sábado, 19 de abril de 2014

À sua maneira, Americana reescreve história da LBF

Na temporada passada, o Sport bateu Americana por 2 a 0 na série final da LBF e ficou merecidamente com o título da competição.

Nesse ano, Americana reescreveu a história à sua maneira. Também por 2 a 0 liquidou o Sport e do alto do seu bicampeonato se colocou como o time de melhor retrospecto na curta história da competição.

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190 Urgente

Foi um episódio lamentável a ausência de policiamento em quadra, que acabou retardando o início da partida. Nada que preocupasse, segundo o repórter do SPORTV, já que “Roberto Dornelas já estava ligando para uns amigos policiais”… Que nível, hein?

SPORTV bicampeão

Por falar em SPORTV, assim como no ano passado, a cobertura da final deixou a desejar.Encerrado o jogo, rápidas entrevistas com Clarissa e Dornellas e CORTAAA!

Os méritos do vencedor

Americana teve um campeonato irregular, mas foi crescendo e alcançou seu auge nessas finais. Consciente e seguro, o time deixa bela impressão.

bigodeOs méritos dessa afirmação são certamente de Vendramini. O treinador teve um começo confuso no comando do time tentando se equilibrar com um elenco que não havia sido formado por ele. Nem pelo treinador anterior (Zanon), diga-se de passagem. Com três alas com fome de bola (Paola, Ariadna e Karla), duas armadoras irregulares (Joice & Babi) e três pivôs baixas (Êga, Gil e Clarissa), o caldo ameaçava entornar. Os bastidores dessas transformações foram tensos, mas Vendra conseguiu por a casa em ordem e formar um grupo que ganhou a sua cara. E até lhe tirou o bigode.

O dia de Vendramini

Se a conquista do Paulista havia tido pouco brilho, a de hoje é um belo acréscimo no currículo de Vendramini. Treinador vencedor, ele não raramente é menosprezado por ter comandado equipes de estrelas. “Com a Hortência, até eu…” falam pelas suas costas.

Se suas jornadas no Fluminense, no Paraná e em Ourinhos ainda não foram suficientes para definir seu status, a vitória de hoje reforça a sua capacidade.

Mais uma da Pérola Negrabas_Erika_Sport_e_Clarissa_Americana_LBF_div_625

Dentro de quadra, mais uma vez Clarissa foi o maior destaque. Há alguns anos a pivô de Americana é a atleta mais interessante de se acompanhar por aqui e a mais decisiva. Essa segurança tem permitido a atleta atitudes cada vez mais ousadas, com mobilidade crescente e até (!) arremessos de três pontos. Não se sabe ainda o real impacto de Clarissa em nível internacional, mas por aqui ela segue sobrando.

Recontagem de votos

A eleição de Ariadna como MVP? Ah, pula esse assunto!

O futuro do banco do campeão

É dia de festa, mas espero que para a próxima temporada o técnico Vendramini defina junto à direção da equipe o espaço que algumas jogadoras talentosas podem ter no time. Acho que tanto as jovens Tássia e Débora, como a veterana Gil merecem mais do que tiveram nessa LBF. Ou talvez possam brilhar em outras equipes…

Ao perdedor, as batatas

No Sport, a causa principal da derrota é o processo exatamente inverso do que aconteceu em Americana. O time em sua segunda temporada ainda não tem uma cara. O que na temporada passada era perdoável, nessa é realmente incômodo. Descontados os problemas físicos de Adrianinha e Tiffany, o eclipse de Nádia e uma dupla de americanas que não apresenta nada a mais que a grife WNBA (Alex e Sandora), o time tem problemas. Talvez o maior (e mais simbólico deles) seja não conseguir fazer sua maior estrela (Érika) jogar.

Próximo tópico, por favor!

lbf03siteSandálias da Humildade

Tenho grande respeito pelo técnico Roberto Dornelas, um militante do basquete feminino no Nordeste. É elogiável sua gestão do projeto do basquete feminino do Sport. Do ponto de vista técnico, no entanto, seu trabalho carece de consistência. No ano passado, o treinador ficou melindrado ao ter sua capacidade questionada nas finais. Com título invicto então? Como ousam? A derrota de hoje talvez possibilite a Dornelas examinar a situação com mais humildade e perceber suas falhas e limitações. Seu comando nos minutos finais do jogo de hoje foi desastroso.

 

Um Dia Triste

No final da temporada da LBF, uma nota muito triste: o falecimento do narrador Luciano do Valle. Luciano tem uma parcela considerável de responsabilidade na afirmação do basquete feminino no Brasil. Luciano se apaixonou por Paula, Hortência & Cia e queria que outros também vissem aquele espetáculo. Tanto insistiu que conseguiu…paulavalle

Luciano narrava com paixão o basquete e com enorme carinho pelas “meninas”. Foi a voz oficial da conquista do título mundial de 1994.

Nunca vou me esquecer que pouco tempo depois  lá estava ele cobrindo o Mundial Interclubes em Guarulhos, quando a Ponte Preta, de Hortência, bateu a Unimep, de Paula. Luciano mais uma vez narrava com paixão. Enquanto isso, recebia correspondências furiosas de Campinas e Piracicaba. Os campineiros o acusavam de torcer pra Paula e os piracicabanos pediam para que ele disfarçasse a predileção por Hortência.

Me lembro ainda de vê-lo narrando na BAND já na fase das vacas magras um jogo de estreia do Sport no Nacional Feminino. Na época morando em Recife, o narrador fazia o trabalho com o mesmo carinho e a mesma elegância.

É uma dura perda realmente.

O basquete feminino tem a obrigação de dizer: “Muito obrigado, Luciano!”

A carreata de Americana

As jogadoras e a comissão técnica da Unimed Americana, bicampeãs da Liga de Basquete Feminino, participam de carreata em Americana na terça-feira, dia 22, a partir das 12 horas, com saída do Centro Cívico. Após a carreata, haverá entrevista coletiva na sede da Unimed, na Avenida Brasil, 555, com as presenças do presidente da Unimed Americana, Emerson Assis; do presidente da ADCF Unimed, Ricardo Molina Dias; do técnico Antônio Carlos Vendramini; das jogadoras; e do secretário de Esportes Mário Antonucci.

