domingo, 29 de outubro de 2017

Uma mistura entre paixão e lamento na final do JUBs



Assisti ontem à final do basquete feminino nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs) no Ginásio Rio Vermelho em Goiânia.

De um lado o time da Unip de São Paulo, do técnico Borracha, que reunia Lays, Cacá, Aruzha, Aline Moura, Geisa, Ariadna, Mariana Dias, entre outras.

Do outro lado, a equipe da Uninassau, de Recife, do técnico Roberto Dornelas, com Tássia, Gil, Maria Carolina, Carol Ribeiro e Gabriela, entre outras.

O começo do jogo favoreceu a Uninassau.

Com bons arremessos de Tássia e Maria Carolina jogando com extrema facilidade, a Uninassau abriu e a Unip sofria com o péssimo aproveitamento de Ariadna. O primeiro quarto terminou em 15-22.

Com a entrada da veterana Geisa (brilhante!), o time da Unip subiu de produção e Maria Carolina parou de pontuar. Sua companheira de garrafão, Gil, não estava bem, muito por não receber a bola na posição adequada. Ariadna conseguiu enfim sua primeira cesta e a gangorra pendeu para o lado da Unip, que fez 16 x 9, e saiu um ponto a frente (31-30) para um rápido intervalo.

No terceiro quarto, a Unip continuou comandando as ações, envolvendo melhor seu elenco, com boas participações de Aline (jogadora muito interessante), Mariana, Lays e até mesmo de Aruzha.

Pelo lado da Uninassau, Gabriela (muito boa atleta, enfrentando uma necessária mudança de posição de pivô para ala) e Tássia (já aparentando cansaço) mantinham as atuações mais consistentes. Houve uma passagem interessante de Ana Thaís Limoeiro na armação. No jogo interno, no entanto, o time não acertava o caminho. Em quarto equilbrado, o placar marcava 50-45.

No quarto final, a Uninassau entrou determinada a reagir. Mas o impulso durou pouco. Em dois minutos, Ariadna retomou o comando do jogo para a Unip e a Uninassau estava perdida e arremessando loucamente de três pontos.

A equipe paulista fechou a partida em um incontestável 69-55.

Foi um jogo agradável de se assistir, apesar de muitas jogadoras ainda estarem distantes do ritmo e forma ideais.

Mas é bom enxergar pessoas fazendo basquete com paixão.

Paixão que você consegue ver nos olhos de Borracha, feliz com a conquista.

Paixão na disposição de Geisa, aos 38 anos.

Paixão na insistência de Ariadna, emocionada ao fim do jogo.

Mas assistir a um jogo como esse infelizmente é um lamento, quando se considera a dificuldade de mercado de trabalho dessas meninas. Elas estarão na próxima LBF? Haverá clubes interessados nelas? No desenvolvimento das mais novas?

Infelizmente o basquete feminino há alguns anos tem sido assim. Mesmo quando ele pode ser agradável e divertido, há algo a lamentar.

10 comentários:

Paulo Roberto disse...

Que legal o texto Bert! Muito bom saber que a Gabriela está se dando bem jogando como ala, pensando em nível internacional, complicado com 1,80m jogar no garrafão. Ela que aos 20 anos já foi cestinha de Campeonato Paulista Adulto merece alguém cuidando do desenvolvimento do seu basquete e tomara que o Roberto Dornelas consiga fazer com a Gabriela e com a pivô Maria Carolina, o mesmo bom trabalho feito com a Raphaella na última LBF.

Essa equipe da UNIP que o técnico Borracha montou está pronta pra LBF, mesmo tirando Ariadna que joga por Santo André e colocando outra ala experiente para dar suporte às mais novas, é um grupo muito competitivo. Vamos torcer para que role uma parceria, quem sabe da própria UNIP com um dos clubes interessados em jogar a Liga Feminina, mas que ainda não tem elenco.

Anônimo disse...

