segunda-feira, 19 de setembro de 2005

Cubanas batem Seleção Brasileira e conquistam Copa América, Argentina no Mundial

Numa atuação medíocre que resumiu todos os seus defeitos na Copa América Pré-Mundial da República Dominicana, a renovada Seleção Brasileira feminina de basquete perdeu a decisão do título contra a invicta Cuba por 81 a 73 (33 a 35 no intervalo) e deixou escapar a chance de conquistar o tricampeonato inédito em um terceiro quarto calamitoso. Foi apenas a segunda derrota do Brasil em 24 partidas na temporada, mas pelo nível dos adversários não há muito o que comemorar neste ano de ensaio e testes de reservas para o Mundial de 2006, em Rio de Janeiro e São Paulo. A ala cubana Yakelyn Plutín foi o destaque da final com 21 pontos e 10 rebotes, contra 22 pontos da brasileira Micaela Jacintho, maior pontuadora da competição. A pivô do vice-campeão italiano Penta Faenza Graziane foi o melhor nome da Seleção em quadra neste domingo com 16 pontos e oito rebotes, compensando a má atuação da titular Érika, campeã espanhola pelo Barcelona. Na preliminar, a Argentina garantiu a última vaga do continente no Mundial derrotando Porto Rico por 91 a 73 (39 a 33 no intervalo) com 26 pontos de Carolina Sánchez e 21 de Maria Liñeira, as hermanas ficaram na quarta colocação e o Canadá com o bronze.

A Seleção do técnico Antonio Carlos Barbosa só conseguiu ficar à frente no placar no primeiro quarto, até começou bem com todas as titulares pontuando, e abriu uma pequena vantagem com suas jogadas mais utilizadas: bola por elevação para Érika no garrafão e penetrações de Micaela na base da individualidade, assim o time chegou a abrir 18 a 11 com sete minutos jogados. Mas as cubanas equilibraram a partida, mostrando que evoluíram na fase final de treinamentos com relação à série de três derrotas para o Brasil em jogos preparatórios no Rio de Janeiro, em Macapá e em Cabo Frio (RJ). A maior diferença desses amistosos foi a presença de Adrianinha na armação, em vez da afobada e improvisada Vivian. A virada de Cuba não demorou a acontecer e veio numa série de 10 a 2 com sete pontos de Yamilet Martínez, e como bônus elas penduraram Érika com faltas, antes de fechar a etapa inicial em 21 a 20.

No segundo período, as caribenhas voltaram mais ligadas para aproveitar os espaços dados pela apática defesa brasileira e abriram 26 a 20 com uma cesta de três da ala-armadora Liset Castillo. Graziane respondeu com uma cesta pegando rebote ofensivo, Plutin deu o troco na mesma moeda, Micaela fez uma bandeja em contra-ataque sofrendo falta e convertendo o lance livre de bonificação para encostar em 28 a 25. Em um passe errado de Êga, Romero roubou a bola e fez uma bandeja fácil para Cuba, para consertar Grazi converteu mais uma bola debaixo da cesta e Micaela acertou uma da entrada do garrafão, depois de um lance livre da pivô reserva Kaé acertou um arremesso longo da zona morta e empatou o jogo por 32 a 32. Castillo não deixou o Brasil virar, livrou 35 a 32 com uma infiltração sofrendo a falta e convertendo o lance livre extra, depois Grazi só reduziu a desvantagem para dois pontos em cobrança da linha de penalidade.

O terceiro quarto foi um pesadelo para o time brasileiro. Érika não podia marcar forte para não cometer a quarta falta e deixou Plutin fazer duas cestas seguidas em cima dela, numa delas a brasileira até ficou de costas para a bola e cedeu uma penetração fácil. A Seleção insistiu em uma frágil marcação por zona e as cubanas deitaram e rolaram, abrindo 43 a 35 com mais uma cesta de Castillo. Micaela respondeu com uma cesta de três, mas a veterana pivô Yamilet Martínez converteu duas bolas seguidas com tranqüilidade, o ataque brazuca parou nos seus próprios erros, e duas cestas de três consecutivas de Castillo e Amargo ampliaram a diferença para 53 a 38 numa série de 18 a 5 que foi de amargar, diante da apatia verde-amarela e da insistência de Barbosa com Érika quando a noite era de Grazi. Depois de um pedido de tempo, as brasileiras melhoraram um pouco e reduziram a diferença para 55 a 44 com cestas de média distância de Tayara e Zaine. Depois de uma bola convertida por Amargo debaixo da cesta, Érika respondeu com seu sexto ponto no período e Kaé acertou um de dois lances livres cortando o déficit para 57 a 47, mas o time brasileiro sofreu outro apagão no final da etapa e Plutin aproveitou fazendo duas cestas seguidas, dois lances livres de Martínez fecharam o salseiro com 64 a 47 no placar, a parcial terminou em 29 a 14 para as cubanas.

No último quarto, Suchitel Ávila respondeu a uma bandeja de Graziane com uma cesta de três abrindo humilhantes 67 a 49 no marcador, a fatura parecia definida e Cuba se acomodou. O Brasil reagiu com um belo arremesso com finta de Micaela e uma cesta de três de Lílian, que entrou na hora decisiva mesmo com uma lesão no tornozelo por ser especialista nos tiros de longa distância em Ourinhos. Ávila conseguiu uma boa infiltração, mas Kaé deu o troco em um contragolpe levando a bola com velocidade desde um rebote defensivo até a cesta e Grazi, sempre ela, converteu duas bolas seguidas dentro do garrafão reduzindo a diferença para 69 a 60. Ela e Boulet trocaram cestas debaixo do aro, mas em outra falha de posicionamento da defesa brazuca Plutín infiltrou o garrafão pelo meio abrindo 73 a 62. Com o tempo acabando, a ala juvenil de Jundiaí Jaqueline entrou com coragem e acertou uma cesta de três, Lílian converteu outro arremesso de longe da zona morta e a Seleção encostou em 73 a 68, dando uma última esperança de virada. Mas Martínez converteu uma cesta de dois com liberdade quase no estouro do cronômetro de 24 segundos de posse de bola fazendo seu 19o ponto na decisão. O Brasil cometeu mais alguns erros sob pressão e a última bola de três de Micaela foi insuficiente, reduziu para 77 a 71, mas Cuba não perdeu a calma e fechou o placar com dois lances livres de Plutín. No total, a equipe de Barbosa desperdiçou 21 posses de bola, os erros de passe foram um carma durante todo o torneio, haja vista que a principal passadora brazuca na Copa foi quem devia estar recebendo bolas no garrafão, a ala-pivô Êga, e não forçando arremessos de fora.

A Seleção Brasileira mostrou falta de variação de jogadas dependendo demais da individualidade de Micaela e Érika, foi a pior equipe da Copa nos arremessos de três, a defesa falhou bastante, Vivian foi muito desorganizada na armação e em certos momentos tinha de aprender com sua jovem companheira de São Caetano Fabianna Manfredi. Como atletas com experiência de uma Olimpíada em Atenas mesmo como reservas, Silvia Gustavo e Vivian foram muito omissas em termos de liderança dentro de quadra. Além de Érika e Micaela, que já fazem parte do grupo principal da Seleção, apenas as vice-campeãs mundiais sub-23 Grazi e Fabi agradaram a ponto de merecerem uma nova chance em 2006, Lílian fez o possível dentro de suas limitações físicas. Com a volta da base mais experiente com Janeth, Iziane, Alessandra, Cíntia Tuiú, Helen, Adrianinha e Kelly, integrantes mais experientes dessa Seleção B como Êga, Sil, Zaine e Vivian terão que melhorar muito para pensar em Mundial. As novatas Tayara, Jaqueline e Ísis ainda têm de amadurecer para pretender vaga na Seleção principal.

“Infelizmente cometemos muitos erros que acabaram sendo decisivos para o resultado final. Começamos a partida muito bem, abrimos uma boa vantagem, mas com os nossos erros Cuba passou à frente no placar. O grande mérito da equipe foi acreditar até o fim. De qualquer forma, a equipe está de parabéns pelo desempenho na temporada 2005”, disse a ala Micaela.

Neste ano a Seleção foi decacampeã sul-americana invicta na Colômbia liderada pela veterana armadora Helen eleita como melhor jogadora do torneio, campeã do Torneio de Nórcia (ITA) no saldo de cestas com uma vitória sobre Israel após sofrer uma derrota por um ponto para a Itália que nem se classificou para o Campeonato Europeu; campeã da Copa Eletrobrás no Rio de Janeiro com Cuba, Canadá e Argentina; e invicta nos jogos preparatórios contra a Grécia e a campeã asiática China em Atenas, além dos testes em solo nacional, mas faltou o título mais importante.

