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domingo, 16 de outubro de 2011

“Baixinhas, mas sem complexos” (1979)

O Renato me enviou a reportagem abaixo e acho que ela é recordista em idade aqui no blog. É de 1979, quando a seleção se preparava para o Mundial da Coréia, o primeiro de Paula e Hortência. Essa última - aos 20 anos – acabou o torneio como cestinha do time.

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8º CAMPEONATO MUNDIAL FEMININO
Local: Seul - Coréia
Data: 29 de abril a 13 de maio de 1979
Delegação do Brasil
Hortência de Fátima Marcari (127pts), Maria da Conceição Santana (7), Maria de Fátima Cataldi Pascoal (4), Maria Paula Gonçalves da Silva (63), Maria Tereza Boscariol (50), Selma Boragina (8), Silvana Maria Teixeira (2), Simone Aparecida Bighetti (12), Solange Maria de Castro (35), Suzete Pereira da Silva (112), Thelma de Nazareth de Pina Guimarães (8) e Vânia Somaio Teixeira (64). Técnico: Antônio Carlos Barbosa.
Campanha do Brasil
Brasil 64 x 76 França
Brasil 98 x 57 Senegal
Brasil 57 x 55 Japão
Brasil 98 x 53 Bolívia
Brasil 104 x 66 Malásia
Brasil 73 x 82 Holanda
Classificação final
1º- Estados Unidos; 2º- Coréia; 3º- Canadá; 4º- Austrália; 5º- Itália; 6º- Japão; 7º- França; 8º- Holanda; 9º- Brasil; 10º- Bolívia; 11º- Malásia; 12º- Senegal.

sábado, 4 de junho de 2011

Equipe volta aos treinos e técnico vê equipe mais determinada

A equipe de basquete feminino de Ourinhos voltou aos treinos esta semana, e de acordo com o técnico Antonio Carlos Barbosa, estão mais determinadas do que nunca. Aguardando a confirmação do cancelamento definitivo do Campeonato Sul-Americano, as atletas treinam para os Jogos Regionais e Jogos Aberto.

Segundo Barbosa, a sede dos Jogos Sul-Americanos seria no Equador, mas por problemas financeiros e troca de Ministros dos Esportes o país decidiu não mais realizar o campeonato. “O evento foi oferecido a Americana, e eles estão vendo a possibilidade de realizá-lo. O Sul Americano ainda não está descartado.”, afirmou o técnico.

“Nós estamos treinando normalmente, como se tivéssemos uma competição próxima. Essa é uma fase importante pra mim, que ainda não tive desde que cheguei. Comecei a comandar a equipe no final da Liga de Basquete e logo em seguida veio o Paulista, não tive tempo de trabalhar com a equipe”, destacou.

Ele lembra que ficou sem a possibilidade de fazer algo técnico pessoal, uma preparação física especial para uma pré-temporada. “Eu precisava implantar uma filosofia de jogo para que elas tivessem mais constância. Essa inconstância da equipe de Ourinhos é o que todo mundo reclama. Como um time pode perder de 20 pontos em casa para Americana e chegar lá ganhar o jogo em seguida? A única explicação é essa inconstância por falta de maturidade de algumas jogadoras”, disse.

Barbosa lembra que nesses dois últimos campeonatos, eles conseguiram uma jornada de superação. “A única jogadora do grupo habituada as decisões era a Chuca. Todas elas estavam acostumadas a ficar no banco em decisões. Então nós conseguimos um trabalho de sustentação da equipe e estamos trabalhando, porque um bom trabalho não se dá de um dia para o outro. Elas estão me surpreendendo muito, a determinação delas, com a busca da perfeição delas”.

Técnica

Tecnicamente, Barbosa afirma que houve evolução no aspecto de velocidade, de saída rápida, e tornar a marcação mais agressiva. “Estamos tentando dificultar o trabalho do adversário. O difícil é colocar regras: é fácil falar sai rápido, mais de que maneira? Então nós temos esse trabalho na questão de colocação, posicionamento, e precisamos fazer muitos jogos de 5 contra 5, o que eu não tive tempo de fazer na outra temporada”.

Já sobre o problema da finalização – que Ourinhos erra muito - o técnico disse que chegou a uma conclusão muito clara. “É uma questão muito mais de segurança, tranquilidade, do que de trabalho. Eu tento passar mais confiança para elas, auto-estima, mais é complicado. O basquete é um jogo de precisão, se você não tiver muito equilibrado físico e psicologicamente, você não acerta. Isso eu tenho certeza que é o tempo que vai resgatar”, relatou.

Pivô Kelly

O técnico afirmou que a contratação da pivô Kelly está nas mãos da diretoria. Inicialmente o contrato seria feito para que a atleta jogasse o sul-americano, mas com o cancelamento, a decisão mudou. “Ela é uma jogadora de minha confiança, eu que a lancei em 1997 na seleção, ela jogou juvenil comigo em Campinas, então eu a considero uma das melhores pivôs do mundo”, disse.

Ele destaca que Pivô é uma das posições que Ourinhos mais carece. “Precisamos de uma jogadora forte, grande. Para conseguir bater de frente com as outras pivôs, nós precisávamos de uma jogadora com essas características. Para mim era uma solução momentânea, e depois haveria a idéia de ela ficar para o Brasileiro. Mas como foi suspenso o sul americano, a negociação está suspensa”, concluiu.

