quarta-feira, 17 de novembro de 2004

Sírio luta para confirmar 3º lugar

Renato Pena

O Sírio enfrenta o líder Americana (SP), domingo, dia 21, dessa vez em território paulista, preocupado com os últimos jogos da fase classificatória, quando o clube uberabense fará a disputa direta pela terceira colocação do Nacional de Basquete.

Na temporada passada, o Sírio chegou ao final dessa primeira fase com uma quarta colocação, atrás de Americana, Ourinhos (SP) e Santo André (SP), sendo que este último conseguiu essa posição com vitória sobre a equipe de Uberaba (94 a 86), no ginásio do Jockey Club, com partida espetacular da pivô Leila (27 pontos).

Nos playoffs, Santo André caiu diante do São Caetano (SP) e o Sírio acabou por vencer o São Paulo/Guaru, o que garantiu uma terceira posição ao final do torneio. Mas o virtual terceiro posto da fase classificatória neste brasileiro de clubes já seria considerado um avanço para o clube mineiro, sendo que para isso os dirigentes locais fazem contas.

Edson Ferreto, técnico do Sírio, diz que, primeiramente, diante de tantos problemas, seu principal objetivo passou a ser a entrada nos playoffs. Ficar entre os seis melhores dos oito postulantes. Mas o treinador tem também traçado plano para atingir o terceiro lugar. "Primeiro temos que vencer Rio das Ostras [RJ] e Juiz de Fora [MG], para garantirmos o sexto. Bater Guaru significaria a quarta posição, e se vencermos o São Caetano chegaremos ao terceiro", calculou.

"Sabemos que vai ser difícil e o que vimos até agora deve prevalecer porque basquete é isso. O mesmo tempo que tenho para melhorar meu time os outros também terão", afirmou.

São Caetano é a pedra no caminho do Sírio para esse avanço e deve ser o jogo de vida ou morte, dessa vez, na cidade paulista, no dia 5 de dezembro. Mas Ferreto teme ainda, pelos duelos contra os sacos de pancada Rio das Ostras e Juiz de Fora, com uma vitória cada. Os fluminenses amargam a lanterna e o desmantelamento. O patrocinador anunciado não veio e as jogadoras já teriam sido ameaçadas de despejo de uma pensão local. A pivô Marta Sobral, que atuou uma única vez, teria dito que só entra em quadra com salários em dia.

Quanto aos dois favoritos: Americana segue invicta e mais candidata ao título que nunca e Ourinhos, que já foi pedreira no duelo do Jockey Club, conta agora com as cestas de Janeth.
O Uberaba já treina desde ontem aqui na cidade e faz apenas um jogo nos próximos 10 dias, exatamente contra Americana. No domingo, com repetição das atuações coesas das pivôs Kátia (26 pontos) e Simone (33 de eficiência), Santo André bateu o Sírio por 68 a 62.

Fonte: Jornal da Manhã

Universo/Baeta joga o returno sem reforços

Com o acerto entre Janeth e a equipe de Ourinhos, e a dificuldade em legalizar jogadoras estrangeiras a tempo, o Universo/Tupynambás irá disputar o returno do Campeonato Nacional de Basquete Feminino com o mesmo time que jogou o turno. O primeiro desafio será no próximo domingo, às 11h, em casa, contra o Iate Clube Rio das Ostras, lanterna da competição.

Na seqüência serão mais duas partidas em casa, o que está sendo considerado essencial para jogadoras e comissão técnica. "Agora só dependemos de nós mesmos e, se tivermos o apoio da torcida, que é maravilhosa, vai ficar mais fácil", explica o técnico Luiz Antônio Bravo.

Fonte: Tribuna de Minas

Eletrobras vai patrocinar o basquete

A seleção masculina de basquete terá patrocínio da Eletrobrás. A empresa, que apóia a seleção feminina há um ano, terá uma ação para o esporte, incluindo as duas equipes. A equipe masculina disputará o Pré-Mundial da República Dominicana, de 24 de agosto a 4 de setembro, buscando vaga para o Mundial do Japão, em 2006. As meninas não dependem de classificação - como país-sede o Brasil garante presença no Mundial. Sem patrocínio desde 2001, o desafio será formar um time masculino competitivo com os atletas que atuam na NBA e na Europa.

