina?
Ariadna -
Em Cuba, você praticamente só joga pela seleção. Dificilmente você joga um campeonato nacional e eles são super curtos, de um mês quase. O resto do ano, é sempre concentrado e treinando com a seleção. Muita gente deve se perguntar por que o rendimento dos atletas cubanos caiu. É que hoje em dia a parte econômica pesa muito e Cuba não tem recursos suficientes para proporcionar que todas as equipes saiam para jogar no exterior. Atualmente, quanto mais você compete, mais competitivo fica. No caso de Cuba, essa parte econômica está afetando muito e cada vez os cubanos participam de menos torneios. O investimento no esporte está sendo menor, porque tem um bloqueio econômico que lamentavelmente acaba prejudicando os esportistas.

GE.Net - Pela seleção cubana, você participou dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo-2003. Na final, vocês venceram os Estados Unidos. Tem um sabor especial ganhar a medalha de ouro contra as norte-americanas?
Ariadna -
Eu era uma atleta jovem, praticamente nem entrava em quadra. Mas foi um dos grandes momentos da minha vida, porque foi a primeira medalha de ouro em um campeonato importante que tive com a camisa de Cuba. Com certeza, tem um sabor especial vencê-las. Sem dúvida nenhuma, as americanas têm a melhor equipe do mundo, têm uma hegemonia de muitos anos e devemos reconhecer isso. Independente do nível da equipe, seja segundo ou terceiro time, são jogadoras da WNBA. Ter conseguido essa vitoria com certeza foi muito importante. Quando voltamos para Cuba, encontramos o Fidel Castro.

GE.Net - O Fidel é um personagem muito idealizado pela trajetória de vida que teve. Como foi encontrá-lo pessoalmente?
Ariadna -
Ele me deixou uma impressão de muito respeito. Ele é alto, grande e até carismático. Fez até umas brincadeiras conosco. É um momento que marca na vida você conhecer uma pessoa que é admirada no mundo inteiro. Daqui a 100 anos, todo mundo vai lembrar e saber quem foi Fidel, com certeza. Foi super emocionante, um momento que vai estar para sempre na minha cabeça. Foi uma oportunidade de, pelo menos, apertar a mão do presidente do meu país. Para o Fidel, o fato de você regressar a Cuba já é uma vitória. Esse bloqueio econômico não é nem tanto culpa do governo. São os Estados Unidos que exercem essa pressão sobre Cuba.

GE.Net - Você conhece bem a história de Cuba? O período antes de 1959, o Movimento 26 de Julho, a Revolução de 1959? Ou é um assunto que não te interessa tanto?
Ariadna -
Em Cuba, no colégio dão muita ênfase na parte de história. Acho que é importante para qualquer pessoa conhecer a historia de seu país. Nós temos um conhecimento bem sólido sobre a história de Cuba: como se formou, como fomos colônia espanhola e depois dos Estados Unidos, como foi a Revolução. Temos conhecimento de tudo isso, porque é algo fundamental.

GE.Net - Apesar de ser uma ilha com cerca de 11 milhões de habitantes, Cuba se transformou em uma potência olímpica durante o governo de Fidel Castro, chegando a rivalizar com os Estados Unidos e a União Soviética. Você acha que, para os atletas, o governo dele foi benéfico?
Ariadna -
Tudo que Cuba é hoje com certeza é graças ao governo do Fidel. Essa potência no esporte é pelo investimento que o Fidel fez. Cuba, como tudo na vida, tem suas coisas boas e ruins. Assim como o Brasil. Cuba não é uma exceção. Tem coisas ruins, mas também tem muitas coisas boas, com certeza.

GE.Net - Conseguir um bom desempenho em competições como Mundiais e Jogos Olímpicos também tem uma importância política para o governo cubano...
Ariadna -
Nós, atletas, somos um meio de as pessoas conhecerem como é a educação em Cuba, como são os cubanos na verdade. A imagem que muitos atletas passam é a imagem de como Cuba é na realidade, que investe no esporte, que investe em medicina. Os atletas são exemplos. Por isso, Cuba se preocupa tanto em formar não apenas bons atletas, mas também boas pessoas.

GE.Net - Na década de 1990, Cuba enfrentou uma situação sócio-econômica difícil após o final da União Soviética e muitos habitantes tentaram deixar o país de qualquer maneira para tentar entrar nos Estados Unidos pelo litoral. Alguém da sua família chegou a fazer a travessia?
Ariadna -
Não, não. Sou de origem humilde, mas minha família sempre se esforçou muito para que eu e meu irmão tivéssemos as coisas necessárias. Minha família nunca precisou se arriscar tanto pegando uma lancha e indo para os Estados Unidos. Depois que eu cresci e saí do país, meu irmão tomou a decisão de fazer o mesmo. Ele já queria um futuro para ele [vive nos Estados Unidos].

GE.Net - Desde 2008, Raúl Castro, irmão do Fidel, comanda Cuba oficialmente. O Fidel completa 85 anos em 2011 e está com a saúde debilitada. Você acha que tem uma perspectiva de mudança com a saída de cena do Fidel?
Ariadna-
Eu acho que não muda muita coisa, porque o irmão do Fidel tem mais ou menos o mesmo pensamento. Ele tem uma mente um pouco mais aberta, porque o mundo está mudando. Cuba já esta muito atrás em muita coisa, então seria bom ir se desenvolvendo junto com o resto do mundo. Já houve varias mudanças significativas com o Raúl no comando, mas espero que aos poucos possam acontecer outras mudanças para benefício dos cubanos.

GE.Net - No período em que você jogava pela seleção de Cuba, costumava viajar para atuar no exterior. Como era deixar a realidade cubana para atuar em países europeus?
Ariadna -
Foi o que me fez abrir os olhos: conhecer pessoas diferentes, uma forma de levar a vida diferente, um basquete diferente. Cada país era uma experiência nova e sempre se aprendia alguma coisa, até conhecendo as pessoas que não tinham nada a ver com o basquete. Por curiosidade, muitas pessoas se aproximavam querendo saber como era a vida em Cuba. Tem muitas coisas que falam e são mentiras. As pessoas querem realmente ouvir da boca de um cubano como se vive, se realmente a Revolução é tudo o que dizem, o que tem de bom e de ruim de viver em Cuba, se você conhece o Fidel. Apesar de sermos uma ilha pequena, todo mundo conhece a Cuba de Fidel. Dá orgulho ser de um país que as pessoas têm interesse em conhecer.

GE.Net - Ou seja, essas viagens para o exterior com a seleção te motivaram a deixar Cuba para jogar profissionalmente?
Ariadna -
Sim. Você joga por um clube e escolhe em que lugar quer jogar. Se não gostar, pega e muda. Em Cuba, não temos esse sistema. Eu saí porque ainda era jovem, pela motivação de jogar profissionalmente e de poder ajudar minha família economicamente. Como já disse e repito 1 milhão de vezes, não saí por problemas políticos. Não tenho nada contra o meu governo, pelo contrário. Tenho muito a agradecer, mas, economicamente, se quisermos ajudar a família, temos que sair do país e trabalhar aqui fora.

GE.Net - Havia algum tipo de remuneração na época em que você jogava pela seleção de Cuba?
Ariadna -
Não tinha um salário fixo. Em Cuba, os atletas jogam por amor ao esporte. Conforme a competição que você disputa, quando volta o governo te dá uma pequena premiação. Além disso, sempre que você sai do país, dependendo de quantos dias fica no exterior, o governo dá uma certa quantia de dinheiro que é como se fosse uma ajuda se você quiser comprar alguma coisa, mas não é nada significativo. Depois da medalha de ouro no Pan-Americano de 2003, acho que ganhamos entre US$ 300,00 e US$ 400,00. Não sei como estão as coisas em Cuba agora, mas na minha época era mais ou menos isso. Nas Olimpíadas, o prêmio já era maior.

GE.Net - Como os dirigentes, as jogadoras e a comunidade do basquete em geral receberam sua decisão de deixar Cuba para jogar profissionalmente?
Ariadna -
No começo, eles fizeram um pouco de resistência, tanto que fiquei um ano inteiro parada em Cuba esperando a liberação que eu precisava para sair. Eles falavam que eu era uma jogadora nova, que tinha todo um futuro pela frente, perguntavam como eu tomaria uma decisão dessas de abandonar a seleção... Eu deixei claro minha decisão de sair para jogar profissionalmente, até para conhecer coisas diferentes, porque tinha vivido 22 anos em Cuba. Eu sempre tive uma mente aberta, de querer conhecer e ter novas experiências.

GE.Net - O seu pai foi um dos maiores jogadores de beisebol da história de Cuba. O que ele te disse sobre a decisão de sair do país?
Ariadna -
Meus pais sempre respeitaram muito minhas decisões. No começo, com certeza ele não ficou muito feliz, até porque eu ficaria longe da família. Mas no final das contas, lembro até hoje da frase dos meus pais: "se vai ser bom para você, se essa é a maneira de você ir atrás da sua felicidade, vai adiante, que nós te apoiamos".

GE.Net - Como o fato de ser filha de Armando Capiró influenciou a sua carreira?
Ariadna -
Ele é famoso por ter sido um grande atleta, mas eu mesmo consegui fazer o meu caminho e acho que fiz jus ao meu sobrenome, tanto que saí de Cuba e tive um reconhecimento internacional. Todo mundo me chamava pelo sobrenome dele. Com certeza, eu herdei dele um pouco do talento e esse amor ao esporte. A fama que ele dá por ter sido um grande atleta pesa, mas acho que nunca me atrapalhou.

GE.Net - Seu pai chegou a ser convidado para atuar no exterior, mas recusou...
Ariadna -
Ele disputou um torneio nos Estados Unidos e jogou muito bem. Teve a oportunidade, fizeram uma proposta milionária perguntando quanto ele queria ganhar para jogar a liga profissional americana, mas ele decidiu voltar a Cuba e continuar defendendo a seleção. De prêmio, ganhou do governo a casa em que vive até hoje e um carro.

