O início da preparação

A seleção começou hoje, no Rio, a sua preparação para a disputa do Pré-Olímpico.
O tempo de preparação não é dos maiores, porém poucos adversários farão mais que isso. Cuba talvez seja a grande exceção, mas por características muito particulares. Com as temporadas européias em fase final, até mesmo a anfitriã do torneio (Espanha) iniciará só no sábado (e ainda com desfalques) seus treinos.
No entanto, se o tempo preocupa menos; a forma como ele será usado assusta. A troca de comando na seleção no ano passado (de Barbosa para Bassul) trazia implícita uma possibilidade de renovação também fora da quadra. No meu (rico) imaginário, Bassul entraria na confederação oferecendo um pouco mais de ousadia e planejamento ao decadente basquete brasileiro. Pois o Brasil começa a preparação, tendo programado apenas um amistoso relevante (China), mas envolvido na disputa de um constrangedor Sul-Americano e sob a ameaça da disputa de um amistoso contra o Chile, em dez dias.
Realmente, é dose. Me chateia ver que, embora dentro de quadra, Bassul ofereça mais oxigênio que Barbosa, à seleção renovada; os vícios fora dela, permanecem os mesmos. Se tenho motivos para crer que Bassul seja capaz para planejar, ele me parece abandonado à própria sorte na execução. De tal forma, que em menos de um ano como técnico da seleção, duas reviravoltas incomodam a lembrança: (1) Tarallo ter assumido a sub-21 no Mundial, logo após Grego ter anunciado Bassul como técnico; e (2) a idéia da seleção B ter sido abortada temporariamente.
Resta torcer para que, mesmo fora das condições ideais, a seleção possa estar bem preparada para a competição. E ainda para que em uma nova gestão da confederação, haja mais organização, maior disposição; para que possamos ter uma comissão técnica mais ampla, desenvolvendo um planejamento estratégico com as categorias menores e com seleções de novas ou B, contemplando um número maior de técnicos e ex-jogadoras, com possibilidade de intercâmbio inteligente com reais forças da modalidade.
Dentro da quadra, a convocação de Bassul foi, no geral, justa. O treinador manteve onze das doze atletas que jogaram o Pré-Olímpico das Américas. Apenas Ísis não foi reconvocada. Outros três resgates eram certos (Érika, Kelly e Adrianinha). Duas atletas em excelentes temporadas no Brasil (Natália e Karina) confirmaram a aposta na excursão à Cuba. Por fim, resta uma atleta que, embora se estranhe a forma da convocação, não se discute o mérito (Jaqueline).
Táticas e treinos a parte, o grupo é bastante heterogêneo, e Bassul necessitará de muita habilidade para equacionar essas diferentes necessidades. A começar por oferecer suporte ao bom momento das inexperientes (Karina, Natália e Jaqueline); resgatar o brilho a basquetes ultimamente opacos (Êga e Kelly), driblar problemas físicos (Karla e Mamá); integrar com rapidez as apresentações tardias (Iziane, Graziane, Kelly, Érika, e possivelmente, outras), ajudar a conjugar talento e maturidade (Iziane) e confirmar recentes aquisições do grupo (Franciele, Karen e Chuca).
O tempo de preparação não é dos maiores, porém poucos adversários farão mais que isso. Cuba talvez seja a grande exceção, mas por características muito particulares. Com as temporadas européias em fase final, até mesmo a anfitriã do torneio (Espanha) iniciará só no sábado (e ainda com desfalques) seus treinos.
No entanto, se o tempo preocupa menos; a forma como ele será usado assusta. A troca de comando na seleção no ano passado (de Barbosa para Bassul) trazia implícita uma possibilidade de renovação também fora da quadra. No meu (rico) imaginário, Bassul entraria na confederação oferecendo um pouco mais de ousadia e planejamento ao decadente basquete brasileiro. Pois o Brasil começa a preparação, tendo programado apenas um amistoso relevante (China), mas envolvido na disputa de um constrangedor Sul-Americano e sob a ameaça da disputa de um amistoso contra o Chile, em dez dias.
Realmente, é dose. Me chateia ver que, embora dentro de quadra, Bassul ofereça mais oxigênio que Barbosa, à seleção renovada; os vícios fora dela, permanecem os mesmos. Se tenho motivos para crer que Bassul seja capaz para planejar, ele me parece abandonado à própria sorte na execução. De tal forma, que em menos de um ano como técnico da seleção, duas reviravoltas incomodam a lembrança: (1) Tarallo ter assumido a sub-21 no Mundial, logo após Grego ter anunciado Bassul como técnico; e (2) a idéia da seleção B ter sido abortada temporariamente.
Resta torcer para que, mesmo fora das condições ideais, a seleção possa estar bem preparada para a competição. E ainda para que em uma nova gestão da confederação, haja mais organização, maior disposição; para que possamos ter uma comissão técnica mais ampla, desenvolvendo um planejamento estratégico com as categorias menores e com seleções de novas ou B, contemplando um número maior de técnicos e ex-jogadoras, com possibilidade de intercâmbio inteligente com reais forças da modalidade.
Dentro da quadra, a convocação de Bassul foi, no geral, justa. O treinador manteve onze das doze atletas que jogaram o Pré-Olímpico das Américas. Apenas Ísis não foi reconvocada. Outros três resgates eram certos (Érika, Kelly e Adrianinha). Duas atletas em excelentes temporadas no Brasil (Natália e Karina) confirmaram a aposta na excursão à Cuba. Por fim, resta uma atleta que, embora se estranhe a forma da convocação, não se discute o mérito (Jaqueline).
Táticas e treinos a parte, o grupo é bastante heterogêneo, e Bassul necessitará de muita habilidade para equacionar essas diferentes necessidades. A começar por oferecer suporte ao bom momento das inexperientes (Karina, Natália e Jaqueline); resgatar o brilho a basquetes ultimamente opacos (Êga e Kelly), driblar problemas físicos (Karla e Mamá); integrar com rapidez as apresentações tardias (Iziane, Graziane, Kelly, Érika, e possivelmente, outras), ajudar a conjugar talento e maturidade (Iziane) e confirmar recentes aquisições do grupo (Franciele, Karen e Chuca).
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