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sábado, 15 de novembro de 2008

Argentina bate Brasil e fica com o título do Sul-Americano Sub-15


Na final do 15º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, a seleção brasileira foi superada pela Argentina por 54 a 41 (25 a 15), disputada em Assunção, Paraguai. A cestinha da partida foi a argentina Diana Cabrera com 13 pontos. A principal pontuadora brasileira foi a ala/pivô Ana Jéssica Pinto com oito pontos. Com o resultado, a Argentina ficou com o título e o Brasil foi vice-campeão. Na preliminar, o Paraguai venceu o Equador por 66 a 59 e garantiu a última vaga para a Copa América - Pré Mundial Sub-16, em 2009, junto com Brasil e Argentina.

— Não fizemos um bom jogo, principalmente no ataque. O nosso aproveitamento ofensivo foi ruim e isso nos levou à derrota. A Argentina é um bom time, mas jogou muito em cima dos nossos erros. No terceiro período, melhoramos a defesa e diminuímos a diferença para cinco pontos. Mas continuamos falhando nas finalizações e perdemos a partida. Agora é trabalhar para corrigir os erros, pois essa equipe tem condições de evoluir muito até a Copa América do ano que vem — analisou o técnico César Guidetti.

BRASIL (08 + 07 + 11 + 15 = 41)

Drielle (7pts), Erika (4), Ana Jéssica (8), Raquel (2 e 9 rebotes) e Thamara (4 e 6 rebotes). Depois: Bruna (3), Natália (2), Júlia (2), Martha (3), Thuanny (3), Maria Claudia (2) e Sheila (1).

ARGENTINA (11 + 14 + 15 + 14 = 54)

Favre (4pts), Cabrera (13), Martinez (3), Gretter (12) e Acosta (11). Depois: Vazquez (3), Diaz (3), Pilotti (5), Zetzsche (0) e Sancisi (0).

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Brasil sub-15 tenta revanche contra a Argentina na final do Sul-Americano


A vitória sobre o Equador por 75 a 33 (31 a 20 no primeiro tempo) garantiu a seleção brasileira Sub-15 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, na final do 15º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, que está sendo disputado em Assunção, no Paraguai. Os destaques da partida com Duplo-Duplo foram as pivôs brasileiras Sheila Nunes, com 13 pontos e 11 rebotes, e Raquel Dudzevich, com 11 pontos e 11 rebotes. A principal pontuadora do Equador foi Ximena Elizalde com sete pontos. O Brasil disputa o título nesta quinta-feira (22h30 de Brasília) contra a Argentina, que venceu o Paraguai por 61 a 41 na outra semifinal.

— Fomos um pouco devagar no primeiro tempo. Fechamos na frente, mas não defendemos bem e atacamos sem criatividade. Conversei com as meninas no intervalo e lembrei mais uma vez que o jogo valia vaga para final e para a Copa América. No segundo tempo, o time esteve mais atento tanto na defesa quanto no ataque. Agora temos um jogo decisivo pela frente. Conseguimos o primeiro objetivo que era a classificação e vamos buscar o título. O grupo já assimilou a derrota para a Argentina e tem consciência de que tem condições de vencer. Diferente dos outros anos, as argentinas contam com uma pivô muito boa. Elas também são muito eficientes nos arremessos de três pontos. Mas o nosso time também é muito talentoso. Vamos jogar de igual para igual e buscar mais essa conquista para o Brasil — comentou o técnico César Guidetti.

Brasil e Argentina já estão clasificados para a Copa América - Pré Mundial Sub-16, em 2009. A terceira e última vaga sairá do confronto Paraguai x Equador, que disputam a medalha de bronze (20h30).

BRASIL (15 + 16 + 29 + 15 = 75)

Drielle (5pts), Erika (16), Ana Jéssica (2), Júlia (2) e Raquel (11 e 11 rebotes). Depois: Sheila (13 e 11 rebotes), Bruna (8), Thuanny (3 e 6 rebotes), Natália (10), Thamara (3 e 7 rebotes), Martha (2) e Maria Claudia (0 e 7 rebotes).

EQUADOR (08 + 12 + 08 + 05 = 33)

Racines (3), Elizalde (7), Baño (3), Perez (7) e Cordero (6). Depois: Regalado (4), Tarcan (0), Medina (2), Guallichico (0), Vargas (0), Fernandez (0) e Granda (1).


TABELA DO SUL-AMERICANO

— 1ª Rodada – Sexta-feira (dia 7 de novembro)

Argentina 59 x 41 Chile; Brasil 64 x 50 Equador e Paraguai 71 x 40 Bolívia


— 2ª Rodada – Sábado (dia 8 de novembro)

Bolívia 9 x 86 Brasil; Equador 42 x 59 Argentina e Chile 57 x 64 Paraguai

— 3º Rodada – Domingo (dia 9 de novembro)

Bolívia 29 x 86 Equador; Brasil 71 x 43 Chile e Paraguai 42 x 85 Argentina

— 4º Rodada – Segunda-feira (dia 10 de novembro)

Argentina 77 x 38 Bolívia; Equador 55 x 43 Chile e Brasil 74 x 41 Paraguai

— 5º Rodada – Terça-feira (dia 11 de novembro)

Chile 71 x 37 Bolívia; Argentina 66 x 54 Brasil e Paraguai 52 x 63 Equador



Classificação:

1º- Argentina – 10pts (cinco vitórias); 2º- Brasil – 9pts (quatro vitórias e uma derrota); 3º- Equador – 8pts (três vitórias e duas derrotas); 4º- Paraguai – 7pts (duas vitórias e três derrotas); 5º- Chile – 6pts (uma vitória e quatro derrotas); 6º- Bolívia – 5pts (cinco derrotas).


— Quarta-feira (dia 12 de novembro)

Disputa de 5º e 6º – Chile 66 x 22 Bolívia

Fase Semifinal

Argentina 61 x 41 Paraguai e Brasil 75 x 33 Equador

— Quinta-feira (dia 13 de novembro)

Disputa da medalha de bronze: Paraguai x Equador (20h30)

Disputa da medalha de ouro: Argentina x Brasil (22h30)

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Seleção Sub-15 estréia com vitória no Sul-Americano



Depois de atropelar o adversário no primeiro quarto (20-9) e provar do próprio veneno no segundo (6-21), a seleção brasileira dominou o Equador nos terceiro (a reposta com 21-6) e quarto (17-14) períodos e estreou com vitória (64-50) no Sul-Americano.

Destaque para a pivô Raquel Drummond (Centro Olímpico-SP), com 11 pontos e 14 rebotes, em 27'.