Americana é campeão da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14

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O Americana sagrou-se campeão da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14 ao derrotar o Sport Recife, neste sábado (19 de abril), por 66 a 62 (30 a 28 no primeiro tempo), em jogo realizado no ginásio Marcelino Lopes (Ilha do Retiro), em Recife (PE), válido pela segunda rodada da série melhor-de-três do playoff – final. Com este resultado, o time comandado pelo técnico Antônio Carlos Vendramini fechou a disputa com duas vitórias e nenhuma derrota.
O primeiro quarto começou com a equipe visitante melhor e realizando vários contra-ataques, devido aos excessivos erros de passe do time da casa. Na sequencia, o jogo ficou equilibrado, porém sempre com o Americana no comando do marcador (16 a 15), com boas performances da cubana Ariadna Felipe, pelo time visitante, e a dupla Adrianinha Moisés e Palmira Marçal, que veio bem do banco, em favor da equipe da casa.
O período seguinte começou com o Americana melhor, conseguindo abrir uma diferença que beirou os dez pontos, mas o Sport Recife foi crescendo aos poucos, diminuindo a diferença e tendo a chance de até empatar a partida (14 a 13), com boas performances de Palmira Marçal e Erika de Souza, pelo time da casa, e a paraguaia Paola Ferrari, em favor do visitante.
Na volta do intervalo, valeu a bronca do técnico Roberto Dornelas no vestiário, já que o Sport Recife retornou com outra postura, especialmente na defesa, com destaque para a norte-americana Alex, o que proporcionou a realização de ataques mais equilibrados, fazendo com que o representante pernambucano conseguisse a virada. Na parte final do período, o Americana cresceu e o jogo voltou a ficar equilibrado (15 a 17), com destaques para Adrianinha Moisés e Fran Nascimento, pelo time da casa; a cubana Ariadna Felipe e Clarissa dos Santos, em favor do visitante.
Nos dez minutos finais, o jogo ficou lá e cá, com as duas equipes lutando bastante pela vitória, porém, o representante paulista conseguiu um melhor desempenho no momento de decisão e garantiu a conquista (21 a 17), com boa performance da pivô Clarissa dos Santos.
Os principais nomes da partida foram Adrianinha Moisés (14 pontos, 04 rebotes e 01 assistência), Palmira Marçal (13 pontos e 01 assistência) e a norte-americana Alex (12 pontos e 03 rebotes), pelo time da casa; Clarissa dos Santos (16 pontos e 09 rebotes), a paraguaia Paola Ferrari (15 pontos e 02 assistências) e a cubana Ariadna Felipe (10 pontos, 03 rebotes e 02 assistências), em favor do visitante.
“A união do nosso grupo foi o fator determinante para que chegássemos a esta conquista, que foi bastante difícil, mas lutamos bastante durante todo o campeonato”, comenta Ariadna Felipe, do Americana.
“Estou muito feliz e emocionada com o título, já que lutamos demais e o nosso grupo é como uma família”, declara a pivô Clarissa dos Santos, bastante emocionada.
Já o técnico Antônio Carlos Vendramini, que raspou o bigode após a conquista (havia prometido as jogadoras), enalteceu a estrutura da equipe. “Não podemos deixar de falar da estrutura que a equipe proporciona que conta com tudo o que é necessário para que o trabalho seja desenvolvido da melhor maneira. Além disso, não posso deixar de agradecer as jogadoras e, especialmente, a minha família”, comenta.
Pelo lado do Sport Recife, o técnico Roberto Dornelas, lamentou um momento de desacerto da equipe ao longo do terceiro quarto. “Foi uma grande final, com o basquete feminino saindo ganhando, mas acabamos nos descontrolando no terceiro quarto e o Americana, que é uma grande equipe aproveitou. Nesta temporada, eles foram melhores e mereceram a conquista”, relata.
No primeiro jogo, o Americana havia derrotado o Sport Recife, atuando em casa, por 62 a 55, atuando em seus domínios.
Fonte: LBF

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Americana aposta no conjunto para sequencia da série final da LBF – 2013/14

A experiente Karla Costa, do Americana, entrou no decorrer do primeiro jogo da série melhor-de-três do playoff – final da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14 e desempenhou um papel importante, ajudando a sua equipe a derrotar o Sport Recife, 62 a 55, em Americana (SP). Ao lado das companheiras Damiris do Amaral, Clarissa dos Santos e a cubana Ariadna Felipe, esteve entre os destaques da partida.

Para Karla, o conjunto foi o fator determinante do seu time para iniciar a disputa de forma satisfatória. “Creio que o aspecto coletivo foi importante neste primeiro jogo, uma vez que cada jogadora desempenhou bem o papel que estava designado, dando o seu melhor. Para o segundo confronto da série, nós estamos treinando forte, pois sabemos que será muito difícil, por isso, foco 100% durante a semana de trabalho”, comenta a ala/armadora, que tem como meta sempre ajudar a equipe, independente do seu tempo de quadra.

“Entrei para somar! 01, 02 ou 40 minutos, eu estava preparada para ajudar. Esse é o pensamento de toda a nossa equipe”, acrescenta Karla, que atou por pouco mais de dez minutos, anotando seis pontos, apanhando um rebote e dando uma assistência.

O segundo jogo da série melhor-de-três do playoff – final da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14 acontece sábado (19 de abril), às 13h00 (de Brasília), no ginásio Marcelino Lopes (Ilha do Retiro), em Recife (PE), com transmissão ao vivo pelos canais SporTV. Se necessário, o terceiro confronto será realizado na segunda-feira (21 de abril), às 18h45 (de Brasília), novamente na capital pernambucana.

Fonte: LBF

Sport Recife convoca torcida para o segundo jogo final da LBF – 2013/14

A torcida do Sport Recife foi destaque na Liga de Basquete Feminino (LBF) da temporada passada, sempre empurrando a equipe e sendo a ‘sexta jogadora’ em quadra. Nesta edição, não fez diferente, durante todos os jogos lotaram as dependências do ginásio Marcelino Lopes, em Recife (PE), e fizeram a diferença. Na primeira partida da final, as leoas perderam para o Americana, jogando no interior paulista (62 a 55), e neste sábado (19 de abril), às 13h00 (de Brasília), entram em quadra precisando vencer para seguir com chance de conquistar o bicampeonato.

Neste momento, a equipe rubro-negra necessita mais do que nunca do apoio do torcedor e o técnico Roberto Dornelas acredita que não vai se desapontar. “Precisamos desse apoio vindo das arquibancadas mais do que nunca e espero que esse feriado não nos atrapalhe. Lugar de rubro-negro neste sábado é no Marcelino! E sei que eles estarão aqui, nos dando apoio incondicional, como sempre fizeram”, diz o comandante rubro-negro.

Os trabalhos visando à segunda partida da final já começaram. As atletas fizeram sessões com a psicóloga da equipe e assistiram ao último jogo, onde analisaram seus erros em quadra. Na terça-feira (15 de abril), colocaram em prática tudo que foi estudado. O técnico fez um trabalho puxado de duas horas, prevendo algumas situações que poderão acontecer na segunda partida da série final.

Os treinamentos desta semana acontecerão às 14h00 (de Brasília), já para as atletas sentirem o clima que vão enfrentar durante o jogo. Para a armadora Adrianinha Moisés, essa mudança durante a semana está sendo muito importante.

“É bom porque temos a semana inteira para fazer nosso corpo se acostumar, tanto com o calor, como com a hora da alimentação. Esse tempo é necessário para estarmos prontas para entrar em quadra no sábado”, explica a experiente atleta.

