segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

ENTREVISTA – Guilherme Vos

003b Se pensarmos em uma  cara para o basquete feminino carioca na última década, provavelmente ela é a do técnico Guilherme Vos.

Aos 45 anos, o técnico não esteve envolvido nos projetos fugazes e badalados do Fluminense (1998) e Vasco (2001) que deram os títulos nacionais adultos do Estado.

A realidade de Vos é outra. Seu dia-a-dia é o da formação de atletas. E uma das obsessões do comandante é fazer com que suas meninas amem intensamente o esporte que começam a praticar. Através da criação de uma dessas gerações de apaixonadas, Guilherme teve uma de suas principais conquistas na carreira. Foi em 2006, quando o Rio encerrou o longo domínio das seleções paulistas juvenis no Brasileiro da categoria.

Corajoso, colocou essa geração à prova em três Nacionais adultos: em 2005 e 2007, com a camisa do Fluminense e em 2008, com a da Mangueira, onde Guilherme é hoje técnico e coordenador do basquete feminino.

Na entrevista abaixo, o treinador fala com características que lhe são muito próprias – a paixão, o humor e a franqueza – sobre a sua trajetória no esporte.

É difícil evitar a impressão ao fim da leitura de que além de ser a cara do basquete feminino carioca, ele também seja “o cara”.

Guilherme, como você iniciou sua carreira como treinador de basquete e como se deu a aproximação com o feminino?

Fiz minha iniciação no basquete participando em um projeto na SUDERJ (Superintendência de Desportos do Estado do Rio de Janeiro), com o professor José Carlos Ferraz. De lá eu saí para ser atleta federado. Mas sempre voltava para visitá-lo, pois esse professor se tornou referência na minha vida, já que perdi meu pai aos 18 anos. Nessas idas e vindas, comecei a ajudá-lo por vontade própria, até que tive minha primeira atuação num torneio interno e gostei de participar.

Me formei em Administração e em seguida prestei novo vestibular. Passei para Educação Fisica, na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro. Antes mesmo de fazer minha matrícula, fui indicado por um dos alunos do projeto para o coordenador do Colégio ADN, no Méier. Comecei lá em 1987 com uma equipe masculina.

O colégio nunca havia passado da primeira fase da competição. Naquele ano, chegamos à final e fomos vice-campeões. No ano seguinte, formei equipes nas oito categorias: quatro femininas e quatro masculinas, com federados e não-federados. Foi uma loucura: eu praticamente morava dentro da quadra do colégio.

Daí para frente, comecei a colocar as equipes femininas nos torneios da federação, pois não havia Estadual Feminino na época. E começamos a ter resultados expressivos. Fomos campeões em diversas categorias femininas e vencemos equipes de clubes tradicionais, como Grajaú, Vasco, Botafogo e Flamengo.

vosfla No final de 1993, fui convidado para dirigir as equipes femininas no Flamengo, onde fiquei até 2002, quando o presidente da época resolveu terminar com algumas modalidades no clube e o basquete feminino foi todo eliminado, numa espécie de paredão “bigbrotheriano”. Só que o publico não votou. Apenas o voto do então presidente foi suficiente para eliminar mais de cinquenta meninas, dois treinadores e uma roupeira. Entre 2003 e 2004 fui para o Grajaú Country. De 2005 a 2007, o grupo todo foi para o Fluminense. E desde 2008, estou na Mangueira.

Nessa trajetória, eu tenho que agradecer as minhas tias Aparecida e Thereza, ao meu primeiro treinador de escolinha José Carlos Ferraz, e aos diretores que me deram condições de trabalhar: o Dr Marcus Hervé (Colégio ADN), o Professor Albano Parente (Santa Monica C.E.), a Maria da Conceição (C.R.Flamengo), o Alcides (Grajaú C.C.), o Robinson Sá (Fluminense F.C.) e atualmente o Samuel Belarmino (G.R.E.S.E.P Mangueira).

Você tem uma trajetória de destaque nas divisões de base cariocas e um dos momentos gloriosos dessa trajetória foi a vitória da seleção do Rio de Janeiro sobre a paulista no Brasileiro Juvenil de 2006. Fale um pouco sobre essa conquista.

Essa conquista foi algo preseguido por várias outras gerações. Temos uma defasagem muito grande em relação à estrutura de São Paulo, mas de alguns anos até aquela data, as seleções cariocas que viajavam, passaram a dar trabalho para as outras.

Nunca me esqueço da minha primeira experiência em uma edição dos Jogos Escolares Brasileiros (JEBS), em Recife. No congresso técnico durante o sorteio dos grupos, o Rio caiu no grupo de Paraná e Pernambuco. Houve uma comemoração entusiasmada das duas comissões presentes. E era compreensivel, pois as equipes femininas cariocas, quando participavam,  traziam na bagagem derrotas com elásticas diferenças nos placares.

Perdemos para o Paraná por dezesseis pontos e para Pernambuco por um ponto, em uma final de jogo dramático.

Naquele ano, quem ganhou o campeonato foi o Paraná e a seleção de São Paulo contava com atletas que hoje integram a seleção brasileira e jogam no exterior. Nem passamos da primeira fase, mas acho que surpreendemos a todos lá, até mesmo os representantes da secretaria do Rio.