Drielle (Barretos-SP) teve 10 pontos (26') e Érika Leite (Americana-SP), 8 (em 25'), mais as duas únicas assistências do Brasil no jogo.

Thamara (Mangueira-RJ) entrou bem, com 7 pontos e 10 rebotes, em 13'.

Também pivô, Martha Imoniana (do Centro Olímpico-SP) somou 6 pontos e 8 rebotes, em 20'.

Jogaram ainda: Sheila (Osasco-SP, 6 pontos e 4 rebotes, em 10'); Bruna (Medianeira-PR, 6 pontos); Júlia Alves (5 pontos, 12 rebotes, em 13', de Osasco-SP), Thuanny (Santa Catarina, 3'), Natália (São José dos Pinhais-PR, 15'). A maranhense Maria Cláudia não jogou.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Seleção Sub-15 estréia amanhã no Sul-Americano


A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, está pronta para a estréia contra o Equador nesta sexta-feira (20h de Brasília) no 15º Campeonato Sul-Americano, que será disputado em Assunção, no Paraguai. As brasileiras enfrentarão ainda na primeira fase a Bolívia (sábado), Chile (domingo), Paraguai (segunda) e Argentina (terça). O Sul-Americano classifica os três primeiros colocados para a Copa América / Pré-Mundial de 2009, em Mendoza, na Argentina.

A armadora Drielle Nascimento não esconde a ansiedade por estar na véspera de sua primeira competição oficial, mas garante que a equipe vai entrar concentrada e confiante rumo a primeira vitória na competição.

— Confesso que estou um pouco nervosa, afinal é a minha primeira seleção brasileira. Mas acho que essa ansiedade é normal. Chegamos cinco dias antes da estréia e isso nos ajudou a entrar no clima de competição oficial. Crescemos muito nos treinos e amistosos. No primeiro jogo não fomos muito bem, principalmente na defesa. Já no segundo, marcamos com mais eficiência e o ataque saiu bem. A tendência é atuarmos ainda melhor contra o Equador e começar a competição com o pé direito.

A pivô Martha Imoniana também está confiante na evolução da equipe e afirma que o time está muito unido em busca do título.

— A equipe está pronta. Fizemos bons treinos, dois amistosos e melhoramos bastante. A expectativa é de vitória contra o Equador para começar bem o campeonato. Pelo que vimos aqui os times são baixos e temos que aproveitar ao máximo a altura das nossas pivôs para fechar o garrafão. O grupo está totalmente focado no objetivo de ser campeão.

Seleção sub-15 treina no Paraguai

A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, treinou no ginásio do Olímpia, em Assunção, onde serão disputadas as partidas do 15º Campeonato Sul-Americano da categoria. A equipe chegou ao Paraguai segunda-feira à noite e está hospedada no Hotel City. O Brasil estréia contra o Equador nesta sexta-feira, às 20h de Brasília. As brasileiras enfrentarão ainda na primeira fase a Bolívia (sábado), Chile (domingo), Paraguai (segunda) e Argentina (terça). O Sul-Americano classifica os três primeiros colocados para a Copa América / Pré-Mundial de 2009, em Mendoza, na Argentina.

De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase as seleções jogam entre si. As quatro primeiras colocadas disputam a semifinal no sistema de cruzamento olímpico (1º x 4º e 2º x 3º). Os vencedores decidem o título, enquanto os perdedores disputam a medalha de bronze.

Para o técnico César Guidetti, chegar em Assunção cinco dias antes da estréia foi ótimo para a jovem equipe brasileira.

— Chegar no local da competição com antecedência permite ao grupo treinar, jogar e se adaptar bem ao país e à quadra de jogo. Isso ajuda também a diminuir a ansiedade das atletas, que estão estreando em competições oficiais.


Guidetti está confiante na qualidade técnica da equipe, que busca o título da competição.

— A expectativa é a melhor possível. É uma geração muito boa que está nascendo para o basquete nacional. O grupo está tranqüilo, treinando com dedicação e seriedade. Queremos o título e vamos lutar com garra para manter a hegemonia do continente.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Seleção Sub-15 estréia dia 7, contra o Equador


A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, realizou nesta sexta-feira no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC), o último treino antes do embarque para a disputa do 15º Campeonato Sul-Americano da categoria. A competição será disputada em Assunção, no Paraguai, de 7 a 14 de novembro. Na primeira rodada, marcada para a próxima sexta-feira, o Brasil joga com o Equador, às 20h de Brasília. As brasileiras terão ainda como adversárias a Bolívia (dia 8), Chile (9), Paraguai (10) e Argentina (11).

— O basquete feminino do Brasil tem uma boa tradição em Sul-Americanos. A Argentina sempre vem como uma das grandes forças depois do Brasil. O Equador vem fazendo há alguns anos um bom trabalho, com continuidade. Em alguns campeonatos, tem chegado entre os quatro semifinalistas. Já o Paraguai vai jogar em casa e é um time veloz, com boas arremessadoras de distância. Nosso time está muito bom, com qualidade técnica. Fizemos mais um amistoso contra a equipe juvenil de Jaraguá do Sul (SC) e ganhamos por 18 pontos. Vamos com o objetivo de ganhar e manter a hegemonia do continente — analisou o técnico César Guidetti.

Para a ala Maria Claudia, de 14 anos e 1,77m, é um sonho representar a seleção brasileira. A maranhense, que joga na equipe de Beto Sport, viaja para o exterior pela primeira vez.

— Estou muito feliz de estar indo ao Paraguai representar o Brasil. Independentemente do nível dos adversários, treinamos bastante e acredito que estamos preparadas. É a primeira vez que defendo a camisa da seleção e viajo para o exterior. Estou muito ansiosa e sabemos que não será fácil, nem para nós nem para as outras equipes. Somos uma seleção forte e com certeza traremos um resultado positivo — disse Maria Claudia.

A paranaense Ana Jéssica, de 15 anos, pretende surpreender no Sul-Americano. A ala/pivô de 1,78m, da equipe de São José dos Pinhais, acredita que sua estréia pela seleção será marcada por bons resultados.

— Fiquei muito feliz por ser escolhida para representar meu país. Pretendo me empenhar bastante para não decepcionar. É a primeira vez que defendo a seleção brasileira. Nesse Sul-Americano, quero jogar com a cabeça erguida e muito focada em cada jogo para trazermos o melhor resultado possível. Vai ser uma competição dura, mas acho que temos muito potencial e estamos bem treinadas — explicou Ana Jéssica.

O Campeonato Sul-Americano classifica os três primeiros colocados para a Copa América / Pré-Mundial de 2009, em Mendoza, na Argentina. A seleção brasileira embarca para o Paraguai nesta segunda-feira (dia 3).

