terça-feira, 19 de julho de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Prudentina x Minercal
Peço desculpas a quem não gosta, mas pareço estar entrando numa fase “revisionista”, já que o presente do basquete feminino me decepciona e me interessa pouco. Estou focado em registrar o passado (esquecido por muitos e ignorado por outros) e em observar novos talentos que possam construir um futuro mais interessante para a modalidade. Então, paciência porque está vindo muita ‘velharia’ por aí…
Anteontem reproduzi uma reportagem de 1984 (Magic Paula na Minercal) aqui no blog e estava à procura de respostas sobre um momento do basquete que eu não vivi.
Com ajuda da Wilkipedia (confira o link aqui), descobri que aquela edição do Sul-Americano de Clubes foi vencida pela Prudentina, de Hortência.
A informação me foi confirmada pelo técnico Antônio Carlos Vendramini, técnico da equipe campeã. Diz ele:
“Em 84, a Paula reforçou a Minercal para o Sul-Americano, sediado em Sorocaba. Vencemos com a Prudentina e de Sorocaba fomos direto (de ônibus) para Porto Alegre, onde vencemos a Copa Brasil.”
O técnico da equipe da Minercal era Waldyr Pagan e Sérgio Maroneze era seu assistente.
Novamente o Renato me surpreendeu com outro documento inusitado. Trata-se de um registro da história da Prudentina no basquete, redigido no calor do momento da saída de Hortência do time, em que os dirigentes destilam toda a sua mágoa com a cestinha:
Uma história de glórias
O tablóide especial resume assim a trajetória da Prudentina, nos 61 anos de fundação: "O que era apenas uma equipe de basquete masculino tornou-se o maior clube esportivo do Estado de São Paulo. A Apea nasceu em 1936, e 26 de outubro daquele ano, foi seu primeiro dia de vida. Depois disso, o clube foi crescendo e acumulando títulos conseguidos em diversas competições. Mantendo sempre uma equipe de basquete, o clube foi campeão de uma série de jogos ao longo desses 61 anos. Se fossem juntadas todas as equipes que passaram pela Apea durante esse tem po, estariam reunidas as maiores estrelas do esporte no país e até algumas internacionais.
Fizeram parte da equipe de basquete da Apea, jogadoras como Hortência, Tuty, Solange, Jussara e até a norte-americana Beverly. O clube foi o primeiro a trazer uma estrangeira para jogar no país.
Em 1985, a extinção do basquetebol
Como foi explicado, o basquete se destacava entre as modalidades esportivas da Prudentina. A escolinha que já dava os primeiros passos em 1936, ganhou ascensão, depois desapareceu, para voltar com expressiva estrutura em 1982. A equipe feminina despontava, tornou-se muito competitiva e nesse ano, consagrou-se ao vencer o campeonato paulista.
Foi campeã desse certame também em 1983. Foi ainda em 1983, que o time recebeu força total, com as contratações de Hortência e da norte-americana Beverly. O time venceu os campeonatos Sul-Americano de Basquetebol de 1983 e 1984. Em 84, conquistou mais o Troféu Imprensa. Paralelamente, ganhou os jogos regionais e abertos de 1982, 1983 e 1984.
A consagração definitiva e com reconhecimento em todo o mundo, veio em junho de 1984. A Prudentina foi vice-campeã da Copa W. Jones, realizada em Taipé, China. O primeiro lugar ficou com a Seleção Olímpica, dos Estados Unidos. O terceiro com a Seleção da Itália. O quarto lugar, com a Seleção do Canadá.
Só a equipe da Prudentina era de um clube social. As demais vencedoras, eram seleções de seus países. Formação básica da Apea: Hortência, Beverly, Solange, Neca, Rosemary, Vanira, Cristina, Vânia, Eronides e Fátima. Técnico, Antônio Carlos Vendramini. Dirigente, Antônio de Figueiredo Feitosa. Chefe da delegação que foi a Taipé, Antônio Martinho Fernandes. Médico, Ramon Canno Garcia.
Projeção máxima da Apea e de Presidente Prudente, decorrente de um basquetebol extraordinário. O que, entretanto, não duraria muito, a partir daquela célebre ascensão do basquetebol. Transformadas em mitos, algumas atletas começaram a interessar a outras equipes e Hortência, tratada como rainha no clube e na cidade, foi a primeira a tornar-se dissidente. Passou a exigir dinheiro em excesso, diante das propostas recebidas, por exemplo, da Minercal, de Sorocaba.
