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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A minha análise, com atraso

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No domingo 27 de setembro, a seleção feminina conquistou a Copa América, em Cuiabá, o primeiro título das mulheres na nova gestão da CBB e sob o comando de Hortência na direção do feminino.

Há exatos oito (!) anos, escrevia meu primeiro texto nesse blog (Michael e Maria), no qual conclamava que a Rainha retornasse ao lar do basquete, logo após uma outra conquista de Copa América, dessa vez em São Luís do Maranhão.

Se estou ( ou estava?) certo, só o tempo dirá, mas devo confessar que a nova conquista, a reunião das campeãs mundiais de 1994 e a dedicação juvenil das veteranas Helen e Alessandra acabaram por derreter a minha rabugem e talvez a análise saia mais benevolente que o necessário.

A seleção venceu o torneio invicta, com uma média de vantagem de 32 pontos sobre os adversários. Ainda assim, esteve irregular; é verdade. Mal esse que se estendeu sob os adversários e que traduz bem a pobreza do continente no universo do basquete feminino (- vale recordar a posição dos “vizinhos” no último Mundial: Argentina – nono, Cuba- décimo e Canadá – décimo primeiro). A Copa reforça a decadência de Cuba: já ausente das últimas duas Olimpíadas e agora também fora do Mundial. Confirma a ascensão da Argentina, novamente beliscando um espaço no cenário internacional às custas de uma irritante e quase insana dedicação defensiva.

A Copa passou e o momento é o de olhar para a frente, antes que o tempo passe e nos vejamos tentando driblar o improviso às vésperas do próximo Mundial.

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Em relação à Hortência, tão criticada, acho que a Copa encerra seu período de “observações”. E é a partir de agora que esperamos as ações. De qualquer maneira, é fundamental lembrar que Hortência vem do marketing, e suas ações iniciais tem sido atreladas mais a esse item do que à gestão propriamente dita. Ainda assim tem conseguido resgatar a auto-estima das nossas meninas, o que não é pouco.

Da comissão técnica, acredito que Paulo Bassul conseguiu por em prática o que pretendia teimosamente desde o início. O time funcionou bem, sem estrelismos. Foi possível um revezamento interessante, com jogadoras do banco convertendo-se em destaques mesmo nos jogos menos fáceis. Soube ainda lidar bem com as contusões de Micaela e Mamá. Do ponto de vista da defesa, grande obsessão do treinador, a seleção mostrou que sabe defender (bem), quando quer. Mas às vezes, ela não quer. No ataque, residem os maiores problemas da seleção. Há uma queda natural e evidente da pontaria, que é agravada por uma repetição extremamente monótona das jogadas. Alguém apontou na caixinha de comentários com propriedade que Bassul trabalha com dois auxiliares que lhe foram “impostos”. E talvez faça mesmo falta à comissão alguém que trabalhe essa deficiência do técnico e da equipe.

Não sei se Bassul será mantido no cargo. Sinceramente esperava mais dele no comando na seleção. E acho que até ele mesmo esperava mais de si. Bassul imaginava que apesar das aposentadorias ele seria capaz de manter o Brasil em alta no mundo do basquete. Mas as primeiras experiências têm mostrado que não e o técnico está tentando se adaptar desde que chegou ao cargo. Caso Bassul saia, a pergunta que não cala é: “Quem?”. Quem poderia assumir no momento a seleção brasileira? Eu realmente não sei, não vejo nenhum real candidato ao cargo e acho justo que ele tenha o direito ao menos de encerrar o ciclo iniciado em 2007.

Ainda no terrreno da comissão técnica, há Janeth, outra duramente criticada. Acho a maior parte das críticas dirigidas a ela injustas e preconceituosas. Janeth foi genial como jogadora e está se descobrindo como técnica. Vai ser necessário tempo até que ela se desenvolva e faça essa transição. Janeth tem uma excelente visão de jogo, comanda um projeto com bons resultados em Santo André, onde inclusive já realizou clínicas e é bem-intencionada. Os ingredientes são bons. Se vai funcionar, eu não sei. Mas ela, mais do que ninguém, merece a oportunidade.

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Para encerrar o capítulo comissão técnica, acho importante que a nova gestão adicione aos avanços já implementados um trabalho psicológico sério. É nítido o reflexo da ansiedade das atletas em alguns momentos do jogo e é preciso ter mais força emocional para estar entre os grandes.

Em relação às jogadoras, gostaria de fazer as seguintes observações.

Helen – Jogou com extrema dedicação e ainda é (muito) útil. Mesmo nos dias em que não está tão inspirada (como na decisão), sua presença em quadra traz tranqüilidade ao grupo e organização.

Adrianinha – outra grande armadora, extremamente capaz e difícil de intimidar. Ainda em grande forma, mas apresentando alguma dificuldade em conter a velocidade das armadoras adversárias.

Natália – respondeu bem às oportunidades que teve. O maior problema que vejo na armadora caçula é que foi moldada por um técnico que privilegia a velocidade e o ataque (Ferreto). Em função disso, tem uma dificuldade natural em ser comandada por técnicos que desenvolvem um trabalho tático mais elaborado, seja no clube (Branca) ou na seleção (Bassul). Em alguns momentos em quadra e durante os diálogos com Bassul, é evidente a dificuldade da jogadora em ler o jogo. E certamente esse é um déficit a ser trabalhado.

Micaela – novamente a jogadora apresentou problemas físicos durante a competição, o que infelizmente não é novidade em se tratando da talentosa Micaela. No entanto, a fase da jogadora não é boa em clubes ou na seleção. Talvez Kaé tenha sido a que mais se abateu com o resultado em Pequim. Defendo que a convocação de uma atleta seja em função do que ela apresenta e não em função do seu histórico. E é por isso que acredito que seja o momento de Micaela ser afastada. Se voltar a apresentar um bom e confiante basquete, que volte. Por enquanto, no entanto, acho mais sensato que se comece a trabalhar com um novo nome.

Fernanda – na minha opinião, foi das surpresas mais agradáveis do grupo. Assumiu a posição de titular mostrando qualidades até então ocultas, principalmente na defesa. Colaborou muito em aspectos que os números nem sempre retratam. E no ataque, conseguiu se virar mesmo com uma limitada capacidade de drible, convertendo-se na jogadora brasileira mais levada à linha do lance-livre, onde teve 75% de aproveitamento.

