quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
A minha análise, com atraso
No domingo 27 de setembro, a seleção feminina conquistou a Copa América, em Cuiabá, o primeiro título das mulheres na nova gestão da CBB e sob o comando de Hortência na direção do feminino.
Há exatos oito (!) anos, escrevia meu primeiro texto nesse blog (Michael e Maria), no qual conclamava que a Rainha retornasse ao lar do basquete, logo após uma outra conquista de Copa América, dessa vez em São Luís do Maranhão.
Se estou ( ou estava?) certo, só o tempo dirá, mas devo confessar que a nova conquista, a reunião das campeãs mundiais de 1994 e a dedicação juvenil das veteranas Helen e Alessandra acabaram por derreter a minha rabugem e talvez a análise saia mais benevolente que o necessário.
A seleção venceu o torneio invicta, com uma média de vantagem de 32 pontos sobre os adversários. Ainda assim, esteve irregular; é verdade. Mal esse que se estendeu sob os adversários e que traduz bem a pobreza do continente no universo do basquete feminino (- vale recordar a posição dos “vizinhos” no último Mundial: Argentina – nono, Cuba- décimo e Canadá – décimo primeiro). A Copa reforça a decadência de Cuba: já ausente das últimas duas Olimpíadas e agora também fora do Mundial. Confirma a ascensão da Argentina, novamente beliscando um espaço no cenário internacional às custas de uma irritante e quase insana dedicação defensiva.
A Copa passou e o momento é o de olhar para a frente, antes que o tempo passe e nos vejamos tentando driblar o improviso às vésperas do próximo Mundial.
Em relação à Hortência, tão criticada, acho que a Copa encerra seu período de “observações”. E é a partir de agora que esperamos as ações. De qualquer maneira, é fundamental lembrar que Hortência vem do marketing, e suas ações iniciais tem sido atreladas mais a esse item do que à gestão propriamente dita. Ainda assim tem conseguido resgatar a auto-estima das nossas meninas, o que não é pouco.
Da comissão técnica, acredito que Paulo Bassul conseguiu por em prática o que pretendia teimosamente desde o início. O time funcionou bem, sem estrelismos. Foi possível um revezamento interessante, com jogadoras do banco convertendo-se em destaques mesmo nos jogos menos fáceis. Soube ainda lidar bem com as contusões de Micaela e Mamá. Do ponto de vista da defesa, grande obsessão do treinador, a seleção mostrou que sabe defender (bem), quando quer. Mas às vezes, ela não quer. No ataque, residem os maiores problemas da seleção. Há uma queda natural e evidente da pontaria, que é agravada por uma repetição extremamente monótona das jogadas. Alguém apontou na caixinha de comentários com propriedade que Bassul trabalha com dois auxiliares que lhe foram “impostos”. E talvez faça mesmo falta à comissão alguém que trabalhe essa deficiência do técnico e da equipe.
Não sei se Bassul será mantido no cargo. Sinceramente esperava mais dele no comando na seleção. E acho que até ele mesmo esperava mais de si. Bassul imaginava que apesar das aposentadorias ele seria capaz de manter o Brasil em alta no mundo do basquete. Mas as primeiras experiências têm mostrado que não e o técnico está tentando se adaptar desde que chegou ao cargo. Caso Bassul saia, a pergunta que não cala é: “Quem?”. Quem poderia assumir no momento a seleção brasileira? Eu realmente não sei, não vejo nenhum real candidato ao cargo e acho justo que ele tenha o direito ao menos de encerrar o ciclo iniciado em 2007.
Ainda no terrreno da comissão técnica, há Janeth, outra duramente criticada. Acho a maior parte das críticas dirigidas a ela injustas e preconceituosas. Janeth foi genial como jogadora e está se descobrindo como técnica. Vai ser necessário tempo até que ela se desenvolva e faça essa transição. Janeth tem uma excelente visão de jogo, comanda um projeto com bons resultados em Santo André, onde inclusive já realizou clínicas e é bem-intencionada. Os ingredientes são bons. Se vai funcionar, eu não sei. Mas ela, mais do que ninguém, merece a oportunidade.
Para encerrar o capítulo comissão técnica, acho importante que a nova gestão adicione aos avanços já implementados um trabalho psicológico sério. É nítido o reflexo da ansiedade das atletas em alguns momentos do jogo e é preciso ter mais força emocional para estar entre os grandes.
