sábado, 25 de outubro de 2003

JANETH LIDERA RANKING DAS CESTINHAS DO CAMPEONATO NACIONAL

A ala Janeth Arcain, do Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos, lidera o ranking das cestinhas do Campeonato Nacional de Basquete Feminino, de 1998 a 2002, com 2.546 pontos em 79 jogos (média de 32.23). Janeth foi cestinha do Nacional em quatro edições (1998, 2000, 2001 e 2002) e foi campeã três vezes: 1999 (Santo André), 2001 (Vasco da Gama) e 2002 (São Paulo/Guaru). Na segunda colocação está a ala Silvinha, do Unimed/Americana, com 1.868 pontos em 108 partidas (média de 17.30). Silvinha ganhou dois títulos brasileiros: 1998 (Fluminense) e 2000 (Paraná). A ala/armadora Helen, que está jogando na Rússia, está em terceiro lugar, com 1.579 pontos em 85 jogos (média de 18.58). Helen foi bicampeã do Nacional em 1999 (Santo André) e 2000 (Paraná Basquete).

— Sempre faço questão de participar do Nacional pelo alto nível técnico da competição. Fui cestinha em quatro edições do Campeonato e pretendo manter essa marca por mais um ano. Acredito que vamos ter jogos muito disputados. As equipes que estão participando contam com atletas experientes e mesmos as mais novas já demonstraram seu potencial. Espero ajudar o meu time a conquistar esse título inédito — disse a ala Janeth, do Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos)

RANKING DAS CESTINHAS (1998 a 2002)
COL. – JOGADORA – PONTOS – JOGOS - MÉDIA
1º- Janeth – 2.546 – 79 – 32,23
2º- Silvinha – 1.868 – 108 – 17,30

3º- Helen – 1.579 – 85 – 18,58
4º- Marta – 1.507 – 87 – 17,32
5º- Claudinha – 1.455 – 79 – 18,42
6º- Adriana Santos – 1.160 – 64 – 18,13
7º- Karina – 1.155 – 45 – 25,67
8º- Vick Bullet – 1.139 – 65 – 17,52
9º- Vedrana – 1.079 – 66 – 16,35
10º- Micaela – 1.024 – 72 – 14,22
11º- Roseli – 940 – 76 – 12,37
12º- Elena – 939 – 48 – 19,56
13º- Patrícia da Silva – 913 – 81 – 11,27
14º- Lígia Maria – 876 – 63 – 13,90
15º- Aide Oliveira – 808 – 75 – 10,77
16º- Cíntia Luz – 793 – 87 – 9,11
17º- Patrícia Santos – 792 – 63 – 12,57
18º- Paula – 780 – 37 – 21,08
19º- Rosângela – 752 – 92 – 8,17
20º- Maristela – 731 – 92 – 7,94
21º- Patrícia Maria – 718 – 71 – 10,11
22º- Silmara – 677 – 68 – 9,95
23º- Kelly Santos – 672 – 73 – 9,20
24º- Vivian Lopes – 634 – 75 – 8,45
25º- Roseli da Silva – 616 – 52 – 11,85
26º- Karla Costa – 614 – 85 – 7,22
27º- Ega – 605 - 56 – 10,80
28º- Érika Souza – 602 – 46 – 13,09
29º- Chuca – 592 – 74 – 8,00
30º- Geisa – 589 – 60 – 9,82

SANTO ANDRÉ É O 1º COLOCADO NO RANKING DE CLUBES FEMININO

Após cinco edições do Campeonato Nacional de Basquete Feminino, o Santo André (SP) lidera o ranking de clubes com 169 pontos em 98 partidas (71 vitórias e 27 derrotas). De 1998 a 2002, a equipe paulista, dirigida pela técnica Laís Elena Aranha, conquistou o título em 1999 e foi vice-campeã em 2000. Em segundo lugar está o Paraná Basquete (PR) com 116 pontos em 66 jogos (50 vitórias e 16 derrotas). O time paranaense foi campeão em 2000 e vice-campeão em 1999. Na terceira colocação do ranking aparece o BCN/Osasco (SP) com 99 pontos em 59 partidas (41 vitórias e 18 derrotas). O São Paulo/Guaru (SP), campeão do Nacional 2002, está em quarto lugar com 89 pontos em 56 jogos (33 vitórias e 23 derrotas). O Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos é o quinto colocado, com 81 pontos em 53 partidas (28 vitórias e 25 derrotas).

RANKING DOS CLUBES (1998 a 2002)
1º- Santo André (SP) – 169pts – 98jogos – 71vitórias – 27derrotas
2º- Paraná Basquete (PR) – 116pts – 66j – 50v – 16d
3º- BCN/Osasco (SP) – 99pts – 59j – 41v – 18d
4º- São Paulo/Guaru (SP) – 89pts – 56j – 33v – 23d
5º- Unimed/Ourinhos (SP) – 81pts – 53j – 28v – 25d
6º- Campinas Basquete (SP) – 52pts – 34j – 18v – 16d
7º- Vasto Verde (SC) – 45pts – 42j – 3v – 39d
8º- Unimed/Americana (SP) – 43pts – 24j – 19v – 5d
9º- São Caetano (SP) – 41pts – 32j – 9v – 32d
10º- Vasco da Gama (RJ) – 41pts – 23j – 28v – 5d
11º- Fluminense (RJ) – 41pts – 22j – 19v – 3d
12º- Sport Recife (PE) – 38pts – 31j – 7v – 24d
13º- Dom Bosco/Governo Popular (MS) – 28pts – 18j – 10v – 8d
14º- ACF/Campos (RJ) – 26pts – 18j – 8v – 10d
15º- Black&Decker/Uberaba (MG) – 25pts – 18j – 7v – 11d
16º- Vila Nova (GO) – 21pts – 16j – 5v – 11d
17º- Ulbra (RS) – 21pts – 16j – 5v – 11d
18º- Botafogo (RJ) – 21pts – 14j – 7v – 7d
19º- Lages (SC) – 21pts – 18j – 3v – 15d
20º- São Bernardo (SP) – 19pts – 14j – 5v – 9d
21º- Ponta Grossa (PR) – 18pts – 18j – 0v – 18d
22º- Jundiaí (SP) – 17pts – 14j – 3v – 11d
23º- Brasil Juvenil – 17pts – 14j – 3v – 11d
24º- Araçatuba (SP) – 15pts – 14j – 1v – 13d
25º- Univille/ABAJ (SC) – 14pts – 14j – 0v – 14d

quinta-feira, 23 de outubro de 2003

Ministro pega verba do governo, mas vibra no Pan à custa do COB

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Após dois meses, Agnelo Queiroz diz que vai devolver RÏ 5.436 dos RÏ 11.112 que recebeu do ministério
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FERNANDO MELLO
ENVIADO ESPECIAL A BRASÍLIA