O segundo jogo da série melhor-de-três do playoff – final da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14 acontece sábado (19 de abril), às 13h00 (de Brasília), no ginásio Marcelino Lopes (Ilha do Retiro), em Recife (PE), com transmissão ao vivo pelos canais SporTV. Se necessário, o terceiro confronto será realizado na segunda-feira (21 de abril), às 18h45 (de Brasília), novamente na capital pernambucana.

Fonte: LBF

Cris, armadora do São José/Colinas Shopping, encerra a carreira e deixa legado de amor ao basquete

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Nas três participações do São José/Colinas Shopping na Liga de Basquete Feminino (LBF), Cris (foto) sempre foi a líder em quadra em todos os momentos. Desde que veio para a cidade, em 2011, ela contribuiu com energia e entrega total para que o time mantido pela Prefeitura desse os primeiros passos e se firmasse na elite da modalidade no Brasil.

Aos 35 anos e duas cirurgias nos joelhos, a armadora resolveu deixar as quadras depois de 27 anos dedicados ao basquete. Na sexta-feira (11 de abril), esteve presente (pela última vez como jogadora) na reunião de encerramento das atividades da temporada, realizada na Secretaria de Esportes e Lazer.

Cris recebeu uma placa de reconhecimento, um cartão com mensagem de agradecimento das colegas e a camisa 78, o número usado com muito orgulho e confiança pela atleta para defender as cores azul e branca. Logo que começou a falar, ela se emocionou quando lembrou do retorno ao Brasil, depois de seis anos na Espanha, e da chegada a São José dos Campos. “Eu tinha o sonho de encerrar a carreira no meu país, mas não é fácil tomar uma decisão dessas.”

No encontro, o secretário de Esportes citou o papel de Cris como exemplo para as demais atletas. “É um legado que fica para as meninas das categorias de base, que têm um modelo em quem se espelhar.” O diretor executivo do São José Desportivo (organização social responsável pela gestão dos dois times de basquete da cidade), Rafael Mota, e o coordenador das equipes joseenses de alto rendimento, Antônio Carlos Silvério, também destacaram a importância da atleta para a evolução da equipe feminina.

Aquela atleta decidida e inabalável ao longo da carreira dessa vez não resistiu às lágrimas. “Eu vivi grandes momentos aqui e recebi um carinho muito grande de São José”, declarou ela, bastante comovida e quase sem conter o choro, em agradecimento aos integrantes da comissão técnica. “Esse time tem tudo para continuar crescendo, e acho que quando ele for campeão eu também vou sentir o gostinho.”

Capitã e líder do time
Com a presença de Cris, o São José/Colinas Shopping, liderado pelo treinador Carlinhos Lima e pelo coordenador Maurício Ianicelli, cresceu nos três campeonatos. A equipe, que ficou em quinto lugar na primeira vez em que disputou o torneio (2011/2012), terminou em quarto na edição seguinte (2012/2013) e em terceiro na atual temporada (2013/2014).

Capitã do quinteto joseense, Cris foi a condutora do grupo nessa caminhada. De personalidade séria e determinada, assumia a responsabilidade de organizar a equipe, na alegria do triunfo e na tristeza quando o sucesso não era alcançado. Pela idade e experiência, era também uma espécie de irmã mais velha das demais atletas. Muitas vezes orientava as mais jovens e assumia a responsabilidade em momentos que requeriam decisão rápida, seja com arremesso certeiro de três pontos ou uma infiltração para fazer a bandeja.

A torcida do basquete feminino joseense, certamente vai sentir a falta da camisa 78 no ginásio da ADC GM, onde o time manda as partidas. Cris escolheu esse número numa referência ao ano em que nasceu, exatamente no dia 02 de novembro, em Piracicaba (SP), filha de pais originários do norte de Minas Gerais.

Com 08 anos de idade, Cristina Sousa de Carvalho, a Cris, começou a praticar basquete na escolinha do BCN, agremiação na qual permaneceu por uma década. Aos 17, ela se mudou para Osasco. Foi quando saiu de casa pela primeira vez. A família entendeu a opção, pois sabia que a jovem atleta tinha maturidade. “Meus pais assistiam os jogos, sempre me incentivavam, mas me davam liberdade.”

A primeira mudança de clube ocorreu quando Cris estava com 20 anos. Ela foi contratada pelo Santo André. Depois foi para o Ourinhos, Americana, São Bernardo, Ponte Preta. Nesse percurso, teve a oportunidade de atuar ao lado da armadora Paula, campeã mundial em 1994 e medalha de prata pela Seleção Brasileira na Olimpíada de Atlanta, em 1996. “Aprendi muito com ela, e foi um prazer poder jogar com uma pessoa de quem eu era fã.”

Brasil, Espanha e família
Tendo passado por equipes femininas tradicionais do Brasil, Cris recebeu o convite para jogar no basquete espanhol quando estava com 26 anos. Lá defendeu clubes de regiões com cultura distinta e até língua própria. O primeiro foi o Cadí la Seu, de Barcelona, na Catalunha. Depois, na capital – Madri -, Galícia e ilha de Mallorca. Pelo esquadrão galego, a brasileira foi campeã e eleita a melhor jogadora da final da segunda divisão, que garantiu ao time a vaga na elite da liga profissional.

No período em que estava no país ibérico, Cris passou por várias dificuldades, desde lidar com o idioma (hoje ela fala fluentemente espanhol e entende o catalão) e ficar longe da família até ter de mudar o estilo de jogo, pois lá predomina jogadas que exigem força e há muita cobrança por resultados. Mas também aprendeu muito e teve a ajuda das amigas que conheceu na modalidade, muitas delas estrangeiras, para poder se adaptar à situação. “Tive a sorte de estar em grupos que me acolheram, e também cresci como jogadora.”

O desejo de voltar ao Brasil coincidiu com a proposta de trabalho em terras joseenses. “Fui muito bem recebida por pessoas que respeitaram minha trajetória.” Aqui ela se adaptou à cidade, levou a equipe a ser referência nos dois campeonatos mais importantes entre as mulheres – o brasileiro e o paulista – e ajudou a trazer mais adeptos para a modalidade. “O basquete feminino está conquistando São José”, afirma.

Contudo, as dores que vinha sentindo fizeram com que Cris decidisse parar. Afinal foram duas operações no joelho esquerdo e uma no direito. Ela entendeu que chegou a ocasião de se despedir das quadras para não sofrer mais lesões. “Eu gosto de estar em alto nível, e não iria me poupar nos treinos.”

Recém-aposentada ela quer curtir a família – pai, mãe, sobrinhos (ela tem irmão único) – em Piracicaba (SP), coisa que há muito tempo não fazia por morar fora. Com dois anos de psicologia, ela também não sabe se volta a estudar. Agora vai aproveitar o tempo livre para rever amigos, ver filmes de ação, e ouvir muita música popular brasileira, o gênero que mais aprecia. Mas o basquete continuará na mente e no coração dela.

