Se a série A-1 do Campeonato Paulista ficou restrita a cinco clubes, o mercado para jogadoras de basquete estará ainda mais estrangulado no Brasil e dominado por nomes bastante rodados, que conjugam simultaneamente a valorização em nível doméstico e um fracassado protagonismo nas duas últimas competições pela seleção brasileira (Jogos Olímpicos de Pequim e Mundial da República Tcheca).
Nesse cenário, mesmo clubes que formam – como Americana, preferem as contratações frenéticas e inconsequentes a apostas na transição de suas (ex-) juvenis.
A temporada que virá parece confirmar o exílio dessas meninas. Agora não mais no banco, mas na Série A-2 (a Segunda Divisão).
Com promessa de dez clubes, os movimentos iniciais são justamente de assédio sobre essas atletas.
De acordo com o site da Federação Paulista, São José já teria garantido a pivô Cristiane Simões (a Kika, ex-Jundiaí), a ala Patrícia Ribeiro (ex- São Caetano).
Pindamonhagaba acena com Mônica Nascimento (ex-São Caetano) e Carina Jackson (ex-Osasc0).
Em Presidente Venceslau, haverá abrigo para Amanda Lázaro (Ex-São Caetano), Andressa Arantes (ex-Americana) e Daiane Daleaste (ex-Piracicaba).
É cedo para prever tanto como será o campeonato (ainda sem tabela), quanto as consequências na transição dessas atletas para o adulto.
É certo, no entanto, que o fenômeno passará ignorado pelas despreocupadas federação local e CBB.