Em relação às jogadoras, gostaria de fazer as seguintes observações.
Helen – Jogou com extrema dedicação e ainda é (muito) útil. Mesmo nos dias em que não está tão inspirada (como na decisão), sua presença em quadra traz tranqüilidade ao grupo e organização.
Adrianinha – outra grande armadora, extremamente capaz e difícil de intimidar. Ainda em grande forma, mas apresentando alguma dificuldade em conter a velocidade das armadoras adversárias.
Natália – respondeu bem às oportunidades que teve. O maior problema que vejo na armadora caçula é que foi moldada por um técnico que privilegia a velocidade e o ataque (Ferreto). Em função disso, tem uma dificuldade natural em ser comandada por técnicos que desenvolvem um trabalho tático mais elaborado, seja no clube (Branca) ou na seleção (Bassul). Em alguns momentos em quadra e durante os diálogos com Bassul, é evidente a dificuldade da jogadora em ler o jogo. E certamente esse é um déficit a ser trabalhado.
Micaela – novamente a jogadora apresentou problemas físicos durante a competição, o que infelizmente não é novidade em se tratando da talentosa Micaela. No entanto, a fase da jogadora não é boa em clubes ou na seleção. Talvez Kaé tenha sido a que mais se abateu com o resultado em Pequim. Defendo que a convocação de uma atleta seja em função do que ela apresenta e não em função do seu histórico. E é por isso que acredito que seja o momento de Micaela ser afastada. Se voltar a apresentar um bom e confiante basquete, que volte. Por enquanto, no entanto, acho mais sensato que se comece a trabalhar com um novo nome.
Fernanda – na minha opinião, foi das surpresas mais agradáveis do grupo. Assumiu a posição de titular mostrando qualidades até então ocultas, principalmente na defesa. Colaborou muito em aspectos que os números nem sempre retratam. E no ataque, conseguiu se virar mesmo com uma limitada capacidade de drible, convertendo-se na jogadora brasileira mais levada à linha do lance-livre, onde teve 75% de aproveitamento.
Karen – também teve uma grande participação. Defendeu com precisão e atacou com competência. Faltou um pouco mais de pontaria nos arremessos de longa distância e de ajuda à transição.
Sílvia – marcada pela atuação na decisão, o saldo é extremamente positivo para uma jogadora que parecia ter perdido o fio da meada em certo ponto da carreira. A Copa marca o resgate da atleta, que mostrou condições de atuar nas posições 3 e 4. Interessante notar, que assim como com outras irmãs em quadra, há uma sintonia fiel entre as Gustavos e um aumento na produção quando ambas dividem tempo em jogo.
Palmira – a atuação na Copa repete o mau desempenho do Pan-2007 e sinaliza que realmente não há qualquer justificativa para insitir. Dessa vez, a ala jogou na sua posição habitual, chegou a ser titular (!) nos amistosos e não conseguiu mostrar nada. Seu jogo se limita aos frenéticos arremessos de três e seus passes são ruins e desprovidos do mínimo de criatividade.
Alessandra – em resumo: a mulher é um colosso. Vou usar o espaço para registrar a chatice dos comentários de Roby Porto e Byra Bello sobre os lances-livres da pivô. Afe!
Mamá – não acho que a pivô tenha feito um mau papel na Copa. Muito pelo contrário. Mamá tem qualidades: é inteligente, disciplinada e está em boa forma. Mas é preciso olhar para a frente e preparar uma sucessora. E há boas candidatas para a vaga.
Franciele – mais jovem dos grupo, Franciele voltou a mostrar do que é capaz quando bem treinada. Chegou à Copa em uma forma física impressionante, com uma impulsão fenomenal. Além disso, teve evoluções nítidas no entrosamento com o grupo e na leitura do jogo. É torcer para que a curva da menina siga ascendente, apesar de o cenário (II Divisão Espanhola) ser desfavorável.