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Karen – também teve uma grande participação. Defendeu com precisão e atacou com competência. Faltou um pouco mais de pontaria nos arremessos de longa distância e de ajuda à transição.

Sílvia – marcada pela atuação na decisão, o saldo é extremamente positivo para uma jogadora que parecia ter perdido o fio da meada em certo ponto da carreira. A Copa marca o resgate da atleta, que mostrou condições de atuar nas posições 3 e 4. Interessante notar, que assim como com outras irmãs em quadra, há uma sintonia fiel entre as Gustavos e um aumento na produção quando ambas dividem tempo em jogo.

Palmira – a atuação na Copa repete o mau desempenho do Pan-2007 e sinaliza que realmente não há qualquer justificativa para insitir. Dessa vez, a ala jogou na sua posição habitual, chegou a ser titular (!) nos amistosos e não conseguiu mostrar nada. Seu jogo se limita aos frenéticos arremessos de três e seus passes são ruins e desprovidos do mínimo de criatividade.

Alessandra – em resumo: a mulher é um colosso. Vou usar o espaço para registrar a chatice dos comentários de Roby Porto e Byra Bello sobre os lances-livres da pivô. Afe!

Mamá – não acho que a pivô tenha feito um mau papel na Copa. Muito pelo contrário. Mamá tem qualidades: é inteligente, disciplinada e está em boa forma. Mas é preciso olhar para a frente e preparar uma sucessora. E há boas candidatas para a vaga.

Franciele – mais jovem dos grupo, Franciele voltou a mostrar do que é capaz quando bem treinada. Chegou à Copa em uma forma física impressionante, com uma impulsão fenomenal. Além disso, teve evoluções nítidas no entrosamento com o grupo e na leitura do jogo. É torcer para que a curva da menina siga ascendente, apesar de o cenário (II Divisão Espanhola) ser desfavorável.

Kelly – eu não acredito que vou falar isso mais uma vez, mas é inevitável. A pivô está nitidamente acima do peso. E não é de hoje. A primeira questão é que Kelly chegou a ser cortada por Bassul para o Pré-Olímpico, em 2007. Era a primeira competição do treinador com a seleção adulta e talvez a intenção fosse marcar que era preciso estar bem (fisicamente, inclusive) para estar na seleção sob o seu comando. Pois não foi o que aconteceu. Sem opções, o treinador voltou a recorrer à Kelly mesmo fora de forma. E é triste ver uma jogadora do nível de Kelly “jogando bem, apesar de fora de forma”. Ela merecia mais. Mas não foi o que aconteceu na Copa: Kelly esteve mal e pagou o mico de não entrar um minuto em quadra na partida da decisão. O pior é que parece que nem Kelly nem Bassul têm aprendido com os episódios. Nem ela emagrece, nem ele a corta. Coloco-a na mesma situação de Micaela: sem seleção até sair da zona de acomodação.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Entrevista - Helen Luz (CBB)


A armadora Helen Luz foi um dos destaques do Brasil na conquista do título da 6ª Copa América/Pré-Mundial Feminino, que terminou no último domingo (dia 27) em Cuiabá. A atleta foi a cestinha do time nacional, com 60 pontos em cinco jogos, foi a líder do campeonato nos arremessos de três pontos, com média de 8,4 pontos (42 no total). Além disso, foi a segunda melhor nas assistências, com média de 3,60 (18). Helen, que completará 37 anos em novembro, foi um exemplo de experiência, disciplina e amor pelo país não só durante o campeonato como nos quase três meses de preparação na cidade paulista de Barueri. Para as companheiras de equipe, a jogadora é uma inspiração e está sempre pronta a ajudar no que for preciso. Em sua quarta Copa América, Helen se tornou a recordista em participações na competição, com três títulos (já havia ganho em 1997 e 2001). Com fôlego de menina, a jogadora já está na Espanha, onde se apresenta nesta quinta-feira (dia 1º) ao Hondarribia Irun, clube que defende pela segunda temporada seguida. Fora das quadras, Helen segue com outro grande compromisso em sua vida: O “Cesta de Três”, projeto social dirigido por sua irmã Cintia Luz, que ensina basquete a crianças e jovens em Louveira, cidade onde mora.


Como foi a conquista da Copa América?

Maravilhosa. Foi fruto de mais de dois meses de preparação, com tranquilidade e sem atropelamentos. O título foi consequência de um belo trabalho de equipe, onde cada uma de nós soube dar sua parcela de contribuição para o sucesso do grupo. Com isso, atingimos os dois objetivos, que eram a vaga para o Mundial de 2010 e o título da competição.

Qual o segredo para chegar quase aos 37 anos em tão boa forma?

Trabalho, disciplina dentro e fora de quadra e, acima de tudo, amor pelo que faço. Cuido muito da minha saúde, desde o treinamento correto à alimentação. Sigo as orientações dos profissionais que trabalham comigo nos clubes e na seleção. Foi por isso que consegui chegar até aqui jogando um basquete de alto nível.


A Copa América em Cuiabá foi a sua sexta competição internacional disputada no Brasil. A torcida brasileira ainda te surpreende?

Sempre. Sinto-me privilegiada por ter tido a chance de defender o Brasil dentro de casa. Joguei em São Paulo, Maranhão, Espírito Santo e agora, Cuiabá. A torcida brasileira é diferenciada mesmo. Alegre, criativa e apoia o time o tempo inteiro. Além do carinho do público, é uma oportunidade de jogar para a família assistir, o que dá ainda mais emoção para gente.

Fale um pouco sobre seu projeto social “Cesta de três”.

É o meu grande xodó atualmente. Eu, minhas irmãs Cíntia e Silvia, além do meu marido Otávio nos dedicamos ao máximo ao projeto. Com a Cíntia já parou de jogar, é ela quem está a frente do trabalho. Eu, Otávio e Silvinha trabalhamos quando estamos no Brasil. As crianças adoram e estão até aprendendo um pouco de espanhol quando têm aula com meu marido. O esporte é um meio de educação espetacular e as crianças e jovens que estão descobrindo o basquete vão se apaixonando pela modalidade, que é dinâmica e divertida. O projeto funciona em dois turnos, atendendo a crianças e jovens de 9 a 17 anos, em parceria com a Prefeitura de Louveira, onde eu e minha família moramos.


Deixe uma mensagem para quem pensa em jogar basquete como você.

