segunda-feira, 14 de junho de 2004

HELEN LUZ COMEMORA OS DEZ ANOS DA CONQUISTA DO MUNDIAL DA AUSTRÁLIA

Há dez anos, na Austrália, o basquete feminino do Brasil conquistava a sua primeira e única medalha de ouro em Campeonatos Mundiais. A armadora Helen Luz integrava a seleção brasileira nesse momento importante para o esporte brasileiro. Para ela, participar da conquista inédita do título de campeã mundial foi uma grande emoção.

– Ganhar uma medalha de ouro na minha primeira participação em um Campeonato Mundial foi inesquecível. Esse título representou um grande momento na minha carreira e também me fez sentir a importância de vestir a camisa da seleção brasileira. As pessoas passam a reconhecer o seu trabalho e a depositar em você muito respeito e confiança – afirma a jogadora.

Helen se lembra bem dos desafios que enfrentou durante a competição, como a partida contra a Espanha nas quartas-de-final e a vitória sobre os Estados Unidos na semifinal por apenas três pontos, no último minuto.

– Para mim, o jogo mais difícil da competição foi contra as espanholas. Não conseguimos atuar bem na defesa, mas acabamos vencendo por 92 a 87. A partida da semifinal contra a seleção norte-americana foi a mais emocionante do Mundial. Ninguém esperava que a “humilde” equipe do Brasil pudesse derrotar um grupo que contava com jogadoras como Lisa Leslie e Sheryl Swoopes. Na final contra a China, no dia 12 de junho de 1994, já estávamos muito confiantes na vitória. Depois de passar por adversários fortes como os Estados Unidos e a Espanha, tínhamos certeza de que o título era nosso – conta a atleta.

Nesta terça-feira (15/06), Helen vai estar no almoço em homenagem às jogadoras e à comissão técnica do Mundial da Austrália promovido pela Confederação Brasileira de Basketball (CBB) em São Paulo.

domingo, 13 de junho de 2004

A Tocha Olímpica



Barcelona '92: podíamos ter ido bem mais longe

Talvez ainda eufóricas com a fantástica e quase milagrosa classificação no pré-olímpico de Vigo, poucas semanas antes, a seleção brasileira feminina de basquete estreava de forma irregular em jogos olímpicos.

Na época, oitos equipes disputavam as medalhas, divididas em dois grupos de quatro, onde classificavam-se as duas primeiras para o cruzamento semifinal. Estávamos no grupo A, com a CEI (antiga União Soviética), Cuba (a mesma para qual havíamos ganhado o Pan um ano antes) e Itália (para quem havíamos ganho com facilidade pelo pré-olímpico). O grupo B contava com EUA, China, Tchecoslováquia e Espanha.

Na estréia, novo jogo tranquilo contra o time liderado por Catarina Pollini e Mara Fullin. A diferença de 15 pontos enchia de esperanças nossa torcida que, enfim, via o basquete feminino estrear em uma olimpíada.

A segunda partida, decisiva contra Cuba, parecia reprise do Pan de Havana; jogávamos fácil, com várias assistências chegando a abrir 10 pontos no intervalo de jogo. Nos minutos finais, porém, Cuba tirou a diferença e faltando menos de 30 segundos, com o jogo empatado em 80 pontos, Marta arremessou uma bola de 3 pontos...o Brasil prendeu a respiração...deu aro...mas Paula, como um elástico, recuperou a bola que terminou parando novamente nas mãos de Marta que...arremessou novamente de 3. Deu aro e desta vez Cuba pegou o rebote, e por muito pouco, não faz a cesta da vitória. Na prorrogração, rapidamente as Cubanas abriram 8 pontos, levando o Brasil a sua primeira derrota.



Marta e o lance decisivo para as pretensões do Brasil em Barcelona



Nosso terceiro jogo seria contra a CEI, antiga União Soviética, contra a qual disputávamos a última vaga do grupo para as semifinais. Num jogo completamente apático, nossa equipe assistiu as adversárias aplicarem seu ritmo de jogo, e nem a saída de Zassoulskaya com 3 faltas ainda no 1º tempo, fez com que tivessemos alguma chance.






Janeth arranca para uma bandeija no jogo contra as Soviéticas: ela foi a mais regular da campanha.


Sem chances de medalha, jogamos contra a Tchecoslováquia quando colecionamos mais uma derrota. A sétima colocação veio contra um novo jogo com as Italianas - desta vez um jogo parelho, decidido apenas na prorrogação.

