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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Longe de casa, meninas da seleção de desenvolvimento sonham com 2016 (Globoesporte.com)

João Gabriel Rodrigues

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Com quase 1,80m, Izabella Sangalli mantém o sorriso e o jeito de uma menina comum de 15 anos. “Faço 16 em março”, ela lembra. Caçula da seleção brasileira de desenvolvimento de basquete, que iniciou sua preparação para o Mundial da categoria, na semana passada, em Jundiaí (SP), a ala de Americana tem a voz suave e sonhos altos. É fã de Hortência, Paula, Michael Jordan e LeBron James. Deixou família e amigos para trás pela vontade de seguir os passos dos ídolos.

- É uma oportunidade muito grande. Estou aproveitando para absorver tudo. As pessoas confiam, acreditam na gente. (Fazer parte do projeto para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016) é a realização de um sonho. Mas o caminho é longo até chegar lá. Se eu tiver mesmo, será um sonho - diz a menina, também convocada para a seleção sub-16, mas que só se juntará às outras atletas mais jovens na segunda fase de preparação.

Izabella é uma das 15 jogadoras convocadas para o projeto. Passarão seis meses juntas, entre a preparação em Jundiaí, treinos em Las Vegas, nos Estados Unidos, e torneios no Chile e na França até o início do Mundial, também no Chile, em julho. Na ebulição natural da adolescência, precisaram deixar família, namorados e amigos para trás em busca de um projeto maior: o caminho até os Jogos de 2016.

A ideia da Confederação Brasileira de Basquete é dar estrutura de técnica e psicológica para as meninas. No tempo em que ficarão com a seleção, hospedadas em um hotel na cidade, todas estudarão em escolas de Jundiaí, seja no curso natural de seu Ensino Médio ou em Supletivos para recuperar o tempo perdido. De tempos em tempos, ganham folgas para matar a saudade de casa. À frente do grupo, o técnico Luiz Cláudio Tarallo diz que essa base é fundamental para que o projeto possa funcionar.

- É um projeto pioneiro. No tempo que estou na seleção, nunca vi nada tão longo. No caso, é a preparação para o Mundial, mas é uma geração com perspectiva de jogar em 2016. São jogadoras muito promissoras. Todas vão continuar estudando, com uma comissão técnica por trás para trabalhar em todos os setores – disse o treinador.

Apesar do projeto, nem todas disseram “sim” de primeira. A distância e a insegurança das famílias muitas vezes pesaram contra. A pivô carioca Thamara Freitas foi uma delas. Depois de uma lesão no joelho direito, no ano passado, ela chegou a desistir da seleção.

- Eu me desanimei um pouco depois da cirurgia. Fiquei sete meses sem treinar. Mas me procuraram, disseram para eu tentar vir para São Paulo e treinar. Eu fiquei até surpresa – disse a jogadora, uma das mais altas do grupo, com 1,87m.

Um dos pontos que Tarallo e a comissão técnica tentam trabalhar no grupo é o patriotismo. Depois de problemas - tanto entre as mulheres quanto os homens - de atletas que não demonstraram muita vontade de defender a seleção, a CBB quer criar na nova geração o apreço pela camisa brasileira.

- Estamos tentando trabalhar o patriotismo entre as jogadoras. Mostrar a importância de vestir a camisa da seleção, a responsabilidade que é representar o Brasil. Elas precisam ver a importância de um ídolo para o povo.

Com a bagagem de um Mundial com a seleção adulta, no ano passado, e o peso de ser considerada uma das maiores promessas do basquete nacional, Damiris do Amaral é o ponto de referência do grupo em Jundiaí. A pivô, de 18 anos, elogia o trabalho feito pela CBB com a nova geração. E, de quebra, diz ter criado com as outras meninas uma nova família.

-A CBB está investindo muito na gente, estão fazendo muita coisa. Já representei o Brasil em dois Mundiais (no adulto e no sub-17), e é uma sensação muito boa, um privilégio. Aqui, são seis meninas com quem eu já convivo há seis anos. Passamos muito tempo juntas. É um grupo muito fechado, unido. São minhas irmãs – afirmou.

Fonte: Globoesporte.com

sábado, 26 de junho de 2010

A menina Thamara deixa o basquete

100bHá algumas semanas circula nas caixinhas a informação de que a pivô Thamara, 15 anos, teria deixado o basquete.

O Fábio Balassiano confirma hoje o fato em ótimo texto: S.O.S. Thamara.

Trata-se de uma das maiores promessas da modalidade, destaque na conquista do Sul-Americano sub-15 (2009) e convocada para a seleção sub-18, que ontem confirmou a vaga para o Mundial.

Aqui no blog, há alguns registros sobre Thamara (clique aqui para ver) e muito se falou dela na entrevista com Guilherme Vos, seu técnico na Mangueira, que já então comentava sobre a timidez da jovem. Relida agora, sua frase ‘Se ela [Thamara] continuar a amar o basquete, será uma das atletas que passará pelo funil e poderá continuar vivendo do que ama’ parece ter outro significado.

É realmente uma pena.

Por falar na seleção sub-18, indico outro texto do Bala na Cesta que gostei bastante: A vitória e a constatação.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tarallo convoca seleção sub-18 para Jogos Sul-Americanos

O técnico Luiz Cláudio Tarallo convocou, nesta terça-feira (dia 9), a seleção brasileira sub-18 feminina para a primeira fase de treinamentos rumo aos Jogos Sul-Americanos, que serão realizados de 20 a 24 de março, na cidade colombiana de Medellín. As 18 atletas se apresentam no próximo dia 20 no São Carlos Eventos e Hospedagem, em Jundiaí (SP), às 18h de Brasília.
 
A equipe nacional, patrocinada pela Eletrobrás, treinará em dois períodos no ginásio Romão de Souza, até o dia 28 deste mês. Os Jogos Sul-Americanos são o primeiro compromisso da seleção, que se prepara também para disputar a Copa América / Pré-Mundial, no mês de junho, em Colorado Springs, nos Estados Unidos. A competição carimba o passaporte das três primeiras colocadas para o Campeonato Mundial Sub-19 de 2011.
 
O técnico Tarallo fala sobre a convocação, enfatizando a continuidade do trabalho desenvolvido em todas as categorias de base.
 
— Chamamos aquelas jogadoras que se destacaram na Copa América Sub-16 e no Sul-Americano Sub-17. É um grupo técnico e veloz. Apenas duas meninas (as alas Joice e Letícia) estão estreando em seleções. As outras atletas já conhecem a filosofia de trabalho. Vamos implantando situações novas para as competições específicas — disse Tarallo.
 
Sobre os treinos em Jundiaí, o técnico explica como será a primeira etapa do trabalho.
 
— Vamos avaliar a atual condição das atletas, tanto física quanto técnica. Essa fase é importante para conscientizarmos o grupo da importância de defender a seleção. Representaremos o Brasil nos Jogos Sul-Americanos, que será uma grande oportunidade para vivenciar um pouco do espírito olímpico, já que reunirá diversas modalidades. Será um ótimo ensaio para o grupo entender a importância de jogar uma Copa América, classificatória para o Mundial Sub-19 do ano que vem — concluiu Tarallo.
 