Fonte: Diário de Ourinhos

terça-feira, 1 de março de 2011

Vice na Liga de Basquete Feminino, ex-técnico da seleção diz ter sido marginalizado

barbalbf Barbosa classificou forma como sua saída da seleção foi conduzida de "burrice cavalar”

Carolina Canossa, do R7

Treinador da seleção brasileira feminina de basquete até o Pan-2007, Antonio Carlos Barbosa só voltou a trabalhar como técnico este ano, quando assumiu a equipe de Ourinhos. Substituto de Urubatan Pacini, ele levou um time que corria risco de sequer ficar entre os quatro melhores da fase de classificação para um surpreendente vice-campeonato na Liga de Basquete Feminino (LBF). 
O resultado fez o treinador desabafar, mostrando mágoa pela forma como sua saída da seleção foi conduzida. 
- Com toda a honestidade, eu nunca duvidei do meu valor, da minha competência e do que fiz pelo basquete brasileiro. É só ver todas as jogadoras que iniciaram comigo e as classificações das competições. Era Barbosa, Paula, Hortência... eu querer ser técnico da seleção, não dá mais, mas ter sido marginalizado como fui é de uma burrice cavalar. 
O ponto alto da passagem de Barbosa pela seleção brasileira foi a conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas de Sidney-2000, quando nem Paula e nem Hortência participavam mais da equipe. Aos poucos, porém, ele passou a ser visto como “antiquado”, uma vez que já havia tido outras passagens pelo time verde-amarelo em anos anteriores. 
Agora, orgulhoso do trabalho que fez em Ourinhos, Barbosa não lamentou a perda do título da LBF no jogo único contra Santo André. Na visão dele, só o fato de o time ter chegado à decisão já é motivo para comemorar. 
- Esse time foi além do que eu esperava, do que a cidade esperava. Essa era uma equipe que iria perder três partidas contra Americana na semifinal e já era para estar de férias desde a outra quarta-feira (16). 
De acordo com ele, a maior experiência das jogadoras da equipe do ABC foi fundamental para decidir o confronto. 
- Santo André tem uma equipe mais sólida, com valores individuais mais firmes e com um passado de seleções, como é o caso da Ega, da Micaela e da Ariadna. Quando chega um momento deste, essas jogadoras jogam mesmo.

Fonte: R7

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Mangueira e Joinville jogam tudo no fator casa nos playoffs

Mandantes admitem favoritismo de Ourinhos e Catanduva no início das 4ªs-de-finais da LBF

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Mangueira x Ourinhos, no Rio de Janeiro, e Joinville x Catanduva, em Santa Catarina com transmissão ao vivo pelo SporTv 2, abrem neste sábado as quartas-de-finais da Liga de Basquete Feminino. A série em melhor de três apontará os adversários de Americana e Santo André nas semifinais. Reconhecendo o favoritismo das visitantes, que fazem o segundo jogo em seus domínios e também terão o mando caso seja necessária uma partida-desempate, cariocas e catarinenses vão apostar tudo no fator casa.

A ala Isabela Ramona, de 17 anos e uma das promessas da Mangueira, acredita que as adversárias poderão encontrar problemas com o verão carioca. "Tem feito muito calor e nós estamos acostumadas a treinar e jogar com estas temperaturas altas. A sensação térmica em nossa quadra deve passar facilmente dos 40 graus", justifica. Isabela acrescenta que o apoio do público também será importante para a equipe ultrapassar um obstáculo muito complicado. Ourinhos venceu o duelo nos dois turnos e conta com várias jogadoras de nível de seleção. "Para nós, é praticamente um decisão. Se ganharmos vamos transferir a pressão para elas no segundo jogo. Caso contrário, tudo ficará mais difícil", diz.

Ourinhos cresceu no returno com a chegada do técnico Antonio Carlos Barbosa. Experiente, Barbosa rechaça o favoritismo atribuído pelas adversárias. "Não tem nada disso. Temos é de tomar cuidado, porque será um jogo difícil. Mangueira vem com moral alta por causa da forma como conseguiu a classificação, ao colocar uma vantagem de pontos elevada sobre um rival direto. Além disso, ao contrário do que costumam dizer, é uma equipe madura, com atletas rodadas como Ivana, Camila, Kelly Cota...", afirma. Barbosa elogia a fase de crescimento de Ourinhos. "Apesar do tempo curto, conseguimos mudar a postura, o modo de jogar. As meninas sabem que sou amigo, mas que também exijo de todas."

No Ginásio Ivan Rodrigues, recuperado depois das recentes enchentes que danificaram o piso da quadra, Joinville recepcionará as atuais campeãs nacionais confiando no apoio dos torcedores locais. "Catanduva será um osso duro de roer. Enfrentaremos uma equipe cujo investimento é muito superior ao nosso, mas temos condições de surpreender. Conversamos bastante nesta semana, superamos a decepção pela derrota contra Mangueira e vamos tentar aproveitar a chance de ganhar em nossa quadra. Se não vencermos aqui, lá em Catanduva é que será complicado", analisa a treinadora Rose Alfarth.

Joinville deixou escapar a quinta colocação e fechou a fase classificatória em 6º ao perder para Mangueira na última rodada do returno por diferença de 34 pontos. "Foi nossa pior partida no campeonato", admite Rose. "Agora é a hora de mostrarmos união. Antes de pensar na vitória, temos de nos preocupar em fazer um excelente jogo. É difícil? Claro que é, mas não impossível. Já vimos alguns resultados inesperados no campeonato", observa a treinadora.

Catanduva treinou em seu ginásio na manhã desta sexta-feira antes de embarcar para o interior catarinense. A lateral Palmira, 7ª maior pontuadora do campeonato com 193 pontos, adverte para a força de Joinville. "É um time rápido, alto, que tem até laterais de grande estatura. Precisamos ter atenção com os contra-ataques. Entramos num momento em que tudo é mais difícil porque todos querem se manter vivos na competição. Treinamos bastante na semana para corrigir os erros que vínhamos cometendo, principalmente na defesa e nos passes." Palmira acredita que a vitória será fundamental para garantir a tranquilidade no jogo de volta. "Não queremos passar sufoco na segunda partida."