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Seleção sub-15 derrota equipe juvenil catarinense, em amistoso


A equipe juvenil da Faculdade Jangada/FME esteve em Itajaí, nesta quarta-feira (29/10), onde fez um amistoso contra a Seleção Brasileira Sub-15 de Basquete Feminino.

O objetivo das jaraguaenses é pegar ritmo de jogo e fazer a melhor preparação possível para os Jogos Abertos de Santa Catarina, que acontecem de 20 a 29 de novembro. A Seleção, que se prepara para o Sul-Americano da categoria, venceu o confronto por 66x48.

Ala paranaense é um dos desaques da seleção sub-15


A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, está na reta final de preparação para o 15º Campeonato Sul-Americano, que começa no dia 7 de novembro, em Assunção, no Paraguai. A ala Natália Stéphanie Leme Saar é uma das atletas que está sob o comando do técnico César Guidetti, treinando no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC), em dois períodos: 9h30 às 12h e 18h às 20h30. Natural de Arapongas, no Paraná, Natália se divide entre os estudos e a prática esportiva.

— É um pouco difícil conciliar as duas coisas, mas sempre consigo dar um jeitinho. Os professores estão acostumados e tem sempre um trabalho extra para compensar as faltas. O colégio se movimenta para ajudar os atletas, o que facilita bastante para nós. Afinal, também é importante para eles ter um estudante se destacando no seu esporte no cenário nacional.

Todo atleta sonha em fazer a última cesta do jogo e garantir a vitória do seu time. Natália, que defende o São José dos Pinhais (PR), já teve seu momento de glória na fase final do Campeonato Paranaense, no ano passado, realizado na cidade de Toledo.

— Nós perdemos para o time de Ponta Grossa o ano inteiro e quando chegou na semifinal da competição quem era o adversário? Ponta Grossa. A partida estava foi muito disputada e no último segundo, quando o placar estava empatado em 50 a 50, eu fiz a cesta e o jogo acabou. Fomos para a final e ganhamos o Campeonato.

Treinar ao lado das adversárias do Campeonato Brasileiro foi um desafio no início. Depois de algum tempo, a rivalidade entre os estados virou uma grande amizade.

— Os treinos são excelentes, todos os técnicos são muito bons. O treinamento não é diferente do que eu estou acostumada, mas a gente está sempre aprendendo alguma coisa. O clima está muito bom. Eu não gostava das meninas de São Paulo, porque ganharam de mim no Brasileiro de Porto Alegre. Mas dividindo quarto com duas delas e convivendo com todas no dia-a-dia, pude conhecer melhor cada uma e fazer amizades que pretendo guardar para sempre.

O técnico César Guidetti é só tem elogios a jogadora.

— A Natália é uma jogadora muito ágil, que tem como ponto forte o jump. Ela tem muita visão de jogo, está sempre atenta tanto na defesa como no ataque. É uma atleta boa de grupo e sempre de alto astral. Apesar de ser um ano mais nova que a categoria, a Natália é uma ala com muita técnica e habilidade para conduzir a bola, podendo até fazer a posição um numa emergência.

César Guidetti define as doze para o Sul-Americano Sub-15


O técnico César Guidetti definiu o grupo das doze jogadoras para o 15º Campeonato Sul-Americano Sub-15 Feminino, que será disputado de 7 a 13 de novembro, em Assunção, no Paraguai: Thuany Pinto e Érika Leite (armadora); Bruna Werberich e Drielli Nascimento (ala/armadora); Natália Saar (ala); Maria Cláudia Teixeira e Ana Jéssica (ala/pivô); Thamara Freitas, Martha Imoniana, Raquel Dudzevich, Júlia Alves e Sheila Nunes (pivô).

A carioca Thamara Freitas é a jogadora mais alta do grupo, com 1,87m. A pivô, que joga na equipe da Mangueira/Petrobras, está animada e ansiosa com tanta novidade. Além de ser sua estréia na seleção brasileira, Thamara, de 14 anos, viajará para o exterior pela primeira vez.

— Estou um pouco nervosa ainda e muito feliz por estar entre as doze. Ao mesmo tempo fiquei triste pelas colegas, que me apeguei e agora foram cortadas. É tudo novo prá mim, mas me considero pronta para esses novos desafios. Essa é a primeira vez que represento a seleção brasileira e que viajo para fora do país. No inicio treinávamos mais individualmente e depois que ficamos em doze, estamos mais fortes, unidas e preparadas. Será uma competição um pouco dura em que jogaremos contra meninas mais velhas. Isso não será um problema e acredito que teremos sucesso no Sul-Americano com bom resultado na final — disse Thamara.

A pivô Sheila Nunes não esconde a felicidade de ter ficado entre as doze que vão ao Sul-Americano. Para a paulista, que atua no Finasa/Osasco, garra e determinação não vão faltar à jovem equipe brasileira.

— Me sinto muito bem por estar representando pela primeira vez a seleção brasileira. Isso é positivo pra mim. Eu e as meninas nos tornamos muito amigas. Fiquei feliz e triste por conta dos cortes, mas é inevitável. Teremos adversários difíceis pela frente, como a Argentina. Mas formamos uma equipe que tem garra, está bastante focada no campeonato e que, com certeza, vai representar muito bem o Brasil no Sul-Americano — explicou Sheila, de 1,79m e 14 anos.

A seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, segue treinando até sexta-feira de manhã no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC), em dois períodos: 9h30 às 12h e 18h às 20h30. O embarque para o Paraguai está marcado para a próxima segunda-feira (dia 3).



SELEÇÃO SUB-15 FEMININA


JOGADORA – POSIÇÃO – ALTURA – IDADE – CLUBE

Thamara Freitas – Pivô – 1,87m – 14 anos – Mangueira/Petrobras (RJ)

Martha Imoniana – Pivô – 1,85m – 14 anos – Centro Olímpico (SP)

Raquel Dudzevich – Pivô –1,85m – 15 anos – Centro Olímpico (SP)

Julia Alves – Pivô – 1,82m –15 anos – Finasa/Osasco (SP)

Maria Cláudia Teixeira – Ala/Pivô – 1,79m – 14 anos – Beto Sport (MA)

Sheila Nunes – Pivô – 1,79m – 14 anos – Finasa/Osasco (SP)

Ana Jéssica Pinto – Ala/Pivô – 1,75m – 15 anos – Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Erika Leite – Armadora – 1,72m – 15 anos – Unimed/Americana (SP)

Natália Saar – Ala – 1,72m – 14 anos – Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Thuanny Pinto – Armadora – 1,70m – 15 anos – UFC (SC)

Bruna Werberich – Ala/Armadora – 1,70m – 14 anos – Colégio Alfa Medianeira (PR)