“Iniciamos a partida imprimindo o nosso ritmo de jogo e abrimos uma boa vantagem no marcador. Cometemos uma série de erros e com isso colocamos Cuba no jogo. A diferença de 15 pontos a favor das cubanas no terceiro período decidiu o jogo. No último quarto, conseguimos uma reação, que não foi o suficiente para reverter o placar. Sabíamos que para vencê-las era necessário jogar bem o tempo todo, mas hoje não conseguimos”, afirmou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

Além dos Estados Unidos (campeão olímpico) e do Brasil (país sede), Cuba, Canadá e Argentina garantiram vaga para representar as Américas no 15º Campeonato Mundial do Brasil, que será realizado de 12 a 23 de setembro de 2006. As argentinas foram as últimas a se classificar contando com 12 pontos de Carolina Sánchez no primeiro tempo para abrir 39 a 33 contra Porto Rico, no segundo tempo a equipe platina foi aumentando a diferença com um bom desempenho ofensivo e forte defesa no garrafão até vencer por 18 de diferença. O destaque porto-riquenho foi Lindsay Gonzalez com 18 pontos. A delegação brasileira retorna ao país nesta segunda-feira (dia 19), desembarcando às 20h15min no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo (COPA 701).

BRASIL PERDE PARA CUBA E É VICE-CAMPEÃO DA COPA AMÉRICA

Hato Mayor / República Dominicana – Pela quinta e última rodada da 5ª Copa América – Pré-Mundial da República Dominicana, o Brasil perdeu para Cuba por 81 a 73 (35 a 33 no primeiro tempo) e ficou com o vice-campeonato. A cestinha da partida foi a ala Micaela, do Brasil, com 22 pontos. Na equipe cubana, a principal pontuadora foi Plutin com 20 pontos. Na preliminar, a Argentina ganhou de Porto Rico por 91 a 73 e ficou com a última vaga das Américas para o Campeonato Mundial do Brasil, em 2006.

— Infelizmente cometemos muitos erros que acabaram sendo decisivos para o resultado final. Começamos a partida muito bem, abrimos uma boa vantagem, mas com os nossos erros Cuba passou a frente no placar. O grande mérito da equipe foi acreditar até o fim. De qualquer forma, a equipe está de parabéns pelo desempenho na temporada 2005 — analisou a ala Micaela.

— Iniciamos a partida imprimindo o nosso ritmo de jogo e abrimos uma boa vantagem no marcador. Cometemos uma série de erros e com isso colocamos Cuba no jogo. A diferença de 15 pontos a favor das cubanas no terceiro período decidiu o jogo. No último quarto, conseguimos uma reação, que não foi o suficiente para reverter o placar. Sabíamos que para vencê-las era necessário jogar bem o tempo todo, mas hoje não conseguimos — explicou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

Além dos Estados Unidos (campeão olímpico) e o Brasil (país sede), Argentina, Canadá e Cuba garantiram vaga no 15º Campeonato Mundial do Brasil, que será realizado de 12 a 23 de setembro de 2006.

A delegação brasileira retorna ao país nesta segunda-feira (dia 19), desembarcando às 20h15 no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo (COPA 701).

BRASIL (20 + 13 + 14 + 26 = 73)
Vivian (3), Sílvia (5), Micaela (22), Êga (2) e Érika (12). Entraram: Graziane (16 e 8 rebotes), Fabianna (0), Zaine (2), Tayara (2), Jaqueline (3) e Lílian (6). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

CUBA (21 + 14 + 29 + 17 = 81)
Plutin (20), Gelis (6), Amargo (7), Boulet (5) e Hechavarría (0). Entraram: Martinez (19), Avila (5), Castillo (15), Romero (4) e Noblet (0). Técnico: Armando Acosta.

QUADRO DE MEDALHAS
1989 – São Paulo / Brasil
1º- Cuba, 2º- Brasil; 3º- Canadá
1993 – São Paulo / Brasil
1º- Estados Unidos; 2º- Brasil; 3º- Canadá
1997 – São Paulo / Brasil
1º- Brasil; 2º- Estados Unidos; 3º- Cuba
2001 – Maranhão / Brasil
1º- Brasil; 2º- Cuba; 3º- Argentina
2005 – Hato Mayor / Rep. Dominicana
1º- Cuba; 2º- Brasil; 3º- Canadá; 4º- Argentina

domingo, 18 de setembro de 2005

Brasileiras arrasam baba dominicana em treino para final da América contra Cuba

A 200ª partida do técnico Antonio Carlos Barbosa no comando da Seleção Brasileira feminina de basquete foi a mais fácil da temporada. Em ritmo de treino para a final da Copa América Pré-Mundial em Hato Mayor (DOM) contra Cuba às 20h (de Brasília) deste domingo, o Brasil arrasou a fraquíssima República Dominicana por 92 a 46 (53 a 25 no intervalo) aproveitando a chance de colocar todas as reservas para jogar e pontuar, só a titular Vivian foi poupada. Ontem as cubanas sofreram para manter sua invencibilidade, batendo a Argentina na prorrogação por 89 a 88 (39 a 38 no intervalo e 82 a 82 no tempo normal) graças a 31 pontos da cestinha Yakelin Plutín. Na preliminar, o Canadá garantiu sua vaga no Mundial do Brasil-2006 ao vencer Porto Rico por 83 a 81 (34 a 38 no intervalo) graças a 24 pontos cada da pivô do Charlotte Sting (WNBA) Tammy Sutton-Brown e da armadora Teresa Kleindienst, que decidiu com uma cesta nos últimos segundos. O último passaporte para o grande evento da Federação Internacional no eixo São Paulo/Rio de Janeiro em 2006 será carimbado pelo vencedor de Argentina x Porto Rico neste domingo. Na “pelada” que fechou a rodada, a pivô campeã espanhola pelo Barcelona Érika comandou o balanceado ataque brasileiro com 13 pontos e 10 rebotes, a cestinha do torneio Micaela marcou 11 assim como a ala Silvia Gustavo e a ala-pivô Zaine, e a caçula do grupo de 19 anos Jaqueline Silvestre anotou 10 pontos. A maior pontuadora do jogo foi a dominicana Andreina Paniagua com 17. Destaques nas estatísticas, Kaé e Érika disputarão o prêmio de melhor jogadora da competição em caso de o Brasil conquistar o inédito tricampeonato hoje.

A Seleção Brasileira dominou a partida desde o início com a armadora do São Caetano Fabianna Manfredi organizando o jogo com tranqüilidade no lugar de sua veterana companheira de clube Vivian, Silvia Gustavo também começou bem no lugar de Lílian, e aproveitando a maior estatura (1,97m) de Érika para dominar o garrafão, as jogadas individuais de Micaela e a fragilidade das dominicanas já eliminadas, o Brasil não teve dificuldades para abrir 22 a 6 e fechou o primeiro quarto na frente por 33 a 10. Na segunda parcial, a ala-armadora de Ourinhos Lílian entrou bem sem mostrar resquícios da lesão no tornozelo que quase a tirou da Copa e fez sete pontos na etapa, incluindo uma cesta de três. A ala-pivô do Reyer Venezia Zaine entrou bem no lugar de Êga marcou seis pontos na parcial, quando a Seleção já estava administrando a diferença, ganhou o quarto de pouco (20 a 15) e levou uma vantagem de 28 pontos para o intervalo.

No terceiro período, Barbosa colocou em quadra a novata gigante de 2,02m Ísis e a juvenil de Jundiaí Jaqueline, as jogadoras menos utilizadas na competição, mas a ala caçula foi melhor, embora tenha forçado muitos arremessos de fora querendo mostrar serviço, Ísis não teve nenhuma oportunidade para enterrar como faz nos treinos. O destaque brasileiro na etapa foi a cestinha do Paulista pelo Ribeirão Preto Tayara, que converteu duas cestas de três e fez seus oito pontos nessa parcial, enquanto Jaque marcou seis. Diante da ruindade das dominicanas com vários arremessos que nem davam aro, o Brasil ganhou o quarto por 23 a 10, abrindo 76 a 35 no marcador. Uma prova absurda do amadorismo do time da casa aconteceu quando depois de uma cesta delas uma jogadora dominicana quis bater a saída de bola no fundo da quadra brasileira.

No último quarto, a Seleção relaxou e perdeu a chance de alcançar o placar centenário pela primeira vez no torneio, o jogo ficou nivelado por baixo, só valeu por um arremesso longo certeiro de Ísis. Micaela ficou desnecessariamente em quadra arriscando uma lesão, mas a partida só serviu para baixar sua média como cestinha da competição, depois dos 11 pontos marcados ontem ela ficou com 20,8 por jogo, contra 17,3 pontos por partida da canadense Sutton-Brown. O Brasil só gastou o tempo até o treino acabar e venceu a parcial final por apenas 16 a 11. Vale destacar também os nove pontos com 100% de aproveitamento nas finalizações da pivô do Penta Faenza (ITA) Graziane e os sete pontos e quatro assistências de Lílian. A ala-pivô Êga mais uma vez foi muito acanhada com quatro pontos e cinco rebotes. A armadora vice-campeã mundial sub-23 Fabi de novo surpreendeu, marcou cinco pontos, duas assistências, um roubo de bola e até um toco. Contra a República Dominicana, o técnico Antonio Carlos Barbosa completou 200 jogos oficiais no comando das Seleções Brasileiras femininas, com 157 vitórias e 43 derrotas.

