Só pra lembrar que o presidente da ABASU é o Gerasime Bosikis, o Grego.
Lamentável!
A reunião técnica para formatação dos campeonatos femininos de base (SUB-13, SUB-15, SUB-17 e SUB-19) da temporada de 2012 foi realizada na tarde desta quarta-feira (29 de fevereiro), na sede da Federação Paulista de Basketball (FPB), na cidade de São Paulo (SP), contando com a presença do presidente Antonio Chakmati; Ricardo Molina, diretor do naipe feminino; Tatiana Steigerwald, do departamento técnico, todos representando a entidade paulista; Hortência Marcari, diretora do naipe feminino da Confederação Brasileira de Basketball (CBB); além dos representantes das equipes inscritas nas competições.Achei brilhantes as notas da coluna Painel FC do caderno de Esportes da Folha de São Paulo de hoje, contrapondo fatos que só podem acontecer aqui no Brasil:
RODRIGO CAPELO
O duelo entre as duas líderes da Liga de Basquete Feminino (LBF), na próxima sexta (14), deve lotar o ginásio da cidade de Catanduva. Contra o Americana, atual primeiro colocado, porém, os torcedores do Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva Basket Clube terão a improvável missão de criar gritos de incentivo às atletas com o longo nome da equipe.
Os naming rights ocupados por três empresas distintas são apenas um indício da quantidade de parceiros que o clube detém. A camisa amarela do Catanduva é composta por nada menos que nove marcas, enquanto o ginásio, por fim, é preenchido com placas de publicidade de outras dez companhias. Não há muitos motivos, contudo, para queixas.
O alto número de patrocinadores é o principal responsável pela sobrevivência da equipe de basquete. Apesar de reconhecer a poluição visual, o clube teve de fechar múltiplos acordos para garantir fontes de receita suficientes. "A menos que apareça uma proposta diferenciada, preferimos manter essas marcas", afirma Jonny Leite, supervisor.
Em situação similar está o Basquete Clube. O atual sétimo colocado da liga feminina, apenas no uniforme, mantém oito marcas diferentes. Novamente, a quantidade de parcerias garante a existência da equipe. A alguns quilômetros de distância, rivais mantêm aspecto visual agradável, mas enfrentam graves problemas financeiros.
No Sul do país, com apenas duas marcas estampadas no uniforme, o ABF Joinville acumula prejuízos todos os meses. Para que o clube não vá à falência, diretores, tesoureiros e presidente, Altair Nasário, têm injetado recursos pessoais. "A nossa vantagem é que todos são voluntários", conta o mandatário, que espera captar aportes em 2011.
O São Caetano/Unip, gerido pela secretaria de Esportes e Turismo da cidade, aguarda por patrocinadores para evitar cobranças políticas, motivadas pelos gastos com o basquete feminino. A universidade, apesar de ocupar os naming rights, cede apenas materiais esportivos. A camisa das atletas, pelo menos, continua impecável.
Basquete feminino aposta em liga para atrair aportes
Com a primeira temporada agendada para terminar no fim de fevereiro, a Liga de Basquete Feminino (LBF) gera discurso uniforme entre dirigentes dos clubes participantes. Caso a competição seja bem organizada até o fim e tenha uma segunda edição, de maneira que se consolide no cenário nacional, a busca por patrocínios será facilitada.
"Por enquanto, o próprio basquete feminino não ajuda, porque a liga ainda é nova, não há atletas renomadas, entre outros problemas", justifica Mauro Chekin, secretário de Esporte e Turismo da cidade de São Caetano, responsável por gerir o São Caetano/Unip. A equipe conta apenas com o apoio da universidade, que cede somente uniformes.
Apesar de outros clubes viverem situações díspares, como o Catanduva, que carrega três empresas nos naming rights e nove marcas na camisa, a confiança na consolidação da liga para atrair novos patrocínios está presente em todas as equipes. Nesses casos, a LBF poderia valorizar acordos e até "limpar" camisas.
Entre outros clubes que contam com número reduzido de patrocinadores e ainda aguardam dias melhores nas finanças, estão Mangueira/Petrobras e ABF Joinville. A partir do momento em que a liga se fortalecer, ganhar prestígio e visibilidade, ambos acreditam que terão melhores argumentos para convencer empresas.
Fonte: Máquina do Esporte
RODRIGO CAPELO
O Mundial de basquete terá início no próximo sábado (28) e a seleção brasileira irá aproveitar o torneio para apresentar o Bradesco, novo patrocinador da Confederação Brasileira de Basquete (CBB). A companhia e a entidade já acertaram acordo e estão finalizando o contrato para oficializar o aporte.
O banco terá sua marca exibida nos uniformes das seleções masculina e feminina, mas ainda não foi definida qual propriedade será ocupada. É certo, contudo, que não será estampada no peito do uniforme, propriedade ocupada pela patrocinadora máster, Eletrobras.
Como co-patrocinador, o Bradesco terá direito a exposição em uniformes de jogo e treino, placas de publicidade e conteúdo produzido pela CBB, segundo relata o diretor executivo da entidade, Luiz Felipe Monteiro de Barros, à Máquina do Esporte.
"Essa é uma demonstração das mudanças que estão sendo feitas no basquete brasileiro", defende o diretor. "Estamos nos posicionando no mercado e essa parceria só nos engrandece por ser um banco de grande porte". A ativação do aporte será feita em conjunto pela CBB e pelo Bradesco.
Fonte: Máquina do Esporte