Copa Café Com Leite: Primeiro Gole foi de Amargar
Acabou o primeiro turno da Copa Café Com Leite. Ontem. Ufa. Desceu o primeiro gole, amargo. Num esporte em que a expressão "desce redondo" caberia bem, foi tudo muito mal. Jogos ruins, organização péssima, times desmantelados, cobertura insignificante.
Mas vamos lá tentar traçar um resumo das equipes nessa primeira fase.
O que dizer da líder invicta Unimed/Americana na primeira fase? Equipe mais eficiente, melhor ataque, melhor defesa, maior número de bolas de 3 pontos, melhor rebote defensivo e maior número de assistências. Realmente, Americana sobrou nesse primeiro turno. Contratada de última hora, Cíntia Luz lidera o ataque da equipe (15,3) e tem a melhor média de assistências (4,6). A ala Lílian é a verdadeira Fênix dessa equipe. A menina já passou tantos apertos em clubes e na seleção, vem de um corte na seleção olímpica e de perda de espaço para outras atletas no clube. Mas renasceu das cinzas e fez um belo primeiro turno, com 14,4 pontos de média. Mesma média de Êga, que ainda mantém 11,3 rebotes por jogo. Ao lado de Geisa (12,7 pontos e 8,9 rebotes) são portos seguros da equipe. Deslocada para a armação, a pontaria de Cris caiu (8,3 pts e 4,3 assistências). Ela divide a tarefa com Karen (8 pts), em recuperação. A americana Danielle, recém-chegada parece ter um basquete correto, mas vamos ver como ela se insere na equipe. Apesar disso, nem tudo são flores em Americana. As competentes mãos de Paulo Bassul terão muito trabalho no seguimento do campeonato. O maior problema é o elenco reduzido. Todas as cinco titulares tem mais de 30 minutos por jogo. Falta ainda uma armadora para a equipe. Cris está quebrando um galho. Karen é espevitada, ofensiva, quase uma velocista, mas ainda precisa amadurecer para a posição. A armadora Jacqueline e a ala Silvinha podem ter condições de jogo na fase decisiva. E será necessária muita sabedoria nesse momento. Depois de jogos relativamente tranqüilos, o time cambaleou nas duas últimas rodadas. Salto Alto? Cansaço? Não se sabe. Mas uma coisa eu sei: Paulo Bassul, suas atletas, a Unimed, a cidade de Americana estão de parabéns pelo trabalho que vem fazendo.
O Sírio/Black & Decker/Uberaba começou o Nacional animado. Mas realmente, duas decisões do time estão pesando já agora. A primeira é gastar 10.000 reais com a americana Aja Brown. Realmente nas atuais circunstâncias, gastar essa quantia com uma norte-americana nível B é uma grande bobagem. Maior ainda quando a jogadora abandona o barco no meio da travessia. Mas que vá. Vá com Deus. Antes mesmo do campeonato começar, já eram fortes os rumores que Aja não cruzava os bigodes com Ferreto. Depois então do campeonato começar... O segundo problema de Uberaba é Karina. Sem forma e ritmo, a pivô não é nem sombra da virtuose do passado. Soma 35 minutos em apenas 4 atuações nesse primeiro turno (e Uberaba tem um jogo a mais). Para quem gosta de basquete, é triste ver Karina assim. Sugiro que a pivô faça como eu, e assista o filme Seabiscuit nesse final de semana. Mas às vezes, eu acho que superações, voltas por cima e recomeços como o que queremos para Karina só acontecem no cinema. E no hollywoodiano. Voltando à vida real, é melhor nos contentarmos com as boas apresentações de Roberta (17,1 ppj), depois de um inferno-astral em Guarulhos. Junto a ela, há a armadora Vanessa Gattei em franca evolução: 14 pts, 5,6 assistências. E ainda Luciana (11,4 ppj). Mas Aja e Karina destroçaram a estrutura do garrafão da equipe mineira. Ferreto se segura com a pivô Ana Lúcia (6,1 pts, 8,5 rebts) e com duas esforçadas alas-pivôs: Maria (6,9 pts, 6,1 rebs) e Gorda (6,3 pts, 5,6 rebs). Agora, sinaliza com Feda (5,5 pts, 4 rebs), depois de resolvido o ridículo impasse com Santo André. Enfim, a calorosa torcida de Uberaba e o genial Ferreto vão suar muito com esse time.