O basquete, como qualquer esporte, exige dedicação e empenho. Às vezes, é preciso abrir mão de boa parte de nossa vida social e pessoal. Mas vale a pena o esforço. Ser atleta e representar seu país é o maior orgulho profissional. Para ser um atleta de alto nível é preciso trabalho exclusivo ou a carreira acaba cedo.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Hortência vê futuro difícil para o basquete (R7)

Agora dirigente, estrela do basquete prevê "muitos problemas" com categorias de base

Fernando Franco

Brasil_Campeon501 Hortência Marcari, hoje dirigente na Confederação Brasileira de Basquete, está pessimista em relação ao futuro do basquete brasileiro feminino. A paulista, tida como uma das maiores jogadoras do todos os tempos e campeã mundial pelo Brasil em 1994, acompanhou a vitória na Copa América da seleção brasileira, que derrotou no domingo (27) a Argentina na final por 71 a 48, em Cuiabá.

Porém, depois de apenas alguns meses trabalhando nos bastidores do basquete, sua visão sobre as futuras atletas do Brasil no esporte não é animadora. Publicamente contrária ao presidente anterior da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, Hortência culpa o abandono do esporte nas suas categorias mais jovens pela "seca" atualmente encontrada nas equipes juvenis.
- Vamos ter muitos problemas. Há dez anos não é feito no basquete um trabalho de investimento na base. Muitos garotos e garotas que jogam não foram descobertos e a geração que está aparecendo agora não é excepcional. Vamos ter muito trabalho no futuro.

Veteranas como Alessandra e Helen Luz aceitaram voltar para a seleção de Paulo Bassul após pedido da dirigente, que percebeu a necessidade de uma equipe mais experiente. As duas foram centrais na conquista do título em Cuiabá. Há muito tempo atletas e técnicos pediam uma maior participação de Hortência nos bastidores do esporte, mas apenas quando Grego saiu da Confederação foi possível sua entrada na entidade.

- Eu cheguei a procurar o Grego, mas ele não me deu a oportunidade na época. E tive que me posicionar uma hora, contra tudo o que estava acontecendo no basquete. Apoiei a mudança de gestão, as alterações no estatuto... Aí o Carlos Nunes (atual presidente) entrou e eu senti que as coisas estavam melhores. E em uma reunião ele disse que eu tomaria conta do feminino. Era o que eu sempre quis.
Hortência diz que existem projetos que podem ajudar as categorias de base, como o programa social Basquete do Futuro, da própria CBB, mas isso não basta. É preciso, segundo ela, de um método de ensino para os atletas e cursos para professores, além da troca de informações entre técnicos experientes e treinadores de base.

Veteranas do basquete e técnico Bassul apoiam Hortência

Se depender das jogadoras mais experientes e do técnico da seleção Paulo Bassul, Hortência tem carta branca para trabalhar nos bastidores do basquete. A paulista, que completou 50 anos na última quarta-feira (23), recebeu o apoio do time campeão na Copa América quando assumiu as seleções femininas nacionais, há quatro meses.

Alessandra, pivô de 35 anos do Brasil e parceira de Hortência na conquista da medalha de prata na Olimpíada de Atlanta-1996, diz que a Confederação Brasileira de Basquete precisa melhorar muito as categorias de base do país.

- A situação não está boa. Não tem atenção para a base. Parece que tudo o que construímos até 2006 (quando o Brasil ficou em quarto lugar no Mundial em São Paulo) acabou em três anos. Está um pouco desanimador.

O técnico Bassul, por sua vez, aplaude este início de trabalho de Hortência. Para ele, um nome forte por trás da seleção era o que faltava.

- O que eu mais estou gostando é que ela está brigando pelo basquete feminino. Eu precisava de uma pessoa que fizesse isso na Confederação. Com ela cuidando das coisas fora da quadra, fico tranquilo para fazer o meu trabalho.

Hortência trouxe as melhores atletas para a seleção e tentou até convencer Iziane, brigada com o técnico do Brasil. A ala, porém, não aceitou. Hortência resume sua missão como dirigente com uma frase: é preciso mudar a imagem do basquete.

- Para isso temos que vencer. É assim que você consegue mudar a visão das pessoas, do basquete que sempre perde. Fui atrás das jogadoras e disse: 'o basquete precisa de vocês'. Mas a grande estrela da seleção é a camisa. Quem não quis assim, ficou fora.

"Sem a Hortência eu não voltaria para a seleção", afirma AlessandraBrasil_Campeon502

A pivô mais experiente da seleção brasileira de basquete, Alessandra, 35 anos, revelou em entrevista exclusiva ao R7 que só aceitou retornar ao time nacional graças à Hortência. Após três anos de ausência e brigas com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a paulista voltou a jogar pela equipe na na Copa América em Cuiabá, que terminou com o Brasil campeão neste domingo (27) sobre a Argentina.

Alessandra foi convencida por Hortência, hoje responsável pelo departamento feminino da CBB, a jogar. A atleta está processando a Confederação porque o antigo presidente Gerasime Bozikis, o Grego, se recusou a cobrir o seguro de suas despesas médicas quando Alessandra se machucou no Campeonato Mundial de São Paulo, em 2006. Agora com Grego fora da entidade e com Paulo Bassul no comando da seleção, Alessandra voltou ao time.

- Acho que se não fosse a Hortência eu não voltaria. Eu teria que pensar muito, sem ela eu dificilmente voltaria. A Hortência me chamou e apresentou o seu projeto para mim e para a Helen e decidimos jogar. Ela está tentando salvar o basquete feminino.

A decisão não foi fácil para Alessandra. Além da briga com a CBB, a jogadora casou há poucos meses e teve de cancelar a lua de mel para se concentrar em Barueri (SP) com o resto do grupo antes da Copa América. Ela precisou encarar fortes treinos físicos e se adequar à equipe reformulada de Bassul, repleta de jovens atletas. Alessandra conta que decidiu jogar por conta de sua história ao lado de Hortência.

- Tive de abdicar de muitas coisas pessoais para estar aqui. Mas eu e a Hortência temos um histórico, tivemos muitas alegrias juntas. Acho que isso me fez pensar na decisão de voltar. É um novo ciclo no basquete feminino e estou bastante otimista. Precisamos levantar o feminino com vitórias, não só no adulto mas também nas categorias de base.

