Na decisão do ouro, o México contou com a torcida local e os 33 pontos e 16 rebotes de Erika Gomez.
Não foi o suficiente.
Comandada por Carla Cortijo, com 29 pontos, 10 assistências e 6 rebotes, Porto Rico fechou a partida em 85 a 67.
Na decisão do ouro, o México contou com a torcida local e os 33 pontos e 16 rebotes de Erika Gomez.
Não foi o suficiente.
Comandada por Carla Cortijo, com 29 pontos, 10 assistências e 6 rebotes, Porto Rico fechou a partida em 85 a 67.
Bruno Doro
A seleção brasileira feminina de basquete fez o seu papel nesta terça-feira. Venceu a Colômbia com facilidade, 87 a 48, e conquistou a medalha de bronze dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Depois da derrota na semifinal para um time de Porto Rico claramente mais fraco tecnicamente, porém, o time de Ênio Vecchi deixa o México sem convencer.
Contra rivais de nível técnico menor, a equipe não deu o passeio que todos previram. Após bela campanha no Pré-Olímpico, em que conquistou a vaga em Londres-2012 com facilidade, o time veio com a mesma base para o México. As titulares Adrianinha e Micaela não foram convocadas, é verdade, mas o torneio serviria para observação de Iziane, que pediu dispensa do torneio de Neiva (COL) e de novatas como Tássia e Babi, na armação, e Izabela e Jaqueline, nas alas. Nenhuma delas, porém, teve atuações que acabassem com as dúvidas que pairam sobre seus nomes.
"Não foi como a gente esperava, mas é importante sair daqui com uma medalha. É duro explicar o que aconteceu. Tem vários fatores que explicam, mas a gente não pode buscar desculpas. Temos que aprender com o que a gente errou", disse a armadora Babi.
O torneio marcou o primeiro contato de Iziane com Ênio Vecchi e a atuação da ala foi inconstante. Fez jogos bons na primeira fase, quando os adversários eram muito mais fracos, mas falhou na semifinal. Contra Porto Rico, acabou no banco durante o fim do jogo, mesmo sendo, naquele momento, a principal cestinha da competição. "Ela chegou em cima da hora para a competição e é difícil para a atleta naquela situação. Mas a Iziane fez um bom torneio", elogiou Vecchi.
A atuação das armadoras também acabou decepcionando. Babi também foi razoavelmente bem nas três primeiras partidas, mas nas últimas duas, se perdeu. Na semi, não conseguiu parar as rápidas porto-riquenhas e jogou só seis minutos, estourando por faltas. Na decisão do bronze, teve problemas para armar equipe. "Foi a primeira oportunidade dela como armadora principal. Uma hora ela precisaria fazer isso. É um aprendizado", analisou o treinador.
Tássia, sua reserva imediata, mostrou que ainda está verde para jogar com tanta pressão – mesmo assim, coube à novata de 19 anos armar a equipe durante a maior parte do jogo mais tenso do Brasil na competição, a semifinal. Ela esteve em quadra por 23 minutos contra Porto Rico. Mesmo assim, ela arrancou elogios de Vecchi. "Entre as novatas, a Tássia foi quem mais me surpreendeu. Tanto que jogou muito na semifinal e hoje (contra a Colômbia)".
Na decisão do bronze, a vitória sobre a Colômbia foi fácil. Apesar das falhas defensivas (a Colômbia chegou a ficar a apenas quatro pontos do Brasil), as brasileiras foram ao intervalo com 11 pontos de vantagem, 41 a 30. No segundo período, o time voltou ainda melhor. Marcando muito e atacando bem, fechou o jogou em 87 a 48.
O Brasil conquistou nesta terça-feira a medalha de bronze do basquete feminino dos Jogos Pan-Americanos com uma vitória sobre a Colômbia. Mas o técnico Ênio Vecchi e a ala Iziane não conseguiram esquecer a derrota, por um ponto, na semifinal, para Porto Rico. O treinador deixou a ala no banco no fim do jogo e, após a vitória desta noite, admitiu que a decisão pode não ter sido a certa para o momento.
“Ela poderia ter voltado naquele momento [fim da partida, em que Iziane não jogou]. Mas a gente toma decisões. Às vezes elas dão certo, às vezes não. Sei que poderia ter voltado com ela um pouco mais na quadra, ela poderia ter entrado um pouco antes. A Iziane não deixa de ter razão, não deixa de ter fundamentos”, afirmou o treinador, que teve, no Pan de Guadalajara, seu primeiro contato com a atleta.