Pela disputa das medalhas, foi maravilhoso ver nas semifinais, a CEI desbancar a mascarada seleção americana, que contava com Suzie McConnell, Teresa Wheatherspoon, Vicky Bullet, Cynthia Cooper, Teresa Edwards e Katrinna McClain.
Na outra semifinal, A China destroçou Cuba com 39 pontos de diferença, e a classificação para fazer a grande final olímpica contra a CEI.



Na final, ouro para as "Soviéticas", que a partir dali, seriam "Ucranianas", "Lituanas", "Russas", etc.




Apesar da frustração, valeu pela alegria de ver o sonho realizado. Era difícil não ver Paula e Hortência disputando jogos olímpicos e pelo menos em Barcelona tivemos este prazer. Sem falar que serviu de experiência para a consagradora participação em Atlanta, quatro anos depois. Muito embora na época nossas estrelas imaginassem não participar das Olimpíadas de 96, o tempo passou, o mundial de 94 veio, e tudo mudou.

Em anexo, seguem algumas reportagens relacionadas, extraídas da extinta e saudosa "Superbasquete" do nosso Juarez Araujo.



Texto que fala sobre o infeliz lance contra Cuba





Hortência temia encerrar sua carreira sem conquistar uma medalha olímpica



Todos os resultados


É pessoal...faltam apenas 60 dias para Atenas 2004: SÃO APENAS 2 MESES!!!

Interatividade



Hoje, o Esporte Interativo, da Rede TV, contava com dois belos convidados: a armadora Helen Luz e o jornalista Melchiades Filho [a direita, na foto], da Folha de São Paulo.

Aproveitando a presença dos dois, o narrador Marco Túlio Reis insistia: um debate. Isso, um debate sobre o basquete, focado principalmente nas finais da NBA e na polêmica do quarto jogo entre Ajax e Flamengo, pelas semifinais do Nacional Masculino.

Mas o debate virou monólogo. Monólogo não! Diálogo.

Marcel e Marco Túlio Reis não deixaram ninguém (que não os próprios) falar.
Iziane: a nova Hortência ?

São Paulo - Substituta de Hortência? É algo difícil de afirmar, principalmente quando a jogadora em questão é a rainha do basquete feminino brasileiro. Mas para quem conheceu Hortência, a comparação com a maranhense Iziane, de 22 anos e 1,81 metro, é inevitável, seja pelo biótipo da ala, a velocidade com que parte para o ataque, os arremessos certeiros ou a personalidade decidida. Iziane, que pode ganhar a posição de titular na seleção brasileira em sua primeira Olimpíada, acha que vai chorar de emoção no dia em que conhecer, conversar e tirar uma foto com Hortência. "Chorei quando a Claudinha (armadora) chamou a Janeth para eu fazer uma foto com ela. De emoção, por conhecer a Janeth e jogar com ela."

Na quadra, Iziane mostra que está decidida a buscar seu espaço na seleção. "Quero jogar o máximo de minutos possível. Respeito as atletas do grupo que têm a experiência de outras Olimpíadas, mas estou pronta. Sempre foi minha meta chegar à seleção e disputar os Jogos Olímpicos. Hoje me coloco entre as sete principais jogadoras no revezamento das titulares." Iziane joga na posição 2, em que o técnico Antônio Carlos Barbosa também tem Helen.

Barbosa prefere não falar em Iziane como substituta de Hortência, mas afirma que "é uma jogadora diferenciada, uma das maiores revelações dos últimos anos". Iziane não fez a transição entre o basquete juvenil e o adulto. Do time juvenil do então BCN/Osasco, aos 18 anos, foi jogar num time adulto da Europa e da WNBA. "Pulou etapas, mas voltou amadurecida. Tem um biótipo privilegiado e é muito rápida, o que faltava ao Brasil desde a saída da Hortência. E salta bem. Lembra características da Hortência, mas não é bom comparar."

Hortência chegou à seleção aos 17 anos (e Paula aos 14), em 1976, com Barbosa, que dirigiu o time até 84 - voltou em 97 e tem 348 jogos com a seleção, 252 vitórias e 96 derrotas. "Iziane tem muito potencial, como tinham Paula e Hortência."

