domingo, 16 de agosto de 2015

Com campanhas desastrosas nos torneios continentais, basquete feminino brasileiro chafurda na decadência

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Em agosto de 1991  a seleção feminina conquistou o título dos Jogos Pan Americanos em Havana. Esse imortalizado triunfo abria a porta para uma série de feitos do basquete feminino brasileiro, como a conquista da vaga olímpica, o título mundial e as duas medalhas olímpicas.

Vinte e quadro anos depois, num mesmo mês de agosto o cenário é desolador. Às vésperas de uma Olimpíada em casa, a participação medíocre em duas competições (Jogos Pan-Americanos e Copa América) parecem, assimo como em 1991, delimitar um marco na história da modalidade. Mas dessa vez da derrocada, da extinção, do retorno ao mais prosaico amadorismo. O precipício se aproxima e meu amado basquete feminino parece pronto pra ser engolido.

Decidi gastar algumas palavras nesse momento aos personagens mais ilustres dessa crise.

(1) A Confederação Brasileira de Basquete (CBB)

Passei os anos de maior atividade desse blog gritando e protestando contra a péssima gestão de Gerasime Bozikis, o Grego.

O que dizer sobre a atual, de Carlos Nunes?

O que de efetivo e benéfico esse senhor e seus ilustres companheiros trouxeram ao basquete feminino?

As preparações para as competições das seleções de base e adulta estão cada vez mais curtas e improvisadas.

Mesmo que talentos insistentes surjam em brotar e nos comovam em conquistas suadas como bronze do Mundial sub-19 (em 2011), da prata da Copa América Sub-16 (em 2015) ou mesmo no potencial da atrapalhada campanha da sub-19 no Mundial desse ano, não existe um plano de proteção, trabalho ou resgate desses talentos. Não existe uma filosofia, um projeto de formação.  Não existe nada.

A gestão atual da CBB parece ter acentuado a misoginia da anterior, ao vender literalmente até as calças para investir em uma boa geração masculina e em um excelente treinador (Magnano).

Ao feminino, as migalhas de sempre.

(2) O técnico Zanon

Ao assumir a seleção feminina, Zanon jurou amor eterno, dedicação integral, falou em “procurar os técnicos do feminino” e jurou tudo pela renovação.

O cenário mudou rapidamente.

Não se sabe se por questões pessoais ou se pelos problemas financeiros e gerenciais da CBB, Zanon continua se portando com a mesma ousadia do começo no discurso, mas na prática parece bem mais cansado e menos capaz.

O treinador é ausência certa nas competições nacionais do feminino e competições de base. Alguma competição internacional acompanhada? Se ele procurou algum técnico do feminino, ninguém nunca ficou sabendo. Sua energia parece bem mais direcionada ao time masculino que treina, onde parece mais motivado e feliz.

Ao longo desses anos, mesmo mantendo uma base o treinador não conseguiu mostrar evolução alguma. O time, pelo contrário, parece ter atingido sua pior fase nessa temporada, com quatro derrotas vergonhosas: duas para o Canadá e duas (inaceitáveis) para a Argentina.

Apesar das deficiências das jogadoras, Zanon tem levado o time a praticar um basquete que expõe mais grosseiramente suas fragilidades.

As decisões do treinador parecem surgir de rompantes desconectados da realidade, como a convocação de Izabela Nicoletti e a decisão do time titular.

Alguma vez Zanon fez algo que pudesse surpreender algum adversário?

Seja contra os Estados Unidos ou as Ilhas Virgens, lá está o time marcando aquela defesinha zona passiva…

Uma outra coisa é que naturalmente Zanon não estava pronto quando foi chamado à seleção. Mas havia uma esperança (tola) de que além de contruir o time, ele se construisse também. Não foi isso que aconteceu. O horizonte e o conhecimento do treinador sobre o feminino seguem estreitos, considerando o Canadá o umbigo do universo, mostrando um flagrante desconhecimento dos adversários e de suas atletas,  ignorando as possibilidades de convocação de atletas da WNBA, insistindo em quem não produz, teimando em jogar com quatro jogadoras abertas e conseguindo ser expulso numa semifinal de Copa América.

Zanon chega naturalmente desgastado ao final desse ciclo e o cenário é pouco animador para o ano olímpico.

