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segunda-feira, 16 de abril de 2012

Londres 2012: Entrevista exclusiva com ‘Magic’ Paula (A Crítica)

Uma das maiores jogadoras do basquete brasileiro avalia a Seleção em um bate-papo descontraído

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Adan Garantizado

Maria Paula Gonçalves da Silva foi uma criança que como qualquer outra, praticou todo tipo de esporte durante sua infância. Xadrez, tênis de mesa, atletismo e natação foram algumas das brincadeiras dela em Osvaldo Cruz, São Paulo. Após assistir a algumas partidas de basquete, ela resolveu “experimentar” o esporte. E o Brasil agradece, pois a “brincadeira de criança” virou algo sério e o país ganhou uma das suas maiores atletas de todos os tempos. Aos 14 anos, Paula já jogava na Seleção Brasileira adulta de basquete. E ao longo de 28 anos de carreira, ela acumulou conquistas. As jogadas geniais renderam a ala armadora o apelido de “Magic”. E mesmo após deixar as quadras, Paula continua fazendo suas “mágicas” pelo esporte. A ex-jogadora dirige o instituto “Passe de mágica”, onde gerencia e dá apoio logístico a carreira de atletas olímpicos, como Fabiana Beltrame (remo), Diogo Silva, Natália Falavigna (taekwondo) e Fernando Reis (levantamento de peso). Ela também será comentarista da Record nas Olimpíadas de Londres. Nesta entrevista ao CRAQUE, concedida no escritório do Passe de Mágica, a “Magic” se mostrou cética quanto ao desempenho do basquete feminino brasileiro nos jogos de Londres e relembrou conquistas marcantes.

Porque o basquete feminino não conseguiu manter o nível de conquistas da sua geração?

Esta geração sofreu muito com o descaso dos dirigentes. Eles não pensaram em longo prazo. Você não pode só começar a pensar em uma nova geração quando a antiga está prestes a parar. O basquete brasileiro sofreu muito com essa falta de continuidade de trabalho, tanto no masculino quando no feminino. Quando você tem uma equipe de nível, tem que fazer a equipe de base ir caminhando junto. A Seleção feminina paga primeiro por não ter jogadoras tão talentosas como as da nossa época. Havia muita gente fora de série. A nova geração infelizmente não possui este perfil.

O convite da CBB para a  Hortência cuidar do basquete feminino é a solução?

A Hortência foi contratada para trabalhar só com o basquete feminino. Isso é ótimo afinal jamais houve alguém pra cuidar só do nosso naipe lá dentro. A gente sempre foi o patinho feio dentro da Confederação. Agora nós somos muito imediatistas. Existe um novo trabalho acontecendo, com seleções permanentes nas categorias de base, e não podemos exigir resultados imediatos. É preciso paciência.

Você é a favor de ex-atletas assumirem cargos nas Confederações?

O ex-atleta carrega uma bagagem tremenda, mas, ninguém pode assumir um cargo de alta responsabilidade sem se preparar. É claro que com a bagagem de ex-atleta, ele sabe o que é melhor pro jogador ou jogadora. Ele conviveu com o esporte. Acho muito legal a entrada de ex-atletas nessa área administrativa. Mas ser um grande atleta não significa ser bom gestor.

A Seleção feminina mudou de técnico em 2011, trocando o Ênio Vecchi pelo Luiz Tarallo. O que você achou desta mudança?

Se a gente fosse pensar em alguém para comandar a Seleção feminina, o nome mais indicado seria o Paulo Bassul que foi afastado da equipe após todo aquele problema com a Iziane. O problema que nós sofremos com o nível dos atletas no Brasil, também se extende à parte de treinadores e árbitros. Ninguém se preocupou em renovar o quadro de técnicos para assumir a Seleção. A vinda do Colinas e do Ênio foi um equívoco. A Hortência percebeu isso à tempo e mudou. Mas agora, não podemos mais ficar fazendo experiências. Acho que o nome do Tarallo é pensando em 2016. Ele é um cara jovem, mas que está no esporte há bastante tempo. Já tive o prazer de trabalhar com ele. É um cara estudioso e que conhece o basquete. Se estamos apostando em alguém para 2016, não há ninguém mais indicado que o Tarallo. Agora para as Olimpíadas desse ano, teríamos que pensar em outra pessoa.

Isto vai atrapalhar a vida da Seleção em Londres?