“É uma emoção muito grande chegar aos 200 jogos oficiais com esse retrospecto. Tenho que agradecer a todas as jogadoras, que sob o meu comando, me ajudaram a conquistar essa marca na minha carreira. Com relação à final contra Cuba, as quatro vitórias que tivemos na competição e a boa performance contra Canadá e República Dominicana, nos credenciam a ganhar o título”, disse o técnico Antonio Carlos Barbosa.

De acordo com o regulamento da competição em Hato Mayor (DOM), as seis seleções jogam entre si, em turno único sendo campeã a que somar o maior número de pontos. Além dos Estados Unidos (campeão olímpico) e do Brasil (país sede), Cuba e Canadá garantiram vaga no 15º Campeonato Mundial do Brasil, que será realizado de 12 a 23 de setembro de 2006. Porto Rico e Argentina vão disputar a última vaga das Américas. Brasileiras e cubanas lideram a atual edição com quatro vitórias, e se enfrentaram sete vezes na história da Copa Américas, com cinco triunfos do time verde-amarelo, o último deles na final da competição em São Luís do Maranhão-2001 por 88 a 83. Na fase de preparação, a Seleção ganhou os três amistosos que fez em solo nacional contra a equipe da Ilha de Fidel Castro.


Fonte: BasketBrasil
BRASIL DECIDE O TÍTULO DA COPA AMÉRICA NESTE DOMINGO CONTRA CUBA

Hato Mayor / República Dominicana – Pela quarta rodada da 5ª Copa América – Pré-Mundial da República Dominicana, o Brasil ganhou da República Dominicana por 92 a 46 (53 a 25 no primeiro tempo). A cestinha da partida foi a pivô Paniagua, da República Dominicana, com 17 pontos. O destaque da equipe brasileira foi a pivô Érika com 13 pontos e 10 rebotes. Na preliminar, O Canadá derrotou Porto Rico por 83 a 81 e Cuba venceu a Argentina por 89 a 88 na prorrogação. Brasil e Cuba decidem o título neste domingo (20h de Brasília), com transmissão ao vivo do SPORTV2 e ESPN Brasil.

Contra a República Dominicana, o técnico Antonio Carlos Barbosa completou 200 jogos oficiais no comando das seleções brasileiras femininas, com 157 vitórias e 43 derrotas.

— É uma emoção muito grande chegar aos 200 jogos oficiais com esse retrospecto. Tenho que agradecer as jogadoras, que sob o meu comando, me ajudaram a conquistar essa marca na minha carreira. Com relação a final contra Cuba, as quatro vitórias que tivemos na competição e a boa performance contra Canadá e República Dominicana, nos credenciam a ganhar o título — declarou a técnico Antonio Carlos Barbosa.

De acordo com o regulamento da competição, as seis seleções jogam entre si, em turno único sendo campeã a que somar o maior número de pontos. Além dos Estados Unidos (campeão olímpico) e o Brasil (país sede), Cuba e Canadá garantiram vaga no 15º Campeonato Mundial do Brasil, que será realizado de 12 a 23 de setembro de 2006. Porto Rico e Argentina vão disputar a última vaga das Américas.

A delegação brasileira retorna ao país nesta segunda-feira (dia 19), desembarcando às 20h15 no aeroporto internacional de Guarulhos, em São Paulo (COPA 871).

BRASIL (33 + 20 + 23 + 16 = 92)
Fabianna (5), Sílvia (11), Micaela (11), Êga (4) e Érika (13 e 10 rebotes). Entraram: Zaine (11), Lílian (7), Graziane (9), Tayara (8), Ísis (3) e Jaqueline (10). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

REPÚBLICA DOMINICANA (10 + 15 + 10 + 11 = 46)
Morton (7), Paniagua (17), Gomez (3), Estrella (4) e Mercado (8). Entraram: Santos (0), Ramírez (2), Frias (0), Montilla (5), Diaz (0), Moquete (0) e Rivas (0). Técnico: Melvin Lopez
Pelo calendário, estrelas perderiam mata-matas

Mundial no Brasil leva seleções a esvaziar edição de 2006 da WNBA



O Mundial do Brasil-06 já começa a esvaziar a próxima temporada da WNBA. Austrália e Rússia, duas das principais seleções do mundo, avisaram suas estrelas que querem fazer preparação antecipada. Quem não se apresentar na data estará fora dos planos.
O problema é que as datas do evento -de 12 a 23 de setembro- se chocam com a dos mata-matas da liga norte-americana.
Caso não haja mudanças, muitas atletas enfrentarão o dilema entre optar por sua seleção ou pelos contratos vantajosos nos EUA.
Um dos principais times afetados é o Seattle, campeão da WNBA no ano passado. A equipe deve perder as australianas Lauren Jackson e Suzy Batkovic e a russa Natalia Vodopyanova.
"Queremos uma medalha de ouro [no Mundial]. Adoro a WNBA, mas [voltar para a liga] vai depender das restrições que a federação australiana estipular", explicou Jackson, MVP (Most Valuable Player) da temporada passada e considerada a jogadora mais completa do mundo.
A ala-arma Iziane, da mesma equipe, também pode ter que fazer a escolha. A Confederação Brasileira de Basquete ainda não montou um calendário de preparação, mas é bem provável que o time já esteja treinando ao menos dois meses antes da competição.
Janeth, a outra brasileira na WNBA, quer esperar a oficialização das datas da liga para decidir se retorna ao Houston em 2006.
"Ainda não discutimos a renovação do contrato dela por causa disso. A prioridade da Janeth é jogar o Mundial e o Pan [do Rio, em 2007] pela seleção", ressalta Karine Baptista, agente da jogadora.


Fonte:
Folha de São Paulo

sábado, 17 de setembro de 2005

Brasileiras derrotam Canadá e vão decidir tri da Copa América contra as cubanas

A Seleção Brasileira feminina de basquete conseguiu a terceira vitória seguida com sua primeira atuação mais consciente na Copa América Pré-Mundial da República Dominicana, derrotando o Canadá por 76 a 64 (35 a 36 no intervalo) graças a 27 pontos da cestinha da competição, Micaela Jacintho, recém-transferida do Pool Comense (ITA) para o Ourinhos. Ela contou com a ajuda de 15 pontos e oito rebotes da pivô campeã espanhola pelo Barcelona Érika para superar os 25 pontos da pivô canadense do Charlotte Sting da WNBA, Tammy Sutton-Brown. As reservas do garrafão que atuam na Itália Graziane e Zaine também tiveram performances decisivas pelo Brasil no segundo tempo. No domingo a Seleção tentará o inédito tricampeonato enfrentando na rodada final a equipe de Cuba, que também venceu a terceira seguida e garantiu vaga no Mundial do Brasil-2006 ao atropelar Porto Rico por 84 a 54 (47 a 28 no intervalo) com 16 pontos cada de Yakelin Plutín e Yamaro Amargo, mais 15 pontos e 12 rebotes da pivô Yayma Boulet. Antes da decisão, o time brasileiro encara a fraca República Dominicana às 22h15min (de Brasília) no sábado, na 200a partida do técnico Antonio Carlos Barbosa no comando da Seleção.

Depois de um festival de erros e pouca variação de jogadas dependendo da individualidade de Érika e Micaela nas vitórias sobre Argentina e Porto Rico, apesar das diferenças finais de 17 e 16 pontos obtidas mais pela incompetência das adversárias, a Seleção finalmente começou jogando melhor, com a entrada de Silvia Gustavo fazendo quatro pontos no início como ala-armadora no lugar de Lílian, afetada por uma lesão no tornozelo sofrida antes da Copa. O Canadá ficou um tempo na frente enquanto as decacampeãs sul-americanas pegaram ritmo, o Brasil continuou centralizando as finalizações em Érika no garrafão e nas penetrações de Micaela, mas pelo menos Vivian armou o jogo com mais precisão e a defesa entrou ligada marcando bem e ajudando a abrir uma vantagem de 10 pontos cedo, o time chegou a ter 20 a 12 no finalzinho do primeiro quarto quando o Canadá acordou reduzindo a diferença para 21 a 14 nos 10 minutos iniciais, com sete pontos cada de Érika e Kaé.

No segundo período a equipe canadense passou a dominar o garrafão com a maior mobilidade de Tammy Sutton-Brown para cima de Érika e o Brasil repetiu os erros dos jogos anteriores. A pivô do Barça ainda conseguiu colocar 25 a 18 no placar com duas cestas seguidas, na segunda lutando pelo próprio rebote ofensivo. Depois com duas bolas convertidas pela estrela da liga americana e uma cesta de Isabelle Grenier, o Canadá encostou em 25 a 24, Lílian errou dois arremessos de fora e a armadora Kleindienst virou o jogo com uma bela infiltração e bandeja, seguida de uma cesta de três de Kim Smith, que com mais dois lances livres abriu 31 a 25 nessa série de 17 a 4 para desespero de Barbosa no banco. Micaela tentou salvar o time brasileiro do apagão fazendo uma cesta de três, mas Sutton-Brown respondeu com uma cesta embaixo sofrendo falta e acertando o lance livre de bonificação, e em mais uma bobeira brazuca na saída de bola a pivô canadense abriu 36 a 28. Depois do pedido de tempo para bronca de Barbosa, Vivian enfim converteu um arremesso de três, a reação brasileira continuou com a saída de Sutton-Brown e uma infiltração de Micaela encostando em 36 a 33 e Tayara entrou muito bem na marcação, inclusive roubou uma bola na defesa e partiu rápido para o contragolpe deixando a desvantagem em um pontinho no intervalo.