GE.Net - Você disse que deixou Cuba para tentar ajudar a sua família economicamente. Ou seja, mesmo sendo um dos melhores jogadores de beisebol da história, seu pai não conseguiu garantir uma situação financeira confortável...
Ariadna -
Em Cuba, não há pessoas ricas, o nível econômico é mais igual. As pessoas são humildes, mas têm tudo que é necessário para viver. Elas levam uma vida simples, mas ninguém morre de fome. Minha família sempre foi humilde e a situação financeira deles não mudou muito. O dinheiro que eu mando [40% do salário] é para a compra de medicamentos para uma doença que minha mãe tem e para comida extra, além da que o governo oferece. Não é para luxo nenhum, até porque o que eu ganho não é muito e não faz diferença na situação econômica da minha família.

GE.Net - Se o seu pai tivesse aceitado a oferta dos Estados Unidos, acha que teria sido benéfico para você e para a sua carreira no basquete?
Ariadna -
Quem entende de basquete sabe que os Estados Unidos têm grandes jogadoras e faz um trabalho muito bom no esporte. Tenho certeza que teria influenciado se ele tivesse ficado nos Estados Unidos e se eu tivesse nascido lá. Não sei, é o destino... A vida é imprevisível, mas acho que teria me ajudado muito, até porque eu gosto de basquete desde pequena, tenho o esporte no sangue. Se tivesse nascido nos Estados Unidos, talvez a história hoje fosse bem diferente.

GE.Net - Antes de jogar no Brasil, você passou pelo Equador e pela França. Não conseguiu se adaptar bem a esses países?
Ariadna -
No Equador, o nível do basquete é muito baixo. Eu fazia 40 pontos por jogo. Como queria continuar crescendo na minha vida profissional, não foi interessante. Na França, por outro lado, o nível era mais alto. Eu jogava pela Universidade de Toulouse. Tentei entrar na liga profissional, mas por burocracia e falta de recomendação, não consegui. A Europa é diferente, o clima, as pessoas são super frias. Então, não consegui me adaptar e acabei vindo para o Brasil, acho que foi a melhor escolha.

GE.Net - Você chegou aqui em 2006, no ano do Mundial Feminino. Acompanhou os jogos de Cuba no torneio?
Ariadna -
Eu cheguei na mesma semana do Mundial-2006. Na época, tentei falar com as jogadoras da seleção de Cuba, porque eram minhas amigas, todas que estavam lá jogaram comigo. Eu não tinha a intenção de influenciá-las em nada, de dizer para ficar no Brasil ou nada desse tipo. Cada uma faz com a sua vida o que quiser. Queria só cumprimentar e matar um pouco a saudade, mas não foi possível na frente de todo mundo. Os técnicos diziam para as meninas não falarem comigo. Tive que entrar escondida no hotel e no final consegui falar com elas. Todas me receberam bem. Assisti aos jogos do Mundial e depois comecei a pensar em que clube seria possível jogar.

GE.Net - É frequente os atletas cubanos aproveitarem as competições no exterior para desertar, como fizeram os boxeadores Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara no Pan do Rio de Janeiro-2007. Você, que saiu do país legalmente, o que pensa desse expediente?
Ariadna -
Eu defendo muito que o ser humano precisa de liberdade. Se o desejo for sair de Cuba, eu apoio. Da mesma forma que apoio a decisão de muitos que ficam em Cuba para jogar na seleção. Cada pessoa tem que saber o que é bom para a sua vida. Não sou contra as decisões das pessoas, pelo contrário. Eu defendo que cada pessoa faça o que quiser na vida e vá atrás do seu sonho, desde que não prejudique ninguém.

GE.Net - Como você saiu em 2005, não teve chance de participar dos Mundiais de 2006 e 2010, dos Jogos Pan-Americanos de 2007 e das Olimpíadas de 2008. Ficar de fora da seleção e não ter a oportunidade de disputar esses torneios maiores é algo que te entristece ou você não liga mais para isso?
Ariadna -
Com certeza. É realmente uma frustração, uma coisa que me deixa triste. Mas às vezes na vida temos que abrir mão de muitas coisas. Para conseguir uma, você precisa abrir mão de outra. Lamentavelmente, tive que abrir mão de jogar na seleção de Cuba, mas não me arrependo de forma alguma. Jogando profissionalmente, consigo realizar meu sonho de fazer o que gosto, que é jogar basquete.

GE.Net - Aqui no Brasil, existem atletas cubanos em diferentes modalidades. Tem o ciclista Michel Fernandez, a Yakelyn Plutin, de Ourinhos, a Daimi Ramirez, que defende o Praia Clube na Superliga de Vôlei. Os cubanos dos diferentes esportes mantêm algum contato entre si?
Ariadna -
Por Cuba ser uma ilha bem pequena, é muito difícil não se conhecer. Além disso, todo mundo se concentra nos Centros de Treinamento. Não é como aqui que o vôlei nunca vai treinar junto com o basquete. Em Cuba, todo mundo treina no mesmo lugar, almoça no mesmo lugar, convive no mesmo lugar. Muitos dos atletas que estão saindo do país são da minha geração, então eu conheço a maioria. A gente se reúne, nos encontramos onde quer que estejamos. Quando chega alguém, entramos em contato e conversamos: "chegou fulano, está em tal cidade". Dentro do possível, com certeza tentamos nos encontrar.

GE.Net - Em 2008, você foi campeã nacional por Ourinhos, adversário do Santo André na decisão do LBF. Como foi a passagem pela equipe?
Ariadna -
Minha passagem por Ourinhos não foi tão exitosa como está sendo aqui por Santo André. A grande diferença é que em Ourinhos não tive tanta oportunidade e nem o treinador depositou tanta confiança em mim como a Laís. O Urubatan Paccini substituiu o Paulo Bassul e não sei se ele não gostava do meu estilo de jogo, mas realmente minhas chances em Ourinhos foram bem poucas e eu tomei a decisão de jogar por Santo André, porque a Laís sempre mostrou interesse em mim. Ela costumava elogiar o meu estilo de jogo e dizia: "as portas aqui estão abertas e comigo tenho certeza que você vai crescer muito profissionalmente". Foi o que acabou acontecendo.

GE.Net - Depois do título com o Santo André, você disse que foi a primeira vez que se sentiu parte da conquista. Por quê?
Ariadna -
Eu me senti parte porque tive a oportunidade de ajudar minha equipe. Senti que coloquei um grão de areia no castelo que foi o título, o que não aconteceu em Ourinhos. Lá, eu jogava cinco, sete minutos. Essa era a opção do treinador, eu não tinha alternativa. Então, não me sentia uma peça fundamental para o time, como acontece aqui em Santo André. Não tenho nada contra o time de Ourinhos e nem contra a torcida. Algumas pessoas que se sentiram ofendidas com essa minha declaração, mas é a verdade e tenho que ser sincera. Disse que me senti parte em Santo André porque já estou há dois anos aqui e porque a Laís me deu a chance de poder ajudar a equipe.

GE.Net - Você marcou 354 pontos em 20 jogos, média de 17,7 por partida. Assim, foi cestinha e MVP do LBF. Esse foi o melhor campeonato da sua carreira?
Ariadna -
Eu não comecei tão bem a liga, porque estava lesionada. Nos primeiros jogos, tive algumas contusões que me atrapalharam bastante e a Laís ficou preocupada em saber se eu conseguiria me recuperar para o segundo turno, porque no primeiro eu não estava jogando nem com 50% da minha capacidade. No intervalo entre o Natal e Ano Novo, fiz um trabalho extra de preparação física para recuperar a forma e voltei a 110%. Para mim, a final começou no primeiro jogo do segundo turno. Graças a Deus, consegui esses prêmios individuais, que com certeza têm muito a ver com o grupo formidável que a Laís conseguiu formar. O time era tão unido, que as jogadoras nunca se incomodavam em passar uma bola a mais para mim, em trabalhar algumas jogadas para a bola sobrar para mim.

GE.Net - No quinto e decisivo jogo da semifinal contra Catanduva, você marcou só dois pontos, já que acertou um de 11 arremessos. Na final em jogo único contra Ourinhos, marcou 14 pontos (abaixo da média de 17,7). O que aconteceu nesses dois jogos?
Ariadna -
Na semifinal, o Catanduva se preparou melhor defensivamente, até porque eu já tinha feito mais de 30 pontos contra elas. Estava com uma média muito boa e o técnico (Édson) Ferreto já me conhecia um pouco. Eu até já tinha falado que, se elas viessem com uma marcação mais forte em cima de mim, seria melhor para o nosso time, porque sobraria mais espaço para as outras jogadoras. Foi o que acabou acontecendo no caso da Micaela [marcou 28 pontos] e da Êga [marcou 15 pontos]. O cansaço também contou muito. Eu senti que já estava cansada, mas estava na reta final e não podia pensar nisso. Como a Tayara se machucou, eu e a Micaela tivemos que ficar mais tempo na quadra. Eu acabei me matando muito ofensivamente e não consegui jogar tanto como queria na final.

GE.Net - Sei que você foi bem recebida no Brasil, mas alguma vez já foi provocada em quadra pelo fato de ser estrangeira? Alguma jogadora já te disse "você tem que voltar para Cuba" ou algo do tipo?
Ariadna -
Não, pelo contrario. Acho que me adaptei tão bem aqui no Brasil porque em todos os clubes as jogadoras sempre me respeitaram muito. Nunca tive problema com nenhuma jogadora. Acho que elas nem pensam que sou cubana e não brasileira durante o jogo. Isso não existe. As torcidas xingam e gritam as mesmas coisas que gritam para as brasileiras. Nunca teve uma represália por ser cubana. Tem muitos brasileiros que me admiram e estão sempre oferecendo apoio. "Você está sem a sua família. Se precisar de uma família, nós, brasileiros, te apoiamos, abrimos as portas da nossa casa". Muitas das pessoas que tenho amizade hoje foram solidárias comigo. Isso me ajudou a sentir bem no Brasil.