As meninas voltaram, mesmo com a derrota, entusiasmadas com os jogos. No ano seguinte, em João Pessoa, ficamos com a medalha de bronze. Das dez atletas cariocas dessa seleção, nove foram jogar em São Paulo. A grande dificuldade era manter as atletas aqui no Rio.

Em 1996, fomos vice-campeões e daí até 2006, na maioria das vezes fizemos a final com São Paulo. E sempre batendo na trave, ou melhor, no aro.

Até que a geração de 2006 conseguiu o feito: vencer São Paulo numa final.020b

Apesar de terem recebido convites para sair, desde 2004, muitas ficaram. Era um grupo diferenciado. A Clarissa se sobressaía. E ela estava determinada e contagiou as outras meninas, desde a fase de treinos.  Fizemos treinos em dois períodos. O Samuel, como supervisor, nos deu todas as condições. O Raphael,  técnico que trabalhou comigo, estava sempre presente. E as meninas não faltavam. Independente do resultado, já tinha sido recompensador trabalhar com essas meninas que abdicaram de muita coisa para treinar e me aturaram como treinador, pois sou muito chato e queria extrair além dos fundamentos técnicos e táticos do basquete. Queria ver o basquete fazer parte da alma delas.

E sempre aproveitando os valores individuais a serviço do grupo. Ninguém tinha privilégios. Uma cobrava da outra a melhor participação no treino.

Elas jogaram muito. Fico feliz, pois elas conquistaram o título com méritos e realizaram um sonho que há muito perseguíamos. Elas me deixaram ser campeão com elas. Sou eternamente grato a esse grupo

Isso mostra que temos competência e podemos ajudar a desenvolver atletas para o basquete nacional. Assim como acredito em outros centros, como Maranhão, Paraná, por exemplo, que estão sempre revelando atletas, mas que ainda precisam de mais investimentos.

Durante a sua carreira, quais foram os principais nomes que você auxiliou no processo de formação?

No Rio, não temos a mesma estrutura de algumas equipes paulistas, que conseguem concentrar os atletas que se destacam nas competições brasileiras. Aqui, temos que pegar a atleta, na maioria das vezes sem nunca ter jogado basquete, fazê-la amar o esporte e ensinar os fundamentos, convivendo com realidades totalmente diferentes.

Recentemente a Thamara, que se destacou no Sul-Americano Sub-15 e também viajou com a sub16,  foi procurar o basquete no Fluminense. Ela quase foi “abduzida” pelo vôlei. Já estavam convidando a menina, mas ela sempre quis fazer basquete. Começou do zero e hoje está sendo convidada por várias equipes de São Paulo.

Outro exemplo: a Nayara. Há três anos, ela foi recusada numa equipe paulista. O treinador dela, o Sérgio Marreco, de Juiz de Fora, comentou que ela iria ficar parada, sem competições para disputar em Minas. Uma menina com 1,90m! Eu tinha que vê-la. Ela veio, eu gostei e  me virei para trazer a menina para cá, sem qualquer ajuda do clube na época - o Fluminense. No ano passado, ela integrou a seleção brasileira sub-19, durante toda a fase de treinamentos, até ser cortada por uma lesão que apareceu quando ela fazia as malas em Juiz de Fora, dois dias antes da viagem. Mesmo assim, ela foi convidada por praticamente todas as equipes juvenis de São Paulo.

Portanto, quando volto à pergunta, tenho certeza que muitas atletas conseguiram tirar algo de produtivo nessa convivência com o basquete. Acredito que muitas historias de vida se misturaram com a minha e acredito que sempre foi uma troca: elas aprendiam comigo e eu com elas. Eu sempe peço às atletas que sonhem com o que querem e quando tiverem certeza desse sonho, o primeiro passo é acordar.

Não posso afirmar onde as atletas chegarão, mas sei que faço o que está a meu alcance para estimular seus fundamentos, para elas estarem preparadas para uma oportunidade e para sempre amarem o basquete.

Há dois anos você deixou o Fluminense e se incorporou ao Projeto Olímpico da Mangueira. Queria que você falasse um pouco como está estruturado esse projeto, número de atletas e profissionais envolvidos e as principais conquistas nessa última temporada.

047b Em 2007, o supervisor da Mangueira, Samuel Belarmino, me convidou para exercer as funções de técnico e coordenador do basquete feminino. No ano seguinte, aceitei a proposta, com o objetivo de intensificar os trabalhos e desenvolver o basquete de rendimento do projeto.

No projeto da Mangueira, colocamos escolinhas de iniciação ao basquete para meninas. De lá, muitas meninas são aproveitadas no nosso pré- mirim.

Fiquei responsável por coordenar só as equipes de rendimento. Começamos com uma equipe técnica composta por cinco treinadores, dois estagiários, um preparador fisico e um fisioterapeuta.

Já em 2008 conseguimos bons resultados. Fomos bronze no mirim (técnico – Felipe), e ficamos com os títulos no infantil (técnicos- Agostinho e Elen), no infanto (técnico – Benício) e no  juvenil, treinado por mim.