Liga de Basquete Feminino

Quartas-de-finais

Primeira rodada:

Mangueira x Ourinhos
Local: Ginásio de Esportes Carlos Alberto Doria
Endereço: Rua Santos Melo, 73 - Bairro São Francisco Xavier - RJ
Horário: 18 horas

Joinville x Catanduva
Local: Ginásio Municipal Ivan Rodrigues
Endereço: Rua Max Colim, 1.640 - Bairro América - Joinville - SC
Horário: 20 horas (com SporTV 2)

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Ourinhos chama medalhista olímpico para sair da má fase

115420_157563_chuca_ourinhos_e_isabela_ramona A má fase de Ourinhos custou a cabeça do técnico Urubatan Paccini. Depois de perder em casa para Catanduva na terça-feira, o atual vice-campeão brasileiro demitiu o treinador. Antonio Carlos Barbosa, um dos profissionais mais respeitados do País e que tem a medalha de bronze dos Jogos Olímpicos de Sidney (Austrália) em 2000 à frente da seleção brasileira feminina como ponto alto do extenso currículo, foi contratado para o seu lugar e estreia nesta sexta-feira contra Mangueira, no Rio de Janeiro. A partida começará às 21 horas com transmissão ao vivo pelo SporTv 2.

A derrota diante do vice-líder, a terceira consecutiva na Liga de Basquete Feminino, acendeu a luz vermelha para os dirigentes de Ourinhos. A equipe manteve a quarta colocação, mas está cada vez mais pressionada pelos adversários que vêm atrás na classificação. Com cinco vitórias em onze jogos, o time não tem mais chances de terminar a primeira fase entre as duas primeiras que passarão direto às semifinais. "É uma situação difícil, já que estou chegando justamente em cima da fase de definição", admitiu Barbosa. "Mas o grupo é bom", ressalvou, avisando que não pretende promover modificações radicais. "A mudança será mais motivacional. Claro que vamos fazer alguns ajustes, mas sem grandes alterações táticas neste primeiro momento."

Barbosa já começou a trabalhar. Na quarta-feira, esteve na quadra para a apresentação e treinamentos iniciais. "Conheço praticamente todas as meninas. Grande parte esteve comigo em minhas experiências anteriores como técnico ou na coordenação das seleções de base. Isso ajuda muito na adaptação. Confesso que fiquei até emocionado com a recepção que elas me ofereceram", afirmou Barbosa, que deve sair jogando diante de Mangueira com a mesma formação que vinha sendo utilizada pelo antecessor. "Aos poucos, quero dar a minha cara ao time. Se essa cara será feia ou bonita, só vamos saber mais tarde", brincou. O treinador sabe que o adversário precisa da vitória para continuar sonhando com os playoffs e antevê as dificuldades. "Mangueira vem fazendo um trabalho sério há tempos e se reforçou com jogadoras experimentadas como Bruna, Leão e Kelly Cota. Além disso, a Ivana vem fazendo uma ótima temporada", lembrou Barbosa, que não perdeu o contato com o basquete no período em que esteve afastado das quadras. "Acompanhei as partidas da LBF pela TV e pela Internet", disse.

Mangueira pretende usar o mando de jogo como arma extra para subir da 7ª posição que ocupa e se infiltrar entre as seis que continuarão na competição ao final do returno. As cariocas ainda receberão o líder Americana e as catarinenses de Joinville, atuais quinta colocadas. Mas o foco imediato é mesmo Ourinhos. "Será o jogo das nossas vidas", prevê a jovem revelação Isabela Ramona, que completará 17 anos no domingo. "Temos de entrar concentradas como na vitória desta semana contra São Caetano e acreditar que podemos vencer."

Isabela imagina que as mangueirenses poderão tirar proveito da instabilidade atravessada por Ourinho, pentacampeão nacional de 2004 a 2008. "O novo técnico ainda precisará de um tempo para se entrosar com as jogadoras", justificou. A integrante das equipes de base do Brasil, aposta do treinador Guilherme Vos para o futuro, disse que a chave para o resultado que a equipe precisa passa pelos cuidados defensivos. "Temos de fazer uma boa marcação que não dê liberdade a Ourinhos e nos permita sair rápido nos contra-ataques. E precisamos evitar que algumas jogadoras que desequilibram fiquem livres um só instante. Uma delas é a Chuca, que arremessa muito bem. Uma vitória nos deixará em ótimas condições para decidir uma vaga com Joinville na última rodada", completou.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Antonio Carlos Barbosa assume hoje o basquete feminino de Ourinhos

Barbosa aceitou o convite feito pela Diretoria de Esporte do Basquete Ourinhese. Sabendo que terá pela frente um grande desafio, mas o primerio passo é classilficar o time para o Play-off das semi-finais. Depois já se conversam em novas contratações mas o objetivo maior o colocar Ourihos de volta a Elite de Basquete Feminino do País.
Na sua opinião, quais características formam uma grande atleta?
Aliado ao talento, um atleta precisa ter seriedade nos treinamentos, honestidade, responsabilidade, personalidade, coragem e atitude.
Qual a principal característica de um time treinado por você?
Desde que comecei (em 1976), procurei trabalhar a velocidade, contra-ataque e precisão de arremesso. Quando retornei a seleção brasileira juvenil, em 1996, dei mais valor à marcação e passamos a aliar velocidade com uma forte defesa.
Como você define o técnico e o homem Barbosa?
Eu sou um homem que procura agir de modo correto, visando o respeito do seu semelhante. Em todas as minhas ações, busco honestidade e transparência, tentando ser o mais humano possível, respeitando o próximo com suas qualidades e defeitos. Como profissional, acredito que sou um lutador. Comecei do nada. Tive que achar meu caminho como treinador, já que não fui um grande atleta. Tive pessoas que me ajudaram e foram grandes exemplos. Fui construindo meu caminho e minhas convicções, com erros e acertos.