Agnelo Queiroz recebeu verba do Ministério do Esporte para pagar despesas que acabaram sendo bancadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro durante os Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo.
O ministro não só passou 65 dias sem devolver o dinheiro do governo como jamais tocou no assunto. Somente ontem, após as críticas de Paula, ex-secretária da pasta, ele anunciou que vai devolver metade da verba que recebeu e que o ministério irá ressarcir o COB, entidade presidida por Carlos Arthur Nuzman.
Ainda hoje, Queiroz irá depositar, segundo sua assessoria, R$ 5.436,00 na conta do Tesouro Nacional, o que é menos da metade do que ele recebeu do governo.
De acordo com duas ordens bancárias, emitidas em 29 de julho e em 13 de agosto, o ministro recebeu um total de R$ 11.112,00 para "pagamento de diárias" na República Dominicana. Os dados a que a Folha teve acesso estão no Siafi, o Sistema Integrado de Administração Financeira.
O problema é que a hospedagem de Queiroz, 44, no hotel Jaragua foi paga integralmente pelo Comitê Olímpico Brasileiro.
Durante os Jogos, Queiroz esteve duas vezes no país caribenho, entre 30 de julho e 7 de agosto e depois para participar da cerimônia de encerramento do Pan, no dia 17 de agosto.
Em Santo Domingo, o ministro desfilou pela Vila Olímpica com camiseta da Olympikus, a patrocinadora do COB, assistiu a mais de dez competições, boa parte das vezes ao lado de Nuzman, e ainda sambou durante o desfile final.
Já no Brasil, recebeu o presidente do COB e os atletas para homenagem no Palácio do Planalto, quando ficou ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Segundo a Folha apurou, o pagamento da hospedagem de integrantes da comitiva do governo pelo COB foi um dos motivos que levaram a ex-jogadora de basquete Paula a se demitir do cargo na Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento do ministério, que será publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.
Para Paula, havia um conflito ético na prática, uma vez que o COB recebe dinheiro do governo federal, por meio da Lei Piva (que capta parte da arrecadação das loterias), e tem interesses estratégicos nas decisões do ministério.
Irritada com a influência de Nuzman no ministério e com o privilégio dos recursos ao esporte de alto rendimento, em detrimento da base, Paula pediu demissão na semana passada.
Só que, segundo o ministério, a ex-secretária reclamou, mas não devolveu o dinheiro que também recebeu do governo pela viagem, mesmo os gastos de hotel tendo sido pagos pelo COB.
Ao fazer sua rescisão, terá descontada, de acordo com a assessoria de Agnelo Queiroz, 50% do que recebeu para ir ao Pan -o ministério aponta que Paula ganhou US$ 2.400 por oito dias em Santo Domingo. Procurada pela Folha, Paula não foi encontrada para comentar a situação.
Antes de Queiroz, Benedita da Silva, da Assistência Social, também teve problemas para explicar gastos do governo em uma viagem. A ministra havia ido à Argentina, onde participou de um encontro religioso, com passagem para ela e uma assessora custeadas pelo governo.
Quando um ministro de Estado viaja para o exterior, recebe diária para cobrir gastos com hospedagem e alimentação. O valor pode variar, dependendo do destino da viagem. No caso de Santo Domingo, é de US$ 300, segundo a assessoria da pasta.
Os ministros não são obrigados a prestar contas sobre suas despesas nem têm que devolver aos cofres públicos o que não gastaram nas viagens.
Além de Queiroz e Paula, viajaram para a República Dominicana o então secretário-executivo Gil Castello Branco e os assessores André Arantes e Luiz Fernando Veronez. A hospedagem de Castello Branco também foi paga pelo COB, segundo o ministério, mas as de Arantes e Veronez, não.
O escândalo do Pan surge exatamente no momento mais crítico da gestão de dez meses do ex-deputado comunista na pasta.
Dois dos principais pilares do ministério são comandados por funcionários interinos -a Secretaria de Alto Rendimento por Arantes e a Executiva por Cláudio Monteiro, também chefe de gabinete do ministro de Esporte.

Fonte: Folha

Janeth defende Ourinhos no Nacional

A ala, que jogou pelo São Paulo-Guaru na Copa do Mundo, volta ao time pelo qual foi campeã paulista em 2002. O São Paulo pretendia continuar com Janeth, cujo contrato continha uma cláusula que dava preferência ao clube do Morumbi para a renovação. A equipe também perdeu a pivô Tiffani Johnson, que jogará na Rússia. Apesar das saídas, o time não deve contratar ninguém.

Fonte: Folha
Cesta na Rede, Toda Sexta na Rede

Por Marcelo Suwabe

Os caminhos de Paula

Imagine um pescador.

Um pescador que ama seu ofício e que nasceu para aquilo.

Um pescador que conhece bem as técnicas da pesca, os tipos de isca, o melhor horário para pescar. Um pescador que use toda a sua criatividade, que não exista tempo feio pra ele. Um pescador que sabe, olhando a direção do vento e o movimento das ondas, o caminho exato para os maiores cardumes.

Agora imaginem este pescador sem seus apetrechos de pesca. Imaginem que alguém apareça e tire o seu anzol e a sua vara e fale para ele que ele não pode mais pescar.

A situação que a Paula se encontra como secretária de esportes de alto rendimento talvez seja parecido com a do pescador impedido de pescar.

Pior ainda, no caso da Paula é como se alguém tivesse tirado a bola de basquete de suas mãos. Não a deixassem jogar.

Voltemos um pouquinho no tempo e relembremos as atuações da Paula quando ela ainda jogava. O que Paula fazia em quadra, não era apenas a repetição de alguns lances treinados à exaustão. Não era apenas o jump automático, o arremesso preciso e a cesta certeira. Paula tinha um dom especial. Paula conhecia os caminhos, os atalhos das quadras.