No ano de 2009, ficamos com quatro técnicos no projeto. Conquistamos os títulos no mirim (novamente com o Felipe), sub-14 (com a Elen), no infantil (com o Agostinho), e no juvenil, treinado por mim. Fui técnico também do infanto, que foi prata.

Com o retorno do patrocinador, a equipe crescerá e teremos cinco treinadores, dois auxiliares, cinco estagiários técnicos, um preparador físico, um estagiário de preparação física e dois fisioterapeutas.

Isso também se deve à boa participação de nossas atletas nas seleções brasileiras de base. Em 2009, tivemos quatro atletas convocadas: Nayara Cordeiro (sub-19), Isabela Ramona (sub-16), Tamara Freitas(sub- 15) e Isabela Cintra (sub-17). As duas últimas foram campeãs sul-americanas.

Em 2008, você comandou o time adulto na Mangueira no Nacional. Em 2009, o clube não participou da competição e esteve envolvido apenas na disputa dos Jogos Abertos Brasileiros. Como foi essa decisão de não disputar o Nacional e quais são as perspectivas para 2010?

No adulto, não tivemos competições estaduais nos últimos anos.

Fomos vice-campeões dos Jogos Abertos Brasileiros em 2009, fazendo a final contra Catanduva. Fizemos um excelente jogo, perdemos por apenas dois pontos. Lamentamos muito não reuinirmos à época condições de manter aquele grupo e participar do Nacional.

Uma decisão assim deixa de ser dificil no momento que você não tem escolha. O problema foi a falta de condições financeiras e o formato muito curto da competição. É muita despesa em pouco tempo. Sem a certeza de ter como garantir que cumpriríamos todo o percurso, o melhor foi aguardar até a volta de um patrocinador. Agora isso aconteceu e estaremos novamente participando do Nacional em 2010

086b Até que ponto essa ausência de um time adulto compromete a continuidade da carreira de uma jovem jogadora formada no projeto, considerando o mercado extremamente restrito no basquete interno? Obviamente o alto rendimento não é o foco único do projeto, mas como permitir a uma parcela dessas garotas essa opção?

Essa ausência é sentida com certeza, mas hoje até as atletas mais novas sabem da dificuldade de se manter uma equipe adulta participando das competições, devido aos altos custos. Mas acho que treinar basquete está acima dessas dificuldades. Elas amam basquete e sabem que chegar numa equipe adulta é o resultado de muito treino e dedicação, mesmo que o clube delas não tenha a categoria.

É só analisarmos equipes como Jundiaí e Finasa, que sempre estão fazendo finais de categorias de base e não possuem categoria adulta. Nem por isso as atletas deixam de se empenhar e treinar para se tornarem atletas profissionais e viver do esporte que amam.

Portanto, aqui no Rio, nos clubes e no nosso projeto, dar a elas o melhor treinamento que estiver ao nosso alcance é o compromisso que temos.

Como você vê o basquete carioca no momento? Quais seriam as principais limitações da modalidade no estado? Até que ponto o Rio ser sede das Olimpíadas em 2016 pode alterar o panorama?

Temos muitas meninas querendo fazer basquete feminino, mas são poucos clubes para elas procurarem. Conseguimos mais equipes para essa temporada de 2010, mas em 2008, por exemplo, tivemos onze equipes na categoria infantil e nove na mirim. Algumas equipes entrame no ano seguinte se desfazem por vários motivos. Não conseguimos manter uma regularidade.

Acredito que uma das limitações –a mais séria – é  a financeira. Precisamos também de mais treinadores que queiram se envolver com o basquete feminino. Muitos até começam, mas depois se rendem e passam a trabalhar no masculino.

Espero que mais para frente sejam promovidos muitos eventos de basquete feminino aqui no Rio e que essas iniciativas sejam o gancho para fazer crescer e desenvolver a modalidade, que tenhamos incentivos fiscais para os clubes que fizerem equipes.

Enfim eu não teria a fórmula de como fazer. Seria preciso sentar e estudar estratégias. Mas a massificação de todos os esportes olímpicos, com apoio em conjunto dos governos federal, estadual e municipal, se faz necessária.

Thamara_apres A Thamara, pivô que se destacou na seleção sub-15 campeã sul-americana, é outra de suas "crias". Fale um pouco sobre seu trabalho com ela.

A Thamara, como disse antes, foi procurar a escolinha de basquete. Como toda iniciante, tinha as dificuldades normais com o aprendizado. Morava bem afastada dos locais de treinamento. Trouxe a menina logo para o Colégio ADN, com uma bolsa. Ela chegava cedo para estudar, almoçava e já ficava para treinar.

Quando a vi no treino, fiquei impressionado com o seu tamanho e sua força fisica aos 12 anos.

Meu trabalho como coordenador sempre foi de enxergar o talento futuro ou pelo menos apostar nele. Se um dia ela vai chegar a treinar comigo nas categorias acima, é importante que eu acompanhe o trabalho feito com ela.

Além disso, eu confio nos treinadores que estão comigo. Seguimos uma filosofia de trabalho em conjunto. É sempre mais prazeroso trabalhar assim.