GE.Net - As pessoas costumam te pedir autógrafos nas ruas aqui em Santo André ou o reconhecimento não é tão grande?
Ariadna -
Santo André é uma cidade bem grande e está retomando o espírito do basquete recentemente. Daqui para frente, acho que vai aumentar esse reconhecimento nas ruas, porque as pessoas estão se identificando mais com o basquete. Mas uma ou outra vez, quando você anda mais perto do ginásio, tem pessoas que reconhecem.

GE.Net - Você acha que em Cuba as pessoas sabem do seu sucesso no Brasil?
Ariadna -
Não sei, porque meu contato em Cuba é mais com a minha mãe e ela não convive com as pessoas que estão relacionadas ao esporte. Eu imagino que talvez saibam. Eu gostaria muito que eles tomassem conhecimento para que se sentissem orgulhosos de saber que a formação que me deram como pessoa e como atleta está dando resultado internacionalmente. Eu, dentro do possível, estou tentando colocar o nome de Cuba e a formação dos atletas num lugar bem alto.

GE.Net - Você está com 28 anos. Acha que alcançou o auge de sua carreira como atleta?
Ariadna -
Com certeza. Posso dizer que neste momento estou juntando duas coisas. Estou numa idade em que já tenho um pouco mais de experiência e ainda conservo um pouco de juventude. Antes, eu era muito nova. Tinha toda aquela juventude, mas sem experiência. Agora, estou entrando numa etapa de mais experiência e acho que essa fusão das duas coisas leva ao sucesso.

GE.Net - Você está no auge, mas não pode defender Cuba e nem a seleção brasileira. Ainda tem esperança que algo mude nessa situação?
Ariadna -
A esperança é a ultima coisa que você perde na vida. Todos os dias eu penso nisso e espero que seja possível algum dia, nem que seja um torneio. A minha realização profissional seria no dia em que eu pudesse jogar pela seleção de Cuba ou pela do Brasil. Eu defenderia qualquer uma das duas seleções com o mesmo amor. Uma foi a terra em que nasci e a outra, é agora a minha casa.

GE.Net - Mesmo sem poder jogar pela seleção brasileira, você pretende se naturalizar?
Ariadna -
Estou tentando conseguir residência permanente e o interesse é grande. Independente de poder ou não jogar pela seleção brasileira, meu coração já é metade cubano e metade brasileiro. Para complementar isso, estou tentando conseguir essa nacionalidade brasileira.

GE.Net - Você falou em jogar pela seleção brasileira. O que achou do desempenho da equipe no Mundial da República Theca-2010 sob o comando do espanhol Carlos Colinas?
Ariadna -
São declarações que vão gerar polemica, porque cada um tem uma opinião diferente. Eu gostaria muito que a seleção tivesse ido melhor, mas não aconteceu. Acho que o Brasil tem que investir muito na base, mas sem esquecer que ainda tem jogadoras experientes e que podem ajudar muito a seleção. Eu acho que ninguém conhece seu próprio produto como um nativo. Acho que tem treinador de sobra para assumir a seleção, como é o caso da Laís. Ela acabou de provar agora levando o titulo de melhor treinadora. A Laís é super experiente, muito inteligente e com certeza poderia ajudar bastante a seleção brasileira.

GE.Net - Mas a Hortência resolveu trazer o Ênio Vecchi, um técnico do masculino... Ariadna - Eu, como atleta, acho que tem treinador do feminino aqui que consegue dirigir uma seleção feminina. Sinceramente, espero que essa chance seja dada para a Laís [a técnica planeja se aposentar no final deste ano]. Acho que ela merece muito, tem condições totais de assumir a seleção brasileira. Pelo menos para ajudar na parte de assistência técnica, de supervisão. Ela tem muito conhecimento que poderia passar para as jogadoras e seria bem útil.

GE.Net - No Mundial da República Tcheca, o Brasil ficou em nono e teve a pior participação desde a edição de 1990 do torneio. Pelo que você conhece do basquete feminino nacional, acha que a seleção poderia ter ido melhor?
Ariadna -
Tenho certeza que as próprias jogadoras que foram não devem ter ficado felizes com o rendimento. Mas também foi um trabalho super curto, com um técnico novo, que não conhecia a história e o estilo de jogo de cada uma. Por isso, não conseguiu tirar o melhor delas. Além disso, a Iziane e a Érika, que eram as principais jogadoras, se juntaram à equipe quase uma semana antes do Mundial. Acho que isso também atrapalhou muito. As jogadoras não tiveram descanso e foram para um Mundial sem ter treinado nem um mês.

GE.Net - Você sofre por não poder jogar nem por Cuba e nem pelo Brasil. Já a Iziane se recusou a jogar pela seleção sob o comando do técnico Paulo Bassul. O que você acha da atitude dela?
Ariadna -
Eu respeito muito a decisão de cada um. Ninguém melhor do que a Iziane para saber o que é bom ou ruim para ela. Eu com certeza senti pena, porque se fosse eu, não hesitaria em jogar pela seleção. Isso é o bom de Cuba: eles te ensinam, desde pequena, a jogar por amor ao esporte. No caso da Iziane, ela teve uma discussão com o treinador. Com certeza, ela tinha muita vontade de jogar pela seleção, mas não estava se dando bem com o técnico e preferiu ficar fora. É uma decisão dela e não gosto de opinar sobre a decisão de outras pessoas. Mas com certeza eu, no lugar dela, aceitaria com o maior orgulho uma convocação para a seleção, até porque é o meu sonho. Mas cada um tem os seus motivos para aceitar ou rejeitar um chamado.

GE.Net - Você está falando bem o português. Já começou a esquecer um pouco o espanhol?
Ariadna -
Para falar a verdade, agora está sendo mais difícil falar espanhol do que português. Não falo espanhol com ninguém aqui. Só falo por telefone com a minha mãe nos finais de semana. Estou começando a sentir essa dificuldade de poder falar um espanhol nítido e com aquele sotaque de cubana. Cheguei no Brasil há cinco anos e tenho mais sotaque brasileiro do que de Cuba.

GE.Net - Além de jogar pelo Santo André, você está cursando Engenharia da Computação. Os alunos e professores da universidade sabem que você é jogadora de conhecem a sua trajetória?
Ariadna -
Já estou no terceiro semestre. Isso é outra vantagem de morar aqui, estou fazendo o que gosto. Jogo basquete porque gosto e estou estudando o que gosto: programação, cálculo e toda a parte de tecnologia. É um curso que gosto muito e espero poder exercer no futuro. As faltas atrapalham, mas os professores sabem da minha situação e, dentro do possível, tentam ajudar. Muitas vezes, eu preciso de ajuda fora do horário de aula pela própria dificuldade do curso. Se você falta em duas aulas seguidas, fica um pouco perdida na terceira.
GE.Net - No futuro, depois de encerrar a carreira, você pretende retornar a Cuba?
Ariadna
- Realmente, gostei muito do Brasil. Estou estudando aqui, espero me formar em Engenharia da Computação e poder exercer essa profissão aqui. Eu passaria para uma segunda fase na vida e continuaria a fazer uma coisa que gosto.

GE.Net - O que você gosta de fazer nas horas vagas aqui em Santo André?
Ariadna -
Eu sou muito caseira. Gosto de estar em casa, ver TV, filmes, passo bastante tempo na Internet e brinco com meu cachorro, meu companheiro eterno, o Giba, um labrador. Ele é meu companheiro dos bons e maus momentos, sempre está comigo. Eu divido o apartamento, pago pelo time, com a Tayara, a outra lateral.

GE.Net - Quero terminar com duas perguntas. A primeira: valeu a pena deixar Cuba para jogar profissionalmente no exterior?
Ariadna -
Valeu a pena, com certeza.

GE.Net - A segunda: a Revolução de 1959 valeu a pena para Cuba?
Ariadna -
Valeu a pena. Eu já disse e repito: a Revolução tem muitas coisas boas também. Eu me formei, estudei em Cuba grátis, sempre fui atendida no hospital. Cuba tem coisas boas e coisas ruins, como qualquer lugar do mundo. Tem coisas muito boas, como a saúde e a educação, e coisas ruins, como o bloqueio econômico e a falta de liberdade.

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BASSUL SONDOU ARIADNA EM 2008

O técnico Paulo Bassul conciliou Ourinhos e a seleção no ano de 2008. No clube, o treinador chegou a sondar a ala cubana Ariadna Capiró, sua então comandada, sobre a possibilidade de defender o Brasil como naturalizada.

"Ela vinha muito bem nos treinos, se destacando mesmo. Então, eu perguntei se ela já tinha jogado pela seleção cubana e a Ariadna disse que sim. Mas ela ficou feliz e deu uma risadinha, porque fiz um elogio ao nível técnico dela", lembrou Bassul.

Ariadna não pode mais defender Cuba por ter se profissionalizado e tampouco tem condições de atuar pelo Brasil. Ainda assim, sonha com uma reviravolta. "Ela já está adaptada e poderia realmente ajudar, mas infelizmente é inviável", disse o ex-técnico da seleção.

BIG BROTHER CUBA

A ala Ariadna passou a conviver com piadas desde o início da última edição do reality show Big Brother Brasil, que contou com a participação de uma transexual homônima, contratada pela Revista Playboy para uma edição especial. "O povo realmente pega pesado. Eu não tinha conhecido ninguém aqui no Brasil com o mesmo nome que eu. Aí essa menina entrou no Big Brother e virou piada. Mas acho que daqui a pouco o povo esquece e para de tirar sarro disso", disse a jogadora cubana, sorrindo. Em espanhol, a letra "d" de Ariadna é pronunciada de forma mais discreta e o som é quase de "Ariana".