(3) A LBF e seus clubes

Se a seleção passa vergonha, os clubes agonizam.

A chegada da LBF, apesar de ter atraído atenção de algumas novas praças, não conseguiu mudar significativamente a modalidade por aqui.

Tenho a impressão até que tem piorado o nível.

Explico.

Acompanhando o que aconteceu com outros esportes (o vôlei, por exemplo), a chegada da liga enfraqueceu a principal competição anterior (o Paulista, em ambos os casos).

No basquete feminino, no entanto, a LBF ainda não supriu esse buraco na agenda. Continua sendo um torneio curto e para o qual os clubes se montam na véspera a toque de caixa.

Assim, o período de treinamento e o número de jogos por ano foram reduzidos.

Os poucos clubes que mantém jogadoras o ano todo (como o América, por exemplo) passam a maior parte do ano treinando apenas ou disputando torneios amadores. Que tipo de evolução pode vir disso?

A liga precisa urgentemente definir  e ampliar seu calendário, proteger suas atletas e dar início ao projeto de uma versão sub-21.

(3) As jogadoras

Antes que me joguem as pedras, informo que é evidente que as coitadas das jogadoras pagam o preço da inércia da CBB, dos equívocos dos seus treinadores e das fragilidades do mercado de trabalho, mas ainda assim devem ser criticadas e cobradas.

> Comportamento e Emocional

Grande parte dos péssimos resultados nos último anos eu creditei parcialmente ao despreparo emocional de nossas atletas. Era ansiedade na estréia, na semifinal, na decisão… Tudo era motivo para a casa cair.

Esse tenebroso agosto veio mostrar que eu estava errado, pois mesmo numa competição que não valia nada, os nervos e a motivação nunca estavam no lugar certo.

Assim, sem citar nomes do nosso lado, eu vou ilustrar com o comportamento de um time adversário.

Pan-Americano, jogo 1: Brasil X Estados Unidos. Em um dos primeiros lances do jogo, Breanna Stewart, a próxima rainha da cocada branca do basquete americano se contundiu. Dois minutos depois, ela voltava à quadra e jogou com vontade e dedicação invejáveis.

Jogo da medalha de ouro do mesmo Pan-Americano: Canadá x Estados Unidos. A endiabrada armadora Moriah Jefferson foi a lesionada da vez. Mancando ela voltou à quadra e jogou entregue ao time e à camisa do seu país.

Me perdoem os envolvidos, mas eu não vejo isso na seleção brasileira. Ponto.

> As armadoras

A posição foi a mais criticada na temporada e o cenário é de real pânico.

Tainá, a preferida do treinador, acusou uma evidente involução nessa temporada. Depois de uma espantosa evolução ao treinar com Cristiano Cedra e Lisdeivi em Ourinhos, a menina retrocedeu nas mãos de Dornelas e voltou a lembrar seus piores momentos em São José, sambando na cabeça do garrafão sem dar um destino à bola e ao jogo. Eu só me pergunto o que esperar para o ano que vem quando as candidatas à armação no Rio 2016 estarão todas no mesmo time (Adrianinha, Débora e Tainá)?

A reserva Débora vinha de uma ótima LBF, tem melhor visão de jogo e marca melhor que a titular, mas também não foi bem. É uma jogadora que parece sempre estar jogando nervosa e aflita na seleção, pecando nos arremessos e dependendo de encaixar uma boa sequência para enfim respirar e jogar em plenas condições.

Testada no Pan, Cacá é, na minha visão, mais frágil tecnicamente do que as duas. Mas emocionalmente é melhor resolvida, se intimida menos e, por isso, consegue às vezes produzir mais.

Nas caixas de comentários, são constantes os chamados pela controversa Joice Rodrigues. Tenho minhas dúvidas sobre o assunto, mas tenho certeza de que um chá de Joice Rodrigues que fornecesse um pouco da sua coragem e determinação faria muito bem a Débora e Tainá.

Testada também, Tássia foi a que deixou sabor mais amargo. Embora tecnicamente capaz, a impressão é que a menina acusa ainda uma certa inaptidão física, como aconteceu na última LBF e em quadra pela seleção, quando em alguns momentos aparenta estar se poupando.