Kelly – eu não acredito que vou falar isso mais uma vez, mas é inevitável. A pivô está nitidamente acima do peso. E não é de hoje. A primeira questão é que Kelly chegou a ser cortada por Bassul para o Pré-Olímpico, em 2007. Era a primeira competição do treinador com a seleção adulta e talvez a intenção fosse marcar que era preciso estar bem (fisicamente, inclusive) para estar na seleção sob o seu comando. Pois não foi o que aconteceu. Sem opções, o treinador voltou a recorrer à Kelly mesmo fora de forma. E é triste ver uma jogadora do nível de Kelly “jogando bem, apesar de fora de forma”. Ela merecia mais. Mas não foi o que aconteceu na Copa: Kelly esteve mal e pagou o mico de não entrar um minuto em quadra na partida da decisão. O pior é que parece que nem Kelly nem Bassul têm aprendido com os episódios. Nem ela emagrece, nem ele a corta. Coloco-a na mesma situação de Micaela: sem seleção até sair da zona de acomodação.
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
Entrevista - Helen Luz (CBB)

Como foi a conquista da Copa América?
Maravilhosa. Foi fruto de mais de dois meses de preparação, com tranquilidade e sem atropelamentos. O título foi consequência de um belo trabalho de equipe, onde cada uma de nós soube dar sua parcela de contribuição para o sucesso do grupo. Com isso, atingimos os dois objetivos, que eram a vaga para o Mundial de 2010 e o título da competição.
Qual o segredo para chegar quase aos 37 anos em tão boa forma?
Trabalho, disciplina dentro e fora de quadra e, acima de tudo, amor pelo que faço. Cuido muito da minha saúde, desde o treinamento correto à alimentação. Sigo as orientações dos profissionais que trabalham comigo nos clubes e na seleção. Foi por isso que consegui chegar até aqui jogando um basquete de alto nível.
A Copa América em Cuiabá foi a sua sexta competição internacional disputada no Brasil. A torcida brasileira ainda te surpreende?
Sempre. Sinto-me privilegiada por ter tido a chance de defender o Brasil dentro de casa. Joguei em São Paulo, Maranhão, Espírito Santo e agora, Cuiabá. A torcida brasileira é diferenciada mesmo. Alegre, criativa e apoia o time o tempo inteiro. Além do carinho do público, é uma oportunidade de jogar para a família assistir, o que dá ainda mais emoção para gente.
Fale um pouco sobre seu projeto social “Cesta de três”.
É o meu grande xodó atualmente. Eu, minhas irmãs Cíntia e Silvia, além do meu marido Otávio nos dedicamos ao máximo ao projeto. Com a Cíntia já parou de jogar, é ela quem está a frente do trabalho. Eu, Otávio e Silvinha trabalhamos quando estamos no Brasil. As crianças adoram e estão até aprendendo um pouco de espanhol quando têm aula com meu marido. O esporte é um meio de educação espetacular e as crianças e jovens que estão descobrindo o basquete vão se apaixonando pela modalidade, que é dinâmica e divertida. O projeto funciona em dois turnos, atendendo a crianças e jovens de 9 a 17 anos, em parceria com a Prefeitura de Louveira, onde eu e minha família moramos.
Deixe uma mensagem para quem pensa em jogar basquete como você.
O basquete, como qualquer esporte, exige dedicação e empenho. Às vezes, é preciso abrir mão de boa parte de nossa vida social e pessoal. Mas vale a pena o esforço. Ser atleta e representar seu país é o maior orgulho profissional. Para ser um atleta de alto nível é preciso trabalho exclusivo ou a carreira acaba cedo.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Hortência vê futuro difícil para o basquete (R7)
Agora dirigente, estrela do basquete prevê "muitos problemas" com categorias de base
Fernando Franco
Hortência Marcari, hoje dirigente na Confederação Brasileira de Basquete, está pessimista em relação ao futuro do basquete brasileiro feminino. A paulista, tida como uma das maiores jogadoras do todos os tempos e campeã mundial pelo Brasil em 1994, acompanhou a vitória na Copa América da seleção brasileira, que derrotou no domingo (27) a Argentina na final por 71 a 48, em Cuiabá.
Porém, depois de apenas alguns meses trabalhando nos bastidores do basquete, sua visão sobre as futuras atletas do Brasil no esporte não é animadora. Publicamente contrária ao presidente anterior da CBB, Gerasime Bozikis, o Grego, Hortência culpa o abandono do esporte nas suas categorias mais jovens pela "seca" atualmente encontrada nas equipes juvenis.
- Vamos ter muitos problemas. Há dez anos não é feito no basquete um trabalho de investimento na base. Muitos garotos e garotas que jogam não foram descobertos e a geração que está aparecendo agora não é excepcional. Vamos ter muito trabalho no futuro.