 

Fonte: Gazeta Esportiva

terça-feira, 1 de março de 2011

MVP da liga, cubana exalta o trabalho em equipe e alfineta Ourinhos

arimvp A ala Ariadna também terminou o campeonato como a maior pontuadora

Carolina Canossa, do R7

Quatro anos de Brasil já são suficientes para o português carregar pouco sotaque da língua espanhola e também para ganhar a admiração de muitos fãs de basquete no país. Entretanto, a consagração da ala cubana Ariadna Capiró só veio neste domingo (27), com a conquista do título da Liga de Basquete Feminino (LBF) por Santo André e o posto de melhor jogadora (MVP) da disputa. 
Humilde, entretanto, a jogadora fez questão de atribuir o feito a todas as companheiras de time. 
-  Não tenho palavras para descrever minha emoção, mas o maior prêmio foi ser campeã. Estou muito feliz. Essa vitória foi consequência do trabalho do grupo, o time todo está de parabéns. Meu pensamento era ser campeã, nunca penso individualmente. 
Com 354 pontos em 20 jogos (média de 17,7 pontos por partida), Ariadna também foi a cestinha da competição, mas teve um desempenho abaixo do normal nas partidas decisivas: no quinto e decisivo jogo da semifinal contra Catanduva, ela marcou apenas dois pontos, com 1/11 de aproveitamento nos arremessos. Na decisão em jogo único diante de Ourinhos, marcou 14 pontos. 
- Eu sabia que iria receber uma marcação forte e já estava cansada, mas graças a Deus temos ótimas jogadoras como a Simone, a Ega e a Micaela. 
Curiosamente, Ariadna esteve presente nas duas últimas vezes que Ourinhos conquistou o título brasileiro, mas alfinetou o ex-clube. 
- A primeira vez que eu me sinto parte do título é aqui em Santo André.

Fonte: R7

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Sem fronteira (Folha de São Paulo)

Confederação Brasileira de Basquete estuda naturalizar estrangeiros que atuam no Brasil para defender as seleções do país

DANIEL BRITO

O ala norte-americano Shamell, do Pinheiros - Letícia Moreira/Folhapress A CBB (Confederação Brasileira de Basquete) quer naturalizar jogadores estrangeiros que atuam no Brasil. A ideia é que os atletas que tenham nível técnico reforcem as seleções brasileiras.
Os diretores das equipe nacional masculina, Vanderlei Mazzuchini, e feminina, Hortência Marcari, trabalham neste projeto em conjunto com técnicos, mas não dão prazo para concretizá-lo.
Alguns americanos que atuam no NBB (Novo Basquete Brasil) já foram sondados sobre a possibilidade de se naturalizar, como o ala Shamell, do Pinheiros, e o armador Larry, do Bauru.
"Não tenho medo de mudança", disse Mazzuchini. "Naturalizar estrangeiros que tenham identidade com o Brasil é realmente uma opção, mas ainda está no começo e é um assunto delicado", confirmou o ex-ala da seleção brasileira e atual diretor de seleções da CBB.
O técnico da seleção masculina, o argentino Rubén Magnano, confirmou, em entrevista por e-mail, que estrangeiros com nacionalidade brasileira serão convocados para representar o país.
"Não vejo problema nenhum em um atleta naturalizado defender a seleção. O importante é o nível e as boas condições que esse jogador apresentar", afirmou ele.
No feminino, Hortência usa os exemplos da Europa, especialmente da Rússia, para tentar executar o plano até a Olimpíada do Rio, em 2016.
Hortência aponta o pouco tempo para a formação de novos talentos como possível responsável pela naturalização. "É impossível formar uma atleta em cinco anos", declarou a ex-jogadora e hoje dirigente, no final de janeiro.
"A Rússia joga hoje com uma armadora americana naturalizada", afirmou a jogadora, na mesma ocasião.
Em contato com a reportagem, Hortência afirmou que suas declarações de janeiro foram feitas em tom de "brincadeira", mas se disse preocupada com a renovação na seleção brasileira.
"Não é algo que quero para já. Preciso conversar com o presidente da CBB", disse a diretora da seleção feminina.
O Brasil já tentou utilizar uma estrangeira na equipe nacional de basquete.
A argentina Karina Rodrigues obteve a cidadania brasileira em 1994, mas não pôde defender o país porque já havia atuado pela nação de origem quando era adolescente, em um torneio sub-17.
O exemplo da Rússia é um dos casos de sucesso de naturalização no basquete feminino. A armadora Rebecca Hammon, nascida nos EUA, adquiriu nacionalidade russa em 2008, com a qual conquistou a medalha de bronze na Olimpíada de Pequim.
Já a Espanha conta com a pivô Sancho Lyttle, nascida nas ilhas de São Vicente e Granadinas, no Caribe.

Americano tenta virar brasileiro pela terceira vez
Shamell Stallworth, 30, tenta pela terceira vez se naturalizar brasileiro. No país desde 2004, ele é casado com uma brasileira, com quem teve, há dois anos, os gêmeos Shamell Junior e Jordan.
O ala do Pinheiros é um dos cestinhas do NBB, e a ideia de se tornar brasileiro veio de um membro da comissão técnica da seleção.
José Neto, auxiliar de Rubén Magnano, sugeriu a nova nacionalidade ao estrangeiro quando foi seu treinador no Paulistano, em 2006. Neto já ocupava seu cargo na equipe nacional quando o técnico era Lula Ferreira.
Para se naturalizar, é preciso ter, no mínimo, seis anos de residência fixa no Brasil, ou estar casado com uma brasileira ou até ter tido um filho nascido no país há, no mínimo, um ano.
"Meu sonho é jogar pelo Brasil. Seria incrível", disse Shamell, em entrevista por telefone, misturando o forte sotaque norte-americano com gírias paulistas.
Larry Taylor, 30, é outro americano que também recebeu a sugestão de trocar de nacionalidade. Nascido em Chicago, conterrâneo e colega do astro Dwayne Wade, do Miami Heat, Larry é o principal jogador do Bauru.
O próprio Vanderlei Mazzuchini teve a ideia da troca de cidadania. "Se ele [Mazzuchini] não tivesse me falado, eu não pensaria em me naturalizar", declarou Larry, que diz não pretender se casar com uma brasileira.
No feminino, a cubana Ariadna, cestinha da LBF (Liga de Basquete Feminino) pelo Santo André, está impedida de representar seu país por ter saído da ilha para atuar profissionalmente. E não pode defender o Brasil por já ter atuado por Cuba.
"Eu já sonhei em jogar pela seleção brasileira, mas é uma pena que não vai acontecer", disse a atleta.

Treinadores divergem sobre plano da CBB
Técnicos e atletas ouvidos pela Folha não se mostraram contrários à ideia de naturalizar estrangeiros para defender o Brasil.
"É desagradável ter que trazer um cara de fora, com 190 milhões de brasileiros, claro, mas eu não sou contra. Acho que seria bom para o Brasil", disse Helio Rubens, técnico do Franca e ex-treinador da seleção nos Mundiais de 1998 e 2002.
O pivô Estevam, do Uberlândia, que jogou o Mundial-06, diz que a nacionalidade do atleta não importa.
"Os melhores têm que representar o país. Se for nascido em outro país ou no nosso, não interessa, não é isso que tem que estar em jogo", disse o jogador.
Já o argentino Gonzalo Garcia, treinador do Flamengo, considera desnecessária a política de naturalizar estrangeiros para jogar nas seleções nacionais.
"O Brasil já tem muitos jogadores competentes em várias posições. Só estaria de acordo com a naturalização se fosse um caso de atleta extraordinário e acostumado ao país", disse ele.
O também argentino Néstor García, treinador do Minas, tem experiência como técnico de seleções estrangeiras. Comandou o Uruguai, país que já nacionalizou dois atletas dos EUA.
"[No Uruguai], só há três milhões de habitantes. Não nasce tanta gente alta como no Brasil, por isso naturalizam", disse Néstor, que ainda criticou o México por naturalizar atletas sem "identidade com o país".

Fonte: Folha de São Paulo

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Potências ofensivas da LBF iniciam briga para chegar à final

117081_159825_palmira Santo André e Catanduva fazem duelo de cestinhas e equipes que mais pontuaram

O melhor ataque é o... ataque. Essa parece ser a filosofia de jogo de Santo André e Catanduva, que iniciam neste sábado, no ginásio Pedro dell’Antonia, a série melhor de cinco que apontará um finalista da Liga de Basquete Feminino. O encontro colocará em choque as duas equipes mais ofensivas do campeonato nacional. Se as donas da casa têm na cubana Ariadna a principal cestinha da competição (239), o time do interior paulista lidera as estatísticas de pontos marcados (1.160). A partida começará às 18 horas.

Do duelo entre a segunda e a terceira colocadas na primeira fase sairá o adversário do vencedor de Americana x Ourinhos no jogo único que definirá o título. O retrospecto das equipes sugere uma partida sem favoritismo, mas que poderá antecipar uma tendência. "Temos de aproveitar a vantagem de jogar em casa com o apoio da torcida, porque uma vitória já nos garantirá no mínimo o direito de decidir em nossa quadra", analisa Ariadna, uma das responsáveis pelo crescimento da agremiação do ABC. Depois de perder para Americana e Catanduva no turno, Santo André fechou as partidas de volta com 100% de aproveitamento.

Santo André ficou duas semanas sem atuar, a exemplo de Americana, já que o regulamento colocou diretamente nas semifinais as duas melhores equipes da primeira fase. O intervalo foi benéfico para o grupo, na avaliação de Ariadna. "Foi bom para colocarmos em dia a parte física e corrigir defeitos nos treinamentos, o que não vínhamos podendo fazer por causa da sequência de jogos. Trabalhamos bastante a parte defensiva, porque diante de grandes adversários como Catanduva, Americana e Ourinhos não se pode facilitar", lembra a ala natural de Havana.

Ariadna não acredita que o técnico Edson Ferreto imponha marcação individual sobre ela. "Talvez fosse até melhor, porque sobraria espaço para jogadoras de qualidade como Ega, Micaela e outras", observa. Ariadna disse ainda que a técnica Laís Elena chamou a atenção para o ponto mais forte de Catanduva. "É um time muito veloz, que contraataca bem e tem volume de jogo. Temos de ditar nosso ritmo e não entrar na correria delas. Mas acredito que nossa vitória sobre elas foi o retrato da nossa evolução no returno."