Acho que temos que esquecer um pouco 2012, apesar de já estarmos classificadas para as Olimpíadas. Precisamos pensar na preparação das atletas que estarão aqui nos Jogos do Rio. Não sei se com essa equipe que temos hoje, se a gente consegue subir ao pódio Olímpico. Mas pode acontecer. Quando chegamos na final Olímpica de 96, ninguém acreditava que a gente podia chegar. Mas acredito que o grande foco deve ser a preparação para 2016.

Você citou a Iziane, que teve diversos problemas na Seleção. Como você avalia a postura dela?

Eu acho que é difícil você julgar alguém. A gente erra toda hora. O pior defeito, talvez, seja insistir no erro. No momento em que o Paulo manda ela entrar no jogo e a Iziane se recusa, é um momento de cabeça quente tanto dela quanto do treinador. Eu acho que o perdão é uma virtude tão importante de qualquer ser humano. Mas a Iziane continuou insistindo em se recusar a trabalhar com o Paulinho. A partir daquele momento ela começou a errar. Quando que na minha época alguém diria não para o técnico e não entraria no jogo? Precisamos respeitar o comando mesmo não aceitando algumas normas. A Iziane voltou a jogar no Brasil após 10 anos fora (ela defende o Maranhão). Isso vai ser muito bom pra ela. Agora ela talvez assuma essa postura de liderar o time dela e a Seleção. Espero que a Iziane mude a postura dela. Por enquanto ela não é exemplo para ninguém.

Dentre as conquistas de sua carreira na Seleção, quais você gostaria de reviver?

O Pan de Havana em 91, o campeonato mundial de 94 e a prata olímpica em 96. O Pan de Havana significou uma virada de página no basquete feminino do Brasil. Fomos reverenciadas pelo Fidel Castro. Não estou dando aval para a política dele. Mas foi um momento muito simpático.Eu brinco com a Hortência que a gente vai estar velhinha de bengala e as pessoas vão querer que a gente explique o que o Fidel falou nos nossos ouvidos (risos). Já o mundial fez a gente ser respeitada mundo afora.  Foi uma competição em que o grupo estava muito amadurecido e calejado pelas dores e experiências de outros campeonatos. Já na prata Olímpica, em Atlanta, nós fizemos uma competição perfeita. Só que no jogo final, contra os EUA não jogamos nada. Relaxamos, perdemos por 25 pontos de diferença. Nunca podemos pensar assim na vida. Era a última chance de conquistar um ouro olímpico para muitas garotas do grupo. Ficou esse aprendizado de nunca deixar pra depois. Mas perder para os EUA não foi desonra.

Sua parceria com a Hortência continua até hoje?

A gente se fala bastante. Temos 50 anos. Não dá mais pra ter aquela rivalidade que a gente tinha quando jogava. Hoje somos mulheres maduras. Não é porque joguei 28 anos com ela que preciso ter afinidade. Respeito a Hortência e isso basta. Nossa relação sempre foi assim. Não temos os mesmos amigos, mas se alguém me vê pergunta por ela. Se vê ela pergunta por mim. A parceria vai ser eterna.

Fonte: A Crítica

domingo, 4 de dezembro de 2011

As “recaídas” de Sorocaba no basquete feminino

Sorocaba criou uma tradição no basquete feminino ao longo da década de 80, quando acumulou títulos sob o comando de Hortência no auge da carreira.

Em 1992, tudo parecia pronto para uma temporada inesquecível com o patrocínio milionário do Leite Moça e transmissões em Tv aberta de vários torneios. Mas o time desgastado após ceder seis atletas para a seleção em sua primeira experiência olímpica acabou batendo no aro.

Perdeu a decisão do Mundial Interclubes para o Dorna (de Natalia Zasulskaya e Katrina McClain) no Ibirapuera, a do Paulista para a Ponte Preta (de Magic Paula) e a do Sul-Americano para  a Unimed/Araçatuba.

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Como consolação, ficou com os títulos dos Abertos do Interior e da Taça Brasil, em decisões contra a Ponte Preta.

A temporada foi a última do basquete feminino na cidade, mas os fracassos pareciam não ter sido esquecidos.

No ano seguinte, a cidade formou um time de aluguel para a nova edição do Sul-Americano de Clubes, disputada em Campos do Jordão. Com um time comandado por Adriana Santos, mais as americanas Dawn Staley e Pamela McGee, Sorocaba (novamente com o patrocínio da Nestlé) deu o troco na Unimed/Araçatuba.