O Brasil voltou melhor para a terceira etapa virando o jogo com quatro pontos seguidos de Kaé, em um contra-ataque e dois lances livres. Kim Smith empatou a partida em 39 a 39 com mais uma cesta de três e Sutton-Brown virou convertendo mais uma bola debaixo do aro. Mas a Seleção passou a jogar melhor no garrafão com a entrada da pivô vice-campeã mundial sub-23 Graziane, vice-campeã italiana pelo Penta Faenza. Ela já entrou com uma boa jogada sofrendo falta e convertendo o lance de três pontos no lance livre de bonificação, Kaé emendou com uma bela infiltração, mas o Canadá se recolocou na frente com cestas de Sutton-Brown, Kim Smith e Grenier. Vivian conseguiu uma importante roubada de bola e cesta de bandeja, daí Grazi colocou o Brasil à frente por 51 a 47 com mais um lance de três sofrendo falta e acertando o lance livre. Depois de mais uma cesta da estrela canadense no garrafão, Vivian cometeu um erro bisonho de dois dribles no ataque e permitiu o empate em 51 a 51, mas duas cestas de três consecutivas do Brasil, com Micaela e Lílian da zona morta colocaram a Seleção definitivamente no comando do marcador, o período terminou em 57 a 52, foram oito pontos de Grazi na parcial da virada.

No último quarto, Kaé entrou para decidir fazendo dois arremessos certeiros da cabeça do garrafão, entremeados por uma cesta de três de Grenier e uma bola convertida por Kim Smith dentro do garrafão. A ala-pivô do Reyer Venezia (ITA) Zaine entrou bem no lugar da apagada Êga e depois que Micaela fez uma bela infiltração pelo fundo com bandeja trocando de mão à Leandrinho, a reserva loira marcou seu quinto ponto no parcial final com um lance debaixo da cesta após acertar três lances livres. A diferença verde-amarela subiu para 68 a 58 enquanto Sutton-Brown estava no banco. Lílian fez uma boa bandeja no contragolpe e mais uma cesta de Zaine no garrafão abriram 72 a 58, decidindo a vitória. Depois bastou o Brasil administrar a vantagem com a força de Érika, ela converteu um bom arremesso da lateral com giro e depois da última cesta canadense com Sheila Townsend fechou o placar debaixo da cesta recebendo bela assistência da armadora do São Caetano Fabianna, que novamente entrou bem mostrando a calma de uma vice-campeã mundial nas categorias de base. A defesa melhorou nos 20 minutos finais, afinal Sutton-Brown fez só seis pontos no segundo tempo contra 15 de Micaela. Desta vez o banco foi bem utilizado por Barbosa, a cestinha do Paulista pelo Ribeirão Preto Tayara vem correspondendo nos minutos que entra, nas de novo as novatas Jaqueline e Ísis não atuaram. Contra as dominicanas no sábado, todas poderão ser testadas.

A rodada de sexta-feira termina com o jogo República Dominicana x Argentina às 22h30min (de Brasília). Brasil e Cuba lideram a competição com seis pontos ganhos (três vitórias) e decidem domingo o título, o time da Ilha de Fidel Castro leva vantagem no saldo de pontos após a surra sobre Porto Rico, com 25 a 19 no primeiro quarto, 22 a 9 no segundo, 21 a 10 no terceiro e 16 a 16 no último quarto com as reservas. O Canadá sem Sutton-Brown já havia perdido os três jogos preparatórios que fez contra a Seleção em Jundiaí, São Paulo e Rio de Janeiro. Agora o representante da América do Norte vai decidir a vaga no Mundial nas duas últimas rodadas, pois é grande favorito contra porto-riquenhas e dominicanas. Argentina e Porto Rico devem decidir a última vaga no domingo. Mesmo sem sete jogadoras do time considerado principal (Janeth, Iziane, Helen, Adrianinha, Alessandra, Cíntia Tuiú e Kelly), o Brasil tenta fechar a temporada com chave de ouro. De acordo com o regulamento da competição em Hato Mayor (DOM), as seis seleções jogam entre si, em turno único, sendo campeã a que somar o maior número de pontos.

“Com essa vitória provamos que temos todas as condições de brigar pelo título da Copa América. Hoje, conseguimos mostrar um pouco do nosso jogo e, com muita determinação tática, ganhamos e seguimos na liderança invicta. Agora é pensar na final de domingo contra Cuba, mas antes queremos vencer a República Dominicana para comemorar os 200 jogos oficiais do Barbosa no comando da Seleção Brasileira”, declarou a ala Micaela.


Fonte: Basket Brasil
BRASIL DERROTA CANADÁ NA 3ª RODADA DA COPA AMÉRICA


Hato Mayor / República Dominicana – A seleção brasileira feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, venceu o Canadá por 76 a 64 (35 a 36 no primeiro tempo) na terceira rodada da 5ª Copa América – Pré-Mundial da República Dominicana. As cestinhas da partida foram a ala Micaela, do Brasil, e a pivô Sutton-Brown, do Canadá, com 27 e 25 pontos, respectivamente. Na preliminar, Cuba ganhou de Porto Rico por 84 a 54 (47 a 28). A rodada termina Republica Dominicana x Argentina (22h30 de Brasília). Brasil e Cuba lideram a competição com seis pontos ganhos (três vitórias) e decidem domingo o título.

— Com essa vitória provamos que temos todas as condições de brigar pelo título da Copa América. Hoje, conseguimos mostrar um pouco do nosso jogo e, com muita determinação tática, ganhamos e seguimos na liderança invicta. Agora é pensar na final de domingo contra Cuba, mas antes queremos vencer a República Dominicana para comemorar os 200 jogos oficiais do Barbosa no comando da seleção brasileira — declarou a ala Micaela.

De acordo com o regulamento da competição, as seis seleções jogam entre si, em turno único sendo campeã a que somar o maior numero de pontos.

BRASIL (21 + 14 + 22 + 19 = 76)
Vivian (8pts), Sílvia (4), Micaela (27), Êga (0) e Érika (15 e 8 rebotes). Entraram: Lílian (5), Fabianna (0), Graziane (8 e 6 rebotes), Tayara (2) e Zaine (7). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

CANADÁ (14 + 22 + 16 + 12 = 64)
Kleindienst (5pts), Grenier (5), Smith (15), Brassard-Riebesehl (1) e Sutton-Brown (25). Entraram: Brown (4), Aubry (3), Townsed (4), Johnson (1), Ganes (0), Chapdelaine (0) e Cressman (1). Técnica: Allison McNeill.

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Em jogo cheio de erros, brasileiras vencem Porto Rico na Copa América e lideram

Numa partida de nível técnico sofrível, a renovada Seleção Brasileira adulta feminina de basquete chegou a levar sufoco do modesto time de Porto Rico, mas conseguiu sua segunda vitória na Copa América Pré-Mundial da República Dominicana, por 83 a 67 (33 a 27 no intervalo). O Brasil teve um desempenho ainda pior que o da estréia vencida por 86 a 69 diante da Argentina, precisa melhorar muito para seu primeiro jogo difícil da competição em Hato Mayor, nesta sexta-feira às 20h (de Brasília) contra o Canadá, que na preliminar derrotou as argentinas por 77 a 57 (40 a 31 no intervalo) com 23 pontos de Kim Smith e 21 de Isabelle Grenier na recuperação da derrota inaugural para Cuba. A cestinha recém-contratada pelo Ourinhos Micaela decidiu para o time brasileiro marcando 14 de seus 25 pontos no último quarto e um total de nove rebotes, contando com o apoio de 18 pontos e 19 rebotes da pivô campeã espanhola pelo Barcelona Érika. A ala-pivô de Ourinhos Êga ajudou com 16. O destaque porto-riquenho foi a armadora Lindsay Gonzalez com 21 pontos, auxiliada por 19 de Cynthia Valentin. Numa noite ruim em que as titulares Vivian e Lílian zeraram, a jovem armadora do São Caetano Fabianna novamente melhorou o time com sua entrada, já está merecendo ser titular.

A Seleção do técnico Antonio Carlos Barbosa começou explorando o óbvio diante da pequena estatura da equipe porto-riquenha e abriu 6 a 0 jogando com as pivôs Érika e Êga no garrafão, a vantagem inicial de 9 a 2 dava a entender que seria um passeio. Mas o voluntarioso time caribenho reagiu aproveitando a apatia da defesa brasileira e encostou em 9 a 7 com uma cesta de três de Valentin. Após erros seguidos de arremesso de Micaela, Gonzalez chegou a virar o jogo para 14 a 13, mas Érika rapidamente recolocou o Brasil à frente, Kaé acertou dois lances livres e a gigante de 1,97m do Barça fez seu décimo ponto na parcial, o placar dos primeiros 10 minutos ficou em 18 a 17.