AS 18 CONVOCADAS
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
Milena Santos – Pivô – 17 anos – 1,91m – Finasa/Osasco (SP) – São Paulo
Damiris Amaral – Pivô – 16 anos – 1,90m – CFE Janeth Arcain (SP) – São Paulo
Thamara de Freitas – Pivô – 15 anos – 1,87m – Mangueira (RJ) – Rio de Janeiro
Raquel Dudzevich – Pivô – 17 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP) – São Paulo
Isabela Costa – Pivô – 18 anos – 1,84m – Mangueira (RJ) – Rio de Janeiro
Jennifer Sirtoli – Ala – 17 anos – 1,82m – Finasa Osasco (SP) – Rio Grande do Sul
Júlia Alves – Pivô – 17 anos – 1,82m – Finasa/Osasco (SP) – São Paulo
Aline Gomes – Pivô – 18 anos – 1,81m – Unimed/Americana (SP) – São Paulo
Fabiana Silva – Ala – 18 anos – 1,80m – CFE Janeth Arcain (SP) – São Paulo
Michelli Trentin – Ala – 18 anos – 1,77m – São Bernardo/Metodista (SP) – São Paulo
Joice Coelho – Ala – 17 anos – 1,75m – APAB/Barretos (SP) – Rio de Janeiro
Letícia Lisboa – Ala – 17 anos – 1,75m – APAB/Barretos (SP) – Minas Gerais
Tassia Carcavalli – Armadora – 17 anos – 1,75m – Unimed/Americana (SP) – São Paulo
Erika Leite – Ala/armadora – 17 anos – 1,73m – APAB/Barretos (SP) – São Paulo
Carina Martins – Armadora – 18 anos – 1,72m – Santo André (SP) – São Paulo
Mariana Lambert – Armadora – 18 anos – 1,70m – Divino/COC/Jundiaí (SP) – São Paulo
Gabriela Borges – Armadora – 17 anos – 1,67m – Finasa /Osasco (SP) – Minas Gerais
Aruzha Lima – Armadora – 17 anos – 1,65m – Unimed/Americana (SP) – Paraná
Média de idade: 17 anos
Média de altura: 1,79m
 
COMISSÃO TÉCNICA
Diretora: Hortência Marcari
Administrador: Fernando Larralde
Técnico: Luiz Cláudio Tarallo
Assistente técnico: Cristiano Cedra
Preparador Físico: Paulo Martignago
Médico: Karina Levy
Fisioterapeuta: Giuliane Trevisan
 
Local de treino
Ginásio de Esportes Romão de Souza
Rua Luís Benachio, s/nº – Bairro Colônia
 
PROGRAMAÇÃO
20 de fevereiro – Apresentação às 18h no São Carlos Eventos e Hospedagem
(Praça José Orlandi, 121 – Bairro Colônia – Jundiaí)
21 a 28 de fevereiro – Treinos das 10h às 12h e das 18h às 20h no ginásio Romão de Souza

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA – Guilherme Vos

003b Se pensarmos em uma  cara para o basquete feminino carioca na última década, provavelmente ela é a do técnico Guilherme Vos.

Aos 45 anos, o técnico não esteve envolvido nos projetos fugazes e badalados do Fluminense (1998) e Vasco (2001) que deram os títulos nacionais adultos do Estado.

A realidade de Vos é outra. Seu dia-a-dia é o da formação de atletas. E uma das obsessões do comandante é fazer com que suas meninas amem intensamente o esporte que começam a praticar. Através da criação de uma dessas gerações de apaixonadas, Guilherme teve uma de suas principais conquistas na carreira. Foi em 2006, quando o Rio encerrou o longo domínio das seleções paulistas juvenis no Brasileiro da categoria.

Corajoso, colocou essa geração à prova em três Nacionais adultos: em 2005 e 2007, com a camisa do Fluminense e em 2008, com a da Mangueira, onde Guilherme é hoje técnico e coordenador do basquete feminino.

Na entrevista abaixo, o treinador fala com características que lhe são muito próprias – a paixão, o humor e a franqueza – sobre a sua trajetória no esporte.

É difícil evitar a impressão ao fim da leitura de que além de ser a cara do basquete feminino carioca, ele também seja “o cara”.

Guilherme, como você iniciou sua carreira como treinador de basquete e como se deu a aproximação com o feminino?

Fiz minha iniciação no basquete participando em um projeto na SUDERJ (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), com o professor José Carlos Ferraz. De lá eu saí para ser atleta federado. Mas sempre voltava para visitá-lo, pois esse professor se tornou referência na minha vida, já que perdi meu pai aos 18 anos. Nessas idas e vindas, comecei a ajudá-lo por vontade própria, até que tive minha primeira atuação num torneio interno e gostei de participar.

Me formei em Administração e em seguida prestei novo vestibular. Passei para Educação Fisica, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Antes mesmo de fazer minha matrícula, fui indicado por um dos alunos do projeto para o coordenador do Colégio ADN, no Méier. Comecei lá em 1987 com uma equipe masculina.

O colégio nunca havia passado da primeira fase da competição. Naquele ano, chegamos à final e fomos vice-campeões. No ano seguinte, formei equipes nas oito categorias: quatro femininas e quatro masculinas, com federados e não-federados. Foi uma loucura: eu praticamente morava dentro da quadra do colégio.

Daí para frente, comecei a colocar as equipes femininas nos torneios da federação, pois não havia Estadual Feminino na época. E começamos a ter resultados expressivos. Fomos campeões em diversas categorias femininas e vencemos equipes de clubes tradicionais, como Grajaú, Vasco, Botafogo e Flamengo.

vosfla No final de 1993, fui convidado para dirigir as equipes femininas no Flamengo, onde fiquei até 2002, quando o presidente da época resolveu terminar com algumas modalidades no clube e o basquete feminino foi todo eliminado, numa espécie de paredão “bigbrotheriano”. Só que o publico não votou. Apenas o voto do então presidente foi suficiente para eliminar mais de cinquenta meninas, dois treinadores e uma roupeira. Entre 2003 e 2004 fui para o Grajaú Country. De 2005 a 2007, o grupo todo foi para o Fluminense. E desde 2008, estou na Mangueira.

Nessa trajetória, eu tenho que agradecer as minhas tias Aparecida e Thereza, ao meu primeiro treinador de escolinha José Carlos Ferraz, e aos diretores que me deram condições de trabalhar: o Dr Marcus Hervé (Colégio ADN), o Professor Albano Parente (Santa Monica C.E.), a Maria da Conceição (C.R.Flamengo), o Alcides (Grajaú C.C.), o Robinson Sá (Fluminense F.C.) e atualmente o Samuel Belarmino (G.R.E.S.E.P Mangueira).

Você tem uma trajetória de destaque nas divisões de base cariocas e um dos momentos gloriosos dessa trajetória foi a vitória da seleção do Rio de Janeiro sobre a paulista no Brasileiro Juvenil de 2006. Fale um pouco sobre essa conquista.

Essa conquista foi algo preseguido por várias outras gerações. Temos uma defasagem muito grande em relação à estrutura de São Paulo, mas de alguns anos até aquela data, as seleções cariocas que viajavam, passaram a dar trabalho para as outras.

Nunca me esqueço da minha primeira experiência em uma edição dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBS), em Recife. No congresso técnico durante o sorteio dos grupos, o Rio caiu no grupo de Paraná e Pernambuco. Houve uma comemoração entusiasmada das duas comissões presentes. E era compreensivel, pois as equipes femininas cariocas, quando participavam,  traziam na bagagem derrotas com elásticas diferenças nos placares.

Perdemos para o Paraná por dezesseis pontos e para Pernambuco por um ponto, em uma final de jogo dramático.

Naquele ano, quem ganhou o campeonato foi o Paraná e a seleção de São Paulo contava com atletas que hoje integram a seleção brasileira e jogam no exterior. Nem passamos da primeira fase, mas acho que surpreendemos a todos lá, até mesmo os representantes da secretaria do Rio.

As meninas voltaram, mesmo com a derrota, entusiasmadas com os jogos. No ano seguinte, em João Pessoa, ficamos com a medalha de bronze. Das dez atletas cariocas dessa seleção, nove foram jogar em São Paulo. A grande dificuldade era manter as atletas aqui no Rio.

