Sem medo de mudanças
Fausto Giannecchini
"O ruim das vitórias é que elas não são definitivas, mas o bom das derrotas é que elas também não são definitivas", José Saramago, poeta e escritor português, prêmio Nobel 1998.
Foi o maior chocolate, 18 a 9 o placar final, foi no capote". Seria alguma disputa esportiva envolvendo duas equipes? Mas em qual modalidade? Não, esportistas, essa foi a eleição para eleger o presidente da Confederação Brasileira de Basketball, a CBB. A disputa foi entre o Grego pela situação, caminhando para o terceiro mandato com 18 votos, contra Hélio Barbosa da oposição com nove.
Não quero entrar no mérito de quem tem o poder só perder a eleição se não se interessar pela comunidade ou for muito burro. Não aconteceu nada disso. O Grego, com a máquina administrativa, faturou fácil, como todo mundo que trabalha com esporte já sabia há muito tempo. Os presidentes de federações que apoiaram a situação reelegeram o atual presidente com medo das mudanças, mesmo que seja para olhar o basquete para melhor. Isto são coisas do poder. Por favor, não confundam poder com autoridade, esta que é a capacidade de liderar, trabalhar em grupo, delegar e buscar os objetivos identificados como sendo para o bem comum.
O meu primeiro foco é falar dos Vencedores (que perderam a eleição) na atual conjuntura. Quem foram os vencedores? Será o basquete? Foram nove Federações representadas pelos seus respectivos presidentes, dos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Piauí, Pará, Paraná, Espírito Santo, Distrito Federal e Ceará. Estes não tiveram receio das retaliações que poderão sofrer e acreditaram que estão iniciando o movimento "muda basquete", para fazer sobreviver o nosso esporte que alcançou grandes conquistas, mas hoje a nossa realidade nua e crua é outra. Estamos levando tinta, e fácil, dos outros esportes olímpicos, o que não é difícil perceber pelos resultados obtidos e, conseqüentemente, pelo interesse da mídia no produto basquete.
O meu segundo foco é a criação da NLB (Nossa Liga de Basquete), representada por atletas como Oscar, Paula, Hortência e outros que fizeram muito dentro das quadras, hoje com capacidade de administração, pessoas com o pensamento de que o basquete necessita de planejamento, companheirismo e muita luta. Daqui a alguns anos, talvez, voltemos ao lugar de que nunca deveríamos ter saído, o TOPO. Desculpem-me os outros esportes, mas não existe esporte mais dinâmico e emocionante que o basquete.
Presidente Grego, não é jogo de poder. Se eu fosse o Sr., sairia do pedestal e abraçaria esta causa. Só o basquete vai ganhar, mesmo sabendo que conselho, se fosse bom, a gente não dava, vendia. Um grande abraço.
Assistência por Fausto Giannecchini: Jogador de basquete com 12 anos defendendo a Seleção Brasileira, Fausto Giannecchini foi um dos expoentes da "Escola Francana" e hoje atua pelos Masters de São Paulo e do Brasil, é profissional de Educação Física com especialização em BASQUETE E MARKETING ESPORTIVO, trabalha como palestrante e consultor para empresas, universidades e ministra cursos e clínicas de basquete em vários segmentos (Federações, Clubes, SESCs e Diretorias de Ensino).
Fausto Giannecchini
"O ruim das vitórias é que elas não são definitivas, mas o bom das derrotas é que elas também não são definitivas", José Saramago, poeta e escritor português, prêmio Nobel 1998.
Foi o maior chocolate, 18 a 9 o placar final, foi no capote". Seria alguma disputa esportiva envolvendo duas equipes? Mas em qual modalidade? Não, esportistas, essa foi a eleição para eleger o presidente da Confederação Brasileira de Basketball, a CBB. A disputa foi entre o Grego pela situação, caminhando para o terceiro mandato com 18 votos, contra Hélio Barbosa da oposição com nove.
Não quero entrar no mérito de quem tem o poder só perder a eleição se não se interessar pela comunidade ou for muito burro. Não aconteceu nada disso. O Grego, com a máquina administrativa, faturou fácil, como todo mundo que trabalha com esporte já sabia há muito tempo. Os presidentes de federações que apoiaram a situação reelegeram o atual presidente com medo das mudanças, mesmo que seja para olhar o basquete para melhor. Isto são coisas do poder. Por favor, não confundam poder com autoridade, esta que é a capacidade de liderar, trabalhar em grupo, delegar e buscar os objetivos identificados como sendo para o bem comum.
O meu primeiro foco é falar dos Vencedores (que perderam a eleição) na atual conjuntura. Quem foram os vencedores? Será o basquete? Foram nove Federações representadas pelos seus respectivos presidentes, dos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Piauí, Pará, Paraná, Espírito Santo, Distrito Federal e Ceará. Estes não tiveram receio das retaliações que poderão sofrer e acreditaram que estão iniciando o movimento "muda basquete", para fazer sobreviver o nosso esporte que alcançou grandes conquistas, mas hoje a nossa realidade nua e crua é outra. Estamos levando tinta, e fácil, dos outros esportes olímpicos, o que não é difícil perceber pelos resultados obtidos e, conseqüentemente, pelo interesse da mídia no produto basquete.
O meu segundo foco é a criação da NLB (Nossa Liga de Basquete), representada por atletas como Oscar, Paula, Hortência e outros que fizeram muito dentro das quadras, hoje com capacidade de administração, pessoas com o pensamento de que o basquete necessita de planejamento, companheirismo e muita luta. Daqui a alguns anos, talvez, voltemos ao lugar de que nunca deveríamos ter saído, o TOPO. Desculpem-me os outros esportes, mas não existe esporte mais dinâmico e emocionante que o basquete.
Presidente Grego, não é jogo de poder. Se eu fosse o Sr., sairia do pedestal e abraçaria esta causa. Só o basquete vai ganhar, mesmo sabendo que conselho, se fosse bom, a gente não dava, vendia. Um grande abraço.
Assistência por Fausto Giannecchini: Jogador de basquete com 12 anos defendendo a Seleção Brasileira, Fausto Giannecchini foi um dos expoentes da "Escola Francana" e hoje atua pelos Masters de São Paulo e do Brasil, é profissional de Educação Física com especialização em BASQUETE E MARKETING ESPORTIVO, trabalha como palestrante e consultor para empresas, universidades e ministra cursos e clínicas de basquete em vários segmentos (Federações, Clubes, SESCs e Diretorias de Ensino).
Fonte: BasketBrasil
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