Drielli Nascimento – Ala/Armadora – 1,60m – 15 anos – APAB/Barretos (SP)

Média de idade: 14,5 anos

Média de altura: 1,76m


COMISSÃO TÉCNICA

Supervisor: Antonio Carlos Barbosa

Administrador: José Alberto do Valle

Técnico: César Guidetti

Assistentes Técnicos: Vânia Paulette, Adriano Araújo e Leonardo Peçanha

Técnicos convidados: Sílvio Zanini, Pricila Rodrigues e Júlio Cesar Patrício

Preparador Físico: Leonardo Cursino

Médico: Dr. Carlos Gustavo

Fisioterapeuta: Flávia Siqueira

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Seleção Sub-15 segue treinando em Santa Catarina


A seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, vem se preparando para o 15º Campeonato Sul-Americano, que será realizado de 7 a 14 de novembro, em Assunção, no Paraguai. O grupo atual de 15 jogadoras está treinando no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC), em dois períodos: 9h30 às 12h e 18h às 20h30. A fase de preparação vai até o dia 31. Neste sábado (25), a equipe dirigida pelo técnico César Guidetti faz um amistoso com a equipe do Vasto Verde (SC), formada por jogadoras da categoria adulta e juvenil.

— As 26 meninas convocadas formaram um grupo homogêneo e todas demonstraram muita qualidade. Como temos que definir a equipe que irá ao Paraguai, tivemos que fazer os cortes, reduzindo para 15 jogadoras. O importante é que elas corresponderam às expectativas da comissão técnica. Toda carga física, técnica e tática vem sendo trabalhada. No amistoso contra a equipe do Vasto Verde, iremos analisar novamente como as meninas estão reagindo a essa preparação durante um jogo e descobrir as carências para podermos melhorar e escolher as 12 jogadoras que irão para o Sul-Americano — analisou o técnico.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Rivais nos clubes, mas companheiras na seleção


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A disputa pelo título sempre traz muita rivalidade entre os times. Quando a bola sobe, as jogadoras só pensam em derrotar a equipe adversária. No Campeonato Paulista de 2008, Cibele Roberto, Drielle Nascimento, Estela Gregório, Érika Leite e Priscilla Bernardes duelam em quadra para serem campeãs. A rivalidade é grande quase o ano inteiro, mas tem um momento em que elas passam a bola para a adversária fazer a cesta. É quando chega a hora de defender a seleção paulista ou brasileira. As diferenças ficam no clube e quando elas vestem o mesmo uniforme, o pensamento é um só: representar bem seu Estado e seu país.

Fã do estilo de jogo da armadora Adrianinha, Drielle Nascimento não esperava ser convocada para a seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás. Atuando pelo APAB/Barretos, que é o segundo colocado no Paulista, a ala/armadora de 1,60m está adorando as novas amizades.

— Não fui bem no Brasileiro, ajudei meu time, mas achei que poderia ter dado mais de mim. Por isso, fiquei surpresa quando vi meu nome na lista de convocadas. Estou adorando estar com a seleção e com as outras meninas. Nós nos conhecemos dos clubes e jogar juntas está sendo uma boa experiência. Aqui não tem time, estamos juntas para representar bem o Brasil. Estávamos no Brasileiro, defendendo a seleção paulista, quando começamos a ter mais amizade uma com a outra. E como ainda não voltamos para o clube, chegamos de Porto Alegre e nos apresentamos na seleção, quero ver quando voltarmos a ser adversárias. Com certeza, vai ser muito interessante.

A ala Estela Gregório tem 1,77m e defende o São José Heat Craft, que está na sétima colocação no Paulista. A jogadora encara a experiência de atuar ao lado das adversárias com bom humor.

— É estranho e legal ao mesmo tempo. A gente não se conhecia muito bem e agora temos a oportunidade de sermos mais amigas uma das outras. Quando nos encontrarmos nos próximos jogos, vamos poder conversar mais, contar as novidades. É uma experiência muito boa, porque agora a gente sabe mais sobre a pessoa, não fica só aquele clima de rivalidade de clube.

Terceiro colocado no estadual, o Finasa/Osasco conta com o talento da ala Priscilla Bernardes. A rivalidade ficou em São Paulo, para quando as atletas voltarem a defender seus clubes.

— Como jogamos juntas na seleção paulista já estamos bem amigas. É como se fosse outro time e está até fácil jogar com elas. A gente deixa a rivalidade de lado e joga em conjunto, buscando sempre ajudar a companheira de equipe. O clima é muito tranqüilo, a gente conversa bastante, troca idéia. Estou gostando muito de estar aqui.

Pelo Unimed/Americana joga Erika Leite. A armadora de 1,72m deixou a rivalidade de lado quando se apresentou na seleção paulista e agora, com a camisa do Brasil, é se unir cada vez mais para alcançar os objetivos.

— Estou gostando dos treinos, dos técnicos e, principalmente, da convivência com as meninas. Conheci melhor as jogadoras dos outros estados e estou mantendo as amizades que fiz no Brasileiro com as atletas de São Paulo. A rivalidade ficou de lado faz tempo, quando chegamos na seleção paulista. Precisávamos nos unir para conquistar o título e foi o que fizemos. Aqui não será diferente, ainda mais com a responsabilidade de representar bem o nosso país. Mas assim que chegarmos nos clubes, voltaremos a ser rivais. Mas só dentro de quadra, porque fora continuaremos muito amigas.

Em São Paulo, Cibele Roberto briga para manter seu time na liderança do Campeonato. A ala/armadora joga pelo Centro Olímpico e pretende manter a amizade com as adversárias de quadra.

— Estou no quarto com a Natália, que é do Paraná, e com a Sheila, que é uma adversária forte na briga pelo título. Mas a rivalidade é só dentro de quadra. Do lado de fora nos mantemos sempre unidas, cultivando a amizade. Não estava com a seleção paulista, mas já conhecia algumas das meninas. E na seleção, procuramos ajudar umas as outras, afinal o nosso país está acima de tudo.

sábado, 18 de outubro de 2008

Ídolos inspiram seleção brasileira sub-15


Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná e Maranhão são estados brasileiros mundialmente conhecidos por suas peculiaridades, festas típicas e belezas naturais. Mas não pára por aí. Nos esportes, os quatro estados são fontes de grandes jogadoras de basquete, que inspiram ou inspiraram crianças a seguirem seus passos na modalidade. Prova disso é a seleção brasileira Sub-15 feminina, patrocinada pela Eletrobrás.