Fonte: Estado de São Paulo


Kátia Regina dos Santos

Kátia Regina dos Santos, do Santo André, é um dos destaques do Campeonato Nacional Feminino 2004. A ala-pivô de 21 anos é a cestinha da competição, com média de 17.1 pontos por partida (171 no total) e a segunda melhor jogadora em mais dois fundamentos: rebote, com média de 1.3 (79) e bloqueio, com média de 2.1 (17). Com esse rendimento, a atleta foi a jogadora mais eficiente do turno da competição. Kátia, que começou a jogar basquete com nove anos, em Suzano (SP), conquistou o vice-campeonato mundial sub-21 da Croácia, em 2003 e pelo Santo André, foi campeã do Nacional 99.

Como analisa a campanha do Santo André até aqui?

Para uma equipe jovem como a nossa, estamos indo bem. Conseguimos fazer bons jogos contra as equipes favoritas, como Americana e Ourinhos e ainda temos muito que evoluir. O nosso time tem uma forte defesa e conta com boas arremessadoras de três pontos que podem fazer a diferença em uma partida.

O que a equipe precisa fazer para buscar a classificação para os playoffs?

Acho que está faltando um pouco mais de regularidade e concentração para colocarmos em prática tudo que treinamos. A defesa é outro ponto que nunca podemos descuidar, para garantir o nosso contra-ataque.


Você foi a jogadora mais eficiente e a cestinha do turno. A que se deve esse bom momento de sua carreira?

Ao meu amor pelo basquete e ao apoio da minha família e amigos. A temporada de 2003 e o campeonato paulista deste ano não foram momentos muito bons para mim. Enfrentei alguns problemas pessoais e me desconcentrei bastante, o que afetou tanto o meu desempenho em quadra que pensei até em desistir. Mas consegui superar isso graças aos puxões de orelha que recebi da Laís, do meu namorado e da minha família. Hoje valeu a pena e estou jogando muito bem, podendo ser útil para minha equipe.

Quais os seus pontos fortes em quadra?

Meu arremesso de longe está muito bom. Além disso estou conseguindo brigar mais pela bola debaixo do garrafão. A minha maior característica em quadra é a calma. Sou tão tranqüila, que às vezes até me atrapalha um pouco. Vou conseguir melhorar isso aumentando a minha concentração, que sempre foi a minha grande dificuldade, mas já estou bem mais atenta, o que vem garantindo uma boa atuação no campeonato nacional.

Como começou a jogar basquete?

Comecei com nove anos, na escola onde estudava, em Suzano. Aos treze, fui para Santo André seguindo o conselho do meu técnico e estou aqui até hoje. É um grupo muito unido, a cidade gosta muito de basquete e a torcida sempre nos apóia nos momentos difíceis.

Qual foi a maior emoção da sua carreira?

Foi a conquista do vice-campeonato mundial sub-21 no ano passado. Foi um momento maravilhoso. O grupo era basicamente o mesmo que havia ficado em 7º lugar no Mundial Juvenil dois anos antes e foi impressionante como evoluímos nesse período. Não esperávamos ir tão longe. Quando vencemos as americanas na primeira fase percebemos que estávamos no caminho certo e continuamos crescendo e o resultado foi o melhor possível.

Quais os seus planos para o futuro?

Meus sonhos são participar de uma Olimpíada e conseguir dar uma vida confortável para minha família. Por enquanto, não tenho muita vontade de jogar no exterior para não deixar meus parentes e meu namorado.

Deixe uma mensagem para os iniciantes do basquete.

Nunca desistir, qualquer que seja a dificuldade. Sempre vale a pena seguir com seus objetivos porque com determinação você chega lá.

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