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A vitória em 1993 motivou a cidade a repetir a estratégia nos dois anos seguintes, mas então para a disputa do Pan-Americano de Clubes.

Em 1995, Magic Paula foi o destaque do time do qual havia sido a arqui-rival.

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Hortência e Paula entre “Os Brasileiros do Século”

Em 1999, a revista ISTOÉ promoveu uma votação popular para escolher “O Brasileiro do Século”.

Na edição Esportista, deu Ayrton Senna na primeira posição, seguido de Pelé.

Hortência e Paula garantiram suas posições na votação. A Rainha foi oitava e a Magic, a décima terceira.

Foram lembrados ainda – 3) Garrincha, 4) Oscar Schmidt,  5) Maria Esther Bueno, 6) Éder Jofre, 7) Emerson Fittipaldi, 9) Zico, 10) João do Paulo,11) Adhemar Ferreira da Silva, 12) Joaquim Cruz, 14) Nelson Piquet, 15) Gustavo Borges, 16) Guga, 17) Zagallo, 18) Leônidas da Silva,19) Aurélio Miguel e 20) Ronaldo.

 

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domingo, 27 de novembro de 2011

O Mundial Interclubes de 1995, em Paulínia

razija_mujanovic Em 1995 na cidade de Paulínia (SP), Hortência organizou o IV Mundial Interclubes. Seu time, o Seara/Paulínia, recebeu o reforço de Magic Paula, atleta da Unimep, durante a competição.

O time era bom, mas estava ainda no começo da temporada, recebendo além de Paula, duas americanas muito boas (Adrienne Goodson e Val Whiting) e desentrosado acabou caindo nas semifinais frente ao time  italiano do STF Como, uma potência que na época acumulava títulos da EuroLiga e contava com a lenda Razija Mujanovic (prata em Seul-88 e no Mundial da Malásia-90), que dois anos depois viria para o Brasil jogar na Microcamp/Campinas.

Para quem não a conheceu, dois vídeos. Um bem antigo, na Iugoslávia e o outro na WNBA numa jogada contra Lisa Leslie:

 

 

 

 

No time italiano, havia ainda a americana Bridgette Gordon, ouro em Seul-88. Entre as locais, os destaques eram a eterna Catarina PolliniMara Fullin.

Na decisão do bronze, o time brasileiro bateu o MSK Sipox (o eslovaco Ruzomberok), que era comandado por Elena Jirko, campeã olímpica com a CEI em Barcelona-92. O time havia batido a equipe de Paulínia na fase regular, mas acabou derrotado na partida do bronze, muito em função de uma grande atuação de Silvinha Luz, que marcou brilhantemente Jirko.

O torneio ainda contou com as equipes do Costa Naranja Godella (hoje Ros Casares, de Valencia e campeão da II edição do Mundial Interclubes com o nome Dorna) e a equipe de Bourges, que já naquela época estavam entre as grandes forças européias. Completava o grupo a seleção ucraniana, que seria semifinalista da Olímpiada de Altanta um ano depois.

Além dessas lembranças acima, sobraram alguns registros desse torneio:

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[contribuição enviada pelo Robert depois de ver o post no ar]

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sábado, 19 de novembro de 2011

A final do Mundial Interclubes em 1991: Constecca/Sedox/Sorocaba x BCN/Piracicaba, com 55 pontos de Hortência

Esse jogo marcou a vida de muita gente.

O ano era de afirmação para o basquete feminino nacional e os elencos fantásticos dessas duas equipes chegavam à final da primeira edição do Mundial Interclubes, realizada em São Paulo.

É ainda daqueles jogos que reafirma a majestade de Hortência, que estava em uma tarde daquelas: ‘apenas’ 55 pontos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Há quase 14 anos, o lançamento do I Campeonato Nacional De Basquete Feminino

Os recortes abaixo são de 12 de fevereiro de 1998, ou seja tem quase 14 anos. Flagram a repercussão em A Gazeta Esportiva do lançamento do I Campeonato Nacional Feminino.

Me lembrei deles ao tentar ter informações sobre a reunião da LBF que ocorreu na última semana. Quanto evoluiu a competição nesses anos? Melhor nem tentar responder

O mais curioso é perceber que na época o diretor de marketing da Confederação era (vejam só) José Carlos Brunoro.

Esse é o basquete, um esporte que no Brasil tem uma tendência de repetir dentro e fora de quadra seus erros.

Um esporte para os otimistas, com certeza…

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