Pouco antes, a própria jogadora já tinha manifestado a mesma opinião. “Eu poderia ter ajudado mais do que 13 minutos na semifinal, mas respeito a decisão do técnico”, afirmou a jogadora, com os olhos vermelhos de choro.
Após a semifinal, ela foi a única que não derramava lágrimas ao passar pela área de entrevistas. Após a vitória sobre a Colômbia, porém, a imagem de indiferença foi esquecida. “É um sentimento muito ruim, de frustração mesmo, porque todas nós sabíamos que o Brasil tinha de estar disputando o ouro”.
Até mesmo o técnico Ênio Vecchi quase caiu no choro. Ao ser questionado sobre se ele tinha algum arrependimento, sua resposta veio com voz embargada. "Não é se arrepender, mas reavaliar. Ter tomado outras decisões, ter feito coisas diferentes", disse, controlando a vontade de chorar. "Quem sabe uma troca mudasse a história do jogo. Sou sempre favorável a fazer uma reavaliação para servir de experiência daqui para frente. Tem que estar sempre ligado no que poderia ter sido melhor".
Fonte: UOL
Iziane – 20 pontos e 6 rebotes
Érika – 14 pontos e 9 rebotes
Palmira – 12 pontos
Gilmara – 10 pontos e 8 rebotes
Tássia – 9 pontos e 4 recuperações
Muito já se falou das falhas do Brasil no jogo de ontem, mas resolvi abrir um espaço para o vencedor: Porto Rico.
Grande parte dos méritos foi do treinador Omar Gonzalez, que organizou muito bem seu time, fazendo uso do que ele tinha de melhor: a velocidade e a agilidade no ataque, com muita movimentação da bola e vários cortes.
Mas durante os tempos, me chamou a atenção que o técnico fazia as considerações em inglês e espanhol.
Só entendi o “dual audio”, quando fui verificar a composição da outra parte da vitória histórica:as jogadoras.
Das doze de ontem, apenas duas são da geração que conquistou a prata da Copa América Sub-18 em 2004 e que foi ao Mundial Juvenil 2005, do qual o Brasil ficou de fora.
Das outras dez, cinco são atletas com ascendência porto-riquenha, mas nascidas nos Estados Unidos e radicadas nas universidades de lá.
Entre essas, se encaixa a ala Jazmine Sepulveda, cestinha da partida com 22 pontos, nascida em Nova York e que jogou a última temporada de clubes na Eslováquia.
O dia de hoje, para Porto Rico, é de continuar a fazer história.
Para as brasileiras, é a oportunidade de mostrar que ontem foi apenas “uma pane”.
O Brasil passou pela primeira fase do Pan ganhando sem esforço de adversários que não impressionavam: um time de desenvolvimento canadense, um time amador jamaicano e um jovem e bem-intencionado time colombiano.
Com a vaga em Londres conquistada, o bigode de Enio raspado, Iziane reintegrada, mais Estados Unidos e Argentina eliminados, a cabeça das nossas jogadoras foi para lá: o mundo da lua.
Entrou todo mundo em quadra hoje certo de que bastava assinar o ponto e que enquanto o jogo corria, já era possível pensar na coreografia da conquista do ouro e num segundo bigode.
E aí, caíram do cavalo.
O início foi excelente, com um 8-0 movido por uma inspirada Iziane. Mas logo o técnico porto-riquenho parou a partida e deu um nó em Enio. Trocou a defesa e começou a apostar nas infiltrações. Foi dando certo, suas jogadoras foram ganhando confiança e o Brasil prometendo que na próxima bola tudo voltaria a ser como antes. Parado no ataque, apostando em bolas de três ou para as pivôs (fechadas por até três porto-riquenhas), a seleção brasileira empacou.
Sem Clarissa, com Érika com faltas e errando tudo no ataque (0/4 nos lances-livres e 1/12 nos lances de dois), a solução parecia vir com Gilmara, mas a pivô saiu carregada de quadra após uma disputa de bola.
Não fosse o bastante, Babi também se carregou em faltas ao tentar conter as infiltrações das ágeis porto-riquenhas e a armação caiu nas mãos de Tássia, que vinha jogando pouco e talvez não seja a armadora que Hortência procura.
Não deu certo e o desepero bateu.