Na reunião da diretoria, em março de 1985, o começo do drama. Antônio Martinho Fernandes telefonou de São paulo, para onde tinha viajado junto com Antônio Macca, informando que segundo Hortência, ela havia recebido da Minercal, proposta de assinatura de um contrato de Cr$ 100 milhões de luvas e Cr$ 10 milhões por mês. Somente por valores iguais, continuaria jogando na Prudentina.
Martinho (Nico) se mostrava aborrecido, porque Hortência se comprometera a aguardar até 10 de abril, data em que a futura diretoria da Apea seria empossada e decidiria as normas do novo contrato. Mas Hortência se antecipou aos fatos, sem levar em conta o tratamento dado a ela em Presidente Prudente, incluindo o favorecimento da compra de um automóvel a preço de custo e com o número 4 na placa, conforme exigência da atleta.
Os dois enviados da Prudentina a São Paulo, oferceram a Hortência, luvas de Cr$ 50 milhões e salário mensal de Cr$ 8,5 milhões. Ela achou pouco. A diretoria executiva liderada por Aloysio Dias Campos, considerava impossível concordar com a proposta da jogadora, que deveria ser no mínimo igual a da Minercal, da cidade de Sorocaba. Ainda porque os gastos com o último campeonato, se aproximaram dos Cr$ 70 milhões, recursos obtidos extra-clube, ou seja, com a ajuda do comércio, indústria e outros segmentos de Presidente Prudente.
Feliciano Ribeiro, que substituiria Aloysio Dias Campos na presidência da Apea, a partir de 10 de abril, opinava que somente com um grande time, o clube deveria participar de outros certames oficiais. O assunto voltou a ser tratado em nova assembléia, dia 9 de março de 1985, pelos diretores Adalberto Lopes Pereira, Antônio
de Figueiredo Feitosa, Antônio Martinho Fernandes, Antônio Plácido Pereira, Armando
Ruiz, Deodato da Silva, Faradei Bôscoli, Laert Bueno Júnior, Laudério Leonardo Botigelli, Luiz Reina, Paulo Alberto Martinez, Pedro de Almeida Nogueira, Casemiro Acilon de Alencar, Antônio Macca, Aloysio Dias Campos (que presidiu a reunião), e o futuro presidente, Feliciano Ribeiro.
Aloysio logo disse entender que não seria lícito renovar o contrato de Hortência, à sua maneira, e deixar a dívida para a diretoria seguinte. Na sequência das discussões Hortência-Minercal, ficou acertado que a atleta ganharia Cr$ 100 milhões de luvas, Cr$ 10 milhões de salários nos primeiros seis meses do contrato e após esse período, Cr$ 15 milhões por mês, não aceitando os Cr$ 50 milhões de luvas e Cr$ 8,5 milhões mensais oferecidos pela Prudentina. Deixaria a equipe que a consagrou. Jogar em Sorocaba tinha mais um sabor para Hortência. Estaria próxima do atleta Maurício, do voleibol da Pirelli, com quem pensava casar-se.
Na mesma assembléia, Antônio de Figueiredo Feitosa contou que havia feito as primeiras tentativas de entendimento com Hortência, frustrou-se e transferiu a missão para os colegas de diretoria, Antônio Martinho Fernandes e Antônio Macca.
A atleta continuou irredutível, frente ainda a propostas ouvidas das equipes do Santa Maria, de São Bernardo do Campo e da Pirelli, de São Caetano do Sul, todas elas vantajosas, mesmo não chegando ao nível da Minercal. O diretor Laudério Leonardo Botigelli chegou a sugerir pagar salário de Cr$ 20 a Cr$ 25 milhões a jogadora, através de patrocínios e compatibilidade de caixa, dispensando-se as luvas. Só que isso se consolidaria, se Hortência comparecesse à Prudentina até quarta-feira da semana seguinte, o que lhe foi comunicado por meio de carta com aviso de recebimento. Ao ser empossado na presidência da Apea, Feliciano Ribeiro encontrou o impasse sem solução, porém uma imensa vontade de resolvê-lo. E não houve saída diferente. A equipe continuou jogando basquetebol, inclusive com participação da norte-americana Beverly.
Sobreviveu até aquele ano de 1985, o da dissidência irredutível de Hortência, que a Prudentina transformou em "rainha". As atenções maiores ficaram com a parte social e o clube registrou novas fases de crescimento, continuando a projetar-se além das fronteiras do país.
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Seleção Sub-19 treina forte em Jundiaí
PATRÍCIA BAPTISTA
A seleção brasileira de basquete feminino categoria sub-19, comandada pelo técnico jundiaiense Luís Cláudio Tarallo, segue treinando forte para o Campeonato Mundial, que começa no dia 23 de julho, na Tailândia. A equipe trabalha em Jundiaí e aposta no entrosamento para buscar um bom resultado na competição. Tarallo ressalta que as atletas que compõem o grupo treinam juntas desde 2006, época em que integravam a seleção categoria sub-16.