Foto: Tião Martins/PMSJC
Texto: Claudio Ferreira Ribeiro/PMSJC

terça-feira, 15 de abril de 2014

Draft 2014 da WNBA



Ocorreu ontem (14/04) o  draft da WNBA e a primeira escolha, que pertencia a equipe do Connecticut Sun foi Chiney Ogwumike, da Universidade de Stanford. Com médias de 26 pontos e 12 rebotes no Campeonato Universitário, a atleta é filha de imigrantes nigerianos, irmã de Nneka Ogwumike, atual jogadora dos Los Angeles Sparks, escolha n.º 1 do draft de 2012.

Chiney tem 1,91m de altura e joga de ala/pivô. Ela formaria uma dupla de garrafão poderosa com Tina Charles. Formaria, porque ontem mesmo a pivô selecionada como n.º 1 no draft de 2010 foi negociada com o New York Liberty. A equipe do Sun recebeu em troca a escolha n.º 4 do draft de ontem, Alyssa Thomas e a pivô Kelsey Bone, escolha n.º 5 da equipe de New York no ano passado.

Algumas atletas estrangeiras que atuam na NCAA também foram selecionadas, como as canadenses Natalie Achonwa (9.ª posição) e Michelle Plouffe (19ª), bem como a ucraniana Inga Orekhova (18.ª posição). Das estrangeiras que atuam fora dos Estados Unidos, Astou Ndour nascida em Senegal e naturalizada espanhola ficou na 16.ª posição, as australianas Carley Mijovic e Stephanie Talbot também foram selecionadas. As três são nascidas em 1994, idade limite para a seleção de atletas que atuam em outros países. Elas são da mesma geração das brasileiras Isabela Ramona e Sassá e também participaram do Mundial sub-19 em 2013.

Segue a lista completa do draft 2014 da WNBA:

1 Connecticut Sun (10-24), Chiney Ogwumike
2 Tulsa Shock (11-23), Odyssey Sims
3 San Antonio Stars (12-22), Kayla McBride
4 New York Liberty (11-23), Alyssa Thomas
5 Indiana Fever (16-18), Natasha Howard
6 Washington Mystics (17-17), Stefanie Dolson
7 Seattle Storm (17-17), Bria Hartley
8 Atlanta Dream (17-17), Shoni Schimmel
9 Indiana Fever (16-18), Natalie Achonwa
10 Chicago Sky (24-10), Markeisha Gatling
11 Connecticut Sun (10-24), Chelsea Gray
12 Minnesota Lynx (26-8), Tricia Liston

2014 WNBA DRAFT - 2.º RODADA

1 (13) Tulsa Shock (11-23), Jordan Hooper
2 (14) New York Liberty (11-23), Tyaunna Marshall
3 (15) Minnesota Lynx (26-8), Asya Bussie
4 (16) San Antonio Stars (12-22), Astou Ndour
5 (17) Phoenix Mercury (19-15), Tiffany Bias
6 (18) Atlanta Dream (17-17), Inga Orekhova
7 (19) Seattle Storm (17-17), Michelle Plouffe
8 (20) Atlanta Dream (17-17), Cassie Harberts
9 (21) Phoenix Mercury (19-15), Maggie Lucas
10 (22) Chicago Sky (24-10), Gennifer Brandon
11 (23) Los Angeles Sparks (24-10), Jennifer Hamson
12 (24) Minnesota Lynx (26-8), Christina Foggie

2014 WNBA DRAFT - 3.ª RODADA

1 (25) Connecticut Sun (10-24), DeNesha Stallworth
2 (26) New York Liberty (11-23), Meighan Simmons
3 (27) Tulsa Shock (11-23), Theresa Plaisance
4 (28) San Antonio Stars (12-22), Bri Kulas
5 (29) Indiana Fever (16-18), Haiden Palmer
6 (30) Washington Mystics (17-17), Carley Mijovic
7 (31) Seattle Storm (17-17), Mikaela Ruef
8 (32) Washington Mystics (17-17), Kody Burke
9 (33) Phoenix (19-15), Stephanie Talbot
10 (34) Chicago Sky (24-10), Jamierra Faulkner
11 (35) Los Angeles Sparks (24-10), Antonita Slaughter
12 (36) Minnesota Lynx (26-8), Asia Taylor

segunda-feira, 14 de abril de 2014

FPB divulga relação dos Melhores de 2013

Categoria Sub-13
Atleta Capital: Isadora Alves Cardoso Souza - Apagebask-Guarulhos
Atleta Interior: Camila Bortolossi Branco - Prefeitura Municipal de Itatiba
Técnico: Dyego Maranini Cavalcanti - Apagebask-Guarulhos
Categoria Sub-14
Atleta: Rafaela Assis Silvestre - A.D. Santo André
Técnica: Maria Carolina de Souza - A.D. Santo André
Categoria Sub-15
Atleta: Lays da Silva - Colégio Helios/DNA Basquete 
Técnica: Anne Amália de Freitas - Unimed/Americana 
Categoria Sub-17
Atleta: Vitória Maria Domingos Marcelino - São José/Atleta Cidadão
Técnico: Luiz Claudio Cicchetto Tarallo - Divino/COC/Jundiaí
Categoria Sub-19
Atleta: Isabela Ramona Lyra Macedo - São José/Atleta Cidadão
Técnico: Carlos José Lima - São José/Atleta Cidadão
Categoria Primeira Divisão
Atleta: Erika Regina Leite - XV/Unimep/Amhpla/Selam
Técnico: Ariel Rodrigues - XV/Unimep/Amhpla/Selam
Categoria Divisão Especial A-2
Atleta: Jeanne Flausino Morais - Uniesp/Cia de Talentos/Venceslau
Técnico: Flavio Antônio dos Santos Almeida Prado - Uniesp/Cia de Talentos/Venceslau
Categoria Divisão Especial A-1
Atleta: Jaqueline de Paula Silvestre - A.D. Santo André
Técnico: Antônio Carlos Vendramini - Americana 
Atleta Revelação: Vanessa Fausto Gonçalves - A.D. Santo André
Seleção de Ouro
Tainá Mayara Paixão - Ourinhos Basquete 
Jaqueline de Paula Silvestre - A.D. Santo André
Ariadna Capiro Felipe - Americana 
Karina da Silva Jacob - São José/Colinas Shopping 
Clarissa Cristina dos Santos - Americana

Laís Elena é a dona da bola (Diário do Grande ABC)

Anderson Fattori e Nilton Valentim

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Nos últimos 50 anos muita coisa mudou no basquete: as regras, o material da bola, o sistema de pontuação, de marcação de tempo (deixou de ser duas etapas de 20 minutos, para quatro de dez). Em Santo André, tudo isso foi incorporado, mas uma coisa permanece inalterada por meio século: a presença de Laís Elena Aranha, 71 anos, no grupo.

