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quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Brasil estreia amanhã no Mundial contra a Coréia

20100922_339607_2209_Alessandra_WR_gde O Brasil entra em quadra nesta quinta-feira (dia 23) para enfrentar a Coréia na estreia no Campeonato Mundial Adulto Feminino. O jogo será às 10h15 de Brasília (15h15 local), na Arena Vodova, na cidade de Brno, na República Tcheca. Os canais SPORTV, ESPN Brasil e TV Esporte Interativo transmitem ao vivo. Brasileiras e coreanas já se enfrentaram nove vezes em competições oficiais com cinco vitórias para as adversárias. O último confronto entre as duas seleções foi nos Jogos Olímpicos de Pequim, em 2008. A Coréia venceu na prorrogação por 68 a 62.
 
— Estreia em qualquer competição dá um friozinho na barriga tanto nas jogadoras mais novas como nas mais experientes. A Coréia tem um estilo bem diferente do que estamos acostumadas. É um jogo muito veloz, que exige bastante dos adversários. Por elas serem mais baixas, podemos levar vantagem no garrafão, com as pivôs. Mas o fundamental será estarmos focadas, concentradas o tempo todo, porque qualquer descuido nosso, elas aproveitam. Temos que defender forte, marcar bem o chute de três pontos e tomar cuidado com os contra-ataques, que são muito rápidos — comentou a pivô Alessandra Oliveira.
 
A atleta jogou na Coréia, defendendo o Woori Bank em 2002 e 2006.
 
— Eram quase seis horas de treino por dia. Chegávamos às oito da manhã e tínhamos quase uma hora de alongamento e aquecimento. Depois voltávamos às duas da tarde e íamos até umas cinco. Era bastante tempo treinando. Levávamos quase duas horas na academia também. Tudo para eles é o detalhe. Foi uma ótima experiência, adorei a oportunidade e o tempo que passei na Coréia — finalizou a jogadora.
 
Depois da Coréia, a seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobras, vai enfrentar Mali na sexta-feira (24), às 15h15 de Brasília (20h15 local). No sábado (25), o adversário será a Espanha. O confronto será às 13 horas (18h local).
 
BRASIL
4. Adrianinha Pinto; 5. Helen Luz; 6. Karen Gustavo; 7. Franciele Nascimento; 8. Iziane Marques; 9. Damiris Amaral; 10. Sílvia Gustavo; 11. Fernanda Beling; 12. Palmira Marçal; 13. Alessandra Oliveira; 14. Érika Souza; e 15. Kelly Santos. Técnico: Carlos Colinas.
 
CORÉIA
4. Bo Mi Kim; 5. Ji Yoon Kim; 6. Sun-Hwa Jung; 7. Mi Sun Lee; 8. Yung Hui Lim; 9. Sunmin Jung; 10. Yeon Ha Beon; 11. Jung Eun Park; 12. Young Suk Kang; 13. Danbi Kim; 14. Kwe Ryong Kim e 15. Jung-Ja Sin. Técnico: Dal Shik Lim.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Adversário número 1: Coréia do Sul

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w-tiger A Coréia tem sido um adversário frequente no nosso caminho.

A vitória recente mais marcante foi na disputa do bronze em Sydney (2000), por 83-74, com prorrogação.

As duas últimas derrotas foram bastante amargas: nas quartas-de-final do Mundial da China (2002),  por 71-70; e na estréia em Pequim (2008), por 62-68, também com prorrogação.

O time mantém a base que jogou em Pequim, com pelo menos seis nomes se repetindo, entre eles o da cestinha na vitória contra o Brasil há dois anos: a ala Yeon Ha Beon (30 anos, 1,80m), também cestinha geral na campanha olímpica que valeu o oitavo lugar.

A segunda cestinha também está lá: Sun Min Jung, ala-pivô de 35 anos e 1,85m.

OLY-2008-BASKETBALL-BRA-KOR O time foi prata no último Asiático (2009), só perdendo seus dois jogos contra a China.

Além das duas veteranas que também foram cestinhas nesse torneio, os destaques foram a pivô Kwe Ryong Kim, 30 anos e 1,92m e a ala Jung Eun Kim, 23 anos e 1,80m. Essas últimas também estavam em Pequim.

