quarta-feira, 4 de maio de 2005

Unimep adota esquema de Hélio Rubens

Técnica Branca se inspira no treinador do Uberlândia e implanta objetivos para o time, que hoje estréia no returno do Campeonato Paulista contra Ribeirão Preto



A Unimep/Amhpla/Selam enfrenta hoje, às 20h, o Clube Verdade/Ribeirão Preto tentando esquecer o primeiro turno do Campeonato Paulista da Série A-1 -- a equipe conquistou apenas duas vitórias em sete jogos. A partida, que abre o returno, será realizada no Ginásio Waldemar Blatskauskas e tem entrada gratuita. Uma vitória recoloca o time piracicabano na busca por uma vaga para a Liga Nacional de Basquete Feminino, que será realizada no segundo semestre.
A Unimep tenta descontar o resultado negativo obtido na rodada de abertura da competição, 55 a 50, em Ribeirão Preto. Na ocasião, o placar da partida permaneceu equilibrado nos quatro quartos, mas nos minutos finais o time sucumbiu e não conseguiu mostrar poder de reação.
Para conquistar o resultado positivo, as atletas da Unimep/Amhpla/Selam sabem que será fundamental barrar a ala Tayara, cestinha da competição, com 87 pontos em quatro partidas, média de 21,75 pontos por jogo. Segundo a técnica Maria Angélica Gonçalves, a Branca, a jogadora terá uma defesa especial. No primeiro confronto entre as duas equipes, a jogadora fez 21 pontos, nove só no último quarto. "Para esse confronto, eu já institui uma meta: a Tayara não poderá fazer mais de 15 pontos", disse.
Segundo Branca, a boa fase de Tayara não deve-se à técnica da jogadora. O que chama a atenção na atleta da equipe adversária é a garra. "Ela joga um basquete "arroz com feijão', mas tem um espírito de luta fora do comum. É essa garra que eu quero para a minha equipe. É dessa referência que precisamos na quadra", comentou.
Meta, por sinal, é a nova moda na equipe piracicabana. A técnica Branca decidiu instituir o referencial para estimular o desempenho das atletas. A regra número um que as atletas da Unimep terão que seguir é a de não deixar a equipe adversária ultrapassar 17 pontos por quarto. O objetivo foi implantado na partida contra Santo André, mas obteve maior eficiência contra Marília, quando a equipe piracicabana venceu por 73 a 69. No jogo, o time cumpriu a determinação da comissão técnica em dois dos quatro quartos da partida -- eficiência de 50%.
Branca se inspirou no técnico do Unitri/Uberlândia, Hélio Rubens, que já aplica metas para seus atletas. A treinadora ouviu uma declaração do treinador explicando sobre sua metodologia, após uma partida do Campeonato Nacional de Basquete, e achou interessante. "As metas estimulam as atletas a marcarem melhor e desenvolver outras habilidades, que não são estimuladas nos treinamentos, mas está intrínseca em cada uma delas", disse.

LÍDERES
- A treinadora lembrou a forma de atuar das alas Ângela e Fabi como destaque da Unimep/Amhpla/Selam. Segundo a treinadora, a primeira mostra dedicação e eficiência -- a atleta é a principal cestinha da equipe, tendo ultrapassado a barreira dos 100 pontos nas sete primeiras partidas -- e a segunda por sua força física e experiência.
Mesmo com destaques positivos, a treinadora ressente-se da ausência de um líder. "Esse não é um fenômeno que acontece só em nossa equipe. Essa geração do basquete feminino é carente de lideranças", afirmou.

Fonte: Jornal de Piracicaba

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