A única coisa que enxergo no basquete feminino INFELIZMENTE é o RELAXO de quem forma essas meninas técnicamente . Nossas jogadoras em TODO O BRASIL são muito mal formadas técnicamente . Nossas jovens pivôs NÃO SABEM jogar de frente pra cesta , SEM HABILIDADE com a bola ou capazes de driblar com eficiência . Errando cestas embaixo da tabela etc... . Laterais ? Hoje existe no Brasil uma MULTIDÃO de chutadoras de 3 , se pelo menos cai-se as bolas tudo bem , só que não . Cada AIR BALL de dar VERGONHA ! As atletas NÃO SÃO formadas técnicamente por posição , são RARAS as laterais 3 que vemos no mercado ou sendo formadas que sabem jumpear na zona morta , infiltrar e não somente ficar chutando de três - jogadoras com características de uma lateral na posição 3 como Iziane , jogava Janete etc.. laterais com Jump seco e curtos eficiêntes , cortes , HABILIDADES . Os treinadoras NÃO SÃO CAPACITADOS para formar as atletas em suas respectivas posições - muito por serem ACOMODADOS - por isso nosso basquete feminino está perdendo pra TODO MUNDO . Pra quem discorda é só pegar uma menina de 13 anos americana , australiana , ou Russa e colocar no 1x1 com uma atleta brasileira da mesma idade .Quando se fala de base , MUITO é responsabilidade do profissional que trabalha essas crianças . Por isso ESSA LÁSTIMA !Infelizmente !

Jonh Jonh SP disse...

Grande mestre professor Norberto Borracha

Poderia mesmo estar na próxima LBF

Anônimo disse...

Roberto Dornelas eterno vice!!

Anônimo disse...

Na moral me lembrei de um momento do basquete feminino em que Roberto dornelas tinha a disposição Adrianinha, Tifany Heyes , Erika , Nádia , Tamera Young e CONSEGUIU perder pra americana a final da LBF . Sem DESMERECER o título de Americana que tinha um excelente treinador , conjunto e Damiris mais ficou claro que se com um elenco daqueles Dornelas mesmo assim não conseguiu ganhar talvez seja a hora de começar a investir mais nele mesmo como treinador ! Fica a dica ! Não é só encher a equipe de boas jogadoras !! Só por isso fica CLARO o quão boa treinadora é Lisdeivi que teve Erica Weeler na mão e Iziane e conseguiu ganhar do invencível Corinthians ! Se tem um treinador jovem que MERECIA estar na comissão brasileira feminina de basquete se chama Lisdeivi Pompa .

Anônimo disse...

Norberto, Grande Borracha, baita treinador, mereceu o título. Ah como você poderia junto com o apoio da UNIP retomar ao Basquete Feminino. O basquete feminino está precisando. Cidades que tinham bases de mini, mirim... adulto, Piracicaba, Sorocaba, não existem mais. Volte...

Anônimo disse...

Roberto Dornelas, aprenda um pouco com esse técnico que mereceu o título. Não só pela questão técnica, grande professor. Mas principalmente por ser muito humano e humilde. Não aprende, é muita soberba. Desrespeita as pessoas.

Anônimo disse...

Não entendo porque tanto ódio e ofensas gratuitas contra o Roberto Dornelas. O cara mantém praticamente sozinho um projeto sólido de basquete em Recife, que com certeza motivou a entrada de Marannhão, abrindo um polo no nordeste que decentralizou e elevou o nível da LBF para outro patamar. Qualquer equipe que tenha Clarissa no elenco é praticamente invencível. O único treinador que conseguiu vencer Americana com Clarissa foi o Dornelas. Quantas atletas ele já empregou durante esses sete anos? Não Ssou pernambucano, nem da família dele, mas não tem fundamento esses comentários DESAGRADÁVEIS. Coisa de gente RECALCADA. Dá até mal estar de ler... poderiam nos poupar de tanta negatividade. Não acrescenta em nada, não contribui em nada, não agrega em nada, melhor ficar em silêncio do que defecar pelos dedos.

Anônimo disse...

Anônimo das 12:20 hs. Não deve ser de PE mesmo, porque não deve o conhecer. E quem está sendo baixo nível nas palavras é você. E também acho que você não deve ter assistido a última final, pois mencionou a Clarissa. E também não sei se você sabe mas o Roberto ele não banca mais nada. Informe se!

Anônimo disse...

Querido, acho que você não sabe interpretar um texto. Eu escrevi que o único técnico que conseguiu vencer uma LBF enfrentando Americana com Clarissa foi o Roberto Dornelas. Não sou de Recife e nem advogado dele, mas acho que um cara que mantém um projeto tão importante para o basquete feminino, que durante sete anos já empregou tantas atletas e elevou o nível da LBF merece respeito.