quinta-feira, 18 de agosto de 2016

E as olimpíadas continuam...

Team Spain




Confesso que a pífia (pra ser bem educado) participação da seleção feminina me causou um pouco de ressaca em relação ao basquete feminino na Rio 2016.

A competição seguiu e apresentou boas surpresas.

A toda poderosa Austrália acabou surpreendida seleção sérvia e foi eliminada ainda nas quartas de final por 73 x 71, apesar do domínio da gigante Elizabeth Cambage (29 pontos e 11 rebotes). Ana Dabovic foi a cestinha sérvia com 24 pontos.

Outro jogo de tirar o fôlego foi entre Turquia e Espanha. As espanholas confirmaram o favoritismo e venceram as turcas por 64 a 62, com uma bola da armadora Ana Cruz no estouro do cronômetro.

As japonesas bem que tentaram, mas não foram páreas para as americanas, que venceram por 110 a 64.

Por fim, as francesas e canadenses fizeram outro confronto equilibrado, com vitória francesa por 68 a 63.

Hoje, pelas semifinais, a Espanha venceu a Sérvia por 68 a 54 e fará a final olímpica com o vencedor de EUA e França (alguém duvida quem será o vencedor?).

Após o vice campeonato mundial em 2014, a Espanha se firma definitivamente como uma das forças do basquete feminino (alguns degraus abaixo dos EUA, como todas as outras, claro).

E não há segredo para o sucesso do basquete espanhol: um sólido trabalho de base que apresenta um excelente resultado nos últimos dez anos (vários pódios nos mundiais de base de uns anos pra cá), aliados a um esquema de naturalização de atletas de ponta (Sancho Lyttle e agora a também ótima-porém-pouco-experiente Astou Ndour).


Enquanto isso, assistimos na Rio 2016 a morte do basquete feminino brasileiro.

Tive a (infeliz) oportunidade de assistir no ginásio os jogos da seleção feminina contra o Japão e Bielorrússia e acompanhei os outros jogos pela TV.

Espero que os defensores da volta das veteranas estejam satisfeito com o desempenho delas, pois eu sinceramente não fiquei.

Iziane até tentou, mas realmente já não é a mesma jogadora de antes. Com arremessos ruins, restava a ela apenas a tentativa de infiltração e buscar as faltas (isso quando seu físico permitia).

Érika é a personificação do "fala muito e joga pouco" dito em uma entrevista. Errava bolas fáceis no ataque e não defendia NINGUÉM (Tokashiki, Leuchanka e cia agradecem).

Adrianinha estava nitidamente fora da capacidade física e não desempenhou o papel esperado de uma armadora com a experiência dela. Espero que desta vez a aposentadoria seja pra valer e que outras armadoras assumam a posição (Tainá, Débora, Tássia, Lays, Izabella estou torcendo por vocês).

Kelly e Palmira não merecem uma linha sequer sobre a participação delas na Rio 2016. Simplesmente lamentável o estado físico e técnico das duas. A idade não pode ser justificativa para tamanho desleixo para quem se diz atleta de alto nível. A ótima pivô turca Nevriye Yilmaz de 36 anos é um ótimo exemplo de bom estado físico e técnico.

Joice esbanja garra, vontade. Infelizmente, seus frágeis fundamentos não acompanha à ótima visão de quadra e a impetuosidade que tem desde as categorias de base.

Nádia acabou pouco aproveitada, tendo em vista a indecisão de Barbosa entre ela e Kelly. Não pudemos avaliar se toda aquela evolução apresentada no basquete doméstico e das Américas se confirmaria em um torneio de grande porte. Quem sabe na próxima.

Ramona e Tainá tiveram pouco tempo de quadra devido a um pensamento jurássico do nosso "querido" técnico. Não há comentários a serem tecidos sobre elas, a não ser a uma sorridente Tainá após a derrota para a Bielorrússia. Ninguém se importa mesmo, por que ela deveria se importar, não é mesmo?

Tatiane, cortada por motivos de doença, foi um episódio triste para uma jogadora perseguida pelas lesões. Desejo a ela uma pronta recuperação e uma boa LBF.

Damiris e Clarissa foram os grandes destaques da seleção no Rio. 

Damiris me surpreendeu em sua atuação como ala, em seu melhor momento com a seleção. Que o improviso vire uma constante e que ela passe a atuar como ala em seus clubes. 