Quando ela entrava em cena a única coisa que sabíamos é que ela não faria os mesmos movimentos do jogo anterior. Em quadra sua criatividade aflorava. A cada jogada, uma nova surpresa. O inesperado era a única coisa que se esperava de nossa querida Magic Paula.

Esta sempre foi a graça da Paula. Paula percorria o caminho do inusitado, o caminho da criatividade. Num país sem recursos, a criatividade sempre estará na ordem do dia.

Paula jogava por prazer e sempre foi meio avessa ao marketing e ao dinheiro.

Suas atuações como Diretora do Centro Olímpico do Ibirapuera em São Paulo e como Secretaria de Esportes de Alto Rendimento mostram que Paula trouxe seu brilho para a administração pública. Ela continua percorrendo o mesmo caminho, o caminho da ética.

Ela, porém, encontra-se de mãos atadas. Justo ela que sempre teve tanta habilidade com suas mãos. O que fazer?

Em administração e em marketing, quando estamos realizando um projeto, dividimos tal projeto no que chamamos de missão e visão. A visão do projeto é algo inatingível, mas que guia a idéia central para que o projeto seja realizado com excelência. Já a missão é algo dentro do possível, algo atingível, um caminho realizável.

Parece que a visão de algumas pessoas que estão no poder político/esportivo aqui no Brasil é apenas conseguir grandes resultados com esportes de alto rendimento. Digo visão (e não missão) por que basta a gente rever as últimas olimpíadas que perceberemos que grandes resultados foram coisas inatingíveis. Além disto, falando de algo mais recente, ninguém é bobo de achar que os resultados do Pan 2003 (quando EUA e Canadá não participaram com sua força total) coloca o Brasil entre as maiores potências esportivas mundiais. Será que nossos políticos do esporte estão no caminho certo?

Paula tem uma missão muito maior do que apenas bons resultados em Olimpíadas e Mundiais. Sua missão está ligado à melhoria de qualidade de vida da população através do esporte.

A possível saída de Paula da pasta de Esportes do Governo Lula não resolve o problema do esporte brasileiro e, o pior, se outro entrar, as coisas podem ir por caminhos avessos às nossas expectativas.

Precisamos de uma representante que pense o esporte como um todo, que pense na educação e na qualidade de vida da população. Precisamos de uma pessoa que pense na formação de novos talentos e pense, também, no cidadão em si. Precisamos de uma porta-voz que seja de nossa confiança, que seja criativa, que seja ética, que seja Paula.

É difícil, para quem sempre pôde mostrar suas mágicas, ficar de mãos atadas. O trabalho dentro da política é osso duro de roer. Paula já conseguiu seu espaço, está precisando que a deixem trabalhar, que a deixem fazer dribles e passes, que a deixem mostrar o caminho da cesta.

Paula, não desanime.

Você chegou onde muita gente, oportunista (diga-se de passagem) queria estar. Mas você chegou lá, por méritos próprios. Seu grito pode ainda ser pequeno, mas não é único.

Você nunca deixou que interesses pessoais prevalecessem em cima dos interesses da melhoria do esporte.

Grite por nós. Nós fazemos coro junto com você.

Não se cale.

Não permita que te calem.

É de você que nós precisamos. O caminho certo é você.

Torneio começa com promessa de recuperação da qualidade
Marta Teixeira


Luiz Bittar/Gazeta PressRepresentantes das equipes se reuniram em São Paulo para a apresentação do torneio
São Paulo (SP) - A 6ª edição do Campeonato Nacional Feminino de Basquete começa neste domingo com quatro jogos e a promessa de resgatar bons momentos da categoria nas quadras. Para os envolvidos no torneio, as disputas deste ano têm tudo para ser mais acirradas. O motivo é a presença de atletas que atuavam no exterior.
O retorno mais decisivo é, sem dúvida, o da ala/Janeth que vai defender o Unimed/Ourinhos/Pão de Açúcar. Depois de muito mistério, ela participou nesta quinta-feira da apresentação oficial do torneio, em São Paulo, com a blusa da equipe. 'Estou muito feliz em disputar mais um Nacional e por voltar ao Ourinhos. No ano que fui para lá fomos campeões paulistas (2002)', diz a jogadora, planejando conquistar um título inédito para a equipe.

Ao contrário do que aconteceu na temporada passada, quando disputou apenas das semifinais em diante, Janeth vai participar do torneio desde o início. Mas ela não é a única que trocou as competições internacionais pelo basquete brasileiro.

Ourinhos também vai contar com a pivô Érika, outra que ficou fora da primeira fase da temporada nacional passada por não estar no país. Contar com reforços que atuavam no exterior não é privilégio da equipe paulista. O Sírio/Black & Decker/Uberaba, contratou três atletas nesta situação.

Entrando em nova fase sob o comando do técnico Edson Ferretto, a equipe contará com a ala/pivô Maristela, a ala Cíntia Luz e a ala/pivô Patrícia, que estavam na Espanha. O Unimed/Americana, apontado ao lado de Ourinhos como um dos favoritos na competição, também tem sua egressa do exterior, a armadora Jacqueline, que estava na França. O catarinense Lages/Consórcio Battistella espera a chegada da ala Patrícia Mara, que estava jogando em Moçambique, e que deve se apresentar no próximo mês.

Duas vezes campeão nacional, o técnico Antônio Carlos Vendramini, do Ourinhos, acredita que tudo isso pode aumentar a competitividade no torneio, que sofreu uma queda no ano passado. 'O quinto (Nacional) caiu em relação aos outros quatro com a saída das jogadoras e por causa da situação financeira'. Comparando com o Paulista, principal torneio estadual do país, Vendramini já nota uma evolução. 'As equipes se reforçaram em relação ao Paulista e vão ter um nível técnico superior', acredita.

Na opinião do técnico da seleção brasileira, Antonio Carlos Barbosa, a saída das atletas é reflexo de uma situação circunstancial: a crise financeira. 'Se o dólar cair, volta a ser como antes', diz, referindo-se à situação da primeira edição do torneio. 'Foi o melhor Nacional de todos com estrangeiras como Elena (Tornikidou), Vendrana e Vicky Bullet e todas as jogadoras da seleção'. Apesar do panorama atual ser hoje, Barbosa também espera uma competição de nível a partir deste final de semana.