Iziane começou a jogar basquete no Colégio Batista, em São Luís, no Maranhão, onde nasceu. Nadava desde os 2 anos e achava que não gostaria do basquete. Começou a jogar por muita insistência de um professor, Quirino. "Pensei: ‘Vou ficar um mês para mostrar que não sirvo para isso’. Gostei e fiquei."

Disputou uma Taça Brasil pelo Beto Sport, time do Maranhão, em 1997. Foi vista em quadra pela técnica Maria Helena Cardoso e acabou no então BCN/Osasco. Jogava, ao mesmo tempo, no infanto e no infantil. Aos 19 anos já estava no Yaya Maria Breogan, de Lugo, na Espanha. Jogou duas temporadas na Espanha, uma na França e foi para a WNBA. Rescindiu o contrato com o Phoenix Mercury e está sem clube, mas não se preocupa: acha que poderá fazer um ótimo contrato após a Olimpíada.

Sua formação é a da escola brasileira de basquete, mais veloz, mas também acha que aprendeu com o basquete europeu, muito técnico, "certinho", e com o norte-americano, de muita força física. "Aprendi a ter mais visão de jogo. Acho que estou jogando mais coletivamente."

Para matar a saudades dos pais, que ainda moram em São Luís, recorre ao telefone e à internet. Mas se julga independente. Afinal, saiu de casa com 15 anos para se dedicar ao basquete.

Heleni Felippe



Na seleção, reencontro das "européias"


São Paulo - O treinamento olímpico da seleção feminina de basquete é também um reencontro entre as jogadoras brasileiras, a maioria vivendo na Europa. Das 17 atletas convocadas pelo técnico Antônio Carlos Barbosa, 10 terminaram a temporada na Europa.

A pivô Alessandra, de 30 anos e 1,98 m, atendeu o celular falando em italiano, na volta do treino da seleção, ontem, em São Paulo. "É minha amiga Carlota (da Itália)", avisa. Ela renovou contrato com Veneza, mora a oito quilômetros, em Fávaro Venetto, onde também treina. Já morou e jogou em Messina e Como, na Itália, e também na Iugoslávia e Hungria. Está na Europa desde 1997.

"São atletas da seleção, não tenho de ensiná-las a jogar. A partir da avaliação física faremos um treinamento baseado nas necessidades de cada uma e depois, é montar o grupo, encaixar as peças", afirma Barbosa. O técnico terá o grupo completo, em quadra, a partir de quarta-feira, quando as seis jogadoras, incluindo a ala Janeth, que estava na decisão do Campeonato Paulista, estarão integradas ao grupo.

"O entrosamento não será problema. Quero um equilíbrio entre treino, descanso e jogos", acentua Barbosa, que terá um mês e meio de preparação com o grupo completo até a estréia na Olimpíada, dia 14 de agosto, contra o Japão.

Em função da saída das brasileiras para o exterior - cada vez mais jovens -, um fenômeno que vem se multiplicando nos últimos anos, por causa da valorização do euro diante do real e dos poucos patrocinadores e clubes do basquete nacional, em 2000, na preparação para Sydney, o técnico teve o grupo completo por um tempo menor ainda. "A Claudinha e a Cíntia se integraram ao grupo uma semana antes do embarque e a Janeth encontrou a seleção no Havaí", lembra Barbosa.

A passagem pela Europa também serviu para dar maturidade a algumas jogadoras mais jovens, como Iziane, de 22 anos, que está fora desde 2001, já passou pela Europa e pela WNBA. Fez a pré-temporada com o Phoenix Mercury, mas reinscidiu seu contrato com a equipe da liga americana. "Ela voltou amadurecida, com um basquete mais consistente", afirma Barbosa.

Do grupo de 17 jogadoras, o técnico terá de fazer cinco cortes. Mas tem uma base de nove atletas que teriam prioridade nas vagas: Adrianinha, Helen, Janeth, Leila e Iziane, Érika, Alessandra, Cíntia e Kelly. Das 9, apenas Leila e Janeth não estão na Europa.


Heleni Felippe



Equilíbrio no basquete: globalização


São Paulo - A maioria das jogadoras da seleção brasileira de basquete atua em clubes da Europa, onde se misturam a atletas de todos os países. A norte-americana WNBA está cada vez mais internacionalizada e até a Coréia do Sul já abriu suas portas às estrangeiras. É o basquete globalizado, que pode se refletir em equilíbrio no torneio olímpico de Atenas, em agosto. Para o técnico Antônio Carlos Barbosa, tirando o campeão olímpico e mundial Estados Unidos, o pódio dos Jogos "está aberto". Será a quarta participação das meninas do Brasil em Olimpíadas.


