segunda-feira, 2 de maio de 2005

GREGO É REELEITO PARA TERCEIRO MANDATO NO QUADRÎÊNIO 2005/2009

Rio de Janeiro – O presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Gerasime Grego Bozikis, foi reeleito para seu terceiro mandato na presidência por 18 a votos a nove. A eleição para o quadriênio de 1 de junho de 2005 a 31 de maio de 2009 foi realizada segunda-feira de manhã no auditório do Jockey Clube Brasileiro, no Rio de Janeiro, com a presença das 27 federações filiadas. Nesta terça-feira, às 14 horas, Grego dará uma entrevista coletiva na sede da entidade (av. Rio Branco, 245/16º andar – Centro).

— Foi a vitória do basquete brasileiro. Agradeço o voto e a lealdade dos 18 presidentes que me reelegeram confiando no trabalho que estamos realizando há oito anos no comando do basquete brasileiro. Também quero deixar bem claro que na minha gestão nunca existiu nem existirá retaliação. Vivemos numa democracia e os presidentes votam em quem eles preferem. O presidente da CBB tem a obrigação de unir toda a comunidade do basquete (federações, clubes, dirigentes, técnicos e jogadores) em prol de um basquete cada vez melhor e mais forte. Estamos começando uma nova fase com muitas vitórias dentro e fora das quadras — afirmou Grego, que assumiu a entidade em junho de 1997 e foi reeleito em 2000.

VOTOS DE GERASIME GREGO BOZIKIS
Acre – Amapá – Amazonas – Bahia – Goiás – Maranhão – Mato Grosso – Mato Grosso do Sul – Minas Gerais – Paraíba – Rio Grande do Norte – Rio Grande do Sul – Rondônia – Roraima – Santa Catarina – São Paulo – Sergipe – Tocantins

VOTOS DE HÉLIO BARBOSA
Alagoas – Ceará – Distrito Federal – Espírito Santo – Pará – Paraná – Pernambuco – Piauí – Rio de Janeiro


Fonte: CBB

Comentários: Dizer o quê?


Fracasso técnico e liga de clubes balançam reinado de Grego, que busca hoje seu 3º mandato

"Sprint" anima a oposição na eleição da CBB

ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Diante de uma inédita oposição, Gerasime Bozikis, o Grego, tenta hoje, contra Hélio Barbosa, seu terceiro mandato na presidência da Confederação Brasileira de Basquete. A assembléia eleitoral será realizada pela manhã, no Rio.
Insatisfeitos com a administração da modalidade, dois candidatos se lançaram como opositores.
Além de Barbosa, José Medalha, ex-técnico da seleção, pleiteou o cargo, mas desistiu da disputa.
Grego enfrenta várias críticas. Sob seu comando, a seleção masculina não se classificou para a Olimpíada pela segunda vez seguida, fato nunca ocorrido antes.
O time feminino não leva medalha em torneios relevantes desde o bronze nos Jogos de Sydney-00 -o dirigente prometera classificar as duas equipes à Olimpíada.
Sem resultados significativos, a confederação perdeu o patrocínio da Caixa Federal em 2001 -o valor do repasse era de R$ 2 milhões anuais. As estatais só voltaram ao esporte dois anos depois, com a Eletrobras. Hoje, a empresa banca as seleções masculina e feminina, com um total de R$ 6 milhões.
Neste ano, as contestações se intensificaram no embate entre CBB e os clubes do Nacional masculino, que pediam mais subsídios da entidade. Diante da recusa da confederação em discutir o tema, os times fundaram a Nossa Liga de Basquetebol, que teve adesão de 15 dos 16 times da elite do país -Ribeirão foi a exceção.
"Era uma solução inevitável. A CBB só precipitou as coisas", relata Oscar, presidente da liga.
Em abril, Nenê, principal astro do país na NBA, pediu mudanças na administração da modalidade e anunciou boicote à seleção.
Quixotesca no início, a oposição se fortaleceu quando Medalha passou a apoiar Barbosa. Em encontro em Brasília, há duas semanas, o grupo reuniu dirigentes de nove Estados (PR, RJ, ES, AL, PE, CE, PI, AC, PA) mais o DF.
"Decidimos que, mesmo derrotados, continuaremos unidos", declara Carlos Alberto Lima, presidente da federação alagoana, um dos rivais históricos de Grego.
Lima sabe que a tarefa é complicada. Na reta final da eleição, pessoas ligadas ao dirigente alardeavam vitória acachapante: 21 a 6.
A Folha apurou que a vantagem seria bem menor, de 17 a 10.
"Vai depender de quem conseguir a mesa [que preside a eleição] e de como vai ser o voto. Se for aberto, o Grego já está eleito. Se for fechado, a oposição tem alguma chance", diz Toni Chakmati, presidente da federação de SP.
Barbosa confia em uma vitória por placar apertado -e a seu favor. "Temos 11 federações garantidas e podemos conseguir mais quatro", contabiliza o candidato, que reclama da ausência de debate durante toda a campanha.
Grego mantém silêncio desde o início do processo eleitoral. O dirigente não rebateu críticas de adversários nem comentou se criará empecilhos à liga independente.
Também não divulgou quais suas propostas. Até seus aliados as desconhecem. A Folha tentou várias vezes ouvir o presidente da CBB sobre suas propostas, mas os pedidos não foram atendidos.

PINGUE-PONGUE

Barbosa diz que apóia a liga, mas sob condições


DA REPORTAGEM LOCAL

Hélio Barbosa fez carreira na Eletrobras, hoje principal parceira da Confederação Brasileira de Basquete.
Caso seja eleito, propõe uma gestão descentralizada e apoio à liga dos clubes. (ALF)

Folha - Caso eleito, o sr. apoiará a Nossa Liga de Basquetebol?
Hélio Barbosa - É preciso a profissionalização do basquete. Por isso, apóio a liga. Mas acho que ela não pode ser criada à revelia da confederação. As duas têm que trabalhar juntas.

Folha - Como avalia o trabalho de Lula na seleção masculina, e de Barbosa, na feminina?
Barbosa - Tenho opinião formada, mas não tomarei decisão sobre comissão técnica sozinho. Mas o ideal é a seleção ter técnico exclusivo. Na minha gestão, treinador não irá dirigir clube ou exercer cargo político [Lula e Barbosa são secretários de Esporte em Ribeirão Preto e Bauru, respectivamente].

Folha - O sr. critica a quebra de contratos feita por Grego. Mas pretende cumprir acordos, mesmo que não sejam vantajosos para a confederação?
Barbosa - Tentaremos encerrar os contratos ruins amigavelmente. Mas se não pudermos, iremos obedecê-los. Critiquei o Grego por quebrar contrato com a [agência de marketing] Sportlink. Só de indenizações, já gastou R$ 3 milhões.

Folha - Qual é o acordo do sr. com com João Henrique Areias, proprietário da Sportlink?
Barbosa - Ele será consultor. Em troca, parcelaremos os pagamentos das últimas ações contra a CBB. Não prometi cargo nem ao Medalha, que fará parte da diretoria, mas não estabelecemos qual cargo.

Fonte: Folha de São Paulo


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