Veteranas como Alessandra e Helen Luz aceitaram voltar para a seleção de Paulo Bassul após pedido da dirigente, que percebeu a necessidade de uma equipe mais experiente. As duas foram centrais na conquista do título em Cuiabá. Há muito tempo atletas e técnicos pediam uma maior participação de Hortência nos bastidores do esporte, mas apenas quando Grego saiu da Confederação foi possível sua entrada na entidade.
- Eu cheguei a procurar o Grego, mas ele não me deu a oportunidade na época. E tive que me posicionar uma hora, contra tudo o que estava acontecendo no basquete. Apoiei a mudança de gestão, as alterações no estatuto... Aí o Carlos Nunes (atual presidente) entrou e eu senti que as coisas estavam melhores. E em uma reunião ele disse que eu tomaria conta do feminino. Era o que eu sempre quis.
Hortência diz que existem projetos que podem ajudar as categorias de base, como o programa social Basquete do Futuro, da própria CBB, mas isso não basta. É preciso, segundo ela, de um método de ensino para os atletas e cursos para professores, além da troca de informações entre técnicos experientes e treinadores de base.
Veteranas do basquete e técnico Bassul apoiam Hortência
Se depender das jogadoras mais experientes e do técnico da seleção Paulo Bassul, Hortência tem carta branca para trabalhar nos bastidores do basquete. A paulista, que completou 50 anos na última quarta-feira (23), recebeu o apoio do time campeão na Copa América quando assumiu as seleções femininas nacionais, há quatro meses.
Alessandra, pivô de 35 anos do Brasil e parceira de Hortência na conquista da medalha de prata na Olimpíada de Atlanta-1996, diz que a Confederação Brasileira de Basquete precisa melhorar muito as categorias de base do país.
- A situação não está boa. Não tem atenção para a base. Parece que tudo o que construímos até 2006 (quando o Brasil ficou em quarto lugar no Mundial em São Paulo) acabou em três anos. Está um pouco desanimador.
O técnico Bassul, por sua vez, aplaude este início de trabalho de Hortência. Para ele, um nome forte por trás da seleção era o que faltava.
- O que eu mais estou gostando é que ela está brigando pelo basquete feminino. Eu precisava de uma pessoa que fizesse isso na Confederação. Com ela cuidando das coisas fora da quadra, fico tranquilo para fazer o meu trabalho.
Hortência trouxe as melhores atletas para a seleção e tentou até convencer Iziane, brigada com o técnico do Brasil. A ala, porém, não aceitou. Hortência resume sua missão como dirigente com uma frase: é preciso mudar a imagem do basquete.
- Para isso temos que vencer. É assim que você consegue mudar a visão das pessoas, do basquete que sempre perde. Fui atrás das jogadoras e disse: 'o basquete precisa de vocês'. Mas a grande estrela da seleção é a camisa. Quem não quis assim, ficou fora.
"Sem a Hortência eu não voltaria para a seleção", afirma Alessandra
A pivô mais experiente da seleção brasileira de basquete, Alessandra, 35 anos, revelou em entrevista exclusiva ao R7 que só aceitou retornar ao time nacional graças à Hortência. Após três anos de ausência e brigas com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB), a paulista voltou a jogar pela equipe na na Copa América em Cuiabá, que terminou com o Brasil campeão neste domingo (27) sobre a Argentina.
Alessandra foi convencida por Hortência, hoje responsável pelo departamento feminino da CBB, a jogar. A atleta está processando a Confederação porque o antigo presidente Gerasime Bozikis, o Grego, se recusou a cobrir o seguro de suas despesas médicas quando Alessandra se machucou no Campeonato Mundial de São Paulo, em 2006. Agora com Grego fora da entidade e com Paulo Bassul no comando da seleção, Alessandra voltou ao time.
- Acho que se não fosse a Hortência eu não voltaria. Eu teria que pensar muito, sem ela eu dificilmente voltaria. A Hortência me chamou e apresentou o seu projeto para mim e para a Helen e decidimos jogar. Ela está tentando salvar o basquete feminino.