Ela treinou no mirim com a Elen durante dois anos, o que foi importante na formação da atleta. Meu trabalho com ela, no inicio, era fazê-la amar o basquete. Seu potencial fisico nos dava uma vaga lembrança de outra atleta: a Clarissa. Mas a Thamara praticamente não abria a boca. Era muito tímida e ainda não estava controlando seus movimentos. Mas aos poucos ela foi despertando a vontade de evoluir e passou a amar mais o basquete. No seu último ano de mirim, ela ficou mais solta e começou a perceber sua força fisica natural. Ganhamos o campeonato e ela e a Isabela Ramona foram os destaques dessa conquista.

A partir do infantil, em 2008, ela começou a treinar com outro treinador, o Agostinho. Passamos a a exigir um pouco mais de refino nos seus movimentos de arremesso e trabalho de fintas com e sem bola. Considero importante para a posição de pivô o trabalho de pés. Durante os exercicios específicos, ela trabalha com naturalidade. Ainda tem muito o que evoluir. Se continuar a amar o basquete, será uma das atletas que passará pelo funil e poderá continuar vivendo do que ama.

guiivana Duas jogadoras que passaram pelas suas mãos disputaram a última edição do Mundial Sub-21: a Ivana e a Clarissa. O que você poderia falar da dupla? Você acompanha à distância a evolução da Clarissa?

A Ivana começou aos três anos de idade, na escolinha do Colégio ADN. Como ela tinha que ficar esperando a irmã para ir embora, a mãe pediu para que ela participasse da aula. Não permiti, com medo de que ela se machucasse.  Deixei-a com uma bola furada num pátio perto da quadra. Mas as primeiras palavras que ela aprendeu a falar foram: “Me dá uma bola!”.

No segundo semestre, comprei uma bolinha pequena e ela ficava imitando o que as meninas faziam na aula. Até que me convenci de que ela podia estar ali com a bolinha dela. E até hoje ela está no basquete. A Ivana é uma jogadora em quem confio. Podemos brigar, discutir, discordar, mas sei que posso confiar nela. Ela é dona de uma leitura de jogo impressionante. Tem uma visão de quadra e controle de bola acima da media. Mas precisa muito da musculação e ainda não teve a oprtunidade de viver para se tornar uma atleta. Ela não jogou o Nacional em 2009, mas foi vice campeã no JABs e foi campeã no JUBs e deverá estar conosco agora em 2010. Nunca se afastou. Vai ao treino do juvenil, ama o basquete, mas não pode se dar ao luxo de viver em função dele. Ela está se dedicando à formação acadêmica e trabalhando em duas escolas. Mas se adequará aos horarios e voltará aos treinos.

112b Clarissa, a supernegra! Essa impressiona pela facilidade de pegar rebotes. Parece que a bola procura por ela. A Clarissa começou treinando no projeto do Centro Esportivo Miécimo, em Campo Grande, com a treinadora Giane, que foi minha atleta no Flamengo. Após uma participação num torneio aberto da federação, ela foi jogar comigo no Grajaú Country e seguiu junto conosco para o Fluminense e depois ficou mais um ano na Mangueira. Hoje está em Vagos, Portugal.

Ela tem uma força fisica absurda e uma força como ser humano de igual intensidade. Costumo dizer que ela melhora qualquer time, dentro e fora de quadra. É sempre positiva e produtiva. Treina como joga.

Não sei se você se sente à vontade para discutir o assunto, mas como você vê enxerga as discussões sobre o técnico ideal para a seleção feminina? Qual a sua opinião sobre a possibilidade de um técnico estrangeiro?

Eu acredito que temos técnicos competentes e experientes para conduzir a seleção brasileira. Só que hoje, a política da CBB me parece ser a de apostar em técnicos estrangeiros, para trazer mais conhecimento e intercâmbio. E talvez até criar um clima entre as atletas, na briga por vaga na seleção, pois com poucas equipes disputando os campeonatos, algumas atletas podem não se relacionar bem com esse ou aquele treinador. E trazer um treinador estrangeiro torna uma disputa pela vaga e pela confiança do treinador algo novo para ambos os lados. Enfim, é uma tentativa. Se isso se concretizar, que seja um treinador de reconhecidos trabalhos e méritos para estar no comando da seleção brasileira feminina. 

Por falar em seleção, você faz disso uma meta pessoal?

Eu tive a chance de participar em 2005 e 2006 do Desenvolvimento de Talentos promovido pela CBB, em Florianópolis e Jundiaí respectivamente. Esse projeto tratava também da capacitação de treinadores para as seleções de base, pois seriam formadas novas comissões em função das muitas competições. Fiquei muito feliz de participar. Conheci pessoas com as quais firmei amizade até hoje. Conheci uma geração muito boa de atletas, que hoje começa a integrar equipes adultas e que buscava espaço mesmo ainda muito nova. Muitas dessas atletas acreditaram que eu podia ajudar de alguma forma e isso me fez muito bem. Amo trabalhar com basquete, e uma atleta querendo treinar e aprender é o que um técnico quer.