"Na ocasião, conquistamos o título sulamericano. O mesmo time, em 2008, ficou em terceiro lugar na Copa América, já como seleção sub-18", diz o treinador. A seleção sub-19 é formada por jogadoras do Divino/Coc/Jundiaí, de Americana, de Osasco, do Rio de Janeiro e de São Caetano. Atualmente, 15 atletas formam o elenco e três serão cortadas. Antes de disputar o Mundial na Tailândia, a equipe disputará os Jogos da Lusofonia, de 12 a 19 de julho, em Portugal, que servirão como preparação.
Na primeira fase do Mundial, a seleção brasileira enfrentará a Lituânia, atual campeã europeia, República Tcheca, terceira colocada do campeonato europeu e a Tailândia. "Três times se classificam, mas além da necessidade de avançar no campeonato é importante fazer boas campanhas, pois elas serão consideradas e terão peso durante a competição", diz Tarallo. Na última sexta-feira, a seleção enfrentou atletas dos times masculinos da Esportiva de Jundiaí num amistoso. Ontem, deveria ter enfrentado a equipe feminina de São Bernardo em outro amistoso, mas o adversário cancelou o compromisso.
"Na próxima sexta-feira, às 19h30, no Centro Esportivo Romão de Souza, enfrentaremos em amistoso o time Atletas em Ação, formado por americanas que vêm para vários jogos. Nós as enfrentaremos em Jundiaí e depois em Campinas, em outra data", afirma Tarallo.
A pivô Kika, 18 anos, jogadora do Divino/Coc/Jundiaí também aposta no entrosamento do time para uma boa campanha no Mundial. Ela esteve na equipe cadete em 2006, durante a conquista do sulamericano. "A seleção sub-19 é formada por uma geração que já vem trabalhando desde a categoria cadete", relembra. "Agora, estou numa expectativa grande para ficar no grupo e poder disputar o Mundial, que é o campeonato maior."
Kika, que há três anos veio de Belo Horizonte para o Divino/Coc, ressalta que integrar uma seleção é algo que traz muitos benefícios a uma atleta. "Quando você joga um campeonato internacional, conhece outras escolas do basquete. O proveito é muito grande", definiu a jogadora, que sonha chegar à seleção principal.
Fonte: Jornal de Jundiaí
Hortência dá 'aula de vida'
Durante a apresentação das jogadoras selecionadas, Hortência deu uma verdadeira injeção de ânimo e humildade, além de deixar nas entrelinhas que não admitirá vaidades entre jogadoras. Campeã mundial em 1994, na Austrália e integrante do Hall da Fama do basquete feminino, Hortência aparecia como a maior pontuadora da Seleção com 936 marcados em 36 partidas (a segunda que mais atuou, superada apenas por Magic Paula), tendo a maior média de 26 pontos/partida.
Para as jogadoras da categoria sub-19, ela pregou a competição interna saudável como algo positivo e deu exemplos de vida. "Todos sabem a rivalidade que eu tinha com a Paula (Magic Paula). Eu devo a minha carreira vitoriosa a ela. Eu sempre queria vencê-la. Chegava a torcer para ela fazer 30, 40 pontos, para depois eu ter que fazer 60. E, para isso, eu tinha que treinar muito", disse a jogadora. "Era uma competição saudável, que me ajudou muito e isso deve acontecer com vocês, também."
A rainha continuou. "Mas tudo tem que ser tirado de forma positiva. Se uma jogadora não passou a bola, te xingou, brigou com você ou se o treinador lhe deu uma bronca, é coisa de momento. Tem que tentar entender o que está acontecendo, analisar, tirar o lado positivo do negócio."
Também, claramente fazendo parte da forma de trabalho, Hortência pregou a importância de vencer. Ou melhor, de só vencer ou de não perder. Para ela, não se perde um jogo. "O adversário foi melhor e venceu. Perder é quando chegamos à conclusão de que poderíamos ter feito algo mais, treinado mais, nos empenhado mais. E isso nunca pode acontecer. Temos que fazer tudo isso antes e, se o adversário vencer, mérito dele. Nós fizemos tudo o que estava ao nosso alcance", pregou a ex-jogadora.