Clarissa, envolta à ainda viva polêmica do evento teste, mostrou garra e disposição, apesar da sua crônica falta de leitura de jogo. Espero que esta temporada na França (num basquete mais organizado) lhe dê uma melhor condição neste fundamento.

Em relação a comissão técnica, o resultado é extremamente negativo.

Barbosa dispensa comentários. Foi o Barbosa que conhecemos potencializado com uma arrogância sem fundamento (quais foram os títulos que ele ganhou mesmo? O bronze olimpico, a Copa América de 97 e...? Ah, claro, os Sul Americanos!)

Gostaria que o Vita explicasse o motivo das jogadoras chegarem à olimpíada cansadas. Foi falta ou excesso de treinos?

Eu ainda não sei ao certo o que Adriana Santos faz na seleção. Pra mim, ela foi apenas ao Rio pra fazer o juramento na abertura.

A CBB, maior culpada, passou vergonha na Rio 2016. O masculino também não passou de fase e os investimentos do COB e do Ministério do Esporte deverão minguar após essa ridícula participação em casa.

Difícil prever como será o próximo ciclo olímpico. Talvez devessemos aguardar as eleições na CBB, mas sem muito ânimo.

Independente de quem seja o técnico, é importante notar que não dá mais pra adiar a renovação. Nádia, Clarissa, Damiris, Ramona, Tatiane e Tainá devem seguir, somadas a jovens destaques que devem ser observadas desde já (Vitória, Maíra, Mônica, Luana, Letícia Viviane, Raphaela Monteiro, Sangalli, Lays, Nicoletti, Raphaela da Silva).

Ao contrário do que dizem, temos material humano que precisa ser melhor lapidado. Será que teremos uma confederação e um técnico dispostos a isso?

Oremos.

21 comentários:

Renato Siviero disse...

Concordo com inteiramente.

Anônimo disse...

O maior erro desse comissão técnica foi ter convocado as veteranas. Pois não deram conta do recado, perdemos todos os jogos e as meninas mais novas perderam a oportunidade de ganhar experiência numa Olimpíadas.

Anônimo disse...

CBB? Não espere nada de uma confederação das mais corruptas do esporte brasileiro

Anônimo disse...

Reflexão. .

Hoje, depois deter vistos os jogos, tenho o único pensamento visando o desenvolvimento e o futuro do basquete feminino era o ZANON
Mas suas entrevistas e conduta sempre falava e tinha coragem de levar as meninas que ele via um potencial futuro, falava em aumentar o número de jovens jogadoras a nível de seleção, falava que era a hora das jovens jogarem em seus clubes, levava jogadoras que não era utilizada no clube,agora vejo e percebo o que ele pensava..
Queria começar a criar uma nova safra, o que deixamos agora, as meninas mais insegura s e sem experiência e quase o fim da Modalidade. .

Onde estão os Oportunista, Dinossauros

OPORTUNISTA:: os clubes , os agentes.

DINOSSOUROS : JOGADORAS, TÉCNICOS que estao a 20anos sugando o basquete feminino,

Anônimo disse...

Boa pergunta para os babas ovos torcedores que pediram e apoiaram a volta das veteranas ,principalmente, Palmira e Adrianinha. Gostaram delas nessa olimpíada??? Ah sim , e também vocês que viviam postando no Facebook do jurássico Barbosa dizendo que ele é um grande técnico. Foi!!! Foi no passado bem distante.

Anônimo disse...

Esperando os defensores das múmias faraóticas epiléticas...

Anônimo disse...