Um dos nomes mais importantes do basquete feminino do planeta, a paulista Janeth Arcain tem no currículo um título mundial e duas medalhas olímpicas (prata e bronze). A ala deixou as quadras após o Pan-Americano do Rio, em 2007, e hoje se dedica à formação de novos talentos para o basquete brasileiro. Um deles é a armadora Klaudia Kalinin de 14 anos e 1,69m.

— Meu irmão jogava basquete e resolvi ir também, porque eu gostava bastante do esporte. Comecei na escola e depois fui para o centro da Janeth. Ela está sempre lá com a gente e é uma inspiração para continuarmos a treinar forte. Estar na seleção é uma grande oportunidade. Estou gostando muito dos treinos e espero aprender bastante para evoluir como jogadora.

A pivô Érika Cristina de Souza nasceu no Rio de Janeiro. É vice-campeã mundial Sub-21, campeã sul-americana adulta, juvenil e cadete pela seleção brasileira. Já jogou na Espanha, Hungria e na WNBA, onde conquistou o título de 2002 pelos Los Angeles Sparks. Érika começou a arremessar as primeiras bolas na Mangueira, no mesmo lugar onde jogam Thamara Freitas e Isabela Macedo, que começam a seguir os mesmos passos da pivô carioca.

— Estou muito feliz com a oportunidade de estar na seleção e mais ainda por ter a companhia da Isabela. Os treinos são fortes e estamos aprendendo muito. As outras meninas são muito legais também e já estamos bem entrosadas. Nós nos conhecemos no Brasileiro e no início dos treinos aqui ainda estávamos um pouco tímidas. Aos poucos estamos nos soltando e nos conhecendo melhor — disse a pivô Thamara.

— Nos conhecemos no Fluminense e agora estamos na Mangueira. Defendemos a seleção carioca e agora chegamos na brasileira. Considero a Thamara uma irmã. Estamos sempre juntas, dentro e fora da quadra. Fico contente em dividir essa grande chance de estar na seleção do Brasil com ela. Para nós que queremos seguir a carreira no basquete, a convocação é um grande passo. Não conheço muito a Érika como jogadora ou pessoa, mesmo assim admiro a determinação de correr atrás dos seus sonhos — comentou ala/pivô Isabela.

A cidade paranaense de Medianeira tem menos de 40 mil habitantes e é lá que nasceram dois talentos do basquete brasileiro. A veterana pivô Êga já conquistou cinco títulos sul-americanos e duas medalhas pan-americanas, uma prata e um bronze, pela seleção brasileira. A novata Bruna Werberich vestiu a camisa verde e amarela pela primeira vez no dia 13 de outubro e espera a chance de defender o Brasil no Sul-Americano Sub-15 do Paraguai.

— Eu não gostava de basquete, mas sempre acharam que eu tinha altura para jogar. Quando eu parei de crescer, não desisti de praticar e tento compensar a baixa estatura com velocidade e outras características. Acho a Êga uma boa jogadora e espero chegar onde ela chegou. Acho que ser convocada já é um passo a frente. Os próximos dependem apenas de mim. Tenho sempre que dar o meu melhor em quadra para alcançar meus objetivos — explicou a ala/armadora de 1,70m.

O time maranhense Beto Sports já revelou um talento para o basquete. A ala Iziane é de São Luís e com o sotaque carregado sempre fala com orgulho da cidade onde nasceu. E o Maranhão não parou por aí. Mais uma promessa chega à seleção brasileira. A ala/pivô Maria Claudia Teixeira foi a revelação do 17º Brasileiro Sub-15 de Porto Alegre e despertou o interesse do técnico César Guidetti, que a convocou para a seleção brasileira.

— Minha família toda já jogou basquete e segui o mesmo caminho. E sendo do Maranhão, não tem como não conhecer a Iziane. Gosto muito do estilo dela e até me inspiro nela algumas vezes. Ela chegou na seleção brasileira, o que é o sonho de qualquer atleta. E eu não sou diferente. Fiquei muito feliz com a minha convocação e estou gostando muito dos treinos. Vou fazer o meu melhor para permanecer no grupo que viaja para o Paraguai.

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Entrevista - Vânia Paulette (CBB)


São mais de 15 anos trabalhando na formação de atletas no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo. A técnica Vânia Paulette é apaixonada pelo que faz e curte cada momento com sua grande família, formada por suas jogadoras do mirim e infanto. Além do Centro Olímpico, Vânia coordena o núcleo de Diadema do projeto Passe de Mágica, fundado pela ex-jogadora Magic Paula. Agora a técnica vive uma experiência diferente. Vânia foi convidada para ser assistente técnica do treinador César Guidetti na seleção feminina Sub-15, que está treinando em Itajaí (SC). Mais uma oportunidade de ajudar a formar grandes jogadoras para o basquete brasileiro.


Fale um pouco da sua trajetória no basquete.


Eu joguei, quer dizer, brinquei de basquete para dizer a verdade. Me formei em Educação Física e como era o esporte que eu já praticava e gostava, me especializei na modalidade e comecei a trabalhar no Centro Olímpico. Antes trabalhei com a escolinha masculina no Ypiranga, mas foi uma passagem muito rápida. Também fiquei três anos em Santo André com o feminino. Estou no Centro Olímpico há mais de 15 anos, trabalhando com mirim e infanto.

Como funciona o Centro Olímpico?

Nós temos as escolinhas, pré-mini, atualmente dois mirins e o infanto. Nas escolinhas é por faixa etária, são as mais novas, que começam a praticar direto. E aqueles que já estão na faixa etária de competição participam das peneiras, que acontecem três vezes ao ano. Mas a grande maioria dos atletas que formam as equipes do Centro Olímpico são nossos próprios alunos. Acho que 80% deles começaram na escolhinha e foram evoluindo no esporte.

O que você acha de trabalhar com categorias de base?

É um pouco complicado. A base é onde começa a formação não só como atleta, mas como pessoa. Temos que passar para os jovens muito mais do que técnica e tática de jogo. Nessa idade, estamos ligados com a educação, temos que unir as duas coisas. Gosto muito de trabalhar com essa faixa etária. Os atletas gostam, se dedicam aos treinos, não tem tempo ruim. E isso é gratificante, porque você está na quadra se dedicando e as meninas também estão dando o máximo que podem. Na verdade, elas têm um sonho de se tornarem jogadoras profissionais e é muito bom poder fazer parte desse sonho e tentar ajudá-las a alcancem os objetivos.

Fale um pouco desse trabalho de atuar como assistente técnica na seleção brasileira Sub-15 feminina, que está treinando em Itajaí (SC).

Para mim é muito gratificante. Sempre trabalhei com base e é a primeira vez que vai ter uma competição da categoria Sub-15. Fico feliz por estar aqui, com essa oportunidade de trabalhar com a faixa etária com a qual estou acostumada a trabalhar.

