Imbatível há 21 anos, time feminino volta a atuar na Colômbia, país em que teve último revés
Brasil defende domínio na América do Sul
ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL

A última vez que o Brasil perdeu no Sul-Americano, a ala Jaqueline, 19, uma das novatas da seleção atual, nem havia nascido. A armadora Helen, a mais experiente, ainda atuava, aos 11, nas escolinhas de basquete de Araçatuba.
A partir de hoje, as duas integram o time nacional, que busca o décimo título consecutivo e a manutenção de uma invencibilidade que já atinge 47 jogos no torneio, cuja 29ª edição será em Villavicencio (Colômbia). O Brasil estréia às 18h, contra o Paraguai.
A última vez que a seleção perdeu o Sul-Americano foi justamente na Colômbia, em 1984, contra a equipe da casa. Naquela ocasião, a seleção viajou com um time reserva, que não contou com Paula e Hortência. Desfalcado, o time perdeu a final por 62 a 51.
A situação se assemelha à do time atual, que conta com apenas três jogadoras que integraram o elenco que ficou em quarto lugar na última Olimpíada. Mesmo assim, o time do técnico Antonio Carlos Barbosa é favorito.
"A maioria das seleções daqui ainda são semiprofissionais. Mas há equipes que já apresentam bom nível, como a Argentina. Outras, que contam com várias atletas fazendo universidade nos EUA, casos da Colômbia e da Venezuela", destaca o treinador.
A Argentina vem sendo o maior rival da seleção no torneio. O time foi vice-campeão nas últimas seis edições. "O nível de dificuldade aumenta cada vez mais. A Argentina tem que ser respeitada. Ela tirou o Canadá dos dois últimos Mundiais", lembra Barbosa.
Para a competição, o Brasil não conta com Janeth, maior estrela do país, e Iziane, que estão na WNBA. O time também não terá suas principais pivôs. Alessandra, Cíntia e Kelly estão com lesões.
A ala Sílvia Gustavo se recupera de uma gastrite, enquanto a armadora Adrianinha ganhou férias. Leila e Karla, que também estiveram na Olimpíada, não foram chamadas por opção do técnico.
Para suprir isso, Barbosa deve escalar um time mais experiente hoje, com Helen, Lílian, Micaela, Ega e Erika. Com exceção de Ega, as outras já integraram a seleção em Mundial ou Olimpíada.
"Me sinto com a tia desta equipe. Quando comecei recebi muitos conselhos da Hortência e da Paula. Agora, tenho obrigação de retribuir", declara Helen, 32, que estréia na função de capitã.
A equipe terá quatro atletas que atuam pela primeira vez na seleção adulta em um torneio oficial. É o caso da armadora Fabianna, 23, da ala Jaqueline, 19, e das pivôs Flávia Luiza, 22, e Graziane, 22.
Apesar disso, três delas já tiveram boa participação nas categorias de base. Fabianna, Flávia e Graziane integraram a seleção vice-campeã do Mundial sub-21, disputado na Croácia, em 2003.
Rivais apostam em poder unificado
DA REPORTAGEM LOCAL
Argentina e Venezuela, dois dos times sul-americanos que mais evoluíram nos últimos anos, possuem comando centralizador.
Eduardo Pinto, que dirige a seleção argentina há mais de dez anos, é o responsável também por todas as categorias de base.
Com ele no comando, a Argentina bateu o Brasil no Sul-Americano juvenil, em junho, no Paraguai. Aquela seleção foi dirigida por Barbosa, que não considera ideal essa forma de trabalhar.
"Acho que o técnico do adulto tem que coordenar as outras categorias. Mas essas seleções devem ter treinador próprio. Essa experiência serve para formar outros profissionais", opina o brasileiro.