Em 2007, me foi dada a chance de ser o auxiliar técnico da equipe que viajaria para o Mundial. Tinha sido campeão brasileiro em 2006 e acho que isso ajudou. Fiquei muito feliz. Mas ao me apresentar, pude perceber que ainda tinha muita coisa a aprender, pois eu era pouco requisitado pelo treinador. Na segunda fase de treinos, eu não fui convocado. O que me foi passado é que eu era um técnico caseiro. Me explicaram que é o cara que só sabe trabalhar no clube dele. Outra afirmação é que eu não era bom de grupo. Assim fui avaliado pela coordenação e pela comissão técnica daquela seleção.

Baseado nisso, eu não sei se terei uma outra chance, mas de certo estarei sempre pronto para o que for em beneficio do basquete feminino.

Minha meta pessoal é continuar amando o basquete e continuar fazendo o que eu amo.  

Bate-bola, para encerrar:

Um livro: A Cabana

Uma música: Love is all

Um filme: Óleo de Lorenzo

Um filme de basquete: Momentos Decisivos

Um ídolo: Ayrton Senna

Um técnico: José Carlos Ferraz

Uma mania: Piadas

Uma quadra:  a do Colégio ADN

Um título: campeão brasileiro juvenil de seleções estaduais, em 2006

Um arrependimento: não ser superticioso

A melhor jogadora que eu vi jogar: Hortência

Uma revelação para 2016: Tássia, de Americana

Um sonho: o de creme...Hahaha!

41 comentários:

Ricardo disse...

Muito boa a entrevista. Adorei.

Anônimo disse...

Um dos melhores técnicos do Brasil, é uma pena que aquele pessoal da CBB não dá uma olhada pro Rio de vez em quando...

Paulo Sergio disse...

Bert, muito bacana essa entrevista. O basquete passa por um momento complicado, ainda assim, tem muita gente boa fazendo trabalho de base por aí.

Criticar é preciso, mas, valorizar o que se tem de bom é ainda mais importante.

Parabéns!

Abraço!

carioca de coração disse...

Fiquei feliz de ver a entrevista do técnico e amigo Guilherme Voz e por conhecer seu trabalho é que tantas vezes vim aqui nessa página em defesa dos técnicos de nossa cidade (Rio de Janeiro).Ele ama tanto o que faz que ensinou não só as atletas que estão com ele mas os pais e os responsáveis das meninas a amarem o basquete também.
Garanto que, quem o conhece se torna um ser humano melhor.
Aproveito para deixar registrado minha admiração pelo seu trabalho como também pelo trabalho que vem sendo feito pelos técnicos Agostinho de Almeida e Ellen Rosa.
Gostaria muito que todos tivessem a aportunidade de conhecer esses profissionais mais de perto e o que eles representam para muitas meninas da Vila Olímpica da Mangueira e para o basquetebol do Rio de Janeiro.
Um grande abraço,

Anônimo disse...

corta esse cabelo pelo amorr de deus...

Basqueteiro... disse...

É sempre muito bom ler uma entrevista como esta e conhecer um pouco mais o basquete fora de São Paulo.

Parabéns ao Guilherme pela árdua tarefa de fazer as novas gerações amarem o basquete.

Parabéns Bert pela excelente entrevista.

Anônimo disse...

Parabéns Bert...Acho também que outros técnicos do interior do País merecem ser conhecidos. Parabéns Guilherme!!
L.G.

Andréa disse...

Sem dúvida nenhuma: ele é "O CARA"!!!

Anônimo disse...

Parabéns Guilherme vc é "o cara" com toda certeza!!
Abraço

Ivana disse...

Aaaaaah! O melhor! Melhor técnico, melhor amigo, melhor tudo! Só não precisava colocar aqui essa mentira a meu respeito, mas vc diz pra todo mundo, tá quase virando verdade. uhahuahuaha...
Um sonho: de creme! huahahuahua...não muda nunca! uhahuahuaha...
Amoooo!

Anônimo disse...

NE,


Bert parabéns!

Escuto muito sobre o Guilherme... um cara batalhador por um esporte que dão valor...


Parabéns!

Gabriela disse...

É sempre bom ver o reconhecimento de um dos melhores técnicos do Brasil. Guilherme consegue sim formar atletas e não somente jogadoras, eu como mais uma de suas vítimas amo esse esporte de coração, e tenho enorme prazer em ter sido e ser dirigida por ele. Aprendi valores do basquete e da vida com ele que serão importantíssimos na minha vida sem dúvida alguma. Obrigada Guizinho

Jaime Torres disse...

Boa noite !!

Bem sei que a maioria não me conhece,mas aqui me apresento pois penso que para comentar deve-se haver sinceridade, sou Jaime Torres, atleta de handebol.
Handebol?Vcs se perguntam...sim handebol...

Só que o que venho comentar é: Guilherme alem de ser um tecnico,treinador e principalmente Educador Físico, é um dos meu maiores idolos no mundo esportivo, pois so quem estudou no ADN e vive no ESPORTE hj sabe o que falo...

Qndo ele cita"Uma quadra: a do Colégio ADN" é de arrepiar...

Pois ele,Dilton,Vater,Sergio e todos os professores tecnicos desta epoca, nos ensinaram amar o esporte,torcer para todos,independente de sua preferencia...e nos transformaram nao so em atletas de alto rendimento ou atletas escolares...transformaram em seres humanos capacitados a atuar em prol de uma sociedade melhor...amizades conservadas a te hj, admiração por eles? infinitas...