Achei despropositada a convocação da brilhante Izabela Nicoletti e não vou comentar.

> As alas

O cenário aqui também é sofrível.

Zanon trabalha basicamente com o mesmo grupo.

Estiveram ausentes Tatiane e Joice Coelho por contusão.

A mais experimentada, Jaqueline, é uma jogadora muito irregular e que quando se destaca é porque engatilha uma sequência de arremessos de longa distância. Mas fora esses momentos de luz, é uma jogadora que pouco aparece.

Também dos (raros) momentos de luz depende a bela Paty. Depois de um jogo fenomenal (como o contra os Estados Unidos), inevitavelmente a ala hiberna e não produz nada por uma longa sequência de jogos.

Além disso, tanto Jaque como Paty defendem muito mal.

Ramona me deixa bem confuso com uma mistura explosiva de talento e deficiências. Não poderia haver dentro dos rasos limites da comissão técnica uma programação para melhorar esses problemas? Exemplo: não seria possível elaborar um programa de treinos com um integrante da comissão técnica do time de Ramona para melhorar seu domínio de bola?

Outra promessa, a ala Sangalli ainda acusa as dificuldades na transição para o adulto.

>> O retorno que deu certo: Iziane

Longe da melhor forma física e dos momentos áureos na WNBA, Iziane mostrou que tecnicamente habita em outra galáxia em relação as suas colegas de posição. E que apesar de todos os pesares, ainda pode ser útil à seleção.

> As pivôs

A posição estava bem enfraquecida pela presença de três atletas na WNBA. Mas o saldo final da temporada foi bastante divergente, na minha opinião, para as jogadoras.

No barco que afogou, salvaram-se dois nomes: Nádia e Gil.

A execrada Nádia conseguiu jogar melhor na Copa América. É evidente que estava em confortável vantagem física frente a maioria de suas adversárias. Ainda assim conseguiu produzir mais que sua antecessora (Kelly), o que já é considerável.

A subestimada Gil foi a segunda sobrevivente, embora em geral  tenha tido seu bom momento solenemente ignorado  pelo treinador (especialmente no Pan). É jogadora que atua com disposição e coragem um pouco acima da média. Acomodada no banco de Americana nos últimos anos em função da fase maravilhosa de outro exemplar da sua linhagem (Clarissa), Gil usou esses dois ingredientes para fazer faísca na seleção.

Karina Jacob já não havia rendido bem na convocação anterior, mas ainda assim voltou ao time após uma fraca atuação na LBF. Não entendi a insistência.

Testada no Pan, Fabiana Caetano voltou a apresentar seus problemas de mobilidade, agravados pelo estilo de jogo “desvairado” da seleção.

>> O retorno que não deu certo: Kelly

Cantado em verso e prosa, o retorno e a boa forma da pivô foram a maior decepção da temporada.

A participação da pivô foi extremamente pálida, com uma absoluta falta de insiparação nos arremessos.

> O futuro que apavora

Embora se contem com os retornos de Érika, Clarissa, Damiris e Adrianinha para as Olimpíadas, com a esperança de evolução/recuperação de atletas relacionadas até aqui ou não, com um treinamento decente para a competição seja sob o comando de Zanon ou outro treinador, são nítidos os sinais de esgotamento da modalidade e a necessidade de uma reconstrução profunda.

Quase nada aponta nesse sentido.

A Confederação  seguirá nas mãos do mesmo grupo, endividada e focada no masculino.

Há um desinteresse  enorme do público e da mídia no basquete feminino, e consequentemente pouca cobrança.

O treinador Zanon se soma a outros quatro que falharam em concretizar seus planos na seleção brasileira.

As jogadoras seguirão sem outra coisa com o que poder se preocupar que não a sobrevivência.

E assim segue o basquete feminino em grotesca decadência.

42 comentários:

Anônimo disse...