Na hora do sufoco, Iziane voltou a arremessar sem critério. Contida nas infiltrações, viu seu aproveitamento cair, até que o técnico a tirou de quadra e –no que eu acho que foi um erro- não voltou mais.
No quarto final, as boas intenções de Sílvia Gustavo (cestinha com 16 pontos) e uma bola de Babi mantiveram o Brasil vivo, mas não foi o suficiente. A seleção perdeu vergonhosamente para Porto Rico (69-68) e agora terá que engolir uma disputa de bronze.
O trabalho de Enio teve méritos no Pré? Sim.
Mas novo campeonato, era hora de mostrar que os tempos são outros. E o Brasil simplesmente voltou a decepcionar ao repetir os fracassos dos Pans de Barbosa.
Numa competição com muito mais exposição que o Pré-Olímpico, a seleção perdeu a oportunidade de matar o seu leão (gatinho?) do dia e voltará para casa com o rabinho entre as pernas.
E mais uma vez, o basquete feminino brasileiro mostra que preparo emocional e concentração são virtudes que aqui nem técnicos, nem atletas conseguem imaginar o que significam.
A conquista do ouro pelo basquete feminino no Pan de Havana, em 1991, continua sendo um fato extremamente marcante no esporte nacional. Vinte anos depois, a conquista das meninas sob as barbas de Fidel ainda é lembrada e comentada.
O time americano que o Brasil bateu naquela competição (87-84) contava com Jennifer Azzi, Teresa Edwards, Andrea Lloyd, Venus Lacey, Katrina McClain e Lynette Woodard, entre outras. Nenhuma delas estava estreando na seleção americana, como se tornou comum nas edições seguintes.
A seleção cubana que Paula, Hortência & Cia bateram por duas vezes em Havana (90-87 e 97 x 76) havia sido bronze no Mundial da Malásia (1990) e ficou com o quarto lugar em Barcelona (1992).
[Adriana Aparecida dos Santos (12), Ana Lúcia Mota (7), Hortência de Fátima Marcari (133), Janeth dos Santos Arcain (87), Joycenara Baptista (7), Maria Paula Gonçalves da Silva (110), Marta de Souza Sobral (92), Nádia Bento Lima (24), Roseli do Carmo Gustavo (5), Ruth Roberta de Souza (23), Simone Pontello (9) e Vânia Hernandes de Souza (9). Técnica: Maria Helena Cardoso]
E – por incrível que pareça e por mais que seja ‘exaltado’ o baixo nível técnico da competição – nunca mais o Brasil foi ouro na disputa.
Em Mar del Plata -1995, a competição foi cancelada por falta de interessados.
Nas três próximas edições, o técnico Antônio Carlos Barbosa comandou o time e acumulou fracassos.
Em Winnipeg-1999, o time esteve irregular como sempre sob o comando do treinador. Conseguiu superar Cuba na estreia (84-78), as dominicas a seguir (124-68) , o Canadá no terceiro jogo (70-59) e ainda os EUA (77-72, no site da CBB, consta derrota por 70-72), e jogou muito mal em mais uma vitória sobre as argentinas (67-65). Na semifinal, uma cesta de Tammy Sutton-Brown (então uma menina de 21 anos) definiu a vitória das canadenses. Na decisão do bronze, a seleção americana não tomou conhecimento e voou (85-59).
Naquela equipe americana, o nomes de maior destaque foram Michelle Marciniak (na época com já 25 anos) e Edwina Brown (21). As duas e suas dez companheiras naquele Pan não voltaram a disputar competições pela seleção americana. Uma das atletas, Danielle Monique McCulley teve passagem discreta por Americana em 2004.
Outro fato que marca a competição foi a contusão de Leila Sobral, que gerou um pôlemico processo judicial contra o COB e afastou a atleta da seleção por cinco anos.
[Adriana Aparecida dos Santos (99), Adriana Moisés Pinto "Adrianinha" (40), Cíntia Regina dos Santos Luz (77), Helen Cristina dos Santos Luz (115), Ilisaine Karen David "Zaine" (11), Kelly da Silva Santos (63), Leila de Souza Sobral (66), Lilian Cristina Lopes Gonçalves Lopes (22), Patrícia Mara Silva (21), Rosângela Aparecida Pereira (0) e Roseli do Carmo Gustavo (21)]
Quatro anos depois, na República Dominicana, o time se comportou de maneira semelhente.Na primeira fase, bateu Canadá (62x53), Argentina (86-43), perdeu dos EUA (77x64). Depois venceu as donas-da-casa (102-44) Cuba (79x70). Na semifinal, nova derrota para a seleção americana (75x69), num jogo com prorrogação e marcado por um lance polêmico em que a mesa anotou dois pontos a mais para as americanas.
