O Colégio Divino Salvador, de Jundiaí (SP), venceu o Colégio Atual, de Recife (PE), por 79 a 40, na tarde desta quinta-feira, dia 8, no Colégio Marista Santa Maria, em Curitiba (PR). Essa foi a segunda vitória da equipe paulista pelo grupo "A" da Divisão Especial das Olimpíadas Escolares 2011, para atletas de 15 a 17 anos.
Destaque do jogo, a ala/pivô Isabela Ramona Macedo marcou 35 pontos na partida. Cestinha da seleção brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude 2010, em Cingapura, quando o Brasil ficou em sexto lugar, Isabela conquistou nesse ano a medalha de bronze no Campeonato Mundial Sub-19, disputado no Chile.
Essa é a segunda Olimpíada Escolar da atleta baiana, que morou na Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro (defendia a Mangueira) por cinco anos e se mudou para São Paulo no início de 2011.
"Passei seis meses com a seleção e agora estou há uns cinco, seis meses em Jundiaí. O campeonato é mais forte, mais competitivo", explicou a atleta de 17 anos e 1,78m, caçula do grupo que foi convocado pelo técnico Ênio Vecchi para os treinos visando os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara 2011, mas cortada da equipe poucas semanas antes de embarcar.
A equipe paulista venceu o Colégio Estadual Adalberto Valle (AM) na estreia da competição e após a vitória desta quinta-feira sobre as pernambucanas, precisam de mais uma vitória, na partida desta sexta-feira, contra o time capixaba do Núcleo Educacional Piaget (NEP) para carimbar a classificação nas semifinais das Olimpíadas Escolares 2011.
Como as pernambucanas venceram as capixabas na estreia da competição, a equipe paulista já tem meio caminho andado rumo à vaga. "Enfrentamos times que não jogam muito nos seus estados, mas são muito raçudos. Para elas não existe bola perdida e temos que jogar com seriedade o tempo inteiro, senão elas surpreendem. Foram duas vitórias importantes e agora vamos com tudo para a próxima partida", disse Isabela.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Bronze no Mundial Sub-19, ala/pivô Isabela Macedo anota 35 pontos e leva São Paulo à vitória no basquete
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Isabela Ramona vibra com convocação (Jornal de Jundiaí)
A ala Isabela Ramona vai seguindo o mesmo caminho que a pivô Damiris, sua companheira de time no Divino/COC. Aos 17 anos a jogadora, recém-chegada ao time de Jundiaí, figura como a principal novidade na seleção brasileira, que começou ontem a preparação para os Jogos Panamericanos de Guadalajara, no México, a partir do dia 21 de outubro. A atleta afirma que ficou surpresa com a convocação feita pelo técnico Enio Vechhi. "Eu não esperava, pensei que aconteceria mais tarde", conta.
"Fiquei muito feliz. Não tenho nem palavras". Vecchi convocou 14 atletas e duas delas devem ser cortadas antes de viajar. Segundo Ramona, mesmo que não fique com o grupo que vai ao México, o mais importante foi ser lembrada. "Quero aproveitar o máximo que puder. Será pouco tempo, mas acredito que vai valer muito a pena", diz. Nascida na Bahia, a garota começou no basquete do Fluminense, no Rio de Janeiro, e anos depois foi jogar pelo Mangueira. Os convites para treinar na seleção brasileira começaram cedo.
"Já fui para as seleções Sub-16, Sub-18 e Sub-19", diz. Na primeira vez, tinha apenas 14 anos e foi cortada do grupo, após a fase de treinos. Este ano, já com a equipe Sub-19, Isabela foi um dos destaques do time, que ficou com o terceiro lugar no Mundial da categoria, disputado no Chile. Mesmo sentindo tanta alegria por estar com a seleção, Isabela conta que ficou com o pé atrás por deixar o Divino em um momento importante. A equipe joga os playoffs do campeonato estadual da categoria.
"Fiquei um pouco preocupada, mas eu sei que nosso time está muito bem representado pelas jogadoras que temos aqui. Tenho certeza que o time vai ficar bem", afirma. Em sua despedida. antes da apresentação à seleção brasileira, Isabela Ramona ajudou o time Sub-19 do Divino/COC a vencer o Guarulhos por 78 a 32, na noite da última quarta-feira, na casa do adversário. Se vencer a segunda partida do confronto, na próxima segunda-feira, em Jundiaí, o Divino garante passagem à semifinal.