PARABÉNS, ´PELAS EXCELENTES COLOCAÇÕES PROFERIDAS SOBRE O BASQUETE FEMININO. É TRISTE É POBRE É SEM GRAÇA, VOCE VER E ASSITIR O DESEMPENHO DESSA DESSA SELEÇÃO FEMININA, JOGANDO INCLUSIVE CONTRA OUTRAS SELEÇÕES SEM NENHUMA EXPRESSÃO SEM NENHUM NÍVEL TÉCNICO E MESMO ASSIM GANHANDO COM MUITAS DIFICULDADES. AS OLIMPIADAS ESTÃO AÍ, BEM PROXiMA, SE NENHUMA PROVIDENCIA E URGENCIA FOR TOMADA EM TODOS OS NÍVEIS COM TODA A CERTEZA SEREMOS A ÚLTIMA COLOCADA.NÃO PRECISAMOS SER TÉCNICO PARA SABER QUE AS CONVOCAÇÕES PARA AS OLIMPIADAS 2016 DEVERÃO SER POR ESCOLHA TÉCNICA DAS JOGADORAS QUE MAIS SE DESTACAREM NA PRÓMIMA EDICA DA LBF/2015/16 IDEPENDENTE DE IDADES E SIM COMPETENCIA.

Erico disse...

Primeiramente gostaria muito de falar que gosto quando voce faz esses posts opinativos, sempre gostei de ver o blog assim.

Concordo realmente com suas palavras. Só acho que a Kelly nao foi tao mal, ela é mais ou menos isso mesmo. Gosto dela mas faltou mais atitude do que tecnica.

So queria dizer que:

- Joice Rodrigues nao tem nada demais. Só erra menos mas não é tao diferente da Tainá.
- Débora é a melhorzinha mas tb nao eé nada demais.
- Falta uma armadora pra ontem, no resto até que estamos bem MAS FALTA UM TECNICO PRA NOS GUIAR.



Carlos Edu disse...

Falando em jogos olímpicos Rio 2016. É um planejamento de curtíssimo prazo, sonhando com um pódio.

Acho q pra isso teriam q lutar pra naturalizar uma ala (fato), como a Tiffany Hayes (ex Sport e América). Voltar com Adrianinha e começar uma preparação assim q a liga terminar (fazendo o máximo de amistosos possível).

Minha seleção ficaria assim:

Adrianinha
Tiffany Hayes
Iziane
Damires
Érika

Débora
Jaqueline
Tati
Clarissa
Nádia

Gil
Karla


Pra mim essa seria a força máxima.

Anônimo disse...

Concordo com algumas colocações.Outras são um pouco exageradas.A Tassia foi eleita a revelação da LBF teve estatísticas bem favoráveis.Fez muita falta nessa copa América.ALiga desse ano promete muito e embora os clubes passem por sérias dificuldades vão aparecer patrocinadores para o evento.A CBB sim é o grande problema do basquete feminino.Manter o Zanon como técnico é dar um voto para a operação lava jato.Dividir os treinamentos entre a seleção é o São José é no mínimo imoral e indecente.Não pagar a diária das jogadoras também é imoral.Levar a Nicoletti é puro marketing que não leva a lugar algum.Para finalizar,gostaria que o Balassiano,o Bira
o Guilherme e os jornalistas em geral,perguntassem ao Snr.Zanon qual foi o verdadeiro motivo do corte da Tassia.
Junto com a Damiris,tem o maior potencial nessa geração.Estatisticamente foi a melhor jogadora da Copa América,jogando quase nada.

Anônimo disse...

Concordo com algumas colocações.Outras são um pouco exageradas.A Tassia foi eleita a revelação da LBF teve estatísticas bem favoráveis.Fez muita falta nessa copa América.ALiga desse ano promete muito e embora os clubes passem por sérias dificuldades vão aparecer patrocinadores para o evento.A CBB sim é o grande problema do basquete feminino.Manter o Zanon como técnico é dar um voto para a operação lava jato.Dividir os treinamentos entre a seleção é o São José é no mínimo imoral e indecente.Não pagar a diária das jogadoras também é imoral.Levar a Nicoletti é puro marketing que não leva a lugar algum.Para finalizar,gostaria que o Balassiano,o Bira
o Guilherme e os jornalistas em geral,perguntassem ao Snr.Zanon qual foi o verdadeiro motivo do corte da Tassia.
Junto com a Damiris,tem o maior potencial nessa geração.Estatisticamente foi a melhor jogadora da Copa América,jogando quase nada.

Anônimo disse...

Parabéns pelo texto, Bert! Sensato como sempre, ótima análise!