A história da modalidade na cidade se confunde com a sua trajetória de vida. Ela chegou em 1964 para defender as cores da extinta Pirelli e, desde então, dedica-se integralmente ao esporte. Laís parece ter descoberto a estratégia certa para driblar o tempo. Permanece inabalável como dona da bola e neste período acumulou títulos, formou atletas, conquistou respeito e contribuiu (e muito) para o desenvolvimento da modalidade.

“Lembro-me muito bem do Paulo Albano (ex-treinador da Pirelli) ir me buscar em Piracicaba com a peruinha amarela da Pirelli”, recorda-se Laís, que havia feito as primeiras cestas com a camisa do Tênis Clube de Garça, em 1959, quando chamou a atenção dos responsáveis pelo Corinthians durante um amistoso. Mas seu pai só autorizou que ela viesse jogar na Capital no ano seguinte, quando completou 17 anos.

Laís defendeu o Corinthians por três temporadas e depois migrou para o XV de Piracicaba, onde jogou um ano antes de vir para a Pirelli. “O Paulo Albano estava montando uma equipe forte, que tinha a Nilza, a Odila e a Nadir Basani e precisava de uma armadora”, recorda-se.

Ela já tinha no currículo a disputa do Campeonato Mundial do Peru (em 1964, com 15 pontos em seis jogos), mas confessa que só aceitou vir jogar em Santo André porque aqui havia uma oportunidade a mais. “Quando cheguei, fui trabalhar na biblioteca. A gente treinava apenas três vezes por semana. Eram outros tempos. Depois, passei a trabalhar no (complexo) Pedro Dell''Antonia, onde dava aulas de natação”, lembrou Laís.

Aos 34 anos, a armadora diz ter “enjoado” de jogar e preferiu mudar de função. Passou a treinar as categorias de base da Pirelli e foi a partir daí que descobriu o que mais lhe dá prazer no esporte: a formação de atletas. “Fomos sede do primeiro campeonato estadual da categoria até 15 anos e ganhamos. E olha que o time de São Caetano tinha a Hortência”, recorda.

Hortência, aliás, é uma das pessoas que mais respeita o trabalho da técnica. “Nunca fui treinada pela Laís. Mas tenho certeza de que se não fosse por ela, o basquete não teria sobrevivido em Santo André. O esporte da cidade deve muito a ela”, conta a Rainha. “A Laís faz parte da história do basquete brasileiro”, completou.

A contribuição destacada pela Rainha Hortência pode ser traduzida pelo número de atletas formadas por Laís e por sua parceira Arilza Coraça. Muitas delas, como Marta, Leila, Chuca, Mamá, Vivian e Simone Lima defenderam as cores da Seleção Brasileira em competições internacionais. Outras, tiveram no esporte a chance para mudar de vida.

“A vitória me dá satisfação, mas oferecer oportunidades para essas garotas é o que verdadeiramente me emociona. Somos uma cidade formadora. Ninguém deu tantas atletas para a Seleção adulta como Santo André”, ensina a treinadora, que prepara a retirada das quadras para o ano que vem, após o término da Liga de Basquete Feminino.

No Mundial, ela teve tratamento de estrela
Dos quatro campeonatos mundiais disputados por Laís Elena, o que mais lhe emociona foi do Brasil, de 1971. A Seleção atuou em São Paulo, no Ibirapuera, e ficou com a medalha de bronze. “Íamos treinar e víamos aquelas filas imensas na porta do ginásio para comparar ingressos. Depois, quando entrávamos em quadra, ouvíamos todas as pessoas cantando aquela música ‘90 milhões em ação, salve a Seleção’. Isso era de arrepiar”.

Foram dias em que as jogadoras viveram um conto de fadas. “Tínhamos um andar inteiro no hotel. Recebíamos tantas flores que não dava nem para carregar. O presidente da República, Emílio Garrastazu Médice, telefonava. O governador de São Paulo, Laudo Natel, ia aos vestiários...” O Brasil terminou em terceiro lugar, com quatro vitórias (França, Coréia do Sul, Japão e Cuba) e duas derrotas, para a campeã União Soviética e a vice Tchecoslováquia.

O desempenho foi decisivo para o crescimento da modalidade no País. Publicações da época dão conta de que havia cerca de 100 jogadoras de basquete no Brasil e o Mundial incentivou o surgimento de outras. Uma delas foi Arilza Coraça. “Eu era estudante da USP (Universidade de São Paulo) e trabalhei no Ibirapuera. Quando acabou o Mundial, vim para Santo André tentar uma vaga na Pirelli”, relembra. Deu certo, ela foi atleta, passou a treinadora e depois auxiliar-técnica de Laís Elena.

Parceira de longa data, Arilza elogia disposição em ajudar às atletas
Arilza Coraça pode ser considerada a fiel escudeira de Laís Elena. Trabalhando juntas na comissão técnica de Santo André desde 1985, quando a auxiliar técnica resolveu encerrar a carreira, elas se comunicam quase que por telepatia. “Nos entendemos bem. Desde a minha época de jogadora sempre gostei mais de atuar na defesa e a Laís de cuidar do ataque. Acho que isso faz com que nossa relação seja sadia”, opina Arilza, que foi atleta de Santo André de 1971 até abandonar as quadras.

Apesar de reconhecida pelo que faz na quadra, para Arilza, o lado mais bonito de Laís Elena é longe das quatro linhas. “Fico impressionada como cuida das pessoas. Uma vez voltávamos de um jogo no Paraná e uma jogadora estava com forte dor de garganta. Ela andou pelo aeroporto até achar um médico que pudesse cuidar dela. É um ser humano fantástico”, elogiou Arilza.

Vídeo: Laís Elena comemora 50 anos de basquete em Santo André

Fonte: Diário do Grande ABC

domingo, 13 de abril de 2014

Vídeo: Galatassaray é campeão da Euroliga Feminina

Final: Galatassaray (TUR) x Fernebahce (TUR)


Decisão do 3º lugar: Ekaterimburg (RUS) x Bourges (FRA)

Barretos vence Jundiaí na abertura do Paulista A2

Neste sábado (12 de abril) foi realizada a partida de abertura do Campeonato Paulista Estadual da Divisão Especial Série A-2 Feminino, onde o APAB/Guarani/Barretos venceu o Divino/Jundiaí, por 62 a 44, no CEMEI, na cidade de Barretos (SP). A cestinha da partida foi Marcella Santos, do Divino, com 15 pontos.

Fonte: FPB

sábado, 12 de abril de 2014

FIBA muda a sede e Mundial Sub-17 Feminino será disputado na República Tcheca

Originalmente previsto para ocorrer em Bratislava, capital da Eslováquia, o Mundial Sub-17 deste ano foi transferido pela FIBA para a vizinha República Tcheca devido a aplicação de suspensão à Federação Eslovaca.

As datas do campeonato (de 28 de junho a 6 de julho) bem como os grupos e as seleções participantes (incluindo a Eslováquia), foram mantidas.