A decisão não foi fácil para Alessandra. Além da briga com a CBB, a jogadora casou há poucos meses e teve de cancelar a lua de mel para se concentrar em Barueri (SP) com o resto do grupo antes da Copa América. Ela precisou encarar fortes treinos físicos e se adequar à equipe reformulada de Bassul, repleta de jovens atletas. Alessandra conta que decidiu jogar por conta de sua história ao lado de Hortência.
- Tive de abdicar de muitas coisas pessoais para estar aqui. Mas eu e a Hortência temos um histórico, tivemos muitas alegrias juntas. Acho que isso me fez pensar na decisão de voltar. É um novo ciclo no basquete feminino e estou bastante otimista. Precisamos levantar o feminino com vitórias, não só no adulto mas também nas categorias de base.
Fonte: R7
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Com título em Cuiabá, técnico da seleção de basquete deve ser mantido
“Me orgulho por estar no Brasil e ter feito parte de uma competição tão organizada como essa, onde tudo, absolutamente tudo funcionou como um relógio. A organização está de parabéns. Cuiabá, Mato Grosso estão de parabéns pois poucos lugares no mundo têm ginásios com esse padrão de onde os jogos foram realizados. Pra gente foi emocionante jogar aqui com ‘casa" cheia e uma torcida super animada e que deu um show de incentivo esta noite", disse o técnico da Seleção Brasileira de Basquete Feminino, Paulo Bassul, na noite deste domingo (27.09), logo após a conquista do ouro e o tricampeonato pela Copa América.
Bassul elogiou a tática utilizada pelo técnico argentino para tentar neutralizar o ataque do time brasileiro chamada de ‘defesa mista’. "Durante o primeiro quarto o nosso time ficou um pouco perdido a procura da Adriana e da Helen, que estavam sob marcação pesada das argentinas. A partir do momento que as outras jogadoras do time começaram a jogar mais soltas as coisas voltaram ao normal e o jogo voltou a fluir novamente. O grupo mereceu essa vitória pois há tempos vem trabalhando bem unido para isso", disse ele.
Durante entrevista coletiva, o técnico se negou a falar sobre o futuro da seleção, já que o seu contrato chegou ao fim junto com a Copa América. "Sempre deixei muito claro que o meu cargo pertence à Confederação Brasileira de Basquete (CBB), e não posso falar de futuro porque o meu contrato acaba hoje. Meu coração é da seleção, mas vamos ter de esperar até uma reunião com a diretoria para saber se fico, pois era um acordo que eu já tinha antes do início dos jogos", finalizou o técnico, que comentou também que foi uma surpresa para ele o time de Cuba não ter ficado entre os três primeiros e se classificado para o mundial.
Fonte: Só Notícias
Adrianinha é eleita a melhor jogadora da Copa América de basquete
Além do título de MVP, armadora de 30 anos também foi destaque nas assistências
A armadora Adrianinha, uma das mais experientes do grupo da seleção feminina de basquete que conquistou a Copa América de 2009, além da medalha de ouro tem mais dois motivos para comemorar. A jogadora de 30 anos foi eleita o destaque do torneio e também a melhor nas assistências. O Brasil derrotou a Argentina na decisão por 71 a 48 na noite de domingo.
– Eu divido esses prêmios com minhas companheiras e a comissão técnica. Fizemos uma partida de recuperação e mostramos a força do basquete feminino do Brasil. Conseguimos alcançar todos os objetivos baseadas no trabalho em equipe e na solidariedade dentro e fora da quadra – declarou.
CBB quer sediar mais eventos internacionais
Após a realização da Copa América, disputada durante uma semana no Ginásio Aecim Tocantins, o presidente da CBB, Carlos Nunes, quer trazer um Campeonato Sul-Americano de base para a capital do Mato Grosso, em 2010. Segundo o dirigente, a participação do Estado e a infraestrutura cedida para a realização do evento foi importante para o sucesso da competição.
– Essa é a nossa intenção e vamos fazer o que estiver ao nosso alcance. O saldo da Copa América é extremamente positivo e mostramos para a FIBA, FIBA Américas e a ABASU que o Brasil tem todas as condições de sediar grandes eventos internacionais. Tenho certeza de que o governo estadual nos dará todo o apoio novamente – declarou.
Fonte: Clic Esportes
domingo, 27 de setembro de 2009
Final da Copa América 2009: Brasil 71 x 48 Argentina
Bela conquista das meninas, numa atuação brilhante de Sílvia Gustavo.