Fonte: Ourinhos Basquete

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

O tempo passa... (Jornal da Tarde)

A sete meses do Mundial, Brasil está sem treinador

Fabrício Lima, fabricio.lima@grupoestado.com.br

Faltam sete meses para o Mundial feminino, na República Checa, e o Brasil ainda não tem técnico. E a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) não parece preocupada em anunciar logo o nome do substituto de Paulo Bassul - o espanhol Carlos Colinas é o mais cotado.

Quem conhece muito o assunto diz que essa demora pode atrapalhar bastante a Seleção no torneio. É o caso de Paula, uma das maiores jogadoras da história do basquete brasileiro. Uma frase dela resume a situação da equipe: “Nenhum time se prepara para um Mundial no ano da competição”, comentou Paula, lembrando que a falta de organização também atrapalhou a preparação brasileira para o Mundial de 1994, vencido pela Seleção. Mas, naquela ocasião, havia uma diferença: “Nossa equipe era talentosa. Isso pesou.”

Irmã de Paula, e também ex-jogadora da Seleção, a hoje treinadora Branca é ainda mais dura nas críticas à CBB, cujo departamento feminino é comandado por Hortência, companheira das duas por muitos anos no time nacional. “Pega mal essa demora. Fica com cara de desorganização, não sei qual é a jogada. Talvez seja para o basquete ficar gerando notícia, não sei.”

Hortência, no entanto, jura que a demora não vai afetar o desempenho do Brasil. “A Seleção só vai começar a treinar no fim de junho. E não vejo motivo para desespero. O planejamento é feito pelo departamento técnico, não pelo treinador.”

O Brasil vai estrear no Mundial no dia 23 de setembro, contra a Coreia do Sul, e o novo treinador terá três meses com o elenco antes do torneio. Branca acredita que o período é suficiente, desde que o treinador já esteja bastante familiarizado com as jogadoras. “Antes (dos treinos) seria preciso conhecer as meninas, entender cada uma... Não sei se o novo treinador terá condições de fazer isso”, opinou Branca, treinadora do Americana em 2009, mas desempregada há seis meses.

Convocação antecipada

Um problema para o técnico que chegar será a falta de competições no Brasil. Caso o treinador seja mesmo um espanhol, a única vantagem será conhecer as jogadoras que atuam na Europa. Por isso as constantes viagens de Hortência para conversar com jogadoras como Iziane, Érika e Alessandra, em uma espécie de convocação prévia. A imposição de Iziane no elenco foi o principal motivo para a saída de Bassul da Seleção.

Barbosa: ‘O nome tem de sair logo’

Antonio Carlos Barbosa tem a experiência de ter comandado o Brasil em cinco Mundiais femininos. E ele também acredita que o tempo será apertado para quem assumir o time.

“Tempo de planejamento há, mas pelo menos o nome do técnico tem de sair logo. A Hortência deve ter alguma coisa já definida. Mas precisa pensar bem para tomar a decisão, porque depois fica complicado corrigir. Trazer um estrangeiro causa polêmica.”

Barbosa enfrentou problemas na preparação para os Mundiais em suas duas passagens pela Seleção. Nos primeiros (Coreia do Sul/1979 e Brasil/1983), segundo ele, era puro amadorismo. “Tinha jogadora fazendo faculdade, não fizemos amistosos. Foi uma dureza”, lembrou ele, nono colocado na Coreia e quinto no Brasil.

Depois de um quarto lugar na Alemanha, em 1998, Barbosa enfrentou a pior preparação que a Seleção poderia ter para o torneio de 2002, na China. “Foi uma piada”, recordou. O fato de ter nove brasileiras na WNBA, a liga feminina dos Estados Unidos, praticamente definiu a escalação. “Fizemos um período de treinos aqui só para escolhermos três, porque as meninas da WNBA eram as melhores. Mas teve jogadora que eu só fui encontrar no embarque.”

Para o Mundial do Brasil, em 2006, a preparação foi melhor e a Seleção acabou com a quarta colocação.

Fonte: Jornal da Tarde

sábado, 6 de fevereiro de 2010

As boas recordações de Magic Paula em Lima e Havana

DSC07105 A fantástica Magic Paula voltou essa semana à rotina de trabalho no Centro Olímpico, em São Paulo.

Paula passou a última semana em Cuba, para onde viajou a convite da empresa farmacêutica Roche, que lhe contratou para uma palestra na sua convenção anual.

Depois da palestra, Paula passou alguns dias em Havana, cidade de excelentes recordações para a armadora, já que marca o início da melhor fase do basquete feminino nacional, com a conquista do Pan-Americano (1991).

As boas recordações, no entanto, já haviam iniciado antes de chegar a Havana.

O vôo de Magic parou em Lima, no Peru, onde a menina Paula, aos 15 anos, fez sua estreia na seleção brasileira adulta.

Lá, em 1977, foi disputado o 16º Campeonato Sul-Americano Feminino.

Paula era a jogadora mais jovem da competição, que foi disputada em uma arena de touros.

Naquela competição, Paula já conquistou uma vaga de titular na seleção, que treinada por Antônio Carlos Barbosa, tinha ainda a também estreante Hortência, mais Vânia Teixeira, Cristina Punko, Giselda Durigan, Márcia Perecin, Maria Teresa Boscariol, Maria Tereza de Jesus Camilo, Marina Elisabeth Jurado, Sandra Pizzocaro, Suzete Pereira da Silva e Thelma de Nazareth de Pina Guimarães.