Fonte: R7

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Com título em Cuiabá, técnico da seleção de basquete deve ser mantido

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“Me orgulho por estar no Brasil e ter feito parte de uma competição tão organizada como essa, onde tudo, absolutamente tudo funcionou como um relógio. A organização está de parabéns. Cuiabá, Mato Grosso estão de parabéns pois poucos lugares no mundo têm ginásios com esse padrão de onde os jogos foram realizados. Pra gente foi emocionante jogar aqui com ‘casa" cheia e uma torcida super animada e que deu um show de incentivo esta noite", disse o técnico da Seleção Brasileira de Basquete Feminino, Paulo Bassul, na noite deste domingo (27.09), logo após a conquista do ouro e o tricampeonato pela Copa América.

Bassul elogiou a tática utilizada pelo técnico argentino para tentar neutralizar o ataque do time brasileiro chamada de ‘defesa mista’. "Durante o primeiro quarto o nosso time ficou um pouco perdido a procura da Adriana e da Helen, que estavam sob marcação pesada das argentinas. A partir do momento que as outras jogadoras do time começaram a jogar mais soltas as coisas voltaram ao normal e o jogo voltou a fluir novamente. O grupo mereceu essa vitória pois há tempos vem trabalhando bem unido para isso", disse ele.

Durante entrevista coletiva, o técnico se negou a falar sobre o futuro da seleção, já que o seu contrato chegou ao fim junto com a Copa América. "Sempre deixei muito claro que o meu cargo pertence à Confederação Brasileira de Basquete (CBB), e não posso falar de futuro porque o meu contrato acaba hoje. Meu coração é da seleção, mas vamos ter de esperar até uma reunião com a diretoria para saber se fico, pois era um acordo que eu já tinha antes do início dos jogos", finalizou o técnico, que comentou também que foi uma surpresa para ele o time de Cuba não ter ficado entre os três primeiros e se classificado para o mundial.

Fonte: Só Notícias

Adrianinha é eleita a melhor jogadora da Copa América de basquete

Além do título de MVP, armadora de 30 anos também foi destaque nas assistências

A armadora Adrianinha, uma das mais experientes do grupo da seleção feminina de basquete que conquistou a Copa América de 2009, além da medalha de ouro tem mais dois motivos para comemorar. A jogadora de 30 anos foi eleita o destaque do torneio e também a melhor nas assistências. O Brasil derrotou a Argentina na decisão por 71 a 48 na noite de domingo.

– Eu divido esses prêmios com minhas companheiras e a comissão técnica. Fizemos uma partida de recuperação e mostramos a força do basquete feminino do Brasil. Conseguimos alcançar todos os objetivos baseadas no trabalho em equipe e na solidariedade dentro e fora da quadra – declarou.

CBB quer sediar mais eventos internacionais

Após a realização da Copa América, disputada durante uma semana no Ginásio Aecim Tocantins, o presidente da CBB, Carlos Nunes, quer trazer um Campeonato Sul-Americano de base para a capital do Mato Grosso, em 2010. Segundo o dirigente, a participação do Estado e a infraestrutura cedida para a realização do evento foi importante para o sucesso da competição.

– Essa é a nossa intenção e vamos fazer o que estiver ao nosso alcance. O saldo da Copa América é extremamente positivo e mostramos para a FIBA, FIBA Américas e a ABASU que o Brasil tem todas as condições de sediar grandes eventos internacionais. Tenho certeza de que o governo estadual nos dará todo o apoio novamente – declarou.

Fonte: Clic Esportes

Bastidores da preparação da seleção em Barueri

domingo, 27 de setembro de 2009

Final da Copa América 2009: Brasil 71 x 48 Argentina

Bela conquista das meninas, numa atuação brilhante de Sílvia Gustavo.

Muito bonito ver a dedicação genuína de Helen e Alessandra, que voltaram para a seleção esbanjando vontade e confirmando o talento de sempre.

Emocionante o beijo de Sílvia no filho e na tia Roseli e ainda os olhos marejados de Janeth.

Vou dormir.

Durante a semana, tento analisar esses últimos cinco dias.

Parabéns para as meninas e para a comissão técnica!

Canadá bate Cuba na prorrogação (59-49) e fica com última vaga para o Mundial

Argentina vence Canadá e faz final com o Brasil

ARGxxCAN_01 A Argentina está na final da 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial de Cuiabá, que está sendo disputada no ginásio Aecim Tocantins. Com a vitória sobre o Canadá por 63 a 53 (28 a 22 no primeiro tempo), as argentinas garantiram a vaga para o Campeonato Mundial da República Tcheca, em 2010. A armadora argentina Marcela Paoletta foi a cestinha do jogo com 15 pontos. O destaque canadense ficou com a armadora Teresa Gabriele que marcou 13 pontos. Brasil e Argentina decidem neste domingo (21h30 de Brasília) o título da competição, enquanto Cuba e Canadá disputam a medalha de bronze (19h30) e a última vaga para o Mundial.
 
— Foi um jogo histórico porque além de conseguirmos a vaga para o Mundial vamos disputar a final da Copa América pela primeira vez. Será uma final sul-americana, mas o retrospecto é todo favorável ao Brasil. Vamos jogar sem pressão, mas com a responsabilidade de fazer sempre o melhor em busca da vitória — comentou o técnico Eduardo Pinto, da Argentina.
 
— Apesar da derrota estou muito orgulhosa de minhas jogadoras porque lutaram até o último segundo. Conseguimos fazer um bom trabalho defensivo, mas cometemos muitos erros no ataque que acabaram nos custando a derrota. Para ganhar de Cuba precisamos melhorar muito nossos arremessos — disse a técnica Allisson McNeil, do Canadá.
 
ARGENTINA (19 + 09 + 14 + 21 = 63)
Fernandez (13pts), Sanchez (10), Reggiardo (4), Pavon (2) e Paoletta (15). Entraram: Gatti (4), Cava (5), Burani (4), Flores (0), Mendoza (4) e Cejas (2). Técnico: Eduardo Pinto.
 
CANADÁ (10 + 12 + 15 + 16 = 53)
Adams (8pts), Aubry (3), Chapdelaine (9), Gabriele (13) e Smith (7). Entraram: Riverin (7), Bekkering (0), Achonwa (1), Pinske (0), Adrian (0) e Tatham (5). Técnica: Allison McNeil.