A delegação de Catanduva viajou para o ABC nesta sexta-feira. A ala Palmira admite que a equipe caiu um pouco de rendimento no returno, mas que a fase final do campeonato deverá ser marcada pelo equilíbrio entre os quatro semifinalistas. "Se fizermos o nosso jogo, temos condições de sair com a vitória e, quem sabe, até aproveitar as próximas partidas em casa para fechar a série", sonha. Palmira concorda com a avaliação de Ariadna sobre a principal característica da equipe. "Nossa arma mais forte é o contraataque. Nos últimos jogos, no entanto, não estivemos tão bem. Agora, temos de melhorar a defesa e a saída de bola." Com 232 pontos, sua companheira Clarissa - principal reboteira do campeonato - só é superada por Ariadna. Da mesma forma, Santo André fica atrás apenas de Catanduva em pontos anotados (1.093).

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ariadna, a dona da bola na Liga de Basquete Feminino

Foto por Beto Garavello-PSA 114_1200x1807 Ala cubana do Santo André/Semasa, que aniversaria nesta sexta-feira (4), é o grande nome do basquete brasileiro nos últimos anos

Thiago Oliveira - Prefeitura de Santo André

O grande destaque do Santo André/Semasa durante a fase de classificação da LBF 2010/2011 foi a cubana Ariadna Capiró. Com rendimento mais discreto no primeiro semestre de 2010, a ala do time andreense foi cestinha da fase de classificação e liderou a pontuação individual da competição com 239 pontos assinalados, mantendo a média de 17,1 por partida. A ala comemora o retorno à boa fase e o aniversário nesta sexta-feira (4).

A ala do time andreense tem sido fundamental na sequência vitoriosa da equipe. Com números expressivos, a atleta é um dos maiores destaques da Liga. Além dos pontos marcados, conquistou 92 rebotes (6,6 de média), 36 assistências (2,6), 27 bolas recuperadas (1,9) e sete bloqueios (0,5), atuando em todos os 14 jogos do time.

Aos 27 anos, com 1,78m de altura, Ariadna atuou quatro anos pela seleção de Cuba, sendo campeã Pan-americana em 2003 e, antes de chegar a Santo André, jogou na França, Equador; no Brasil por Marília, Catanduva e Ourinhos.

A cubana tem sido a maior finalizadora do basquete brasileiro dos últimos dois anos. Com grandes atuações em 2009, sua primeira temporada em Santo André, Ariadna anotou mais de 400 pontos somente no Nacional e somando todas as competições do ano foram mais de 1 mil.

Com uma situação diferente de muitos atletas da ilha ao norte do Mar do Caribe, Ariadna saiu de seu país legalmente, com uma carta-convite de autoridades. Ela é filha de Armando Capiró, listado entre os maiores esportistas de Cuba. O pai foi um dos maiores jogadores de beisebol no país e, por sentimentos nacionalistas, chegou a recusar propostas milionárias para jogar no exterior.

Com poucas chances de retornar a Cuba pelo atual regime, a jogadora mantém contato com os familiares através de computador e já tem Santo André como sua casa. “Há afinidade entre os latinos; as meninas aqui sabem da minha situação, me ajudam e se tornaram minha família. A própria técnica Laís é uma espécie de mãe para mim”, destaca, sobre a experiente treinadora da equipe andreense.

Ariadna viu a mãe, Ana Rosa, apenas uma vez desde que partiu da ilha e seu único irmão, Antuan, fisioterapeuta e vive em Miami (Estados Unidos). No futuro, o trio sonha estar junto novamente. “Respeito o regime cubano, sou grata pela formação que obtive. Saí por questões econômicas e não políticas. Quero dar mais conforto a minha família, que é meu motor”, vislumbra Ariadna.

A ala não sabe quando irá contemplar de novo o mar do Caribe e nem o pôr do sol em Havana, onde ela nasceu. A menina que corria pelas ruas de Cuba, agora voa pelas quadras brasileiras e, neste jogo da vida, resta torcer para que mais este arremesso de Ariadna tenha endereço certo.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ariadna bate recorde da LBF e mantém Santo André no pé dos líderes

Em jornada inspirada, a cubana Ariadna marcou 38 pontos e liderou a tranqüila vitória de Santo André sobre Mangueira por 88 a 62 em partida válida pelo returno da Liga de Basquete Feminino. O resultado manteve a equipe do ABC na terceira posição e com os mesmos 18 pontos ganhos de Catanduva, que ocupa a segunda colocação graças ao critério de desempate - o resultado do confronto direto do turno. Americana lidera com 19. Com a derrota, Mangueira caiu para a 7ª posição e deixou a zona de classificação dos seis times que passarão aos playoffs. No outro jogo deste sábado, Joinville foi a São Caetano e bateu as donas da casa por 71 a 59, consolidando a quinta colocação e afundando ainda mais o time do técnico Norberto "Borracha" Silva na lanterninha da competição.

No Ginásio Pedro dell"Antonia, as meninas dirigidas por Laís Elena não tiveram dificuldades para confirmar o favoritismo diante das cariocas. Apesar do rodízio das jogadoras imposto pela treinadora, que optou por deixar no banco durante boa parte do jogo titulares importantes como Ega e Micaela, Santo André dominou as ações e pouco permitiu ao esforçado time comandado por Guilherme Voss. Além dos 38 pontos - novo recorde do campeonato e muito acima da marca de 29 que estava em poder de Chuca, de Ourinhos, contra o Basquete Clube de Araçatuba -, Ariadna pegou nove rebotes e se transformou no destaque do encontro.

Ariadna creditou a excelente atuação à recuperação da condição física ideal. "Eu estava machucada e só agora é que estou 100% bem e readquirindo ritmo de jogo. Mas não é só isso. O time está em crescimento, depois de fazer um primeiro turno apenas regular, e está alcançando o seu verdadeiro potencial. Nosso jogo está encaixando. É bom que isso esteja acontecendo nesta aproximação dos playoffs", comentou. Apesar da satisfação com a evolução de Santo André, a jogadora natural de Havana ressaltou o equilíbrio do campeonato. "Americana, Catanduva e Ourinhos estão no mesmo nível da gente. Os jogos serão sempre decididos em favor daquele que errar menos", avisou.

Pelo lado de Mangueira, o técnico Guilherme Voss recebeu o resultado com naturalidade, mas elogiou o comportamento de suas atletas. "Tivemos disposição e atitude. Saio daqui contente porque jogamos basquetebol e não perdemos pela diferença superior que muita gente imaginava. Tivemos pela frente uma equipe muito mais estruturada, como é também o caso de São Caetano que enfrentaremos na segunda-feira fora de casa", analisou. Ivana, com 18 pontos, e Leão, com 17 e 10 rebotes, foram as principais jogadoras entre as mangueirenses.

Neste domingo, o Basqete Clube recebe Ourinhos em Araçatuba, a partir das 16 horas.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Americana e Santo André saem na frente na semifinal do Paulista

ariadnasl O Americana saiu na frente na série melhor-de-três do playoff - semifinal do Campeonato Paulista Feminino da Série A-1 - 2010 ao derrotar o Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva, na noite desta quarta-feira (09 de junho), por 73 a 59 (36 a 20 no primeiro tempo), em duelo realizado no ginásio Municipal Milton Fenley Azenha (Centro Cívico), na cidade de Americana (SP). As maiores pontuadoras foram Helen, 20 pontos e 06 assistências, e Carina Felippus, 14 pontos e 02 assistências, pelo time da casa; Palmira, 18 pontos e 11 rebotes (double-double) e Micaela, 12 pontos e 07 rebotes, em favor do visitante.

O segundo jogo da série, que pode ser o decisivo, será jogado no sábado (12 de junho), às 18h00, em Catanduva (SP). Uma vitória garante o Americana na final do estadual.

Já o Santo André/Semasa passou pelo Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos, mesmo atuando no ginásio Municipal José Maria Paschoalik (Monstrinho), na cidade de Ourinhos (SP), por 79 a 62 (40 a 30 no primeiro tempo). As atletas mais efetivas do encontro foram Fernanda Beling, 17 pontos e 11 rebotes (double-double) e Patrícia Chuca, 17 pontos, 09 rebotes e 04 assistências, pelo time do Interior; Ariadna, 26 pontos, 05 rebotes e 05 assistências, e Paula, 16 pontos, em favor do representante do Grande ABC.

O segundo jogo da série, que pode ser o decisivo, será jogado no sábado (12 de junho), às 18h00, na cidade de Santo André (SP). Uma nova vitória coloca o Santo André/Semasa na decisão.

Frederico Batalha

Fonte: FPB

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Santo André bate Blumenau e conquista título dos Jogos Abertos Brasileiros

Time de basquete feminino andreense conquista o título dos Jogos Abertos Brasileiros e vai embalado para os playoffs do Campeonato Paulista

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O Santo André/Semasa venceu o Blumenau (SC) pelo placar de 87 a 34 na manhã desta quarta-feira (27) e levou o título de basquete feminino dos Jogos Abertos Brasileiros, disputado em Cuiabá (MT). A conquista quebrou um tabu de 10 anos sem um título nacional.

“Temos consciência que o nível com relação ao Paulista não é o mesmo. Os principais times do Brasil são de São Paulo. Mas um título brasileiro é importante. Todos estão muito contentes com a conquista”, comemorou a técnica Lais Elena. 

A campanha do time andreense foi impecável. Na fase de classificação venceu Sinop (MT) por 107 a 25 e Três Lagoas (MS) por 98 a 53. Na semifinal eliminou Ponta Grossa (PR) por 104 a 38. O time do Santo André marcou 396 pontos na competição.

