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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Magic Paula e Hortência pedem uma liga feminina independente

Assim como as estrelas do basquete, o presidente da NLB acha que meninas têm que criar uma entidade ‘gêmea’Fernando Poffo

A Liga Nacional de Basquete (LNB) está orgulhosa com o resultado do primeiro campeonato organizado sob a batuta dos clubes, o Novo Basquete Brasil, ou simplesmente NBB. Na festa de encerramento da competição, nesta terça-feira, em São Paulo, o presidente da LNB, Kouros Monadjemi, rechaçou a possibilidade de a entidade se aventurar na organização de um campeonato feminino:

- As meninas têm que criar uma liga gêmea, seria uma irresponsabilidade a gente assumir uma liga feminina.

A opinião de Kouros é exatamente a mesma de Magic Paula, ex-jogadora de basquete que fez muito sucesso com a camisa da seleção e que hoje é coordenadora de Esportes de Alto Rendimento da Secretaria Municipal de Esportes e diretora do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa da Cidade de São Paulo.

- Eu já penso e falo isso há mais de três anos. Criar uma liga é o caminho e tem que ser independente, porque são mundos diferentes, clubes diferentes. Mas precisa ser uma iniciativa dos clubes que trabalham com o basquete feminino. É preciso uma movimentação muito grande no basquete feminino, porque não é fácil criar um campeonato que seja um chamariz para o patrocinador com as nossas melhores jogadoras na Europa. O modelo tem que ser criado de uma maneira que tenha ao menos uma de bom nível por equipe – sinalizou a Paula, que não tem gostado do basquete que vem sendo apresentado nas disputas locais do basquete feminino.

Atualmente responsável pelo basquete feminino na Confederação Brasileira de Basquete, Hortência, a ex-companheira de Paula na seleção e rainha do basquete nacional, gostou do que foi proposto por Kouros e por sua antiga parceira em quadra.

- Eu assino embaixo em tudo que eles falaram. É isso mesmo, tem que ver o sucesso da liga e usar como modelo para criar uma entidade igual para o feminino. Dá até pra usar como exemplo para ir atrás dos patrocinadores. Só que tem que ser feito com calma, com os pés no chão. Para este ano, por exemplo, já não dá. Só que é o caminho a ser seguido e o que eu puder fazer para ajudar, eu farei - anunciou.

Fonte: GloboEsporte.com

sexta-feira, 8 de maio de 2009

CBB quer 'empurrar' Nacional feminino para a LNB

Daniel Brito

O gaúcho Carlos Nunes, novo presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), pretende "doar" o Campeonato Nacional feminino adulto à recém-criada Liga Nacional de Basquete (LNB), que organiza a competição masculina pela primeira vez nesta temporada.

Nunes já entrou em contato com Kouros Monadjemi, presidente da LNB, para dar início à viabilização da ideia. "A liga masculina (LNB) foi a melhor coisa que aconteceu para o basquete brasileiro. Gostaria muito de ver uma igual no feminino. Mas o Kouros (Monadjemi) me disse que seriam necessários três anos para isso se concretizar", disse Nunes.

O substituto de Gerasime Bozikis acredita que a Confederação deve se preocupar apenas com as Seleções Brasileiras e com as categorias de base. "Mas enquanto a CBB tiver condições de organizar e puder manter os times na disputa do Nacional feminino, vamos prosseguir à frente", garantiu Nunes, cuja cerimônia de posse foi realizada há dois dias, no Rio de Janeiro.

Monadjemi, por sua vez, acredita que a "doação" do Nacional feminino só poderá se tornar realidade após a consolidação do campeonato masculino. "Nem sequer analisávamos a entrada de uma competição feminina neste momento", admitiu o presidente da LNB.

"O que precisamos é esperar o enraizamento do torneio para homens que está sendo disputado neste momento", justificou o dirigente. Ele tem um encontro marcado com Nunes para a próxima semana.

Apesar da parceria com a TV Globo, que exibe os jogos da liga em um canal fechado, a LNB ainda sofre com a falta de um patrocinador de peso.

"Continuamos com dificuldades financeiras. Sempre aparece um patrocinador individual, para uma placa no ginásio, mas não temos quem banque os playoffs, por exemplo", explicou Monadjemi, citando a fase final da LNB, com início previsto para a próxima semana. "Cada clube participante da liga necessita de R$ 2 milhões por temporada. Os estudos iniciais indicam que o basquete é o esporte de maior visibilidade atualmente, depois de futebol e Fórmula 1."

CAMPEÃO DA MESMICE


A principal competição profissional para mulheres do basquete nacional é organizada pela CBB desde 1998. A mais marcante característica do torneio é a hegemonia dos times paulistas. Até por uma questão de lógica.

