quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Pivô Alessandra adia aposentadoria, mas investe em outras frentes


Uma das jogadoras mais premiadas do basquete brasileiro, Alessandra reluta em confirmar o final de sua carreira dentro das quadras. Aos 40 anos, a pivô não descarta a possibilidade de disputar alguma competição em 2014, mas já investe em outras frentes.

Depois de três meses de inatividade, Alessandra disputou a última edição dos Jogos Abertos do Interior por Jundiaí como uma espécie de agradecimento pelo apoio recebido do clube nas categorias de base e, apesar da falta de ritmo, ficou com o vice-campeonato.

“No Brasil, todo o mundo acha que os atletas já não prestam mais com 40 anos, mas eu ainda tenho força física e gabarito para jogar no nível do basquete atual. Não quero ser petulante, mas nos Jogos Abertos consegui correr contra meninas de 16 anos e fomos vice-campeãs. Alguma coisa deve estar errada”, disse.

Como jogadora da Seleção Brasileira, ao lado de Paula e Hortência, Alessandra participou da histórica conquista do Mundial da Austrália-1994. Nos Jogos Olímpicos, ela ganhou a medalha de prata em Atlanta-1996 e ficou com o bronze em Sydney-2000.

A pivô não descarta a possibilidade de aceitar um convite para retornar às quadras, desde que a proposta seja interessante e parta de um clube perto da capital paulista para que ela possa se manter perto de seus negócios. Fora do esporte, Alessandra mantém uma empresa de perícia automotiva e, em parceria com sócios italianos, inaugurou nesta semana uma soverteria no bairro dos Jardins.

“O ano que vem está perto e longe ao mesmo tempo. Ainda não sei (se voltará a jogar). Por enquanto, estou um pouco fora do esporte, aprendendo a fazer outras coisas. Mas em 2014 quero implantar um projeto para passar a experiência que adquiri como jogadora e tentar revelar alguns talentos, porque o basquete feminino está pobre nesse sentido ultimamente”, disse.

Acostumada a brigar por medalhas em Jogos Olímpicos durante sua carreira, Alessandra viu a Seleção Brasileira, com Hortência como diretora, decepcionar em Londres-2012 ao cair logo na primeira fase. Ela aprova o retorno da armadora Adrianinha, remanescente de sua geração, mas demonstra preocupação.

“A Adrianinha é importante, mas o Brasil não pode se apoiar só nela como veterana. Estamos a dois anos de uma Olimpíada em casa e não temos um time forte, coeso e com novos talentos. Isso é triste. O planejamento deveria ter sido feito há 10 anos para o esporte olímpico estar um nível mais alto. E não falo apenas do basquete, mas da maioria das modalidades, com excecção do vôlei”, disse.


ALESSANDRA X CBB


Campeã mundial e medalhista olímpica, a pivô Alessandra trava uma longa disputa jurídica com a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e ainda espera por uma solução definitiva.


A jogadora sofreu uma lesão no ombro durante a semifinal do Mundial-2006, disputado no Brasil, e acusa a CBB, então presidida por Gerasime “Grego” Bozikis, de não pagar o seguro previsto em caso de contusão durante o campeonato.


“O caso está indo para Brasília. Graças a Deus, tive forças para me recuperar sozinha. Sou uma pessoa guerreira e sempre vou atrás dos meus objetivos. Nunca precisei fazer nada de errado”, disse a jogadora.



6 comentários:

Anônimo disse...

Graaaaandeeeee Alessandra! Tudo nela é enorme: basquete, caráter, personalidade, vontade, humildade, etc... Sou seu fã n.1

Anônimo disse...

Guerreira! Sempre lutando.

Anônimo disse...

sempre fui seu fã....grande pivô, infelizmente não está sabendo a hora de parar....

Anônimo disse...

Parar é nunca!!!

Anônimo disse...

Nossa olha a oportunidade!!

Acho que Rio Claro e principalmente Brasilia poderiam contrata-la.
Imagina o alvoroço e BUm na cidade coma chegada de um campea mundial e medalhista olimpica?????
Fica a dica, Alessandra aainda tem muito gaz. Brasilia fica ai a dica!!

Dinha Felice disse...

A participação de Alessandra foi fundamental para a conquista do mundial em 1994. Se estiver em plenas condições físicas, ela deveria pensar em participar da liga e da seleção ainda em 2014....pensa bem Alessandra