quarta-feira, 19 de outubro de 2005

Rainhas do basquete estão indecisas sobre ‘sim’ no referendo

Renan Cacioli
Do Diário do Grande ABC


Dentro das quadras, elas entraram para a história graças à precisão de seus arremessos e cestas, tanto nos clubes pelos quais passaram quanto na Seleção Brasileira. Fora do garrafão, no entanto, Hortência, Paula e Janeth ainda não definiram com 100% de certeza qual lado apoiar no referendo sobre o desarmamento, marcado para o dia 23. A única que esboça mais convicção no voto é Hortência, que mês passado entrou para o Hall da Fama do basquete mundial.

"Eu sou contra o comércio, vou votar no ‘sim’. Eu não tenho 100% de certeza de que isso vai resolver ou que vai ajudar, mas acho que é uma saída para a violência, uma luz no fim do túnel", afirma a ex-ala campeã mundial de 1994, que faz uma ressalva: "É um precedente muito perigoso que nós vamos abrir mão, que é o direito de você optar. Cada vez que eu abro mão de um direito que eu tenho, é um direito a menos", alerta Hortência.

Para impedir que os altos índices de violência no país sejam mantidos caso o comércio de armas de fogo e munição realmente seja proibido, Hortência aponta a cobrança da população aos políticos como única maneira de o referendo dar certo. "Nós temos uma arma muito forte que é o voto. Não é só se mobilizar para votar no ‘sim‘ ou no ‘não‘. É também se mobilizar para tirar aquelas pessoas que não vão dar condições para que a gente ande desarmado", diz a ex-atleta.

Se Hortência praticamente definiu seu voto, sua antiga companheira de Seleção, a ex-armadora Magic Paula, afirma não ter ainda opinião formada sobre o assunto. "Principalmente porque acho que está faltando um debate maior, esclarecimentos", ressalta a medalhista de prata nos Jogos de Atlanta (1996). "Me parece algo para que possamos esquecer um pouco de tanta sujeira", diz Paula em referência ao atual cenário político do país.

Exemplo de fora – Única das três a continuar em atividade como atleta, Janeth Arcain acaba de voltar da oitava temporada pela WNBA, a liga de basquete profissional norte-americana, onde já conquistou quatro títulos pelo Houston Comets. Há cerca de 25 dias no Brasil, ela tem acompanhado um pouco de cada propaganda eleitoral para decidir seu voto. "Eu ainda estou indecisa, assisto programas que passam para analisar melhor e definir minha opinião", comenta a jogadora.

Moradora de Santo André há 12 anos, onde já foi assaltada duas vezes com arma de fogo, Janeth traz dos Estados Unidos uma experiência diferente para analisar a situação brasileira. "Devida à lei rígida do Texas, que tem pena de morte, isso não é tão exposto. Então, eu não via muita coisa com relação a assaltos, tiros. Eram coisas pequenas, em bares, supermercados ou postos de gasolina."

Fonte: Diário do Grande ABC

terça-feira, 18 de outubro de 2005

Não consegui sair para o trabalho hoje antes de ler a FOLHA.

E a coluna de Melchiades hoje é de desapertar o nó na garganta. Pelo menos, o meu.

Obrigado, Melk!


Casa arrombada

MELCHIADES FILHO
EDITOR DE ESPORTE


A "casa do basquete" caiu; a máscara do presidente Gerasime Bozikis também.
Na semana passada, a confederação anunciou que as portas da seleção estarão fechadas para os atletas que não aceitarem disputar o torneio que ela organiza.
O golpe baixo nasceu como retaliação à NLB, campeonato interclubes independente que dará largada na próxima terça-feira.
Foi a primeira vez que o cartola ajustou a metralhadora em público e mirou nas quadras.
Até então ele agia no bastidor, com discrição, pressionando as equipes para que não migrassem.
Cerca de 300 jogadores serão atingidos em cheio pelo decreto.
Bozikis evidentemente tenta chantageá-los a rescindir com os clubes "rebeldes".
Mostra que está disposto a tudo para preservar sua autoridade, inclusive a comprometer as chances do Brasil de se reerguer nos Mundiais de 2006 e na Olimpíada de 2008 (é um contra-senso um país que vem de seguidos insucessos no cenário internacional enxugar o universo de convocáveis).
Acaba, com isso, reconhecendo a insinceridade de seu discurso de posse apaziguador, de suas promessas de transformar a confederação na "casa do basquete".
O dirigente, pelo contrário, negou abrigo, um por um, aos que escreveram a história do esporte.
Entre os sem-teto estão Oscar, Paula e Hortência, os três principais ídolos do país, unidos na administração da liga autônoma.
Estão Miguel Ângelo e Ary Vidal, os treinadores que, junto com o legendário Kanela, responderam pelas principais conquistas de nossas seleções adultas.
Estão Wlamir Marques e os demais heróis do bicampeonato mundial, de quem a CBB só se lembra nas efemérides e enterros.
Está Nenê, nosso principal jogador, que se revoltou quando soube que teria de pagar pedágio para que pudesse atuar na NBA.
Possivelmente estará Janeth, nossa principal jogadora, que já avisou que pretende atuar em um time da NLB no ano que vem.
Estão Marcel, Paulo Bassul, Maria Helena Cardoso e muitos outros que um dia ousaram defender correções de rumo.
Quem hoje desfruta do ar-condicionado da "casa do basquete" são pessoas com trajetórias minúsculas, nomes como bob, lula, manteiga, toni, chaim... Alguém aí já ouviu falar desses "craques"?
Nenhuma outra confederação no Brasil emprega ferramentas tão autoritárias e dispensa tão violentamente as lições do passado e as possibilidades do futuro.
Resta saber até quando a Eletrobrás, estatal de um governo que no palanque prometeu transformações sociais, vai seguir financiando esse grande caso de coronelismo do esporte nacional.
Ou até quando o Sportv, que tantos esforços jornalísticos tem feito para merecer o slogan de "canal campeão", vai continuar a estender os braços para cartolas que representam o atraso.
Ou até quando empresas como Telemig, Philips, Dix Amico, Unimed, Conti etc vão manter seu patrimônio no mesmo endereço.
A legítima família do basquete, por iniciativa própria ou porque não teve escolha, já se mudou.

Pé-de-cabra 1

A CBB mentiu ao atribuir à federação internacional o veto aos jogadores da Nossa Liga. O reconhecimento só depende dela, CBB.

Pé-de-cabra 2

A CBB errou ao dizer que a "sanção" um dia foi aplicada à NBA e que, por isso, Oscar não pôde atuar na liga americana nos anos 80. A verdade é que o movimento olímpico não permitia na época a participação de atletas profissionais, no basquete ou qualquer outro esporte.

Pé-de-cabra 3

Os técnicos lambe-botas que encamparam a chantagem da CBB são os mesmos que, em seus clubes, vão se fartar quando a massa de jovens talentos forjada pela Nossa Liga quiser sonhar com a seleção.

E-mail melk@uol.com.br

Fonte: Folha de São Paulo

domingo, 16 de outubro de 2005

Adrianinha e Graziane lideram invictas na Itália

O Faenza da armadora Adrianinha Moisés e da pivô Graziane Coelho é a única equipe invicta da Liga Italiana, após 4 rodadas.

O time das meninas bateu o Priolo por 85 a 66. Graziane teve 9 pontos e 13 rebotes. Adrianinha, 12 pontos e 3 assistências. O maior destaque do Priolo foi uma outra cubana exilada: Tania Seino, com 20 pontos e 10 rebotes.

Na segunda posição, mais uma surpresa. O Maddaloni, de Mamá, está com um excelente começo de temporada. Bateu o forte Napoli (64-59). Mamá teve 7 pontos e 9 rebotes.

Começo bom também para o Viterbo, que bateu o Alghero, por 74 a 57. Flávia teve 13 pontos e 7 rebotes. Está na quarta colocação.

O Schio bateu o Palladio e conseguiu sua segunda vitória (78-51), subindo para a sexta posição. Cíntia teve 4 pontos e 10 rebotes.

E o Venezia, de Zaine, venceu o Spetzia por 64 a 63. A brasileira teve 12 pontos e 6 rebotes.
Claudinha é cestinha e seu time vence

Claudinha registou 18 pontos e 6 assistências na vitória ontem, do seu Montpellier sobre o Strassbourg por 94 a 60.
Finasa é vice-campeão no basquete dos Jogos Abertos

Time da técnica Macau domina partida, mas maior experiência de São Bernardo vale o título em Botucatu

Osasco (SP) – O Finasa conquistou neste domingo o vice-campeonato no torneio sub-21 feminino de basquete dos Jogos Abertos do Interior, que estão sendo realizados em Botucatu (SP). Na reedição da final dos últimos Jogos Regionais, o time de Osasco perdeu para São Bernardo do Campo por 56 a 51. São Bernardo também foi campeão dos Regionais.

A técnica Maria do Carmo Mardegan deixa Botucatu satisfeita com o resultado. Mesmo perdendo, a equipe dominou o placar durante toda a decisão. O time de São Bernardo estava atrás no placar até o último minuto do quarto período. “Nossa equipe estava ganhando por quatro pontos até o final, mas o saldo do campeonato é positivo. Enfrentamos equipes sub21 e nossa jogadora mais velha tem 19 anos. A experiência que essas garotas estão adquirindo será muito importante”, afirmou a treinadora.

A cestinha da final pelo Finasa foi a lateral Priscila, com 20 pontos. Ela ainda pegou 11 rebotes. A equipe volta a treinar nesta quarta-feira, já pensando no Paulista A2.


Samara conquista o tri-campeonato mundial

Já está ficando sem-graça.

Pela terceira vez consecutiva, o Samara ganhou o título mundial.

Dessa vez o rival foi o Brno, da República Tcheca, nova força mundial da modalidade.

As russas ganharam por 71 a 60, com destaque para as atuações de Chesity Melvin (17 pontos) e Maria Stepanova (14 pontos, 16 rebotes).

Pelo Brno, destaque para DeLisha Milton (19 pontos e 16 rebotes).

