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quinta-feira, 20 de agosto de 2009

sábado, 1 de agosto de 2009

Brasil vence novamente a República Tcheca e fica com a nona posição

BRA_20093107_NACIMIENTO_TATIANE_1 Depois de um início triunfante, o Brasil encerrou hoje sua participação no Mundial Sub-19, repetindo seu maior feito no torneio: vencendo a (superestimada?) República Tcheca por 75 a 70.

Com o resultado, a seleção ficou com a nona colocação (uma posição acima do resultado de 2007).

Tatiane Pacheco novamente foi a cestinha. Hoje marcou 18 pontos.

Fabiana registrou um double-double: 14 pontos e 16 rebotes.

Débora marcou 12 e Patrícia, 11.

As declarações finais de Tarallo:

Não foi a colocação desejada, pois a equipe tinha potencial para ir mais longe. Começamos bem o campeonato e terminamos em primeiro lugar no grupo. Na segunda fase não conseguimos manter as boas atuações e ficamos fora da disputa pelas primeiras posições. Precisamos continuar trabalhando esse grupo porque é uma geração promissora e ainda vai dar muitas alegrias para o basquete brasileiro.

Mais cedo, a China havia derrotado o Japão (76-59) e ficado na décima primeira posição.

Rússia e Austrália decidirão o quinto lugar, após derrotarem respectivamente França (71-53) e Lituânia (65-62).

Semifinais, mais tarde.

Os Estados Unidos bateram o Canadá com facilidade (82-51) e garantiram a primeira vaga na final.

Segunda semifinal: Argentina 49 x 67 Espanha (Começou com17 x 0 para a Espanha).

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Sub-19: Cristiane & Tatiane

20090624_480263_2406_Sub19_gde Uma é reservada, quieta e calma. A outra é extrovertida, brincalhona e agitada. De temperamentos opostos, a paulista Tatiane Nascimento e a mineira Cristiane Lima unem suas diferenças para alcançar um objetivo comum: fazer bonito no Campeonato Mundial da Tailândia. As duas atletas estão desde o dia 1º de junho em Jundiaí na seleção brasileira sub-19 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, que está na reta final de treinos para o Mundial da categoria. A competição será disputada de 17 a 21 de julho, em Bangkok, na capital tailandesa.
 
A mineira de Juiz de Fora, Cristiane Lima é bastante agitada. Não para quieta nos treinos e brinca muito com as companheiras. Bem humorada, Kika, como é conhecida, é uma das responsáveis por manter lá em cima o alto astral do grupo. Mas na hora de jogar ou treinar, a seriedade e o profissionalismo tomam conta da jovem atleta.
 
— Dizem que sou a encarregada pela diversão pós-treino. Gosto de brincar, “zoar” os outros e contar piada. Atleta que está concentrada para um campeonato deve ter horas descontraídas, para não “pirar”. Mas temos que trabalhar sério nos treinos e jogos para render bem, ajudar a equipe e conquistar nosso espaço na seleção — garante Kika, que tem 1,95m e é campeã sul-americana sub-15 (Equador/2006) e medalha de bronze na Copa América / Pré-Mundial Sub-18 (Argentina/2008).
 
Com um jeitinho mais manso, Tatiane Nascimento faz coro com a colega. Seleção é coisa muito séria e responsabilidade é fundamental. Com esse lema, Taty conquistou o bicampeonato sul-americano sub-15 (Venezuela/2005 e Equador/2006), além da medalha de bronze na Copa América / Pré-Mundial Sub-18 (Argentina/2008).
 
— É um orgulho estar na seleção. São pouquíssimas atletas que vão a um Mundial. Quem tem essa oportunidade deve agarrá-la com unhas e dentes, dando o máximo em cada treino e jogo. Com comprometimento e união, podemos representar bem o Brasil na Tailândia e fazer um belo Mundial — disse Tatiane, que mede 1,80m.
 
Algumas semelhanças também unem as duas atletas. Kika e Tati têm 18 anos, jogam no Divino/COC/Jundiaí e dividem o mesmo espaço na república do clube. Outro ponto em comum é o gosto pelas mesmas atividades extra quadra.
 