CBB repete homenagem às campeãs mundiais durante Copa América

20090927_289696_2609_Homenagem_gde A delegação brasileira medalha de ouro no Campeonato Mundial Adulto Feminino da Austrália foi homenageada pela segunda vez pela CBB. O presidente da entidade, Carlos Nunes, entregou um quadro com a foto oficial da equipe em 1994. Estiveram presentes as jogadoras Adriana Santos, Alessandra, Cintia Tuiu, Dalila, Helen, Hortência, Janeth, Roseli e Ruth. A comissão técnica foi representada por Raimundo Nonato, Miguel Ângelo da Luz e Sérgio Maroneze.
 
— No dia 13 de junho, no Rio de Janeiro, fizemos uma homenagem para elas no intervalo do quinto jogo da final do NBB. Mas fizemos questão de trazê-las para Cuiabá porque aqui delas estariam torcendo pela seleção brasileira e revivendo a emoção de uma Copa América. Precisamos manter viva na lembrança as conquistas do basquete brasileiro — afirmou o presidente da CBB, Carlos Nunes.
 
— Voltei a defender a seleção brasileira depois de três anos e no mesmo dia que classificamos o Brasil para mais um Mundial recebemos essa homenagem pelos 15 anos de uma conquista inédita. Foi muito bom e emocionante rever minhas companheiras e dividir o carinho com a torcida. Eu só tenho que agradecer pela lembrança — disse a pivô Alessandra.

sábado, 26 de setembro de 2009

"Eu queria jogar basquete eternamente", diz Janeth

Juliana Michaela

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A ex-jogadora de basquete, Janeth dos Santos Arcain, 40 anos, é auxiliar do técnico Paulo Bassul, na Seleção Brasileira feminina de basquete. Ela é remanescente do time da Hortência e da Paula.

Possui no currículo a participação nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992), Atlanta (1996) e Sydney (2000), além do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana (1991) e ser tetracampeã da WNBA pelo Houston Comets, liga americana de basquete feminino.

A saudade das quadras ainda é sentida pela ex-jogadora que afirmou em entrevista ao Terra que em alguns momentos sente falta das quadras e queria jogar basquete eternamente.

Nessa nova fase da seleção brasileira, foram convocadas jogadoras mais experientes para auxiliar as novatas, o que para Janeth é uma mistura que está dando certo.

A ex-jogadora falou ainda sobre como é trabalhar junto com a Hortência e o técnico Paulo Bassul, além do seu projeto de ser uma treinadora no futuro.

Terra - Depois de 21 anos defendo a camisa brasileira, como é voltar às quadras como assistente técnica?
Janeth - Está sendo muito bom, além da experiência que passei como jogadora, a vivência que estou tendo como técnica agora. Isso está sendo muito positivo para mim, para a comissão e todas as jogadoras. Espero que tudo isso venha agregar nessa nova função que tenho.

Terra - Existem momentos que sente vontade de entrar na quadra para jogar?
Janeth - Saudades eu sinto sim, faz pouco tempo que parei de jogar. Mas de certa forma eu mato essa saudade, na hora que estamos ali dando treinamento, orientando. Essa saudade acaba passando nesse momento. Dá vontade de estar ali sim. Eu queria jogar basquete eternamente (risos).

Terra - Qual a avaliação que faz dessa equipe que tem uma mistura entre estreantes e experientes?
Janeth - Esse mix está dando certo, as jogadoras estão centradas no objetivo, na meta que tem, na classificação para o Mundial. A equipe deu certo antes quando fizemos essa mescla de idades e experiências, e conseguimos resultados. Esperamos conseguir agora.

Terra - A falta da presença das jogadoras experientes foi o que causou o resultado modesto em Pequim?
Janeth - São vários fatores que podem ter acontecido. Internos e externos que influenciaram anteriormente. Agora é uma nova etapa, um novo momento. A gente aprendeu muita coisas com o que aconteceu, para que nós não possamos cair no mesmo erro e arrume o que está faltando. Essa boa sorte começou desde a posse da nova gestão da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e acreditamos que com isso, o basquete pode alavancar agora.

Terra - Como é a sua relação com a Hortência nesta nova fase da Seleção?
É muito bom, estamos sempre conversando, dizendo o que está acontecendo, como o grupo está, da experiência que estamos trocando. Está sendo muito bom e muito útil, e a gente só quer que tudo isso sirva para incentivar o basquete brasileiro.

Terra - Ela é "brava"?
Janeth - Não, imagine. A Hortência está lutando da mesma forma que ela lutava como atleta, agora fora de quadra para que os objetivos e coisas que anteriormente não aconteciam aconteçam, e que a gente consiga diminuir o caminho que nos tínhamos para conquistar as nossas metas e títulos. Ela sabe das coisas que são necessárias para isso. Nessa diminuição do caminho, você tem menos tempo para percorrer e ela está sendo muito útil para isso.

Terra - Quais são as suas apostas nesta nova fase da Seleção?
Janeth - Primeiramente é classificação para o Mundial e a segunda meta, é ser campeã. Eu estou muito positiva. É um grupo fechado, focado, e isso faz com que tenhamos um pensamento positivo de chegar onde queremos.

Terra - Do que você sente mais falta da época de jogadora e do que não sente?
Janeth - Eu sinto falta de jogar e não sinto falta de treinar (risos).

Terra - Por que?
Janeth - Ah, ia ser bom entrar na quadra só para jogar. É um outro momento, é uma outra sensação. Treinar eu não sinto mais falta, isso eu tenho certeza.

Terra - Treinar é muito chato?
Janeth - Não, é que tem uma rotina que torna cansativo fisicamente e mentalmente. Então é por isso, eu sabia que eu tinha que treinar para atingir o meu objetivo e ápice. Hoje eu vejo que treinei muito mesmo. Hoje eu estou em outra fase e não preciso dos treinamentos.

Terra - Você pretende no futuro dar um passo e virar treinadora?
Janeth - A gente sempre está buscando coisas melhores. Eu diria que tenho essa meta a curto prazo, de estar aqui com a Seleção e a Seleção sub-15, que vamos disputar o Sul-Americano em novembro. Enfim, depois vamos sentar e traçar outras metas futuramente.

Terra - Como é o seu trabalho diário com o Bassul?
Janeth - A gente está sempre conversando, trocando idéias, conhecimentos, fazendo reuniões, onde decidimos algumas coisas em conjunto e alguns detalhes. Falamos sobre as equipes, os adversários, as jogadoras de fora, as nossas jogadoras. Pensando também em um futuro próximo. Estamos sempre trocando idéias, e informações. Isso é importante para o nosso crescimento também.