Na disputa do bronze, um sinal de que temos muito que aprender com as cubanas. O Habana Club levou a medalha, ao desbancar as chinesas por 68 a 63.
São Caetano fica com o ouro na competição


Botucatu (SP) - A equipe de basquete feminino do São Caetano derrotou o time de Catanduva por 59 a 49 na final da 69ª edição dos Jogos Abertos do Interior, realizada neste sábado, em Botucatu, e ficou com o título da competição. A cestinha da partida foi a pivô Eliane, que marcou 19 pontos.
“Faz três anos que espero por este título. Agora que conseguimos, vamos comemorar bastante”, comentou a lateral Leão. “Foi uma longa trajetória que nos trouxe até aqui. Começamos com um quarto lugar em 2002. Em 2003 ficamos em terceiro. No ano passado paramos em uma semifinal emocionante contra Ourinhos. E, este ano, o título veio. Foi um longo trabalho que nos trouxe até aqui”, disse o técnico Borracha, que também é assistente técnico da seleção brasileira feminina.

Catanduva, equipe que revelou grandes estrelas do basquete nacional como Hortência e Janeth, participou do torneio com apenas oito jogadoras. Por causa de lesões, quatro atletas que integram a equipe ficaram fora da disputa em Botucatu. Mesmo assim, o time conseguiu chegar à final derrubando um jejum que durava 27 anos.

Fonte: Gazeta Esportiva
Alessandra segue invicta na Espanha

Após três rodadas, o Ros Casares, da pivô Alessandra é um dos quatro times que ainda não conhecem derrotas no Espanhol e lideram o torneio. A vitória do dia foi sobre o Cadí, da brasileira Cris, por 79 a 41.

Alessandra jogou 20 minutos, teve 6 pontos e 6 rebotes.

Cris foi uma das cestinhas do Cadí, com 10 pontos.

O Barcelona, de Érika e Helen, conseguiu a segunda vitória, batendo o Celta, de Leila, por 72 a 61.

Helen jogou 14 minutos, sem pontuar.

Érika teve 10 pontos e 10 rebotes.

Leila registrou 9 pontos, 12 rebotes e 3 recuperações.

E o Salamanca, de Kátia Denise, perdeu a invencibilidade para o Canarias (71-55). Jogando 16 minutos, a brasileira teve 2 pontos e 1 rebote.

Na Segunda Divisão, o Rivas venceu o Córdoba, por 81 a 68, com 17 pontos e 7 assistências de Silvinha e 16 pontos de Adriana Santos.

O Ourense perdeu novamente. O adversário foi o Canoe (92-74). Mariana Santos teve 16 pontos.
Ourinhos ganha do Ekaterimburg e é sétimo no Mundial

Ourinhos bateu hoje o Ekaterimburg, da Rússia, e ficou com a sétima colocação da Liga Mundial, igualando a campanha do São Paulo/Guaru, em 2003, na edição de estréia do torneio.

Até o momento, a Unimed/Americana foi o time brasileiro que chegou mais longe na competição: quinta posição.

Na vitória por 84-75, Micaela voltou a brilhar: 20 pontos, 8 rebotes, 7 assistências e 5 recuperações.

Lisdeivi manteve a regularidade: 11 pontos, 9 rebotes.

Êga e Chuca acordaram das atuações apáticas. Êga teve 17 pontos, 9 rebotes, 6 assistências e 4 recuperações. Chuca teve 17 pontos e 4 rebotes.

Ainda: Milene (9 pontos, 4 rebotes, 4 recuperações), Gattei (6 pontos, 5 rebotes), Palmira (4 pontos), Lílian e Bethânia (0).


sábado, 15 de outubro de 2005

Basquete Paranaense já tem campeão



A equipe de Basquetebol Feminino Adulto Londrina/Moinho Globo conquistou neste sábado o título do Campeonato Adulto da Federação Paranaense de Basketball em São José dos Pinhais ganhando o 2º Circuito Final. Na sexta feira, vitória contra Foz do Iguaçu por 63 a 27 e neste sábado venceu a equipe da Ass. Maringaense por 67 a 35. Mesmo que perca no domingo para a equipe de São José dos Pinhais, jogo que será disputado às 10:30, a equipe Londrina/Moinho Globo não poderá mais ser alcançada pois não tem nenhuma derrota nos dois Circuitos disputados.

A equipe é formada pelas atletas Vaninha, Adriele, Isadora, Giuliana, Natália, Lívia, Danúbia, Andressa, Aline, Ângela, Maura, Daiana e Rosana, sendo Tim o técnico. A equipe agora se prepara para a disputa dos Jogos Abertos do Paraná, em novembro, na cidade de Francisco Beltrão, onde tentará chegar ao tricampeonato.

Marival Junior, supervisor da equipe, credita as vitórias ao bom desempenho das jogadoras que treinam desde março na cidade : “agora esperamos que a confiança também chegue aos empresários da cidade pois já temos 3 anos de conquistas e, apesar de termos os pés no chão, sabemos que podemos subir mais um degrau e tentarmos disputar o Campeonato Nacional, seja pela CBB ou pela NLB”.

A equipe Londrina/Moinho Globo é patrocinada pela Prefeitura Municipal de Londrina, Fundação de Esportes (através do projeto aprovado pelo Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos) e Moinho Globo, FisioCen e pela Academia Ensaio.

Jogadoras:

Ângela (12)Brandt – 90 Kg. e 1,88m. Tem 30 anos e mais experiente do grupo. Já passou por várias equipes e desde 2004 joga de ala pivô pela equipe de Londrina.

Silvana M. Bento (Vaninha) (4) – 60 Kg. e 1,74m. Tem 22 anos e é natural de Londrina, faz Educação Física na UEL e joga de ala.

Andressa (8) Regina Maximiliano dos Santos – 70 Kg. e 1,80m.Tem 19 anos e veio de Suzano, jogou em 2003 na equipe do juventude de Londrina e retornou para a equipe adulta. Faz 3º Colegial e joga de Ala.

Aline (13) Ferreira França – 78 Kg. e 1,84 m. Tem 23 anos veio de Marília e está na equipe de Londrina desde o ano passado, faz Marketing na Unopar e joga de Pivô.

Daiana (9) de Lima Barroso Ferreira - 72 Kg. e 1,90m. Veio de 3 Lagoas (MS) e faz parte do grupo do Juventude. Joga de Pivô e faz 1º Colegial no Colégio Nobel.

Lívia (11) Maria Silva Vilela – 81 Kg. e 1,81m. Com 22 anos, joga de ala-pivô, veio de Marília.

Ana Luisa - Mascote

Adrielle (10)Megli de Freitas Godoy – 73Kg. e 1,73m. 21 anos, natural de Cambé, joga de ala na equipe de Londrina desde 2003.

Natália (15) Mendonça Vasconcelos - 60 Kg. e 1,76m. Iniciou nas categorias de base de Londrina e faz parte do grupo do Juventude. Joga de ala e faz 3º Colegial.

Rosana (5) Veridiana de Sousa - 70 Kg. e 1,72m. Veio de Barretos e faz parte do grupo do Juventude. Joga de ala-armadora e faz 3º Colegial no Colégio Nobel.

Giuliana (6) Castello Coatti – 63 Kg. e 1,75m. Iniciou nas categorias de base da AREL e faz parte do grupo do Juventude. Joga de ala e faz 2º Colegial.

Maura (7) Patrícia Parrião do Nascimento - 62 Kg. e 1,68m. Veio de Grajaú C.C. (RJ) e faz parte do grupo do Juventude. Joga de ala-armadora e faz 1º Colegial no Colégio Nobel.

Danúbia (14) dos Santos Barbosa – 67 Kg. e 1,66m. Com 20 anos, joga de armadora, veio da equipe da Mangueira (RJ) e já foi convocada para Sel. Brasileira Cadete.

Isadora Inocente – 52 Kg. e 1,62m. 21 anos, natural de Cambe e joga de ala-armadora na equipe desde 2003.

Renata Varea Benício - Iniciou nas categorias de base da AREL e faz parte do grupo do Juventude. Joga de ala e faz 2º Colegial.

Comissão Técnica:

Nilton José Moreira (Tim)– Técnico da equipe adulta desde 2003, bicampeão dos JAPs e campeão da FPB em 2004.

Roberto Gonçalves Felício (Beto) – Preparador Físico desde o início do ano.

Hamilton de S. Azevedo – Coordenador Técnico da equipe e técnico das categorias de base da AREL.

Marival Antonio Mazzio Junior – Presidente da Liga Metropolitana de Basquete de Londrina.

Basquete feminino de Mogi fica com a prata nos Jogos Abertos

Em seu primeiro ano na categoria livre, o basquete feminino de Mogi das Cruzes conquistou a medalha de prata nos Jogos Abertos, que estão acontecendo em Botucatu. Neste sábado, a equipe da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer [Smel] perdeu para São José dos Campos por 79 a 53 e terminou com o segundo lugar na disputa.

Foi a terceira medalha de prata de Mogi das Cruzes nos Jogos Abertos. Com a conquista, o município chegou à sua quinta medalha na competição.

O destaque da equipe mogiana foi a armadora Bete, responsável pela armação das principais jogadas do time.
Mogi começou bem a partida. Com uma defesa consistente, o time dirigido pelo técnico Alexandre Rios conseguiu anular as principais jogadas da equipe do Vale do Paraíba e terminou o primeiro quarto com a vantagem de 18 a 13.

O segundo quarto, no entanto, foi completamente diferente. Enquanto o time mogiano se precipitava no ataque, São José dos Campos não perdia as oportunidades de fazer pontos e abriu uma boa diferença para o intervalo: 43 a 25.

Na volta para o terceiro quarto, o panorama da partida mudou pouco. Mogi passou a marcar mais pontos, mas continuava a permitir os ataques das adversárias. Assim, a diferença se estabilizou e terminou em 22 pontos: 62 a 40.

No último quarto, o time mogiano partiu para o tudo ou nada para tentar encostar no placar, mas não conseguiu, principalmente pelos erros nos lances de três pontos. São José dos Campos aproveitou para administrar a sua vantagem e fechar a partida em 79 a 53.

“As meninas estão de parabéns. Fizemos um trabalho dentro das nossas possibilidades e a dedicação delas foi muito importante. Esta medalha de prata é um feito muito importante para Mogi das Cruzes”, afirmou o técnico Alexandre Rios.

Luiz Maritan


Fonte: Botucatu

São Caetano fica com o título dos Abertos

São Caetano bateu Catanduva na final dos Jogos Abertos e ficou com o título da competição.

Placar final: 59 x 49.
Dedos cruzados

O técnico da seleção feminina de basquete diz que vai convocar as melhores, o que pode incluir até atletas da liga de Oscar. "Cuido da parte técnica, a CBB, da parte legal. Se tiver de tirar alguém, a gente vê quando acontecer", disse Antonio Carlos Barbosa. A CBB não reconhece a liga, o que impede os atletas que nela joguem de defender o país.