Na Venezuela, Jesús Cordobés também comanda o time feminino em todas as categorias. Nas horas vagas, ainda dirige o time masculino do Cocodrilos. (ALF)
Brasil defende domínio na América do Sul
ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL

A última vez que o Brasil perdeu no Sul-Americano, a ala Jaqueline, 19, uma das novatas da seleção atual, nem havia nascido. A armadora Helen, a mais experiente, ainda atuava, aos 11, nas escolinhas de basquete de Araçatuba.
A partir de hoje, as duas integram o time nacional, que busca o décimo título consecutivo e a manutenção de uma invencibilidade que já atinge 47 jogos no torneio, cuja 29ª edição será em Villavicencio (Colômbia). O Brasil estréia às 18h, contra o Paraguai.
A última vez que a seleção perdeu o Sul-Americano foi justamente na Colômbia, em 1984, contra a equipe da casa. Naquela ocasião, a seleção viajou com um time reserva, que não contou com Paula e Hortência. Desfalcado, o time perdeu a final por 62 a 51.
A situação se assemelha à do time atual, que conta com apenas três jogadoras que integraram o elenco que ficou em quarto lugar na última Olimpíada. Mesmo assim, o time do técnico Antonio Carlos Barbosa é favorito.
"A maioria das seleções daqui ainda são semiprofissionais. Mas há equipes que já apresentam bom nível, como a Argentina. Outras, que contam com várias atletas fazendo universidade nos EUA, casos da Colômbia e da Venezuela", destaca o treinador.
A Argentina vem sendo o maior rival da seleção no torneio. O time foi vice-campeão nas últimas seis edições. "O nível de dificuldade aumenta cada vez mais. A Argentina tem que ser respeitada. Ela tirou o Canadá dos dois últimos Mundiais", lembra Barbosa.
Para a competição, o Brasil não conta com Janeth, maior estrela do país, e Iziane, que estão na WNBA. O time também não terá suas principais pivôs. Alessandra, Cíntia e Kelly estão com lesões.
A ala Sílvia Gustavo se recupera de uma gastrite, enquanto a armadora Adrianinha ganhou férias. Leila e Karla, que também estiveram na Olimpíada, não foram chamadas por opção do técnico.
Para suprir isso, Barbosa deve escalar um time mais experiente hoje, com Helen, Lílian, Micaela, Ega e Erika. Com exceção de Ega, as outras já integraram a seleção em Mundial ou Olimpíada.
"Me sinto com a tia desta equipe. Quando comecei recebi muitos conselhos da Hortência e da Paula. Agora, tenho obrigação de retribuir", declara Helen, 32, que estréia na função de capitã.
A equipe terá quatro atletas que atuam pela primeira vez na seleção adulta em um torneio oficial. É o caso da armadora Fabianna, 23, da ala Jaqueline, 19, e das pivôs Flávia Luiza, 22, e Graziane, 22.
Apesar disso, três delas já tiveram boa participação nas categorias de base. Fabianna, Flávia e Graziane integraram a seleção vice-campeã do Mundial sub-21, disputado na Croácia, em 2003.
Rivais apostam em poder unificado
DA REPORTAGEM LOCAL
Argentina e Venezuela, dois dos times sul-americanos que mais evoluíram nos últimos anos, possuem comando centralizador.
Eduardo Pinto, que dirige a seleção argentina há mais de dez anos, é o responsável também por todas as categorias de base.
Com ele no comando, a Argentina bateu o Brasil no Sul-Americano juvenil, em junho, no Paraguai. Aquela seleção foi dirigida por Barbosa, que não considera ideal essa forma de trabalhar.
"Acho que o técnico do adulto tem que coordenar as outras categorias. Mas essas seleções devem ter treinador próprio. Essa experiência serve para formar outros profissionais", opina o brasileiro.
Na Venezuela, Jesús Cordobés também comanda o time feminino em todas as categorias. Nas horas vagas, ainda dirige o time masculino do Cocodrilos. (ALF)
Fonte: Folha de São Paulo
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