O FIO/Pão de Açúcar/Unimed?Ourinhos fez um primeiro turno abaixo das expectativas. O jogo da equipe ainda não ganhou aquela consistência que se esperava do atual campeão paulista. Principalmente por que Ourinhos tem o elenco mais completo do momento. Talvez o excesso de mudanças e opções tenha confundido a campanha do clube. Só no time titular, desapareceram duas das antigas referências do time (Lígia e Passarinho). Na nova dinâmica de Ourinhos, Chuca faz o abre-alas com competência exemplar (16,9 pts). Fernanda a segue, com 12,9 ppj. A armação claudica. Passarinho deu lugar a Bethânia no início do campeonato e agora, a primeira ameaça tomar de volta o posto titular. Às duas, faltou brilho para ultrapassar o convencional. Nos pivôs, a cubana Lisdeivi faz as honras da casa (13,1 pts; 7,6 rebs) com absoluta dedicação. Sua melhor companheira tem sido a esforçada Milene (9,3 pts; 5,7 rebs, 2,9 recs). Causa estranheza o silêncio de Lígia (1,7 ppj), uma espécie de alma-e-símbolo da equipe. Grave ainda a campanha anêmica da talentosa Lelê, atabanada no ataque (2,3 pts; 5,0 rebs). Asfixiada num time de estrelas, outro talento, a lateral Nathalia murcha. Enfim, há muitos detalhes para Vendramini acertar nesse time. Alguns desses detalhes serão abrandados com a providencial contratação de Janeth (13,5 ppj). Apresentada às pressas, após a derrota para Americana, sem ritmo e sem prática com a bola mais leve, a estrela patina na pontaria (2 em 13, nos lances de 2, sua especialidade, na sua segunda partida). Mas logo deve voltar à boa forma e recuperar a coroa. Mesmo que a de Rainha do Café. Em Ourinhos, há ainda uma ansiedade por quem sabe uma entrerrada de Ízis? Seria bom. Ao menos um lance de destaque num torneio tão modorrento como esse. Mas a verdade é que a enterrada de Ízis não mudaria em nada o basquete brasileiro. A não ser que ao invés da bola, a goiana cravasse contra o aro a cabeça do presidente da CBB.
Superação: essa tem sido até agora a receita da surpreendente campanha do modesto, mas bravo, time do Santa Maria/São Caetano. Desde que o técnico Borracha assumiu o time, a equipe se trasmutou naquele adversário irritante, que sem estrelas, perturba a todos, incluindo os líderes e frequentemente os derruba do cavalo, sem cerimônia alguma. O elenco reduzido, pobre em opções tem segurado o tranco até o momento. Mas o caminho é árduo e muito pouco se pode cobrar desta equipe, a não ser que mantenha a dedicação que vem apresentando e continue saboreando as vitórias contra equipes muito mais caras que a sua. Aide é a fiel escudeira dessa equipe (17,9 pts e 6 rebs). Eternamente esforçada, Kattynha dá sua contibuição com entusiasmo (10,3 pontos). A veterana Maristela faz o que pode (7,7 pts; 4,4 rebs) dividindo o garrafão com uma jovem (Flávia). No banco, Borracha guarda o trunfo Sandra (9,9 pts, 7,7 rebs). Na armação, a jovem e talentosa Fabianna belisca com insistência sua afirmação (6,9 pts, 3,6 assists; 2,1 recs). São Caetano é dos times que com um pouquinho a mais de incentivo financeiro, estaria certamente na disputa do título. Por enquanto, o time segue, sem medo, na luta.