"O Brasil vai fazer de tudo para estar nesse pódio", acentua o técnico, que considera ter uma seleção ainda mais competitiva que a dos Jogos de Sydney, em 2000, que conquistou a medalha de bronze já sem Paula e Hortência. Com as duas no time, nos Jogos de 1996, em Atlanta, a seleção perdeu dos EUA na final e ficou com a prata. Em Barcelona, em 92, primeira participação brasileira nos Jogos, a seleção foi sétima e penúltima colocada - o basquete estreou no programa olímpico em 76.


As jogadoras concordam que o torneio deve ser equilibrado. "Temos 50% de chance de ficar na zona de medalhas, entre as quatro semifinalistas, e 50% de ficar fora. O nível mundial está muito igual. Se o Japão conseguiu bater a Coréia nos Jogos Asiáticos, tem méritos", afirma a pivô Alessandra, de 30 anos e 1,98 m, que joga na Europa - fez uma temporada na Coréia - desde 97. Disputará sua terceira Olimpíada - é campeã mundial (1994) e dona de duas medalhas olímpicas. "Tem Austrália, Rússia, Japão no nosso grupo; EUA, China e Espanha no outro... Nossa, vai ser interessante."


A armadora Helen, de 31 anos e 1,75 m, que voltou ao Brasil casada com um espanhol depois de mais uma temporada na Europa, também fala de equilíbrio e do Japão. A preocupação com o jogo acelerado das asiáticas é justificada - as japonesas serão as adversárias de estréia, em 14 de agosto, pelo Grupo A. "O Japão não é fácil. Acho que a Olimpíada de Atenas será uma das mais equilibradas de todos os tempos. Com exceção dos EUA, as outras seleções se equivalem. Não se pode descuidar um minuto. A equipe que estiver fortalecida mentalmente, souber enfrentar a pressão e pensar jogo a jogo chegará à fase decisiva."


Helen acha que para chegar à final será preciso saber perder e ganhar na etapa de classificação e, imediatamente, pensar na partida seguinte. Depois do Japão, as brasileiras enfrentam Grécia (15 de agosto), Rússia (18), Nigéria (20) e Austrália (22). No Grupo B estão EUA, China, Espanha, República Checa, Coréia e Nova Zelândia. Na primeira fase, no ginásio de Heleniko, classificam-se quatro equipes de cada chave. O mata-mata começa nas quartas-de-final (dia 25) - é proibido perder.

A semifinal (27) e a disputa de medalhas (28) serão no Ginásio Olímpico. "A estréia contra o Japão não é jogo para brincar", afirma Barbosa. O cruzamento é outro momento delicado. "Não quero ser quarto para não pegar os EUA, teoricamente o primeiro da outra chave, no jogo da morte. O ideal seria ser primeiro ou terceiro do grupo, para também escapar dos EUA na semifinal. Mas é melhor enfrentar Coréia, Espanha, República Checa ou China? Não dá para responder", avalia Barbosa, de 59 anos, que deve ser candidato a prefeito de Bauru (SP) pelo Partido Humanista da Solidariedade (PHS). A tendência, após a Olimpíada, seria assumir um cargo de coordenação no basquete feminino.


O técnico acha que pode enfrentar os jogos do equilíbrio com um grupo que reúne jogadoras de quatro gerações: as que participaram das seleções juvenis de 1989, como Janeth e Helen; de 1993, como Alessandra e Leila; de 1997, como Adrianinha e Kelly, e de 2003, como Érika - Iziane é desse grupo, mesmo ausente do Mundial em que o Brasil foi vice-campeão. O técnico convocou 17 jogadoras - as últimas seis, incluindo Janeth, se apresentam à seleção, que treina em São Paulo, amanhã. Barbosa fará cortes, mas tem uma base: Adrianinha, Helen, Iziane, Janeth, Leila, Cíntia Tuiu, Kelly, Érika e Alessandra. "Temos boas opções."


Em junho, o Brasil só treinará. Jogar, só em julho. Primeiro, amistosos contra Cuba, que podem virar um quadrangular se a Confederação Brasileira de Basquete conseguir trazer a Polônia e uma quarta equipe.


A seleção viaja para a Grécia em 29 de julho, onde disputará, na Ilha de Creta, o torneio Diamond Ball, com Nigéria e China no grupo. Na outra chave estão Coréia, Austrália e Grécia. Em seguida, se instala na vila olímpica de Atenas, à espera da estréia contra o Japão.