Em quadra - O time adulto do Divino/COC faz hoje o primeiro jogo dos playoffs do Campeonato Paulista da Série A-2. A equipe enfrenta o São Caetano/Unip, às 20 horas, em São Caetano do Sul. As duas equipes já se enfrentaram por duas vezes no Estadual e o Divino venceu ambas - 82 a 40 no ABC e 77 a 41 em Jundiaí. Para o confronto de hoje, o Divino deve ter o retorno da ala Tatiane, que não vinha atuando por conta de uma torção no tornozelo. Além do reforço, a equipe conta com também com a mão certeira da armadora Tainá, que na competição já anotou 238 pontos.
Fonte: Jornal de Jundiaí
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Legado de Hortência e Janeth inspira promessa do basquete rumo a 2016 (GloboEsporte.Com)
Nascida no mesmo ano em que as alas conquistavam o mundo, baiana Isabela Ramona se destaca nas quadras e sonha alto após bronze no Mundial sub-19
Danielle Rocha
No ano em que Hortência e Janeth comemoravam a conquista do título mundial, dona Iris festejava a chegada do seu "troféu". O que ela não poderia imaginar é que a pequena Isabela Ramona escolheria seguir uma trajetória semelhante à daquelas duas jogadoras alguns anos depois. Muito menos que a história de vida delas, contadas em tom de conversa, faria com que a filha encarasse o basquete não mais como algo para ocupar o tempo, mas como profissão. Os treinos que algumas vezes foram trocados por idas a Salvador para rever os amigos e a família passaram a ser cumpridos religiosamente. E as recompensas não demoraram a aparecer. Aos 17 anos, a ala de 1,78m faz parte de uma geração preciosa, que arrancou elogios dos adversários depois do bronze no Mundial sub-19 do Chile e reforça a esperança verde-amarela para as Olimpíadas do Rio-2016.
- Não sei explicar o que senti quando vi que estava no pódio. Treinamos seis meses para fazer nove jogos. Só nós sabemos pelo que passamos. Foram 16 meninas que trabalharam e marcaram uma nova página na história do basquete brasileiro. Formamos um grupo muito unido e que mostrou ter potencial. Queremos sentir mais vezes aquela sensação maravilhosa de quando conquistamos a medalha no Mundial - disse.
Por ora, o sentimento que impera segue o mesmo. Sua mais recente vitória é não precisar pedir dinheiro à mãe. Se há cinco anos fez as malas deixando a Bahia para morar no Rio, agora ela repetiu o gesto para ter Jundiaí como novo endereço. Deixou o time da Mangueira para defender o do interior de São Paulo. Trocou a convivência com dona Iris por uma república cheinha de jogadoras. E já começa a sentir a diferença. Mas nada que a lembrança das palavras de Hortência não possa ajudar.
- Eu nunca tinha saído de casa. Estou morando com dez meninas e cada uma tem que lavar a sua própria louça. É diferente, mas está sendo legal não ter que pedir dinheiro para minha mãe. Tudo aconteceu muito rápido para mim. Com um ano em meio (aos 14 anos) no esporte fui convocada para a seleção, mas não estava preparada e fui cortada. Não pensei em desistir. Só fiquei machucada e mais ligada. Antes não sabia o que queria, hoje tenho certeza de que jogar é o que quero. No ano passado, vi que os títulos com a seleção começaram a vir e ainda recebia ajuda de custo para jogar. Aí, conheci a história de vida da Hortência e da Janeth. A Hortência fala que tinha o dom, mas que precisou treinar muito. E é isso que tenho que fazer.
Tem também que voltar ao banco de escola. O primeiro semestre foi perdido para que pudesse se dedicar aos treinos com a seleção. Aluna do 3° ano do Ensino Médio, Ramona pensava em prestar vestibular para Engenharia Ambiental, mas resolveu adiar os planos. Por enquanto ela estuda sim, mas com outra "cartilha". Naquela onde ter a visão de jogo de Kobe Bryant, a agilidade de Rajon Rondo, o arremesso de três de Ray Allen e a habilidade no um contra um de LeBron James são coisas que deseja aprender.
É lá, nos Estados Unidos, que a brasileira quer um dia poder estar por acreditar que seu estilo de jogo se encaixe melhor na WNBA do que no basquete europeu. De preferência usando o número 13 nas costas. Assim como Zagallo, Ramona vê nele sorte e não azar.
Para que tudo saia do jeitinho que sonha, a menina de fala mansa sabe que será preciso deixar parte de sua baianidade de lado. As idas a Salvador vão diminuir. As corridas atrás do trio também. E a filha de pai baiano e mãe carioca, que se diz "meio preguiçosa e bem tranquila", já começa a perceber que daqui para frente haverá pouco espaço para isso.
- Quero me destacar aqui no Brasil e seguir carreira. Já consigo pensar nas Olimpíadas de 2016. E depois da medalha que ganhamos no Mundial dá para imaginar um pódio no Rio sim.