Santo André continua a mesma equipe de sempre, com Laís Elena fazendo o que é possível dentro e fora de quadra. Atenção merece a menina Kátia, que se aproxima da explosão (21,4 ppj, 10,9 rebs e 2,1 tocos). Excelente! Ao seu lado, Simone Lima incentiva a parceira e entra na festa (15,3 pts; 10,1 rebs, 3,3 recs). Por falar, em continuar na mesma, Vívian está lá com seu basquete em que os erros (4,8) superam as assistências (4,4) e mais 13,5 ppj e 3,6 assistências. Gislaine acordou nas últimas partida com atuações corretas (7.9 pts; 4,0 assists).
O São Paulo/Guaru parece até ter evoluído em relação ao Paulista. Mas a técnica Vilma carece de tempo e opções para levar o time a um lugar mais alto. Palmira se afirma com competência como grande destaque do time (18,7 pts, 7,9 rebs; 3,4 assists e recs). A ala-pivô Patrícia mantém a eficiência de sempre (15,4 ppj; 4,7 rebs). Simone Pontello (10,1 pts) e Cléia (10,6 pts) tem participações honestas. O maior problema reside na armação estagnada de Sandrinha. Outro problema é o desfalque cruel da ótima Eliane, recém-operada por uma contusão no joelho. Laine faz o que pode (3.3 pts; 4,4 rebs).
Maior decepção do primeiro turno, a Universo/Juiz de Fora paga os pecados por um comando deficiente. Se é mesmo verdade que o grupo Universo tem dinheiro, eles deveriam zelar um pouco mais no seu emprego. Porque o time simplesmente não apareceu ainda. Engraçado o time fazer boas escolhas para o time, mas entregar seu comando a um técnico amador. É masoquismo. Ou loucura. E os reforços prometidos devem ficar pra próxima vez. Nesse salve-se-quem puder, as lutadoras e talentosas Gilmara (15 pts, 7,1 rebs) e Karla (14,5 pts) se destacam. Outra que confirma a qualidade é Peixe (9,7 pts). Na linha oposta, Tayara derrapa (6,2 pts). Roseli mantém-se aplicada (9,3 pts; 5,8 rebs). Casé se destaca nos rebotes, mas se afoga no ataque (7,1 rebs; 4,3 pts).
Por fim, o Iate Clube/Rio das Ostras. Um time que não merece comentários. Porque é um time-sem-comentários. Preferia não fazê-los, porque não quero sujar minhas mãos. Tampouco dar espaço a quem não merece. Que me desculpem as atletas que caíram nesse conto. Mas o que acontece na cidade carioca é o fim da picada. Não vou me extender, porque não é todo mundo que tem estômago para saber o que acontece nos bastidores podres do basquete feminino brasileiro. Responsável ou não, mais uma vez o nome de Guilherme Kroll está no olho do furacão. Ele é a versão dos trópicos do Rei Midas, mas tudo o que toca, vira confusão. Se uma coisa que esse moço não tem, é talento para o silêncio. Pois o enredo rocambolesco dessa vez é que o time nasceu de uma série de equívocos, idas-e-vindas e da expectativa por um patrocinador que ficou no meio do caminho. Nesse meio-tempo, o time já foi ameaçado de despejo da pousada em que mora em duas oportunidades. Até agora, a lábia de Kroll segura a canoa furada. A mesma lábia que trouxe a pivô Marta Sobral, que estreou e não voltou mais à quadra. Marta que não nasceu ontem, já avisou que sem salário, sem trabalho. Em suma: o time é uma bomba-relógio que se auto destruirá em breve. Por enquanto, a bomba pula de mão-em-mão. Já passou até pela mesa do Sr. Grego. Felizmente, faltam apenas mais sete jogos para o time carioca encerrar essa medíocre participação no torneio. E o time está no lugar de onde nunca deve sair: a lanterna da Copa Café Com Leite. O torneio da bola de criança.