Fonte: Folha de São Paulo
São Caetano na final do basquete feminino

Com uma atuação irretocável, a equipe de basquete feminino de São Caetano do Sul derrotou Santo André, por 72 a 41, e se qualificou para a final da primeira divisão da modalidade na 69.ª edição dos Jogos Abertos do Interior, que está sendo realizada em Botucatu. Na decisão, São Caetano enfrenta Catanduva, neste sábado [15/10], no ginásio Mário Covas.

Após o jogo diante de Santo André, no Colégio Santa Marcelina na sexta-feira [14/10], o técnico Norberto da Silva, o Borracha, do time de São Caetano e auxiliar da seleção brasileira de basquete feminino, exaltou a atuação de suas comandadas. 'Jogamos bem, conscientes e de forma coletiva , disse o técnico.

A equipe cresceu dentro da competição.A partida contra Santo André, que havia vencido São Caetano na decisão dos Jogos Regionais desse ano, começou de forma equilibrada. Os times trocaram de lugar na liderança do primeiro tempo até a entrada de Roseli, que, com sua experiência de
campeã mundial e vice-campeã olímpica, conduziu São Caetano a vitória no primeiro quarto: 21 a 16.

Bem postado na defesa, São Caetano abriu vantagem no segundo quarto da partida. Santo André, por sua vez, não se encontrava em quadra. O placar final do período apontava São Caetano 40 a 23.

Marcação forte e contra-ataques foram a tônica de São Caetano no terceiro quarto da partida. As jogadoras de São Caetano dominavam as ações ofensivas e defensivas, fatores que não davam margens para a reação de Santo André.

São Caetano saiu em vantagem desse período por impressionantes 62 a 25, com o jogo praticamente liquidado. Nos 10 minutos finais, São Caetano passou a administrar a vantagem e venceu o jogo por confortáveis 72 a 41. 'Deu para usar todas as jogadoras. Poupei algumas para a decisão', contou Borracha.

Erik Oliveira

Roseli é experiência no basquete feminino de São Caetano




Roseli do Carmo Gustavo, de 34 anos, ou simplesmente Roseli, é uma das jogadoras responsáveis pela colocação do basquete feminino brasileiro no topo da modalidade no mundo. Jogou pelo Brasil juntamente com Hortência e Paula e foi campeã mundial na Austrália, em 94, vice-campeã olímpica em Atlanta, em 96, e campeã Pan-Americana em Cuba, em 91 [no célebre episódio em que Fidel Castro desceu do palanque e entregou pessoalmente as medalhas].

Com sua vasta experiência no basquete, vai jogando, e bem, na equipe de São Caetano do Sul, na 69.a edição dos Jogos Abertos do Interior, que está sendo realizada em Botucatu. Em entrevista concedida na noite de quinta-feira [13/10],

Roseli contou um pouco sobre sua experiência internacional e de sua convivência com Hortência e Paula. Afirmou que não pensa em se aposentar tão cedo. “Levo uma vida muito regrada, com alimentação saudável e sem exageros. Hoje, ainda tenho condições de jogar os 40 minutos numa partida.”

Pergunta: Roseli, a conquista do mundial em 1994 foi de certa forma surpreendente. Conte um pouco sobre o caminho para o título?

Roseli: Nós treinamos muito para o campeonato. Foram 4 meses intensos de preparação. Chegamos a competição desacreditadas, mas muito bem preparadas e conseguimos o título. O grupo era muito unido.

Pergunta: O fato de vocês partirem desconhecidas para o torneio ajudou?

Roseli: Ajudou muito. O pessoal não olhava para nós como uma das favoritas, mas apenas como mais um participante [no mundial feminino anterior, o Brasil tinha ficado na penúltima colocação, à frente apenas do Zaire]. O mundo conhecia a Hortência e a Paula. Daí, começamos a ganhar jogos e a Bandeirantes mandou até uma equipe para cobrir as partidas. Mas, mesmo assim, faltou um pouco de atenção da imprensa, que estava toda voltada para a conquista da Copa do Mundo de futebol.

Pergunta: O que mudou para vocês depois do mundial?

Roseli: Passamos a ser respeitadas internacionalmente e confirmamos nossa boa condição na Olimpíada de Atlanta, com a medalha de prata. A partir daí, o basquete feminino guinou e conseguiu muitos patrocinadores. Eu, particularmente, apareci e joguei na Espanha, Portugal e Suécia [foi a primeira brasileira a jogar naquele País].

Pergunta: E como era jogar ao lado da Hortência e da Paula, ícones do basquete nacional?

Roseli: Experiência fantástica. Como eu ficava no banco [substituía Janete], observava os movimentos delas e aprendia muito. Cada uma tinha a sua característica e uma completava a outra. Joguei com elas também naquele supertime que a Ponte Preta montou, mas por apenas uma temporada. O time tinha Hortência, Paula, a pivô Karina e eu.

Pergunta: Quem você considera a principal jogadora do basquete nacional atualmente?

Roseli: A Janete. Ela tem um currículo incrível, com quatro títulos da WNBA [liga profissional de basquete feminino norte-americana]. Isso não á para qualquer uma.

Pergunta: Na equipe de São Caetano, você joga com a sua sobrinha [Silvia, da seleção brasileira]. Como é essa experiência?

Roseli: É muito agradável. A família inteira vai nos assistir nos jogos. Tenho outros sobrinhos no basquete [um deles é Nezinho, da seleção brasileira masculina]. Meu filho Felipe, de 14 anos, também joga basquete, no Corinthians. Além disso, meu marido o Mauro, foi lateral do Azulão. Quando a família se reúne, os assuntos preferidos são sempre basquete e futebol.

Pergunta: Então você tem ligação mais antiga com São Caetano?

Resposta: Adora a cidade. Vi aqueles semáforos inteligentes que nunca havia visto na vida. É um lugar muito bom para se jogar e morar.

Erik Oliveira

Fonte: Botucatu




Semifinais dos Jogos Abertos

Basquetebol Feminino

São Caetano do Sul 72 x 41 Santo André

Marilia 66 x 73 Catanduva
DESTAQUE DO ROS CASARES VALENCIA, ALESSANDRA TENTA MANTER INVENCIBILIDADE NO ESPANHOL DE BASQUETE


O Ros Casares Valencia, da pivô brasileira Alessandra Oliveira, luta para
manter a sua invencibilidade no Campeonato Espanhol de Basquete de
2005/2006. Com duas vitórias em dois jogos, o time enfrenta o Cadi La Seu
d’Urgell neste sábado (15 de outubro), às 14h (horário de Brasília), no
ginásio Fuente de San Luis, em Valência, pela terceira rodada da fase de
classificação da competição.

Alessandra, que faz a sua primeira temporada na Espanha, é um dos destaques
do Ros Casares Valencia no Campeonato Espanhol de Basquete de 2005/2006. A
pivô é a melhor da equipe em rebotes, com 17 em dois jogos (média de 8,5
rebotes por partida), e é uma das cestinhas do time na competição, com 18
pontos em dois jogos (média de 9,0 pontos por partida), junto com Nicole
Antibe (20 pontos em dois jogos) e Noemi Jordana (20 pontos em dois jogos).

CAMPEONATO ESPANHOL FEMININO DE BASQUETE 2005/2006

FASE DE CLASSIFICAÇÃO
TURNO: de 08/10/2005 a 21/12/2005
RETURNO: de 14/01/2006 a 08/04/2006

3ª RODADA

15/10/2005
Ros Casares Valencia x Cadi La Seu d’Urgell
Universitario de Ferrol x USP CEU Adecco Estudiantes
Arranz Jopisa Burgos x Hondarribia-Irún
Celta Vigourban x UB FC Barcelona
CajaCanarias x Perfumerias Avenida

16/10/2005
Yaya Maria x Puig d’En Valls
Mann Filter Zaragoza x Acis Incosa Leon

Ourinhos perde a terceira no Mundial

A equipe de Ourinhos voltou a perder hoje para o WBKL, da Coréia, por 68 a 64 e assim o que lhe resta é a disputa do sétimo lugar da competição, contra o Ekaterimburg, amanhã.

Novamente, o jogo esteve excessivamente concentrado em Micaela (18 pontos, 7 rebotes, 4 assistências) e na cubana Lisdeivi (26 pontos, 15 rebotes). A terceira melhor pontuadora foi Palmira, com 6.

Neste desastre coletivo, salvam-se os destaques individuais.

Lisdeivi é a melhor reboteira do torneio.

Micaela é a terceira cestinha da competição, com 18 ppj.

A final reunirá o russo Samara e o tcheco Brno.

O Samara teve trabalho com as cubanas (77X71). O Brno segue inabalável - fez 97 a 76 nas chinesas.

Será o fim do reinado do Samara?

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

Jogos Abertos

Basquetebol Feminino - 1ª Divisão




São Caetano do Sul 68 x 60 Catanduva

Santo André 64 x 73 Marília

Santos 54 x 67 Guarulhos

Basquete vence segunda partida

A equipe de basquete feminino do Jesus Adolescente/Catanduva venceu Guarulhos anteontem por 86 a 73 e garantiu uma vaga no quadrangular final da modalidade nos Jogos Abertos do Interior de Botucatu.
Esta foi a segunda vitória do time de Édson Ferreto na competição. Na estréia, a vitória foi sobre Santos.
A cestinha da partida foi a jogadora Cléia, com 26 pontos. Destaque no primeiro jogo, a armadora Vivian anotou 22 pontos. Em toda a partida, Catanduva esteve atrás durante apenas o último quarto, quando perdeu por 25 a 21. Nos demais, ampla vantagem para a equipe local. No 1º, 26 a 17, no 2º 21 a 18 e no 3º, 18 a 13.
Ontem, Catanduva enfrentaria São Caetano pela liderança do grupo.

Proposta

O time do Pão de Açúcar/Marília encaminhou uma proposta pelas jogadoras Lelê e Roberta para a disputa do nacional da Confederação Brasileira de Basquete (CBB).
O dirigente municipal da equipe local, Edeval ‘Curitiba’ Correa, diz que vai analisar as propostas. “Se for vantajosa para as jogadoras, não tenho como segurar”, lamentou.
Além destas, outras duas jogadoras podem deixar a equipe. Feda e Ana Lúcia negociam com o Goiânia, de Goiás e podem não atuar mais por Catanduva.