Terra - O calor daqui de Cuiabá tem influenciado na preparação dos jogos?
Janeth - Olha, nós estamos tendo sorte. Chegamos na sexta-feira em um dia muito quente, aí foi tendo uma chuvinha e foi mudando. Para nós está ótimo, estamos em um clima que estávamos em São Paulo. Até agora não sentimos, mas em relação a alimentação e repouso, as meninas estão conseguindo repor muito bem e estamos preparadas para a estréia de hoje.

Fonte: Terra

Adriana participa da homenagem pelo título mundial

A jogadora da VivoSabor/Unimed/Folhamatic, Adriana Santos, vai receber neste final de semana uma homenagem da CBB (Confederação Brasileira de Basketball) pelos 15 anos de conquista do Campeonato Mundial. A homenagem vai ser realizada na Copa América que acontece até o dia 27 de setembro, em Cuiabá (MT).

“Receber esta homenagem é muito gratificante. O titulo que conquistamos em 1994 significou muito para mim e para a minha carreira. Foi a minha conquista mais marcante. Foi a partir desse título que a seleção brasileira passou a ser respeitada. Depois dele, conquistei pela seleção a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a de bronze em Sydney (2000)”, falou Adriana.

Argentina derrota Cuba, que fará semifinal com o Brasil


A Argentina superou Cuba por 85 a 81 na prorrogação, após empatarem no tempo normal em 72 pontos (37 a 36 no primeiro tempo). A partida foi a mais equilibrada da 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial, de Cuiabá, que está sendo disputada no Ginásio Aecim Tocantins. As cestinhas foram a argentina Marcela Paoletta e a cubana Clenia Noblet, com 22 e 21 pontos, respectivamente. Com a vitória, a equipe treinada por Eduardo Pinto garantiu a primeira colocação do grupo “B”, com seis pontos, e enfrenta neste sábado (22h45 de Brasília) o Canadá na semifinal. As cubanas enfrentam o Brasil, líder do grupo “A” na outra semifinal (20h30). O SPORTV transmite ao vivo os dois confrontos.

— Estou muito contente pela vitória, mas poderíamos ter definido o jogo no tempo normal. Mesmo no tempo extra a equipe lutou até o fim em busca de um resultado positivo. Agora vamos deixar a euforia de lado e pensar na semifinal. Vai ser um jogo muito difícil porque o Canadá tem uma grande equipe e trabalha muito bem a bola no ataque. Precisamos fazer uma defesa forte e jogar com velocidade — analisou o técnico Eduardo Pinto, da Argentina.

— Uma seleção que consegue apenas 17% de aproveitamento nos arremessos de três pontos (4 em 24 tentativas) não vai chegar a lugar nenhum. Fomos muito mal e precisamos melhorar bastante para enfrentar o Brasil. Vamos analisar a partida do Brasil contra o Canadá para fazer o scout e passar para as jogadoras — disse o técnico Alberto Zabala.

A rodada deste sábado começam às 16 horas com a disputa de dois jogos valendo do quinto ao oitavo lugares: Porto Rico x Venezuela e República Dominicana x Chile (18h15). Os ganhadores brigam pelo quinto lugar no domingo, enquanto os perdedores jogam pela sétima posição.

De acordo com o regulamento da Copa América, na primeira fase as seleções jogaram entre si, nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificaram para a semifinal, no sistema de cruzamento olímpico: A1 x B2 e B1 x A2. Os ganhadores decidem o título no domingo (21h30), e os perdedores disputam a medalha de bronze (19h30).

ARGENTINA (19 + 18 + 20 +15+13 = 85)

Fernandez (16pts), Sanchez (15), Reggiardo (16), Pavon (6) e Paoletta (22). Entraram: Landra (2), Gatti (0), Cava (0), Burani (0), Flores (0), Mendoza (8) e Cejas (0). Técnico: Eduardo Pinto.



CUBA (17 + 19 + 23 + 13 + 9 = 81)

Gelis (12pts), Amargo (16), Avila (7), Calvo (4) e Cepeda (7). Entraram: Casanova (7), Lazára Dominguez (0), Soría (2), Noblet (21), Fernández (0) e Hechavarria (5). Técnico: Albetto Zabala

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Copa América: Brasil 61 x 45 Canadá

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A seleção brasileira adulta, patrocinada pela Eletrobrás, manteve os cem por cento de aproveitamento na 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial, de Cuiabá, que está sendo disputada no Ginásio Aecim Tocantins. Em um jogo equilibrado, as meninas do Brasil derrotaram o Canadá por 61 a 45 (26 a 18 no primeiro tempo) e fecharam sua participação na liderança invicta do grupo “A”, com seis pontos. As principais pontuadoras da partida foram Fernanda Beling e Alessandra Oliveira, com 12 pontos. Pelo Canadá, Teresa Gabriele foi a cestinha com 10 pontos.

A técnica do Canadá, Allison McNeil, destacou a força da marcação brasileira.

— A defesa da seleção foi uma muralha e fez a diferença em um jogo equilibrado. Conseguimos fazer as jogadas no ataque, mas sempre esbarrávamos na boa marcação do Brasil.

A armadora Kaela Chapdelaine concorda com a técnica.

— Elas dificultaram demais as nossas infiltrações e venceram a partida. Na semifinal não podemos escolher adversário. Venha quem vier faremos um grande jogo para garantir a vaga na final e no mundial.

Pelo lado brasileiro o técnico Paulo Bassul ressaltou a determinação da equipe.

— As meninas fomos guerreiras na marcação e dificultaram ao máximo as ações ofensivas do Canadá. Esse, aliás, tem sido o nosso ponto forte na competição. O trabalho da defesa sustenta a equipe. O ataque também teve seu lado positivo. Se tivermos um pouco mais de tranqüilidade nas finalizações, vamos conseguir aumentar o placar a nosso favor. Aproveito para destacar o desempenho de duas atletas veteranas na seleção: Helen e Alessandra. São jogadoras de talento comprovado, que vestem a camisa com amor.

A pivô Alessandra reforçou as palavras de Bassul com relação a pontuação canadense..

— Deixar o Canadá abaixo dos 50 pontos foi um grande feito. Hoje em qualquer competição internacional, seja masculina ou feminina, é um grande feito você deixar o adversário fazer menos de 50 pontos. Estou muito feliz com meu retorno à seleção. Estou aqui para somar com minhas companheiras. Não importa quantos pontos eu faça. O mais importante é ajudar a equipe a conquistar as vitórias.