Acabou o primeiro turno da Copa Café Com Leite. Ontem. Ufa. Desceu o primeiro gole, amargo. Num esporte em que a expressão "desce redondo" caberia bem, foi tudo muito mal. Jogos ruins, organização péssima, times desmantelados, cobertura insignificante.
Mas vamos lá tentar traçar um resumo das equipes nessa primeira fase.
O que dizer da líder invicta Unimed/Americana na primeira fase? Equipe mais eficiente, melhor ataque, melhor defesa, maior número de bolas de 3 pontos, melhor rebote defensivo e maior número de assistências. Realmente, Americana sobrou nesse primeiro turno. Contratada de última hora, Cíntia Luz lidera o ataque da equipe (15,3) e tem a melhor média de assistências (4,6). A ala Lílian é a verdadeira Fênix dessa equipe. A menina já passou tantos apertos em clubes e na seleção, vem de um corte na seleção olímpica e de perda de espaço para outras atletas no clube. Mas renasceu das cinzas e fez um belo primeiro turno, com 14,4 pontos de média. Mesma média de Êga, que ainda mantém 11,3 rebotes por jogo. Ao lado de Geisa (12,7 pontos e 8,9 rebotes) são portos seguros da equipe. Deslocada para a armação, a pontaria de Cris caiu (8,3 pts e 4,3 assistências). Ela divide a tarefa com Karen (8 pts), em recuperação. A americana Danielle, recém-chegada parece ter um basquete correto, mas vamos ver como ela se insere na equipe. Apesar disso, nem tudo são flores em Americana. As competentes mãos de Paulo Bassul terão muito trabalho no seguimento do campeonato. O maior problema é o elenco reduzido. Todas as cinco titulares tem mais de 30 minutos por jogo. Falta ainda uma armadora para a equipe. Cris está quebrando um galho. Karen é espevitada, ofensiva, quase uma velocista, mas ainda precisa amadurecer para a posição. A armadora Jacqueline e a ala Silvinha podem ter condições de jogo na fase decisiva. E será necessária muita sabedoria nesse momento. Depois de jogos relativamente tranqüilos, o time cambaleou nas duas últimas rodadas. Salto Alto? Cansaço? Não se sabe. Mas uma coisa eu sei: Paulo Bassul, suas atletas, a Unimed, a cidade de Americana estão de parabéns pelo trabalho que vem fazendo.
O Sírio/Black & Decker/Uberaba começou o Nacional animado. Mas realmente, duas decisões do time estão pesando já agora. A primeira é gastar 10.000 reais com a americana Aja Brown. Realmente nas atuais circunstâncias, gastar essa quantia com uma norte-americana nível B é uma grande bobagem. Maior ainda quando a jogadora abandona o barco no meio da travessia. Mas que vá. Vá com Deus. Antes mesmo do campeonato começar, já eram fortes os rumores que Aja não cruzava os bigodes com Ferreto. Depois então do campeonato começar... O segundo problema de Uberaba é Karina. Sem forma e ritmo, a pivô não é nem sombra da virtuose do passado. Soma 35 minutos em apenas 4 atuações nesse primeiro turno (e Uberaba tem um jogo a mais). Para quem gosta de basquete, é triste ver Karina assim. Sugiro que a pivô faça como eu, e assista o filme Seabiscuit nesse final de semana. Mas às vezes, eu acho que superações, voltas por cima e recomeços como o que queremos para Karina só acontecem no cinema. E no hollywoodiano. Voltando à vida real, é melhor nos contentarmos com as boas apresentações de Roberta (17,1 ppj), depois de um inferno-astral em Guarulhos. Junto a ela, há a armadora Vanessa Gattei em franca evolução: 14 pts, 5,6 assistências. E ainda Luciana (11,4 ppj). Mas Aja e Karina destroçaram a estrutura do garrafão da equipe mineira. Ferreto se segura com a pivô Ana Lúcia (6,1 pts, 8,5 rebts) e com duas esforçadas alas-pivôs: Maria (6,9 pts, 6,1 rebs) e Gorda (6,3 pts, 5,6 rebs). Agora, sinaliza com Feda (5,5 pts, 4 rebs), depois de resolvido o ridículo impasse com Santo André. Enfim, a calorosa torcida de Uberaba e o genial Ferreto vão suar muito com esse time.