Em 1996, fomos vice-campeões e daí até 2006, na maioria das vezes fizemos a final com São Paulo. E sempre batendo na trave, ou melhor, no aro.

Até que a geração de 2006 conseguiu o feito: vencer São Paulo numa final.020b

Apesar de terem recebido convites para sair, desde 2004, muitas ficaram. Era um grupo diferenciado. A Clarissa se sobressaía. E ela estava determinada e contagiou as outras meninas, desde a fase de treinos.  Fizemos treinos em dois períodos. O Samuel, como supervisor, nos deu todas as condições. O Raphael,  técnico que trabalhou comigo, estava sempre presente. E as meninas não faltavam. Independente do resultado, já tinha sido recompensador trabalhar com essas meninas que abdicaram de muita coisa para treinar e me aturaram como treinador, pois sou muito chato e queria extrair além dos fundamentos técnicos e táticos do basquete. Queria ver o basquete fazer parte da alma delas.

E sempre aproveitando os valores individuais a serviço do grupo. Ninguém tinha privilégios. Uma cobrava da outra a melhor participação no treino.

Elas jogaram muito. Fico feliz, pois elas conquistaram o título com méritos e realizaram um sonho que há muito perseguíamos. Elas me deixaram ser campeão com elas. Sou eternamente grato a esse grupo

Isso mostra que temos competência e podemos ajudar a desenvolver atletas para o basquete nacional. Assim como acredito em outros centros, como Maranhão, Paraná, por exemplo, que estão sempre revelando atletas, mas que ainda precisam de mais investimentos.

Durante a sua carreira, quais foram os principais nomes que você auxiliou no processo de formação?

No Rio, não temos a mesma estrutura de algumas equipes paulistas, que conseguem concentrar os atletas que se destacam nas competições brasileiras. Aqui, temos que pegar a atleta, na maioria das vezes sem nunca ter jogado basquete, fazê-la amar o esporte e ensinar os fundamentos, convivendo com realidades totalmente diferentes.

Recentemente a Thamara, que se destacou no Sul-Americano Sub-15 e também viajou com a sub16,  foi procurar o basquete no Fluminense. Ela quase foi “abduzida” pelo vôlei. Já estavam convidando a menina, mas ela sempre quis fazer basquete. Começou do zero e hoje está sendo convidada por várias equipes de São Paulo.

Outro exemplo: a Nayara. Há três anos, ela foi recusada numa equipe paulista. O treinador dela, o Sérgio Marreco, de Juiz de Fora, comentou que ela iria ficar parada, sem competições para disputar em Minas. Uma menina com 1,90m! Eu tinha que vê-la. Ela veio, eu gostei e  me virei para trazer a menina para cá, sem qualquer ajuda do clube na época - o Fluminense. No ano passado, ela integrou a seleção brasileira sub-19, durante toda a fase de treinamentos, até ser cortada por uma lesão que apareceu quando ela fazia as malas em Juiz de Fora, dois dias antes da viagem. Mesmo assim, ela foi convidada por praticamente todas as equipes juvenis de São Paulo.

Portanto, quando volto à pergunta, tenho certeza que muitas atletas conseguiram tirar algo de produtivo nessa convivência com o basquete. Acredito que muitas historias de vida se misturaram com a minha e acredito que sempre foi uma troca: elas aprendiam comigo e eu com elas. Eu sempe peço às atletas que sonhem com o que querem e quando tiverem certeza desse sonho, o primeiro passo é acordar.

Não posso afirmar onde as atletas chegarão, mas sei que faço o que está a meu alcance para estimular seus fundamentos, para elas estarem preparadas para uma oportunidade e para sempre amarem o basquete.

Há dois anos você deixou o Fluminense e se incorporou ao Projeto Olímpico da Mangueira. Queria que você falasse um pouco como está estruturado esse projeto, número de atletas e profissionais envolvidos e as principais conquistas nessa última temporada.

047b Em 2007, o supervisor da Mangueira, Samuel Belarmino, me convidou para exercer as funções de técnico e coordenador do basquete feminino. No ano seguinte, aceitei a proposta, com o objetivo de intensificar os trabalhos e desenvolver o basquete de rendimento do projeto.

No projeto da Mangueira, colocamos escolinhas de iniciação ao basquete para meninas. De lá, muitas meninas são aproveitadas no nosso pré- mirim.

Fiquei responsável por coordenar só as equipes de rendimento. Começamos com uma equipe técnica composta por cinco treinadores, dois estagiários, um preparador fisico e um fisioterapeuta.

Já em 2008 conseguimos bons resultados. Fomos bronze no mirim (técnico – Felipe), e ficamos com os títulos no infantil (técnicos- Agostinho e Elen), no infanto (técnico – Benício) e no  juvenil, treinado por mim.

No ano de 2009, ficamos com quatro técnicos no projeto. Conquistamos os títulos no mirim (novamente com o Felipe), sub-14 (com a Elen), no infantil (com o Agostinho), e no juvenil, treinado por mim. Fui técnico também do infanto, que foi prata.

Com o retorno do patrocinador, a equipe crescerá e teremos cinco treinadores, dois auxiliares, cinco estagiários técnicos, um preparador físico, um estagiário de preparação física e dois fisioterapeutas.

Isso também se deve à boa participação de nossas atletas nas seleções brasileiras de base. Em 2009, tivemos quatro atletas convocadas: Nayara Cordeiro (sub-19), Isabela Ramona (sub-16), Tamara Freitas(sub- 15) e Isabela Cintra (sub-17). As duas últimas foram campeãs sul-americanas.

Em 2008, você comandou o time adulto na Mangueira no Nacional. Em 2009, o clube não participou da competição e esteve envolvido apenas na disputa dos Jogos Abertos Brasileiros. Como foi essa decisão de não disputar o Nacional e quais são as perspectivas para 2010?

No adulto, não tivemos competições estaduais nos últimos anos.

Fomos vice-campeões dos Jogos Abertos Brasileiros em 2009, fazendo a final contra Catanduva. Fizemos um excelente jogo, perdemos por apenas dois pontos. Lamentamos muito não reuinirmos à época condições de manter aquele grupo e participar do Nacional.

Uma decisão assim deixa de ser dificil no momento que você não tem escolha. O problema foi a falta de condições financeiras e o formato muito curto da competição. É muita despesa em pouco tempo. Sem a certeza de ter como garantir que cumpriríamos todo o percurso, o melhor foi aguardar até a volta de um patrocinador. Agora isso aconteceu e estaremos novamente participando do Nacional em 2010

086b Até que ponto essa ausência de um time adulto compromete a continuidade da carreira de uma jovem jogadora formada no projeto, considerando o mercado extremamente restrito no basquete interno? Obviamente o alto rendimento não é o foco único do projeto, mas como permitir a uma parcela dessas garotas essa opção?

Essa ausência é sentida com certeza, mas hoje até as atletas mais novas sabem da dificuldade de se manter uma equipe adulta participando das competições, devido aos altos custos. Mas acho que treinar basquete está acima dessas dificuldades. Elas amam basquete e sabem que chegar numa equipe adulta é o resultado de muito treino e dedicação, mesmo que o clube delas não tenha a categoria.

É só analisarmos equipes como Jundiaí e Finasa, que sempre estão fazendo finais de categorias de base e não possuem categoria adulta. Nem por isso as atletas deixam de se empenhar e treinar para se tornarem atletas profissionais e viver do esporte que amam.

Portanto, aqui no Rio, nos clubes e no nosso projeto, dar a elas o melhor treinamento que estiver ao nosso alcance é o compromisso que temos.

Como você vê o basquete carioca no momento? Quais seriam as principais limitações da modalidade no estado? Até que ponto o Rio ser sede das Olimpíadas em 2016 pode alterar o panorama?