Na partida final, as andreenses imprimiram forte marcação, dificultando o jogo das catarinenses. No ataque, a cestinha foi a ala cubana Ariadna, que anotou 16 pontos. ”O time marcou forte e forçou arremessos precipitados de Blumenau. Foi importante porque conseguimos avaliar como estamos. Agora vamos forte para o Paulista”, analisou Lais.

O Santo André, que interrompeu sua participação no Campeonato Paulista para disputar a competição de Cuiabá, deve chegar à cidade amanhã (27).

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Com as atenções voltadas novamente para o Estadual, as andreenses, atualmente com a segunda colocação assegurada na fase de classificação, esperam pela definição de seu adversário para as quartas-de-final, o qual sai do confronto entre Jundiaí e Araçatuba, nesta sexta-feira (28).

A técnica Lais comentou o confronto do Paulistão.  “Prefiro jogar em Jundiaí. Além da desgastante viagem ao interior, ainda tem a quadra de Araçatuba, que é cimento coberto com um piso emborrachado. Pode até ser boa para o pessoal da Superliga e do vôlei.”

As alas/pivô Simone e Vanuzia e a ala Lílian jogaram poucos minutos na final desta quarta-feira, mas sentiram dores e seguem em tratamento para se recuperar para a fase final. O Cisa (Centro Integrado à Saúde do Atleta de Santo André), que viajou com a delegação para dar o suporte de fisioterapia, já trata das atletas, que devem estar recuperadas para os playoffs.

A Federação Paulista de Basketball (FPB) negocia com os times a melhor data para a disputa entre Santo André e seu adversário. Inicialmente seria no dia 2 de junho, conforme acertado com a própria federação, mas existe outra possibilidade. A FPB ainda não divulgou oficialmente as datas.

JAB’s – Disputa do Bronze:  Três Lagoas (MS) 81 x 59 Ponta Grossa (PR)

domingo, 16 de maio de 2010

Catanduva derrota Santo André e segue imbatível no Paulista Feminino

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O Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva BC derrotou o Santo André/Semasa, neste domingo (16 de maio), por 79 a 57 (40 a 29 no primeiro tempo), em duelo realizado no ginásio Municipal Anoar Pachá, na cidade de Catanduva (SP), válido pelo returno da fase inicial, e manteve a primeira colocação na classificação geral do Campeonato Paulista Feminino da Série A-1 - 2010.

Os principais nomes da partida foram Gil, 18 pontos e 09 rebotes, Sil, 17 pontos, 07 rebotes e 02 assistências, e a pivô Ísis, com a incrível marca de 18 rebotes, pelo time da casa; a cubana Ariadna, 17 pontos, 05 rebotes e 01 assistência, e Fabiana, 13 pontos e 05 rebotes, em favor do visitante.

Já o Americana passou pelo Basquete Clube, mesmo atuando no ginásio Municipal Doutor Plácido Rocha, na cidade de Araçatuba (SP), por 89 a 45 (35 a 22 no primeiro tempo). As jogadoras mais efetivas foram Cléia, 12 pontos e 01 assistência, e Fernanda Brito, 09 pontos, 04 rebotes e 01 assistência, pelo time da casa; Mamá, 18 pontos e 04 rebotes, e Karen, 14 pontos, 04 rebotes e 03 assistências, em favor do visitante.

Com estes resultados, a classificação do estadual feminino ficou da seguinte maneira:

1o) Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva BC - 20 pontos (10 vitórias)
2o) Santo André/Semasa - 19 pontos (08 vitórias e 03 derrotas)
3o) Americana - 17 pontos (07 vitórias e 03 derrotas)
4o) Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos - 16 pontos (06 vitórias e 04 derrotas)
5o) São Caetano/UNIP - 12 pontos (03 vitórias e 06 derrotas)
6o) Basquete Clube - 11 pontos (01 vitória e 09 derrotas)
7o) Divino/COC/Jundiaí - 10 pontos (10 derrotas)

PRÓXIMOS JOGOS
18 de maio (terça-feira)

20h00 - Santo André/Semasa x São Caetano/UNIP, em Santo André (SP)
20 de maio (quinta-feira)
20h00 - Americana x Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva, em Americana (SP)
20h00 - Basquete Clube x Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos, em Araçatuba (SP)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Santo André vence Ourinhos no Paulista

O Santo André/Semasa assumiu a liderança do Campeonato Paulista Feminino da Série A-1 - 2010 ao derrotar o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos, na noite desta quinta-feira (06 de maio), mesmo atuando no ginásio Municipal José Maria Paschoalik (Monstrinho), na cidade de Ourinhos (SP), por 64 a 52 (34 a 33 no primeiro tempo), pela terceira rodada do returno da fase inicial. As jogadoras mais efetivas foram Chuca (19 pontos, 03 rebotes e 02 assistências) e Fernanda Beling (07 pontos e 06 rebotes), pelo time da casa; Ariadna (18 pontos, 10 rebotes e 02 assistências - double-double), Vanuzia (11 pontos) e Êga (10 pontos, 12 rebotes e 06 assistências - double-double), em favor do visitante.

Com a vitória, o time de Laís Elena chegou aos 16 pontos, em nove jogos disputados (07 vitórias e 02 derrotas), ponteando o estadual. Já a equipe de Ourinhos aparece logo a seguir, no segundo lugar, somando 15 pontos, com as mesmas nove partidas realizadas (06 vitórias e 03 derrotas).

O Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos buscará a reabilitação encarando o Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva BC, na quinta-feira (13 de maio), às 20h00, no município de Catanduva (SP). O Santo André/Semasa, por sua vez, enfrenta o Divino/COC/Jundiaí, na mesma data e no mesmo horário, na cidade de Santo André (SP).

No outro confronto da noite, o São Caetano/UNIP passou pelo Basquete Clube, por 71 a 61 (35 a 30 no primeiro tempo), em jogo disputado no ginásio Municipal Armando Lima e Silva Corujeira, na cidade de São Caetano do Sul (SP). As maiores pontuadoras foram Renata (19 pontos e 03 assistências) e Eliane (16 pontos, 08 rebotes e 01 assistência), pelo time do Grande ABC; Cleia Crepaldi (21 pontos e 04 assistências) e Djane (17 pontos e 08 rebotes), em favor do representante do Interior.

Agora, o time de Norberto Silva, o Borracha, chegou aos 11 pontos, em oito jogos disputados (03 vitórias e 05 derrotas), permanecendo na quinta colocação. Já a equipe de Araçatuba ocupa o sexto lugar, com 10 pontos, em nove partidas realizadas (01 vitória e 08 derrotas).

No aguardado duelo de garrafão, a melhor foi Nádia Colhado, do São Caetano/UNIP, com 12 rebotes. Já Eliane, também da equipe de São Caetano do Sul, Djane e Fernanda  Bibiano, ambas do Basquete Clube, apanharam oito rebotes cada uma.
O São Caetano/UNIP, na próxima rodada, encara o Americana, na quinta-feira (13 de maio), às 20h00, em Americana (SP). O Basquete Clube tentará a recuperação contra o mesmo Americana, no dia 16 de maio (domingo), às 17h00, em Araçatuba (SP).

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Basquete de Santo André será premiado pela Federação Paulista

A Federação Paulista de Basquete premiará os melhores de 2009 na próxima segunda-feira (26), na S.E. Palmeiras (entrada pela avenida Francisco Matarazzo, 1705), em São Paulo. Santo André receberá quatro troféus “Ubiratan Pereira Maciel”. A cubana Ariadna Capiró, ala da equipe andreense, será a grande premiada do time.

A jogadora compõe a seleção de ouro 2009, na categoria feminina. Com atuações irrepreensíveis, terminou o ano como cestinha noPaulistão, Jogos Regionais, Jogos Abertos do Interior e do Nacional. No entanto, ela não foi eleita a melhor jogadora da categoria adulta, divisão especial A1. “A Patrícia (vencedora) fez um grande Paulista sem dúvidas, mas acho que a Ariadna foi o nome do ano”, analisa a técnica andreense Laís Elena, sobre a premiação.

Aos 27 anos, e com 1,78m de altura, Ariadna anotou mais de 400 pontos no Nacional, encerrado em janeiro. Somando todas as competições do ano foram mais de 1 mil pontos anotados.

Ariadna atuou quatro anos pela seleção de Cuba, sendo campeã Pan-americana em 2003 e, antes de chegar a Santo André, jogou na França, Equador e no Brasil por Marília, Catanduva e Ourinhos, por onde se sagrou campeã Nacional. Com a camisa do time andreense ela conquistou os Jogos Abertos do Interior no ano passado.

Na categoria Mirim, Vanessa Fausto Gonçalves, destaque da seleção paulista no último Campeonato Brasileiro sub-15 foi mais uma atleta de Santo André eleita a melhor do estado pela federação.

Já no masculino, Santo André teve o melhor atleta da capital, que na divisão da federação inclui o ABC, e o melhor técnico, ambos na categoria infantil. Representando o Apaba/Santo André, o ala/pivô Wesley Henrique Andrade, que também faz parte da seleção brasileira sub-15, e o técnico Marcel Adrian, foram os escolhidos.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Catanduva vence Americana (58-35) e se isola na liderança

O Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva se isolou na liderança do Campeonato Paulista Feminino da Série A-1 – 2010 ao derrotar o Americana, na noite desta quinta-feira (15 de abril), em duelo realizado no ginásio Municipal Anuar Pachá, na cidade de Catanduva (SP), por 58 a 35 (28 a 15 no primeiro tempo), na seqüência do turno da fase inicial. Com a vitória, o time comandado pelo técnico Edson Ferreto chegou aos dez pontos, decorrentes de cinco resultados positivos, seguindo com 100% de aproveitamento.

Os destaques do encontro foram Natália (13 pontos e 01 assistência) e Ísis (11 pontos e 05 rebotes), pelo time da casa; e Mamá (12 pontos e 10 rebotes – double-double), em favor do visitante.