Tentei o basquete,não deu, guilherme foi meu tecnico, sinal que eu nao tinha mesmo jeito, pq ele é o cara!Se o cara nao te da jeito...vc é ruim mesmo..huahuahua...
Mas uma coisa que uso com orgulho que levei dos ensinamentos do guilherme,dilton&cia, é o amor ao esporte e amizade nisso eles sao invenciveis!
Se hj sou o 5 melhor goleiro do mundo em defesas de 7 metros, melhor goleiro do campeonato paulista entre outros titulos como atleta e agora formado na area de educação fisica, devo a eles, a quadra do ADN e o caminho do bem que Guilherme,Dilton&cia me mostraram, e ler uma entrevista dessas,me emociona,pois é muito bom ver um trabalho de uma pessoa do bem ser reconhecido!!!
Termino por aqui pois ja me alonguei demais com a saudação que so quem passou por eles conhece...
Parabens mestre!

Saudações ADNísticas!!!

Jaime Torres

Fernando Santos disse...

Entrei na caixinha com a certeza de que leria o que li aqui... infelizmente as pessoas nao tem o menor compromisso com a coerencia do que falam e sambam pra lá e pra cá ao sabor das noticias.

Nada contra o professor carioca, mas apenas contra as besteiras que lemos aqui.

Anônimo disse...

Muito bom Bert
O Guilherme Vos, é sem duvidas um dos grandes nomes do basquete feminino, há muito tempo ele vem fazendo um trabalho de alto nível no rio.
Ele não só formas atletas, mas também amante do basquete. Tenho lido muito sobre ele e sei o quanto luta por este esporte que tanto amamos.
Quando se fala em seleção brasileira é sem duvida um nome a ser visto com muita atenção, é um dos principais nomes do esporte no Brasil.
Parabéns Guilherme Vos e continue a nos dar esses valores que as vezes são deixado de lado.

Agostinho D'Almeida Ferreira disse...

Olá Bert:
Venho neste depoimento agradecer por tudo a que esse “CARA”, fez e faz basquete e as pessoas com a qual tem o privilégio de conhecê-lo.
É sem duvidas um excelente treinador e técnico de basquete às vezes o chamamosele de “bruxo”, pois tira cada uma que só ele.
Sou amigo pessoal dele há pelo menos uns 30 anos e sempre tive a maior admiração pelo seu trabalho, assim como ele comecei com o “guru” do basquete Jose Carlos Duarte Ferras, hoje tenho o maior orgulho de estar trabalhando ao seu lado, (acima de mim, ele é meu coordenador) sempre digo para as atletas que sou o melhor técnico e treinador do Brasil, mas o Guilherme eu deixo ficar ao meu lado (um pouco abaixo), rs.
Ele tem toda uma filosofia de trabalho e em determinados pontos pode divergir com o nosso, e nem por isso ele impõe sua hierarquia profissional, escuta o que temos e sempre chegamos a um denominador comum, respeita a opinião de todos, sempre se preocupando primeiramente com a disciplina e respeito a tudo e a todos e o amor ao basquete.
Bert ficaria horas escrevendo sobre este se humano que tenho grande admiração, mas com certeza muitos o conhecem, e sabem o quanto ele é bom, gostaria de agradecer não pela amizade, pois isso não se agradece.Primeiramente por não ter posto nenhum piada sem graça de sua vasta coleção, rs, mas por ele ser simpesmente Guilherme Pedro Antonio Gomes de Castros Vos.
Agostinho D’ Almeida Ferreira

Iris Lyra disse...

É Guilherme Parabéns pela sua entrevista. Realmente eu não o admirava eu o achava muito estranho e distante, mas ouvindo várias vezes minha filha que dizia "não minha mãe ele em quadra é uma pessoa excelente". Então convivendo agente aprende a te conhecer e ver que realmente você é um excelente Profissional e o importante gosta do que faz. Vendo está entrevista dá até medo em pensar que daqui a pouco você não mais estará no Rio, mas como tive informações de fontes forteis e disse que você é Carioquíssimo, creio que não abandoraria o Basquete Carioca.
Agente fica muito feliz não só por você formar nossas atletas, mas por você ter conseguido ter harmonia e criado está equipe maravilhosa de técnicos de Basquete na Vila Olímpica da Mangueira que eu não podería deixar de citar: Agostinho de Almeida e Elen Rosa.
Novamente Parabéns muito Sucesso e que Deus continue iluminando-o para que consiga continuar sua trilha buscando Novos Talentos e lapidando-os. O Basquete Carioca agradece.

Um abraço

Carioca orgulhosa disse...

