terça-feira, 9 de novembro de 2004

Sírio busca noite inspirada

Renato Pena

O Sírio/Black&Decker fecha a longa e estranha seqüência de jogos em casa, na fase classificatória do Nacional de Basquete, "sem pretensões, mas atento a uma noite inspirada". A definição do coordenador da equipe, Mário Sérgio Mazão, cai bem ao difícil compromisso de hoje, quando o time uberabense pega o franco favorito ao título brasileiro de clubes, o Americana (SP), ainda no Ginásio do Jockey Club, às 20h (com entrada franca).

Com a partida de hoje, serão seis jogos em casa consecutivos, dos 14 duelos da fase de classificação para os playoffs. O Sírio é a única equipe com tal seqüência. Para a comissão técnica da equipe, o pior já passou, com os resultados positivos nos primeiros jogos, contra Santo André, Rio das Ostras e Juiz de Fora, em que qualquer derrota poderia atrapalhar a carreira nas fases finais.

A atual campeã brasileira chega a Uberaba, com panca de bicampeonato. Americana está invicta. Bateu São Caetano (78 a 48) e Ourinhos (63 a 53) de forma contundente e ainda contrata reforços. O time paulista anunciou na sexta-feira a contratação da pivô norte-americana Danielle McCulley. O técnico Paulo Bassul, virtual sucessor de Barbosa, no comando da Seleção, a definiu como rápida e com um basquete bem agressivo para o jornal "Todo Dia". A jogadora só deve estrear na sexta-feira, contra Santo André.

Enquanto isso, a norte-americana do Sírio, a pivô Aja Brown, deixa Uberaba, tendo sido dispensada pelo clube. Na tarde de ontem, Mazão verificava a documentação da atleta, para confirmar seu desligamento. Está descartada a contratação de outra jogadora, principalmente pelo fato do mercado brasileiro não oferecer qualquer opção. O clube também não tentará as opções do exterior. "É muito caro", aponta o dirigente, revelando inclusive o gasto mensal com a pivô: 3,5 mil dólares. "O que para elas é pouco para a gente é muito dinheiro", continua.

Feda. "Mas confirmaremos amanhã [hoje] a liberação da Feda e dentro de 15 dias a Karina estará completamente recuperada para voltar às quadras", aposta o Mazão, em referência às pivôs, com problema de documentação e contusão, respectivamente.

"Conversei com Laís [Elena, técnica de Santo André] e acertamos um valor. O Sírio pagará o que estão pedindo para liberar a Feda", avisa o coordenador. Sites especializados no basquete feminino questionam a postura da equipe paulista, que estaria atrapalhando a confirmação do contrato da pivô, em Uberaba. O time do ABC teria liberado atletas sem impor qualquer condição, o que não ocorreu com a jogadora que já treina em Minas.

Feda não deve estrear contra Americana, o que só deve ocorrer na sexta-feira, dia 12. Já Karina, "até pode jogar uns minutos, mas a intenção é poupá-la", fecha Mazão.

A pivô argentina, naturalizada brasileira, é a maior aposta do clube para os playoffs. Seria o diferencial para que o Sírio chegue à tão sonhada final, prevista para janeiro de 2005. Acontece que Karina precisa de recuperação física e ninguém sabe o tempo exato para isso ocorrer. A atleta aposta no esforço que vem fazendo e tem respondido sempre que jogará no compromisso seguinte do Sírio.

Ainda sobre Aja Brown, sua saída está relacionada a problemas de relacionamento da atleta, segundo Edson Ferreto, o técnico. A torcedores, ela teria declarado que não estaria gostando de Uberaba e mostrou insatisfação.

Fonte: Jornal da Manhã

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