No Clássico do Grande ABC, o Santo André/Semasa bateu o São Caetano/UNIP, por 76 a 55 (43 a 27 no primeiro tempo), em duelo realizado no ginásio Municipal Armando Lima e Silva Corujeira, na cidade de São Caetano do Sul (SP). Os principais nomes da partida foram Jacqueline (17 pontos e 02 assistências) e Eliane (12 pontos, 11 rebotes e 02 assistências – double-double), pelo time da casa; Ariadna (21 pontos e 06 rebotes) e Lílian (18 pontos e 04 assistências), em favor do visitante.

E, fechando a rodada, o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos conseguiu a reabilitação ao superar o Basquete Clube, por 99 a 74 (42 a 36 no primeiro tempo), em duelo realizado no ginásio Municipal José Maria Paschoalik (Monstrinho), no município de Ourinhos (SP). As jogadoras mais efetivas foram  Chuca (26 pontos, 06 rebotes e 05 assistências), Fernanda Beling (14 pontos e 06 rebotes) e Flávia Luiza (14 pontos, 06 rebotes e 03 assistências), pelo time de Ourinhos; Fernanda Bibiano (23 pontos e 15 rebotes – double-double) e Cléia (21 pontos e 04 assistências), em favor do representante de Araçatuba (SP).

Com estes resultados, à classificação geral do Campeonato Paulista Feminino da Série A-1 – 2010, até aqui, encontra-se da seguinte maneira: 1o) Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva – 10 pontos (05 vitórias), 2o) Santo André/Semasa e Americana – 09 pontos (04 vitórias e 01 derrota), 4o) Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos – 08 pontos (03 vitórias e 02 derrotas), 5o) Basquete Clube – 07 pontos (01 vitória e 05 derrotas), 6o) São Caetano/UNIP – 06 pontos (01 vitória e 04 derrotas) e 7o) Divino/COC/Jundiaí – 05 pontos (05 derrotas).

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Federação Paulista divulga lista dos melhores de 2009

O departamento técnico da Federação Paulista de Basketball (FPB) divulgou, nesta terça-feira (13 de abril), a relação dos melhores atletas da temporada de 2009, que receberão o Troféu “Ubiratan Pereira Maciel”.

Mini

Atleta Capital: Vitória Maria Domingos Marcelino (Jacareí Basketball/LBCP)

Atleta Interior: Kananda Ribeiro Benedicto (Ourinhos)

Técnica: Rita de Cássia Fenalti (Unimed/Americana)

Mirim

Atleta: Vanessa Fausto Gonçalves (AD Santo André)

Técnica: Vânia Paulette (AD Centro Olímpico)

Infanto-juvenil

Atleta: Damiris Dantas do Amaral (CFE Janeth Arcain)

Técnico: Alexandre Escame (APAB/Barretos)

Juvenil

Atleta: Leila Zabani (Unimed/Americana)

Atleta: Mônica Fernanda Nascimento (Finasa/Osasco)

Técnica: Maria do Carmo Ferreira, a Macau (Finasa/Osasco)

Divisão Especial A-1

Atleta: Patrícia de Oliveira Ferreira, Chuca (Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos)

Técnico: Urubatan Lopes Paccini (Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos)

Atleta Revelação

Nadia Gomes Colhado (São Caetano/UNIP)

Seleção de Ouro

Armadora: Palmira Cristina Marçal (Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva)

Ala: Ariadna Capiro Felipe (AD Santo André)

Ala: Patrícia de Oliveira Ferreira, Chuca (Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos)

Pivô: Carina Felippus de Souza (Vivosabor/Unimed/Folhamatic/Americana)

Pivô: Jucimara Evangelista Dantas, Mamá (Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos)

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Santo André apresenta novas jogadoras de basquete e patrocinador

Em coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (22), a técnica Lais Elena afirmou que a equipe está preparada para brigar por títulos

005 - Basquete - foto por Norberto da Silva

Em coletiva realizada na tarde desta segunda-feira (22) no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, a equipe feminina de basquete anunciou o Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia da Prefeitura de Santo André, como parceiro para a temporada 2010. Na oportunidade também foram apresentadas novas jogadoras.

A ala Tayara Pessenti, com convocações pela seleção brasileira, e a ala/pivô Soeli Zakrzeski, a Êga, que jogou a última Olimpíada pelo Brasil, somam forças a Ariadna Capiró, cestinha do Nacional 2009, e Simone Lima, maior reboteira da história da competição. O time também conta com Lílian Lopes, que atuou em diversas competições representando o Brasil.

“Essa vinda para Santo André com a ajuda da Lais é um namoro antigo. Participei de times que fizeram história em suas cidades. Ainda amo o que eu faço. E ser parte deste retorno de Santo André às épocas de glória é motivante”, explica Êga sobre os motivos que a trouxeram ao time.

Tayara também falou sobre sua chegada. “A Lais sempre acreditou no meu trabalho. Tentamos outras vezes, mas só agora foi possível um acordo. Santo André é uma grande equipe e é bom estar aqui”, disse.

O apoio do Semasa tem duração de 12 meses. “Para que pudéssemos fazer a parceria nos programamos no ano passado. Nada impede que no orçamento do ano que vem renovemos o apoio”, afirmou o superintendente Ângelo Pavin, alegando que o prazo foi estipulado por questões orçamentárias.

A Prefeitura de Santo André manterá todo o trabalho de base, com suas escolinhas e as categorias menores, e o Semasa ajudará a equipe principal. No último ano a cidade cedeu cinco atletas para as seleções brasileiras de base no feminino.

Outra grande jogadora está sendo formada nas bases andreenses. Trata-se de uma jovem de 14 anos, 1,90m e que no momento é preservada pela comissão técnica para que seu desenvolvimento não seja prejudicado. A jovem tem uma história de muitas dificuldades, apesar da pouca idade, e terá atenção especial. O Centro Integrado de Saúde do Atleta (Cisa), projeto pioneiro na América Latina, oferece apoio psicológico, fisiológico e nutricional.

Temporada 2010

Laís Elena, técnica da equipe há quase 30 anos, também falou da expectativa para a temporada 2010. “Com essas grandes jogadoras, que vêm somar forças a um elenco muito bom, tenho certeza que estaremos brigando por títulos em todas as competições que participarmos. Esse é o meu pensamento e tenho certeza que é o mesmo da equipe.”

O primeiro desafio do time andreense está programado para o segunda quinzena de março, com o início do Campeonato Paulista. A data ainda será definida pela Federação.

Patrocínio

004 - Basquete - foto por Norberto da Silva

Para 2010, a equipe de basquete feminino de Santo André firma parceria com o Semasa. Enquanto ela se mantiver, o time será denominado Semasa/Santo André.

O basquete feminino, tradicional na cidade de Santo André e na modalidade, agrega valor à marca Semasa. Juntas estarão duas referências em suas áreas de atuação: as meninas do basquete com a força e qualidade técnica e o Semasa, autarquia da Prefeitura de Santo André, referência nacional em saneamento ambiental.

Ações de educação ambiental serão realizadas com a ajuda da equipe por meio de atividades nos dias e locais de jogos. Eventos serão organizados em escolas da cidade com as presenças das atletas para que o Semasa leve informações sobre os serviços que realiza à população. O esporte será uma importante ferramenta de educação relacionada à economia de água e não descarte irregular de lixo em vias públicas e terrenos. Também haverá trabalhos nos intervalos das partidas com participação de Santo André.

Basquete andreense

De 1984 a 1997 era realizada em nível nacional a Taça Brasil de Basquete Feminino. Na maior parte deste período o time de Santo André manteve parceria com a Pirelli.

A partir de 1998, em 11 anos de disputa do Nacional Feminino com o atual formato, 35 clubes participaram e o Santo André foi o único presente em todas as edições. A equipe conquistou o título de 1999 e o vice-campeonato de 2000. O time ainda sagrou-se bicampeão paulista em 1975 e 1976 e ganhou novamente o título em 1995.

O basquete feminino de Santo André tem um projeto chancelado pelo Ministério do Esporte para usufruir da Lei de Incentivo ao Esporte, intitulado Bola Laranja. A lei proporciona que um investidor faça uso de 1% do imposto devido para aplicar em um projeto com esse selo.

As jogadores que representarão a equipe em 2010 são:


5 - Ariadna Capiro Felipe

7 - Luciane Moskalesk

8 - Lilian Cristina Lopes Gonçalves

9 - Luana Batista de Souza

11 - Jessica Beatriz Nogueira

12 - Vanuzia dos Santos de Almeida

13 - Ega (Soeli Garvão)

14 - Simone Inacio de Lima

15 - Fabiana Guedes

17 - Tayara M. de J. Pesenti

56 - Carina Martins

78 - Katia Silva Cavallaro

Basquete de base

O atleta normalmente inicia sua carreira com o incentivo à pratica do esporte. A Prefeitura de Santo André mantém trabalhos de base em escolas esportivas espalhadas pela cidade com diversas modalidades e jovens em categorias de base, que competem por federações.

A importância de incentivar o esporte não é a de formar um atleta, mas a de gerar um cidadão melhor. Nem todos que praticam esporte serão atletas, nem todos terão medalhas, mas terão inclusão social e melhor saúde.

A Êga, a Tayara, a Ariadna, a Simone e todas as demais atletas do time feminino de basquete principal são símbolos para as crianças e adolescentes que praticam a modalidade.

O trabalho de base no basquetebol andreense divide-se em masculino e feminino e conta com mais de 150 crianças e adolescentes distribuídas por dez categorias. No último ano, esse trabalho rendeu sete convocações para as seleções de base.

Esses jovens, além de todos os ganhos citados, tiveram a oportunidade de competir e representar o país ou estado no Brasil e pelo mundo. Foram experiências únicas na vida deles e caso não se tornem atletas profissionais, ganharam lições e experiências que os acompanharão por toda a vida.

Um grande exemplo é a andreense Carina dos Santos Martins, a Cacá, ser convocada para a seleção brasileira sub-18 de basquete. A jovem armadora pode disputar os Jogos Sul-americanos, que acontecem de 20 a 24 de março na Colômbia. Em junho pode jogar a Copa América, nos Estados Unidos, na qual os três melhores são classificados para o Mundial Sub-19, em 2011.