Americana sai na frente na decisão da LBF – 2013/14

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O Americana saiu na frente na série melhor-de-três do playoff – final da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14 ao derrotar o Sport Recife, neste sábado (12 de abril), por 62 a 55 (26 a 25 no primeiro tempo), em partida realizada no ginásio Municipal Centro Cívico, na cidade de Americana (SP).
O primeiro quarto foi disputado em ritmo forte, com os dois times correndo bastante, mas com os erros superando os acertos. O time pernambucano começou melhor e a equipe paulista equilibrou as ações na sequencia. Na parte final, a equipe da casa levou ligeira vantagem (15 a 14), com boas presenças das pivôs Clarissa dos Santos, do Americana, e Erika de Souza, do Sport Recife.
No período seguinte começou com o mesmo panorama do anterior, com as duas equipes demonstrando ansiedade e errando passes e finalizações. Na parte final, os dois times se soltaram mais, com boas performances de Ega Garvão e Damiris do Amaral, pelo mandante, e Adrianinha Moisés, em favor do visitante (11 a 11).
Na volta do intervalo, o Americana cresceu de produção e chegou a estar cinco pontos na frente, mas o Sport, aos poucos, foi equilibrando as ações. Na sequencia, entretanto, o time da casa aproveitou-se de alguns erros do rival e voltou a abrir cinco pontos. E esse foi o panorama até o final, com destaque para o trio formado pela cubana Ariadna Felipe, Clarissa dos Santos e Damiris do Amaral, todas pelo time da casa, e Erika de Souza, pelo visitante (20 a 12).
Nos dez minutos finais, o Americana manteve o ritmo, com bom aproveitamento nas bolas de média e longa distancia, além de uma marcação eficiente, aumentando a vantagem que chegou a ser de 15 pontos. Depois, o Sport Recife melhorou e conseguiu baixar um pouco a diferença, mas sem conseguir se aproximar (16 a 18), com boas presenças de Clarissa, Ariadna, Damiris e Karla Costa, pelo time da casa, e Palmira Marçal, em favor visitante.
Os principais nomes da partida foram Clarissa dos Santos (18 pontos e 03 rebotes), Ariadna Felipe (14 pontos e 05 rebotes) e Damiris do Amaral (11 pontos, 15 rebotes e 02 assistências – double-double), pelo time da casa; Erika de Souza (19 pontos e 12 rebotes –double-double) e Palmira Marçal (11 pontos e 04 rebotes), em favor do visitante.
“Tivemos uma atuação com o conjunto prevalecendo e quando isso acontece o nosso time se fortalece bastante. Além disso, contamos com este apoio sensacional dos nossos torcedores”, comenta a ala cubana Ariadna Felipe, do Americana.
“No terceiro quarto crescemos de produção, com o nosso ataque sendo determinante para que vencêssemos. A defesa foi bem durante o jogo todo”, acrescenta o técnico Antônio Carlos Vendramini, do Americana.
“Sabíamos que seria uma final assim, acirrada, com placar baixo, mas erramos em demasia e o adversário aproveitou para abrir vantagem e vencer esta primeira partida da série”, analisa o técnico Roberto Dornelas, do Sport Recife.
O segundo confronto, que pode ser o decisivo, ocorre no sábado (19 de abril), às 13h00 (de Brasília), em Recife (PE). Uma nova vitória garante o título ao Americana.
Fonte: LBF

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Americana x Sport Recife: vai começar à decisão da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14

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A série melhore-de-três do playoff – final da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14 será aberta neste sábado (12 de abril), às 12h00 (de Brasília), no ginásio Municipal Centro Cívico, na cidade de Americana (SP), com a partida entre o Americana e o Sport Recife. O duelo terá transmissão ao vivo pelos canais SporTV.

Para chegar a esta decisão, o Americana, que é comandado pelo técnico Antônio Carlos Vendramini, concluiu a fase inicial na segunda colocação, somando 26 pontos, em 14 jogos realizados (12 vitórias e 02 derrotas). Na série semifinal, eliminou o São José/Colinas Shopping com duas vitórias e nenhuma derrota.

Para o time paulista, sair na frente na série, aproveitando o fator quadra, será fundamental para sequencia da disputa. “É importante ganharmos em casa, pois nos dará mais confiança para os jogos em Recife. O apoio do nosso torcedor será fundamental”, relata a armadora Babi Honório, do Americana. “Temos condições de jogar de igual para igual, já que são duas equipes de alto nível. O nosso grupo está completo, sem qualquer problema de contusão. As atletas estão focadas, trabalharam forte e a expectativa é muito boa para iniciar favoravelmente esta série decisiva”, acrescenta Vendramini.

Já o Sport Recife, dirigido pelo técnico Roberto Dornelas, fechou a primeira fase na liderança, registrando a mesma campanha do rival – 12 vitórias e 02 derrotas (14 jogos). O Rubro Negro, que busca o bicampeonato, ficou com o primeiro lugar, devido ao confronto direto, vencendo os dois duelos diante do Americana na etapa inicial da competição. Na semifinal, suplantou ao Maranhão Basquete, no Clássico do Nordeste, com duas vitórias e nenhuma derrota.

Mesmo com um retrospecto favorável diante do Americana em jogos válidos pela LBF, as atletas rubro-negras sabem que qualquer bobeira em quadra pode significar a derrota. “Por isso todo o cuidado será necessário, assim como foi contra o Maranhão Basquete”, adverte a ala Iza Andrade, do time pernambucano.

“A expectativa é de uma série muito dura, equilibrada e bastante atrativa para o público, já que envolve duas equipes que se credenciaram ao longo do campeonato, realizando as melhores campanhas da primeira fase e passando bem pela semifinal. O Americana é o time que mais conquistou títulos nos últimos anos, sempre se credenciando como favorito em qualquer campeonato que dispute. Mas, vamos tentar a vitória fora de casa para trazer a decisão para Recife, já na segunda partida da série”, acrescenta o técnico Roberto Dornelas.

Foram dois confrontos entre os times finalistas nesta edição, com duas vitórias do Sport Recife: 62 a 58, no turno, em Americana (SP), e 73 a 70, no returno, em Recife (PE). Já na edição anterior da LBF, estes times decidiram a competição e o título ficou com o representante de Pernambuco.

As duas agremiações lutam pelo segundo título da Liga de Basquete Feminino (LBF): o Americana venceu a edição 2011/2012, enquanto que o Sport Recife garantiu a taça na edição de 2013.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Em sua estreia na ARBRP, Araraquara perde para Catanduva

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Jogando na cidade de Catanduva no último dia 6/4 a equipe Fundesport Araraquara estreou na Liga ARBRP categoria adulto feminino. A equipe, que está em processo de formação, treinou apenas duas semanas para o primeiro jogo e enfrentou uma grande equipe. Após partida equilibrada a equipe de Catanduva abriu diferença no último quarto e venceu a partida por 49x37. As cestinhas de Araraquara foram Camila e Verônica com 9 pontos cada. A equipe voltaria a jogar no próximo sábado dia 12/4 em Araraquara,  mas teve o jogo adiado sem data definida, a próxima partida da equipe será então no dia 4/5 em Avaré. A equipe é mantida pela FUNDESPORT e conta com o apoio da academia Infinity Fitness e continua a procura de novos apoiadores.