A convocação de quatro atletas do Centro Olímpico deu uma sensação de dever cumprido?

Uma atleta era de Americana, a Rafaele Pereira, e os pais vieram para São Paulo e ela procurou o Centro Olímpico para treinar. As outras três, Cibele Roberto, Martha Imoniana e Raquel Dudzevich, cresceram conosco. Fico muito feliz por ver o trabalho de toda uma equipe dar bons resultados. Me sinto completa. É claro que a convocação é mérito de cada uma delas, do esforço e dedicação que elas têm.

Como é a técnica Vânia?

Eu cobro bastante vontade e determinação. Tento passar que prá conseguir as coisas na vida, temos que lutar por elas, porque nada vai cair do céu. Também cobro muito empenho delas tanto nos treinos como nos jogos.

E fora das quadras, o que você gosta de fazer no pouco tempo livre?

O basquete consome bastante tempo da vida da gente. É tudo muito corrido. Não temos uma vida regrada de trabalho de segunda a sexta e descanso no sábado e domingo. Trabalhamos a semana toda e temos os jogos nos fins de semana. A gente acaba abrindo mão da vida social. Mas quando sobra um tempinho, gosto de assistir filmes, desenho animado. Também gosto de ir ao teatro, um show.


De que maneira você vê o basquete atualmente?


Acho que vivemos uma fase de transição. Temos atletas experientes junto com outras bem novas e tem todo um trabalho de renovação. Não é o mesmo impacto que uma geração passada. Temos boas jogadoras, com muito talento e tenho certeza que vamos conquistar títulos num futuro próximo.

Além do Centro Olímpico, onde mais você trabalha?


Eu coordeno o núcleo de Diadema do projeto social Passe de Mágica, que tem a Paula como fundadora. As inscrições são abertas para as crianças de 7 a 14 anos, que morem na região. Os participantes vão no SENAI, onde acontecem as aulas, duas vezes por semana e ficam duas horas conosco. Durante uma hora, um grupo joga basquete, enquanto um outro estuda inglês. Depois trocamos. Quem estava no inglês, vai para a quadra e vice-versa. No final tem o lanche e elas vão embora para casa. Quem se destaca no projeto, encaminhamos para os times. Temos quatro atletas no Centro Olímpico e dois em clubes do ABC que começaram ali.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Do Oiapoque ao Chuí...





Atletas do Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo jogam lado a lado, defendendo o verde e amarelo da seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás. Na hora do almoço, o mesmo suco pode ser de bergamota, mexirica, mandarina ou tangerina, varia de uma atleta para outra. São vários sotaques misturados, diversas expressões cotidianas, mas quando o assunto é basquete, a linguagem é a mesma. Rivais nos Campeonatos Brasileiros há menos de duas semanas, hoje são aliadas em busca de mais um título para o Brasil.

A pivô Alana Arias nasceu em Porto Alegre em outubro de 1994. Depois de tentar vôlei, tênis, patinação e futebol, o basquete foi o único que despertou a vontade de levar o esporte a sério.

— Meus primos jogavam basquete e eles sempre me chamavam porque eu era alta. Depois que eu comecei a jogar, não quis mais parar. Meus pais viram que eu tinha potencial e minha mãe fez minha inscrição na escolinha do colégio quando eu tinha nove anos. Mesmo tendo que conciliar os estudos com os treinos, o que é difícil algumas vezes, todo o esforço vale a pena.

O bom desempenho de Alana no 17º Campeonato Brasileiro Sub-15, realizado na capital gaúcha, lhe rendeu a convocação para integrar a equipe nacional. A gaúcha foi a reboteira da competição com a média de 12.8 rebotes (64 no total).

— A experiência no Brasileiro foi muito boa. A oportunidade de jogar contra equipes de outros estados foi importante para o meu crescimento como jogadora. São Paulo tem uma seleção muito forte e aprendi muito com elas. E, contra o Paraná, tínhamos que ganhar para classificar. Havia uma certa cobrança por causa disso, o que faz com que a gente aprenda a lidar com a pressão do dia-a-dia de qualquer atleta profissional.

A paranaense Carolina Flak é natural de Ponta Grossa, cidade que fica a 117km de distância da capital Curitiba. Cacau, como é chamada, nem pensava em seguir carreira como jogadora de basquete. O esporte era apenas lazer, mas a convocação fez a armadora mudar de idéia.

— Eu escolhi basquete para me distrair, era apenas um lazer. Não pretendia seguir carreira, era só diversão mesmo. Mas agora que eu fui chamada para a seleção brasileira, tudo mudou. Percebi que tenho potencial para seguir em frente.

Foram apenas três treinos com a camisa do Brasil, e Cacau já está bem adaptada e curtindo as novas amizades que fez com as jogadoras dos outros estados.

— Os treinos são fortes. No clube a gente treina uma vez por dia e aqui são dois períodos, o que exige bastante de cada jogadora. O clima é muito bom, as outras meninas são ótimas. Já fiz amizades novas, conheci melhor as meninas que foram minhas adversárias no último Brasileiro.

Campeã paulista pelo Finasa/Osasco, Sheila Nunes é a mais brincalhona do grupo. Muito falante e sempre rindo, a pivô muda quando entra na quadra. Sheila fica séria quando pega na bola e está sempre atenta às instruções do técnico.

— É gratificante estar aqui. O trabalho do técnico César é muito bom e tenho aprendido bastante. Eu estou sempre brincando, falando besteira, mas na hora de treinar e jogar, a coisa fica mais séria. Na quadra a concentração é total no que estou fazendo. É claro que não deixo passar os momentos de descontração.

Para quem não queria jogar basquete, Sheila foi um dos destaques do Brasileiro de Porto Alegre como segunda jogadora mais eficiente (média de 16.6 pontos por jogo) e quarta reboteira com 9.2 (42 no total). Números que levaram a pivô a ser convocada para a seleção brasileira.

— Na verdade eu não escolhi o basquete, fui escolhida para jogar. Eu estava na aula de educação física do colégio e minha professora viu que eu levava jeito para o esporte. Ela me indicou para uma amiga que era técnica e comecei a treinar. Gostei e vi que era isso que queria para a minha vida.

Do Rio Grande do Norte veio a ala/pivô Camille Valença e Silva. A jogadora ficou surpresa com a convocação e quer aproveitar a oportunidade para aprender o máximo que puder.

— Fiquei muito feliz em ser convocada para fazer parte da seleção brasileira. Não estava esperando por isso. É uma oportunidade maravilhosa estar aqui, com jogadoras de vários lugares. Os treinos são fortes e o técnico César nos passa bastante informação. É um aprendizado que vamos levar por toda a vida.