O FIO/Pão de Açúcar/Unimed?Ourinhos fez um primeiro turno abaixo das expectativas. O jogo da equipe ainda não ganhou aquela consistência que se esperava do atual campeão paulista. Principalmente por que Ourinhos tem o elenco mais completo do momento. Talvez o excesso de mudanças e opções tenha confundido a campanha do clube. Só no time titular, desapareceram duas das antigas referências do time (Lígia e Passarinho). Na nova dinâmica de Ourinhos, Chuca faz o abre-alas com competência exemplar (16,9 pts). Fernanda a segue, com 12,9 ppj. A armação claudica. Passarinho deu lugar a Bethânia no início do campeonato e agora, a primeira ameaça tomar de volta o posto titular. Às duas, faltou brilho para ultrapassar o convencional. Nos pivôs, a cubana Lisdeivi faz as honras da casa (13,1 pts; 7,6 rebs) com absoluta dedicação. Sua melhor companheira tem sido a esforçada Milene (9,3 pts; 5,7 rebs, 2,9 recs). Causa estranheza o silêncio de Lígia (1,7 ppj), uma espécie de alma-e-símbolo da equipe. Grave ainda a campanha anêmica da talentosa Lelê, atabanada no ataque (2,3 pts; 5,0 rebs). Asfixiada num time de estrelas, outro talento, a lateral Nathalia murcha. Enfim, há muitos detalhes para Vendramini acertar nesse time. Alguns desses detalhes serão abrandados com a providencial contratação de Janeth (13,5 ppj). Apresentada às pressas, após a derrota para Americana, sem ritmo e sem prática com a bola mais leve, a estrela patina na pontaria (2 em 13, nos lances de 2, sua especialidade, na sua segunda partida). Mas logo deve voltar à boa forma e recuperar a coroa. Mesmo que a de Rainha do Café. Em Ourinhos, há ainda uma ansiedade por quem sabe uma entrerrada de Ízis? Seria bom. Ao menos um lance de destaque num torneio tão modorrento como esse. Mas a verdade é que a enterrada de Ízis não mudaria em nada o basquete brasileiro. A não ser que ao invés da bola, a goiana cravasse contra o aro a cabeça do presidente da CBB.
Superação: essa tem sido até agora a receita da surpreendente campanha do modesto, mas bravo, time do Santa Maria/São Caetano. Desde que o técnico Borracha assumiu o time, a equipe se trasmutou naquele adversário irritante, que sem estrelas, perturba a todos, incluindo os líderes e frequentemente os derruba do cavalo, sem cerimônia alguma. O elenco reduzido, pobre em opções tem segurado o tranco até o momento. Mas o caminho é árduo e muito pouco se pode cobrar desta equipe, a não ser que mantenha a dedicação que vem apresentando e continue saboreando as vitórias contra equipes muito mais caras que a sua. Aide é a fiel escudeira dessa equipe (17,9 pts e 6 rebs). Eternamente esforçada, Kattynha dá sua contibuição com entusiasmo (10,3 pontos). A veterana Maristela faz o que pode (7,7 pts; 4,4 rebs) dividindo o garrafão com uma jovem (Flávia). No banco, Borracha guarda o trunfo Sandra (9,9 pts, 7,7 rebs). Na armação, a jovem e talentosa Fabianna belisca com insistência sua afirmação (6,9 pts, 3,6 assists; 2,1 recs). São Caetano é dos times que com um pouquinho a mais de incentivo financeiro, estaria certamente na disputa do título. Por enquanto, o time segue, sem medo, na luta.