Temos muitas meninas querendo fazer basquete feminino, mas são poucos clubes para elas procurarem. Conseguimos mais equipes para essa temporada de 2010, mas em 2008, por exemplo, tivemos onze equipes na categoria infantil e nove na mirim. Algumas equipes entrame no ano seguinte se desfazem por vários motivos. Não conseguimos manter uma regularidade.

Acredito que uma das limitações –a mais séria – é  a financeira. Precisamos também de mais treinadores que queiram se envolver com o basquete feminino. Muitos até começam, mas depois se rendem e passam a trabalhar no masculino.

Espero que mais para frente sejam promovidos muitos eventos de basquete feminino aqui no Rio e que essas iniciativas sejam o gancho para fazer crescer e desenvolver a modalidade, que tenhamos incentivos fiscais para os clubes que fizerem equipes.

Enfim eu não teria a fórmula de como fazer. Seria preciso sentar e estudar estratégias. Mas a massificação de todos os esportes olímpicos, com apoio em conjunto dos governos federal, estadual e municipal, se faz necessária.

Thamara_apres A Thamara, pivô que se destacou na seleção sub-15 campeã sul-americana, é outra de suas "crias". Fale um pouco sobre seu trabalho com ela.

A Thamara, como disse antes, foi procurar a escolinha de basquete. Como toda iniciante, tinha as dificuldades normais com o aprendizado. Morava bem afastada dos locais de treinamento. Trouxe a menina logo para o Colégio ADN, com uma bolsa. Ela chegava cedo para estudar, almoçava e já ficava para treinar.

Quando a vi no treino, fiquei impressionado com o seu tamanho e sua força fisica aos 12 anos.

Meu trabalho como coordenador sempre foi de enxergar o talento futuro ou pelo menos apostar nele. Se um dia ela vai chegar a treinar comigo nas categorias acima, é importante que eu acompanhe o trabalho feito com ela.

Além disso, eu confio nos treinadores que estão comigo. Seguimos uma filosofia de trabalho em conjunto. É sempre mais prazeroso trabalhar assim.

Ela treinou no mirim com a Elen durante dois anos, o que foi importante na formação da atleta. Meu trabalho com ela, no inicio, era fazê-la amar o basquete. Seu potencial fisico nos dava uma vaga lembrança de outra atleta: a Clarissa. Mas a Thamara praticamente não abria a boca. Era muito tímida e ainda não estava controlando seus movimentos. Mas aos poucos ela foi despertando a vontade de evoluir e passou a amar mais o basquete. No seu último ano de mirim, ela ficou mais solta e começou a perceber sua força fisica natural. Ganhamos o campeonato e ela e a Isabela Ramona foram os destaques dessa conquista.

A partir do infantil, em 2008, ela começou a treinar com outro treinador, o Agostinho. Passamos a a exigir um pouco mais de refino nos seus movimentos de arremesso e trabalho de fintas com e sem bola. Considero importante para a posição de pivô o trabalho de pés. Durante os exercicios específicos, ela trabalha com naturalidade. Ainda tem muito o que evoluir. Se continuar a amar o basquete, será uma das atletas que passará pelo funil e poderá continuar vivendo do que ama.

guiivana Duas jogadoras que passaram pelas suas mãos disputaram a última edição do Mundial Sub-21: a Ivana e a Clarissa. O que você poderia falar da dupla? Você acompanha à distância a evolução da Clarissa?

A Ivana começou aos três anos de idade, na escolinha do Colégio ADN. Como ela tinha que ficar esperando a irmã para ir embora, a mãe pediu para que ela participasse da aula. Não permiti, com medo de que ela se machucasse.  Deixei-a com uma bola furada num pátio perto da quadra. Mas as primeiras palavras que ela aprendeu a falar foram: “Me dá uma bola!”.

No segundo semestre, comprei uma bolinha pequena e ela ficava imitando o que as meninas faziam na aula. Até que me convenci de que ela podia estar ali com a bolinha dela. E até hoje ela está no basquete. A Ivana é uma jogadora em quem confio. Podemos brigar, discutir, discordar, mas sei que posso confiar nela. Ela é dona de uma leitura de jogo impressionante. Tem uma visão de quadra e controle de bola acima da media. Mas precisa muito da musculação e ainda não teve a oprtunidade de viver para se tornar uma atleta. Ela não jogou o Nacional em 2009, mas foi vice campeã no JABs e foi campeã no JUBs e deverá estar conosco agora em 2010. Nunca se afastou. Vai ao treino do juvenil, ama o basquete, mas não pode se dar ao luxo de viver em função dele. Ela está se dedicando à formação acadêmica e trabalhando em duas escolas. Mas se adequará aos horarios e voltará aos treinos.

112b Clarissa, a supernegra! Essa impressiona pela facilidade de pegar rebotes. Parece que a bola procura por ela. A Clarissa começou treinando no projeto do Centro Esportivo Miécimo, em Campo Grande, com a treinadora Giane, que foi minha atleta no Flamengo. Após uma participação num torneio aberto da federação, ela foi jogar comigo no Grajaú Country e seguiu junto conosco para o Fluminense e depois ficou mais um ano na Mangueira. Hoje está em Vagos, Portugal.

Ela tem uma força fisica absurda e uma força como ser humano de igual intensidade. Costumo dizer que ela melhora qualquer time, dentro e fora de quadra. É sempre positiva e produtiva. Treina como joga.

Não sei se você se sente à vontade para discutir o assunto, mas como você vê enxerga as discussões sobre o técnico ideal para a seleção feminina? Qual a sua opinião sobre a possibilidade de um técnico estrangeiro?

Eu acredito que temos técnicos competentes e experientes para conduzir a seleção brasileira. Só que hoje, a política da CBB me parece ser a de apostar em técnicos estrangeiros, para trazer mais conhecimento e intercâmbio. E talvez até criar um clima entre as atletas, na briga por vaga na seleção, pois com poucas equipes disputando os campeonatos, algumas atletas podem não se relacionar bem com esse ou aquele treinador. E trazer um treinador estrangeiro torna uma disputa pela vaga e pela confiança do treinador algo novo para ambos os lados. Enfim, é uma tentativa. Se isso se concretizar, que seja um treinador de reconhecidos trabalhos e méritos para estar no comando da seleção brasileira feminina. 

Por falar em seleção, você faz disso uma meta pessoal?

Eu tive a chance de participar em 2005 e 2006 do Desenvolvimento de Talentos promovido pela CBB, em Florianópolis e Jundiaí respectivamente. Esse projeto tratava também da capacitação de treinadores para as seleções de base, pois seriam formadas novas comissões em função das muitas competições. Fiquei muito feliz de participar. Conheci pessoas com as quais firmei amizade até hoje. Conheci uma geração muito boa de atletas, que hoje começa a integrar equipes adultas e que buscava espaço mesmo ainda muito nova. Muitas dessas atletas acreditaram que eu podia ajudar de alguma forma e isso me fez muito bem. Amo trabalhar com basquete, e uma atleta querendo treinar e aprender é o que um técnico quer.

Em 2007, me foi dada a chance de ser o auxiliar técnico da equipe que viajaria para o Mundial. Tinha sido campeão brasileiro em 2006 e acho que isso ajudou. Fiquei muito feliz. Mas ao me apresentar, pude perceber que ainda tinha muita coisa a aprender, pois eu era pouco requisitado pelo treinador. Na segunda fase de treinos, eu não fui convocado. O que me foi passado é que eu era um técnico caseiro. Me explicaram que é o cara que só sabe trabalhar no clube dele. Outra afirmação é que eu não era bom de grupo. Assim fui avaliado pela coordenação e pela comissão técnica daquela seleção.

Baseado nisso, eu não sei se terei uma outra chance, mas de certo estarei sempre pronto para o que for em beneficio do basquete feminino.