Na decisão do bronze, o Brasil superou o Canadá (55x46) em um jogo muito ruim, no qual –se a memória não me trai – algumas bolas de três de Lilian ajudaram bastante.
Logo após o Pan, Silvinha Luz pediu afastamento da seleção. O astral era péssimo com o degaste com Barbosa, o afastamento de Laís Elena (assistente na época e que não foi a Santo Domingo alegando “medo de avião) e o grupo enfrentaria um Pré-Olímpico em um mês.
Felizmente, o retorno do assistente Paulo Bassul (ocupado durante o Pan com a seleção sub-21, que conquistava a prata no Mundial) e as incorporações de Janeth, Leila e Iziane mudaram o rumo.
O time americano daquela vez tinha como destaque Rebekkah Brunson, então em início de carreira, com 21 anos, idade média do time. Brunson e as demais onze atletas que perderam o ouro para a Cuba não voltaram à seleção americana em torneios oficiais.
[Adriana Moisés Pinto "Adrianinha" (82pts), Alessandra Santos Oliveira (80), Cíntia Silva dos Santos “Cíntia Tuiú” (67), Jacqueline Godoy (15), Jucimara Evangelista Dantas “Mamá” (9), Kelly da Silva Santos (45), Lilian Cristina Lopes Gonçalves (46), Micaela Martins Jacintho (61), Renata Santos Oliveira (9), Silvia Andrea dos Santos Luz “Silvinha” (67), Soeli Garvão Zakrzeski “Ega” (8) e Vivian Cristina Lopes (30)]
Em 2007, no Rio, havia a expectativa do ouro na despedida de Janeth. Depois de vitórias sobre Jamaica (81-69), México (88-44), Canadá (77-63) e de eliminar Cuba nas semifinais (79-60), o time caiu na decisão contra as americanas (79 a 66 – no site da CBB, registrado como 69-66).
O time americano que esteve no Brasil era muito jovem. O destaque foi Angel McCoughtry (na época, com 20 anos). Do grupo, Angel mais a pivô Jayne Appel (19) já estiveram em ação no último Mundial Adulto.
[Adriana Moisés Pinto "Adrianinha" (72pts), Graziane de Jesus Coelho (4), Ísis de Melo Nascimento (2), Janeth dos Santos Arcain (86), Jucimara Evangelista Dantas “Mamá” (14), Karen Gustavo Rocha (21), Kelly da Silva Santos (57), Micaela Martins Jacintho (87), Palmira Cristina Marçal (7), Patrícia de Oliveira Ferreira “Chuca” (0), Soeli Garvão Zakrzeski “Ega” (29) e Tatiana Castro Conceição (12)]
Daqui a duas horas, a seleção feminina começa a escrever um novo capítulo dessa história na semifinal contra Porto Rico. Dessa vez, os rivais dos últimos vinte anos (Cuba, Canadá e EUA) não estarão mais presentes.
O significado de um possível ouro aqui, bem como o real valor dessa equipe americana (que patinou escandalosamente na competição) só entenderemos em alguns anos.
Enquanto isso, que as meninas corram atrás desse ouro!
“Queríamos provar que sim, nós somos os Estados Unidos e que sim, nós somos boas!”
O desabafo da armadora Kevi Luper, da Oral Roberts University (a mesma que formou a catarinense Mariana Camargo), após a vitória da seleção americana sobre o México (87-58), a primeira do time no Pan.
Outros Resultados:
21/10 – Argentina 58 x 55 EUA, Comlômbia 83 x 26 Jamaica, México 76 x 74 Porto Rico
22/10- Colômbia 59 x 57 Canadá (veja a cesta decisiva aqui), Porto Rico 75 x 70 EUA, Argentina x México
Na Folha:
Record dá um tiro na seleção feminina de basquete
Pivô do Brasil sai com suspeita de entorse e pode ser cortada
No UOL:
Iziane confirma time no Maranhão, mas reclama do "jeitinho brasileiro"
Estatística da partida: aqui!