O Brasil perdeu apenas um jogo na competição, justamente para as donas-da-casa (86-81) e ficou com a prata.

E por falar em Magic Paula, há uma boa novidade para os que, como eu, ficaram órfãos quando ela abandonou seu ótimo blog no bloglog.com. A eterna armadora ensaia suas primeiras ‘tuitadas’ no @MagicPaula

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Kelly Santos e Renan Müller, do basquete, dizem sim em São Paulo (CARAS)

Eliana e a ex-cestinha e madrinha Hortência Marcari dão a sua bênção aos atletas, que se unem em ritual evangélico

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Pivô da Seleção Brasileira de Basquete, Kelly Santos (30) uniu-se ao também atleta do esporte Renan Müller (23), jogador licenciado do clube Pinheiros, em cerimônia evangélica seguida de festa para 200 convidados no Bar do Nelson, em São Paulo. Entre os vips, a apresentadora Eliana (36) e a diretora do departamento feminino da Confederação Brasileira de Basketball, Hortência Marcari (50), madrinha, com o namorado, Ricardo Fernandes Maritan (31), advogado.

A estrela do SBT presenteou Kelly com Dia da Noiva e o lindo tomara que caia branco Cymbeline que ela usou na boda, realçado por buquê de rosas vermelhas. Eliana, aliás, chegou com a noiva em um charmoso Packard preto 1938. "Desejo a vocês toda a felicidade do mundo. Estou feliz de participar desse casamento", disse ela, que gravava com Kelly o Beleza Renovada, quadro de seu Programa Eliana. Hortência, igualmente, era só alegria por abençoar a união. "Kelly é uma pessoa maravilhosa", falou a Lilian Gonçalves (61), dona do bar em homenagem ao pai, cantor Nelson Gonçalves (1919-1998), ao lado do médico Eduardo Gomes de Azevedo (59), também padrinhos da boda, assim como o ex-técnico da seleção Antonio Carlos Barbosa (64) e sua mulher, Adriana Consuelo (34).

A história de amor entre Kelly e Renan começou há cinco anos, quando ela jogava na Espanha e veio ao Brasil tratar de lesão. "Fui treinar no Santo André, que era o time dele, nos conhecemos e ficamos. Em 2008, em nova temporada minha aqui, começamos a namorar. E, hoje, realizo meu sonho", contou ela. "O que mais admiro nela é o carinho que tem por mim", declarou o noivo à amada. A lua de mel será na exótica Istambul, na Turquia, onde ela jogará pelo Terciktas.

Fonte: Revista Caras

domingo, 3 de janeiro de 2010

Barbosa pode deixar CBB e é pré-candidato a deputado federal

Técnico bauruense não sabe se terá espaço na Confederação de Basquete, considera que a Prefeitura não “andou” na área esportiva e revela que será candidato a deputado federal

Ricardo Santana

O bauruense Antonio Carlos Barbosa, eterno técnico de basquete, vive mais um momento de transição na sua longa carreira como treinador. Sua situação na Confederação Brasileira de Basketball (CBB) está indefinida. Desde o dia 31, ele está liberado das atividades na Confederação. “Posso continuar ou não”, explica, com ar de interrogação. Além disso, o bauruense analisa o primeiro ano da gestão de Rodrigo Agostinho na área esportiva – período em que considera que o setor ainda não deslanchou – e revela que pretende enfrentar este ano o impiedoso crivo das urnas buscando uma cadeira na Câmara Federal para representar Bauru em Brasília.

Com a entrada de Carlos Nunes no comando da CBB em maio do ano passado, a Rainha Hortência passou a comandar o basquete feminino da entidade. Barbosa foi afastado por Hortência da supervisão de seleções, inclusive da adulta. Ele passou a fazer clínicas e acompanhar campeonatos brasileiros como supervisor somente da parte da organização técnica. “Praticamente, fiquei afastado dessa parte de seleções”, comenta. A Confederação passa por um momento de mudanças às vésperas de um Mundial e da preparação para o Brasil promover as Olimpíadas do Rio em 2016. “Imagino que eu deva ter algum aproveitamento em alguma estrutura. Afinal de contas, quem tem duas Olimpíadas, seis Mundiais, seis Panamericanos, 426 jogos pela Seleção... Devo ter algum conhecimento técnico e também de vivência para dar alguma colaboração”, avalia.

Ele garante que a relação com a diretora de basquete feminino, a Rainha Hortência, é ótima. “Ela resolveu por bem dispensar o meu trabalho naquilo que eu fazia”, explica. O técnico avalia que o time feminino para o Mundial deste ano tem grandes chances se os problemas internos forem equacionados. “Vejo o Brasil entre seis ou sete equipes que brigam por duas medalhas”, aposta, dizendo que o ouro deverá ficar com os Estados Unidos. Ele aprova o trabalho do técnico Paulo Bassul. No entanto, avalia que para as Olimpíadas de 2012 haverá dificuldades para a classificação.

Semel não deslanchou

Barbosa entende que o primeiro ano do governo Rodrigo Agostinho (PMDB) na área de esporte foi muito conturbado e não deslanchou. Barbosa é crítico ao comentar os desencontros entre os ocupantes do Palácio das Cerejeiras e a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel). Ele comenta que mesmo na gestão Tuga Angerami (2005-2008), em que ele ocupou a pasta até o final de março de 2006, não foi tranquila.