Basquete: 10 anos do título mundial



São Paulo - Foi em 12 de junho de 1994, há dez anos, quando o público acompanhava a Copa do Mundo dos Estados Unidos, que a seleção brasileira feminina de basquete entrou para a história ao vencer o Mundial da Austrália e quebrar a hegemonia de EUA e Rússia.

Naquele Mundial, Hortência fez 221 pontos, Paula marcou 181 e Janeth contribuiu com outros 149. Foi ali também que o trio de cestinhas ganhou poder com a chegada de pivôs altas e fortes. Química que deu o título ao Brasil e abriu caminho para medalhas olímpicas em Atlanta/1996 (prata) e Sydney/2000 (bronze) - a última já sem Paula e Hortência.

Hortência, aos 45 anos, em recuperação de cirurgia de vesícula, disse que o título mundial de 94 foi surpreendente. Ninguém esperava que o Brasil quebrasse a série de vitórias de americanas e russas. “Tinha 35 anos e consegui um título aos 44 do segundo tempo. Foi inacreditável, adorável encerrar a carreira assim.”

A principal recordação dela é a semifinal. “Parecia impossível vencer os Estados Unidos...”, lembrou. Por isso, Hortência acha que o título aumentou o respeito “do mundo pela camisa do Brasil”.

Para Paula, 42 anos, o título teve sabor “de dever cumprido”. O Brasil passou a ter “consciência de que o basquete feminino podia almejar resultados”. A lembrança do torneio é o jogo contra a Espanha, em que “a seleção esteve atrás o tempo todo e ganhou de virada. Poderia ter perdido a chance do título”. E contra a China. “Jogamos na Chinatown deles, mas a China não esperava nossa evolução no torneio.”

Mas, embora importante, Paula acha que o título não teve a visibilidade da prata olímpica, conquistada dois anos depois. Para Janeth, 35 anos – se apresenta à seleção que vai para Atenas nesta segunda-feira –, o título deu ao Brasil respeito no basquete mundial. Ela recorda os dois últimos jogos. “As chinesas nos venceram na fase classificatória e achavam que demos sorte na semifinal contra os Estados Unidos. O Brasil foi muito determinado.”


A pivô Alessandra, 30 anos e 1,98 m, chegou à seleção em 93. “Foi meu primeiro Mundial, primeiro ano como titular, jogando ao lado de Paula e Hortência. ‘Que time era aquele!”, comemora.

A armadora Helen, 32 anos e 1,75 m, afirma que o Mundial coincidiu com a Copa dos EUA e o time embarcou desacreditado. “Ninguém achava que pudéssemos ganhar”, disse. Ela recorda momentos dramáticos da campanha. “Perdíamos feio da Espanha e viramos. Pegamos os Estados Unidos na semifinal e o Mundial poderia acabar ali. Vencemos. Tínhamos perdido da China e fomos à final contra ela. Vencemos.”

A ala-pivô Leila, 29 anos e 1,87 m, “lembra de tudo” em seu primeiro Mundial, da longa viagem à Austrália, do hotel e do ginásio. “Era lindo! O placar, o vestiário, fomos bem recebidas. Me sentia uma pop star.”

Na quadra, ficou marcada a final. Encontrou a pivô Zeng Haixia, mais forte e alta do que ela, no elevador do hotel, antes do jogo. “Olhei para cima e vi como era grande. Peguei na mão da Alessandra e disse: ‘Alê do céu’. Marquei a Haixia, e bem”, contou Leila.


Heleni Felippe



Fonte: Estado de São Paulo

Nota: Uma bela série de quatro matérias da competente Heleni Felippe. Só não sei por que a imprensa brasileira insiste nessa armadilha da nova-Hortência, da nova-Paula, do novo-Oscar.... Totalmente desnecessária.










Descontração Total







Fiquei feliz de ver na sexta-feira, minhas queridas Helen, Leila e Alessandra totalmente descontraídas e risonhas no início da preparação olímpica.

As três estiveram no Esporte Total, da BAND, com Renata Cordeiro e Álvaro José.
Celebridades














Preparação Olímpica

China bate a Austrália!!!!

Na final do "Opals World Challenge", a China surpreendeu e mandou a dona da casa Austrália passear.