BRASIL (17 + 9 + 19 + 16 = 61)

Adrianinha (5pts), Helen (6), Fernanda (12), Mamá (0) e Kelly (4). Entraram: Karen (7), Natalia (4), Micaela (4), Alessandra (12), Franciele (8) e Silvia Gustavo (3). Técnico: Paulo Bassul.



CANADÁ (10 + 8 + 16 + 11 = 45)

Adams (4pts), Aubry (4), Chapdelaine (2), Gabriele (10) e Smith (4). Entraram: Riverim (0), Adrian (0), Bekkering (4), Pinske (2), Achonwa (9), Weigl (2) e Tatham (4). Técnica: Allison McNeil.
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Sem tempo para comentar, mas eu gostei.

Até amanhã.

A Super Cleide

Quem disse que fã e ídolo não podem ser amigos não conhece a relação de Cleide Leone com a seleção feminina adulta de basquete, patrocinada pela Eletrobrás. A paulista de 50 anos se apaixonou pelo esporte em 1983, vendo a dupla Paula e Hortência no Campeonato Mundial de 1983, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. A partir daí, o basquete feminino ganhou uma fã ardorosa, que acompanha as valentes e talentosas atletas há mais de duas décadas. Cleide já viajou por várias cidades brasileiras para ver as jogadoras e, claro, não faltaria a uma competição disputada em terra nacional. A funcionária aposentada, mãe de dois filhos e avó de um casal de gêmeos está em Cuiabá desde terça-feira (dia 21) para a Copa América / Pré-Mundial, que está sendo realizada na cidade.
 
— Fiquei encantada com o que vi no Ibirapuera e senti muito orgulho de ter no meu país atletas tão talentosas. Comecei a ir aos treinos e jogos com frequência. Ficava quietinha no meu canto só admirando. Com o tempo, as próprias meninas vinham falar comigo porque eu já era um rosto conhecido. E aí fui fazendo amizade. Dando uma carona aqui, comprando um lanchinho ali e o tempo foi passando. A Hortência, Paula e Janeth viram meus filhos crescerem e eu consegui acompanhar várias gerações. É muito legal. Faço porque tenho amor a essas meninas que tanto trabalham pelo esporte brasileiro — diz a fã, que tem amuletos raros como a boneca de Janeth da WNBA e outra, da eterna rainha Hortência, com o uniforme da seleção.
 
Janeth e Helen são duas que conhecem Cleide desde o começo dessa história. A amizade foi ampliada para as famílias das duas atletas. Cleide já viajou com a mãe de Janeth para várias cidades para ver a grande estrela jogar.
 
— É muito importante ter uma pessoa como a Cleide, que nos apoia tanto. Ela sempre foi super discreta, nunca atrapalhou treino e dá uma força para as jogadoras que emociona. Ela e a minha mãe são amigonas. Quando joguei no Vasco, as duas resolveram ir para o Rio de carro, se perderam, foi um acontecimento. Quando fui para a WNBA, ela tirou o passaporte para ir me visitar, o que, infelizmente, não aconteceu.
 
Cleide também lamenta não ter ido aos Estados Unidos ver Janeth, mas precisou ficar em casa cuidando da família. Mas o passaporte ainda tem validade e os outros planos já foram traçados: ir a Espanha visitar as jogadoras que atuam no país.
 
— Já viajei para São José dos Pinhais (PR), quando a Helen jogou lá. Fui para o Rio ver a Janeth e procuro não faltar aos playoffs do Paulista e do Nacional. Tem gente que diz que eu vou a Ourinhos e Americana como quem vai ao mercado. Não pude ir a Houston ver Janeth na WNBA, mas estou me programando para ir à Espanha. Graças a Deus, lugar para ficar não me falta — diverte-se Cleide.
 
E não falta mesmo, se depender de Helen Luz e do marido Otávio, outra amizade já conquistada por Cleide. O carinho entre a armadora da seleção e a fã de carteirinha é evidente e contagia a todos. Para Helen, a Cleide é de fundamental importância para o grupo.
 
— A Cleide é uma benção. Já me ajudou tanto nesses anos que eu nem sei como retribuir. Quando estou no Brasil, a chamo para os churrascos na minha casa e para passear. É uma pessoa sincera, discreta e que está sempre pronta para ajudar, fazendo um favor ou dando uma palavra de carinho. Isso nos faz sentir bastante valorizadas. A única coisa que falta é ela ir para Espanha ficar na nossa casa. Eu e meu marido já a convidamos centenas de vezes. Estamos esperando — cobra a capitã Helen.
O carinho e respeito por Cleide está passando de geração para geração. Nos últimos meses, Cleide acompanhou a seleção em Barueri nos treinos para a Copa América e curtiu a alegria de ver no grupo atletas que ela conheceu adolescente, além de testemunhar o retorno do trio Hortência (diretora), Janeth (assistente técnica) e a capitã Helen.
 
— Teve um dia que uma jovem atleta, recém chegada no clube, veio até mim e disse que estava muito feliz por ver uma cara conhecida, pois tinha acabado de se transferir e me reconheceu de outros jogos que assisti. Isso me deixa muito realizada. Faço tudo isso porque gosto dessas meninas e acho que elas merecem todo o reconhecimento por tudo que fazem e pelo talento que possuem.
 
Palmira e Natália são exemplos de jovens atletas que já estão apaixonadas pela Cleide e não perdem a oportunidade de bater um papo com a amiga após os treinos.
 
— Cleide é o nosso mascote. A Karla (companheira de clube em Americana), nos apresentou quando jogávamos em Catanduva e também me tornei fã dessa fã — brinca Natalinha, como é conhecida.
 
— A Cleide é a nossa garantia de público. A gente sabe que pelo menos ela estará no jogo nos apoiando. É uma pessoa ótima que está sempre nos dando força, falando coisas certas nas horas certas — conclui Palmira.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Copa América (Dia II): Brasil 121 x 62 República Dominicana

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O Brasil podia ter defendido um pouquinho melhor. Mas – convenhamos – a apresentação de hoje foi bem melhor que a da estreia. E está de bom tamanho para dois jogos em que a vitória já era anunciada. Amanhã começa a Copa América de verdade.