Ainda esse papo de velhas ou novas? Muda o disco gente. Que bobagem. Seleção nacional é formada pelas melhores atletas em atividade, independente da idade. Nem a seleção do Barbosa, nem a seleção do Zanon obedeceu esse critério e pagou um alto preço por isso. Agora, a seleção do Zanon formada em sua maioria por atletas com menos de 25 anos era bem pior que essa. Era saco de pancadas, perdia feio, de lavada, perdia até de seleções fracas como Argentina, Cuba, Porto Rico e ninguém evoluiu nada com isso. Se pararmos para analisar friamente, tivemos a vitória nas mãos contra Austrália (12 pontos de vantagem), Belarus (18 pontos de vantagem), Turquia (18 pontos de vantagem) e França (vencemos até o final do segundo quarto). Num misto de burrice com arrogância, nosso técnico achou que daria para jogar uma Olimpíada com 7 atletas, colocando nossas principais atletas, a maioria com mais de 34 anos, para jogar 30, 40 minutos por jogo, enquanto os adversários descansavam mais tempo suas atletas. SEMPRE cansamos no segundo tempo e levamos a virada. SEMPRE. Esse foi o erro fatal, aliado aos poucos amistosos preparatórios. CBB e a comissão técnica tem 90% de responsabilidade neste resultado ruim, 10% é responsabilidade das atletas. Ontem na ESPN, a Magic Paula disse que estava vendo Servia x Espanha e ficou triste porque sentiu que o Brasil tinha equipe para estar ali disputando medalha, mas precisaria ter uma preparação planejada com mais carinho. Por isso é outra bobagem ficar crucificando as atletas. Adrianinha, Iziane, Erika, Palmira, Kelly, Karla, Chuca, Sil, Karen, Ega, Micaela e mais algumas atletas que alguns odeiam tanto, estão prestes a se aposentar. O basquete interno e a seleção brasileira vai piorar muito, mas muito mesmo e essas atletas que estão sendo cotadas com a salvação da lavoura (baseado em estatística do campeonato paulista mais fraco da história) serão as próximas a ser odiadas. Afinal de contas, haters gona hate. SEMPRE.

RODRIGO disse...

lindo o resumo da sua parte, mas estive em todos os jogos em todos O BARBOSA INSISTIU MUITO NO JOGO DA ERIKA E DA ADRIANINHA, CLARISSA TEM PROBLEMA NA CABEÇA, ELA QUEIMAVA A JOGADA INTEIRA A UNICA QUE SE SALVOU FOI A DAMIRIS QUE FICOU MUITO BEM NA POSIÇÃO 3, SANTA IGNORÂNCIA POR FAVOR FICA QUIETA SE NÃO SABE FALAR POR FAVOR OK....

Anônimo disse...

Depois do mundial de 2006 aqui no Brasil quando consegui uma quarta colocação, 10 anos depois presenciamos o fim de uma geração perdida e sem fundamentos técnicos.

Fico pensando como o basquete tem a voltar a crescer com uma CBB com dívidas e com corrupção, não tem como ver desenvolvimento, só amadorismo.

Anônimo disse...

2017 é ano de eleição na CBB. Não duvido nada que o próximo presidente seja o Grego. Aí já sabemos o que esperar, não é?

Anônimo disse...

Não acho que o mundo acabou, nem o basquete feminino brasileiro.

Temos uma boa seleção para ser trabalhada no próximo ciclo olímpico:

Armadoras: Joice, Tainá, Carla (Jundiaí), Lays
Alas: Patrícia, Tatiane, Ramona, Joice Coelho, Victória, Raphaella, Iza Sagalli, Iza Nicoletti, Damiris
Ala/pivô: Clarissa, Aline, Gabriela, Rafona, Licinara
Pivôs: Nádia, Monica, Maria Carolina, Bianca.

Só que tem que treinar muito e jogar muitos amistosos de alto nível, porque essas atletas que chegam da base, tem fundamentos piores a cada nova geração.

Na minha opinião seria muito importante também naturalizar uma ala pontuadora, poque é o nosso ponto fraco e essas atletas jovens vão demorar uns quatro anos para pegar experiência e confiança.

Anônimo disse...

Não sei o que acontece com a base no Brasil, para mim é um mistério, a gente vê meninas que começam super bem no sub-15, sub-16 e depois vai piorando com o passar do tempo, ao invés de evoluir. A Sangalli foi MVP de Copa América, depois o jogo dela sumiu, no Mundial sub-19, no time principal de Americana, com a seleção adulta em Copa América. Não rende nada mais. Vi a seleção da França ontem, Epoupa, Johannes e Ayayi, meninas de 21 anos dando canseira nos Estados Unidos, sem sentir o peso da camisa, sem sentir medo de jogar contra as melhores atletas do mundo. Fiquei apaixonado pela Johannes. Ela tirou as americanas para dançar várias vezes, fez 13 pontos. Fantástica. Acho que precisamos de mais intercâmbio mesmo e também de um bom trabalho psicológico. As meninas do Brasil tem a cabeça muito fraca.