Sergio marcelino disse...

Joice Rodrigues Brilhou na última edição do LBF por Americana e em todos outros campeonatos que disputou, sempre com muita raça; força na infiltrações, boas distribuições e fundamental na marcação. E como não foi selecionada pelo técnico nenhuma uma vez ?? Nenhuma !! Incoerência e injustiça. Bom o técnico pagou pelas suas escolhas, espero que tenha no mínimo dignidade e repensar a convocação da jogadora. Que sim faria diferença. E também por que não Palmira, Karla, Chuca e Adrianinha ainda são as melhores tecnicamente e renovação é feita gradualmente... lembrando que joice rodrigues tem apenas 27 anos sobrando fisicamente para esse ciclo olímpico, fico perplexo por essas injustiças!!! #Zanojoice2016 #acorda.

Anônimo disse...

Ai! Parece k envelheci 20 anos depiis desse torneio...ate que enfim: acabou! Resumao: TROCA O TECNICO! Pronto!

Anônimo disse...

Vai ano e vem ano e os dirigentes se recusam a contactar técnicos brasileiros que atuam nos EUA. Será quando que uma pessoa com a mente mais aberta e mais ousada vai procurar a experiência dos técnicos brazucas que atuam não só nos EUA mas como também na Espanha e em outros países do mundo. Ainda há tempo de ajeitar a casa para as olimpíadas...

Anônimo disse...

Existe muita arrogância em se ignorar os clubes do basquete feminino que são os únicos responsáveis por ainda existir esse esporte no Brasil. À CBB: existe um motivo para que nenhum dos 12 clubes que mantém equipes profissionais não tenha interesse em contratar os últimos quatro técnicos da seleção brasileira. Ao técnico: Existem razões técnicas para que metade das atletas convocadas não façam a diferença em seus clubes na LBF. A CBB quer inventar treinador e o técnico quer inventar jogadoras. Resolver os problemas estruturais do basquete feminino é complexo, mas fazer um trabalho melhor que o atual na seleção é simples. A CBB contrata o melhor técnico em atividade: Vendramini. O técnico convoca as doze melhores atletas da LBF: Adrianinha, Joice e Tássia (armadoras); Karla, Iziane, Sassá e Joice (alas), Erika, Clarissa, Damiris, Nádia e Gil (pivôs). Dez amistosos na Europa e teremos uma seleção competitiva, organizada e preparada em 2016.

Anônimo disse...

Carlos Edu, infelizmente o CAZAQUISTÃO foi mais rápido que o BRASIL e já naturalizou a Tiffany Hayes, mas ainda podemos naturalizar a Erika Weeler.

Anônimo disse...

Infelizmente o Zanon é o modelo do treinador medíocre, arrogante e teimoso, que tem aos montes no basquete feminino. Só consegue trabalhar formando panelinhas. Para promover as preferidas da vez, boicota, queima e diminui as outras. Grita, esperneia, achando que dando showzinho na beira da quadra está mostrando serviço, mas não apresenta nada de novo ou bom com o time dentro de quadra. Exemplos: Para promover Tainá e Débora, excluiu Joice Rodrigues, Tássia, Cacá e fez Adrianinha perder a paciência até se aposentar da seleção. Para promover Nádia na Copa América, diminuiu o tempo de quadra da Kelly (que foi bem no Pan), até lhe tirar totalmente a confiança e motivação. Para promover a deficiente Ramona, minou Patty (que deveria ser titular no Pan) e Jaque (que deveria ser titular na Copa América). Por pura teimosia, negou até quando pode o talento acima da média de Gil, para tentar promover a péssima Karina Jacob como titular. Isso aconteceu também com outras atletas nas competições anteriores, como Karla e Palmira, melhores que Patty (que já foi uma das preferidas, mas agora não é mais) Joice Coelho e Sassá, que são melhores que a Tati e Ramona, mas nunca tiveram espaço com o Zanon. Estamos na terceira temporada com esse técnico e essa renovação que ele fez deveria se chamar QUEIMAÇÃO. O resultado desses três anos foram mais de trinta atletas QUEIMADAS pelo Zanon. Nenhuma serve para ele. Perdemos três anos e ainda não temos um elenco formado, mas sim dezenas e dezenas de jogadoras desmotivadas, com a auto confiança abalada e a auto estima destruída pelo técnico. Dentro de quadra, não existe nada tecnicamente e muito menos taticamente. Antes o Brasil tinha problemas, mas conseguíamos o mínimo de organização e conjunto, o que era suficiente para vencer as limitadas argentinas, cubanas e canadenses. Agora, nem o mínimo conseguimos implantar na seleção. É realmente uma decadência.