Fonte: Notícia da Manhã

CBB confirma jogos do Mundial para Rio e São Paulo, deixando Belo Horizonte fora

Belo Horizonte não será mais uma das sedes do 15° Campeonato Mundial feminino, em 2006. O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerosime Bosikis, o Grego, anunciou na quarta-feira que a competição será no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Havia dúvida sobre a escolha carioca, por causa da dificuldade na liberação da verba para a reforma do Maracanãzinho. Por dispor do Mineirinho e da Arena JK, do Minas, a capital mineira se credenciava a receber pelo menos parte do Mundial. Mas, terça-feira, Grego obteve a garantia da governadora do Rio, Rosinha Mateus, de que o dinheiro para a continuidade da obra no ginásio, que está paralisada, ficará disponível em janeiro.

Quatorze países já estão classificados para a competição: Brasil (país-sede), Estados Unidos (campeãs olímpicas), República Tcheca, Rússia, Espanha, Lituânia, França, China, Coréia do Sul, Taiwan, Austrália, Argentina, Canadá e Cuba. As duas últimas vagas serão disputadas na África, de 8 a 19 de novembro.

A declaração de Grego, segunda-feira, em São Paulo, de que os jogadores dos clubes da Nossa Liga de Basquete (NLB) não serão convocados para a Seleção Brasileira, repercutiu mal. É que há possibilidade de algumas jogadoras da equipe feminina serem contratadas por times da NLB – liga dissidente da CBB, comandada pelos ex-jogadores Oscar, Hortência e Paula, que se prepara para organizar campeonatos próprios.

No masculino, por estarem inscritos em times da NLB, Dedé, Olivinha, Sandro Varejão e Aylton, que defenderam a Seleção no ano passado, já estariam fora do Mundial. A expectativa é pela lista das nove equipes femininas da nova entidade.

Fonte: O Estado de Minas

Time de Claudinha vence a segunda

O Montpellier, de Claudinha, bateu o Nica, na quarta-feira (12), por 77 a 74 e está na quinta colocação da Liga Francesa.

A brasileira teve mais uma atuação destacada: 14 pontos, 7 rebotes e 7 assistências.
Ainda sem clube, principal jogadora do país reclama de veto da CBB e não descarta atuar em time da liga de Oscar

"Corro risco de não ir à seleção", diz Janeth


MARIANA LAJOLO
DA REPORTAGEM LOCAL

Janeth Arcain, principal jogadora de basquete país, ainda está sem clube. Figura fácil na WNBA nos últimos anos, não planejava atuar nos EUA em 2006 para poder se dedicar à seleção e ao Mundial no Brasil -o calendário da liga norte-americana invade o período do campeonato.
Agora, porém, poderá ficar fora do evento mesmo se atuar em casa. Janeth não fechou com nenhuma equipe e não descarta atuar na Nossa Liga de Basquetebol.
A confederação brasileira não reconhece a entidade de Oscar. Com isso, clubes e atletas que jogarem a competição paralela ficam impedidos de disputar os campeonatos da federação internacional. O mesmo acontece com os clubes que atuam na NLB.
"Estão confundindo as coisas. Atleta tem emprego. Não tem nada a ver com a decisão do clube", declara Janeth.
"Ainda não defini nada. Não é hora. Vou esperar as coisas acontecerem. Mas se coloque no meu lugar. Se um clube da liga me faz uma proposta, corro o risco de não ir à seleção. Amo defender o Brasil, quero ir ao Mundial, mas não posso ficar parada. A seleção ocupa só um período do ano. Quem vai pagar minhas contas?".
Janeth, 36, é uma das apoiadoras da NLB. Não tem cargo na entidade, mas ajuda na criação da Associação de Jogadores.
O clube que mantém (Associação Esporte Janeth Arcain), que conta com categorias de base, está inscrito na liga presidida pelo ex-ala Oscar. A entidade, por enquanto, organizará só torneios adultos, o que não impede os menores de serem convocados.
O campeonato masculino da NLB terá 18 equipes e começa em 25 de outubro. O feminino ainda não tem data marcada e contará com seis participantes.
"Eu acredito que a Nossa Liga possa vir a ser uma grande liga. Aliás, gosto e apóio qualquer um que queira fazer o melhor para o basquete", afirma a jogadora.
Na avaliação da NLB, os atletas de suas competições poderiam ser convocados, já que continuam filiados às federações estaduais, subordinadas à confederação. Assim, estariam no Sistema Federal Desportivo, o que os tornaria vinculados legalmente à Fiba.
O argumento, porém, não deve ter força como base para nenhuma ação legal nas seleções na visão de Heraldo Panhoca, especializado em direito esportivo.
"Convocação é um ato subjetivo. Como provar que o atleta foi convocado por esse ou aquele motivo? A CBB também pode voltar atrás e dizer que vai sim convocar só os melhores. Como atestar o critério?", diz o advogado.
As primeiras convocações saem em meados do ano que vem.
Na apresentação do calendário dos clubes, o presidente Gerasime Bozikis, o Grego, afirmou que, se uma estrela estivesse na liga, iria lamentar a não-convocação.

Norma da Fiba impõe sanções a liga não oficial

DA REPORTAGEM LOCAL

A federação internacional não cria empecilhos para a formação de ligas independentes de basquete, desde que elas respeitem as regras da entidade que rege o basquete em nível nacional.
Por isso, a CBB pode até desfiliar os clubes que participarem do torneio de Oscar, uma vez que não reconhece a nova entidade, apesar de ela seguir a Lei Pelé.
Diz a federação internacional: a liga não deve funcionar de modo que traga descrédito à Fiba, às federações continentais, à federação nacional ou ao basquete em geral. A norma abre também a possibilidade de um jogador de clube da NLB ser impedido de ir para o exterior ou de defender a seleção. (ML)


Paula diz que Grego pressiona jogadores

São Paulo - Mais um ato de pressão foi como Paula interpretou o veto às seleções feito pela Confederação Brasileira de Basquete (CBB) aos jogadores dos clubes que disputarem a Nossa Liga de Basquete, a partir do dia 25, com 18 equipes. O presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, disse que os atletas que disputarem a NLB – que é legal, mas não reconhecida pela entidade dirigente do basquete – não serão relacionados nas seleções de qualquer categoria, juvenil, cadete e adulta. “Quando eu jogava era convocada pela qualidade técnica, não importava se atuava em Angola ou na China”, afirma Paula.

A jogadora, que atua na organização técnica da NLB (Hortência trabalha com marketing), observou que a CBB fez vários tipos de pressão. “Deu mais uma cartada, está querendo deixar o atleta inseguro.” Recordou que a NLB surgiu por causa da insatisfação dos clubes. As reinvindicações eram as mesmas, incluindo equipes como Franca e Paulistano, que acabaram optando por disputar o Nacional da CBB. “Foram pressões sobre as federações, os clubes, os técnicos que trabalham nos clubes e nas seleções, até mesmo de confederações de outros esportes. Os clubes sentem.” Paula disse que a atitude de Grego “parece mais medo que a liga dê certo do que rataliação”.

O administrador José Medalha disse que a NLB, que é presidida por Oscar Schmidt, vai seguir o seu caminho. “O campeonato começa no dia 25 e vamos respeitar os jogos de todos os Estaduais, que são muito importante.”

Quanto ao veto aos atletas, Medalha acha que a CBB foi precipitada. “É prematuro, as seleções só se reúnem no ano que vem.” Observou que as transferências de jogadores ainda estão abertas e que seria uma situação difícil se uma das estrelas da seleção decidisse jogar num time da NLB. “Estamos iniciando uma fase de profissionalização do basquete. Todos os jogadores terão contrato de trabalho com os clubes.”

A lista de 27 clubes inscritos para o Nacional já diminuiu. Além de Nova Friburgo e Tijuca, do Rio, que se isncreveram por solidariedade, mas não tem equipes; do São Caetano, que foi excluído pela CBB por disputar a NLB; o Pinheiros também disse que não tem interesse na competição.

Oscar aprova a “propaganda” da NLB


São Paulo - Uma repercussão às avessas é o que Oscar Schmidt notou, no seu cotidiano, sobre a posição da Confederação Brasileira de Basquete de não chamar para as seleções brasileiras os jogadores de clubes que disputarem a Nossa Liga de Basquete. Oscar disse que, por onde anda, nos últimos dias, o assunto é a liga. “Ninguém mais pergunta sobre o Pan de Indianápolis. Nunca se falou tanto do basquete de agora”, observa Oscar, achando que Grego foi desastrado se teve a intenção de pressionar a NLB. Divulgou o torneio, que começa dia 25, com 18 equipes.

Oscar espera que o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis, “mude de opinião. E que se isso não ocorrer, os treinadores não aceitem outro critério de convocação que não seja o técnico. Ou, se nada disso ocorrer, que todos torçam para que não nasça nenhum Michael Jordan na NLB para não ser um prejuízo à seleção”.

Oscar disse ainda que a liga concorda em conversar com a CBB. “Um telegrama para a liga será o suficiente”. Garante que a NLB procurou a CBB. A intermediação prometida, em entrevista coletiva, pelo presidente da Federação Paulista de Basquete, Toni Chackmati, não foi feita.

O veto aos jogadores da NLB nas seleções não teve apoio integral nem mesmo entre os clubes que formam o Nacional. “O tema é complexo, vai demandar mais discussões”, observou Alexandre Cunha, diretor de basquete do Minas Tênis, um dos oito clubes integrantes da Comissão Executiva do Nacional, criada esse ano para administrar o campeonato da CBB, a partir de reivindicações dos clubes e após a criação da NLB.

“O atleta não teve opção de escolha. Quando assinou o contrato com o clube, não sabia o torneio que a equipe iria jogar”, comentou Cunha, dizendo que pediu um parecer do Departamento Jurídico do Minas para se posicionar. Disse que vale a decisão da CBB, mas que uma nova reunião poderá avaliar os prós e os contras.

O Flamengo, que não se inscreveu como exigia a CBB, até o dia 20 de setembro, vai disputar o Nacional. O time mandou uma carta para a Comissão Executiva e foi aceito, segundo confirmou, nesta quinta-feira, o diretor de Esportes Olímpicos do clube, Roberto Santos. Uma equipe reforçada por Gema e Olivia, com Alexei e Alberto, quer brigar com o Telemar, da NLB, pelo título. “Nós não nos inscrevemos no Nacional porque sabíamos que o Estadual era classificatório”, explicou Santos.