O primeiro teste para estas expectativas será domingo, às 11 horas, quando Americana recebe Uberaba, no ginásio do Centro Cívico, abrindo a competição. Às 15h30, Ourinhos enfrenta o São Caetano, no ginásio Monstrinho. Os dois jogos serão transmitidos ao vivo pela Sportv.

A primeira rodada tem ainda outros dois jogos programados. Santo André e Databasket/São Bernardo, em Santo André, e Lages e São Paulo/Guaru, em Lages, ambos às 15 horas. O Nacional será disputado em turno e returno pelas oito equipes. Os dois primeiros colocados na fase inicial têm vaga assegurada nas semifinais e os outros dois classificados sairão das quartas-de-final, em sistema melhor-de-três.


Janeth vai para Ourinhos e abre mão da WNBA
Marta Teixeira

Luiz Bittar/GP
A ala pretende jogar Nacional e Paulista e faz planos com a seleção até 2006 e
São Paulo (SP) - Os planos da ala Janeth Arcain estão traçados na seleção até o Mundial de 2006. Nesta quinta-feira, ela apresentou-se oficialmente como reforço do Unimed/Ourinhos/Pão de Açúcar para o 6º Campeonato Nacional Feminino de Basquete e afirmou que pretende continuar no país também durante o Campeonato Paulista de 2004. Para isso, a ala abriria mão de participar de mais uma temporada da WNBA, nos Estados Unidos.
Se disputará as duas competições nacionais pela mesma equipe, Janeth ainda não sabe. 'Este contrato (com Ourinhos) é só para o Nacional, mas estou pensando em ficar também no Paulista. Se vai ser no Ourinhos ou não vai depender', admite a jogadora.

Nos Estados Unidos, Janeth obteve algumas conquistas impressionantes para uma jogadora estrangeira. Ela disputa o torneio desde a sua criação, há seis temporadas. Defendendo sempre o Houston Comets, a brasileira foi tetracampeã da liga e é a única jogadora da equipe que atuou em todos os jogos da franquia.

O reconhecimento da ala extrapola o ambiente do Houston, tanto que na temporada de 2001 a liga produziu e distribuiu um boneco com a imagem da jogadora. Vale a pena abrir mão de tudo isso para jogar no país? 'Estou abrindo mão de um campeonato que disputo todo ano, mas tudo vale a pena sendo pela seleção', garante Janeth. A motivação principal da atleta é a disputa dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004 para a qual o Brasil garantiu sua vaga com a conquista do título no Pré-olímpico do México.

A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) pretende manter o programa de repatriamento criado este ano para garantir que mais atletas optem por retornar ao país o quanto antes para reforçar a seleção. 'Com os recursos da lei Agnelo Piva, mais o nosso patrocínio vamos providenciar a ajuda de custo pelos três meses', garante o presidente Gerasime Grego Bozikis.

Em 2003, a ajuda de custo permitiu que atletas como Adrianinha e Cíntia Tuiú antecipassem seu retorno ao país. No ano que vem, as expectativas do dirigente são ainda maiores. 'Elas sabem que jogar uma Olimpíada é muito importante', diz.

A importância do torneio olímpico levou a própria WNBA a mudar seu calendário, interrompendo as disputas durante o mês de agosto para que suas atletas possam servir às seleções de seu país. Mas para o técnico Antonio Carlos Barbosa, apenas esse mês de dispensa não é suficiente. 'Para nós a parada da WNBA não resolve. Toas as vezes que tivemos um bom treinamento fizemos boas campanhas', explica.

Na Grécia, o objetivo nacional é o pódio e, mais ainda, a inédita medalha de ouro - o Brasil foi prata e ouro, respectivamente, nas duas últimas edições do torneio. Com o respaldo da Eletrobrás, patrocinadora da equipe desde o início deste semestre, Janeth acredita que o grupo poderá fazer uma boa preparação com treinos e amistosos adequados.


Uberaba e Lages querem mudar a geografia da modalidade

Marta Teixeira

Luiz Bittar/GP

Ferretto começa novo trabalho em busca de tradição
São Paulo (SP) - São Paulo, ABC Paulista e Rio de Janeiro. Os eixos do basquete feminino nacional normalmente saíram pouco deste circuito ao longo do tempo, com exceção digna de nota para o Paraná Basquete, que chegou a ser campeão do país em 2000. Com o fechamento da frente carioca, que naufragou com o projeto vascaíno, o circuito ficou mais restrito. Mas já há quem trabalhe para expandir estas linhas. Sírio/Black & Decker/Uberaba e Lages/Consórcio Batistella disputam o torneio determinados a não fazer apenas figuração, mas principalmente criar um novo mercado.
O técnio Edson Ferretto, que assumiu o Uberaba nesta temporada quer fazer com o feminino, o mesmo que foi feito com o masculino em Uberlândia. 'Queremos resgatar o orgulho do basquete uberabense', afirma o treinador. 'Pelo bem não só meu, mas das jogadoras e do próprio basquete'.

Em Minas, ele quer repetir o sucesso do projeto que foi implantado em Ourinhos (SP), hoje um dos principais núcleos femininos de basquete do Brasil. Como treinador desde 1977, Ferretto se orgulha de nunca ter ficado um ano parado e de estar sempre envolvido em projetos de implantação da modalidade. Mais do que missão, ele classifica a situação como uma atividade para satisfação pessoal. 'Faço porque gosto, me dá prazer. Missão é quando você tem de dar muito, mas eu também ganho bastante', afirma.

Não é apenas Minas Gerais que deseja entrar de vez no cenário da modalidade. Em seu segundo ano de Nacional, Lages está disposto a conquistar mais espaço a cada temporada. 'Estamos iniciando uma tradição. Nossa equipe foi montada para o regional do ano passado', lembra o diretor e presidente da equipe Alexandre Vieira. O time chegou ao Nacional de 2002 depois da desistência de Florianópolis. 'Este ano não, conquistamos o bicampeonato catarinense e garantimos a vaga também para o próximo ano'.