Barbosa recorda-se que, depois dele, ainda ocuparam o cargo Elson Reis, interinamente, o professor Edison Maitino, que foi exonerado em outubro daquele ano, e José Carlos de Freitas. Quanto aos 12 primeiros meses da atual administração na área esportiva, ele é enfático. “Não aconteceu nada por enquanto”. De efetivo mesmo, houve a troca de secretários: saiu Polyana do Prado Teixeira para a entrada do vereador licenciado José Carlos Batata (PT). Por enquanto, o técnico de basquete avalia como positiva as primeiras decisões anunciadas pelo sucessor de Polyana.

‘Nenhum prefeito ainda teve peito para assumir a Panela’

Barbosa lembra ainda que é um sonho da cidade que a Prefeitura assuma o ginásio Panela de Pressão. “Nenhum prefeito teve peito, pelo alto custo de manutenção e pelo custo da reforma”. Para ele, a Panela é o local ideal para abrigar os jogos do GRSA/Itabom. Quanto a questão da quadra, ele diz que o piso é flutuante. Só não arrisca dizer em que condições se encontra. “Esse (piso) da Panela, o time da Tilibra/Copimax foi jogar lá a partir de 2000. E jogaram na Luso até 98-99. Ué, então acho que o piso é flutuante sim”, avalia.

Barbosa entende estar fora da realidade atual da Prefeitura de Bauru a construção de uma Vila Olímpica, como sugeriu Guerrinha, técnico do GRSA/Itabom, em matéria publicada, no último dia 24, no JC. “Talvez o Guerrinha tenha exagerado um pouquinho, naquele momento de euforia pela vitória contra Assis. Não tem mais um poder público municipal que tenha condições de investir em um grande ginásio de esportes. Acho que a Panela está de bom tamanho sim. E foram poucos os jogos naquela época (Tilibra) que lotaram a Panela. Lotou com Franca, Vasco, Flamengo e com Ribeirão. Nos outros jogos, era perfeitamente tranquilo o acesso à Panela”, opina.

Barbosa elogia o trabalho do GRSA/Itabom devido à base consistente para impulsionar o projeto. Cita o mérito do técnico Guerrinha de trazer jogadores excepcionais. Ele cita o acerto na escolha dos norte-americanos e a surpresa do Alex. “Ele (Guerrinha) sabe montar a equipe e tem o feeling de quem trazer”, ressalta.

Desafio das urnas

Barbosa é pré-candidato a deputado federal pelo PDT. Em 2006, ele também foi candidato, mas a deputado estadual, e praticamente não fez campanha devido aos compromissos com a Seleção Brasileira. Agora, Barbosa projeta a necessidade de 60 a 65 mil votos para o PDT eleger um deputado. “É uma expectativa que eu tenho até de ter essa votação em Bauru”, explica.

Na política, o técnico de basquete também tem experiência. Ele foi titular da então diretoria de Esportes e Lazer, no primeiro governo Tuga Angerami de 1984 a 1989. Permaneceu na administração seguinte, do prefeito Antonio Izzo Filho, como titular na Secretaria de Cultura, Esportes, Lazer e Turismo. Voltou no governo Tuga de 2005 até março de 2006. Barbosa ainda foi Delegado Regional de Esportes de 1972 a 1986.

Paixão pelos treinos começou no Ernesto Monte

A trajetória como treinador da Seleção Brasileira se confunde com a carreira do bauruense Antonio Carlos Barbosa. Ele “sobreviveu” à trocas de comando da Confederação Brasileira de Basketball (CBB). Porém, agora, com a gestão Carlos Nunes e a chegada da Rainha Hortência no comando do basquete feminino pode interromper, novamente, a história do bauruense com a CBB.

Barbosa avalia que se dá bem no basquete porque não pulou etapas. “Talvez eu tenha sido um dos únicos técnicos no Brasil em atividade que tenha começado do começo. Parece redundância mas é aonde todo mundo deveria começar”, define. Sua paixão por treinar inicia-se em 1963 com as meninas do Instituto Ernesto Monte, na época em que cursava o científico.
Na época, o time masculino forte da cidade era o do Guedes de Azevedo. Em 1966, Barbosa ajudou na formação do núcleo de basquete feminino e masculino na Luso e, no ano seguinte, a equipe começou a disputar o Campeonato Paulista. Ele se recorda que a equipe era formada por jogadoras do Ernesto e do Guedes. “Algumas não quiseram vir porque era uma rivalidade muito acirrada. Mas aquelas que eram tops, como a Jacy Guedes, vieram. Veio também a Ana Marisa”, relembra.

Paralelamente ao Luso, Barbosa foi contratado pelo Sesi para atuar na formação de talentos. Em 1968, Bauru sediou o Campeonato Brasileiro entre as seleções adultas de Estados. Barbosa foi convidado como assistente técnico. “Claro que me deram essa função mais em razão do campeonato ser aqui. Foi uma das exigências de Bauru que eu fosse assistente técnico, porque o campeonato seria patrocinado pela cidade”, revela. A oportunidade mostrou o trabalho de Barbosa aos dirigentes do basquete paulista, que levaram o bauruense para ser assistente técnico da Seleção Paulista Juvenil.

Com 26 anos, foi chamado para ser assistente técnico da Seleção Brasileira feminina adulta, em 1971, time que conquistou o Panamericano de Cali, na Colômbia. Em 1973, o amadorismo do basquete da Seleção obrigou Barbosa a optar. Ele resolveu ficar com o trabalho no Sesi em Bauru. Segundo Barbosa, o basquete da cidade ganhou porque o time criou uma hegemonia nas categorias menores de 1972 a 1978.