Depois de perder para o Brasil a decisão do Pré-Olímpico de Neiva, a seleção argetina voltou a se concentrar na próxima quarta-feira (12) para os treinos para o Pan-Americano.
Para a competição em Guadalajara, estarão ausentes a capitã Carolina Sanchéz (pivô, cestinha da equipe com 14,2 pontos por jogo e já defendendo seu clube na II Divisão Espanhola) a as alas Débora González (segunda cestinha, com 8,5 ppj) e Stefany Thomas (quarta maior pontuadora, com 6,2 ppj).
Para definir as substitutas, o técnico Roberto Santín chamou mais seis jovens atletas: Nadia Flores, Rocío Rojas, Rocío Díaz, Natacha Pérez, Brenda Schmidt e Natacha Spiatta.
No site da Confederação Argentina, já se anuncia que o país vai tentar sediar o Pré-Olímpico Mundial no próximo ano.
As jogadoras Bárbara de Queiroz (Babi), armadora, 25 anos, 1,80m, Clarissa dos Santos, pivô, 23 anos, 1,87m e o preparador Físico Vita Haddad juntamente com a Seleção Brasileira Adulta de Basquete Feminino sagraram-se campeões do 9º Torneio Pré Olímpico das Américas no último sábado em Neiva na Colômbia ao derrotar a equipe da Argentina por 74 a 33.
As jogadoras e o preparador físico Vita Haddad desembarcam no Brasil nessa madrugada em Guarulhos e não terão muito tempo para descanso, pois a equipe se reapresenta nesta quinta-feira, 06 de outubro, no Rio de Janeiro para os Jogos Pan-Americanos que será disputado em Guadalajara no México entre os dias 14 e 30 de outubro. A equipe seguirá para o México no dia 15 de outubro e além da Babi, Clarissa e Vita, a seleção Brasileira contará com a presença da jovem Tássia Carcavalli que está relacionada para a preparação do torneio.
“Estávamos preparando juntamente com a Prefeitura de Americana e nossos patrocinadores uma homenagem a estes profissionais que representaram maravilhosamente bem a nossa cidade, porém mal chegaram já irão embarcar para o PAN. Decidimos então homenageá-los na volta de Guadalajara que deve ser entre os dias 25 e 27 de outubro. Quem sabe já não comemoramos em dobro com o titulo também do PAN Americano?” explicou o Presidente da ADCF, Ricardo Molina Dias, gestor do basquete feminino de Americana.
Após conquistar a vaga para Londres-2012 ao vencer o Pré-Olímpico anteontem, a seleção feminina elabora um calendário de jogos que exija mais das brasileiras do que o torneio na Colômbia.
O time nacional encerrou a disputa com média de 45 pontos sofridos por jogo. Nenhum país conseguiu fazer mais de 61 pontos na equipe comandada por Ênio Vecchi.
Na decisão de anteontem, a Argentina anotou apenas 33 pontos, contra 74 das brasileiras, em um placar muito mais comum para um duelo de olimpíada escolar.
Facilidade que deve se repetir no Pan de Guadalajara, cujos jogos do feminino começam no dia 21 de outubro, com 6 das 10 participantes do Pré-Olímpico, além da seleção dos Estados Unidos.
As americanas irão com uma equipe de universitárias e pediram um amistoso contra o Brasil às vésperas do Pan, já no México. O convite foi aceito pelas brasileiras.
"Temos que pensar em jogar no nível internacional", afirmou a ex-jogadora Hortência, atual diretora do departamento de basquete feminino da CBB (Confederação Brasileira de Basquete).
Ela contou que a confederação recebeu convites para que a seleção participe de dois quadrangulares preparatórios para os Jogos de Londres-2012, no próximo ano.
"Haverá um torneio na China e outro em Londres. Decidiremos nesta semana se vamos participar", declarou Hortência. A seleção brasileira se reapresenta nesta sexta-feira no Rio, para se preparar para o Pan mexicano.
Fonte: Folha de São Paulo
A USA Basketball definiu no começo da semana o time que disputará o Pan-Americano de Guadalajara.
O time é bem jovem. A mais velha é Avery Warley, com 24 anos.
Mas a principal aposta é em uma novata: a ala-pivô Breanna Stewart, de 17 anos e 1,91 cm, cestinha da seleção sub-19 campeã Mundial no Chile em julho e escolhida para o quinteto do torneio, ao lado de Damiris, apesar de ter tido suas piores atuações nos jogos decisivos (6 pontos na semifinal contra o Brasil e 3 na final contra a Espanha).