Camille trocou a natação pelo basquete, um caminho natural a seguir, já que o pai e a irmã praticaram a modalidade.

— Eu gostava de nadar, mas sempre ia atrás da minha irmã quando ela saía para jogar basquete. E como eu adorava o esporte, comecei a praticar também. Estou feliz com a escolha que fiz.

Um treino de handball foi suficiente para ver que Thuanny Pinto tinha talento para o basquete. A armadora de 1,72m nasceu em Florianópolis (SC) e defende a equipe do UFC/São José.

— O meu atual técnico trabalhava na escola onde estudo, me viu jogando handball e me chamou para treinar basquete. Gostei e fui me dedicando cada vez mais ao esporte. E agora, com a convocação, fico ainda mais motivada a seguir em frente.

A catarinense foi a segunda cestinha do 17º Brasileiro com média de 17.6 pontos (88 no total) e a quinta melhor em recuperação de bola com 3.6 (18).

— Não achei que fui bem no Brasileiro. Eu poderia ter jogado mais. Não foi o meu melhor momento e, por isso, nem esperava ser chamada para a seleção. Fico feliz por fazer parte desse grupo que está treinando com o técnico César Guidetti. Está sendo uma ótima experiência não só para mim, como para todas as meninas.

Laguna Carapã é considerada um pólo de basquete no Mato Grosso do Sul e é nessa cidade que joga a ala Géssica Galli.

— Eu comecei a jogar aos nove anos. Meu irmão jogava e eu vivia numa quadra de basquete perto da minha casa com as minhas amigas. Sempre gostei do esporte e nunca tive interesse em praticar outra modalidade.

A rotina com a seleção brasileira é puxada. São dois períodos de treinos e o tempo livre é para descansar. Mas nada tira o ânimo de Géssica.

— Estou adorando essa oportunidade. O ritmo de treino é bem forte e um pouco diferente do que estou acostumada, mas aos poucos vou me adaptando. No Mato Grosso do Sul, os times são um pouco mais fracos. As jogadoras dos outros estados são mais fortes fisicamente e como joguei contra algumas meninas que estão aqui comigo no Brasileiro, já deu para sentir o que eu ia encontrar na seleção.

Paulista de nascimento, mas o sotaque vem da Paraíba. A pivô Helena Bastos cresceu em João Pessoa, defende a seleção paraibana e agora está vestindo a camisa do Brasil no jogo que aprendeu a gostar por causa da mãe.

— Minha mãe morava em São Paulo e meu pai em Recife. Os dois foram fazer faculdade no Rio de Janeiro, onde se conheceram. Para ficar mais perto do meu pai, depois que nasci, minha mãe passou num concurso e foi trabalhar em João Pessoa, que era bem mais perto de Recife do que de São Paulo. Moramos lá desde quando eu era criança.

Antes do basquete, Helena fez dança e a timidez a impediu de continuar. Para seguir os passos da mãe, que praticou o esporte, Helena mudou radicalmente.

— Eu tinha vergonha de me apresentar em público, por isso não ia dar certo seguir na dança. Minha mãe jogava basquete e resolvi tentar também. Gostei muito do esporte, principalmente do meu técnico Adriano Araújo, que além de me ensinar a jogar, me ensinou como ter uma vida melhor com o esporte.

Como terceira jogadora mais eficiente (média de 15.2 pontos) e terceira cestinha com média de 17.2 (86 no total) no Brasileiro, a ala/pivô carioca Joice Coelho despertou interesse do técnico da seleção Sub-15, César Guidetti.

— Adorei ser convocada. Fiquei surpresa porque tive altos e baixos no Brasileiro, onde enfrentamos adversários fortes. Fizemos jogos duros com as outras seleções e terminamos com a medalha de bronze. Em algumas partidas fui mal, não consegui impor meu jogo, mas no geral foi uma boa experiência.

Joice não gostava de basquete, mas se apaixonou quando entrou na quadra e arremessou a primeira bola.

— O meu professor de educação física sempre falava para jogar basquete, mas eu nunca queria porque não gostava. Um dia participei de uma aula na escolinha de Cachoeira de Macacu, onde moro, e vi que era um esporte bem legal. Comecei a gostar, fui melhorando a cada dia, participando das competições e agora fui premiada com a convocação.

A seleção brasileira está treinando em dois períodos (10/12h e 19h/21h) no Colégio Salesiano, em Itajaí, Santa Catarina. A fase de preparação vai até o dia 31 deste mês. O grupo se prepara para o 15º Campeonato Sul-Americano, que será disputado de 7 a 14 de novembro, em Assunção, no Paraguai.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Seleção Sub-15 faz primeiros treinos


As 26 atletas convocadas para a seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, fizeram o primeiro treino nesta segunda-feira de manhã no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí (SC). Sob o comando do técnico César Guidetti e do preparador físico Leonardo Cursino, as jogadoras foram divididas em dois grupos e se alternaram no trabalho técnico e físico. O grupo se prepara para o 15º Campeonato Sul-Americano, que será disputado de 7 a 14 de novembro, em Assunção, no Paraguai.

— O treinamento da manhã foi forte, bastante puxado. Gostei muito da parte física, em que fizemos exercícios para fortalecimento muscular. O grupo é bem legal e os técnicos são ótimos. Estou gostando muito de estar aqui, principalmente pela oportunidade de defender a seleção brasileira — comentou a armadora Thuanny Pinto, de Santa Catarina.

— Gostei de tudo até agora, desde o uniforme até as companheiras de equipe e de quarto. O técnico César é bastante tranqüilo e tivemos um bom treino hoje de manhã. A parte física também foi muito boa. Estou muito feliz por estar aqui e vou procurar aprender o máximo que eu puder nos treinamentos — declarou a ala/pivô Isabela Macedo.

— O clima é muito animado e já começamos em ritmo forte de treinamento. Estou acostumada com o trabalho do preparador físico Leonardo, já que somos do mesmo time, então não senti muito a parte física. Gostei bastante do treino que o técnico César deu hoje em quadra. Estou ansiosa para ver o que vamos ter pela frente — explicou a ala/pivô Sheila Nunes, de São Paulo.

— Estou adorando fazer parte deste grupo. Treinamos com bola na quadra com o técnico César e depois fizemos um trabalho físico com o preparador físico Leonardo. Fiquei cansada, mas é normal para o primeiro dia — disse a ala Géssica Galli, de Mato Grosso do Sul.

Nesta terça-feira, a seleção brasileira treinará em tempo integral (10h / 12h e 19h / 21h) no ginásio do Colégio Salesiano, em Itajaí.