Segundo ele, o trabalho já começa a dar resultados e a equipe tem conseguido atrair uma média de mil a 1.200 torcedores em seus jogos. 'A cidade já está aderindo e hoje existe um respeito. No início, tínhamos dificuldade até para contratar jogadoras', lembra Vieira.

Mais uma vez, o masculino serve de motivação para o projeto. 'Lages tinha 84 títulos estaduais no masculino e nenhum no feminino. Resolvemos que era hora de embelezar o basquete catarinense. No começo, torciam o nariz para nosso trabalho agora não'.

Neste domingo, as duas equipes fazem sua estréia no Nacional de 2003. Na abertura da rodada, Uberaba enfrenta o Unimed/Americana, às 11 horas, no ginásio Centro Cívico, em Americana (SP). Lages recebe o São Paulo/Guaru, às 15 horas.


Lages apresenta equipe com modelo e quer 12 horas de viagem

Marta Teixeira
Luiz Bittar/Gazeta Press
A modelo Juliana foi representar o time de Lages e diz que voltar às quadras
São Paulo (SP) - Quando a cidade de Lages pensou em embelezar o basquete catarinense, criando uma equipe feminina não se imaginava chegar a tanto. Nesta quinta-feira, na apresentação do Campeonato Nacional Feminino de Basquete, o time do Lages/Consórcio Battistella encontrou uma alternativa inovadora para representar a equipe, que não pôde comparecer.
A modelo Juliana Paggioli vestiu o uniforme da agremiação, simbolizando as jogadoras, que permaneceram em Santa Catarina treinando. Segundo o diretor-presidente do clube, Alexandre Vieira, a opção pela substituição foi para evitar que o time se desgastasse muito com a viagem. 'Teríamos de ir de Lages para Florianópolis e de Florianópolis para cá. São cinco horas de viagem', diz preocupado com a preparação do grupo.

Mesmo sem ser da equipe, Juliana afirma que também não é ignorante no esporte. 'Joguei de pivô no colégio dos 14 aos 15 anos', afirma e diz que a oportunidade reacendeu o antigo interesse. 'Estou pensando até em voltar a jogar'.

Se Juliana vai ou não voltar às quadras é uma história, outra é que a distância para disputar os jogos em São Paulo já levou a diretoria a estudar alternativas. 'Estamos negociando com a Confederação para as meninas virem de ônibus', explica Vieira. A viagem deste jeito levaria 12 horas, mas ele garante que é mais negócio. 'Viríamos para jogar e ficaríamos em hotel (para descansar)'.

Lages terá que fazer quatro jogos na Grande São Paulo durante o Nacional. Nos confrontos contra Santo André, Databasket/São Bernardo, São Paulo/Guaru e Santa Maria/São Caetano.

Fonte: Gazeta Esportiva
CBB APRESENTA NACIONAL FEMININO 2003 COM OITO EQUIPES

Com a presença de atletas, técnicos, dirigentes e patrocinadores, a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) apresentou nesta quinta-feira, em São Paulo, o 6º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2003). A competição começa Domingo (dia 26) com a presença de oito equipes e será disputada durante três meses em turno, returno, quartas-de-final, semifinal e final. Na primeira rodada jogam Unimed/Americana (SP) x Uberaba/Black&Decker (MG), às 11 horas, com transmissão ao vivo do SPORTV; Santo André (SP) x Databasket/São Bernardo (SP), às 15 horas, Lages/Consórcio Battistella (SC) x São Paulo/Guaru (SP), às 15 horas; e Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP) x São Caetano (SP), às 15:30 horas, também com transmissão ao vivo do SPORTV. As estatísticas de todos os jogos poderão ser acompanhadas ao vivo no site da CBB (www.cbb.com.br).

— Temos um elenco muito bom e estou bastante ansiosa para estrear no Nacional pelo Ourinhos. O fato de eu já ter jogado com algumas meninas facilitou o meu entrosamento com a equipe. O time vem treinando forte há algum tempo e estamos preparadas para começar bem e desempenhar um bom papel no decorrer da competição. (Érika, pivô do Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos).

— O nosso time é bem competitivo e a tendência é ficarmos mais fortes quando ganharmos o reforço de mais uma pivô. O objetivo é buscar o título nacional e para isso estamos treinando em um ritmo bastante forte para estarmos em condições de fazer boas partidas e promover um belo espetáculo para o público. (Micaela, ala do Unimed/Americana)

— Estou muito contente por voltar ao meu país depois de uma ótima temporada na Espanha. Estamos treinando há dois meses com o objetivo inicial de ficar entre os quatro primeiros. É uma equipe jovem e determinada que está muito disposta a fazer uma ótima campanha nessa temporada. (Cíntia Luz, ala do Blacker&Decker/Uberaba)

— A expectativa é sempre grande para disputar uma competição nacional. A nossa primeira meta é chegar aos playoffs e eu espero poder ajudar a equipe com a minha experiência, já que é um grupo bastante jovem e cheio de disposição para mostrar seu talento. (Simone Pontello, pivô do São Paulo/Guaru)

— O time está com algumas atletas contundidas, eu mesma estou sentindo dores no joelho e não participo da primeira partida, mas a gente espera superar esse problema e fazer uma boa apresentação no Campeonato. As equipes estão equilibradas, todas contam com boas atletas, e acho que vamos ter um ótimo Nacional. (Vivian, armadora do Santo André)

— Sempre faço questão de participar do Nacional pelo alto nível técnico da competição. Fui cestinha em quatro edições do Campeonato e pretendo manter essa marca por mais um ano. Acredito que vamos ter jogos muito disputados, as equipes que estão participando contam com atletas experientes e mesmos as mais novas já demonstraram seu potencial. Espero ajudar o meu time a conquistar esse título inédito. (Janeth, ala do Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos)

— Teremos um Campeonato com a participação de oito equipes, que é um número razoável no momento devido às dificuldades econômicas do país. Metade das jogadoras que conquistaram a vaga olímpica está no país e quase todas atletas da seleção Sub-21, vice-campeã mundial, o que mostra que teremos uma competição de alto nível técnico. Além disso, o Nacional abre espaço para o surgimento de novas estrelas no basquete feminino. Uma grande seleção brasileira é o resultado de uma grande competição nacional — declarou o presidente da CBB, Gerasime Grego Bozikis.