Nesta época, trouxe Suzete, de 14 anos, uma revelação para o elenco. “Foi realmente aqui que ela estourou”, destaca. O trabalho no Sesi rendeu atletas que chegaram à Seleção Brasileira. “Como Vânia Teixeira que, para mim, foi uma das melhores jogadores e ela está entre as oito melhores do Brasil”, avalia. Nesta época, Barbosa era técnico das seleções Paulista e estudantis dos Jogos Estudantis Brasileiros (JEB’s). O técnico relembra que levou Hortência para os JEB’s em 1976, quando a jogadora tinha 16 anos.

Ele passou a treinar a Seleção Brasileira adulta em 1976 com apenas 31 anos, convidado por Alberto Curi, presidente da CBB. Ele comenta que foi uma época em que a Seleção precisava ser reformulada. Barbosa acabara de vir de um período de estágio de 45 dias nos Estados Unidos, em 1974. Foram dez anos de uma reformulação profunda assimilando conceitos novos até então para os padrões brasileiros. Barbosa relembra que convocou Hortência, com 17 anos, Paula, com 14 anos, e Vânia Teixeira e Marta, ambas com 16 anos.

Ele deixou a Seleção em 1984 com a base para a conquista dos 11º Jogos Panamericanos de, Havana, Cuba, em 1991. “Foi uma saída normal porque havia um desgaste natural. Porque era um amadorismo marrom com as jogadoras começando a ter uma visibilidade mas sem uma conceituação profissional, sem uma estrutura de clube profissional. Elas levavam muita rivalidade do clube para a Seleção”, salienta.

Após este período, ele retornou aos clubes e manteve atividade nas Seleções paulistas e encerrou como técnico de clubes em Bauru em 1989. Nesta época, já vivia a experiência na gestão pública do esporte na Prefeitura de Bauru. Interrompeu por quatro anos a trajetória como treinador. Em 1993, assumiu a Cesp/Unimep, conseguindo levar o time ao vice-campeonato brasileiro. “Das cinco equipes do Estado, era a de menor orçamento e fiz essa equipe ser vice”, comemora.

Em 1996, portanto três anos após retomar a carreira de técnico, Barbosa volta à Seleção na gestão de Renato Miguel Gaia Brito Cunha, na CBB. O técnico bauruense dirigiu a Seleção Juvenil vencendo os Estados Unidos na final do Pré-Mundial e ficando na quarta colocação no Mundial juvenil de 1997. O time juvenil é a atual geração da Seleção principal, com Adrianinha, Kelly, a “Mamá”, Micaela. “É uma colocação inédita porque o Brasil até hoje não foi quarto no Mundial sub-19”, frisa.

Barbosa conta que era para ter saído nesta época porque Gerasime Nicolas Bozikis, o Grego, assumiu a CBB. Porém, estava em cima do Mundial Juvenil e da Copa América. Barbosa foi mantido e conquistou o título inédito da Copa América em 1997. Voltou a dirigir clubes por um curto período. Ele se despediu como técnico da Seleção Brasileira no Panamericano de 2007. O técnico bauruense assumiu, então, o cargo de coordenador das equipes femininas de base da CBB. Convocava técnicos, fazia o acompanhamento de treinos e padrão de jogo. No ano passado, Grego já havia passado Barbosa para a supervisão de seleções.

Fonte: Jornal da Cidade de Bauru

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Laís, Maria Helena, Vendramini, Barbosa, Macau e Miguel estão entre os convidados para o grupo de trabalho da Escola Nacional de Treinadores da CBB

Neste sábado (dia 19) será realizada a primeira reunião oficial do grupo de trabalho da Escola Nacional de Treinadores, uma iniciativa da Confederação Brasileira de Basketball (CBB) e que tem o apoio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). O encontro no Golden Tulip Park Plaza, em São Paulo, acontece das 14 às 17 horas.
 
— Na reunião, vamos apresentar o projeto, finalizar a regulamentação e montar os comitês que vão desenvolver a parte pedagógica. Vamos trabalhar com profissionais experientes e capacitados e todos com o mesmo objetivo. Posso afirmar que o basquete do Brasil entra numa nova fase. Com a união de todos os profissionais envolvidos no projeto, conseguiremos obter resultados a curto e médio prazo — explicou Diego Jeleilate, coordenador do projeto e preparador físico da seleção brasileira adulta masculina.
 
Foram convidados para fazer parte do grupo de trabalho Alberto Bial, Alexandre Moreira, Antonio Carlos Barbosa, Antonio Silva, Antonio Carlos Vendramini, Ary Vidal, Byra Bello, Cláudio Mortari, Dante de Rose Júnior, Ênio Vecchi, Flávio Davis, Hélio Rubens Garcia, Jorge Guerra (Guerrinha), José Medalha, Laís Elena Aranha, Lula Ferreira, Marcel de Souza, Maria do Carmo Ferreira (Macau), Maria Helena Cardoso, Miguel Ângelo da Luz, Tácito Pinto Filho e Wlamir Marques.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Barbosa analisa primeira fase de treinamento das seleções de base

A primeira fase de treinamento das seleções brasileiras de base femininas e masculinas, patrocinadas pela Eletrobrás, foi de extrema importância para técnicos e atletas no início da preparação para os campeonatos da temporada 2009. Os supervisores Antonio Carlos Barbosa (feminina) e José Alves Neto (masculina), acompanharam o dia-a-dia das equipes, participaram dos treinos e fazem uma avaliação positiva das etapas realizadas.

— Eu já vinha agindo como supervisor enquanto dirigia a equipe adulta, mas de uma maneira diferente. Agora estou me dedicando exclusivamente a essa função, buscando a uniformidade do trabalho das seleções brasileiras. A partir deste ano, vou acompanhar os Brasileiros de Base de todas as regiões e os especiais. Com isso, conheceremos ainda mais as jogadoras do país. As comissões técnicas são formadas por profissionais experientes e estou na equipe para passar um pouco da minha vivência internacional, trocar idéias e dar todo o suporte necessário — explicou Barbosa, que em 21 anos dedicados ao basquete esteve presente em duas Olimpíadas, cinco Campeonatos Mundiais, cinco Jogos Pan-Americanos, oito Campeonatos Sul-Americanos, entre outros.