Muito bonito ver a dedicação genuína de Helen e Alessandra, que voltaram para a seleção esbanjando vontade e confirmando o talento de sempre.
Emocionante o beijo de Sílvia no filho e na tia Roseli e ainda os olhos marejados de Janeth.
Vou dormir.
Durante a semana, tento analisar esses últimos cinco dias.
Parabéns para as meninas e para a comissão técnica!
Argentina vence Canadá e faz final com o Brasil
CBB repete homenagem às campeãs mundiais durante Copa América
sábado, 26 de setembro de 2009
"Eu queria jogar basquete eternamente", diz Janeth
Juliana Michaela
A ex-jogadora de basquete, Janeth dos Santos Arcain, 40 anos, é auxiliar do técnico Paulo Bassul, na Seleção Brasileira feminina de basquete. Ela é remanescente do time da Hortência e da Paula.
Possui no currículo a participação nos Jogos Olímpicos de Barcelona (1992), Atlanta (1996) e Sydney (2000), além do ouro nos Jogos Pan-Americanos de Havana (1991) e ser tetracampeã da WNBA pelo Houston Comets, liga americana de basquete feminino.
A saudade das quadras ainda é sentida pela ex-jogadora que afirmou em entrevista ao Terra que em alguns momentos sente falta das quadras e queria jogar basquete eternamente.
Nessa nova fase da seleção brasileira, foram convocadas jogadoras mais experientes para auxiliar as novatas, o que para Janeth é uma mistura que está dando certo.
A ex-jogadora falou ainda sobre como é trabalhar junto com a Hortência e o técnico Paulo Bassul, além do seu projeto de ser uma treinadora no futuro.
Terra - Depois de 21 anos defendo a camisa brasileira, como é voltar às quadras como assistente técnica?
Janeth - Está sendo muito bom, além da experiência que passei como jogadora, a vivência que estou tendo como técnica agora. Isso está sendo muito positivo para mim, para a comissão e todas as jogadoras. Espero que tudo isso venha agregar nessa nova função que tenho.
Terra - Existem momentos que sente vontade de entrar na quadra para jogar?
Janeth - Saudades eu sinto sim, faz pouco tempo que parei de jogar. Mas de certa forma eu mato essa saudade, na hora que estamos ali dando treinamento, orientando. Essa saudade acaba passando nesse momento. Dá vontade de estar ali sim. Eu queria jogar basquete eternamente (risos).
Terra - Qual a avaliação que faz dessa equipe que tem uma mistura entre estreantes e experientes?
Janeth - Esse mix está dando certo, as jogadoras estão centradas no objetivo, na meta que tem, na classificação para o Mundial. A equipe deu certo antes quando fizemos essa mescla de idades e experiências, e conseguimos resultados. Esperamos conseguir agora.
Terra - A falta da presença das jogadoras experientes foi o que causou o resultado modesto em Pequim?
Janeth - São vários fatores que podem ter acontecido. Internos e externos que influenciaram anteriormente. Agora é uma nova etapa, um novo momento. A gente aprendeu muita coisas com o que aconteceu, para que nós não possamos cair no mesmo erro e arrume o que está faltando. Essa boa sorte começou desde a posse da nova gestão da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e acreditamos que com isso, o basquete pode alavancar agora.
Terra - Como é a sua relação com a Hortência nesta nova fase da Seleção?
É muito bom, estamos sempre conversando, dizendo o que está acontecendo, como o grupo está, da experiência que estamos trocando. Está sendo muito bom e muito útil, e a gente só quer que tudo isso sirva para incentivar o basquete brasileiro.
Terra - Ela é "brava"?
Janeth - Não, imagine. A Hortência está lutando da mesma forma que ela lutava como atleta, agora fora de quadra para que os objetivos e coisas que anteriormente não aconteciam aconteçam, e que a gente consiga diminuir o caminho que nos tínhamos para conquistar as nossas metas e títulos. Ela sabe das coisas que são necessárias para isso. Nessa diminuição do caminho, você tem menos tempo para percorrer e ela está sendo muito útil para isso.
Terra - Quais são as suas apostas nesta nova fase da Seleção?
Janeth - Primeiramente é classificação para o Mundial e a segunda meta, é ser campeã. Eu estou muito positiva. É um grupo fechado, focado, e isso faz com que tenhamos um pensamento positivo de chegar onde queremos.
