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terça-feira, 30 de março de 2010

Seleção Sub-18 se reapresenta para treinamentos visando a Copa América

20100330_660652_Sub18Fem_gde A folga da seleção brasileira sub-18 feminina chegou ao fim. Depois de muita comemoração pela conquista da medalha de ouro nos Jogos Sul-Americanos de Medellín, na Colômbia, as jogadoras já se apresentaram em Jundiaí (SP) para começar a preparação rumo a Las Vegas, nos Estados Unidos. De 3 a 9 de abril, a equipe vai passar por um programa de treinamento do mesmo padrão da NBA. O objetivo é melhorar a habilidade e o desempenho de cada atleta, uma vez que a Copa América / Pré-Mundial da categoria está cada vez mais próxima.
 
— A viagem é uma ótima oportunidade para o grupo ter um treinamento com profissionais de uma escola diferente. Será importante tanto para as atletas como para a comissão técnica. Vamos observar os métodos utilizados e trocar informações. Ainda teremos amistosos contra equipes universitárias, o que nos dará mais bagagem internacional. Será um excelente período de aprendizado e preparação para a Copa América — comentou o técnico Luiz Claudio Tarallo.
 
Logo no primeiro dia, as atletas vão passar por uma avaliação biomecânica e funcional para identificar os fatores limitantes nos padrões de movimento. Além de resultar na melhoria em quadra, as informações também serão fundamentais para prevenir lesões e maximizar a capacidade atlética.
 
— Na parte física e médica, o Brasil é bem evoluído e não fica atrás dos Estados Unidos. A diferença é que os americanos têm acesso fácil aos equipamentos mais modernos de avaliação esportiva, uma vez que eles possuem grandes centros de treinamento, não só de basquete como de outras modalidades. Estou bastante curioso para ver a estrutura e a forma com eles trabalham. Esse intercâmbio será bom para trocarmos informações, comparar métodos e ver o que podemos trazer para a nossa realidade — declarou o preparador físico Paulo Martignago.
 
As atletas serão motivadas a atingir o máximo a cada treino. Serão sete dias de treinamento de força, movimentação e velocidade, além de técnicas e procedimentos de recuperação e melhoria atlética em geral. As jogadoras também vão participar de um programa nutricional.
 
— Não atuei por muito tempo nos Jogos Sul-Americanos, porque estava voltando de lesão. Agora já estou cem por cento e pronta para dar meu máximo no treinamento em Las Vegas. Além dos treinos, vamos jogar contra equipes universitárias, o que vai nos dar mais tempo de quadra para chegarmos bem na Copa América. A viagem para Las Vegas será um grande aprendizado e vai nos ajudar a alcançar o nosso objetivo, que é garantir a vaga no Mundial do ano que vem. Não vamos medir esforços para isso — comentou a ala Jennifer Sirtoli.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Tarallo convoca seleção sub-18 para Jogos Sul-Americanos

O técnico Luiz Cláudio Tarallo convocou, nesta terça-feira (dia 9), a seleção brasileira sub-18 feminina para a primeira fase de treinamentos rumo aos Jogos Sul-Americanos, que serão realizados de 20 a 24 de março, na cidade colombiana de Medellín. As 18 atletas se apresentam no próximo dia 20 no São Carlos Eventos e Hospedagem, em Jundiaí (SP), às 18h de Brasília.
 
A equipe nacional, patrocinada pela Eletrobrás, treinará em dois períodos no ginásio Romão de Souza, até o dia 28 deste mês. Os Jogos Sul-Americanos são o primeiro compromisso da seleção, que se prepara também para disputar a Copa América / Pré-Mundial, no mês de junho, em Colorado Springs, nos Estados Unidos. A competição carimba o passaporte das três primeiras colocadas para o Campeonato Mundial Sub-19 de 2011.
 
O técnico Tarallo fala sobre a convocação, enfatizando a continuidade do trabalho desenvolvido em todas as categorias de base.
 
— Chamamos aquelas jogadoras que se destacaram na Copa América Sub-16 e no Sul-Americano Sub-17. É um grupo técnico e veloz. Apenas duas meninas (as alas Joice e Letícia) estão estreando em seleções. As outras atletas já conhecem a filosofia de trabalho. Vamos implantando situações novas para as competições específicas — disse Tarallo.
 