Segundo a CBB, o São Caetano, que se inscreveu no Nacional, não é o mesmo que está inscrito na NLB (a equipe é a feminina), e o Pinheiros não retirou sua participação. Tijuca e Nova Friburgo, no entanto, não tem mesmo equipes


Fonte: Estadão

LUIZ TARALLO CONVOCA SELEÇÃO BRASILEIRA CADETE FEMININA

O técnico Luiz Cláudio Tarallo convocou a seleção brasileira cadete feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, que irá disputar o 12º Campeonato Sul-Americano em Barquisimeto, na Venezuela, de 31 de outubro a 4 de novembro. As 16 jogadoras se apresentam nesta segunda-feira, às 9 horas, no ginásio Bolão, em Jundiaí (SP). Os treinamentos serão realizados em tempo integral no ginásio Romão de Souza, também em Jundiaí. O embarque para a Venezuela acontece no dia 29 deste mês. Nas 11 edições anteriores, o Brasil foi campeão oito vezes (1990, 1992, 1994, 1996, 1997, 1998, 2000 e 2001) e foi vice-campeão três vezes (1987, 1999 e 2004).

O Brasil, que está no grupo “B”, irá enfrentar na primeira fase o Paraguai (dia 31), Bolívia (1/11) e Colômbia (2). No grupo “A” estão Argentina, Equador, Peru e Venezuela. De acordo com o regulamento da competição, na fase de classificação, as equipes jogam entre si nos seus respectivos grupos. Os dois primeiros colocados de cada chave se classificam para a semifinal, no sistema de cruzamento olímpico: 1º A x 2º B e 1º B x 2º A. Os vencedores decidem o título.

AS 16 CONVOCADAS
NOME – POSIÇÃO – IDADE – ALTURA – CLUBE
Nádia Colhado – Ala – 16 anos – 1,92m – Divino/COC/Jundiaí (SP)
Milena Pereira – Pivô – 15 anos – 1,90m – Finasa/Osasco (SP)
Mayara Oliveira – Pivô – 15 anos – 1,88m – Beto Sport (MA)
Michele Lopes – Pivô – 16 anos – 1,84m – Divino/COC/Jundiaí (SP)
Dominick Rocha – Pivô – 16 anos – 1,82m – Santo André (SP)
Flávia Andrade – Ala – 16 anos – 1,81m – Unimed/Americana (SP)
Bruna Siqueira – Armadora – 15 anos – 1,80m – Coléio Sinodal (RS)
Nathalia Gazzetti – Armadora – 16 anos – 1,78m – Finasa/Osasco (SP)
Tatiane Nascimento – Ala – 14 anos – 1,75m – CFE Janeth Arcain (SP)
Jennifer de Souza – Ala – 16 anos – 1,75m – Unimed/Americana (SP)
Marcela Cattoni – Ala – 16 anos – 1,74m – Mangueira/Xerox (RJ)
Larissa Camargo – Ala – 15 anos – 1,74m – Tijuca Tênis Clube (RJ)
Laylla Pinheiro – Armadora – 16 anos – 1,73m – Unimed/Americana (SP)
Camila Lacerda – Armadora – 16 anos – 1,69m – Finasa/Osasco (SP)
Ariani Silva – Armadora – 16 anos – 1,68m – Unimed/Americana (SP)
Priscila Cergol – Armadora – 15 anos – 1,67m – Divino/COC/Jundiaí (SP)
Média de Idade: 15,6 anos
Média de Altura: 1,78m

COMISSÃO TÉCNICA
Administrador: José Alberto do Valle Pereira
Supervisor Técnico: Antonio Carlos Barbosa
Técnico: Luiz Cláudio Tarallo
Assistente técnico: Maria do Carmo Ferreira (Macau)
Médico: Daniel de Oliveira
Preparador físico: Paulo Martignago
Fisioterapeuta: Michelle Andrade

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Basquetebol Feminino - 1ª Divisão - Jogos Abertos

São Caetano do Sul 72 x 64 Santos
Santo André 61 x 54 Piracicaba
Catanduva 86 x 73 Guarulhos

Padre e Padrone



“Um mestre oriental viu que um escorpião estava se afogando e decidiu tira-lo da água, mas quando o fez o escorpião o picou.

Pela reação de dor, o mestre o soltou e o escorpião caiu de novo na água, se afogando novamente.

O mestre tentou tira-lo novamente e, de novo, foi picado.

Alguém que estava observando se aproximou do mestre e disse:

Desculpe-me, mas o senhor é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tira-lo da água o escorpião irá pica-lo?

O mestre respondeu;

A natureza do escorpião é picar, isso não irá mudar a minha, que é ajudar.

Então, com ajuda de uma folha, o mestre tirou o escorpião da água e salvou sua vida.”


O basquete é mesmo uma família.

Vendo a figura do nosso presidente “Grego” com a bola nas mãos, tive dois sentimentos:

O primeiro, altamente concreto e consciente, foi de uma total falta de aptidão no manuseio do instrumento básico do básico do basquetebol que é...A bola.

Infelizmente nosso presidente passa-nos a impressão de que não tem a mínima intimidade com a esférica.

A segunda idéia que me veio em mente (fruto do inconsciente, é claro) foi o poder fálico desta esférica nas mãos de nosso presidente.

Grego me passa a imagem de dono do poder absoluto dentro do basquete brasileiro.

A manifestação de poder, às vezes é maior do que o próprio jogo. Grego deveria lembrar-se sempre que sua principal função no cargo a que foi eleito é de promover o progresso do nosso esporte.

Isto posto, eu dizia que o basquete é mesmo uma “grande” família, pois me recordo dos tempos “revolucionários” onde as famílias tinham a figura do papai como onipotente, provedor e mantenedor da ordem através de imposições e atitudes rígidas, inflexíveis e de acordo com seu estado de espírito, sempre motivadas por atitudes situacionais.

Remeto-me à minha infância, de almoços domingueiros na casa de minha avó, de discussões infindáveis entre minha tia e meu tio (irmãos de minha mãe).

Ela dava abrigo a refugiados políticos em sua casa e ele fazia a ESG – Escola Superior de Guerra.

A discussão comia solta, mas os tempos de então davam razão ao meu tio.

Anos depois, tudo mudou e na verdade quem tinha razão era minha tia que já antevia os tempos de hoje, onde elegemos por via direta dois presidentes “revolucionários.”.

Voltando ao basquete, não cabem mais atitudes como a do nosso presidente que insiste em ver o nosso esporte através de um ângulo tão obtuso.

O basquete cresceu e se hoje existem forças dissidentes, voltando ao exemplo da grande família, estas são como adolescentes e jovens da época, que conseguem captar com toda a plasticidade que lhe são pertinentes a mudança dos tempos.

A NLB nasceu da insatisfação de clubes quanto ao modelo operacional do basquete brasileiro de hoje.

Não deixam de ser jovens que se rebelam contra o “pai”, não porque o odeiam, mas porque vêem a vida de uma outra maneira.

Voltando ao concreto, estes jovens (NLB) sabem que existe alguma coisa que deve ser mudada, mas não sabem exatamente como.

A única forma de expressão para um jovem é a rebeldia principalmente quando não é ouvido.

Como em uma família saudável a saída mais apropriada para esta situação conflitante seria a capacidade do pai de ouvir, interpretar e entender o que seus filhos estão tentando expressar, pois acredita-se que o pai é sempre aquele de maior vivência e de um amor incondicional aos seus filhos.

Grego, no entanto, parece ter uma grande dificuldade em reconhecer a sua principal função que é a de promover o progresso do nosso esporte (acho que já citei isso antes) e recusa-se a negociar uma saída pertinente para tal conflito, preferindo manter-se “como uma rã sentada no fundo poço” a procurar uma solução de consenso para o cisma.

Desde a sua introdução ao posto de supremo dirigente do basquete brasileiro, Grego parece reger nossos destinos como um mero acidente de percurso.

Talvez não seja culpa dele. O que ele pode fazer?

O rompimento do contrato de publicidade com a firma do Areias, que quase levou à perda da nossa sede, não foi culpa dele...

A saída do BCN, depois Bradesco, depois Finasa como um dos patrocinadores do nosso esporte, porque o clube entrou na justiça comum, também não foi culpa dele...

A recusa em ouvir os clubes que participavam do CNBM 2005, que desejavam renegociar suas participações financeiras, só porque estes já haviam assinado um manifesto aceitando (sem saber) as condições para participação do campeonato....não foi culpa dele.

A atual “manobra” de não convocar os jogadores que eventualmente participarem da NLB também não foi culpa dele...

O que mais virá por aí?

Provavelmente também não será culpa dele, afinal...

O que ele pode fazer?

É o regulamento, leis da FIBA, conjunção astral, conspiração do Universo, culpa do vôlei, o furacão Katrina, o tsunami, sei lá.

O importante é que culpa de nosso pai, não é!

Grego se mostra inflexível e incapaz de mostrar boa vontade em ouvir a voz dos novos tempos.

O mais incompreensível é que o nosso presidente é respaldado por gente que depende do basquete para viver e que mais um fracasso poderá significar o fim de nosso sustento.

As nossas CTs, como esposa e mãe, sempre tentando colocar panos quentes nas decisões intempestivas e de momento de nosso pai patrão, justificam seus atos como necessários para o bom funcionamento “familiar”.

Grego, como um bom pai, deveria entender as manifestações de protesto de seus filhos adolescentes, que muitas vezes extrapolam, porém mostram mais do que outra coisa a dificuldade em se relacionar com os de maior poder.

A mensagem dos jovens da NLB é clara e ignorá-la é sinal de prepotência e de desrespeito a quem também gosta do basquete.

Grego nos passa a impressão de quem resiste a mudanças que talvez possam lhe usurpar do onipotente poder do pai.

Será medo?

Hoje em dia quem mais delega o poder mais o tem.

Grego divide a família. Estamos quase órfãos.


P.S. texto inicial extraído do livro “FRASES, DICAS E HISTÓRIAS MARAVILHOSAS 4”
Autor: José Orlando Nussi
Editora do Autor, 2005

Marcel de Souza
Databasket.com - administração

marcel@databasket.com


Ourinhos perde e disputa quinta colocação na Liga Mundial

Ourinhos perdeu hoje por 72 a 62 para o All-Stars da China e está fora das semifinais do Mundial.