Trabalho conjunto - Na oportunidade, Waldyr Pagan, ex-técnico da Seleção e responsável pela primeira convocação de Hortência - quando ela tinha 16 anos - também incentivou as jogadoras. Paulo Bassul, o atual treinador da equipe principal, aproveitou para explicar a forma de atuação, daqui em diante. "Faremos uma trabalho conjunto e implantaremos uma filosofia única de trabalho. Vamos acompanhar as seleções de base com o ideal do que vamos querer com a seleção principal", diz ele, revelando que, a partir de agora, as jogadoras de base começam a ser preparadas de acordo com uma exigência determinada para a Seleção adulta.
Fonte: Jornal de Jundiaí
Jundiaí na mira da rainha
Com a presença da ex-jogadora Hortência Marcari, agora diretora do basquete feminino da Confederação Brasileira da modalidade (CBB), as jogadoras convocadas para a Seleção Brasileira sub-19 se apresentaram ontem à tarde ao técnico jundiaiense Luiz Claudio Tarallo. No mesmo dia, as 17 atletas - cinco delas pertencentes ao Divino/Coc - realizaram o primeiro treinamento no ginásio do centro esportivo Romão de Souza, na Colônia. A equipe vai treinar na cidade visando duas competições: os Jogos da Lusofonia - que acontecem em Lisboa, de 12 a 19 de julho - e o Campeonato Mundial da Tailândia - com abertura marcada para 23 de julho.
Além de Hortência, o atual técnico da Seleção Brasileira adulta, Paulo Bassul, e Waldyr Pagan, treinador da Seleção principal por vários anos, também participaram da apresentação - realizada em um hotel de Jundiaí.
Bassul e Pagan fazem parte da equipe de trabalho feminino de basquete da CBB montada por Hortência desde que ela assumiu a coordenação do basquete feminino da entidade, há cerca de um mês. A presença de ambos, junto com a 'rainha', faz parte da filosofia de trabalho que será implantada pela ex-jogadora à frente do cargo. Além do time adulto, Paulo Bassul continua também terá como missão acompanhar as categorias de base do Brasil daqui em diante.
Pólo - Hortência explicou o motivo da seleção sub-19 se apresentar e realizar a preparação para o Mundial no município. "Tudo o que decidirmos, daqui em diante, será para o bem do basquete. Resolvemos trazer a apresentação para Jundiaí por vários motivos. O time tem cinco convocadas da cidade, o treinador é da cidade... Jundiaí dá uma estrutura legal e é uma cidade que sempre respirou basquete", afirmou. Até por isso, a diretora já sinalizou com a possibilidade de que Jundiaí continuará sendo pólo do basquete da Seleção durante seu comando. "Além do mais, tem o estímulo do basquete para a cidade."
A rainha ainda afirmou que, após assumir a função, várias mudanças já foram feitas nas categorias de base do Brasil. Contudo, diz que não é a favor de alterações drásticas. "Não é porque você está chegando que tem de mudar tudo. Sou contra isso", diz ela. "Mantivemos os técnicos que consideramos que são os melhores, como o Tarallo. Mas tiramos dele a sobrecarga. Ao invés de ficar com as categorias sub15 e sub-19, ficará apenas com a sub-19. A sub-15 ficará com a Janeth Arcain. Ela merece essa oportunidade e tenho planos para ela na CBB."
Com relação exclusivamente ao técnico jundiaiense, as portas para ele em termos de time principal podem estar se abrindo, a longo prazo. "Gostamos do Tarallo. Vamos continuar com ele. Aliás, nós queremos investir nele", completou Hortência. Com a humildade que sempre a caracterizou, a ex-jogadora diz que a partir do ano que vem poderá efetivamente implementar mudanças que permitam projetos ousados para 2012 e 2016.
Lista - Das 17 atletas convocadas, cinco fazem parte do Divino/Coc: Taina Mayara da Paixão, armadora de 18 anos e 1,70 metro; Tatiane Nascimento, ala de 18 anos e 1,78 metro; Joseane Maria Bazilio, ala de 18 anos e 1,77 metro; Cristiane de Lima, pivô de 18 anos e 1,95 metro; e Bruna Siqueira, pivô de 19 anos e 1,82 metro.
As outras chamadas pelo técnico Luiz Cláudio Tarallo são: armadora - Débora da Costa (Unimed/Americana); alas - Leila Zabani (Unimed/Americana), Luana de Souza (São Caetano), Patricia Ribeiro (São Caetano), Isadora Serpa (São Caetano), Amanda Karine Lazaro (São Caetano) e Daniela Maria Oliveira (Finasa/Osasco); pivôs - Nayara Cristina Araújo (GRESEP/Mangueira), Fabiana de Souza (Unimed/Americana), Monica Fernanda Nascimento (Finasa/Osasco), Damiris do Amaral (CFE Janeth) e Leidilânia Ferreira (Finasa/Osasco).