Fora Stewart, apenas outras duas atletas têm alguma experiência anterior em seleções nacionais. Ambas treinaram para a Universíade, mas foram cortadas antes da competição.
A maioria das atetas (sete) ainda está no chamado “college” americano.
A comissão técnica é toda feminina. A comandante é Ceal Barry (da Universidade do Colorado) e as assistentes serão Jeniffer Gillom (assistente da seleção adulta) e Debbie Ryan (que treinou o time que ficou com a prata no Pan de 2003).
Os treinos só começam no dia 15 de outubro. A estreia é no dia 21 contra o Canadá.
"Não tem jogadora nova, nem velha. Vamos com o melhor que tivermos", diz ex-jogadora
Denise Mirás, do R7
Agora sem Helen e Alessandra, a seleção brasileira de basquete jogará seu Pré-Olímpico em Neiva, Colômbia, de 24 de setembro a 1º de outubro, valendo uma única vaga para Londres. E “não tem mais nova, nem mais velha – vamos com o melhor que tivermos”, segundo Hortência Marcari, agora diretora de seleções da CBB (Confederação Brasileira de Basquete). A ex-jogadora também enumera a correção de algumas deficiências, com relação ao Mundial da República Tcheca, como mudança de atitude em quadra, defesa mais à frente, mais substituições.
O Pré-Olímpico é a maior preocupação da dirigente em 2011, mas não a única: é preciso “rodar” atletas mais novas em competições internacionais e, na base, trabalhar pelo aumento no número de jogadoras de basquete no país.
Hortência está planejando a temporada das várias seleções ao mesmo tempo, com períodos/locais de treinamento encaixados com amistosos e competições.
Para a categoria feminina, o basquete começa em maio, quando uma seleção de novas irá à China, para seis amistosos com a seleção daquele país.
- São jogadoras de 20, 22 anos. E as seleções europeias não estarão disponíveis, nesse período. Queremos essas atletas ganhando experiência e, aí sim, dentro do conceito “Olimpíada-2016”.
Hortência diz que ainda precisa conversar com Ênio Vecchi (com o aeroporto em Londrina fechado na terça-feira, 18, o técnico não pôde comparecer à reunião de tarde, na CBB, com sede no Rio de Janeiro). Essa seleção de novas poderia sair da China, direto para amistosos na Europa, em junho.
De certo, as convocadas para a seleção principal estarão treinando em julho, provavelmente no Rio de Janeiro. Em agosto haverá a Universíade (de 12 a 17 de agosto, em Shenzen, China), que será usada como parte da preparação para o Pré-Olímpico de setembro.
Hortência terá de acomodar calendários da seleção e do basquete paulista, mas inicialmente a seleção deverá estar treinando entre 18 de agosto e 15 de setembro, com um torneio SuperFour no Brasil nos últimos três dias desse período).
Força máxima também no Pan
Depois do Pré-Olímpico, a seleção irá também com sua força máxima, segundo Hortência, para os Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, México (os jogos do basquete serão entre os dias 14 e 30).
Janeth Arcain e Urubatan Paccini são dois técnicos fundamentais, segundo Hortência, no auxílio a Ênio Vecchi, que vem de dirigir times masculinos e pela primeira vez estará à frente de um grupo feminino.
Damiris (pivô de 1,92 m, 19 anos), Tássia (armadora de 1,75, 19 anos em maio), Franciele (pivô de 1,87 m, 23 anos), Nádia (pivô de 1,93 m, 22 anos em fevereiro) são algumas das jogadoras citadas pela diretora da CBB como importantes para serem trabalhadas.
- O que me preocupa muito é que não temos uma quantidade de jogadoras que precisaríamos. Temos as que temos, ponto. Por isso estamos investindo forte na base. Mas agora não podemos pensar em substituições, em renovação, nada drástico. Temos de trabalhar gradativamente.
Quanto a diferenças da seleção que irá ao Pré-Olímpico, da que esteve no Mundial da República Tcheca (e terminou em nono lugar), Hortência diz que o tempo de preparação foi mais curto.
- Vamos dar continuidade ao legado que o Carlos Colinas deixou. Mas temos de trabalhar algumas deficiências, como mudar atitude, defesa não só no garrafão mas buscando mais lá na frente, substituir um pouco mais... Não temos o que mudar no ataque, por exemplo.
Fonte: R7