Micaela voltou a ser destaque, com 24 pontos e 8 rebotes, junto a Lisdeivi, com 20 pontos e 14 rebotes.

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

A melhor cesta do dirigente Oscar

Fábio Balassiano

Oscar pode ter lançado o projeto em momento inoportuno –à altura, abril de 2005, Grego e Hélio Babosa disputavam a presidência da Confederação. Entretanto, merece ser aplaudida a concretização do audacioso plano do ex-cestinha, sempre apoiado pelas franquias e por nomes de peso da modalidade, como Hortência e Paula. Mesmo com as desistências de peixes grandes como Paulistano e Franca (não era Hélio Rubens que defendia veementemente um torneio gerido exclusivamente pelos clubes?) a Nossa Liga de Basquetebol não morreu antes de sua primeira edição, como muitos acreditavam e preconizavam.

Mais do que um exemplo ao basquete, a NLB, primeiro torneio nacional (masculino e feminino) de basquete comandado pelos clubes, parece ser o embrião do que há de mais moderno no esporte mundial - as grandes potências da modalidade repudiam a ajuda de suas respectivas entidades na organização dos torneios nacionais. Quem sabe Oscar, Paula e Hortência são os pioneiros de uma nova Era no esporte brasileiro, com mais transparência, imaginação, dignidade e coragem. Como bem ressaltou Bruno Lima, na “comunidade” ‘Diário do Basquete’ no Orkut: “Toda revolução é sofrida e complicada. A NLB já nasceu. Resta agora dar prosseguimento. Em obtendo êxito podem ter certeza que dirigentes acomodados de outros esportes, bem como do nosso basquete, serão extirpados do sistema”.

Em vários pontos Oscar acertou: desinchou, por causa da mão de ferro da CBB, a competição, que contaria com quase 30 clubes e terá 18; buscou apoio de uma emissora (ESPN Brasil) concorrente da que detém os direitos de exibição do Nacional; a idéia de duas conferências, trazida da NBA, é boa e prevê a redução de custos dos participantes; conta com o apoio de uma empresa de marketing esportivo disposta a trazer patrocinadores ao basquete; e, talvez o mais importante, resgatou clubes da região Norte do anonimato.

Como não poderia ser diferente, de acordo com o que foi apresentado na última terça-feira em São Paulo, ainda há muitos defeitos e dúvidas. Como será resolvida a questão das arbitragens, já que os juízes e mesários são filiados às federações, braços de apoio de Grego e companhia? O regulamento, um tanto quanto confuso, pode atrapalhar o entendimento dos torcedores. Nenhuma forma de promoção ao público foi trazida – as arquibancadas da própria franquia de Oscar, a Telemar, campeã do atual Nacional, ficaram às moscas, por exemplo.

Já era esperada uma ofensiva por parte da CBB. Grego e sua trupe agora acenam com a possibilidade de não chancelar a ida de times da NLB para competições internacionais. O tiro visivelmente tem o Telemar, de Oscar, como alvo, já que o time carioca tem/teria direito a comparecer à Liga Sul-americana. Independente do que aconteça, Oscar Schmidt, idealizador do projeto, marcou a cesta mais importante de sua carreira como dirigente. Com coerência e ajustes, a NLB pode se tornar a grande tábua de salvação para o basquete brasileiro.

Rio de Janeiro: Segundo informações, o time de Oscar fechou contrato com o Grajaú Country, clube da Zona Norte da cidade. O antigo lar da equipe, em Campo Grande, foi abandonado de vez. Será que o prefeito César Maia, que exigiu que o Telemar mandasse todos os seus jogos no Miécimo da Silva, aceitará a decisão?

Crise 1: Depois de ver o superintendente apitando um jogo de torneio oficial, eis que o basquete carioca se supera. A partida entre Municipal e Universidade Celso Lisboa, válida pelo Rio Open, foi arbitrada por Evaldo Ramos e Rodrigo, técnico de categorias de base de Niterói.

Crise 2: Foi neste jogo também que uma das cenas mais insólitas do esporte foi presenciada: o técnico do Municipal, Aristônio Leite, vendia rifas à beira da quadra antes da partida.

Fonte: Databasket
Kátia Denise e Alessandra seguem invictas na Espanha.
Érika é MVP da rodada.


Na Espanha, o Salamanca da pivô brasileira Kátia Denise garantiu a segunda vitória ao bater o Celta, de Leila Sobral por 70-67. Kátia prossegue com um bom começo de temporada: 5 pontos, 11 rebotes, 4 assistências e 1 recuperação. Leila teve 10 pontos, 5 recuperações, 4 rebotes e 1 assistência. O Celta é o sexto.

Também invicto está o Ros Casares (veja nota abaixo).

O Barcelona se recuperou e conseguiu sua primeira vitória. Foi contra o Zaragoza (78-50). E a brasileira Érika esteve esplêndida: em 37 minutos, foram 25 pontos e 19 rebotes!!!!. Mais 3 recuperações. Helen teve 3 pontos, 1 rebote e 1 assistência. O time é o sétimo.

E o Cadí, de Cris, teve a segunda derrota. Foi para o Eulalia (70-57). Cris teve 7 pontos, 3 assistências. O time é o décimo segundo.

Com toda justiça, Érika foi eleita a melhor jogadora da rodada.

ALESSANDRA FAZ DOUBLE-DOUBLE NA SEGUNDA RODADA DO ESPANHOL DE BASQUETE

A pivô Alessandra Oliveira fez um double-double, com 10 pontos e 11 rebotes,
e ajudou o Ros Casares Valencia a conquistar a sua segunda vitória
consecutiva no Campeonato Espanhol de Basquete de 2005/2006. O time da
brasileira venceu o CajaCanarias por 59 a 54 (32 a 27) nesta quarta-feira
(12 de outubro) no ginásio do Centro Insular de Deportes de Gran Canaria, em
Las Palmas de Gran Canaria, pela segunda rodada da fase de classificação da
competição.

Alessandra, que disputa a sua primeira temporada na Espanha, também roubou
uma bola nos 32 minutos em que esteve em quadra no confronto desta
quarta-feira (12 de outubro). A pivô foi a melhor reboteira da partida e uma
das melhores pontuadores do seu time, junto com Nicole Antibe (11 pontos) e
Elaine Powell (10 pontos). A cestinha do jogo foi María Pilar Valero
Cebrian, do CajaCanarias, com 17 pontos.

O Ros Casares Valencia volta às quadras neste sábado (15 de outubro),
enfrentando o Cadi La Seu d’Urgell em casa pela terceira rodada da fase de
classificação do Campeonato Espanhol de Basquete de 2005/2006.

CAMPEONATO ESPANHOL FEMININO DE BASQUETE 2005/2006

FASE DE CLASSIFICAÇÃO
TURNO: de 08/10/2005 a 21/12/2005
RETURNO: de 14/01/2006 a 08/04/2006

2ª RODADA

12/10/2005
CajaCanarias 54 x 59 Ros Casares Valencia
Perfumerias Avenida 70 x 67 Celta Vigourban
UB FC Barcelona 78 x 50 Mann Filter Zaragoza
Acis Incosa Leon 70 x 48 Arranz Jopisa Burgos
Hondarribia-Irún 68 x 50 Universitario de Ferrol
USP CEU Adecco Estudiantes 65 x 55 Yaya Maria
Puig d’En Valls 70 x 57 Cadi La Seu d’Urgell

Adrianinha e Graziane seguem invictas no Italiano

Após a terceira rodada da Liga Italiana, o Faenza e o Spetzia são as únicas equipes invictas e dividem a liderança.

O Faenza, de Adrianinha e Graziane, bateu o Taranto por 77 a 65. Adrianinha foi a cestinha, com 26 pontos e 5 recuperações. Grazi teve 7 pontos e 4 revotes. Só para registrar: o adversário tinha Sheryl Swoopes (22 pontos) e Tari Philips (11), entre outras.

Quem aparece na terceira colocação é o Maddaloni, de Mamá, que bateu por 92 a 58 o Palladio. Mamá teve 12 pontos e 7 rebotes.

O Viterbo, de Flávia Luiza, perdeu a invencibilidade para o Napoli (61-51) e está na sexta posição. Flávia teve 5 pontos.

O Venezia, de Zaine, conseguiu sua primeira vitória e está na nona colocação. Bateu o Alghero por 76 a 57.

E o campeão nacional Schio tem um começo de temporada difícil. Perdeu para o Como (60-53) e eestá na décima primeira colocação. Cíntia Tuiú teve 8 pontos e 11 rebotes.
Resultados - Primeira Rodada - Jogos Abertos - Botucatu

São Caetano Sul 76 x 63 Guarulhos

Catanduva 96 x 62 Santos

Marília 72 x 61 Piracicaba

CBB veta jogadores da NLB na seleção


São Paulo - A seleção brasileira está fora do alcance dos jogadores que disputarem a Nossa Liga de Basquete (NLB), independentemente da atuação. O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Grego Bozikis, afirmou nesta terça-feira, em São Paulo, que o atleta que disputar a liga presidida por Oscar Schmidt perderá o direito de ser convocado. Quanto aos times, os da NLB não poderão representar o País em torneios internacionais, mesmo de clubes, como a Liga Sul-Americana.

O dirigente apelou para o regulamento da Federação Internacional (Fiba) para defender que sua posição. “A Fiba não permite em suas competições atletas que não disputem torneios oficiais. A Liga é legal (segundo a Lei Pelé), mas não pode ter representação nacional”, explicou Grego.

Ele também não admitiu a possibilidade de reconhecer a NLB, dizendo que no Brasil “não há espaço para dois campeonatos”, o da Liga, que começa no dia 25, e o Nacional, a partir de 11 de dezembro.

“Jogadores em ligas como a NLB não podem disputar competições da Fiba”, garantiu Grego. Mas Leandrinho, Anderson e Nenê, que atuam na NBA, podem ser chamados porque a liga norte-americana é reconhecida pela USA Basketball – ainda que a entidade dos Estados Unidos só cuide de seleções.

Grego disse, ainda, que espera contar com todos os atletas da NBA na seleção, incluindo Nenê, que na última temporada não aceitou a convocação por discordar da direção da CBB. “Na próxima semana, eles receberão a programação por e-mail. Mas não tenho nada que conversar a mais. Você vai tratar de dinheiro com quem ganha US$ 300 mil por mês?” Para o dirigente, o atleta tem de querer defender a seleção. “Não vai ter conversa especial com ninguém. Todos são iguais.”