Mas fica o aviso. O temperamento tranquilo pode ser uma de suas marcas, mas Ramona sabe crescer no jogo, sabe crescer diante das adversárias. E ai de quem resolver passar dos limites. Se preciso for, também sabe rodar a baiana.
Fonte: GloboEsporte.com
quarta-feira, 6 de abril de 2011
Geração de Ouro: Guerreira baiana (Jornal da Tarde)
Alessandro Lucchetti
Há muitos anos, a Seleção Brasileira feminina de basquete é sustentada por jogadoras egressas de dois polos: o interior paulista e o ABC. De uns tempos para cá, o projeto esportivo da Mangueira, no Rio de Janeiro, tem produzido jogadoras convocáveis. A carioca Érika, principal atleta da Seleção, ao lado de Iziane, foi revelada pela Estação Primeira. A talentosa ala Clarissa, do Catanduva, também saiu de lá. E a mais recente e grata cria mangueirense atende pelo nome de Isabela Ramona, uma ala de 17 anos e 1,78m que tem vaga garantida na Seleção Sub-17 e já está queimando etapas.
Isabela foi convocada pelo técnico Luiz Cláudio Tarallo para a sub-19, que cumpre um período de seis meses de treinamento em Jundiaí na preparação para o Mundial do Chile, que será disputado em julho.
A ala “made in Mangueira” chama a atenção pela força física. Mesmo treinando contra equipes masculinas, ela disputa rebotes com apetite, vale-se dos músculos das pernas para se deslocar com rapidez na hora de marcar e para irromper no garrafão adversário em contra-ataques. Mas ainda falta dosar essa potência nas ocasiões em que o basquete pede apenas habilidade. Como no momento do arremesso, por exemplo, em que a quebra da munheca perfeita faz a diferença entre uma bola no aro e outra que entra de chuá.
Guilherme Vos, que a treina desde 2008 no Rio, não se cansa de admirar o empenho da atleta, mas não se desmancha em elogios gratuitos. “A Isabela tem um vigor físico fora de série, mas está longe de ser uma jogadora pronta. Ela ainda não equilibra o movimento do braço quando faz uma jogada em alta velocidade. Às vezes solta a bola com muita força. Precisa cadenciar.”
Ex-treinador do Fluminense e ainda dando murros em ponta de faca no Rio, que não tem competição estadual adulta, Guilherme sonha em ver uma jogadora formada na cidade brilhando em 2016. Os cariocas já se preocupam com o risco de fazer parte dos Jogos apenas como torcedores, sem presença expressiva na delegação. “A vontade que o jogador precisa ter para chegar a esse nível a Isabela tem. Ela está numa batida legal, é muito responsável e determinada, além de ter talento. A presença dela na Olimpíada vai depender do tamanho dessa obstinação.”
Tarallo, por sua vez, gosta de ver o esforço da baiana. “Ela tem um espírito de luta muito acima da média. Não tem receio do jogo, nenhum medo. E fora de quadra é o tipo de jogadora que faz bem a qualquer grupo: simpática, disciplinada e amiga.”
Muitos torcedores ainda sonham com uma nova Hortência ou uma nova Paula, mas, na falta de craques como elas, uma jogadora tão empenhada na defesa não pode ser desprezada. Isabela acredita até que defender a Mangueira, que era considerada a oitava e última força da Liga Feminina e acabou em quinto, ajudou a mexer com seus brios. “A vontade de marcar é uma coisa minha que foi aflorando na Mangueira. Se a gente não defendesse muito, ia perder feio para equipes como Americana e Santo André. Conseguimos evitar muitas derrotas feias assim.”
Fonte: Jornal da Tarde
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Isabela Ramona chega em Jundiaí
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
O jogo de muitos significados
Estive viajando nas últimas semanas e o confronto entre Mangueira x São Caetano foi o primeiro jogo que assisti da “LBF”.
Tecnicamente o jogo foi muito ruim, mas extremamente rico em uma série de significados, alguns deles já abordados com maestria pelo Fábio (A paixão que move essa gente) e pelo Rodrigo (Ramona, Leão e a novela da vida real).
Foi certamente uma boa oportunidade de observar nomes novos e com potencial, como as meninas mangueirenses Isabela Ramona (16 anos) e Milena Santos (18 anos), ambas com passagens pelas seleções de base.
E foi interessante notar que do outro lado da quadra, representando São Caetano, havia um bom número de atletas que em um passado recente eram apontadas como “promessas” e frequentavam as seleções de base, mas foram abandonadas à própria sorte e tem enfrentado uma transição duríssima para a categoria adulta.
Se o basquete continuar de braços cruzados esperando que Ramona, Milena & Cia estejam prontas, como em um passe de mágica, o tiro ceramente sairá pela culatra.