A preparação aparentemente foi discreta, com amistosos com Taiwan e um período de aclimatação em solo tcheco.

O último encontro entre as duas seleções em Mundiais foi em 2006, com vitória do Brasil por 106-86, com 21 pontos de Iziane e 20 de Alessandra.



sábado, 26 de setembro de 2009

China, Coréia e Japão se classificam para o Mundial 2010

ADNA0585 Foi encerrada na quinta-feira a disputa do Asiático.

Disputado em Chennai (Índia), o torneio teve mais uma final entre China e Coréia, que não trouxeram muitas novidades.

O título ficou com a China, que fez 91 a 71.

Os destaques chineses foram Zengyu Ma (26 anos, 16 pontos), Chen Nan (26 anos, 17 pontos), Bian Lan (23 anos, 14 pontos e MVP do torneio), Chen Xiaoli (27 anos e 13 pontos) e Zhang Fang (25 anos e 11 pontos).

Na Coréia, ela mesma: Beon Yeon Ha, número 29 na idade e nos pontos. E – claro – Jung Sun Min, 35 anos e 17 pontos.

Na decisão do terceiro lugar, o Japão bateu Taipei (72-57) e ficou com a última vaga do continente para o Mundial da República Tcheca.

A cestinha? Noriko Koiso, 35 anos e 21 pontos. A segunda? Al Mitani, 31 anos e 16 pontos.

sábado, 9 de agosto de 2008

BRASIL 62 X 68 CORÉIA DO SUL


A derrota na estréia para a Coréia do Sul por 68 a 62 (26 a 28) na prorrogação tornou a situação do Brasil mais difícil no grupo A da competição feminina de basquete dos Jogos Olímpicos Pequim 2008. Após a partida no Ginásio Olímpico de Basquete da capital da China, o Cubo de Ouro, o técnico Paulo Bassul e as jogadores falaram sobre o que será preciso fazer para buscar a classificação em um grupo que ainda tem Austrália, Bielorrússia, Rússia e Letônia e classifica quatro times para as quartas-de-final.

"O time construiu o resultado o jogo todo e não soube fechar. Agora, é bola pra frente, tem que ver onde errou, não adianta lamentar. Já era difícil com certeza, a gente acabou dificultando ainda mais. Agora, é tentar acertar e surpreender, assim como fomos surpreendidas", analisou a armadora Karla.

Bassul acredita que os times que brigarão pelas vagas estão muito próximos: "A Rússia é uma equipe extremamente compacta, mas perdeu recentamente para a Letônia por dez pontos. A Letônia perdeu para a Espanha, que perdeu para o Brasil em Madri. Tem um equilíbrio ali, só a Rússia é um pouco acima da média. E, quando é assim, é o dia que resolve".

A pivô Kelly lembrou a campanha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Sydney, na Austrália, em 2000, para tirar forças para reagir: "O time perdeu para Canadá e França e acabou com o bronze. Basquete é superação mesmo. Infelizmente, o time errou bastante e basquete é jogo de quem erra menos. Agora, cabe à gente colocar a derrota no caminho inverso".

O discurso da armadora Adrianinha foi parecido, mencionando a crença na classificação e os erros que o Brasil não pode repetir na próxima partida, contra as Australiana, na segunda-feira, 11: "Não está nada perdido, tem que acreditar e jogar tudo o que tem contra a Austrália, mas erros não forçados contra time grande eles não perdoam mesmo".

Ela completou lembrando que a Espanha, quinta do ranking mundial, também perdeu na estréia, para a China. "Conhecendo a capacidade do time, acho que a gente podia ter um aproveitamento bem melhor. Mas isso faz parte. O time tinha que ter mais tranqüilidade no final porque errou bolas fáceis embaixo da cesta. O time delas errou bastante também e, nem assim, a gente conseguiu ganhar".