Guilherme vos é a essência do basquete, tem conhecimento experiência o amor e aquela coisa que não se aprende em nenhum curso, a percepção do jogo, a chamada por muito de intuição, o lado técnico e malandragem.
Ele com certeza é um nome muito importante para dar esse tal solavanco na evolução deste esporte que tanto amamos.
Fui muito legal e não seria ele de não lembrar-se das pessoas que tento ajudou e não só pegar para si os méritos, como falar da origem da Clarissa, da Elem do Agostinho, este que como ele trabalha com muito amor e dedicação e também merece uma oportunidade.
Samuel da Mangueira que sempre está lutando pelo basquete feminino.
Parabéns Bert, parabéns Guilherme e a todos que lutam para fazer o basquete feminino no Rio de Janeiro.

Paula disse...

Vc é DEMAIS! Sincero, claro e objetivo. Parabéns! Espero que o seu trabalho seja valorizado cada vez mais, e que com a aproximação da data das olimpíadas vc receba o reconhecimento que merece!
Minha filha é super ágil e esperta, ela faz cestas com facilidade quando está brincando, está com 3 anos, quem sabe ela será sua aluna? SUCESSO!!!

Ana disse...

Venho por meio deste para dizer que Guilherme Vos é o cara mais "estrogonóficamente " especial para todos os que estudaram com ele no ADN , que treinaram com ele ou quem está apenas perto.Uma coisa que eu levo sempre dele é o amor que ele tem e dedica ao esporte e uma coisa que nunca esquecerei é seu sorriso e seu abraço perfeito .Que sua estrada esteja só começando e que brilhe muito . Mil beijos da sua eterna filha emprestada .

Tainá disse...

Como sempre o Gui surpreendendo a todos.. Não, tem como não elogiar o trabalho desse excelente técnico, amigo, conselheiro enfim , na tem palavras pra descrever tamanha consideração que tenho por este rapaz...Gui muito obrigado por tudo, por me fazer amar o esporte e me ajudar a superar muitas das dificuldades que já passei..
Pra vocÊ o meu muito Obrigadooo!!

Fernanda Lopa disse...

Como é bom ver o reconhecimento de pessoas que realmente são merecedoras de tal! Guilherme Vos sem dúvida alguma é 'O CARA'!
E tem o carinho e a preocupação de ensinar a todas suas atletas muitooooo além do basquete. Me ensinou a amar mais o basquete, me ensinou a ser não só jogadora e sim atleta e me ensinou a ser uma pessoa muito melhor! Uma pessoa que me mostrou muitos ensinamentos que serão levados e evoluídos durante toda minha vida!
Esse mala é um orgulho para o basquete feminino com certeza e é um fato a minha gratidão por ter tido a oportunidade de ser atleta desse aí!!!
Parabéns Guiiii =)

Priscila disse...

Este meu arremesso, vai com certeza valer três pontos.
O Guilherme é sem duvida o cara!
Parabéns a este blog pela grande reportagem, é com esse tipo de pessoas que temos que falar, ainda não ví ninguem criticando o entrevistado!

Isabela disse...

Esse cara para mim é mais do que uma inspiração, ele foi o único cara que me fez jogar basquete! Aprendi muitas coisas com ele e tenho certeza que vou aprender muito mais!
Continue sempre assim Guilherme,você ainda tem muitos caminhos brilhantes para percorrer!
Mil beijinhos da menina do volei!

Clarissa disse...

A RESPOSTA PRA MANIA FICOU INCOMPLETA!!! tinha q ser PIADAS SEM GRAÇA!!!!!!!!!


kkkkkkkkkk


a ultima rsposta deixou claro !!!!

GUI vc é o CARA ERRADO!!!kkkk


OTIMA MATERIAA!!!!

Ana disse...

Que orgulho gui!!!!! Tenho orgulho de ter tido vc como tecnico, amigo e querido, com vc aprendi a me apaixonar pelo basquete, obrigada!!!!!!E com certeza eu como muitas pessoas não amariam o basquete se não fosse por vc, o basquete é nada sem vc!!
Te Adoro e parabénssssssssssss!!
bjosssssssssss

Dayse disse...

"Eu sei o preço do sucesso: dedicação, trabalho duro, e uma incessante devoção às coisas que você quer ver acontecer."
Este é o Guilherme, um ser dedicado ,ele ama oque faz é um Paizão !!!! PARABENS VC MERECE MUITO!!!!!
beijinhos

Mãe orgulosa disse...

Infelizmente não posso escrever meu nome,pois minha filha joga na mangueira, e não quero que pense que estou puxando o saco.
O guilherme quando ví pele primeira vez, fiquei preocupada, todo sério meio que fechado e ainda veio com o augustinho que parecia um general nazista, ufa.
Mas saibam todos que ser humano maravilhoso é este profissional, minha filha sempre dizia que ele era mais fechado do que o general, mas, tive os primeiros contatos e realmente ele é o "CARA", lí alguns comentarios e em todos se pode tirar o que realmente é estra rapaz.
Guilherme muito obrigado por estar a frente deste trabalho muito importante para não só minha filha, mas tambem para o familia basquetebol

Isabela C. disse...

ahh! o melhor técnico, melhor ouvinte e o melhor conselheiroo!!!
Me ensinou a amar o basquete, e me fez evoluir como pessoa..não só eu, como várias pessoas que convive e conviveram com o Guilherme Vos!!!
Ah e sempre com suas peadinhas sem graça, mas que me fazem cair na gargalhada!!! hahaha!!!

bjo te amo mto seu mala!!!