De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase, as oito equipes jogam entre si em turno e returno. As duas primeiras colocadas se classificam automaticamente para a semifinal. As outras duas vagas para a semifinal serão definidas após os confrontos das quartas-de-final (melhor de três jogos): 3º x 6º e 4º x 5º. Os vencedores da semifinal disputam o título. Os playoffs da semifinal e da final serão jogados em melhor de cinco partidas, com vantagem para as equipes melhores colocadas na fase de classificação que terão o mando de quadra no segundo, terceiro e quinto jogos.
Euroliga - Brasileiras iniciam temporada com vitórias

O italiano Chietti estreou com vitória contra o eslovaco Ruzomberok. As brasileiras Kelly e Zaine jogaram 27 minutos. Zaine fez 11 pontos e pegou 4 rebotes. Kelly: 4 pontos e 3 rebotes.

O tcheco Brno bateu o forte Valencia da Espanha. Cíntia Tuiú jogou 13 minutos, fez 4 pontos e pegou 4 rebotes.

Eurocopa - 1 vitória e 1 derrota

O Venezia bateu o Loko, por 72 a 64. Alessandra jogou 27 minutos, fez 11 pontos e pegou 9 rebotes. Flávia (a Prado, ex-Jundiaí) fez 2 pontos e pegou 4 rebotes, em 13 minutos.

Na disputa dos franceses, o Tarbes bateu o Mondeville por 68 a 64, apesar de Mamá ter feito 7 pontos, roubado 7 bolas e pego 3 rebotes em 21 minutos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2003

CBB LANÇA CAMPEONATO NACIONAL FEMININO 2003 EM SÃO PAULO

Rio de Janeiro – A Confederação Brasileira de Basketball (CBB) apresenta nesta quinta-feira, às 12 horas, o 6º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2003). O evento será na churrascaria Grill Hall (rua Pedro de Toledo, 1.361 – Vila Clementiba), em São Paulo, com a presença de dirigentes, técnicos e atletas das oito equipes. O Nacional Feminino 2003 começa domingo (dia 26) com quatro partidas: Unimed/Americana (SP) x Uberaba/Black&Decker (MG), em Americana (11h), com transmissão ao vivo do SPORTV; Santo André (SP) x Databasket/São Bernardo (SP), em Santo André (15h); Lages/Consórcio Battistella (SC) x São Paulo/Guaru (SP), em Lages (15h); e Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos (SP) x São Caetano (SP), em Ourinhos (15:30h), também com transmissão ao vivo do SPORTV. As estatísticas de todos os jogos poderão ser acompanhadas ao vivo no site da CBB (www.cbb.com.br).

De acordo com o regulamento da competição, na primeira fase, as oito equipes jogam entre si em turno e returno. As duas primeiras colocadas se classificam automaticamente para a semifinal. As outras duas vagas para a semifinal serão definidas após os confrontos das quartas-de-final (melhor de três jogos): 3º x 6º e 4º x 5º. Os vencedores da semifinal disputam o título. Os playoffs da semifinal e da final serão jogados em melhor de cinco partidas, com vantagem para as equipes melhores colocadas na fase de classificação que terão o mando de quadra no segundo, terceiro e quinto jogos.

terça-feira, 21 de outubro de 2003

Ingresso para estréia da Unimed será 1 kg de alimento

A Unimed estréia no 6º Campeonato Nacional de Basquete Feminino contra o Sírio/Black & Decker, de Uberaba-MG, em jogo programado para domingo, dia 26, às 11 horas, no ginásio do Centro Cívico, em Americana. O diretor Armando Fornari informou que o ingresso para a partida será 1 quilo de alimento não parecível (menos sal). Toda arrecadação será encaminhada a entidades assistenciais da cidade. "Por ser o primeiro jogo da Unimed em Americana, optamos por essa iniciativa. Além de dar a oportunidade à torcida ver nossa nova equipe, também promovemos uma ação social bastante importante", justificou Fornari.
Depois da conquista do título dos Jogos Abertos do Interior, semana passada, em Santos, as jogadoras da Unimed ganharam quatro dias de folga e a reapresentação acontece nesta terça-feira (21), às 9h30, no Centro Cívico, quando o técnico Paulo Bassul iniciará a preparação à estréia no Campeonato Nacional.
A solenidade de lançamento do 6º Campeonato Nacional de Basquete Feminino será quinta-feira (23), às 12 horas, na Churrascaria Grill Hall, na Vila Clementina, em São Paulo. A Unimed será representada no evento pelo presidente da cooperativa médica, Luís Antonio Adamson, pelo diretor Armando Fornari, pelo técnico Paulo Bassul e por quatro jogadoras.

Juca Kfouri fala sobre Paula

Trecho da coluna de Juca Kfouri, hoje no Lance!

Papo com o Juca

JUCA KFOURI
juca@lancenet.com.br

E Paula , que pena, vai para casa

Paula, a séria


A praticamente certa saída de Paula da secretaria de esportes de alto rendimento do Ministério do Esporte é um desfalque grave na equipe do ministro Agnelo Queiroz.

E um sinal de que as coisas caminham mais para atender aos interesses do COB do que aos do país. Entra governo, sai governo, e o grande beneficiário das verbas públicas continua a ser a entidade, em vez de ser o povo brasileiro.

E os hábitos não mudam. Paula, crítica histórica dos métodos do COB, ficou incomodada com as velhas práticas. Até a conta de seu hotel em Santo Domingo, nos Jogos Pan-Americanos, ela não pôde pagar, pois quando foi fazê-lo soube que Carlos Arthur Nuzman já havia pago. "Gentilezas" que não cabem no relacionamento entre cartolas e servidores públicos com brio.

Quanto antes o ministro abrir os olhos para o fato de que a realidade dos nossos esportes olímpicos é muito parecida com a do futebol (com cartolas que se eternizam e se aproveitam das benesses, embora o dinheiro seja menor, mas público) melhor será para quem pode, enfim, marcar um novo estilo de fazer política esportiva no Brasil.

Perder Paula é mais do que perder uma auxiliar séria e competente. É sinal de que as coisas vão mal.


Fonte: Lancenet

segunda-feira, 20 de outubro de 2003

Segunda Divisão - Espanha

Todas as brasileiras perderam seus jogos na primeira rodada, mas todas foram destaques em seus respectivos times.