Minha meta pessoal é continuar amando o basquete e continuar fazendo o que eu amo.  

Bate-bola, para encerrar:

Um livro: A Cabana

Uma música: Love is all

Um filme: Óleo de Lorenzo

Um filme de basquete: Momentos Decisivos

Um ídolo: Ayrton Senna

Um técnico: José Carlos Ferraz

Uma mania: Piadas

Uma quadra:  a do Colégio ADN

Um título: campeão brasileiro juvenil de seleções estaduais, em 2006

Um arrependimento: não ser superticioso

A melhor jogadora que eu vi jogar: Hortência

Uma revelação para 2016: Tássia, de Americana

Um sonho: o de creme...Hahaha!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Entrevista: Thamara de Freitas

Thamara Silva de Freitas. Guarde bem este nome, porque ele pode ser decisivo para o basquete brasileiro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016. Com apenas 15 anos, a pivô de 1,85m vem garantindo seu espaço na seleção brasileira. No 16º Campeonato Sul-Americano Sub-15, realizado no Equador, Thamara desequilibrou e foi uma das responsáveis pela conquista do título. A jogadora foi a reboteira da competição com a média de 7.0 (42 no total), a segunda cestinha com 19.0 (114) e a segunda nos bloqueios com 1.0 (6). Carioca da gema, a pivô começou a jogar basquete no Fluminense e, atualmente, defende a equipe da Mangueira.

Qual a emoção do primeiro título pela seleção brasileira?

Não tenho como descrever o que significa ser campeã, ainda mais com uma vitória sobre a Argentina. É uma sensação única e maravilhosa. Espero repetir essa experiência muitas e muitas vezes. Ano passado, fui vice-campeã sul-americana, o que me motivou a treinar cada vez mais forte para buscar o primeiro lugar. Agora que conseguimos o título, fico mais motivada ainda a ganhar mais e mais títulos.

O que achou da competição?

Foi um campeonato bem equilibrado. Tivemos um jogo difícil contra a Colômbia. A gente deu muito mole, erramos coisas bobas, o que permitiu uma reação do adversário que quase nos custou a vitória. Outra partida em que nos complicamos foi a última, contra a Argentina. Estávamos bem, nos mantendo a frente no placar. Infelizmente, me lesionei, no terceiro quarto. Formamos um grupo muito unido e as meninas sentiram a minha ausência. Foi quando a Argentina encostou e passou a frente. Ficar no banco, vendo as argentinas ganhando da gente sem poder fazer nada foi um dos piores momentos para mim na competição. Mas eu acreditava no time, assim como todas, e revertemos a situação. Conquistamos o título no finalzinho do jogo.

Qual o ponto forte do Brasil no Sul-Americano?

Acho que a união do grupo foi fundamental para ganharmos o título. Estávamos todas muito focadas em ganhar. Perder não era uma possibilidade para nós. A vontade de ganhar era muito grande e isso nos fortaleceu e nos uniu a cada treino e a cada jogo. Com um bom jogo coletivo, trabalhando bem no ataque e defendendo forte, derrubamos um adversário por vez e depois foi só comemorar bastante o nosso título.

O que achou de Portoviejo?

Não deu tempo para visitar a cidade, mas pelo pouco que pude ver, achei muito bonitinha. A única coisa contra é que tinha muitas baratas, mas muitas mesmo. Elas estavam em todos os lugares e eu odeio baratas, são muito nojentas.

Você foi um dos destaques do Brasil e do campeonato. O que achou da sua participação?

O meu desempenho individual foi resultado do trabalho de equipe. Sem a ajuda das minhas companheiras, eu não poderia fazer nada. O mérito é de todas nós, que treinamos e lutamos por cada vitória. Fico muito feliz por conseguir ter uma boa atuação nos jogos e ajudar o Brasil a conquistar mais um título.

Você foi vice-campeã o ano passado. O que melhorou de lá para cá?

Ano passado tínhamos a responsabilidade de classificar o Brasil para a Copa América. Depois que garantimos a vaga, acho que a equipe relaxou e acabamos perdendo o foco do título. Este ano, começamos a treinar em junho já pensando no troféu de campeã. Acho que isso acabou nos deixando mais livres este ano.

Como foi treinar com a técnica Janeth?

Foi uma experiência maravilhosa. No início fiquei um pouco intimidada pelo que a Janeth representa para o basquete. Não só eu como todas as meninas. Eu, pelo menos, me sentia na obrigação de fazer tudo certo, quase perfeito. Aos poucos fui deixando isso de lado, porque a Janeth sempre fez questão de dizer que estava começando, assim como nós. Isso nos deixou mais tranquilas e, com a convivência, acabou que o ídolo deu lugar a técnica.

Basquete sempre esteve nos seus planos?

Um amigo da minha mãe, que é como se fosse meu tio, dava aula no Fluminense e me levou para fazer um teste na escolhinha de basquete de lá. Passei e fiquei no clube até que eles acabaram com o basquete feminino. Participei da peneira da Mangueira, passei e estou lá até hoje.

Se não for atleta, o que gostaria de ser?

Não consigo me ver longe do basquete. Jogar é a minha vida, mas também quero fazer faculdade. Pretendo cursar Direito, mas meu objetivo mesmo é seguir a carreira de jogadora. Quem sabe chegar onde a Janeth chegou.

Qual a parte mais legal de ser atleta?

Gosto das viagens, de fazer novas amizades. Com o basquete conheci pessoas de outros estados do Brasil e de outros países. Muita gente pode achar chato, mas treinar é uma das melhores partes de ser atleta. É no treino que a gente aprende, melhora. É o treino que nos garante no jogo, por isso que eu adoro. Quanto mais eu treino, mais eu melhoro e mais chances eu tenho de estar em quadra, brigando pela vitória.

Fonte: CBB

Brasil conquista título sul-americano sub-15

20091130_554451_Brasil_gde Com uma campanha invicta, o Brasil foi campeão do 16º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, que foi disputado em Portoviejo, no Equador. Na última rodada, realizada no domingo à noite, a seleção da técnica Janeth Arcain ganhou da Argentina por 56 a 54 (27 a 20 no primeiro tempo). A cestinha da partida foi a argentina Micaela Sancisi com 23 pontos. Pela equipe verde-amarela, Gabriela de Oliveira foi a principal pontuadora com 13 pontos. A pivô Thamara de Freitas também foi peça importante na vitória com 11 pontos e seis rebotes. Izabella Sangalli anotou nove pontos, cinco assistências e quatro rebotes, e Ana Carolina Borges marcou seis pontos e deu sete assistências.
 
— Começamos muito bem o jogo, impondo nosso ritmo de jogo e marcando as movimentações da equipe argentina. Perdemos a Thamara por lesão no terceiro quarto e o time sentiu um pouco, o que permitiu a reação adversária. Mudamos nosso esquema ofensivo, jogando mais aberto. As meninas tiveram muita coragem no final da partida. Não desistiram e buscaram a vitória. Todo o grupo,0B4D1A5FE7B6403D89C3B88B526D1AFB atletas e comissão técnica, estão de parabéns pelo trabalho. Assim como para todos, esse título tem um significado muito especial para mim, pois é a minha primeira conquista como técnica de seleção brasileira — comentou Janeth Arcain.
 
Na última rodada, a Colômbia venceu o Paraguai por 66 a 53 (29 a 26) com 27 pontos da cestinha Laura Martinez. Pela equipe paraguaia, Gabriela Peralta anotou 17 pontos. A Venezuela derrotou o Equador também com o placar final de 66 a 53 (30 a 23). Alejandra Medina foi a principal pontuadora da partida com 18 pontos. Rina Yepez e Yoselyn Escalante foram as cestinhas do Equador com 17 e 15 pontos, respectivamente.
 