Cacá foi promovida no último Nacional de Basquete ao time principal de Santo André. A jovem também fez parte da equipe brasileira campeã sul-americana sub-17. Ela completou 18 anos no dia 17 de fevereiro.

Na mesma faixa etária, a ala Michelli Trentini, atuando hoje por São Bernardo, e Vitória Carvalho, ainda em Santo André, foram convocadas no ano passado.

Entre as mais novas, Klaudia Kalinin e Vanessa Gonçalves foram campeãs sul-americanas sub-15 com a treinadora Janeth Arcain. Também representaram o estado no Brasileiro de basquete e sagraram-se vencedoras novamente.

No masculino, Santo André cedeu jogadores para a disputa do Sul-Americano sub-15. O time andreense teve convocações de Fernando Henrique Tamasiro Vieira, ala/armador, e Wesley Andrade, ala/pivô, ambos de 15 anos.

Lais Helena Aranha da Silva

O basquetebol feminino tem uma história e identificação antiga com a cidade de Santo André. Muito desta história é associada ao nome Laís Elena Aranha da Silva.

Ela ganhou títulos como jogadora e foi atleta da seleção brasileira, tendo como vitórias mais importantes: terceira colocação noMundial de 1971 no Brasil, bi-campeonato em Pan-americano no Canadá e Colômbia e seis campeonatos sul-americanos.

Lais chegou em Santo André em 1964 como jogadora do C.A. Pirelli, o qual representou até 1978. Iniciou sua carreira como técnica em 1979, nas categorias de base, também na Pirelli. Lá permaneceu até iniciar seu trabalho com a categoria adulta.

Foi técnica de seleção brasileira juvenil, tornando-se campeã sul-americana, e assistente técnica da seleção brasileira adulta no Pré-Olímpico do México, sendo campeã.

Em Santo André, é técnica da equipe adulta desde 1983, conquistando títulos dos campeonatos Paulista, Jogos Regionais, Jogos Abertos do Interior,Brasileiro e Sul-americano de Clubes. Também registrou outros dois vice-campeonatos nacionais.

Laís sempre deu atenção especial ao trabalho de base. Durante sua trajetória em Santo André colaborou para a revelação de jogadoras que serviram seleções paulistas e brasileiras, tais como Marta e Leila Sobral,  medalha de prata na Olimpíada de Sidney. Mamá e Chuca, que ainda servem a seleção brasileira, e tantas outras que estão em atividade em vários clubes do Brasil, Europa e universidades dos Estados Unidos, também tiveram formação com a técnica andreense.

domingo, 10 de janeiro de 2010

Ourinhos e Catanduva abrem 2 a 0 nas séries semifinais

112b Pela segunda partida da semifinal do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), Ourinhos e Catanduva venceram novamente e abriram dois a zero na série melhor de cinco. Ourinhos derrotou o Santo André, enquanto Catanduva superou Americana por um ponto, na prorrogação. Os dois times só precisam de mais uma vitória para garantir vaga para a final do CNBF.
 
O Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos venceu Santo André por 71 a 65 (39 a 38 no primeiro tempo), no ginásio Monstrinho, em Ourinhos. A cestinha foi a ala Ariadna Felipe, do Santo André, com 19 pontos. As principais pontuadoras de Ourinhos foram ala Tayara Pesenti e a pivô Mamá, com 16 pontos cada.
 
— Entramos em quadra com o objetivo de impor nosso ritmo e mantê-lo durante os 40 minutos. Foi uma partida muito equilibrada, com a defesa sendo o ponto forte dos dois lados. Elas vieram forte, jogando duro e dificultando ao máximo nossa movimentação. Conseguimos abrir dois a zero na série e agora será ainda mais emocionante. Estamos muito concentradas e pretendemos manter o grupo unido e focado para alcançarmos nossos objetivos — comentou Tayara, ala de Ourinhos.
 
Com uma cesta de três pontos da ala/armadora Palmira Marçal no último segundo da prorrogação, o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva superou o VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana por 74 a 73 (66 a 66 no tempo normal e 31 a 32 no primeiro tempo). As cestinhas foram a armadora Karla Costa, de Americana e Palmira, de Catanduva, com 19 e 16 pontos, respectivamente.
 
— Foi a vitória da superação. Não desistimos nunca, acreditamos até o fim e conseguimos ganhar os dois jogos fora de casa. A última bola é aquela que a gente pede a Deus e hoje ele me deu. O importante é que o time todo está decidido e forte para chegar à final — disse a ala/armadora Palmira, de Catanduva.
 
— Essa última bola não poderia ter acontecido, mas mérito delas. Hoje jogamos melhor do que na primeira partida, mas ainda não foi suficiente para garantir a vitória. Agora é limpar as feridas, trocar a armadura e ir para guerra. Assim como elas ganharam duas aqui a gente também pode vencer duas em Catanduva e é para isso que vamos lutar — explicou a armadora Karla Costa, de Americana.
 
Durante a partida, a ala de Americana Adriana Santos, que  marcou 16 pontos, sofreu uma lesão no tornozelo e teve que ser encaminhada para o hospital.
 
As quatro equipes voltam à quadra nesta segunda-feira (11), para a terceira partida da semifinal. O Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva recebe o VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana, às 20 horas de Brasília, no ginásio Anuar Pachar. Em Santo André, o SPORTV transmite ao vivo, às 20h30, o confronto entre Santo André x Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos, no ginásio Pedro Dell’Antonia.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Frases soltas de um telespectador rabugento

tvrabug 1) Impressão minha ou a filosofia de jogo de Urubutan tem uma certa inspiração barbosiana? Quantas jogadas ensaiadas Ourinhos tem? Salve-se quem puder…

2) Micaela chutou 10 para acertar 3. Estava tão ruim, que Tayara (sim!) entrou muito melhor.

3) Igualmente pouco inspirada no ataque (4/10), Karen se salvou na defesa.

4) Longe de serem excepcionais, as armadoras Bethânia (Ourinhos) e Kátia (Santo André) praticam um basquete com algum senso de inteligência. E em terra de cego, quem tem um olho é rei.

5) Por falar em armação, parece que a garota Paula Pacheco andou assistindo TOP 10 da NBA sem parar. Apesar da inegável disposição, a cada jogada ela sempre escolhe o passe mais difícil ou o arremesso mais improvável.

6) Pelo que vi ontem, Karina Jacob quer ganhar “no grito”. Se continuar assim, bota mais meio século aí pra Mamá.

7) À procura da forma perdida, a caçadora Kelly passou mais tempo no banco. Mesmo com Mamá com joelho meia-boca. Sintomático, não?

8) Lilian pratica um basquete muito bom e de impressionante humildade em Santo André. Pena que as colegas nem sempre se lembrem disso. Uma série de escorregões acabou comprometendo sua atuação ontem.

9) Simone Lima está no auge da carreira. Gostei bastante.

10) Santo André tem um repertório e uma disciplina tática bastante superiores ao adversário, mas ainda assim tem dificuldade de jogar próximo a cesta com suas pivôs, papel que as alas acabam assumindo.

11) Fabiana Guedes entrou bem.

12) A cubana Ariadna esteve como sempre – um trator ofensivo. Parece no entanto que os quatro minutos no banco após trombar na disputa de um rebote não fizeram bem. Voltou apagada.

Ourinhos e Catanduva vencem os primeiros jogos do play-off seminal

277b No primeiro jogo da semifinal do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009), Ourinhos e Catanduva saíram vitoriosos de seus confrontos na sexta-feira à noite e abriram um a zero na série melhor de cinco. E, como era previsto, as partidas foram bastante equilibradas.
 
O Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos ganhou do Santo André de virada por 62 a 60 (31 a 41 no primeiro tempo), no ginásio Monstrinho, em Ourinhos. As cestinhas foram Ariadna Felipe (Santo André) e Tayara Pesenti (Ourinhos) com 15 e 14 pontos, respectivamente. Bethânia Vasconcelos também foi peça importante na vitória de Ourinhos. A armadora anotou um duplo-duplo com 11 pontos e 11 assistências, além de cinco rebotes.
 
— Semifinal é assim mesmo, equilibrada, emocionante, decidida nos segundos finais. Estávamos com uma defesa boa no primeiro tempo, mas o contra-ataque não estava funcionando e Santo André foi abrindo vantagem, que chegou a dez pontos de diferença. Conseguimos marcamos mais forte e aproveitamos as oportunidades de cestas para encostar no placar e vencer. Amanhã temos que dar o dobro. O segundo jogo é mais importante do que o primeiro e elas vão vir com tudo para levar uma vitória para casa. Temos que jogar melhor ainda para abrir dois a zero na série — comentou a ala Tayara Pesenti, de Ourinhos.
 
O VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana foi surpreendido em casa pelo o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva, que venceu por 75 a 70 (28 a 26), no ginásio Centro Cívico, em Americana. A cestinha da partida foi a ala/armadora de Americana Karla Costa com 39 pontos. Pela equipe de Catanduva, Vanessa Gattei foi a principal pontuadora com 18 pontos, Sílvia Gustavo fez um duplo-duplo com dez pontos e dez rebotes, e Gilmara Justino anotou 14 pontos e oito rebotes.
 
— Começamos a partida cometendo alguns erros, mas depois do intervalo conseguimos o controle do jogo e conquistamos a vitória. A disputa foi decidida nos detalhes e Americana está de parabéns pela partida. Vamos estar mais confiantes no jogo de sábado, sabendo que precisamos acertar alguns pontos na defesa e no ataque — disse a armadora Vanessa Gattei, de Catanduva.
 
As quatro equipes voltam à quadra neste sábado, às 20 horas de Brasília, para o segundo jogo da fase semifinal. O SPORTV vai transmitir ao vivo o confronto entre VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana e Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva, no ginásio Centro Cívico, em Americana. O Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos contará mais uma vez com o apoio da torcida para enfrentar o Santo André no ginásio Monstrinho, em Ourinhos.