No segundo período, Porto Rico virou o jogo novamente com uma cesta de três de Gonzalez, mas uma jogada de três pontos de Êga sofrendo falta e convertendo o lance livre de bonificação e um bom contragolpe de Micaela fizeram 23 a 21. Barbosa mexeu no time colocando quatro reservas em torno de Érika e a Seleção melhorou com as entradas de Fabianna e Zaine, que fez duas cestas consecutivas abrindo 27 a 23. Esperta nas roubadas de bola e rápida nas penetrações, Martinez fez quatro pontos seguidos e Porto Rico encostou em 29 a 27 após uma bola convertida embaixo da cesta por Érika. Fabi tranqüilizou as coisas com um belo “jumper” e dois lances livres de Kaé fecharam a parcial levando seis pontos de vantagem para o intervalo, apesar da grande quantidade de erros de passe.

Na terceira etapa, a Seleção voltou com um pouco mais de velocidade e disposição começando com mais uma cesta de Zaine, ala-pivô do Reyer Venezia (ITA). Porto Rico diminuiu com uma bola de três de Gonzalez, mas a cestinha do Paulista pelo Ribeirão Preto Tayara entrou com vontade fazendo uma bandeja e uma cesta da zona morta abrindo 40 a 31. Martinez respondeu com mais uma bola de três, mas Fabi deu troco com uma boa penetração e finalização certeira da zona morta. Uma cesta de três de Êga com assistência de Fabi ampliou a diferença para 45 a 35 e forçou o técnico boricua Hector Laboy a pedir tempo. As porto-riquenhas reagiram com rapidez aproveitando mais um apagão do ataque brasileiro e uma cesta de três de Valentin encostou em 47 a 44. Érika chamou para si a responsabilidade e conseguiu uma cesta com falta e lance livre de bonificação, depois a parcial terminou com placar de 50 a 45 para o Brasil, incrivelmente Porto Rico ganhou o quarto por 18 a 17.

O último quarto começou perigoso com uma cesta de Otero encostando em 50 a 47, mas aí brilhou a estrela da pivô reserva do Penta Faenza (ITA) Graziane, bem acionada para duas cestas seguidas no garrafão abrindo 54 a 49. Depois de uma infiltração de Gonzalez, Grazi conseguiu uma importante cesta sofrendo a falta e acertou o lance livre de bonificação, foram sete pontos seguidos dela no início da parcial final. A ala-pivô porto-riquenha De Jesus fez bobagem ao reclamar acintosamente de uma falta clara sobre Êga e foi punida com falta técnica, daí a brasileira converteu quatro lances livres seguidos abrindo 61 a 51. Depois de outra bela cesta de Fabianna, Micaela apareceu para decidir. Com um contra-ataque, uma bela bandeja de costas, outra infiltração e dois lances livres da ex-ala do Pool Comense (ITA) o Brasil ficou tranqüilo com 71 a 55 no marcador. Barbosa movimentou bastante as reservas (à exceção das novatas Ísis e Jaqueline), mas Silvia Gustavo novamente entrou muito mal, está fora de forma considerando o fato de ser uma atleta olímpica, parece ser a síndrome da família Nezinho em Copa América. Inexplicavelmente o treinador deixou Érika no banco na maior parte do período e manteve a apagada Vivian em quadra, Êga voltou a forçar arremessos de três, em um deles a bola nem deu aro, daí Porto Rico gostou da brincadeira e iniciou uma reação desesperada com as formiguinhas Valentin-Gonzalez-Martinez. Uma jogada de três pontos (cesta e lance livre de bônus) de Gonzalez deu um susto no Brasil diminuindo a diferença de 14 pontos para 73 a 67, lembrou até o filme da derrota de virada da Seleção masculina para os porto-riquenhos na Copa América, embora a tradição do basquete dos homens no país centro-americana seja muito maior. Érika finalmente voltou à quadra, mas foi Micaela quem acabou com a reação boricua com duas cestas seguidas, restou às porto-riquenhas fazerem faltas para parar o relógio, daí o Brasil abriu vantagem nos lances livres e Êga fechou o placar dessa forma decretando os 16 pontos de frente.

Depois de surrar as dominicanas por 94 a 55 na estréia, Porto Rico vem surpreendendo e mostrando força para concorrer com a Argentina pela última vaga das Américas no Mundial, o que seria um feito inédito para o país no feminino, enquanto sua seleção masculina está fora do Mundial do Japão-2006. A Seleção Brasileira continua pecando por falta de variação de jogadas ofensivas e dependência excessiva de Érika no garrafão, além de lances individuais de Micaela. Os arremessos de três são raros, Êga vem assumindo essa função de chutar de fora que não é o seu forte, pois Lílian e Vivian não convertem, a primeira está com uma lesão no tornozelo e a segunda também saiu mancando, mas o fato é que jogou muito mal, depois de ter sido cestinha com 20 pontos contra as argentinas. É bom lembrar que na sexta-feira Érika terá pela frente a pivô canadense da WNBA Tammy Sutton-Brown (Charlotte Sting), e não as baixinhas que enfrentou até agora. Outra preocupação são com os arremessos de três de Smith e Grenier.

“Nós não jogamos o que treinamos durante a fase de preparação. Deixamos o adversário gostar do jogo e não podemos permitir que isso aconteça novamente. Ainda precisamos corrigir alguns detalhes para as próximas partidas”, comentou a pivô Érika.


Fonte: BasketBrasil


Hortência volta ao Brasil após Hall da Fama:"americanos me trataram como Rainha"

A ex-cestinha Hortência Marcari desembarcou no final da manhã desta sexta-feira em São Paulo vinda dos Estados Unidos, onde no dia 9 de setembro foi imortalizada como integrante do Hall da Fama do Basquete em Springfield. Afastada já há seis anos das quadras, Hortência se disse surpresa com o tratamento que recebeu dos americanos.

“Sempre que se referiam a mim aqui no Brasil, usavam o termo ‘Rainha’, mas eu nunca me senti assim. Só que desta vez, por causa da maneira como fui tratada lá, me senti mesmo como uma rainha”, disse a ex-jogadora, ao desembarcar no aeroporto de Cumbica, em São Paulo, em entrevista ao programa Redação Sportv. “Estou emocionada com o tratamento que me deram. Fiquei impressionada, porque não esperava que fosse tudo isso. Espero que nos próximos anos mais pessoas do Brasil recebam esse homenagem”, acrescentou ela.

Campeã mundial em 94, vice-olímpica em 96, campeã pan-americana e sul-americana diversas vezes, Hortência é a primeira brasileira a entrar para o Hall da Fama - um museu do basquete mundial instalado em Springfield, Massachusetts, onde nasceu o esporte.

Nas paredes do museu, além de fotos e do uniforme, em uma vitrine, está uma boneca da ex-jogadora e o texto que observa que "assim como Pelé, Hortência é conhecida apenas por um nome, o primeiro, no seu País, tamanha a fama..."

Desde 2002, Hortência figurava no Hall da Fama da WNBA - a liga feminina do basquete americano. Dois anos depois foi indicada também para o Hall do basquete mundial, mas acabou fora da lista final.

Fonte: Estadão
BRASIL VENCE PORTO RICO POR 83 A 67 NA COPA AMÉRICA

Hato Mayor / República Dominicana – Pela segunda rodada da 5ª Copa América - Pré-Mundial da República Dominicana, o Brasil ganhou de Porto Rico por 83 a 67 (33 a 27 no primeiro tempo). A cestinha da partida foi a ala Micaela com 25 pontos e nove rebotes. Pela equipe porto-riquenha, a principal pontuadora foi Valentin, com 19 pontos. Na preliminar, Canadá derrotou a Argentina por 77 a 57 (40 a 31). A rodada terá ainda Republica Dominicana x Porto Rico (22h30 de Brasília).

— Nós não jogamos o que treinamos durante a fase de preparação. Deixamos o adversário gostar do jogo e não podemos permitir que isso aconteça novamente. Ainda precisamos corrigir alguns detalhes para as próximas partidas — comentou pivô Érika, que anotou 18 pontos e 19 rebotes.
De acordo com o regulamento da competição, as seis seleções jogam entre si, em turno único sendo campeã a que somar o maior numero de pontos.

BRASIL (18 + 15 + 17 + 33 = 83)
Vivian (0pts), Lilian (0), Micaela (25 e 9 rebotes), Êga (16 e 10 rebotes) e Érika (18 e 19 rebotes). Entraram: Fabianna (6), Sílvia (0), Zaine (7), Graziane (7) e Tayara (4). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

PORTO RICO (17 + 10 + 18 + 22 = 67)
Gonzalez (21), Martinez (14), Valentin (19), De Jesus (0) e Vargas (4). Entraram: Rivera (0), Willis (8), Colon (1), Rosado (0) e Plácido (0). Técnico: Hector Laboy.


BARBOSA COMPLETA 200 JOGOS OFICIAIS PELA SELEÇÃO BRASILEIRA

Hato Mayor / República Dominicana – O técnico Antonio Carlos Barbosa, de 60 anos, completa neste sábado 200 jogos oficiais no comando das seleções brasileiras adulta, juvenil e cadete. O adversário do Brasil será a República Dominicana (22h15 de Brasília) pela quarta rodada da Copa América - Pré-Mundial. O SPORTV e a ESPN Brasil transmitem ao vivo. A rodada terá ainda Porto Rico x Canadá (17h45) e Argentina x Cuba (20h). Sem contar os jogos contra Canadá (sexta-feira) e a República Dominicana, Barbosa, um paulista de Bauru, disputou 198 jogos com 155 vitórias e 43 derrotas.