BRASIL (15 + 12 + 11 + 18 = 56)
Gabriela (13pts), Natália (3), Izabella (9, 5 assistências e 4 rebotes), Ana Carolina (6 e 7 assistências) e Thamara (11 e 6 rebotes). Depois: Ingrid (5), Alana Silva (0), Fernanda (2), Elisângela (3) e Caroline (4). Técnica: Janeth Arcain.
 
ARGENTINA (09 + 11 + 22 + 12 = 54)
Pilotti (10pts), Sancisi (23), Armesto (12), Jourdhevil (5) e Aispurua (3). Depois: Llorente (0), Pag (1), Martinez (0), Macello (0) e Leon (0).

domingo, 29 de novembro de 2009

Brasil vence Equador e faz final com a Argentina

20091129_735924_Alana_gde O ginásio lotado e a torcida contra não foram suficientes para atrapalhar a campanha invicta do Brasil no 16º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, que está sendo disputado em Portoviejo, no Equador. As brasileiras mantiveram o foco na vitória, derrotaram as equatorianas por 76 a 41 (44 a 27 no primeiro tempo) e vão disputar o título da competição com a Argentina neste domingo, às 23 horas de Brasília. A pivô brasileira Thamara Freitas foi a cestinha do jogo com 24 pontos e sete rebotes. Outros destaques da equipe verde-amarela foram: Izabella Sangalli com 15 pontos, Ana Carolina Borges com 14 pontos e seis assistências, e Alana Silva com cinco pontos, dez rebotes e sete assistências. Pela equipe equatoriana, Yoselyn Escalante foi a maior pontuadora com dez pontos.
 
— Marcamos forte desde o início e isso foi fundamental para alcançarmos essa excelente vitória. A defesa foi a grande responsável pelo resultado. Foi uma partida muito boa. As meninas jogaram soltas e também tiveram um bom desempenho ofensivo. Elas permaneceram focadas o tempo todo, não se intimidaram em nenhum momento com a torcida equatoriana. Entram em quadra para vencer e conseguiram. Mais uma vez a Thamara se destacou na partida, dominando o garrafão adversário e convertendo pontos para o Brasil. Estou muito feliz com a atuação do time desde o início da competição. Foram cinco jogos sem descanso e o grupo correspondeu muito bem — explicou Janeth Arcain.
 
O confronto entre Brasil e Argentina pode terminar com uma dupla comemoração para Janeth Arcain. Além de mais um troféu sul-americano para o basquete brasileiro, a vitória sobre as argentinas garante o primeiro título de Janeth como técnica da seleção brasileira.
 
— Nosso pensamento agora é ganhar Argentina e conquistar o título. Elas precisaram jogar muito para vencer o Equador na rodada anterior. Tiveram o dia de folga e vão estar descansadas. Elas têm uma equipe forte, bem consistente. Será outra partida difícil, até mesmo pela rivalidade tradicional entre as duas seleções. Nós estamos preparadas para o desafio. Estou confiante em mais uma boa atuação da equipe — finalizou.
 
A sexta rodada começou com a vitória do Chile sobre a Colômbia por 50 a 44 (23 a 15). A chilena Francisca Salvatierra e a colombiana Laura Martinez foram as cestinhas da partida, ambas com 16 pontos. No segundo confronto do dia, a Venezuela derrotou o Paraguai por 71 a 45 (40 a 20). Destaque para as venezuelana Waleska Perez com 25 pontos, Keesi Manzano anotou 18 pontos e 16 rebotes, e Raymar Garcia marcou 14 pontos. Pela equipe paraguaia, Adriana Garcia foi a principal pontuadora com nove pontos.
 
Com os resultados, Brasil e Argentina estão invictos e somam dez pontos (cinco vitórias). Venezuela e Equador vêm logo depois com oito pontos (três vitorias e duas derrotas). Com uma partida a mais, o Chile encerrou a participação com oito pontos (duas vitórias e quatro derrotas). A equipe folga na última rodada e terá que aguardar os resultados para conhecer a sua classificação final. Colômbia e Paraguai têm cinco pontos (cinco derrotas).
 
A rodada final começa com a partida entre Colômbia e Paraguai (19h de Brasília). Equador e Venezuela entram em quadra logo depois (21h). A competição termina com o tradicional confronto sul-americano: Brasil x Argentina (23h).
 
EQUADOR (14 + 13 + 10 + 04 = 41)
Herming (5pts), Escalante (10), Vera (3), Yepez (0) e Medina (7). Depois: Campi (0), Carrasco (5), Hernandez (2), Coello (1) e Campoverde (8).
 
BRASIL (23 + 21 + 14 + 18 = 76)
Gabriela (0pts), Natália (5), Izabella (15), Ana Carolina (14 e 6 assistências) e Thamara (24 e 7 rebotes). Depois: Alana Silva (5, 10 rebotes e 7 assistências), Fernanda (0), Ingrid (4 e 4 rebotes), Klaudia (9), Alana Arias (0), Caroline (0) e Elisângela (0). Técnica: Janeth Arcain.

sábado, 28 de novembro de 2009

Brasil vence Paraguai no Sub 15

O Brasil manteve a invencibilidade no 16º Campeonato Sul-Americano Sub-15, que está sendo disputado em Portoviejo, no Equador. Na sexta-feira à noite, a seleção brasileira, comandada por Janeth Arcain, venceu o Paraguai por 73 a 58 (34 a 30 no primeiro tempo). Dois nomes fizeram a diferença na partida. A pivô Thamara Freitas foi a cestinha da partida com 26 pontos e sete rebotes e a ala Izabella Sangalli anotou 22 pontos e cinco assistências. Pela equipe paraguaia, Marta Peralta foi a principal ponturadora com 18 pontos.

— O primeiro tempo foi equilibrado, com o placar bem apertado. Voltamos do intervalo com uma defesa bem agressiva, marcando pressão meia quadra. Isso forçou o erro do adversário e, aos poucos, o nosso time foi abrindo vantagem para fechar a partida com 15 pontos de diferença. A Izabella e a Thamara jogaram muito bem e estão dando muita segurança para o grupo — analisou a técnica Janeth Arcain.

Ao final do jogo, num breve momento entre a saída das brasileiras e a entrada das equatorianas uma breve confraternização entre as adversárias da próxima rodada.

— Tivemos um momento bacana no final do jogo. Nos reunimos para gritar “Brasil” no centro da quadra como em todos os jogos e, quando já estávamos saindo da quadra, as equatorianas nos chamaram para gritarmos “Equador” junto com elas. A torcida vibrou muito, aplaudiu. Enfim, foi muito legal a confraternização, mas não podemos esquecer que elas são nossas adversárias na partida de sábado. O resultado do Equador contra a Argentina da sexta-feira provavelmente vai definir como as equatorianas vão entrar em quadra para nos enfrentar. Por isso, temos que ter cuidado e estar preparadas para tudo — finalizou Janeth.


BRASIL (18 + 16 + 14 + 25 = 73)
Gabriela (3pts), Natália (2), Izabella (22 e 5 assistências), Ana Carolina (7) e Thamara (26 e 7 rebotes). Depois: Fernanda (2), Alana Silva (0), Ingrid (7), Caroline (4) e Klaudia (0). Técnica: Janeth Arcain.


PARAGUAI (18 + 12 + 10 + 18 = 58)
Garcia (11pts), Peralta (18), Mateo (14), Pereira (0) e De La Fuente (7). Depois: Arevalo (3), Sanchez (0), Florentin (0), Medina (0), Reyes (0), Segovia (0) e Fretes (5).