— Nos raros momentos que não estou treinando, jogando ou pensando em basquete, gosto de assistir a filmes, Também curto muito ficar com a minha família, descansar. Às vezes gosto de sair, ir ao shopping fazer compras, tomar sorvete, comer chocolate — conta Cristiane, que é fã de filmes de terror, especialmente os que têm assassinatos em série, como “Jogos Mortais”.
 
— Gosto de comer, dormir, ver TV e ouvir música. Mas meu maior vício é jogar vídeo-game. Levo meu game portátil para todos os cantos. É um ótimo passatempo, principalmente em viagens e filas — brinca Tatiane que sempre que pode, dá um pulinho em São Paulo, onde mora a família.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Seleção Sub-19 vence amistosos

20090619_247597_1906_sub19_gde Além dos treinos técnicos, táticos e do condicionamento físico, a preparação de uma seleção pode ser aprimorada também com amistosos. Os jogos, conhecidos como “não oficiais”, ajudam a entrosar o time, dão ritmo às atletas e servem de referência para que a comissão técnica possa corrigir os erros antes do inicio do campeonato. A seleção brasileira sub-19 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, já disputou quatro amistosos durante a preparação em Jundiaí (SP) para os Jogos da Lusofonia, em Portugal, e para o Mundial da categoria, na Tailândia. Em todos os jogos, a equipe nacional levou a melhor: 62 a 43 e 65 a 61 contra o time americano Atletas em Ação; 64 a 54 contra o time adulto feminino do Santos; e 69 a 63 contra o São Caetano.
 
O técnico Luis Cláudio Tarallo explica que os amistosos são um importante instrumento de avaliação para a comissão técnica. A partir deles, é possível fazer modificações na equipe e pôr em prática o que vem sendo treinado.
 
— Os jogos dão vivência às meninas. No ano passado (2008), fizemos essa mesma preparação para a Copa América – Pré-Mundial Sub-18 e deu muito certo. Esse ano, o nível também está bom. Um dos jogos até terminou na prorrogação. Enfrentamos um time dos Estados Unidos, o Atletas em Ação, que está fazendo uma excursão pelo Brasil, e duas equipes que já estão fora do Campeonato Paulista Adulto*. Os amistosos são interessantes para essas equipes também. Estamos levando os jogos muito a sério e podemos observar que as meninas estão se soltando a cada um deles. Acredito que vamos chegar no Mundial bem preparados — disse Tarallo.
 
Os jogos amistosos são gravados e depois assistidos com as atletas e comissão técnica. Dessa forma, é possível discutir os acertos e corrigir os erros. A ala Tatiane Nascimento, atleta do Divino/COC/Jundiaí, acredita que a equipe cresceu com a participação em jogos não oficiais.
 
— Passamos a conhecer mais umas às outras. A equipe vai aprendendo com os erros. O time do Santos, por exemplo, joga num ritmo mais cadenciado e nós entramos no jogo delas. O Tarallo nos pediu para acelerar e conseguimos impor o nosso ritmo, que é mais veloz, e abrimos uma diferença. Contra São Caetano, jogamos com atletas jovens, que já foram para Mundial e atuaram fora do Brasil, como a pivô Nádia Colhado. São jogadoras fortes — analisou Tatiane.
 
Também ala, Leila Zabani, jogadora de Americana, reconhece que os amistosos foram muito proveitosos para que ela se soltasse mais em quadra.
 
— O amistoso cria uma situação de jogo. É uma boa oportunidade de entrosar a equipe e é ótimo para a preparação. Vamos chegar no Mundial com experiência de jogo e não só de treinos. A cada amistoso, os adversários foram ficando mais difíceis também. E temos oportunidade de corrigir as falhas. Na próxima semana, continuaremos jogando. A idéia é conseguir adversários mais experientes para que a equipe possa se superar — falou Leila.
 
A seleção brasileira fará ainda três amistosos, nos dias 24 e 27 de junho e 2 de julho, contra equipes ainda a ser definidas. No dia 8 de julho, embarca para Lisboa, em Portugal, para os Jogos da Lusofonia.

 

* – Santos não disputou o Paulista esse ano.