São José termina em terceiro lugar na LBF



São José ficou na terceira colocação na Liga de Basquete Feminino (LBF), após perder para o Americana, na sexta-feira (4), pelo placar de 76 a 48, no segundo jogo da semifinal. Essa é a melhor performance joseense nas três vezes em disputou a elite nacional da modalidade, que está na quarta edição.

Estreante na temporada 2011/2012, o time ficou em quinto lugar ao cair diante do Santo André nas quartas de final. No ano passado, o São José subiu mais um degrau e terminou em quarto lugar, tendo perdido a vaga na final para o Sport, que se tornou o campeão. 

Dirigido por Carlinhos Lima, o elenco joseense teve a participação de 14 atletas nos 18 jogos disputados. No total foram 12 triunfos e 6 derrotas. Participaram da campanha as armadoras Cris e Carol, as laterais James (que deixou a equipe por contusão), Karen, Ramona, Cacá, Luana e Estela, e as pivôs Plutin, Karina, Fabi, Armstrong, Thaís e Vitória. 

O São José encerrou a participação geral na atual temporada à frente de Maranhão, Ourinhos e Santo André, Rio Claro e Brasília. Chegou em terceiro lugar na primeira fase, com dez vitórias em 14 partidas. Nas quartas de final, venceu os dois primeiros e eliminou o Santo André, sem precisar do terceiro confronto.

Fonte: SJC

Jundiaí vence Barretos na estreia do Campeonato Paulista sub-19


O Divino Jundiaí estreou com vitória no Campeonato Paulista de Basquete Feminino, categoria Sub 19. Em um bom jogo disputado no ginásio do Bolão, o Divino venceu o time de Barretos por 78 a 52, marcando forte, o que já é uma tradição da equipe, e mantendo o controle da partida até o final. A cestinha da partida foi a armadora Susan Cortes, que anotou 18 pontos.

Neste ano, o campeonato será bem disputado, com grandes equipes como o próprio Divino, Americana, SESI, São José, Barretos, Bradesco, São Caetano... E começar com vitória já foi um incentivo interessante para a continuidade do trabalho. 

Confira a seguir a programação dos próximos jogos do Divino:

Equipe Sub 19 - Campeonato Paulista Adulto A2
12/04 SÁB 19H00 - BARRETOS X DIVINO - BARRETOS
26/04 SAB 16H00 - DIVINO X LINS - DIVINO
09/05 SEX 19H00 - DIVINO X RIBEIRÃO PRETO - BOLÃO
22/05 QUI 19H00 - SANTOS X DIVINO - SANTOS
11/06 QUA 20H00 - DIVINO X PIRACICABA - BOLÃO

Equipe Sub 19 - Campeonato Paulista
23/04 QUA 19H00 - DIVINO X SÃO JOSÉ - BOLÃO
16/05 SEX 18H30 - BRADESCO X DIVINO - OSASCO
23/05 SEX 18H30 - DIVINO X S. CAETANO - BOLÃO
13/06 SEX 18H30 - AMERICANA X DIVINO - AMERICANA
27/06 SEX 18H00 - SESI GUARULHOS X DIVINO - GUARULHOS

Equipe Sub 17 - Campeonato Paulista
10/04 QUI 19H00 - DIVINO X U. BARBARENSE - DIVINO
16/04 QUA 18H30 - DIVINO X BRADESCO - BOLÃO
30/05 SEX 19H00 - BARRETOS X DIVINO - BARRETOS
03/06 TER 18H30 - AMERICANA X DIVINO - AMERICANA
05/06 QUI 18H00 - DIVINO X DNA - DIVINO
08/06 DOM 11H00 - DIVINO X TUPÃ - DIVINO

Equipe Sub 15 - Campeonato Paulista
12/04 SÁB 16H00 - VOTORANTIN X DIVINO - VOTORANTIN
16/04 QUA 17H00 - DIVINO X BRADESCO - BOLÃO
23/05 SEX 17H00 - DIVINO X C. OLÍMPICO - BOLÃO
28/05 QUA 17H00 - SANTO ANDRÉ X DIVINO - SANTO ANDRÉ
15/06 DOM 15H00 - SÃO BERNARDO X DIVINO - SÃO BERNARDO

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Leilão do Bem de Americana arrecada 2079 litros de leite

Leilão do Bem - Ricardo Molina entrega camisa da pivô Gil para Arina Hansen - Foto Oswaldinho Pellizoni

O 1º Leilão do Bem da ADCF Unimed Americana, realizado durante as duas últimas semanas, arrecadou 2079 litros de leite, que serão repassados ao Fundo Social de Solidariedade da Prefeitura de Americana. A entrega das camisas àqueles que fizeram o arremate aconteceu no intervalo do jogo Americana x São José, sexta-feira (4), no ginásio do Centro Cívico, pelas semifinais da Liga de Basquete Feminino (LBF).

Participaram da solenidade o presidente da Unimed, Dr.Émerson Assis; o diretor da Unimed, Dr.Vicente Von Glehn; o presidente da ADCF Unimed, Ricardo Molina Dias; o secretário de Esportes de Americana, Mario Antonucci, o presidente da VivoSabor Alimentação, Alexandre Brochi; o presidente da LBF, Márcio Cattaruzzi; e a ex-jogadora e diretora da LBF, Hortência Marcari.

Foram leiloadas 12 camisas, sendo nove douradas da Unimed Americana usadas pelas jogadoras Débora Costa, Ariadna Felipe, Ega Zakrzeski, Karla Costa, Izabella Sangali, Joice Rodrigues, Babi Honório, Gil Justino e Tássia Carcavalli na conquista do título do Campeonato Paulista de 2013; uma da seleção brasileira, da pivô Damiris Dantas; uma da seleção paraguaia, da lateral Paola Ferrari; e a réplica da camisa da seleção brasileira que a ex-jogadora Hortência utilizou no título do Mundial de 1994.

Quem arrematou as camisas foram Associação de Kart Pé de Chumbo (Débora Costa - 396 litros), Jorge Guidolin (Ariadna Felipe - 180 litros), Sanderson Barbarini (Ega Zakrzeski - 95 litros), Nancy Martins Cabral da Costa (Karla Costa - 500 litros), Porto Seguro Imóveis (Izabella Sangalli - 200 litros), Paulo César Speretta (Joice Rodrigues - 60 litros), Vanessa Medule Peressim (Babi Honório - 80 litros), Arina Hansen (Gil Justino - 60 litros), Diego Diniz Delírio (Tássia Carcavalli - 200 litros), Milene Araújo (Damiris Dantas - 150 litros), Paulo Roberto Marciano (Paola Ferrari - 50 litros) e Mantovani Agropet (Hortência - 108 litros).