Fonte: CBB

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Brasil massacra Chile no primeiro tempo e vence a terceira no Sul-Americano

izasanga Com um primeiro tempo simplesmente arrasador (35-10, com um incrível 17-1 no primeiro quarto), a seleção brasileira sub-15 levou o jogo com o Chile em banho-maria na segunda metade (30-28) e conseguiu sua terceira vitória [65-38] no Sul-Americano.

A cestinha do dia foi Izabella Sangalli (Americana), com 21 pontos (2pts 9/10, 3pts 2/2 e LL 1/1), 4 rebotes, 4 assistências e 3 recuperações, em 33’.

Em 20’, Thamara (Mangueira) teve 14 pontos e 11 rebotes.

Natália Saar somou 10 pontos, em 27’.

E Ana Carolina (Centro Olímpico) registrou 7 assistências, 5 rebotes e 4 pontos, em 33’.

Amanhã, o adversário é o Paraguai.

Outros jogos: Venezuela 65 x 53 Colômbia e Argentina x Paraguai.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Brasil Sub-15 vence apertado a Colômbia no Sul-Americano

603b Em seu segundo jogo no Sul-Americano, a seleção sub-15 teve mais dificuldade para bater a Colômbia (57-54).

A seleção saiu na frente e chegou a abrir nove pontos no início da partida, mas assistiu a uma reação do adversário, que empatou a partida no quarto final. Mas o Brasil voltou a abrir vantagem, agora de sete pontos, e conseguiu sua segunda vitória no torneio.

A cestinha foi novamente Thamara (Mangueira), que jogou 20’, e marcou 10 pontos, 6 rebotes e 4 faltas.

Gabriela Oliveira (Centro Olímpico) teve 9 pontos, em 28’. Mesma pontuação de Ingrid Vasconcelos (Náutico), que ainda pegou 7 rebotes e deu 3 assistências (24’).

Ana Carolina Borges (também do Centro Olímpico) teve 8 pontos, 4 rebotes e 3 assistências.

A armadora Alana Silva (São Bernardo) somou 2 pontos, 8 rebotes e 7 assistências, em 27’.

Outros Jogos: Argentina 62 x 49 Chile e Equador 61 x 35 Paraguai.

— As sete equipes que disputam o Sul-Americano estão praticamente no mesmo nível e isso torna as partidas equilibradas. E foi o que aconteceu contra a Colômbia. Fizemos um bom primeiro período (13 a 7), mas desconcentramos um pouco no segundo quarto e permitimos a reação delas. No segundo tempo conseguimos manter uma pequena diferença no placar que nos garantiu a vitória no final. O importante é que pude utilizar 11 das 12 jogadoras e todas estão correspondendo. Numa competição em que se disputam seis jogos em sete dias é importante ter todo o grupo pronto para jogar — analisou a técnica Janeth Arcain.

 
Sobre o próximo adversário, o Chile, Janeth está confiante numa boa exibição do Brasil.
 
— Vai ser um jogo complicado, mas vamos passar para as jogadoras as anotações e os vídeos que fizemos dos jogos do Chile no Sul-Americano. A nossa equipe está crescendo de produção e temos todas as condições de conseguir mais um resultado positivo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Brasil estreia com vitória no Sul-Americano Sub-15

sub15 A seleção sub-15 da técnica Janeth estreou com vitória no Sul-Americano Sub-15 hoje.

Contra a Venezuela, o Brasil fez 81 a 69, vitória conseguida na terceiro quarto (27-13).

O destaque foi Thamara (Mangueira), com 29 pontos, em 25’.

Natália Saar (São José dos Pinhais) marcou 15, em 31’.

Ana Carolina (Centro Olímpico) teve 9 pontos e 6 assistências, em 23’.

Janeth usou outras sete jogadoras e todas pontuaram.

A Venezuela havia estreado ontem, com derrota para a Argentina (70-60). Ainda ontem: Chile 77 x 69 Paraguai e Equador 79 x 71 Colômbia.

Hoje – Argentina 61 x 48 Colômbia e Equador 76 x 68 Chile.

Amanhã, o Brasil pega a Colômbia.

Análise da Janeth: "O time começou bem determinada e conseguimos diminuir bastante o aproveitamento ofensivo da Venezuela. O fundamental para a vitória foi o jogo de equipe. A bola foi bem trabalhada, tanto que o número de assistências foi muito bom (27) e diminuímos os nossos erros. O próximo adversário, a Colômbia, deu trabalho para as argentinas e não será um jogo fácil, mas estamos bem preparadas."

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Seleção Sub-15 estreia amanhã no Sul-Americano contra a Venezuela

20091123_301689_2311_Thamara_gde_GN. A seleção brasileira sub-15 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, estreia nesta terça-feira (dia 24) contra a Venezuela (21h de Brasília), na segunda rodada do 16º Campeonato Sul-Americano da categoria, que está sendo disputado em Portoviejo, no Equador. O Brasil enfrentará ainda Colômbia (quarta), Chile (quinta), Paraguai (sexta), Equador (sábado) e Argentina (domingo). Pelo regulamento da competição, as sete seleções jogam entre si em turno único, sendo campeã a equipe que somar o maior número de pontos.
 
A carioca Thamara Freitas é uma das “experientes” da seleção. A atleta foi vice-campeã sul-americana sub-15 no ano passado. De lá pra cá, a jogadora da Mangueira evoluiu bastante.
 
— Estou jogando melhor. A experiência internacional que tive em 2008 me ajudou muito. Estou mais confiante e mais eficiente nos fundamentos. O grupo está bem treinado e unido para buscar o título — disse Thamara, de 15 anos.
 
O Sul-Americano marca a estreia de Janeth Arcain no comando do Brasil em uma competição oficial. A ex-jogadora foi assistente de Paulo Bassul na conquista da Copa América / Pré-Mundial de Cuiabá, em setembro.
 
SELEÇÃO BRASILEIRA SUB-15 FEMININA
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
4- Klaudia Kalinin – Ala – 15 anos – 1,69m – Santo André (SP) – SP
5- Natália Saar – Ala – 15 anos – 1,72m – São José dos Pinhais (PR) – PR
6- Gabriela Oliveira – Armadora – 15 anos – 1,65m – Centro Olímpico (SP) – SP
8- Ana Carolina Borges – Pivô – 15 anos – 1,78m – Centro Olímpico (SP) – SP
7- Izabella Sangalli – Ala – 14 anos – 1,78m – Unimed/Americana (SP) – SP
9- Fernanda Nascimento – Ala – 15 anos – 1,77m – AFP/CHUA/São Bernardo (SP) – SP
10- Alana Silva – Armadora – 15 anos – 1,62m – AFP/CHUA/São Bernardo (SP) – SP
11- Alana Arias – Pivô – 15 anos – 1,85m – Colégio Farroupilha (RS) – RS
12- Ingrid Vasconcelos – Pivô – 15 anos – 1,85m – Náutico Capibaribe (PE) – PE
13- Caroline Fisher – Ala – 15 anos – 1,75m – AFP/CHUA/São Bernardo (SP) – SP
14- Thamara Freitas – Pivô – 15 anos – 1,85m – Mangueira/GRESEP (RJ) – RJ
15- Elisangela dias da Silva – Pivô – 15 anos – 1,80m – Apab/Barretos – SP
 
COMISSÃO TÉCNICA
Chefe de Delegação: Rafael Assumpção
Técnica: Janeth Arcain
Assistente Técnico: César Guidetti
Preparador Físico: Lucinei da Silva
Médico: Dr. Sérgio Barbosa
Fisioterapeuta: Giulliane Trevisan
 
SUL-AMERICANO SUB-15 FEMININO
Local: Portoviejo (Equador)
Data: 23 a 29 de novembro
 
— 1ª Rodada – Segunda-feira (dia 23)
Chile x Paraguai (19h), Argentina x Venezuela (21h) e Equador x Colômbia (23h). Folga: Brasil
 