— Conseguimos padronizar os conceitos de jogo coletivo em todas as seleções masculinas, que era um dos principais objetivos. A partir daí, trabalhamos os fundamentos necessários para fazer as movimentações. A primeira etapa foi importante também para avaliarmos a técnica dos atletas. Na segunda fase, vamos priorizar a parte tática. A comissão técnica se reúne antes da preparação para traçar o planejamento. Fazemos reuniões diárias antes e depois dos treinos para avaliarmos o desempenho dos jogadores e para planejarmos o treinamento seguinte — comentou Neto, que levou o Brasil ao quarto lugar no Mundial Sub-19 da Sérvia, em 2007, e é o assistente técnico da seleção adulta masculina.
A seleção sub-16 feminina ficou concentrada em Osasco (SP), de 6 a 18 de fevereiro, sob o comando do técnico César Guidetti. Os treinos aconteceram no ginásio da ACM e no Geodésio com a participação das 17 atletas convocadas. O Brasil vai disputar a Copa América – Pré-Mundial Sub-16, de 10 a 14 de junho, no México. A competição classifica os quatro primeiros colocados para o Campeonato Mundial Sub-17 em 2010.

— Foram chamadas as atletas que foram vice-campeãs no Sul-Americano Sub-15 do Paraguai, no ano passado, as que participaram do treinamento e agregamos outros valores. O grupo tem um bom nível técnico e porte físico. A Copa América é uma competição sempre difícil e com um adversário de força indiscutível, que é os Estados Unidos. O elenco está evoluindo cada vez mais, ganhando conjunto e entrosamento. Temos chances de classificar para o Mundial — analisou Barbosa.
Em Poços de Caldas (MG), Raul Togni Filho comandou o treinamento da seleção sub-16 masculina. Foram 13 dias de trabalho físico, técnico e tático no ginásio do SESC Pousada, rumo a Copa América - Pré-Mundial Masculino, que classifica os quatro primeiros colocados para o Campeonato Mundial Sub-17, em 2010.

— O grupo já está bem familiarizado com o nosso trabalho, já que a maioria estava conosco no ano passado, na preparação para o Sul-Americano Sub-15. São jogadores inteligentes, com bastante facilidade para entender os conceitos de jogo. Aproveitamos para aprimorar o que eles já tinham conhecimento — disse Neto.

Sob o comando do técnico Norberto “Borracha” da Silva, a primeira fase de treinamento da seleção brasileira sub-17 feminina aconteceu entre os dias 8 e 20 de março, na cidade paulista de Osasco.  A equipe terá pela frente o Campeonato Sul-Americano Sub-17, que acontece em Santiago, no Chile, de 23 a 28 de junho.

— No início não teríamos eventos internacionais para atletas nascidas no ano de 1992 e, felizmente, isso mudou. Ano passado, só tivemos eventos para nascidas em 1991 e 1993. Por conta disso, fizemos uma ampla convocação para a primeira fase e ainda podemos aumentar o número para a próxima etapa. O Borracha é um técnico experiente, com um bom histórico em categorias adulta e de base. O Cristiano Cedra, que é do Osasco (SP), e o Léo Peçanha, que é do Sinodal (RS), também vêm fazendo um bom trabalho com seus times e na seleção. Enfim, temos uma comissão técnica bem formada, que já deu início ao nosso planejamento, com a parte técnica e física, e já detectaram as características das atletas que se encaixam no esquema tático — declarou Barbosa.

A seleção sub-17 masculina treinou em Teresópolis (RJ), de 8 a 20 de março, nos ginásios Pedrão e do Clube Comary. A equipe, dirigida pelo técnico Gustavo De Conti, disputará o 21º Sul-Americano Sub-17, que acontece de 25 a 30 de maio, em Trinidad, no Uruguai. A competição classifica os três primeiros colocados para a Copa América – Pré-Mundial Sub-18, em 2010.

— Temos um elenco muito talentoso. Alguns jogadores jogam em equipes adultas, o que ajuda na hora de passar os conceitos, uma vez que eles já têm mais experiência. Cinco atletas estão atuando na Europa, não vieram na primeira fase, mas são nomes que não podem ficar de fora de uma seleção — afirmou Neto.

A primeira fase de preparação da seleção brasileira sub-19 feminina para o 8º Campeonato Mundial da categoria aconteceu em Jundiaí (SP), de 8 a 20 de março. O técnico Luiz Claudio Tarallo comandou 16 atletas nos treinos realizados nos ginásios Romão de Souza e Bolão.

— Essa categoria é o final de uma geração. É uma equipe que está junta há algum tempo e já disputou várias competições com o Tarallo. Elas já conhecem bem o esquema tático que adotamos, o que facilita bastante o trabalho da comissão técnica. A vitória sobre as argentinas na Copa América, em Buenos Aires, deu moral para o grupo e mostrou que o trabalho está sendo bem feito. Agora vamos para o Mundial, buscando um resultado positivo — finalizou Barbosa.

O Brasil estreia no Mundial Sub-19 contra a Tailândia no dia 23 de julho. Ainda pela primeira fase, as brasileiras, que estão no grupo “B”, terão como adversárias a República Tcheca (dia 24) e a Lituânia (25). Nas oitavas-de-final, o Brasil irá enfrentar os três primeiros colocados do grupo “A”: Argentina, Austrália, Coréia ou França.