Sobre os treinos em Jundiaí, o técnico explica como será a primeira etapa do trabalho.
 
— Vamos avaliar a atual condição das atletas, tanto física quanto técnica. Essa fase é importante para conscientizarmos o grupo da importância de defender a seleção. Representaremos o Brasil nos Jogos Sul-Americanos, que será uma grande oportunidade para vivenciar um pouco do espírito olímpico, já que reunirá diversas modalidades. Será um ótimo ensaio para o grupo entender a importância de jogar uma Copa América, classificatória para o Mundial Sub-19 do ano que vem — concluiu Tarallo.
 
AS 18 CONVOCADAS
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE – NATURAL
Milena Santos – Pivô – 17 anos – 1,91m – Finasa/Osasco (SP) – São Paulo
Damiris Amaral – Pivô – 16 anos – 1,90m – CFE Janeth Arcain (SP) – São Paulo
Thamara de Freitas – Pivô – 15 anos – 1,87m – Mangueira (RJ) – Rio de Janeiro
Raquel Dudzevich – Pivô – 17 anos – 1,85m – Centro Olímpico (SP) – São Paulo
Isabela Costa – Pivô – 18 anos – 1,84m – Mangueira (RJ) – Rio de Janeiro
Jennifer Sirtoli – Ala – 17 anos – 1,82m – Finasa Osasco (SP) – Rio Grande do Sul
Júlia Alves – Pivô – 17 anos – 1,82m – Finasa/Osasco (SP) – São Paulo
Aline Gomes – Pivô – 18 anos – 1,81m – Unimed/Americana (SP) – São Paulo
Fabiana Silva – Ala – 18 anos – 1,80m – CFE Janeth Arcain (SP) – São Paulo
Michelli Trentin – Ala – 18 anos – 1,77m – São Bernardo/Metodista (SP) – São Paulo
Joice Coelho – Ala – 17 anos – 1,75m – APAB/Barretos (SP) – Rio de Janeiro
Letícia Lisboa – Ala – 17 anos – 1,75m – APAB/Barretos (SP) – Minas Gerais
Tassia Carcavalli – Armadora – 17 anos – 1,75m – Unimed/Americana (SP) – São Paulo
Erika Leite – Ala/armadora – 17 anos – 1,73m – APAB/Barretos (SP) – São Paulo
Carina Martins – Armadora – 18 anos – 1,72m – Santo André (SP) – São Paulo
Mariana Lambert – Armadora – 18 anos – 1,70m – Divino/COC/Jundiaí (SP) – São Paulo
Gabriela Borges – Armadora – 17 anos – 1,67m – Finasa /Osasco (SP) – Minas Gerais
Aruzha Lima – Armadora – 17 anos – 1,65m – Unimed/Americana (SP) – Paraná
Média de idade: 17 anos
Média de altura: 1,79m
 
COMISSÃO TÉCNICA
Diretora: Hortência Marcari
Administrador: Fernando Larralde
Técnico: Luiz Cláudio Tarallo
Assistente técnico: Cristiano Cedra
Preparador Físico: Paulo Martignago
Médico: Karina Levy
Fisioterapeuta: Giuliane Trevisan
 
Local de treino
Ginásio de Esportes Romão de Souza
Rua Luís Benachio, s/nº – Bairro Colônia
 
PROGRAMAÇÃO
20 de fevereiro – Apresentação às 18h no São Carlos Eventos e Hospedagem
(Praça José Orlandi, 121 – Bairro Colônia – Jundiaí)
21 a 28 de fevereiro – Treinos das 10h às 12h e das 18h às 20h no ginásio Romão de Souza

segunda-feira, 23 de março de 2009

Entrevista – Jennifer Sirtoli

Jenny_Apres É praticamente impossível ver a ala Jennifer Sirtoli de cara fechada, séria, sem nenhum sorriso. Dona de um bom-humor inigualável, a jogadora mantém o alto-astral até durante o treino. Nada é motivo para desanimar Jennifer, que mesmo cansada após um treinamento pesado, ainda tem forças para brincar com o restante do grupo. Brincadeiras a parte, Jennifer leva o basquete a sério. Após se recuperar das lesões que sofreu ano passado, a ala voltou à quadra a todo vapor. A convocação para a seleção brasileira sub-17, patrocinada pela Eletrobrás, motivou ainda mais a atleta, que vai brigar por uma vaga entre as doze que vão disputar o 15º Campeonato Sul-Americano do Chile, de 23 a 28 de junho. Acompanhada da sua macaquinha de pelúcia, das meias coloridas e seu calçado preferido, um par de crocs, Jennifer chamou atenção do técnico Norberto “Borracha” da Silva, que a considera um dos talentos dessa geração.