Terra - Do que você sente mais falta da época de jogadora e do que não sente?
Janeth - Eu sinto falta de jogar e não sinto falta de treinar (risos).
Terra - Por que?
Janeth - Ah, ia ser bom entrar na quadra só para jogar. É um outro momento, é uma outra sensação. Treinar eu não sinto mais falta, isso eu tenho certeza.
Terra - Treinar é muito chato?
Janeth - Não, é que tem uma rotina que torna cansativo fisicamente e mentalmente. Então é por isso, eu sabia que eu tinha que treinar para atingir o meu objetivo e ápice. Hoje eu vejo que treinei muito mesmo. Hoje eu estou em outra fase e não preciso dos treinamentos.
Terra - Você pretende no futuro dar um passo e virar treinadora?
Janeth - A gente sempre está buscando coisas melhores. Eu diria que tenho essa meta a curto prazo, de estar aqui com a Seleção e a Seleção sub-15, que vamos disputar o Sul-Americano em novembro. Enfim, depois vamos sentar e traçar outras metas futuramente.
Terra - Como é o seu trabalho diário com o Bassul?
Janeth - A gente está sempre conversando, trocando idéias, conhecimentos, fazendo reuniões, onde decidimos algumas coisas em conjunto e alguns detalhes. Falamos sobre as equipes, os adversários, as jogadoras de fora, as nossas jogadoras. Pensando também em um futuro próximo. Estamos sempre trocando idéias, e informações. Isso é importante para o nosso crescimento também.
Terra - O calor daqui de Cuiabá tem influenciado na preparação dos jogos?
Janeth - Olha, nós estamos tendo sorte. Chegamos na sexta-feira em um dia muito quente, aí foi tendo uma chuvinha e foi mudando. Para nós está ótimo, estamos em um clima que estávamos em São Paulo. Até agora não sentimos, mas em relação a alimentação e repouso, as meninas estão conseguindo repor muito bem e estamos preparadas para a estréia de hoje.
Fonte: Terra
Adriana participa da homenagem pelo título mundial
“Receber esta homenagem é muito gratificante. O titulo que conquistamos em 1994 significou muito para mim e para a minha carreira. Foi a minha conquista mais marcante. Foi a partir desse título que a seleção brasileira passou a ser respeitada. Depois dele, conquistei pela seleção a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a de bronze em Sydney (2000)”, falou Adriana.
Argentina derrota Cuba, que fará semifinal com o Brasil

— Estou muito contente pela vitória, mas poderíamos ter definido o jogo no tempo normal. Mesmo no tempo extra a equipe lutou até o fim em busca de um resultado positivo. Agora vamos deixar a euforia de lado e pensar na semifinal. Vai ser um jogo muito difícil porque o Canadá tem uma grande equipe e trabalha muito bem a bola no ataque. Precisamos fazer uma defesa forte e jogar com velocidade — analisou o técnico Eduardo Pinto, da Argentina.
— Uma seleção que consegue apenas 17% de aproveitamento nos arremessos de três pontos (4 em 24 tentativas) não vai chegar a lugar nenhum. Fomos muito mal e precisamos melhorar bastante para enfrentar o Brasil. Vamos analisar a partida do Brasil contra o Canadá para fazer o scout e passar para as jogadoras — disse o técnico Alberto Zabala.
A rodada deste sábado começam às 16 horas com a disputa de dois jogos valendo do quinto ao oitavo lugares: Porto Rico x Venezuela e República Dominicana x Chile (18h15). Os ganhadores brigam pelo quinto lugar no domingo, enquanto os perdedores jogam pela sétima posição.
De acordo com o regulamento da Copa América, na primeira fase as seleções jogaram entre si, nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada grupo se classificaram para a semifinal, no sistema de cruzamento olímpico: A1 x B2 e B1 x A2. Os ganhadores decidem o título no domingo (21h30), e os perdedores disputam a medalha de bronze (19h30).
ARGENTINA (19 + 18 + 20 +15+13 = 85)
Fernandez (16pts), Sanchez (15), Reggiardo (16), Pavon (6) e Paoletta (22). Entraram: Landra (2), Gatti (0), Cava (0), Burani (0), Flores (0), Mendoza (8) e Cejas (0). Técnico: Eduardo Pinto.