Ferrol 59 X 80 Isabel

Roseli - 21 pontos, 9 rebotes e 6 roubadas, em 36 minutos

Oviedo 65 X 61 Ourense

Flávia - 26 pontos, 9 rebotes, 32 minutos

Guadalajara 64 X 87 Ponce

Veneza - 10 pontos, 6 assistências, 40 minutos

Tenerife 82 X 83 Canoe

Tayara - 31 pontos, 5 rebotes e 2 assistências, em 39 minutos
COMISSÃO TÉCNICA DA SELEÇÃO FEMININA AVALIA 2003 E PLANEJA 2004/2006




Rio de Janeiro – Durante três horas, a comissão técnica da seleção brasileira adulta feminina de basquete esteve reunida com a diretoria da CBB, na sede da entidade, no Rio, para analisar os resultados e as competições da temporada 2003 e elaborar o planejamento para o período 2004/2005/2006. Este ano, o basquete feminino foi campeão pela 19ª vez do Sul-Americano; ganhou a medalha de bronze nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo; foi vice-campeão do Mundial Sub-21 da Croácia; conquistou o título invicto do Pré-Olímpico do México e garantiu a única vaga das Américas para as Olimpíadas de Atenas, em 2004. O técnico Antonio Carlos Barbosa, no comando da seleção principal desde janeiro de 1997, acredita que a seleção brasileira tem todas as condições de trazer a terceira medalha olímpica para o basquete feminino em quatro participações (sétimo em Barcelona/1992, medalha de prata em Atlanta/1996, medalha de bronze em Sydney/2000 e Atenas/2004).

TEMPORADA 2003
— Foi um ano extremamente positivo e vitorioso. O Sul-Americano foi o início da preparação onde confirmamos o nosso favoritismo, mesmo com uma equipe jovem. No Pan-Americano, tínhamos condições de ter um resultado melhor do que a medalha de bronze, mesmo sem contar com cinco jogadoras (Janeth, Helen, Iziane, Erika e Leila). O Pré-Olímpico foi uma competição dura e a conquista do título inédito foi um prêmio para o esforço e a dedicação das atletas e da comissão técnica. Éramos os favoritos mas Canadá e Cuba foram adversários fortes e que exigiram muito empenho da nossa equipe para conseguir a vitória.

TEMPORADA 2004
— Ano que vem teremos três seleções: a olímpica, a de novos e a juvenil. A olímpica será convocada em maio e depois realizará os exames médicos e físicos. Nos meses de junho e julho treinaremos e disputaremos dois torneios no Brasil, inclusive com a presença de uma seleção européia e uma asiática. No início de agosto vamos para Atenas, já na fase final de preparação, e participaremos do torneio Diamond Ball com as seleções da Rússia (campeã européia), Austrália (campeã da Oceânia), Grécia (país sede), o campeão asiático e o campeão africano. A seleção de novos será formada pelas atletas vice-campeãs mundiais Sub-21 e mais as jogadoras que não ficarem na seleção olímpica. E a seleção juvenil irá disputar o Sul-Americano que classifica para a Copa América que é seletiva para o Mundial de 2005.

CHANCES DE MEDALHA EM ATENAS
— Será um grande desafio para o basquete feminino do Brasil. Estaremos defendendo as medalhas de bronze de Sydney (2000) e a de prata de Atlanta (1996). Com a equipe completa e treinando junta durante os dois meses de preparação vamos para disputar a medalha de ouro. Os Jogos Olímpicos reúnem as 12 melhores seleções do mundo. Pela tradição e os últimos resultados internacionais, os principais adversários serão os Estados Unidos (atual campeão olímpico e mundial), Rússia (campeã européia e vice-campeã mundial) e Austrália (medalha de bronze em Sydney e no Mundial 2002).

Espanha - Primeira Divisão

Salamanca 81 X 60 Celta

Iziane - 16 pontos e 5 rebotes, em 36 minutos

O Mendibil de Maria Helena pegou outro favorito e de novo perdeu: 56 a 83 contra o Valência.
Estrelas na Segunda Divisão

Começou nesse fim de semana, a Segunda Divisão da Liga Feminina Espanhola. Num texto de apresentação, a brasileira Roseli é tratada como uma das estrelas do torneio:

ROSELI O CARMO (Ferrol)

La ala-pívot brasileña llegó a la LF2 en febrero con una medalla de oro mundialista en su currículum. En el Don Frío firmó 13 puntos, 7'1 rebotes y 3 robos en los 12 partidos que disputó en Cáceres. Será una de las nuevas dominadoras de la LF2.


Ao lado de Roseli, outro nome citado é o da norte-americana Cathy Bosuel, medalha de ouro nas Olimpiadas de 84, e com uma longa carreira no Brasil. Cathy completa 41 anos no próximo mês e -dizem- continua em bela forma.

Santa Catarina

Lages confimou seu favoritismo ganhando o campeonato
catarinense, apesar disso não foi fácil o título,
Lages/Consórcio Battistella apos uma bela apresentaçao no
primeiro jogo em Blumenau o qual venceu por 84 X 53. No
segundo jogo a história foi diferente a equipe nao
encaixou e saiu perdendo por 17 pontos, porem no final do
segundo quarto a equipe entrou determinada a tirar a
diferença e fechou 39 X 42, essa diferença continuou, e
Lages ficou com 16 pontos de vantagem, ao final do quarto
periodo Lages/Consórcio Battistella esqueceu de jogar e
permitiu que o jogo fosse para a prorrogação 72 X 72, na
prorrogaçao o time voltou a jogar mal e perdeu por 86 X
81, fazendo ocorrer o terceiro jogo.
No terceiro jogo Lages/Consóricio Battistella manteve-se
a frente no placar o jogo inteiro porem nao deixou de ter
emoçao Lages sagrou-se bi-campeao pelo placar de 75 X 71.
Nos dois jogos em Lages compareceu ao ginásio Ivo
Silveira 1000 pessoas. Lages/Consórcio Battistella é a
primeira equipe a garantir a vaga para o Campeonato
Brasileiro 2004.


domingo, 19 de outubro de 2003

Itália

Começou o Campeonato Italiano.