Quando faltavam três minutos para o fim do jogo, o Brasil abriu seis pontos de vantagem no placar. Para Bassul, "ali era a hora de ganhar o jogo". "O time manteve a defesa firme o tempo todo, como era o meu planejamento. Fiquei feliz com a defesa. Nesse momento, foi a hora em que jogo encaixou melhor, o ataque jogou mais solto. Mas o time trocou a cesta pelo cronômetro muito cedo. Isso é coisa para fazer só quando está faltando um minuto, fica trocando a bola e administrar o jogo. O Brasil feriu a Coréia mais não matou"

Na prorrogação, o número de jogadoras penduradas com quatro faltas (três) prejudicou o Brasil. "As jogadoras não sabiam se iam na bola e corriam o risco de ser excluídas ou não. Mas o time teve ao todo vinte nove erros em tentativas de cesta e não há defesa que segure isso", completou o técnico.


BRASIL (14 + 14 + 15 + 12 + 07 = 62)

Claudinha (5pts), Karla (3), Micaela (10), Êga (3) e Mamá (6). Depois: Adrianinha (10), Franciele (2 e 12 rebotes), Chuca (10), Kelly (13) e Karen (0). Técnico: Paulo Bassul.

CORÉIA (13 + 13 + 15 + 14 + 13 = 68)

Lee Mi Sun (4pts), Jin Mijung (0), Jung Sun Min (10), Beon Yeon Ha (19) e Kim Kwe Ryong (4). Depois: Kim Jung Eun (12), Park Jung Eun (0), Choi Youn-Ah (19), Sin Jung-Já (0), Yang Ji Hee (0) e Kim Yeong-Ok (0). Técnico: Jung Duk Hwa.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Pedras de Pequim: CORÉIA

Adversária da estréia do Brasil em Pequim, a Coréia, é um rival bem conhecido por nós.

O time é o atual campeão asiático, título conquistado em junho de 2007, após vitória sobre a China.

Por essa razão, o país garantiu antecipadamente a vaga para Pequim, sendo poupado da disputa do Pré-Olímpico Mundial.

Assim como as demais seleções asiáticas, a Coréia busca a recuperação em Pequim.

Depois de conseguir o quarto lugar nas Olimpíadas de Sydney-2000 (após perder a decisão do bronze para o Brasil) e no Mundial da China-2002 (após eliminar o Brasil nas quartas-de-final), a seleção não passou de um décimo segundo lugar em Atenas-2004, e de um décimo terceiro lugar no Mundial-2006, acompanhada de perto pelos outros representantes asiáticos: China (décimo segundo) e Taiwan (décimo quarto).

Um dos fatores para essa queda de produção é o envelhecimentos das principais jogadoras coreanas.

Um outro fator apontado é o fato de que as atletas domésticas estavam ocupando cada vez menos espaço na WKBL (a liga coreana), com a participação crescente de estrelas estrangeiras como Lauren Jackson, Tamika Cathings, Tina Thompsom, Alana Beard e Alessandra Oliveira no torneio.

Em função disso (e também por motivos econômicos), a presença de estrangeiras foi suspensa já na temporada 2007 da WKBL.

A Coréia ocupa a sétima posição no ranking mundial da FIBA, mas ainda assim a popularidade do basquete feminino é muito baixa no país.

Os maiores destaques são as pivôs Park Jung (31 anos, 1,80m), que chuta bastante da linha dos 3 e Sun Min Jung (34 anos, 1,86m) e as laterais Beon Yeon Ha (28 anos, 1,82m) e Kim Kwe Ryong (29 anos, 1,91m).

Um time já bastante experiente e menos adequado a executar o tradicional jogo coreano, pautado em velocidade, intensidade na defesa e arremessos de longa distância.

Mais nova e alta, Eunjoo Ha, 25 anos, 2,02m teve atuação destacada na final do Asiático, saindo do banco com uma contusão de Park Jung.

A pivô teve uma rápida passagem pelo Los Angeles Sparks, da WNBA. É irmã de Ha Seung-Jin, que já passou pelo Bucks, na NBA.

Em abril, a Coréia participou do torneio-teste em Pequim, e perdeu para Austrália, Estados Unidos, Cuba e China.

Suas únicas duas vitórias no evento foram contra o mesmo adversário: a Nova Zelândia.