CUBA (17 + 19 + 23 + 13 + 9 = 81)
Gelis (12pts), Amargo (16), Avila (7), Calvo (4) e Cepeda (7). Entraram: Casanova (7), Lazára Dominguez (0), Soría (2), Noblet (21), Fernández (0) e Hechavarria (5). Técnico: Albetto Zabala
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Copa América: Brasil 61 x 45 Canadá
A seleção brasileira adulta, patrocinada pela Eletrobrás, manteve os cem por cento de aproveitamento na 6ª Copa América Feminina / Pré-Mundial, de Cuiabá, que está sendo disputada no Ginásio Aecim Tocantins. Em um jogo equilibrado, as meninas do Brasil derrotaram o Canadá por 61 a 45 (26 a 18 no primeiro tempo) e fecharam sua participação na liderança invicta do grupo “A”, com seis pontos. As principais pontuadoras da partida foram Fernanda Beling e Alessandra Oliveira, com 12 pontos. Pelo Canadá, Teresa Gabriele foi a cestinha com 10 pontos.
A técnica do Canadá, Allison McNeil, destacou a força da marcação brasileira.
— A defesa da seleção foi uma muralha e fez a diferença em um jogo equilibrado. Conseguimos fazer as jogadas no ataque, mas sempre esbarrávamos na boa marcação do Brasil.
A armadora Kaela Chapdelaine concorda com a técnica.
— Elas dificultaram demais as nossas infiltrações e venceram a partida. Na semifinal não podemos escolher adversário. Venha quem vier faremos um grande jogo para garantir a vaga na final e no mundial.
Pelo lado brasileiro o técnico Paulo Bassul ressaltou a determinação da equipe.
— As meninas fomos guerreiras na marcação e dificultaram ao máximo as ações ofensivas do Canadá. Esse, aliás, tem sido o nosso ponto forte na competição. O trabalho da defesa sustenta a equipe. O ataque também teve seu lado positivo. Se tivermos um pouco mais de tranqüilidade nas finalizações, vamos conseguir aumentar o placar a nosso favor. Aproveito para destacar o desempenho de duas atletas veteranas na seleção: Helen e Alessandra. São jogadoras de talento comprovado, que vestem a camisa com amor.
A pivô Alessandra reforçou as palavras de Bassul com relação a pontuação canadense..
— Deixar o Canadá abaixo dos 50 pontos foi um grande feito. Hoje em qualquer competição internacional, seja masculina ou feminina, é um grande feito você deixar o adversário fazer menos de 50 pontos. Estou muito feliz com meu retorno à seleção. Estou aqui para somar com minhas companheiras. Não importa quantos pontos eu faça. O mais importante é ajudar a equipe a conquistar as vitórias.
BRASIL (17 + 9 + 19 + 16 = 61)
Adrianinha (5pts), Helen (6), Fernanda (12), Mamá (0) e Kelly (4). Entraram: Karen (7), Natalia (4), Micaela (4), Alessandra (12), Franciele (8) e Silvia Gustavo (3). Técnico: Paulo Bassul.
CANADÁ (10 + 8 + 16 + 11 = 45)
Adams (4pts), Aubry (4), Chapdelaine (2), Gabriele (10) e Smith (4). Entraram: Riverim (0), Adrian (0), Bekkering (4), Pinske (2), Achonwa (9), Weigl (2) e Tatham (4). Técnica: Allison McNeil.
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Sem tempo para comentar, mas eu gostei.
Até amanhã.
A Super Cleide
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Copa América (Dia II): Brasil 121 x 62 República Dominicana
O Brasil podia ter defendido um pouquinho melhor. Mas – convenhamos – a apresentação de hoje foi bem melhor que a da estreia. E está de bom tamanho para dois jogos em que a vitória já era anunciada. Amanhã começa a Copa América de verdade.
Adrianinha (10 pontos, 8 assistências), Helen (20 pontos, 5 assistências), Fernanda (12 pontos, 5 rebotes), Mamá (11 pontos) e Kelly (9 pontos e 8 rebotes). Depois: Karen (7 pontos e 6 assistências), Natália (4 pontos e 8 assistências), Palmira (7 pontos), Alessandra (14 pontos e 7 rebotes), Franciele (23 pontos e 10 rebotes) e Sílvia (4 pontos e 4 rebotes).