Anônimo disse...

A Joice não é nada demais, mas as outras são muito de menos. Na verdade a diferença é que a Joice tem os fundamentos básicos, que as outras não tem e joga sem sentir o peso da camisa, por isso foi tão bem em Londres.

Anônimo disse...

Exatamente, o bom técnico consegue tirar o melhor de cada atleta, para manter o elenco todo motivado, até porque para jogar em alto nível precisa ter pelo menos 10 atletas com bom tempo de quadra. Exemplo disso é o Canadá, que embora não seja o dream team do feminino como pensa o Zanon, todas as atletas são acionadas pela técnica para ter sempre um time descansado defendendo forte e onde todas produzem bem dentro do esquema tático de ataque quando estão em quadra.

Anônimo disse...

ONDE ESTÁ O CRISTIANO CEDRA?????????????

Anônimo disse...


OBSERVADOR

A minha opinião foi externada pelo excelente post das 10:51! Coerente,sem forçar a convocação de amigas, coleguinhas ou familiares, foi muito feliz!Este time de Cuba é o pior destes últimos dez anos!!O Time do Canadá melhorou mais em função das pobreza de Brasil e Cuba! O que me saltou aos olhos que para mim foi o pior, time sem nenhuma atitude,sem pegada,sem querer!!!Apatico,desinteressado, e desmoralizado!!

Anônimo disse...

Falou e disse anônimo das 10:51, faço minhas as suas palavras! Sem desconsiderar que como jogador ele tb era assim "bipolar" rs.

Anônimo disse...

Parabéns Bert pelo texto. Concordo com tudo que você escreveu. É muita covardia outras pessoas culpar a passividade das jogadas e diminuir a culpa da CBB. As jogadoras são as que menos tem culpa nesse sistema.

Lothar disse...

Engraçado como um agente ou parente da Joice Rodrigues posta comentários clamando por sua convocação e de repente todos caiem na artimanha e passam a suplicar por ela como se ela fosse um fenômeno e a solução para os problemas da seleção. É a famosa caixa de ressonância que tão bem falava o Parreira. Os números da Joice na seleção não são diferentes dos da Débora, Tainá, etc.... Ou seja, são medíocres:

jogos pela seleção: 13
média de pontos: 3,3
média de assistências: 2,6
erros por jogo: 2,3
aproveitamento de tiros de quadra: 36,9% (17/46)
aproveitamento de tiros livres: 50,0% (6/12)

fonte: banco de dados da seleção

No jogo contra a China pelo Torneio de Lille em 2012 ela conseguiu a proeza de cometer 3 erros nos irrisórios quatro minutos que ficou em quadra.

E por sinal ela não tem 27 anos e sim 28, faz 29 daqui a três semanas.

O Brasil só tem duas jogadoras de menos de 30 anos de relevo: Clarissa e Damiris. O resto é o resto.

Anônimo disse...

PONTO POSITIVO:
IZIANE, CALOU A BOCA DOS CRITICOS.
E ESTA ANOS LUZ NA FRENTE DAS SUAS COMPANHEIRAS...
IZIANE PRA CAPITÃ.

Anônimo disse...

Lhotar, a questão não são números, mas faltou você colocar qual foi o tempo de quadra dela para ter esse rendimento, com certeza foi bem menor do que das atuais armadoras da seleção. Ninguém acha que uma armadora deve ser responsável por levar a pontuação do time, mas sim de organizar as jogadas, passar com segurança e equilíbrio. Quem viu a Joice Rodrigues jogando as Olimpíadas sabe que ela foi muito bem, até mesmo na pontuação (6.ª melhor pontuadora da equipe). Em alguns jogos foi até melhor que a titular Adrianinha. Jogando contra França, Austrália e Rússia e não contra Equador, Venezuela, Ilhas Virgens e Argentina. Quem vê a LBF, sabe ela não se intimida e faz a diferença quando está em quadra. Sempre fez, desde o juvenil.