Adrianinha (10 pontos, 8 assistências), Helen (20 pontos, 5 assistências), Fernanda (12 pontos, 5 rebotes), Mamá (11 pontos) e Kelly (9 pontos e 8 rebotes). Depois: Karen (7 pontos e 6 assistências), Natália (4 pontos e 8 assistências), Palmira (7 pontos), Alessandra (14 pontos e 7 rebotes), Franciele (23 pontos e 10 rebotes) e Sílvia (4 pontos e 4 rebotes).

Copa América (Dia II): Argentina 62 x 57 Chile

ARGxxCHI_02 A Argentina derrotou a seleção do Chile por 62 a 57 (31 a 31 no primeiro tempo) e está classificada para a semifinal da 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial de Cuiabá, que está sendo disputada no ginásio Aecim Tocantins. O jogo válido pela segunda rodada teve como cestinha a argentina Carolina Sanchez, com 13 pontos. A principal pontuadora chilena foi Ziomara Morrison, que anotou 12 pontos, apesar de ter atingido o limite de faltas ainda no terceiro quarto. Outro destaque da partida foi a chilena Paula Moya Muñoz que conseguiu um Duplo-Duplo com 10 pontos e 10 rebotes.
 
O técnico chileno Christian Santander creditou a derrota de hoje à falta de experiência da equipe.
 
— Isto nos custou alguns lances importantes na partida. Outro problema que enfrentamos foi a saída prematura de nossa principal jogadora (Morrison).
 
A concentração da equipe foi ressaltada pela cestinha chilena
 
— Entramos na partida muito focadas. Com certeza, isso nos fez jogar bem. Perdemos nos detalhes finais e isso é muito duro para nós.
 
O lado argentino não escondeu a surpresa em ter pela frente um jogo tecnicamente equilibrado.
 
— Não imaginávamos uma partida tão disputada. Tivemos muitos problemas ofensivos que nos obrigaram inúmeros ataques forçados. Mas nosso maior mérito foi defender até o final. Jogos contra o Chile são sempre duros, mas este foi mais.
 
Para o jogo de amanhã, contra a Venezuela, a seleção chilena almeja a primeira vitória na competição.
 
— Queremos ganhar e lutar pelo quinto lugar, que nos seria muito honroso, projetou o técnico Christian.
 
Já a Argentina, que luta para manter os cem por cento na competição amanhã contra Cuba, promete mudanças.
 
Com certeza, vamos repensar algumas atitudes e aprender com nossos erros, principalmente na parte ofensiva – afirmou Eduardo Pinto.
 
ARGENTINA (16 + 15 + 13 + 18 = 62)
Fernandez (10pts), Sanchez (13), Reggiardo (9), Pavon (10) e Cava (11). Entraram: Landra (5), Gatti (2), Paoletta (2), Burani (0), Flores (0), Mendoza (0) e Cejas (0). Técnico: Eduardo Lucio Pinto.
 
CHILE (08 + 23 + 14 + 12 = 57)
Gomez (11pts), Morrison Jara (12), Moya Muñoz (2), Quintana Correa (7) e Valenzuela Cerda (1). Entraram: Novion (11), Troncoso Gajardo (10), Serrano Aburto (0), Curaz Moya (0), Naranjo Postigo (3), Morales Leyton (0) e Leiva Grez (0). Técnico: Christian Santander.

Ontem, a estreia

 

Copa América (II Dia): Canadá 70 x 57 Porto Rico

CANxxPUE_03 A seleção do Canadá é a primeira semifinalista da 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial de Cuiabá, que está sendo disputada no ginásio Aecim Tocantins. Na abertura da segunda rodada, as canadenses superaram Porto Rico por 70 a 57 (32 a 27 no primeiro tempo). A cestinha da partida foi a portorriquenha Cyntia Valentim, com 18 pontos, enquanto a principal pontuadora canadense foi Teresa Gabrielle, com 13 pontos. Com a vitória o Canadá garantiu a vaga na semifinal e decide na sexta-feira (20h30) o primeiro lugar do grupo "A" contra o Brasil.
 
O jogo seguiu equilibrado até o fim do terceiro quarto quando o Canadá vencia o jogo por apenas sete pontos. Para o técnico Omar Gonzales, de Porto Rico, o preparo físico canadense definiu a partida no último período.
 
— Tivemos a oportunidade de jogar bem por três períodos, até cansarmos. O preparo físico do Canadá se sobressaiu, elas são uma equipe que tem banco e tem oportunidade de revezar as jogadoras. Agora vamos pensar na próxima partida e tentar a primeira vitória. Minhas jogadoras são profissionais e sempre entrarão em busca do melhor resultado.
 
O cansaço também foi lembrado pela cestinha Cynthia Valentin:
 
— Foi um jogo difícil, nós jogamos bem como equipe, mas ficamos cansadas no quarto período. Parabéns para o Canadá e vamos continuar em busca da primeira vitória e uma boa classificação.
 
Para a técnica Allison McNeil, sua equipe entrou muito relaxada em quadra, pela fácil vitória contra a República Dominicana.
 
— A dificuldade imposta pela equipe de Porto Rico é que nos fez entrar no jogo. A partida esteve muito amarrada nos três primeiros quartos, com as defesas jogando bem, mas os ataques errando muitos passes.
 
A técnica McNeill analisou o próximo adversário na competição.
 
— Fizemos dois amistosos contra o Brasil na semana passada e os dois times se conhecem bem pelas competições que disputaram nos últimos anos. Nós gostamos de enfrentar o Brasil porque é uma equipe que joga dentro do garrafão.
 
A pivô Aubry destaca as pivôs do Brasil como um dos pontos fortes da equipe.
 
— É um time que conta com boas jogadoras em todas as posições. Não basta só eu parar as pivôs brasileiras. É preciso que minhas companheiras também tenham uma boa atuação. Precisamos pressionar as pivôs para que o Brasil passe a arremessar de fora.
 
CANADÁ (11 + 21 + 15 + 23 = 70)
Adams (8pts), Aubry (12), Chapdelaine (5), Gabriele (13) e Smith (11). Entraram: Riverim (3), Bekkering (0), Achonwa (9) e Tatham (9). Técnica: Allison McNeil.
 
PORTO RICO (13 + 14 + 13 + 17 = 57)
Baez Febus (0pt), Vargas Sanchez (13), Martinez (2), Gonzáles (14) e Valentin (18). Entraram: Rosado Roman (2), Plácido Morales (0) e Santos Herandez (8). Técnico: Omar Axel Gonzalez.