terça-feira, 10 de maio de 2005

Ourinhos quer acordo entre confederação e ex-cestinha para jogar

Campeão nacional diz que fecha se liga de Oscar vingar


ADALBERTO LEISTER FILHO
DA REPORTAGEM LOCAL

Um dos poucos times a não aderir à Nossa Liga de Basquetebol, o Ourinhos vive a incerteza sobre seu futuro. A equipe espera entendimento entre NLB e a Confederação Brasileira de Basquete.
"Só jogaremos um campeonato oficializado pela CBB. Se isso não acontecer, fechamos o time", ameaça Antônio Alves Passos, presidente do Ourinhos, atual campeão paulista e nacional.
Desde que o Americana fechou seu time adulto, o clube de Ourinhos se tornou o único grande investidor do feminino no país.
"Quando derrotamos o Marília, a treinadora de lá [Valéria Cavecci] afirmou que, se nossas reservas disputassem o Estadual, chegariam à final", gaba-se Passos.
Tal domínio pode acabar, caso não ocorra acordo entre a CBB e a liga, que promete fazer seu primeiro torneio feminino em 2006.
Oscar, presidente da NLB, chegou a declarar, na semana passada, que testaria inovações na liga caso Gerasime Bozikis, o Grego, presidente da CBB, não desse chancela à iniciativa dos clubes.
"É até melhor ser pirata. Poderia ter a bola patrocinada por uma empresa de telefonia, por exemplo, ou usar VT para esclarecer lances duvidosos", diz ele, referindo-se a iniciativas não contempladas nas regras da Federação Internacional de Basquete.
Quase unanimidade entre as principais equipes do país, a NLB não atraiu dois dos maiores times. Além do Ourinhos, líder invicto do Paulista feminino, o Ribeirão Preto, que ocupa a ponta do Nacional masculino, também não se inscreveu na entidade.
"O Chaim [Zaher, proprietário do COC, patrocinador do time] só irá decidir se a equipe entra na liga depois do fim do Nacional [em junho]", informa Luiz Henrique Parigi, supervisor do clube.
O dirigente, porém, descarta a possibilidade de acabar com o time. "Isso jamais foi comentado."
Ontem, em reunião no Rio, foi estipulado um prazo até agosto para as equipes confirmarem presença na liga masculina, prevista para começar em setembro.


Fonte: Folha de São Paulo

Comentário: Tem gente que gosta de dar Passos pra trás... Realmente, as declarações desse Senhor são de uma inconsequência e de uma mediocridade tão grandes que chega a dar dó... É só isso que eu sinto. Dó de um esporte cuja melhor equipe do país é gerenciada por uma figura desse naipe.

Pois que Ourinhos fique sozinho, navegando na mediocridade do Nacional Feminino da CBB. Já que ele se gaba que a equipe é assim tão boa, que a divida em duas e jogue entre si até o fim do torneio ou até o fim do basquete brasileiro.

É incrível.

Sempre cabe mais um no picadeiro do basquete!


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