Anônimo disse...

E o que dizer da Débora ontem: 1 ponto, 1 assistência e -4 de eficiência em 20 minutos em quadra? Não dá né. A titular Ramona saiu zerada. Para gente.

Anônimo disse...

Nao sou agente e nem conheco a Jiice R pessoalmente, mas assiata os jogos olimpicos de 2012 londres...quando a Adrianinha foi substituida , ela entrou e correspondeu...as imagens nao mentem....e estranhamente de la pra ca nao deve mais chances...repito: chances...k como a DEBORA vem tendo ha 3 anos e sim , continua sem evoluir...grato!

Erico disse...

Nunca que a Joice é a solução.
Se for pra ter oura armadora que se ja a Tassia, que é nova e joga mais.
Joice Rodrigues nem titular é!

Anônimo disse...

Lothar, respeito sua opiniao, embora acho k vc so pode ta de brincadeira, ne? Ou sua memoria eh muito curta, por isso precisou da CBB bancos de dados pra te ajudar...kkkk...vamis lah: estamos pedindo uma chance a uma jogadora k acumulou boas partidas contra: Franca, Australia ( amistoso e jogo oficial), etc....etc..etc...numa OLIMPIAAAADA ...vc vem me comparar esse cenario com DEBORA...CONTRA CHILE, ARGENTINA, ILHAS VIRGENS, CANADA, CUBA E 100 minutos de jogo (quase)....pergunta pessoal: vc esta mesmo do nosso lado? Do lado do basquete feminino? Ou vc faz parte dakeles.k kerem mesmo eh ver a coisa acabar, fazendo parte da caixa de ressonancia-do-contra? Responda se kiser...mas keria so saber!

Anônimo disse...

Ninguém falou que a Joice Rodrigues é a salvadora da pátria. Em primeiro lugar a CBB precisa contratar um técnico competente para comandar a seleção, que não é o Zanon obviamente. Esse técnico precisa convocar as 16 melhores atletas (e a Joice está dentro desse grupo). Depois, precisamos fazer uma série muito grande de amistosos contra as melhores seleções do mundo, para então definir as doze olímpicas.

Anônimo disse...

Li com muita atençao a parte do Zanon e ri por dentro, foi mais forte.
Agora é fácil dizer que ele não estava preparado e esperava que ele se reconstruisse na seleção.

Este defendeu que era o melhor técnico, só pq tinha o melhor elenco da LBF nas mãos. Cadê a foto do Zanon dando banana para os anônimos?

Anônimo disse...

Os blogueiros defenderam com convicção uma renovação e um técnico que não diziam a que tinham vindos, agora, na véspera dos JO's no Rio, querem tirar o corpo fora.

Anônimo disse...

Seleção medíocre, a cara do seu treinador. A seleção precisa não só de talento, mas também de raça, vontade vencer, vergonha na cara. Joice Rodrigues tá longe de ser a salvadora da pátria, mas o momento dela é infinitamente melhor que o de Tainá Paixão e Débora. E as alas, meu Deus,só Iziane se salvou. Tem que procurar e trazer de volta quem não amarela, começando pelas atuais campeãs da lbf, Palmira e Joice Rodrigues.Seleção é momento, quem tiver melhor vai e nao o que ta acontecendo, essa panelinha de Zanon está afundando ainda mais nossa seleção de basquete feminino.

Anônimo disse...

Coloca técnico estrangeiro e naturaliza a cubana que jogou em Americana e uma armadora dos EUA.

Anônimo disse...

J. Rodrigues (BRA) -
PPG 4.2 -
RPG 1.4 -
ORPG 0.4 -
DRPG 1 -
ASPG 3.2 -
FG2P% 35% -
FG3P% 18.2% -
FT% 50% -
Números da incrível e unânime nas Olimpíadas em 2012

Anônimo disse...

Se o zanon continuar devia ser totalmente hostilizado nas Olimpiadas time vaiado ou boicote aos jogos da seleçao do brasil ginasios completamente vazios

Anônimo disse...