"Se tivéssemos arrecadado um único litro de leite, já valeria a pena. Com mais de dois mil litros arrecadados, imagina nossa felicidade... Acredito que a ideia foi bacana, pois conciliou a admiração das pessoas e das empresas pela nossa equipe de basquete e a ajuda ao próximo", disse Ricardo Molina.

“O basquete feminino de Americana é referência no cenário nacional não apenas por suas conquistas dentro de quadra, mas também por suas ações em prol da comunidade da cidade. Parabéns ao doutor Émerson e ao Molina pela iniciativa do Leilão do Bem. Nos sentimos honrados em participar”, falou Marcelo Marusso, presidente da Associação de Kart Pé de Chumbo.

domingo, 6 de abril de 2014

LBF: final definida e uma despedida

Dois jogos (um na noite de sexta, outro na manhã de sábado) confirmaram que a final da LBF será mesmo entre Sport e Americana, os dois melhores times da fase de classificação e um repeteco da decisão da temporada passada.

Olympics Day 7 Basketball sUMgmHKGlB1l Na série entre Americana e São José, mais uma vez Americana deu a impressão de ensaiar uma afirmação. Depois de se portar muito mal na primeira partida, que lhe foi entregue de bandeja por São José, o time deu uma respirada e esteve muito focado na defesa no jogo do Centro Cívico. O time vai a decisão contando com a boa fase de Damiris e Paola Ferrari e com a regularidade de Clarissa e Ariadna. A experiência e a disposição de Karla podem ser úteis nos confrontos. Por outro lado na armação, nem Babi nem Joice tem apresentado consistência, numa temporada que acentua a monotonia da primeira e a afobação da segunda. Vai ser a prova de fogo do retorno do veterano Vendramini.

No eliminado São José, acredito que haja o que se comemorar. O time mexeu bastante em seu elenco e ainda assim se manteve entre as principais forças do país. Formou um garrafão interessante com Plutín e Karina e começa a aquecer um núcleo de novidades com Cacá, Ramona e Fabi, como fizera no passado com Tainá, Tati e Paty. Como previsto, o time sentiu demais a ausência da americana Jasmine, que dava um refresco e aumentava o rendimento da veterana Cris, bem como diminuia a pressão sobre a irregularidade de Karen. Se o técnico Carlos Lima tem seus méritos no processo, é evidente que ele carece de evolução e aprendizado assim como seu núcleo mais jovem de comandadas. Na partida decisiva, mais uma vez seu comando foi frustrante, no estil0 “insisto-no-que-está-dando-errado” e nos tempos técnicos, a orientação é mais na linha “psicológica”, com a pérola: “Qual a nossa jogada mais fácil? Vamos fazer ela!”.

Na série entre Sport e Maranhão, foi vergonhosa a repetição dos problemas com o piso na quadra do Sport, que já estavam presentes na partida de estreia da Liga há mais de quatro meses (relembre aqui).Nadia_Colhado2

O Sport tenta o bi-campeonato apostando muito na boa fase de Nádia e na excelente americana Tiffany. A força elétrica de Érika às vezes entra no clima nacional de racionamento para só depois explodir. A fantástica Adrianinha entra nas finais distante das condições ideais. O lado fraco do campeão é o pouco envolvimento de seu bom banco (Fran, Tati, Iza, Gattei, Sandora e Alex tiveram uma temporada no geral pouco animadora). Assim como Carlos Lima, Dornelas tem seus méritos e suas fraquezas. Na partida final, ficou perdido com a novíssima marcação por zona de AC Barbosa… Deixou ainda Érika distaaante da cesta, numa repetição do que era visto com Alessandra em São José. Incômodas semelhanças…

No Maranhão, é incrível como o tempo parece deixar ainda mais evidentes os defeitos de um treinador. Antônio Carlos Barbosa foi novamente o mesmo. Sugou suas atletas titulares e deixou que o talento delas ressolvesse espontaneamente os confrontos. É o estilo: “Resolvam!”. E assim jogou o Maranhão toda a temporada. No dia de Iziane inspirada, bateu até o Sport. Em dia não inspirada, tomou taca de Ourinhos & Cia. Na partida final, só faltou jogar spray de pimenta nas pobres coitadas Jannuary (38’ de calor e escorregões), Kelly (37’), Iziane e Roneeka (36"’, cada). No quarto final, nenhuma delas seria capaz de responder nem sua data de nascimento. E o aproveitamento de pontos de três delas foi medonho: Iziane segurou um 14/45 a duras penas, mas Roneeka (2/30) e Kelly (2/21) naufragaram. Novamente uma jogadora talentosa foi ignorada pelo treinador. Dessa vez, Ines! E o banco –mais uma vez – não estava envolvido em nada. Algumas alcançaram o auge da má forma física. As outras apenas não jogaram mesmo.

Além da definição dos times finalistas, há ainda uma despedida anunciada.

cris1 A armadora Cristina Carvalho, a Cris, anunciou em uma rede social que está deixando as quadras. Cris, além de bela e inteligente, foi uma excelente atleta. Ótima ala surgida nos auréos tempos de Piracicaba com Maria Helena Cardoso, Cris teve a carreira limitada por uma série de contusões que a impediram de dar o salto que naturalmente seu talento permitiria. Ainda assim, conseguiu se reinventar. Assumiu a posição de armadora, teve bons momentos aqui no país e depois construiu uma carreira respeitosa na Espanha. Há dois anos voltou ao Brasil em São José e levou o jovem time a uma impressionante evolução. Aos 36 anos, a última temporada já foi dura e era visível o esforço dela e de seus joelhos a cada jogo. O blog deixa aqui um abraço para Cris e deseja sucesso em suas novas caminhadas.

LBF divulga tabela completa do playoff – final

O departamento técnico da Liga de Basquete Feminino (LBF) divulgou, neste sábado (05 de abril), a tabela completa da série melhor-de-três do playoff – final, entre Sport Recife e Americana, que apontará o grande campeão da temporada 2013/14.

O primeiro confronto acontece no dia 12 de abril (sábado), às 12h00 (de Brasília), no ginásio Municipal Centro Cívico, na cidade de Americana (SP). O segundo está agendado para o dia 19 de abril (sábado), às 13h00 (de Brasília), no ginásio da Ilha do Retiro, em Recife (PE). O terceiro jogo, se necessário, ocorre no dia 21 de abril (segunda-feira), às 21h00 (de Brasília), também com mando do Sport Recife, que realizou uma campanha melhor na etapa inicial da competição.

De acordo com o regulamento, o time que primeiro totalizar duas vitórias garante o título da Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2013/14. Os canais SporTV transmitirão ao vivo todas as partidas desta série decisiva.