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Atleta do CFE Janeth é convocada para seleção sub-15


Após garantir o título de Campeã Brasileira, defendendo a camisa da Seleção Paulista, a atleta do CFE JANETH, Klaudia Kalinin, foi convocada para os treinamentos da Seleção Brasileira, rumo ao 15º Campeonato Sul-Americano, que será disputado de 7 a 14 de novembro, em Assunção, no Paraguai.

A jogadora iniciou no basquete no Núcleo de Formação do Instituto Janeth em Santo André no ano de 2003, após um ano e meio, passou a integrar a equipe de competição, onde vem defendendo o clube desde então.

'Estamos felizes em poder ver nossa jogadora defendendo o Estado de São Paulo e agora ser convocada para quem sabe defender nosso país, só este ano já foram 9 atletas do CFE JANETH convocados para seleções, este é o fruto do nosso trabalho' diz o técnico Luis Cardoso.

Destaque no basquete, joseense é convocada para seletiva brasileira


Integrante da equipe de basquete sub-15 do Projeto Atleta Cidadão, mantido pela Prefeitura Municipal com apoio da empresa Heatcraft através da LIF, a joseense Estela Arantes Gregório, de 14 anos, foi convocada para participar com mais 25 garotas de seletiva para compor a equipe que vai representar o Brasil no Campeonato Sul-americano.

A seletiva tem início no próximo domingo (12) em Itajaí, Santa Catarina, onde serão selecionadas 12 atletas que representarão o Brasil no Sul–Americano que acontece no mês de novembro, no Paraguai.

Antes, Estela foi uma das convocadas para integrar a seleção Paulista que se sagrou campeã do Brasileiro Sub-15, entre os dias 22 de setembro e 4 de outubro na cidade de Porto Alegre. “O técnico ‘Césinha’ da seleção brasileira estava lá e após a vitória da seleção paulista me convidou para participar da seletiva”, comentou a atleta.

Estela começou a jogar basquete de brincadeira com oito anos por recomendações médicas, pois tinha colesterol alto. Em 2006 entrou no Atleta Cidadão por indicação do seu ex-professor que conhecia bem suas habilidades e passou a treinar. Em 2007 foi com sua equipe vice-campeã da série prata do Paulista na categoria mirim e hoje está colhendo os frutos dotrabalho de base desenvolvido pela cidade.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

César Guidetti chama 26 atletas para Sul-Americano Sub-15

O técnico César Guidetti convocou nesta quarta-feira a seleção brasileira Sub-15 feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, para os treinamentos rumo ao 15º Campeonato Sul-Americano, que será disputado de 7 a 14 de novembro, em Assunção, no Paraguai. As 26 atletas se apresentam no domingo (dia 12), às 18h de Brasília, no Grande Hotel Itajaí, em Itajaí (SC). A equipe treinará de 13 a 31 deste mês, em dois períodos (9h30 às 12h e 18h às 20h30), no ginásio do Colégio Salesiano.

- Optamos por uma convocação mais ampla, pois será o primeiro Campeonato dessa geração. É preciso observar bem as meninas nessa faixa de idade para tomar as melhores decisões. São atletas de muito potencial, com um biotipo ótimo para o basquete. Acredito que estejamos formando um grupo de grande futuro para o basquete feminino. Quanto aos treinamentos vamos separar as jogadoras ou por posição ou em dois grupos, enquanto um trabalha a parte técnica, outro treina a parte física. Aos poucos reduziremos a equipe, desenvolvendo mais especificamente a parte tática visando à competição - explicou Guidetti.

AS CONVOCADAS

JOGADORA - POSIÇÃO - ALTURA - IDADE - CLUBE

Thamara Freitas - Pivô - 1,87m - 14 anos - Mangueira/Petrobras (RJ)

Martha Imoniana - Pivô - 1,85m - 14 anos - Centro Olímpico (SP)

Raquel Dudzevich - Pivô -1,85m - 15 anos - Centro Olímpico (SP)

Alana Arias - Pivô - 1,85m - 14 anos - Colégio Farroupilha (RS)

Leticia Lisboa - Pivô - 1,84m - 15 anos - APAB/Barretos (SP)

Karine Marroni - Pivô - 1,82m - 15 anos - Colégio Sinodal (RS)

Julia Alves - Pivô - 1,82m -15 anos - Finasa/Osasco (SP)

Helena Bastos - Pivô - 1,81m - 15 anos - EC Cabo Branco (PB)

Maria Cláudia Teixeira - Ala/Pivô - 1,79m - 14 anos - Beto Sport (MA)

Sheila Nunes - Pivô - 1,79m - 14 anos - Finasa/Osasco (SP)

Gessica Galli - Ala - 1,78m - 15 anos - Prefeitura Laguna Carapã (MS)

Joyce Coelho - Ala - 1,78m - 15 anos - Abasca (RJ)

Camile Valença - Ala/Pivô - 1,78m -15 anos - Potiguar Marista (RN)

Estela Gregório - Ala - 1,77m - 14 anos - São José Heat Craft (SP)

Ana Jéssica Pinto - Ala/Pivô - 1,75m - 15 anos - Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Isabela Macedo - Ala/Pivô - 1,75m - 14 anos - Mangueira/Petrobras (RJ)

Erika Leite - Armadora - 1,72m - 15 anos - Unimed/Americana (SP)

Cibele Roberto - Ala/Armadora - 1,72m - 15 anos - Centro Olímpico (SP)

Natalia Saar - Ala - 1,72m - 14 anos - Prefeitura São José dos Pinhais (PR)

Thuanny Pinto - Armadora - 1,70m - 15 anos - UFC (SC)

Bruna Werberich - Ala/Armadora - 1,70m - 14 anos - Colégio Alfa Medianeira (PR)

Klaudia Kalinin - Armadora - 1,69m - 14 anos - CFE Janeth (SP)

Priscilla Bernardes - Ala - 1,69m - 15 anos - Finasa/Osasco (SP)

Caroline Flak - Armadora - 1,65m - 14 anos - Ponta Grossa (PR)

Rafaele Pereira - Ala/Armadora - 1,65m - 15 anos - Centro Olímpico (SP)

Drielli Nascimento - Ala/Armadora - 1,60m - 15 anos - APAB/Barretos (SP)

Média de idade: 14,5 anos

Média de altura: 1,76 m



COMISSÃO TÉCNICA

Supervisor: Antonio Carlos Barbosa

Administrador: José Alberto do Valle

Técnico: César Guidetti

Assistentes Técnicos: Vânia Paulette, Adriano Araújo, Silvio Zanini e Leonardo Rosa

Preparador Físico: Leonardo Cursino

Médico: Dr. Carlos Eduardo Marques

Fisioterapeuta: Cinthia Violante