Anônimo disse...

Epoupa participou do mundial 19 em 2013, agora titular em 2016, e gente achando que a Adrianinha era super importante pra seleção. Por favor

Anônimo disse...

Tão ruim quanto o basquete feminino brasileiro é toda sua estrutura é observar uma postagem (pseudo texto) de alguém que, sequer, tem coragem de se identificar.

Mauricio Guedes.

Anônimo disse...

Também tive a mesma impressão! O Vita achou que as jogadoras fossem fazer 100,200 e 400 metros???? Ele faz um treinamento de atletismo que acaba com as jogadoras. Olimpíada é um torneio cansativo por natureza, as atletas não podem chegar ja cansadas. A Adriana Santos estava fazendo o quê mesmo??? Quem colocou ela lá? O Vanderlei? Ah tá, entendi!

Anônimo disse...

É incrível como se esquece de nomes que estão rendendo no universitário americano, exemplo, Alana Arias, que dentre as pivõs que devem ser observadas, é o melhor nome.

Fico feliz pela lembrança de Monica e Luana, mas cuidado com o paulista como referência, uma coisa é nível doméstico outra é seleção.

A Bianca de Sto André é quatro, quiçá, uma três. Cinco nunca. Seria um desperdício.

Há bastantes nomes para se testar. Além das que estiveram com Zanon, outras mais novas.

A lamentar, que ainda tem gente que se sente magoado porque alguns dirigentes oportunistas não conseguiram, num golpe, assumir o feminino da CBB. Não é com aventureiro que se vai corrigir os erros do feminino.

Infelizmente, é preciso de pensar a troca do comando da seleção, dar oportunidade para os mais jovens... um bom nome deveria ser a Lis que atua no basquete feminino, já foi atleta, faz jogadoras render, tem qualidades, deu um nó tático no Vendra na final da LBF e o Corinthians não conseguiu jogar.

Lis com mais dois nomes, que poderia ser o Cedra e o Tarallo como assistentes, além do Miguel Angelo ocupando a função da Adriana Santos.

Anônimo disse...

Inúmeras vezes fui assistir os jogos de minha filha na base, nunca vi mais do que vinte pessoas assistindo os jogos, estou falando das finais inclusive que ela participou. nestes últimos 4 anos depois que ela saiu da base varias companheiras dela que jogavam muito pararam por não haver time para jogar nem salario para se sustentar, então quando vejo falarem da base ou que não tem menina nova que joga bem ou compararem meninas de outros países com as nossas vejo o quanto nós brasileiros isto mesmo com b minusculo somos pobre de espirito. Va na quadra tem menina que nem tênis tem. A peneira que certas instituições ou cidades fazem raramente pagam passagens ou estadia salario não existe as vezes é uma ajuda de custo ínfima e não culpo os poucos time que tem e sim nós mesmos por não colocar o esporte como algo que melhore o pais.

Anônimo disse...

Maurício Guedes a única coisa boa que você só sabe fazer é postar aqueles vídeos dos jogos do basquete feminino do passado ( isso sim que era basquete feminino de verdade). Daqui em diante ,você tirar fotos ao lado do Barbosa e Adriana Santos vai pegar bem mal ,como já era pegava mesmo.

Anônimo disse...

ótimo texto....mas sobre a foto...olha a pança da érika...

Mauricio Guedes disse...


Anônimo das 8h45, e você é só mais um(a) anônimo(a) que nem coragem para aparecer tem.
Tiro fotos com Adriana, Barbosa, Paula, Roseli e com quem mais eu quiser, afinal, não é para qualquer um, e eu curto pra caramba.
A sua opinião (se pega mal ou não) é tão importante quanto o seu anonimato. Abraços.

Grave-me, como selo.....!! disse...

Cadê as meninas da base?? Nao essas minis estrelinhas fadadas a nada citadas no texto.....entra na confederação ve as meninas que estão destruindo no campeonato....podem falar mal do time de Jundiaí mas estão aí com um time 19 lider do campeonato e sem estrelinhas..mano essa Gabriela tá destruindo ninguém encherga a menina...tem a Aline a Carla..tem as meninas de São Bernardo..Lais..e outras....todas seleção de base. . dando um banho e cá as oportunidades???