quarta-feira, 14 de janeiro de 2004

Para Vendramini, derrota só surpreende pela diferença

Marta Teixeira, enviada a Americana

Americana (SP) - Perder e ganhar faz parte da rotina de qualquer esporte por isso, a derrota do Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos para o Unimed/Americana nesta terça-feira, no primeiro jogo da final do Campeonato Nacional feminino de basquete não foi considerado um resultado inesperado pelo técnico Antônio Carlos Vendramini. O que surpreendeu o treinador foi o placar contra sua equipe (80 a 59), até então única invicta no torneio. 'A derrota não é inesperada, mas a diferença foi muito grande', disse. 'Como fizemos uma campanha invicta, diziam que podíamos ser campeões invictos. Mas eu sempre disse que não é assim'.
Vendramini reconhece que o crédito das adversárias é indubitável. 'Americana fez uma bela partida e nós não jogamos.' Para ele, suas jogadoras não conseguiram adaptar-se ao jogo. 'Não nos adequamos. Nós viemos só para jogar e elas fizeram de tudo. Defenderam, seguraram...'

Segundo o técnico, faltou seu time se ajustar a esta situação. 'Se a arbitragem está permitindo um jogo mais duro, nós também temos que jogar assim. Mas não fizemos isso', explica. A derrota, depois de 17 vitórias consecutivas, não abala a confiança do treinador. 'Ainda tem muita água para correr debaixo da ponte', avisa.

Placar surpreende até técnico da seleção

Marta Teixeira, em Americana

Americana (SP) - A vitória do Unimed/Americana por 21 pontos de diferença sobre o ex-invicto Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos deixou até o técnico da seleção brasileira Antonio Carlos Barbosa surpreso. Nesta terça-feira, Americana bateu as adversárias no primeiro jogo da final com o placar de 80 a 59.
Para Barbosa, o time da casa fez uma uma de suas melhores apresentações. 'O time de Americana fez uma partida irrepreensível, defensiva e ofensivamente. Elas conseguiram neutralizar o potencial de ataque de Ourinhos', analisa o técnico. 'Mas a final é feita de cinco partidas e, certamente, não serão todas iguais', alerta.

Barbosa aponta o banco de Ourinhos como um dos fatores que podem desequilibrar a situação. Formado por jogadoras que integram (Janeth e Érika) ou já fizeram parte da seleção brasileira (Silvinha), Ourinhos tem atletas experientes tanto entre as titulares como entre as reservas, permitindo manter o ritmo nos momentos de rodízio. 'Pelo nível de Ourinhos, vencer este jogo já é um grande negócio', diz, apostando em mais equilíbrio nos próximos confrontos.

A seu favor, ele acha que Americana conta com a unidade do conjunto e a boa fase da ala Micaela, cestinha da equipe e da competição. 'A Micaela está se destacando em uma equipe com um conjunto forte'.

O próximo duelo entre Ourinhos e Americana será nesta sexta-feira, às 19 horas, no ginásio Monstrinho, em Ourinhos.

Bassul lembra que a vantagem permanece com Ourinhos

Marta Teixeira

Americana (SP) - Satisfeito por ter conseguido garantir em casa a primeira vitória na final do Campeonato Nacional feminino de basquete contra o Pão de Açúcar/Unimed/Ourinhos, o técnico do Unimed/Americana, Paulo Bassul, não quer se deixar levar pela empolgação imediata. Vencer o primeiro jogo foi importante, mas o trabalho está apenas no começo, deixa claro.
'Eles continuam com a vantagem. A gente não fez nada ainda', alerta. A final está sendo definida em série melhor-de-cinco jogos. A próxima partida será nesta sexta-feira, às 19 horas, no ginásio Monstrinho, em Ourinhos.

No jogo desta terça-feira, Americana venceu em casa por 80 a 59. A vantagem de 21 pontos é quase uma vingança pela derrota sofrida no primeiro turno da competição, quando Ourinhos venceu as adversárias por 80 a 52. O confronto do returno foi mais equilibrado com nova vitória de Ourinhos, desta vez por 73 a 66.

'Continuamos com o pensamento de vitória. De conquista do título, mas com os pés no chão', completa Bassul. Sua equipe volta a treinar nesta quarta-feira para o jogo de sexta.

Fonte: Gazeta Esportiva


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