O QUE A CBB, DEVE FAZER COM INTELIGENCIA E COM A MAIOR BREVIDADE POSSIVEL É CONTRATAR IMEDIATAMENTE ESSE VITORIOSO E COMPETENTENTE VENDRAMINE, PARA PODER MORALIZAR E
DAR MORAL AO BASQUETE FEMININO PARA AS PROXIMA OLIMPIADA. CAMPEÃO SEGUIDADAS VEZ NOS CAMPEONATOS PAULISTA E NAS LIGAS DE BASQUETE FEMININO. NÃO TEM NEM O QUE PENSAR É SÓ CONVIDAR PORQUE INCLUSIVE JÁ TEM MAIS DE MEIA SELEÇÃO SOB O SEU COMANDO. acorda cbb se não quiser passar mais vergonha.............



Anônimo disse...

Tainá Paixão foi elogiada após o término da última temporada da LBF e foi destaque no Pan-Americano. Todos falavam dela, tanto pelos números, como pela postura em quadra, sempre buscando a vitória. Ninguém elogiou o atual técnico dela, o trabalho que foi feito durante toda uma temporada. Agora, por não ter se destacado na Copa América, a culpa é de Dornelas??? Ela passou os últimos dois meses treinando com Zanon, não com Dornelas. Seria isso preconceito de vocês ou apenas implicância??? Meu Deus...

Anônimo disse...

Tainá Paixão foi elogiada após o término da última temporada da LBF e foi destaque no Pan-Americano. Todos falavam dela, tanto pelos números, como pela postura em quadra, sempre buscando a vitória. Ninguém elogiou o atual técnico dela, o trabalho que foi feito durante toda uma temporada. Agora, por não ter se destacado na Copa América, a culpa é de Dornelas??? Ela passou os últimos dois meses treinando com Zanon, não com Dornelas. Seria isso preconceito de vocês ou apenas implicância??? Meu Deus...

Anônimo disse...

Tainá Paixão foi elogiada após o término da última temporada da LBF e foi destaque no Pan-Americano. Todos falavam dela, tanto pelos números, como pela postura em quadra, sempre buscando a vitória. Ninguém elogiou o atual técnico dela, o trabalho que foi feito durante toda uma temporada. Agora, por não ter se destacado na Copa América, a culpa é de Dornelas??? Ela passou os últimos dois meses treinando com Zanon, não com Dornelas. Seria isso preconceito de vocês ou apenas implicância??? Meu Deus...

Felipe Mascarenhas disse...

Acompanho o blog há anos e acho seus comentários sempre muito pertinentes. O que foi escrito sobre a Ramona realmente me impressiona, pois era exatamente o que acontecia com a Micaela, que passou a carreira toda sem saber quicar uma bola. Inadmissível que, agora, ninguém possa trabalhar com a Ramona esse fundamento mais que básico do basquete.

Sergio/RJ disse...

Precisamos urgentemente uma uma boa ala naturalizada para fazer dupla com Iziane, como srmpre foi. Hortênsia e Janeth, drpois Janeth e Iziane, nessa época o Brasil Chegava entre os 4.

Anônimo disse...

TAMBÉM CONCORDO COM O ANONIMO DAS 23.58

Anônimo disse...

Pode convocar quem quiser e colocar qualquer técnico no comando! O resultado vai continuar sendo ruim! O problema está na CBB que não liga para o feminino e não investe e não oferece condições para os clubes melhorarem a BASE! Enquanto forem só alguns poucos clubes investindo na formação o cenário não vai mudar!

Anônimo disse...

Mesmo com tantos problemas por parte da CBB, é possível jogar melhor e vencer Argentina, Cuba e Canadá pelo menos. Argentina e Cuba são países falidos economicamente. No Canadá não existe campeonato adulto de basquete. Com um bom técnico, convocando as melhores atletas e fazendo alguns amistosos de alto nível dá para jogar bem melhor do que a seleção do Zanon. A LBF é fortíssima em relação ao campeonato argentino, que é muito fraco. Cuba e Canadá nem campeonato nacional possuem.

Anônimo disse...

As duas competições(Pan e Pre Olímpico) serviram pelo menos para ficar comprovado que a pivô Gil Justino ainda tem muita lenha para queimar, e na hora de separar as mulheres das meninas, sempre corresponde de maneira positiva.#gilrio2016