— 2ª Rodada – Terça-feira (dia 24)
Colômbia x Argentina (19h), Venezuela x Brasil (21h) e Equador x Chile (23h). Folga: Paraguai
 
— 3ª Rodada – Quarta-feira (dia 25)
Brasil x Colômbia (19h), Chile x Argentina (21h) e Equador x Paraguai (23h). Folga: Venezuela
 
— 4ª Rodada – Quinta-feira (dia 26)
Colômbia x Venezuela (19h), Brasil x Chile (21h) e Paraguai x Argentina (23h). Folga: Equador
 
— 5ª Rodada – Sexta-feira (dia 27)
Venezuela x Chile (19h), Brasil x Paraguai (21h) e Equador x Argentina (23h). Folga: Colômbia
 
— 6ª Rodada – Sábado (dia 28)
Chile x Colômbia (19h), Paraguai x Venezuela (21h) e Equador x Brasil (23h). Folga: Argentina
 
— 7ª Rodada – Sábado (dia 29)
Colômbia x Paraguai (19h), Equador x Venezuela (21h) e Brasil x Argentina (23h). Folga: Chile.
OBS: Horário de Brasília (O Equador está três horas atrás).

segunda-feira, 2 de março de 2009

P­ara não per­der atle­tas, CBB con­ta com ­apoio das fe­de­ra­ções


Da­niel Bri­to
Agên­cia Es­ta­do


São Pau­lo - A es­ta­tu­ra ele­va­da, a gran­de en­ver­ga­du­ra dos bra­ços e a boa im­pul­são são ca­rac­te­rís­ti­cas em co­mum dos jo­ga­do­res de vô­lei e bas­que­te.

Por cau­sa de­las, a ca­rio­ca Tha­ma­ra de Frei­tas, 15 ­anos, cha­mou a aten­ção dos téc­ni­cos de vô­lei do Flu­mi­nen­se, no Rio, que a con­vi­da­ram pa­ra fa­zer um tes­te. Vi­ram na me­ni­na a téc­ni­ca, ain­da que pou­co de­sen­vol­vi­da, pa­ra bri­lhar no ho­je se­gun­do es­por­te ­mais po­pu­lar do Bra­sil. Pa­ra sor­te de Cé­sar Gui­det­ti, trei­na­dor da se­le­ção bra­si­lei­ra de bas­que­te fe­mi­ni­no sub-16, Tha­ma­ra não gos­tou do tes­te no Flu.

‘‘Já trei­na­va bas­que­te quan­do me cha­ma­ram pa­ra fa­zer vô­lei. Não gos­tei do es­por­te, não tem tan­ta emo­ção quan­to o ­basquete’’, de­fen­deu a pi­vô da equi­pe co­man­da­da por Gui­det­ti. A se­le­ção se pre­pa­ra pa­ra a Co­pa Amé­ri­ca, em ju­nho, em Bue­nos Ai­res. A com­pe­ti­ção clas­si­fi­ca­rá as qua­tro me­lho­res se­le­ções pa­ra o Mun­dial Sub-17, em 2010, sem se­de de­fi­ni­da.

Tha­ma­ra me­de 1,83m de al­tu­ra. Ela é a ­mais al­ta do elen­co de Gui­det­ti e ­atua co­mo pi­vô ao la­do da pau­lis­ta Mar­tha Imo­nia­na, que tem a mes­ma ida­de e é um cen­tí­me­tro ­mais bai­xa.

Gui­det­ti co­me­mo­ra a pre­sen­ça de Tha­ma­ra e Mar­tha em seu ti­me. Mas sa­be que é di­fí­cil con­ven­cer ou­tras ga­ro­tas al­tas a jo­gar bas­que­te. ‘‘Mui­tas me­ni­nas nes­sa ida­de vão jo­gar ­vôlei’’, cons­ta­tou o trei­na­dor. ‘‘O Bra­sil es­tá ca­ren­te de me­ni­nas al­tas. Mar­tha e Tha­ma­ra têm uma boa es­ta­tu­ra, mas não são as ­mais al­tas nem as ­mais bai­xas que já ti­ve­mos no gar­ra­fão da se­le­ção nes­sa fai­xa ­etária’’, ex­pli­cou.

Só pa­ra efei­tos com­pa­ra­ti­vos, Tha­ma­ra tem a mes­ma al­tu­ra da ala-pi­vô mi­nei­ra Fer­nan­da Bel­ling, 26, que dis­pu­tou os Jo­gos de Pe­quim/2008. Não bas­tas­se a con­cor­rên­cia com o vô­lei, o bas­que­te ain­da so­fre com a fal­ta de re­co­nhe­ci­men­to do pú­bli­co. ‘‘Quan­do as pes­soas me ­veem na rua com uni­for­me de trei­no, me per­gun­tam se sou jo­ga­do­ra de vô­lei ou de ­futebol’’, con­tou Mar­tha.

In­fluên­cia ca­sei­ra

Mar­tha jo­ga pe­lo Cen­tro Olím­pi­co, de São Pau­lo, e nun­ca ex­pe­ri­men­tou o es­por­te ‘‘­concorrente’’ por cau­sa da in­fluên­cia que so­fre den­tro de ca­sa.

‘‘Mi­nha ir­mã jo­ga bas­que­te em São Cae­ta­no e eu co­me­cei por cau­sa ­dela’’.

Fi­lha de pai ni­ge­ria­no e mãe bra­si­lei­ra, ela es­tá fa­zen­do um tra­ba­lho es­pe­cí­fi­co pa­ra dei­xar o gar­ra­fão e se tor­nar ala.

‘‘O Bra­sil pre­ci­sa de ­alas al­tas, co­mo a Mar­tha vai ser da­qui a uns ­anos’’, dis­se Gui­det­ti. A co­mis­são téc­ni­ca es­ti­ma que ela po­de cres­cer de ­seis a oi­to cen­tí­me­tros.

Tha­ma­ra, por sua vez, ­atua pe­la Man­guei­ra e sua de­di­ca­ção ao es­por­te ser­ve de exem­plo pa­ra a ir­mã ­mais no­va, de 12 ­anos, que co­me­ça a pe­gar os pri­mei­ros re­bo­tes e fa­zer ces­tas nas qua­dras da agre­mia­ção ver­de-ro­sa.

‘‘Te­nho 15 ­anos e che­guei à se­le­ção bra­si­lei­ra. Não há por que de­sis­tir ago­ra. Que­ro ir ­mais lon­ge den­tro do ­basquete’’, pla­ne­jou Tha­ma­ra, fi­lha de um se­gu­ran­ça e uma fun­cio­ná­ria de su­per­mer­ca­do do Rio de Ja­nei­ro.

Pa­ra não dei­xar me­ni­nas de es­ta­tu­ra aci­ma da mé­dia mi­grar pa­ra o vô­lei, Gui­det­ti, téc­ni­co ex­clu­si­vo da se­le­ção des­de 2006, con­ta com a co­la­bo­ra­ção das fe­de­ra­ções es­ta­duais.

‘‘O pes­soal da Ba­hia, por exem­plo, in­di­cou uma me­ni­na de 14 ­anos com 1,92m que es­tá trei­nan­do no Fi­na­sa e de­ve ser con­vo­ca­da em ­breve’’.

Fonte: matéria publicada no jornal Folha de Londrina, que o Marival Junior avisou que tinha publicado em seu blog (Basquete em Londrina) na caixinha de comentários.



P.s: a publicação dessa reportagem é (segundo o Blogger) o post de número 10.000 desse blog.

Não imaginava chegar até aqui, nem arrumar tanto assunto.

Mas aqui estamos.

Um abraço a todos que me ajudam a manter o PBF vivo.