Fale sobre o seu começo no basquete.
Eu praticava futsal quando minha irmã começou a basquete no Galópolis. Ela sempre falava para eu ir junto com ela para os treinos. Com sete anos, comecei a jogar também e fui gostando cada vez mais. Apesar de ter apenas três meninas treinando comigo, persisti no esporte e já faz dez anos que estou jogando basquete.
Você deixou sua família em Caxias do Sul e foi morar em Osasco. Como foi a mudança?
Vim para Osasco no ano passado e conhecia apenas uma menina do time. Foi bem complicado para mim ficar longe da minha família, porque sou muito apegada a eles. Apesar das dificuldades, agüentei firme. Sofri algumas lesões que, além de me deixaram fora de quadra por um tempo, mexeram mais ainda com o meu emocional. Acho que toda essa experiência que passei me deixou mais forte e me fez crescer como pessoa.
Como você lida com a saudade da família?
É muito difícil ficar longe dos meus pais e das minhas irmãs. Uma delas joga por São José dos Campos e quando a saudade bate muito forte, eu tento ir para lá, ficar perto dela. Isso já ajuda bastante. Também falo constantemente com meus pais e minha outra irmã, que estão em Caxias do Sul. Seja pelo telefone, e-mail, MSN, Orkut, sempre tem um jeitinho para matar as saudades.
Gosta de jogar em Osasco?
Eu gosto de estar aqui. Quase não joguei em 2008 por conta das contusões, mas este será o meu ano. Passei um tempo treinando com a técnica Macau (Maria do Carmo Ferreira), com quem aprendi muito. Hoje, o Cristiano Cedra é o técnico da minha categoria. O Cris é uma excelente pessoa e gosto muito de fazer parte da equipe comandada por ele.

Como é morar na república?
Eu moro no edifício, onde ficam os atletas do Finasa/Osasco, não só as jogadoras de basquete, como as de vôlei também. Estou no décimo andar e divido o apartamento com mais três meninas: a Issy, a Leidilânia, que é da seleção sub-19, e a Jéssica, que chegou esse ano de Jaboticabal. A Gaby, que também foi convocada para a sub-17, fica no 12º andar. Nós temos quatro governantas, que se revezam 24 horas, passando pelos apartamentos para cuidar de tudo.
A mudança de escola foi difícil?
Foi bastante. No Sul, o ensino e o tempo de aula eram bem diferentes. Lá são cinco períodos de quarenta minutos, enquanto aqui são seis de cinqüenta. Foi bem complicado me adaptar. Ainda não consegui me acostumar, mas não tem outro jeito.
Você já foi convocada anteriormente para compor a seleção brasileira. O que achou da experiência?
Jenny_treino01 Fui convocada no final de 2007 para a seleção cadete. Eu estava machucada e só consegui participar de um treino. No segundo, não agüentei e o médico me cortou. Mas passei a semana com a equipe. Mesmo do lado de fora, sentada no banco, aprendi muita coisa observando os treinos do Cesinha (César Guidetti) e, principalmente, com a fisioterapeuta Flavinha (Flávia Siqueira) e o preparador físico Léo Cursino, que me ajudaram muito durante essa fase difícil da minha vida. Não é fácil ficar no banco sem poder entrar na quadra e mostrar que você é merecedora da convocação. Infelizmente, não foi possível daquela vez, mas agora eu tenho uma nova chance e vou me empenhar ao máximo para que tudo dê certo.
Como foi essa fase de treino com a seleção Osasco?
Me senti em casa. O Borracha é um ótimo técnico, estou aprendendo bastante. Só o conhecia de vista, nunca tinha falado ou treinado com ele. O Borracha é muito divertido, nos deixa bem a vontade dentro e fora das quadras. Foi uma excelente experiência e espero voltar para a próxima fase e ir ao Sul-Americano. Vou me dedicar mais do que cem por cento para que isso aconteça.