Anônimo disse...

Tive o prazer de conhecer o Guilherme em 2005, quando trabalhamos juntos de assistentes numa sel. Brasileira de Base, em Floripa. Gente finíssima, ótimo profissional e um grande amigo (mesmo à distância), considero como um irmão... Seu único defeito é achar que sabe contar piada hahahaha. Parabéns pela entrevista, te desejo todo o sucesso do mundo!
Obs: Muito boa a do sonho de creme hehehe..
Abração,
Leonardo Peçanha

Patrácia disse...

falar de ADN já é emoção...falar deste "paspalho" nem sei! Mas digo uma coisa é certa....ele tem umas piadas que realmente são inesquecíveis, e outras que vc se arrepende de ter lido, ou escutado! Ele foi e é muito importante para o Basquete, e para a vida das pessoas que ele "adentrou" e em muitos casos até mudou!Consegui um pouco de coordenação motora graças à ele...ainda caio sozinha de vez em quando....rsrsrsrrs! Patrácia !!!

Stephanie disse...

O Guilherme é uma pessoa que conheço desde 2006 num brasileiro , mais que levo comigo ate hoje .. pessoa maravilhosa , que sempre me dá conselhos quando preciso .. Gui fico feliz de ler essa reportagem e ver que seu trabalho esta sendo reconhecido VOCE merece muito mais que isso .. Grande bjoo .. e mto sucesso!

Anônimo disse...

A Propaganda é a alma do negócio!!rsrsrsrs
Vamos fazer acontecer pelo menos 2 vezes!Por enquanto é somente acaso!!

Anônimo disse...

Guilherme, eu fico super feliz em saber do seu sucesso ai no Brasil. O Rio de Janeiro tem tantos talentos mas infelizmente sao poucas as pessoas que se dedicam ao basquete feminino... desejo toda sorte do mundo para voce... e eu considero um previlegio ter te conhecido e ter tido voce como tecnico.
see you later...
Rosana - USA

Garibaldo disse...

Esse é o Cascão, um dos maiores caras q conheci. Abração meu velho.

Julianna Antunes disse...

Gostaria de assinar embaixo de todos os comentários feitos aqui. Realmente ele é o cara. Fui sua atleta no Flamengo em priscas eras e ler que ele já está com 45 anos me fez lembrar o quanto estou velha, pois quando o conheci ainda não tinha nem 30.

Quem não conhece o Guilherme e ler essa matéria até achará que ele é um cara sério. O que é a maior mentira do mundo, a menos que a idade esteja fazendo dele uma pessoa ranzinza. hehehehehehehehe

Só não concordo quando dizem que ele não sabe contar piada. Ou será pq eu sou a única que rio delas? hehehehehe

Luizão disse...

Conheço o Guilherme desde seus primeiros passos no Basquete. Nossa amizade se consolidou rapidamente, em especial como jogadores durante em uma Taça Brasil Juvenil, em SP. Seu perfil brincalhão (em excesso) talvez turve o excelente e sério profissional de basquete, que lhe deviam conferir um espaço de mais destaque no esporte. Desde seu tempo de jogador, tem grave defeito - com seu jeito jocoso, sempre minimiza seu potencial, conforme o fez nesta entrevista. O trabalho em grupo sempre requer competência e caráter, e este cara certamente reune estes dois aspectos com abundância de forma que o futuro certamente vai lhe reservar um grande destino - acredito cegamente em uma Olimpíada com o time do Brasil.

Anônimo disse...

esse tecnico e excelente

nayara disse...

Guilherme...
um cara que se importa com suas atletas,dentro é fora de quadra...se preocupando com o basquete mais tbm com a nossa formação...uma pessoa que vem me ajudando desde 2006,a aprender basquete é a amar...O QUE VC FAZ FORA DA QUADRA E O QUE VC FAZ DENTRO...sempre brigando pra gente estudar,ler e ser uma pessoa melhor não so no basquete mais tbm na vida...uma pessoa que caiuu do céu no momento mais dificil da minha vida...não sei o que estaria fazendo se não estivesse com essa oportunidade que ele me deu de jogar é estudar...acho que estaria trabalhando na roça com minha tia...rsrs
Parabéns Gui vc é o cara!

Jackie disse...

que saudadessss, amei a entrevista... uma pena acabarem com a modalidade feminina no Flamengo aquela epoca... Gui nosso paizao, nao esqueco de vc nunca... agora to mostrando a entrevista pro meu filho, seu futuro treinador....hehe
amei a entrevista, show de bola...
kisses,
We love you Gui !!!!

Nelson Borges disse...

Fui atleta do Guilherme, auxiliar técnico e amigo na de loucura de jogos mencionada nos finais dos anos 80, pelo Colégio ADN.

Realmente foi uma loucura e se não fosse pela sua paixão pelo esporte, nada teria acontecido.

Guilherme comandava não apenas os atletas das diversas categorias do masculino e feminino descritas na entrevista, mas também ministrava as aulas na escolinha de basquete da escola no período da noite, de onde conseguia observar e selecionar os possíveis futuros atletas.

Saudades daquela época e do amigo.

Abraços,

Nelson Borges (Japa)