— Com certeza, foram muitas alegrias e emoções. Se tivesse que recomeçar faria tudo de novo. Para ser um bom profissional e ter o respeito de um grupo, e fundamental conhecimento técnico e liderança diante das jogadoras. Toda seleção e sempre um recomeço. Os mesmos sonhos, as mesmas ilusões, novos objetivos, mas com mais determinação, experiência e equilíbrio — explica.

Em quase 20 anos de carreira Barbosa esteve presente nas principais competições internacionais com inúmeros títulos e conquistas. Foram cinco Campeonatos Mundiais, dois Jogos Olímpicos, quatro Jogos Pan-Americanos e 12 Campeonatos Sul-Americanos. O técnico lançou na seleção brasileira principal uma geração de campeãs como Paula, Hortência, Marta, Vânia Teixeira, Vânia Hernandez, Adrianinha, Micaela, Kelly, Erika entre outras.

— A minha primeira grande emoção foi o título do Pan-Americano Juvenil do Peru, em 1978. O time base era formado por Hortência, Paula, Vânia Teixeira, Teresa Camilo e Solange. Depois foi a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Caracas, em 1983. No meu retorno a seleção brasileira, em 1996, também senti uma grande emoção porque não esperava mais ser chamado. Assumi a equipe juvenil e fomos vice-campeãs sul-americanas e campeãs da Copa Pan-Americana. No ano seguinte, uma nova emoção, no ginásio do Ibirapuera totalmente lotado, a seleção principal conseguiu o primeiro título da Copa América. E não posso esquecer a medalha de bronze na Olimpíada de Sydney, em 2000 — lembra, emocionado.

Em 2006, a seleção brasileira, patrocinada pela Eletrobrás, tem um novo desafio junto de sua torcida: o Campeonato Mundial Adulto.

— Temos hoje uma grande equipe, talentosa e com experiência internacional. Vamos fazer uma boa preparação, iniciando os treinos no dia 15 de maio, com no máximo 18 jogadoras. É fundamental que todas as atletas tenham a mesma motivação desse grupo da Copa América. Dessa forma, com um bom período de treinamento e vontade de vencer o Brasil tem todas as condições de brigar pelo título mundial — afirma Barbosa.

BRASIL
4. Fabianna; 5. Jaqueline; 6. Lílian; 7. Silvia; 8. Micaela; 9. Tayara; 10. Vivian; 11. Êga; 12. Zaine; 13. Ísis; 14. Érika; 15. Graziane. Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

REP. DOMINICANA
4. Montilla; 5. Diaz; 6. Morton; 7. Paniagua; 8. Frias; 9. Santos; 10. Gomes; 11. Ramirez; 12. Rivas; 13. Moquete; 14. Estrella; 15. Mercado. Técnico: Melvin Lopez

quinta-feira, 15 de setembro de 2005

SOCORRAM-ME SUBI NO ÔNIBUS EM MARROCOS




Estou cansado de ser o chato, o reclamão, o pessimista e o perseguidor do basquete feminino nacional. O "corneteiro".

Por isso, são 21:20, o Brasil sua pra manter uma vantagem de 6 pontos em relação à seleção de Porto Rico, na Copa América.

Eu vou ficar caladinho.

Não vou comentar nada.

Só vou reproduzir o que me falam no Messenger.

Minha boquinha hoje = um túmulo!


"Não tô aguentando ver o jogo!"

"Tá horrível!"

"Tá levando sufoco de Porto Rico!"

"Só tem duas jogadas: bola pra Érika e bola pra Micaela."

"Dá muita raiva! É deprimente!"

"Por que não há jogada para a pivô? Só a 4 passando para a 5? A 4 na cabeça fora da linha dos 3 passando pra 5 embaixo?"
"Não há problema em ter uma jogada assim. Mas só essa jogada é o fim!"
Por que não há jogada com as duas pivôs embaixo com a ala ou a armadora servindo?"
"Se a 5 erra não tem rebote, pois a 4 e as alas estão fora"

"Show de horrores!"

"Se o Brasil perder de porto rico, eu me mato. Na boa, nunca mais vejo basquete feminino."

"Não há jogadas coletivas. Só os contra-ataques da Kaé e as bolas da Érika."

"Erram até os lances-livres."

"Parece um racha de quadra de cimento."


ALESSANDRA VOLTA ÀS QUADRAS COM GRANDE ATUAÇÃO


Depois de seis meses sem jogar se recuperando de uma microcirurgia no pé
esquerdo, a pivô Alessandra Oliveira voltou às quadras nesta quarta-feira
(14 de setembro) com uma grande atuação. A jogadora marcou 34 pontos e foi o
destaque da vitória do seu time, o Ros Casares Valencia, da Espanha, sobre a
seleção de Luxemburgo por 77 a 43 (44 a 19), em Luxemburgo. Esse foi o
primeiro confronto amistoso do Valencia na atual pré-temporada do basquete
espanhol.

Sofrendo com uma inflamação no nervo do pé esquerdo, Alessandra passou por
uma microcirurgia em março de 2005 no Hospital Oswaldo Cruz, em São Paulo.
Recuperada, a pivô, que assinou contrato com o Ros Casares Valencia em julho
deste ano, está se preparando para disputar o Campeonato Espanhol de
Basquete e a Euroliga na sua primeira temporada na Espanha.

– Estou muito feliz com a minha recuperação. Estou treinando normalmente com
o meu time. Joguei nesta quarta-feira e não estou sentindo nada. Agradeço
aos responsáveis pela minha cirurgia e pela minha recuperação: o Dr. Eduardo
Pereira e a Clínica Skia Fisioterapia, dos irmãos Sartori. O Ros Casares
Valencia está disputando a pré-temporada e a minha equipe ainda não está
completa. Estamos aguardando algumas jogadoras que participaram do
Campeonato Europeu Pré-Mundial, como a francesa Nicole Antibe e as
espanholas Elisa Aguilar e Ana Montañana, além da norte-americana Elaine
Powell, que atua na WNBA. Mas estou confiante que faremos uma ótima
temporada – comenta Alessandra.

O Campeonato Espanhol de Basquete tem início no dia 8 de outubro. O Valencia
estréia enfrentando o Puig d’En Valls de Santa Eulalia em casa, no ginásio
Fuente de San Luis. A Euroliga, uma das principais competições do basquete
europeu, começa no dia 26 de outubro. O time de Alessandra está no Grupo A,
junto com o Dexia Namur, da Bélgica, o USO Mondeville Basket, da França, o
Mizo-Pecs, da Hungria, o USK Blex Prague, da República Tcheca, e o BC
Volgaburmash, da Rússia.

Clube Nichteroy BA tenta inscrição no primeiro Nacional feminino da Nossa Liga

O clube Nichteroy BA, presidido por Edgardo Gomez, enviou ofício para a Nossa Liga, inscrevendo-se na próxima edição da competição feminina. A equipe, que já conta com alguns apoios, foi montada em forma de cooperativa, com várias atletas apostando no sucesso do projeto.

A primeira edição da Nossa Liga Nacional liderada pelas estrelas Hortência e Magic Paula deve ter dez equipes e início em novembro, mas os principais times do Brasil preferiram se manter no Nacional da Confederação Brasileira (CBB) com início em outubro.


Fonte: BasketBrasil
Londrina/Moinho Globo disputa Paranaense de Basquete

A equipe de Basquetebol Feminino Adulto Londrina/Moinho Globo estará disputando neste fim de semana em Maringá o 1º Circuito Adulto da FPB contra as equipes de Foz do Iguaçu, Maringá e São José dos Pinhais. Os jogos acontecerão no Ginásio do Colégio Regina Mundi e a equipe Londrina/Moinho Globo estreará nesta sexta feira às 19:30 contra a equipe de Foz do Iguaçu, no sábado o jogo será contra a equipe de São José dos Pinhais ás 19:30 e no domingo fechará o Circuito contra a equipe da casa.
A equipe é formada por atletas de Londrina e região, Vaninha, Adriele, Isadora, Giuliana, Natália e Renata, e conta com reforços do interior de SP e do RJ, como as atletas Lívia, Danúbia e Andressa, assim como atletas que já fazem parte da equipe desde o ano passado com Aline e Ângela. A equipe está treinando desde março e já disputou os Jogos Abertos Brasileiros em Campo Grande no mês de maio e alguns amistosos de preparação, principalmente contra equipes Juvenis Masculino da cidade.
O Técnico Tim acredita em uma boa participação pois a equipe estará defendendo o título do ano passado e o bicampeonato dos Jogos Abertos do Paraná (que acontecerá em novembro). "A fase de preparação para o Campeonato está sendo iniciada agora pois no 1º semestre foram poucos jogos e as atletas estão ansiosas para entrar em quadra e representar a equipe".
A equipe Londrina/Moinho Globo é patrocinada pela Prefeitura Municipal de Londrina, Fundação de Esportes (através do projeto aprovado pelo Fundo Especial de Incentivo a Projetos Esportivos) e Moinho Globo, FisioCen e pela Academia Ensaio.