Santo André continua a mesma equipe de sempre, com Laís Elena fazendo o que é possível dentro e fora de quadra. Atenção merece a menina Kátia, que se aproxima da explosão (21,4 ppj, 10,9 rebs e 2,1 tocos). Excelente! Ao seu lado, Simone Lima incentiva a parceira e entra na festa (15,3 pts; 10,1 rebs, 3,3 recs). Por falar, em continuar na mesma, Vívian está lá com seu basquete em que os erros (4,8) superam as assistências (4,4) e mais 13,5 ppj e 3,6 assistências. Gislaine acordou nas últimas partida com atuações corretas (7.9 pts; 4,0 assists).
O São Paulo/Guaru parece até ter evoluído em relação ao Paulista. Mas a técnica Vilma carece de tempo e opções para levar o time a um lugar mais alto. Palmira se afirma com competência como grande destaque do time (18,7 pts, 7,9 rebs; 3,4 assists e recs). A ala-pivô Patrícia mantém a eficiência de sempre (15,4 ppj; 4,7 rebs). Simone Pontello (10,1 pts) e Cléia (10,6 pts) tem participações honestas. O maior problema reside na armação estagnada de Sandrinha. Outro problema é o desfalque cruel da ótima Eliane, recém-operada por uma contusão no joelho. Laine faz o que pode (3.3 pts; 4,4 rebs).
Maior decepção do primeiro turno, a Universo/Juiz de Fora paga os pecados por um comando deficiente. Se é mesmo verdade que o grupo Universo tem dinheiro, eles deveriam zelar um pouco mais no seu emprego. Porque o time simplesmente não apareceu ainda. Engraçado o time fazer boas escolhas para o time, mas entregar seu comando a um técnico amador. É masoquismo. Ou loucura. E os reforços prometidos devem ficar pra próxima vez. Nesse salve-se-quem puder, as lutadoras e talentosas Gilmara (15 pts, 7,1 rebs) e Karla (14,5 pts) se destacam. Outra que confirma a qualidade é Peixe (9,7 pts). Na linha oposta, Tayara derrapa (6,2 pts). Roseli mantém-se aplicada (9,3 pts; 5,8 rebs). Casé se destaca nos rebotes, mas se afoga no ataque (7,1 rebs; 4,3 pts).
Por fim, o Iate Clube/Rio das Ostras. Um time que não merece comentários. Porque é um time-sem-comentários. Preferia não fazê-los, porque não quero sujar minhas mãos. Tampouco dar espaço a quem não merece. Que me desculpem as atletas que caíram nesse conto. Mas o que acontece na cidade carioca é o fim da picada. Não vou me extender, porque não é todo mundo que tem estômago para saber o que acontece nos bastidores podres do basquete feminino brasileiro. Responsável ou não, mais uma vez o nome de Guilherme Kroll está no olho do furacão. Ele é a versão dos trópicos do Rei Midas, mas tudo o que toca, vira confusão. Se uma coisa que esse moço não tem, é talento para o silêncio. Pois o enredo rocambolesco dessa vez é que o time nasceu de uma série de equívocos, idas-e-vindas e da expectativa por um patrocinador que ficou no meio do caminho. Nesse meio-tempo, o time já foi ameaçado de despejo da pousada em que mora em duas oportunidades. Até agora, a lábia de Kroll segura a canoa furada. A mesma lábia que trouxe a pivô Marta Sobral, que estreou e não voltou mais à quadra. Marta que não nasceu ontem, já avisou que sem salário, sem trabalho. Em suma: o time é uma bomba-relógio que se auto destruirá em breve. Por enquanto, a bomba pula de mão-em-mão. Já passou até pela mesa do Sr. Grego. Felizmente, faltam apenas mais sete jogos para o time carioca encerrar essa medíocre participação no torneio. E o time está no lugar de onde nunca deve sair: a lanterna da Copa Café Com Leite. O torneio da bola de criança.
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