Técnicos mobilizam por Nacional de sete meses
Técnicos se mobilizam, em busca de alternativas para inverter linha descendente do basquete de clubes no Brasil. A proposta inicial, já nas mãos dos dirigentes da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), prevê completa mudança no calendário brasileiro, com prejuízo para o Estadual Paulista e franca preocupação com a disseminação de equipes por todo o território nacional.
A idéia dos técnicos, encabeçada por Paulo Bassul, de Americana (SP), aumenta o período de disputa do Nacional de Basquete Feminino, dos atuais três meses para uma competição entre outubro e maio.
Além da liga brasileira, os clubes ainda comporiam a Copa Brasil, disputada regionalmente, em quadrangulares, com cidades sedes e convites para equipes menores, "times que fechariam as chaves, convidados no interior dos Estados", disse Bassul.
O técnico falou pela primeira vez da proposta à CBB, em jogo do Nacional, na noite de ontem, e promete mobilização maior para atingir o objetivo de mudança do cenário nacional do basquete feminino.
Bassul se desligou do cargo de assistente técnico da Seleção Brasileira, na semana passada, inconformado com os rumos do grupo, quarto colocado na Olimpíada de Atenas. O técnico Antônio Carlos Barbosa deve ser mantido no cargo até o Mundial de 2006, a ser realizado no Brasil, e abriu um abismo entre oposicionistas e a atual presidência da CBB, hoje nas mãos de Gerasime Nicolas Bozikis (Grego). Há uma corrente clara, entre cronistas esportivos, que viam a promoção do técnico de Americana como alternativa para inverter a decadência desse selecionado que já foi campeão mundial.
Paulo Bassul encabeça a idéia, mas deixa claro que não está sozinho nessa mobilização. "Edson Ferreto, técnico do Sírio, votou a favor da proposta", fez questão de apontar.
O plano prevê um calendário de 10 meses para os clubes, ante os 90 dias a que cidades fora de São Paulo estão sujeitas, atualmente. Hoje, o tempo de formação dessas equipes, com conseqüente desinteresse de jogadoras de ponta, dificulta muito a vida de equipes de Estados sem tradição no basquete.
Atletas assinam contrato nas cidades paulistas, com maior tempo de duração que no Sírio, por exemplo, preocupadas em manter o salário também no primeiro semestre do ano, quando em Minas Gerais não se justifica manter um time forte para o Estadual.
A proposta dos técnicos, inclusive, enfraquece a disputa do Paulista, que seria intercalado ao Nacional, no início do ano. O período de dois a três meses, com atividades da Seleção, seria o momento em que os clubes estariam envolvidos na pretendida Copa Brasil. "As mudanças atrairiam a atenção dos patrocinadores, que reclamam desse tempo parado, da falta de visibilidade", avaliou Bassul, que não tem o problema de baixa em contratos, motivada pelo tempo parado dos clubes fora de seu Estado. O patrocinador do Sírio, a multi Black&Decker, em outro exemplo, chegou a manter a equipe de Jundiaí, no Paulista deste ano, na tentativa de segurar jogadoras sob contrato. Da equipe atual, somente a ala Luciana veio dessa estratégia.
A proposta dos técnicos foi passada à CBB há um mês, de acordo com Bassul, e o técnico confirmou que não houve qualquer retorno dos dirigentes.
Fonte: Jornal da Manhã
Técnicos do feminino pedem equiparação
Após oito meses de trabalho, o técnico Paulo Bassul entregou à Confederação Brasileira de Basquete (CBB) um relatório com reivindicações de treinadores de times femininos. Em resumo, o basquete feminino deseja ser melhor cuidado pela CBB. ?Estamos num momento histórico.
Pela primeira vez os técnicos se juntaram, conversaram, trocaram idéias e entregaram uma proposta à CBB?, disse Bassul, técnico do Unimed/Americana e relator da proposta conjunta.
Entre as sugestões, destaque para a que pede um campeonato nacional com sete meses de duração. ?Isso trará vários benefícios. Haverá um intervalo maior entre os jogos, permitindo mais treinos, maior tempo de recuperação, melhorando a qualidade técnica das partidas?, disse Bassul. Além disso, segundo ele, as equipes de fora do estado de São Paulo ganharão mais condições de se enraizar. ?Hoje, com três meses de campeonato, não tem como achar um patrocinador que pague 12 meses para um time jogar um trimestre?, avaliou. Para ele, com o campeonato mais longo ?o feminino poderá se massificar em outros pólos?.
Norberto José da Silva, o Borracha, técnico do São Caetano/Santa Maria, aposta na realização simultânea dos campeonatos Paulista e Nacional. ?Esse seria um meio de evitar a evasão de atletas das equipes de São Paulo para outros estados. E seria um incentivo para a volta das jogadoras do Brasil que estão no exterior?, ponderou. Ele acha que as mudanças dificilmente serão implantadas em 2005: ?Ainda será necessário negociar com as federações e emissoras de televisão?.
Fonte: Diario de Sao Paulo
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