BRASIL E CANADÁ JOGAM NESTA 6ª FEIRA PELA COPA AMÉRICA

Hato Mayor / República Dominicana – A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, joga nesta sexta-feira (20h de Brasília) contra o Canadá na 5ª Copa América – Pré-Mundial da República Dominicana, com transmissão ao vivo do SPORTV2 e da ESPN Brasil. A terceira rodada terá ainda Porto Rico x Cuba (17h45) e República Dominicana x Argentina (22h15). Brasileiras e canadenses se enfrentaram 31 vezes em competições oficiais com 25 vitórias do Brasil contra seis do Canadá. Na Copa América, o Brasil ganhou os quatro confrontos: 80 a 58 e 99 a 72 (1989), 82 a 70 (1993) e 69 a 58 (2001).

— Esse jogo será totalmente diferente das três partidas que fizemos contra elas em 2005. Por isso, precisamos ficar mais atentas e fazer uma defesa mais forte para evitar o chute de fora. Agora elas estão reforçadas da pivô Sutton-Brown, que joga na WNBA, e ganharam mais uma opção de ataque. Além disso, o Canadá perdeu na estréia para Cuba e precisa da vitória para continuar com chances de ganhar a Copa América. Já a nossa equipe vai entrar com mais determinação, porque um resultado positivo nos deixa mais próximas de decidir o título contra Cuba no domingo — explicou a pivô Êga.

De acordo com o regulamento da competição, as seis seleções jogam entre si, em turno único sendo campeã a que somar o maior numero de pontos.

BRASIL
4. Fabianna; 5. Jaqueline; 6. Lílian; 7. Sivia; 8. Micaela; 9. Tayara; 10. Vivian; 11. Êga; 12. Zaine; 13. Ísis; 14. Érika; 15. Graziane. Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

CANADÁ
4. Townsed; 5. Kleindienst; 6. Cressman; 7. Grenier; 8. Smith; 9. Chapdelaine; 10. Ganes; 11. Brown; 12. Brassard-Riebesehl; 13. Johnson; 14. Aubry; 15. Sutton-Brown. Técnica: Allison McNeill.

quarta-feira, 14 de setembro de 2005

Início Morno: Brasil 86 x 69 Argentina




Fabianna - 6 pontos, 2 rebotes, 1 recuperação, 3 faltas, 2 erros

Jaqueline

Lílian - 2 pontos, 3 assistências, 1 rebote, 2 faltas, 2 erros

Sílvia - 1 assistência, 1 falta, 1 erro

Micaela - 20 pontos, 6 rebotes, 3 recuperações, 1 assistência, 2 faltas, 3 erros

Tayara - 1 assistência, 1 rebote, 3 erros, 1 falta

Vívian - 20 pontos, 4 rebotes, 3 assistências, 3 recuperações, 6 erros, 3 faltas

Êga - 11 pontos, 5 rebotes, 4 assistências, 1 toco, 4 erros, 2 faltas

Zaine - 2 pontos

Ísis

Érika- 19 pontos, 12 rebotes, 3 tocos, 2 recuperações, 4 faltas, 3 erros

Graziane - 6 pontos, 3 rebotes, 2 recuperações, 1 assistência, 1 falta e 1 erro


BRASIL ESTRÉIA COM VITÓRIA NA COPA AMÉRICA E ENFRENTA PORTO RICO




Hato Mayor / República Dominicana – A seleção brasileira feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, ganhou da Argentina por 86 a 69 (47 a 35 no primeiro tempo) na estréia da 5ª Copa América - Pré-Mundial da República Dominicana. As cestinhas foram a ala/armadora Vivian e a ala Micaela, do Brasil, com 20 pontos cada. A pivô Érica também se destacou na partida, anotando 19 pontos e 12 rebotes. Na Argentina, a principal pontuadora foi Sanchez, com 12 pontos. Na preliminar, Cuba derrotou o Canadá por 73 a 61. A primeira rodada terá ainda Republica Dominicana x Porto Rico (22h30 de Brasília).

— Cometemos muitos erros durante toda a partida e para uma equipe que quer ganhar o título isso não pode acontecer, principalmente contra Canadá e Cuba. Foi o primeiro jogo e o nervosismo da estréia era normal. Não ficamos felizes com a nossa apresentação, porque sabemos que podemos jogar muito melhor. O mais importante é que ganhamos — disse a ala Micaela.

— A postura da equipe não foi igual aos 19 jogos que fizemos na temporada 2005. Acredito que a desatenção tenha sido a causa principal da nossa performance. Vamos corrigir os erros de hoje já pensando nos jogos contra Canadá e Cuba — analisou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

De acordo com o regulamento da competição, as seis seleções jogam entre si, em turno único sendo campeã a que somar o maior numero de pontos.

BRASIL (27 + 20 + 17 + 22 = 86)
Vivian (20pts), Lilian (2), Micaela (20 e 6 rebotes), Êga (11) e Érika (19 e 12 rebotes). Entraram: Tayara (0), Sílvia (0), Zaine (2), Graziane (6), Fabianna (6), Jaqueline (0) e Ísis (0). Técnico: Antonio Carlos Barbosa.

ARGENTINA (19 + 16 + 15 + 19 = 69)
Nicolini (5pts), Liñeira (9), Chesta (9), Fernandez (5) e Sanchez (12). Entraram: Landra (4), Paoletta (9), Gatti (0), Palácios (2), Soberón (10), Cava (0) e Pavon (4). Técnico: Eduardo Pinto.



A dúvida continua

Coluna - Juarez Araújo

Há um mês, escrevi uma coluna cujo tema era: Duas Ligas no Brasil? É
o fim. E cada vez que passa um mês e vai ficando mais próximo dessa tragédia
que pode ocorrer no esporte, fico temeroso, triste e pessimista.
Pessimista em todos os sentidos. Porque não será a CBB a vencedora da queda
de braço. Não será a NLB que sairá perdedora. Quem sairá perdendo, pelo menos
por algum tempo, será o basquete brasileiro. E ao que parece, ninguém vai
ceder. Ninguém quer perder a parada, lamentavelmente.
Particularmente sou favorável a uma Liga Independente como pretende fazer o
grupo liderado por Oscar Schmidt. Basquete não é igual ao futebol. Mas no
futebol tem até o clube dos 13 que comanda a parte grande da grana das tvs.
Pouca gente sabe disso, mas o presidente da Confederação Brasileira de
Futebol, Ricardo Teixeira, pouco se incomoda com as competições de clubes. O
que ele quer mesmo é ver o Brasil bem nas competições internacionais. E como
seria bom se o presidente Grego Bozikis copiasse o presidente da CBF.
Dar o direito a uma só Liga, para quem é de clubes, seria a maior decisão. Mas
no Brasil sempre há pessoas que preferem complicar as coisas. Se todos
estivessem pensando no esporte, sem a parte política, sem o interesse
pessoal e sim do esporte, talvez a Nossa Liga tivesse uma única saída para
sairmos do buraco que nos encontramos. A Liga Nacional passada foi uma
vergonha para um esporte que é o segundo no mundo inteiro. Mas talvez até o
surgimento da NLB tenha acordado a trupe da CBB.
Não que queira tirar o poder de Grego Bozikis. É que ele não conseguiu, até
hoje, me convencer com uma boa organização no Brasileiro. No feminino, nem se
fala. É um desastre. O problema maior é que ele é cercado de incompetentes.
São poucos aqueles que estão ao lado dele que exercem uma função com
grandeza. Acabam não fazendo nada para melhorar o basquete e sim para
garantir cargos. E como Bozikis é cercado por incompetentes, o culpado nada
mais é que o próprio presidente da CBB que agora vai apostar todas suas
fichas em conquistas com essa geração maravilhosa que ganhou a Copa América.
Mas não se iluda amigo internauta. Ganhar uma Copa América, com todas as outras
seleções pela metade é uma coisa. Ganhar uma vaga para uma Olimpíada é uma
história bem diferente. E, pelo menos o técnico Lula e os jogadores estão
cientes de toda a responsabilidade.
Mas nosso assunto é outro – já que garanto que temos tudo com essa geração
para conseguirmos voltar a uma Olimpíada. O problema agora é o futuro do
nosso basquete. Se ainda temos dificuldades para organizar uma Liga, imagine
duas. Por isso é que fico contando os dias para saber qual é que vai engolir
a outra. Pelo pessoal que vem fazendo o trabalho de preparação para a NLB, eu
aposto neles. Entregar o trabalho para uma Traffic foi um passo que nunca
conseguiu Grego Bozikis. E quem sabe, em curto espaço de tempo – um, dois ou
mais tardar três anos – o Brasil tenha uma Liga Profissional digna das suas
tradições no basquete.
O que não pode é continuar com o marasmo de tantos anos, digamos, como foi a
abertura do Campeonato Paulista.
Sai a tabela, se coloca os times para jogar. E o trabalho do dirigente se acabou. A não ser que tenha um problema político.
Meu Deus... Não é isso! É preciso atrair público, mídia e patrocinadores e isso
só acontece, com ações de marketing feitas por profissionais da área.
Outra coisa. Eu fico torcendo para que tudo que escrevo por conhecimento - por ter
acompanhado NBA por 3 anos morando nos EUA, por experiência de ter
acompanhado os surgimentos das Ligas de Porto Rico, Venezuela, Argentina e
Espanha - aconteça também no Brasil.
O basquete brasileiro interno – competições internas – tanto no masculino como no feminino, precisam de uma mexida muito grande. Caso contrário, nossos jogadores já a partir do mirim, irão jogar no exterior. E o basquete de clubes pode acabar. É isso.


