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Sem jogar em casa desde que saiu de Brasília, quando tinha 15 anos, Karla da Costa, fala com felicidade sobre o seu “retorno”. Na Capital desde o último domingo, a armadora do Americana não só defendeu a camisa do seu time na segunda-feira, contra o Vizinhança, como também aproveitou os dias para rever amigos e familiares.
Aos 35 anos, Karla mantém a forma física mesmo nos dias de folga. Prova disso é o lugar escolhido por ela para receber o JBr.: a academia. Em meio aos pesos, esteiras e bicicletas, a armadora confessou o desejo de voltar a defender o Vizinhança.
“Conversei com a Renata (prima e diretora do Vizinhança) e disse que tudo deve ser conversado. Em Americana, eu tenho minha casa, estabilidade e tudo que um atleta pode precisar. Mas não sei o que o futuro me reserva”, disse Karla. Ela, inclusive, recebeu propostas para atuar na comissão técnica do seu clube, o Americana, caso decida parar de jogar.
Focada
Aposentar, no entanto, não está nos planos atuais de Karla. Ao contrário disso, ela traça dois objetivos esse ano: vencer o torneio nacional e ir ao Mundial com a seleção.
Há 20 anos atuando nas quadras de basquete brasileiras, Karla está satisfeita com a atual gestão da Liga de Basquete Feminino (LBF). De acordo com a armadora, a tendência é que o campeonato cresça, assim como ocorreu com o masculino. “É só você olhar o NBB. Eles estão muito a nossa frente, mas começaram dando a cara a tapa. Quero muito ver isso acontecer com o basquete feminino também”, espera.
“Todos começam assim”
Feliz com o que viu no clube Vizinhança na vitória do Americana, por 128 x 31 na última segunda-feira, Karla da Costa comemora a concretização do time. Ciente das dificuldades enfrentadas pelo elenco, ela garante que os passos dados pela prima e diretora, Renata Ribeiro, são os melhores.
“Todo mundo começa assim mesmo. Não vamos longe nos exemplos, basta olhar o Brasilia (UniCeub). Começaram assim e veja a potência que virou”, compara Karla.
Conselhos
Procurada constantemente por Renata, Karla toma como base a experiência que tem na modalidade para aconselhar a prima.
“A Renata já jogou e entende muita coisa, mas eu estive muito mais dentro do esporte do que ela. Então a gente sempre conversa sobre tudo e falo os melhores caminhos que ela pode trilhar”, conta.
Um dos conselhos é estimular as atletas do Vizinhança a assistirem aos jogos do UniCeub com frequência. “É bom ver como eles se portam em quadra, como falam com a imprensa...”
Casca dura
Ao lado da prima no “Projeto Vizinhança”, ela destaca a força de vontade da prima, que tirou do papel um sonho antigo de ambas. “A Renata está fazendo o possível e já levou muito tapa na cara por isso”, recorda a jogadora do Americana.
Fonte: Jornal de Brasília
4 comentários:
Micaela: Misericórdia!
Karla: tapa na cara!
Com certeza foi a Karla que fez a ponte para que a armadora Carol e a Isabela Cherubin(ex-juvenis de Americana) fossem transferidas para Brasília. Seria ótimo se ela conseguisse fazer o mesmo com a Tássia. Essa menina precisa jogar. Ela está a meses esquentando banco, vai acabar desaprendendo a jogar basquete.
karla e Renata são duas pessoas maravilhosas que entendem muito de basquete e que se complementam nos conselhos.Se tem duas pessoas que representam o basquete de Brasilia estão ai. Dedicação ,determinação, amor este que veio crescendo com elas desde quando eram pequenas e quando se apaixonaram pelo basquete. Desde pequenas esse pequeno grande clube que é o quintal de casa ou foi de muito atleta criado em Brasília.Obstáculo dificuldade e desafio são palavras que estimulam essas duas a procurar soluções sem medos.Orgulho puro dessa dupla dinâmica .E emoção seria um dia ver a Karla defendendo o clube que a lançou e que muitos títulos conquistou para o clube.
PARABËNS.
mariah
ESTAMOS TE ESPERANDO DE BRAÇOS ABERTOS.
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