Desde 2002, pelo menos quatro times do Estado disputam o título brasileiro em um torneio com, no máximo, nove participantes. No ano passado, seis das nove equipes que disputaram a competição eram de São Paulo, contra uma pernambucana, uma catarinense e uma carioca.

Em apenas três das 11 edições do Nacional feminino o caneco não foi parar na sala de troféus de um clube paulista: em 1998 (o Fluminense foi campeão naquela temporada), 2000 (Paraná) e 2001 (Vasco). O que diminui ainda mais o interesse do público pelo Nacional é o domínio exercido pelo Ourinhos/Unimed. A equipe do Interior paulista é a atual pentacampeã da competição - é campeã com sobras desde a edição de 2004.

Fonte: Jornal da Tarde

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SOMANDO FORÇAS, o Basquete Brasileiro tenta ressuscitar


Estávamos chegando ao fundo do poço. Essa era a sensação daqueles que amam e acompanham o basquete ao longo de anos.

Quem acompanhou as gerações como as de Oscar, Marcel, Paula e Hortência, não viu grandes exemplos de organização fora das quadras, como trabalho de Federações, Campeonatos Regionais, Nacionais ou de base. Mas os resultados, calcados muito mais nos talentos individuais e no romantismo da época em que o esporte era, de fato, amador, acalentavam a modalidade, nos agraciando, inclusive, com três títulos mundiais e medalhas olímpicas.

Entretanto, o mundo evoluiu. O Basquete Brasileiro estagnou. Por vários motivos nossas seleções já não se apresentam em competições internacionais com a mesma imponência e tradição.

Fora de três olimpíadas consecutivas, o masculino se arrastava e, entre brigas domésticas e picuinhas, a modalidade só afundava. No feminino, que ainda sustentava alguma competitividade, o descrédito toma conta dos torcedores, baseado na falta de estrutura de seus campeonatos e no êxodo de suas principais jogadoras. Fugiram os patrocínios, as TVs abertas... a massa estava esquecendo o que era Basquete.

Para aqueles torcedores, que assistiam aos grandes jogos e vibravam com cada lance desse fantástico esporte, era inconcebível a idéia de ver a modalidade se acabar sem ninguém fazer nada! Onde estavam os Homens e Mulheres do nosso basquete? Desiludidos também? Decepcionados? Frustrados? Cansados de darem murro em ponta de faca sem ver resultado algum?


Por que não então fazer uso de uma ferramenta tão importante: A UNIAO!





Sinais de reação começam a surgir. Com a criação da NBB, voltou-se a falar em Basquete em rede nacional! Voltamos a ver cestas em programas como Globo Esporte. Isso é fruto da UNIÃO dos clubes, das federações, da imprensa, patrocinadores e chancela da CBB. Parece que pararam de olhar para o próprio umbigo e passaram a olhar em direção à cesta!




No feminino o exemplo de UNIÃO parece ser ainda mais nobre. Apesar de ainda não contar com uma Liga Nacional Independente, o Paraná saiu na frente. Apoiando projetos sociais como o Centro de Desenvolvimento de Basquete de Curitiba, que mobilizam até 700 crianças carentes, a Federação Paranaense, que atualmente já conta com a colaboração de grandes nomes do basquete como Rolando (campeão pan-americano em 1987), Joyce (campeã Pan-americana em 1991) e Dalila (campeã mundial em 1994), recebe um reforço para a continuação dos projetos: Hortência.






No inicio do mês, Hortência (campeã pan-americana, mundial e medalhista olímpica) foi nomeada Presidente de Honra da Federação Paranaense de Basquete e se mostra feliz e disposta a somar a este trabalho.




“A Hortência virá para assumir a presidência de honra da federação. Ela vai somar com os projetos sociais que já temos em Curitiba, com 10 núcleos de basquete que temos na cidade. Queremos aumentar este número e levar estes núcleos para outras cidades. Com a imagem dela também queremos trazer patrocinadores para os nossos trabalhos nas categorias de base, e também para podermos montar equipes para os Campeonatos Brasileiros Adultos neste ano e em 2010”, explicou Amarildo Rosa, por telefone, à Gazeta do Povo Online.






Desta forma, A Federação Paranaense dá um belo exemplo de como resgatar os ídolos do esporte em busca do benefício do mesmo. A união de atletas renomados nascidos no próprio estado como Rolando, Joyce e Dalila, aliados à garra e carisma da rainha Hortência só poderá trazer bons frutos para o nosso basquete.
Sem vaidades ou interesses pessoais, parece que, finalmente, começaremos a sair do buraco.

É um alento àqueles que amam a modalidade e que torcem por dias melhores.

Nós, do Blog do Basquete Feminino, estamos prontos a contribuir da melhor forma para o ressurgimento do nosso Basquete!