Fonte: CanalSP


Responsabilidade em dobro

Por Fábio Zambeli no Rebote


Amistosos de luxo. Com essa definição da comissão técnica brasileira, a seleção feminina embarcou para a seqüência de jogos da Copa América, cuja largada está marcada para esta quarta-feira em Santo Domingo, na República Dominicana.
A avaliação feita pelo treinador Antonio Carlos Barbosa soa simplista demais. Afinal, o Brasil defende a hegemonia continental e entra em quadra com o status de país-sede do Mundial de 2006 – o que, apesar de assegurar a vaga antecipada, confere ao selecionado brazuca responsabilidades de sobra na competição que se inicia.

Com a ausência das norte-americanas, as brasileiras passam a ter a obrigação de trazer o caneco.

As rivais mais parelhas prometem ser as canadenses e cubanas – ambas verdadeiras freguesas no retrospecto recente.

E, para a missão, a seleção coloca em ação uma espécie de time B. Das 12 relacionadas para o certame, seis têm chances de figurar na lista do Mundial.

A grande estrela é a pivô Érika, do Barcelona, candidata a MVP do Torneio das Américas. Aos 23 anos e com 1,97m, aparece como líder da equipe de Barbosa e toda-poderosa nos garrafões. Mostra irrepreensível progresso nos tiros de meia distância – meta, aliás, perseguida por ela desde o fim da temporada espanhola, seguindo orientação da treinadora Maria Helena Cardoso.

De olho no tri das Américas, a campanha preliminar da seleção foi marcada pela regularidade. Foram 19 partidas e somente um revés, diante da Itália, por um ponto de diferença, nos domínios das adversárias.

Segundo o próprio Barbosa, o período foi marcado por “experimentações”. Sua idéia foi ampliar a base de selecionáveis e dar experiência a jogadoras com reduzida cancha internacional.

O rol de oponentes não foi dos mais expressivos. Entre os times europeus, por exemplo, só adversárias do chamado segundo escalão, como Itália e Grécia.

A ausência dos sparrings de peso certamente não fará falta na Copa América, mas dispara um alarme se a comissão técnica persistir em um planejamento contínuo com vistas ao pódio no próximo ano.

O Europeu recém-encerrado na Turquia mostrou ao mundo que seleções como República Tcheca, Rússia, Espanha, Lituânia e França desembarcarão em solo tupiniquim almejando medalha. A competição revelou ainda outro dado preocupante: o contato físico está cada vez mais tolerado nas arbitragens européias – o que favorece as truculentas do Leste Europeu nos matchups.

Enquanto isso, na Copa América, que terá arbitragem predominantemente centro-americana (sete dos 11 nomes escolhidos estão no eixo caribenho), a obrigação do ouro e as implicações de tal tarefa parecem ser o mais duro obstáculo a ser transposto.

Esvaziada com as desistências das seleções colombiana e guatemalteca, a competição contará com seis times em um formato tradicional de confrontos entre todos e classificação das quatro melhores para as semifinais.

O emparelhamento para a fase derradeira exige que o Brasil termine em primeiro lugar a etapa de classificação para evitar um embate com Cuba ou Canadá na semifinal, poupando energias para a decisão.

Na estréia, marcada para as 20h desta quarta, a seleção encara as argentinas, em fase ascendente, mas distantes de oferecer algum risco.

Mais uma vez a participação brasileira será rastreada pelos dois principais canais esportivos de TV paga do país – Sportv e ESPN Brasil anunciam as transmissões.

Depois do título conquistado pela seleção masculina, confirmando o favoritismo, as meninas de Barbosa herdaram o dever de consolidar a intertemporada vitoriosa do bola-ao-cesto nacional em 2005.

Que cumpram com louvor o dever de casa.

:::::::

Zona Morta

:::::::


))) Hortência ingressou com pompa e circunstância no Hall da Fama do basquete na última quinta-feira. Os méritos da Rainha são inquestionáveis e o feito é digno de reverência. Boa parte do teor de seu discurso ao ser agraciada com a comenda em Springfield, entretanto, foi infeliz. O primeiro escorregão foi mencionar que ela emergira em um país sem tradição na modalidade (embora fragilizado atualmente, o Brasil é uma potência mundial louvada pela Fiba). A segunda, fruto de um ufanismo que em nada colabora com o esporte, foi a menção à crise política, descabida e inoportuna. As façanhas na carreira da jogadora dispensavam o apelo à pieguice, evidenciado na solenidade.

))) Depois de contratar a ala Micaela, o poderoso time de Ourinhos pode contar com um reforço internacional de altíssimo nível para a disputa do Mundial de Moscou, em outubro próximo. O site Ourinhosbasket informa que a australiana Lauren Jackson, do Seattle Storm, da WNBA, está sendo sondada pelo dirigente Francisco Quagliato. A ala-pivô é uma das estrelas de primeira grandeza do bola-ao-cesto mundial, mas sua contratação para o torneio serviria também como boa plataforma de marketing para o conjunto ourinhense.

))) Começa no sábado, dia 16, o Europeu masculino, reunindo 16 seleções. Certamente, trata-se da competição mais importante do ano no globo. O torcedor brasileiro terá o privilégio de acompanhá-la de perto via ESPN Brasil, que anuncia a exibição do evento de forma inédita. A mesma emissora acaba de proporcionar ao aficionado brazuca a chance de assistir ao Eurobasket feminino, vencido de forma dramática pelas tchecas ante as russas na final por 72 a 70.


Fonte: Rebote

Alessandra Oliveira estréia marcando 34 pontos em amistoso

A pivô brasileira estreou ontem com a camisa do Ros Casares, da Espanha, e não decepcionou.

Alê foi a cestinha do amistoso entre o time e a seleção de Luxemburgo, em comemoração ao aniversário de 40 anos de um clube local.

A brasileira marcou simplesmente 34 pontos da vitória por 77 a 43.
Seleção pega a Argentina


São Paulo - Como país-sede, o Brasil já tem presença garantida no 15º Mundial de Basquete Feminino, em 2006. Não precisará brigar por uma das três vagas em disputa na Copa América de Santo Domingo, na República Dominicana, a partir desta quarta-feira – a estréia é contra a Argentina, às 20 horas (SporTV e ESPN Brasil). Mesmo assim, a seleção jogará pelo título, apesar de não ser favorita, segundo o técnico Antônio Carlos Barbosa.

Para a ala Micaela, que ficou fora do Mundial da China (2002) e da Olimpíada de Atenas (2004) por causa de contusões, a competição significa a volta ao grupo como titular, ao lado de Vivian, na armação, da ala Lilian e das pivôs Érika e Ega, escaladas para a estréia. Os outros jogos desta quarta são Cuba x Canadá e República Dominicana x Porto Rico. O Brasil ainda enfrentará Porto Rico, Canadá, República Dominicana e Cuba na disputa por pontos corridos.

Micaela, de 26 anos, do italiano Pool Comense, nem treinou com a seleção para a Olimpíada de Atenas por causa de cirurgia no tendão de Aquiles. Na preparação para o Mundial da China, sofreu uma fratura no pé logo no primeiro treino. “Mas agora é titular. Na temporada, ela e a Érika têm sido as mais regulares. A Micaela vive um bom momento”, disse Barbosa.

Em Santo Domingo, o Brasil não terá sete jogadoras que podem voltar para o Mundial: Janeth, Iziane, Adrianinha, Helen, Alessandra, Cíntia e Kelly. Janeth e Iziane deram preferência à WNBA; Alessandra, ao espanhol Valencia; Cíntia, ao italiano Famiglia Schio; Adrianinha foi convocada, mas o italiano Penta Faenza não a liberou.

Assim, a Copa América é uma oportunidade para um grupo com média de 24,1 anos. “É uma competição dentro de um ciclo. A geração de atletas que está aqui briga por espaço”, afirmou Barbosa, que avisou: se em 2006 as atletas mais experientes não derem prioridade à seleção, estarão fora do Mundial. “A seleção não pode ser acessório”. O técnico ainda não falou sobre o assunto com a Confederação Brasileira de Basquete, mas acha que terá apoio da entidade.

Contra a Argentina, o Brasil, que tem retrospecto de 38 vitórias nos 40 confrontos anteriores, é favorito. Para Barbosa, os principais rivais serão os “reforçados” Cuba e Canadá. “Além de não termos a Adrianinha, perdemos a Mamá, contundida”, disse o treinador.

Fonte: Estadão