Grego sabe que na lista de 20 convocáveis da seleção masculina não há nenhum nos times da NLB. E até deixa uma brecha para o futuro, dizendo que o problema poderá ser avaliado se surgir.

O técnico da seleção, Lula Ferreira, usou o próprio Oscar, presidente da NLB, para dar um exemplo. “O Oscar teve convite da NBA e não foi, mesmo para ganhar mais, porque aí não poderia defender a seleção. O jogador tem de escolher”, disse Lula, que assim exclui os times da NLB do mercado de trabalho de quem sonha com a seleção.

Heleni Felippe


Fonte: Estadão
Ourinhos bate equipe australiana

A equipe de Ourinhos se reabilitou e conseguiu a primeira vitória no Mundial Interclubes, nessa manhã.

O campeão nacional bateu o Dandenong Rangers, da Austrália, por 75 a 66.

Os destaques voltaram a ser Êga e Micaela.

Êga teve 22 pontos, 9 rebotes e 3 recuperações.

Micaela teve 17 pontos, 7 rebotes, 5 recuperações, 4 assistências e 2 tocos.

Ainda: Palmira (9 pontos), Chuca (8 pontos, 5 rebotes, 3 assistências), Gattei (7 pontos, 2 assistências), Lígia (7 pontos, 3 rebotes), Lisdeivi (5 pontos, 7 rebotes), Bethânia (3 rebotes) e Lílian (1 rebote).

O destaque australiano foi Ema Randall, com 15 pontos.

No outro grupo, o tcheco Brno segue inabalável, após bater o selecionado coreano, por 95 a 40.

Uma vitória amanhã contra o clube chinês deixa Ourinhos na segunda colocação do grupo, em que deve pegar justamente o Brno.
Entidade, que não reconhece campeonato paralelo, diz que respeita regra; NLB vê ditadura e busca brecha legal

CBB barra atletas da Nossa Liga na seleção

MARIANA LAJOLO
DA REPORTAGEM LOCAL


Jogadores que disputarem os campeonatos na Nossa Liga de Basquetebol não poderão ser convocados para as seleções.
O presidente da confederação brasileira confirmou ontem o veto em encontro para apresentação do calendário de 2006.
"É uma questão mais legal do que técnica. A federação internacional não permite em suas competições jogadores que não disputem torneios oficiais", afirmou Gerasime Bozikis, o Grego.
A CBB, entidade que rege o basquete brasileiro, não reconhece a NLB. Com isso, todos os atletas que atuam na liga de Oscar estão impedidos de chegar à seleção.
A medida não atinge, por enquanto, as equipes das categorias de base, já que a entidade paralela só organiza torneios adultos.
"Vejo essa decisão como uma ditadura. Não sei o que vai acontecer. Só sei que a liga é uma realidade", disse Hortência, vice-presidente de marketing feminino.
Segundo a ex-atleta, o advogado da Nossa Liga já foi acionado para estudar o assunto.
Os clubes que disputam o campeonato na entidade de Oscar já haviam sido impedidos de tentarem ingressar o Nacional da CBB.
Além de invocar as regras internacionais, a entidade pedira a todos os interessados uma carta declarando que só atuariam em torneios organizados por ela -27 haviam enviado o papel.
Regulamento do Paulista-2005, porém, dá vaga aos oito quadrifinalistas no Brasileiro da CBB.
Os dois primeiros campeonatos da NLB irão juntar 24 equipes (18 no masculino e 6 no feminino), o que soma um total de pelo menos 288 atletas a menos na mira dos técnicos das seleções.
Apesar disso, o presidente da CBB não vê complicações.
"Temos um universo de 20 atletas convocáveis [para o time masculino]. Neste momento não vejo nenhum, ou só um, na outra liga. Não há problema", disse Grego.
Lula Ferreira e Antonio Carlos Barbosa concordaram com o dirigente. O técnico da equipe masculina foi além e disse que a situação é a mesma de anos anteriores.
"Você pode convocar todos os jogadores que tecnicamente estejam aptos, mas que não tenham nenhum impedimento legal. Sempre foi assim, não é nenhuma novidade. Se não tiver legalidade eu posso convocar, mas ele não pode jogar", afirmou Ferreira.
A próxima chamada dos treinadores será visando os Mundiais do ano que vem, no Japão e no Brasil, entre agosto e setembro. Ambos vêm de resultados ruins nas principais torneios mundiais.
Barbosa tentará, em casa -só São Paulo está definida como sede ao lado de Rio ou Belo Horizonte-, apagar a péssima campanha de 2002, quando ficou em sétimo lugar. Desde 1994 o time ficava entre os quatro. Na Olimpíada de Atenas, foi à semifinal, mas não levou medalha.
No masculino, o retrospecto é pior. A seleção não se classificou para os dois últimos Jogos Olímpicos. No Mundial passado, ficou na oitava colocação.
Os dois falam em título no campeonato de 2006.

FRASE

Se tiver uma estrela [na NLB], vamos lamentar muito a não-convocação. Se forem 20, vamos parar para pensar. Mas acredito que não teremos que nos preocupar com esse problema
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GERASIME BOZIKIS
presidente da CBB

Medida compromete jovens talentos

DA REPORTAGEM LOCAL

Apontado como uma das maiores apostas da nova geração e como possível nome da NBA, o ala Marquinhos pode nem ter a chance de pleitear vaga na seleção.
O jogador defende o São Carlos, time inscrito na Nossa Liga.
Lula Ferreira, porém, diz que esse não seria o único problema. Marquinhos deixou a seleção em 2004 sem motivos justificáveis. E, segundo o treinador, não estaria tão bem no Paulista. Seu time é o lanterna. O ala é o quinto maior cestinha e o nono em assistências.
"Ele teria de mostrar muita maturidade. Além disso, é mais fácil ser o melhor do último colocado que um atleta médio do melhor."
Jogadores que começam a despontar também não terão chance. É o caso do ala Dedé, 21, e do ala-armador Edu, 22, titulares do Araraquara. O time tem um atleta, Biro, na seleção cadete.

Depois de cesta contra, técnico acende alerta

DA REPORTAGEM LOCAL

A brasileira rouba a bola, gira e arremessa. Acerta. Só que na própria cesta. A cena ocorreu no Sul-Americano sub-17 deste ano, no Paraguai. E, além de quase levar o técnico Antonio Carlos Barbosa a um ataque de nervos, expôs as deficiências das jogadoras de base do Brasil.
Exatamente por isso, no ano que vem, as novatas receberão atenção especial.
"Temos boas atletas, mas são inexperientes. O que ocorreu no Paraguai [cesta contra], além de testar meu coração, mostrou o quanto elas estão verdes. E não temos a mesma oferta de jovens que o masculino. Temos de cuidar disso", disse Barbosa, que comandou as novatas no Paraguai.
Uma das idéias do treinador é acertar amistosos.
"Queria levá-las aos EUA, mas acho que não será possível. Vamos nem que seja ao Paraguai. Tecnicamente não ajuda muito, mas é viagem, outra língua, outra comida. Vai dar bagagem", disse ele, que, se não conseguir tirá-las da América do Sul, quer jogos contra os times adultos dos países vizinhos. "Elas não precisam ganhar, e sim aprender."
O Brasil acumula tropeços nos últimos tempos. Em 2004, não se classificou ao Mundial juvenil e perdeu o Sul-Americano cadete. Neste ano, caiu no sub-17.
(ML)

Fonte: Folha de São Paulo




Nossa Liga responde aos delírios gregos

A respeito das matérias publicadas na imprensa a Nossa Liga de Basquetebol (NLB) esclarece que:

No Brasil os clubes e seus atletas são filiados às federações estaduais, estas são ligadas à Confederação Brasileira de Basquete (CBB), que por fim é vinculada à Federação Internacional de Basquete (FIBA);

Os clubes que fazem parte da Nossa Liga de Basquetebol (NLB) e os seus atletas são filiados às federações dos seus estados e consequentemente ao Sistema Federal Desportivo, o que os torna vinculados legalmente à FIBA;

A NLB é uma entidade criada de acordo com as leis desportivas brasileiras e os clubes que fazem parte dela e seus atletas são vinculados às federações estaduais e consequentemente à Fiba. Já a NBA no passado foi um sistema autônomo sem vínculo com a FIBA;

Por acreditar nos princípios democráticos e visando sempre a profissionalização do basquetebol brasileiro, a Nossa Liga de Basquetebol acredita que o critério de convocação de atletas para a seleção nacional deva obedecer sempre exclusivamente a critérios técnicos desportivos.
OURINHOS PERDE NA ESTRÉIA NA LIGA MUNDIAL



Jogadoras disputam lance na estréia da equipe brasileira no torneio, em Samara, na Rússia. Ourinhos debutou contra as donas da casa e foi arrasado por 75 a 45. A cestinha da partida foi a russa Maria Stepanova, com 16 pontos anotados. As brasileiras Micaela e Soeli fizeram 13 pontos cada uma. O time nacional volta à quadra hoje, às 6h30 (de Brasília), contra o Dandenong Jayco Rangers (Austrália)


Fonte: Folha de São Paulo
CÍNTIA TUIÚ SEGUE NA DISPUTA DO ITALIANO DE BASQUETE


O Famila Schio, da pivô Cíntia Tuiú, segue defendendo o título de
campeão italiano de basquete. O time da brasileira encara o Pool
Comense nesta quarta-feira (12 de outubro), às 15h30 (horário de
Brasília), no ginásio PalaSampietro di Casnate, em Como, pela terceira
rodada do turno da fase de classificação do Campeonato Italiano de
Basquete.

Cíntia Tuiú, que já atuou pelo Ambra Bari, pelo BEES Treviglio e pelo
Cari Chieti na Itália, está disputando a sua segunda temporada pelo
Famila Schio. A equipe conquistou a sua primeira vitória nesta edição
do Campeonato Italiano de Basquete no último domingo (9 de outubro),
quando derrotou o Profexional Bolzano por 88 a 56.