Fonte: Jornal de Jundiaí
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Seleção Sub-19 tem encontro com Hortência e Waldyr Pagan
Uma conversa animada com a eterna rainha do basquete abriu as atividades da seleção brasileira sub-19 feminina, patrocinada pela Eletrobrás, que se apresentou nesta segunda-feira, em Jundiaí, para a última etapa de treinamento rumo aos Jogos da Lusofonia e ao 8º Campeonato Mundial da categoria, em Bangkok, na Tailândia. A diretora do departamento feminino da CBB, Hortência Marcari, esteve na apresentação e compartilhou com a jovem seleção um pouco de sua trajetória de sucesso e como se tornou uma das melhores atletas do mundo. Hortência garantiu ainda que o objetivo da CBB é dar às jogadoras todas as condições para mostrar seu potencial e chegar no Mundial preparadas para representar bem o Brasil na competição. A campeã mundial na Austrália (1994) e medalha de prata na Olimpíada de Atlanta (1996) enfatizou o treino árduo e o espírito de equipe como ferramentas indispensáveis para o sucesso.
— Minha geração levou 18 anos para ser campeã mundial. O título só chegou quando aprendemos a jogar em equipe. Quando cada uma faz seu melhor, mas dentro de um objetivo comum, chega aonde quer mais rapidamente. Não importa quem é cestinha, reboteira ou capitã. Quando amadurecemos e entendemos isso, fomos campeãs mundiais e vice-olímpicas. E vocês, que são tão jovens, devem ter isso na cabeça se quiserem ter sucesso num esporte coletivo. No mais, é treinar muito, se dedicar para dar sempre um pouco mais, pois essa será a diferença entre vocês e os outros. Vocês devem prestar atenção em cada arremesso que erram ou acertam para corrigir ou repetir o que fez de correto. Eu e Paula éramos as últimas a sair do treino, não foi por sorte que fomos o destaque da nossa geração. Foi trabalho duro. Somos no jogo o que a gente treina. Por isso, precisamos nos esforçar ao máximo para fazer certo durante os treinamentos e arrasar nas partidas.
Hortência disse ainda que quer uma equipe com postura de campeã, não importa o resultado final. O que interessa é fazer tudo que for possível para jogar o que sabe.
— A pior derrota é aquela em que achamos que seria possível ganhar se tivéssemos acertado a pontaria ou se fizéssemos uma marcação diferente. Ou seja, perder quando tínhamos potencial para sair com a vitória é inconcebível. Eu nunca permiti isso como jogadora e não vou permitir como dirigente. Aceito sim, o time adversário ganhar porque foi superior, o que é bem diferente. Por isso, quero que esse grupo trabalhe sempre com postura vencedora, desejando sempre o lugar mais alto do pódio.
Hortência terminou contando que, quase tudo que sabe e agora divide com a seleção sub-19, aprendeu com o técnico Waldyr Pagan, que estará presente nos treinamentos para ajudar com seu indiscutível conhecimento e incrível capacidade de motivar atletas. Waldyr Pagan agradeceu os elogios e deu conselhos importantes para a equipe.
— É um prazer enorme estar aqui. Eu trabalhei 40 anos com basquete feminino e aceitei o convite da Hortência porque gosto do que faço. E meu objetivo é ajudar para que vocês cheguem mais rapidamente ao êxito. Basquete é um jogo coletivo e cada atleta tem o seu valor no grupo. Para alcançar seus objetivos vocês têm que, acima de tudo, querer e acreditar. Fora isso, é só treinar, treinar, treinar e treinar. Não tenham vergonha nem de serem boas atletas, nem de pedir ajuda quando for preciso. Vocês já deram um importante passo, que é chegar à seleção, agora só depende de cada uma construir uma história de sucesso.
As atletas e comissão técnica ouviram com atenção as palavras de Hortência e Waldyr. A pivô Cristiane Lima ficou emocionada em conhecer um pouco mais sobre a trajetória de pessoas tão importantes para o basquete feminino.
— Eles falaram coisas muito importantes e vamos aprender muito. A principal lição é que sem esforço, não vamos a lugar nenhum. Acredito que o grupo inteiro prestou atenção e vai se dedicar de corpo e alma para fazer bonito no Mundial. A equipe está unida e as expectativas são ótimas. De resto é fazer o que todos nos aconselham: treinar bastante — concluiu a pivô.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Tarallo convoca seleção sub-19 para fase final de treinamentos
P.s.: Não posso deixar de registrar o retorno de Waldyr Pagan às seleções. É um sopro de ânimo ver alguns dos apaixonados pelo esporte de volta à luta!