A preparação física da equipe é bem variada, tem musculação, pilates e o trabalho em quadra. Do ponto de vista de uma atleta, o que você acha do trabalho realizado pelo Léo Cursino?
Eu até gosto de ir malhar e fazer pilates, mas não posso dizer que adoro ir a academia. Eu reclamo às vezes, mas eu sei que é um trabalho importante para um bom rendimento em quadra. Acho que todo atleta sabe que a preparação física é uma parte importante do treinamento. Já estou acostumada com o trabalho do Léo, já que ele é o preparador do meu time também. Mesmo não gostando muito, procuro fazer tudo direitinho, conforme as instruções, para melhorar cada vez mais o meu físico que, conseqüentemente, vai interferir no desempenho dentro de quadra.
Você está sempre rindo e brincando. Como você consegue manter o bom-humor todos os dias?
Estar na seleção brasileira já é motivo de extrema felicidade. Se for para chorar, só se for de alegria por tamanha oportunidade. Jogar basquete é a minha vida. Além disso, eu tenho uma família maravilhosa e amigos sensacionais. Estou sempre cercada de pessoas que gostam de mim, que me apóiam nos momentos difíceis. Só tenho motivos para rir.
E o que mais gosta de comer?
Eu adoro chocolate, mas nem sempre dá para comer. Vida de atleta não é igual a dos outros. Não tem como abusar e comer uma barra inteira. De comida mesmo, gosto de quase tudo, menos queijo. Detesto queijo. Gosto de refrigerante, que é outra coisa que nem sempre dá para beber, e sucos diversos.
Que tipo de música te faz dançar?
Gosto de tudo. Black, pagode e até funk. O que eu não gosto muito é de sertanejo, mas mesmo assim eu danço um pouco. O importante é se divertir quando dá tempo. A rotina de atleta é bem pesada. Temos treino físico, técnico, tático, e ainda precisamos estudar. Então, em qualquer minuto de folga é bom ouvir uma música e dançar para distrair um pouco a cabeça. Jenny_meiascrocs

Sua mala veio com coisas diferentes. Fale um pouco das suas meias.
Essas meias eu ganhei da minha irmã. Primeiro, porque ela sabe que eu adoro. E, segundo, porque no final do ano passado, eu dei um presente para ela, justamente uma meia dessas, só que com umas borrachinhas embaixo antiderrapantes. E para retribuir o carinho, ela comprou essas duas para mim.
Além do tênis para jogar, que outro tipo de calçado você trouxe?
Eu adoro usar o meu croc. Eu acho muito lindo e, principalmente, confortável. Posso usá-lo em qualquer lugar, menos na quadra, é claro. Eu queria ter comprado um croc de uma cor bem chamativa. Já que é para comprar um calçado grande, por que não exagerar mais ainda? Mas, infelizmente, quando chegou na hora de dizer o meu número, o branco foi a minha única opção. Ter pé grande, tem dessas coisas. O bom é que ele combina com tudo e ainda veio com uns enfeites para ficar mais charmoso ainda. Todo mundo fala que é feio, mas eu gosto. E olha que eu tinha esquecido eles no apartamento, mas mandei uma mensagem para uma das minhas companheiras, que fez o grande favor de levar para mim no treino.

Jenny_Preta Além da Martha, com quem você dividiu o quarto na primeira fase, você trouxe uma outra companheira.
Não ando mais sem a Preta, a minha macaquinha de pelúcia. Ganhei de presente antes de vir para São Paulo no ano passado. Minha melhor amiga que me deu. Eu perguntei o que ela ia me dar de presente de despedida, que era o que todo mundo estava fazendo, e ela me respondeu que ia me dar um abraço. Na hora, achei um presentão, porque eu ia ficar bastante tempo sem um abraço dela. No dia que eu fui embora, ela foi na minha casa com esse bichinho e me perguntou se lembrava que ela ia me dar um abraço no dia que eu partisse. Quando respondi que sim, ela me falou que o bonequinho dava abraço para eu nunca esquecer dela. E vem escrito na blusinha “te levar para sempre”. Chorei muito nessa hora e dei o nome de Preta em homenagem a essa minha amiga. O nome dela é Jéssica, mas eu a chamo de Preta.