– O Campeonato Italiano de Basquete desta temporada está mais
competitivo, o nível das equipes está mais alto. Nesta quarta-feira,
vamos encarar um duelo difícil. Existe uma rivalidade muito grande
entre o Famila Schio e o Pool Comense, que é um time com tradição no
basquete italiano. Vamos jogar em Como, na casa do adversário, e elas
sofreram uma derrota para o Ares Ribera na rodada passada. Mas
conhecemos as jogadoras e sabemos que podemos ganhar. A vitória contra
o Profexional Bolzano no último domingo deu um novo ânimo ao nosso
grupo. Recuperamos o nosso ritmo de jogo e queremos continuar vencendo
– garante Cíntia Tuiú, campeã italiana de basquete em 2004/2005, atual
campeã da Copa Itália e atual campeã da Supercopa Italiana.

75º CAMPEONATO ITALIANO FEMININO DE BASQUETE – 2005/2006

FASE DE CLASSIFICAÇÃO
TURNO: de 01 e 02/10/2005 a 04/01/2006
RETURNO: de 08/01/2006 a 05/04/2006

TURNO

3ª RODADA

12/10/2005
Phard Napoli x Gescom Viterbo
Coconuda Maddaloni x Centro Sport Palladio Vicenza
Ares Ribera x Stem Marine Parma
Germano Zama Faenza x Pasta Ambra Taranto
Pool Comense x Famila Schio
Profexional Bolzano x Acer Priolo
Terra Sarda Alghero x Umana Reyer Venezia
Acetum Cavezzo x TermoCarispe La Spezia

ALESSANDRA DISPUTA SEGUNDA RODADA DO ESPANHOL DE BASQUETE NESTA QUARTA-FEIRA


A pivô Alessandra Oliveira, que faz a sua primeira temporada na
Espanha, participa da segunda rodada da fase de classificação do
Campeonato Espanhol de Basquete de 2005/2006 nesta quarta-feira (12 de
outubro). Seu time, o Ros Casares Valencia, enfrenta o CajaCanarias às
7h30 (horário de Brasília) no ginásio do Centro Insular de Deportes de
Gran Canaria, em Las Palmas de Gran Canaria.

A equipe da brasileira venceu o Puig d'En Valls em casa por 65 a 58 na
rodada de estréia do Campeonato Espanhol de Basquete de 2005/2006,
realizada no último fim-de-semana. O Ros Casares Valencia busca agora
a sua segunda vitória consecutiva na competição.

CAMPEONATO ESPANHOL FEMININO DE BASQUETE 2005/2006

FASE DE CLASSIFICAÇÃO
TURNO: de 08/10/2005 a 21/12/2005
RETURNO: de 14/01/2006 a 08/04/2006

2ª RODADA

12/10/2005
CajaCanarias x Ros Casares Valencia
Perfumerias Avenida x Celta Vigourban
UB FC Barcelona x Mann Filter Zaragoza
Acis Incosa Leon x Arranz Jopisa Burgos
Hondarribia-Irún x Universitario de Ferrol
USP CEU Adecco Estudiantes x Yaya Maria
Puig d'En Valls x Cadi La Seu d'Urgell

terça-feira, 11 de outubro de 2005

Brasil, 14º do mundo, fala em ser campeão mundial em 2006

Lello Lopes
Em São Paulo

O Brasil, que ocupa apenas a 14ª colocação no ranking mundial masculino de basquete, ficou de fora das duas últimas edições das Olimpíadas. Mesmo assim, fala em conquistar o título mundial no ano que vem, no Japão.

"Quem pensa em ser primeiro pode ser primeiro, segundo ou terceiro. Quem pensa em ser quarto não fica entre os primeiros", justifica o presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Gerasime Bozikis, o Grego. "Temos que acreditar no título porque se não acreditarmos a gente não consegue", completa.

Apenas como comparação, seria a mesma coisa a Dinamarca, 14ª colocada no ranking da Fifa, dizer que pode ganhar a Copa do Mundo de 2006, na Alemanha. Mas diferentemente do Brasil, os dinamarqueses ainda precisam carimbar o passaporte para o Mundial.

Apesar da pretensão da seleção brasileira, os últimos resultados não são animadores. A equipe fracassou nas últimas grandes competições que disputou. O time não conseguiu se classificar para os dois últimos Jogos Olímpicos e no Mundial passado, em 2002, ficou numa modesta oitava colocação. Campeão do mundo em 1959 e 1963, o Brasil não sobe ao pódio no torneio desde o terceiro lugar nas Filipinas, em 1979.

"No masculino temos condições de ficar no mesmo nível de Argentina e Estados Unidos. Ganhamos a Copa América (na República Dominicana, em setembro) com folgas. E a equipe está se formando. Aliado a isso está o que vimos em Belgrado (na disputa do Campeonato Europeu), com a sensação de que o Brasil, Argentina e Estados Unidos estão um nível acima das equipes européias", disse Grego.

A conquista da Copa América foi bastante comemorada pela seleção, apesar dos principais rivais, Argentina e Estados Unidos, terem levados equipes que estão longe de serem consideradas titulares. "O Brasil também não pôde contar com alguns de seus principais jogadores", rebate Grego, citando Nenê (que, em protesto, decidiu não jogar), Baby (machucado) e Anderson Varejão (que se contundiu no início do torneio).

No feminino, o sonho de pódio não é tão distante. Mesmo com o resultado ruim no último Mundial, o sétimo lugar, a seleção brasileira ainda está entre as melhores do mundo. A equipe, quarta colocada nos Jogos Olímpicos de Atenas, ocupa a quarta posição no ranking mundial. E tem a vantagem de jogar em casa. "No feminino o nível continua o mesmo", diz Grego. "O (técnico) Barbosa vai ter uma boa possibilidade nas mãos."

O grande problema do feminino é saber onde o Mundial será disputado. O Rio de Janeiro, que seria a principal sede do evento, ainda não sabe se vai poder abrigar a competição. A reforma do ginásio do Maracanãzinho corre o sério risco de não ficar pronta a tempo de receber a disputa, em setembro do ano que vem. São Paulo, que no programa original receberia uma das sedes, e Belo Horizonte são opções caso do Rio não consiga abrigar o torneio.

CBB veta jogadores de times "rebeldes" na seleção brasileira

Lello Lopes
Em São Paulo

O Brasil se coloca na condição de um dos favoritos ao título do Campeonato Mundial de basquete em 2006, tanto no masculino (no Japão) quanto no feminino (em casa). Mas não vai poder contar com força máxima. Nesta terça-feira, em São Paulo, a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) informou que nenhum atleta que disputar a Nossa Liga de Basquete (NLB), campeonato dissidente criado por Oscar, vai ser convocado para defender a seleção brasileira, aumentando ainda mais o racha no esporte.

"A Fiba (Federação Internacional de Basquete) não permite que jogadores que estejam em competições que não são reconhecidas (caso da NLB) estejam na seleção. A CBB apenas segue a determinação da Fiba. A NBA, muitos anos atrás, também não participava das Olimpíadas e Mundiais porque não era oficial. Então, eles tiveram que se enquadrar para poder disputar competições oficiais", justificou Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da CBB.

O dirigente, inclusive, usou o exemplo de 'rival' Oscar para ilustrar a situação. "O Oscar, em sua carreira de jogador, fez uma opção de não ir para a NBA para poder jogar pela seleção. Agora estamos vivendo a mesma situação."

O técnico da seleção masculina, Lula Ferreira, afirma que a impossibilidade de contar com os jogadores das 18 equipes que vão disputar a NLB não vai prejudicar a seleção.

"Você pode convocar todos os jogadores que tecnicamente estejam aptos a defender a seleção brasileira, mas que não tenham nenhum impedimento legal. Sempre foi assim, não é nenhuma novidade. Se ele não tiver legalidade eu posso convocar, mas ele não pode jogar. Isso não vai atrapalhar", disse Lula.

Da seleção que conquistou o título da Copa América, em setembro, apenas um defendia um time da NLB: Marcelinho, da Telemar. Entretanto, o jogador já deixou a equipe. Ele vai disputar o próximo Nacional pelo Unitri/Uberlândia.

"Temos um universo de 20 atletas (convocáveis para a seleção) e neste momento não vejo nenhum, ou apenas um, na outra liga. Se tiver uma estrela (na NLB) vamos lamentar muito a não convocação, mas neste momento não temos problema", analisa Grego.

A decisão de vetar a participação dos atletas da NLB na seleção é mais um round da briga entre a CBB e a liga presidida por Oscar. Na semana passada, a Confederação confirmou que nenhum clube que disputasse a NLB poderia participar também do Nacional masculino de basquete, que começa em dezembro.

Alguns clubes ameaçaram entrar na Justiça para garantir participação nos dois torneios, usando como base os regulamentos dos campeonatos estaduais, que servem de classificatório para o Nacional. A CBB não teme uma batalha judicial. "O Nacional vai continuar sendo disputado sem ter problemas jurídicos. Quem fala não faz", afirma Grego.

Na semana passada, a NLB divulgou a tabela e a fórmula de disputa de seu primeiro campeonato. O torneio, que segue os moldes da NBA e do Campeonato Italiano, terá 18 equipes e começará no dia 25 de outubro. Já o Nacional masculino, em sua 17ª edição, só começará em dezembro. O número de participantes e a fórmula de disputa ainda não foram definidas.


Fonte: UOL
Ourinhos perde na estréia do Mundial

Previsivelmente, a equipe de Ourinhos não resistiu ao favoritismo do Samara, campeão mundial, na estréia do Mundial Interclubes, na cidade russa.

Depois de resistir no primeiro quarto (22-18), o campeão nacional entregou os pontos e perdeu por 75 a 45.

A produção de Ourinhos foi sustentada pelo trio Micaela (13 pontos, 5 rebotes), Êga (13 pontos, 6 rebotes) e Lisdeivi (10 pontos, 9 rebotes).

O resto do time passou em branco: Chuca (4), Palmira (3), Bethânia (2). Gattei, Lígia, Lílian, Milene e Ísis não pontuaram.

A cestinha do Samara foi Maria Stepanova, com 16 pontos e 9 rebotes.

"Faltou força. Talvez seja efeito do fuso horário" disse o técnico Vendramini.

Nas outras partidas, o tcheco Brno passou sem dificuldades pelo russo Ekaterimburg, por 94 a 62. A brasileira Iziane não está inscrita pelo time russo. Não sei o motivo. O Ekaterimburg, aliás, substitui a seleção da WNBA, que não foi ao torneio. Eva Viteckova teve 27 pontos.

A seleção cubana bateu a coreana por 76 a 67.

E o time australiano (Dandenong) bateu o All-Stars, da China, por 66 a 60.