Resultados:

I Rodada

Faenza 65 X 72 Comense

Adrianinha - 13 pontos, 33 minutos
Graziane - 4 pontos, 3 rebotes, 19 minutos

Chietti 55 X 76 Napoli

Zaine - 6 pontos, 33 minutos
Kelly - 4 pontos, 2 rebotes, 10 minutos

Taranto 56 X 60 Venezia



Alessandra - 28 minutos, 8 pontos, 2 rebotes
Flávia Prado não jogou.

II Rodada

Reggio 72 X 77 Faenza

Adrianinha - 12 pontos
Graziane - 12 pontos

Venezia 73 X 56 Caserta

Alessandra - 1 ponto, 1 rebote, 20 minutos

Spezia 62 X 57 Chietti

Kelly - 14 pontos, 6 rebotes, 39 minutos
Zaine - 5 pontos, 3 rebotes, 28 minutos
Samara é Campeão Mundial

O russo Samara surpreendeu e ficou com o título do I Mundial Interclubes ao bater a seleção da WNBA por 72 a 68.

A cestinha do time campeão foi Maria Stepanova, com 17 pontos e 16 rebotes. Stepanova, ao que tudo indica, está voltando em belíssima forma após a pausa para ter seu herdeiro. Ela foi seguida por Mwadi Mabika, com 16 pontos e 6 assistências.

O terceiro lugar ficou com o Ekaterimburg, que bateu o Valencienes por 70 a 64, com 18 pontos de Natalie Willians.

Na disputa do quinto posto, o Canberra bateu o Wooribank por 74 a 63, com 46 (!!!!) pontos e 17(???) rebotes de Lauren Jackson.

Na sétima posição, deu São Paulo/Guaru, que bateu o Mambas, por 90 a 72, com 29 pontos, 9 rebotes e 6 assistências de Janeth, 18 pontos de Tiffani Johnson, 17 pontos e 12 rebotes de Kátia Denise e 13 pontos de Palmira.

Sobre a participação brasileira, mais algumas palavras. Foi um fiasco. Uma única vitória contra um adversário totalmente inexpressivo. Mas não dava pra esperar muito. O São Paulo/Guaru, atual campeão nacional, segue com seu time desmantelado. Deveria ter investido um pouco mais para um torneio tão expressivo. Todos sabem que as americanas estavam pedindo rios de dinheiro para disputar o torneio. O São Paulo podia ter se planejado melhor e contratado estrangeiras (não necessariamente americanas) para compor seu desfalcado elenco nesse ano. Todos sabem também que o São Paulo tentou a liberação de atletas brasileiras de seus clubes (nacionais ou não) para o torneio e fracassou. Dos clubes internacionais, não posso dizer muita coisa. Dos nacionais, tem gente que cobra a solidariedade. Que deveriam se compadecer da situação tricolor e emprestar suas atletas para representar o Brasil num torneio importante. Certo, certíssimo. Mas também não é certo o clube perder seus destaques na hora da disputa dos Jogos Abertos, um dos aguardados momentos do nosso parco calendário nacional...

Agora não dá para ficar lamentando.

Passou.

Do lado Polyana da vida, há que se destacar a boa performance da lateral Palmira, ainda jovem e com atuações convincentes num torneio internacional, bem como da pivô Kátia Denise, que superou a insonsa Tiffani no garrafão; embora muito provavelmente ganhe um terço do salário pago a americana.

Bem, águas passadas...

Essas duas atletas devem tentar segurar o time no Nacional; muito provavelmente, sem Janeth.

sábado, 18 de outubro de 2003

Notícias do Vasco

A equipe de basquete feminino adulto do Vasco venceu o Universo, esta noite, em São Januário, pelo placar de 65 x 59 conquistando, de forma invicta, o segundo turno do Campeonato Estadual de 2003.

A cestinha da partida foi a vascaína Fernanda que assinalou 26 pontos. O Vasco conquistou os dois turnos de forma invicta e agora jogará os playoffs com a 4ª equipe colocada, Belford Roxo, em data ainda a ser definida.

Jogaram pelo Vasco as seguintes atletas: Silvinha (03 pts), Thaís (10 pts), Fernanda (26 pts), Rafaela (04 pts), Mônica (01 pt), Adriana (09 pts), Alice (05 pts), Suellen (01 pt) e Kelly (06 pts).

O treinador Miguel Palmier, ao final da partida, deu a seguinte entrevista ao Site Oficial:

P – O Vasco conquista mais um turno de forma brilhante, estando invicto, como foi essa partida de hoje?

Miguel Palmier – Nós acabamos nos complicando um pouco, fizemos um excelente primeiro quarto, um bom segundo quarto, abrimos uma vantagem de 15 pontos e caímos muito no terceiro quarto e demos a oportunidade do empate. No último quarto prevaleceu, principalmente, o lado físico e tivemos força para fechar bem o jogo.

P – Essa oscilação que ocorreu no jogo pode ter sido em função da experiência das jogadoras?

Miguel Palmier – Sem dúvida nenhuma, a equipe da Universo tem muito mais experiência do que a nossa que tem a base no juvenil e infanto, com apenas duas jogadoras mais experientes e isso contou muito. Isso pôde ser observado justamente quando colocamos a vantagem e nos acomodamos dando a oportunidade da reação que elas souberam aproveitar o que acabou valorizando nossa vitória.

P – E quais as perspectivas agora para os playoffs finais?

Miguel Palmier – Eu acredito que agora não teremos dificuldades em passar pelo 4º colocado uma vez que jogamos duas vezes e ganhamos com certa facilidade. Espero ter essa mesma facilidade e enfrentar novamente a Universo na final.

Comissão Técnica:

Miguel Palmier - Técnico
Antônio Carlos F.Magalhães - Auxiliar
Harrison F.M.Rodrigues - Prep.Físico
Aline de Castro - Fisioterapeuta
Thiago de Cunha Alves - Mordomo

Paulo de Carvalho - Supervisor
Diretor - Luiz Cândido Ferreira
Vice-Presidente - Fernando Lima


Fonte:
Site do Vasco
Parcial I - Enquete

Conquistada a vaga para as Olímpiadas, resta a pergunta: É a hora de Antônio Carlos Barbosa deixar a seleção feminina?

Sim 88,46% (23 votos)
Não 11,54% (3 votos)


Vote aqui!