As chinesas ficaram com o título do toneio amistoso ao bater as australianas por 78 a 72. A cestinhas chinesas foram Moiao Lijie (15 pts), Zhang Fan e Ye Li (12 pts).

Os destaques da Austrália foram Belinda Snell (18 pts - eleita a MVP da competição) e Suzy Batkovic (15).

Está certo que a Austrália esteve desfalcada de Lauren Jackson, na WNBA, e da capitã Trisha Fallon às voltas com uma contusão no joelho, mas ainda assim, a vitória chinesa é bastante significativa.

A seleção australiana vai querer a vingança na série de três amistosos que as equipes disputam a partir do dia 17.

Na partida que valia o bronze, a Coréia passou pela Polônia por 71 a 64. Lee Jong-Ae com 18 pontos, Park Jung-Eun com 15 e Beon Yeon-Ha com 13 foram os destaques da equipe asiática. Pela Polônia, Elzbieta Tresniewska, com 12 pontos e 12 rebotes.

Os resultados de todo o torneio foram os seguintes:

Round One:

Opals def Korea 68 - 45

China def Poland 88 - 74

Round Two:

Opals def China 88 - 59

Poland def Korea 72 - 71

Round Three:

Opals def Poland 91 - 54

China def Korea 86 - 72

Bronze medal game:

Korea def Poland 71 - 64

Gold medal game:

China def Opals 78 - 72


A seleção do torneio foi:

Kristi Harrower (Australia)

Miao Lijie (China)

Fui Feifei (China)

Elzbieta Trzesniewska (Poland)

Park Jung-Eun (Korea)






SELEÇÃO ADULTA FEMININA VOLTA AOS TREINOS 2ª FEIRA

A seleção brasileira adulta feminina de basquete, patrocinada pela Eletrobrás, se reapresenta neste domingo, às 20 horas, no Hotel Parthenon Stella Vega (rua Salto nº 70, Jardim Paulista, Ibirapuera), em São Paulo. Na segunda-feira, às 9 horas, as jogadoras Ega, Iziane, Janeth, Lilian e Silvia Cristina realizam os exames fisiológicos no CEMAFE (rua Pedro de Toledo nº 338 – Vila Clementina), com o Dr. Daniel Gentil. A partir das 16 horas, todas as jogadoras convocadas pelo técnico Antonio Carlos Barbosa treinam no ginásio do Paulistano.

— As atletas estão bem tecnicamente e evoluíram bastante nessa temporada. Na primeira semana de preparação, priorizamos a parte física, com base nos resultados das avaliações feitas. Além disso, trabalhamos a parte técnica-individual das atletas, como arremessos e fundamentos. O grupo fica completo na segunda-feira e então poderemos entrar em ritmo de treino propriamente dito, mas com a mesma rotina aplicada na primeira semana, enfatizando o trabalho na parte física — explicou o técnico Antonio Carlos Barbosa.

A estréia do Brasil na Olimpíada de Atenas está marcada para o dia 14 de agosto contra o Japão, às 10h45 de Brasília. As brasileiras estão no grupo “A” e terão ainda como adversárias na primeira fase a Grécia (dia 16), Rússia (18), Nigéria (20) e Austrália (22). No grupo “B” estão as seleções dos Estados Unidos, atual campeã olímpica e mundial, Espanha, China, República Tcheca, Coréia do Sul e Nova Zelândia.

PROGRAMAÇÃO
Domingo (Dia 13)
20h00 – Apresentação do 2º grupo (Janeth, Iziane, Silvia Cristina, Ega e Lilian)

Segunda-feira (dia 14)
09h00 – Exames médicos do 2º grupo no CEMAFE
12h00 – Apresentação do 1º grupo
(Alessandra, Adrianinha, Cintia, Erika, Helen, Karla, Kelly, Leila, Vivian e Zaine)
16h/18h – Treino no Paulistano

Terça-feira (dia 15)
8h30/10h30 – Treino no Paulistano
16h00 – testes de cybex para o 2º grupo na UNICID (rua Cesário Galeno nº 448 – Tatuapé)

Quarta (dia 16)
10h/12h e 16h/17h – Treino no Paulistano

Quinta e Sexta-feira (dias 17 e 18)
10h/12h – Treino na UNIFMU
17h/19h – Treino no Paulistano

Sábado e Domingo (19 e 20)
Folga

Segunda-feira (dia 21)
12h00 – Reapresentação em São Paulo

Em São Paulo, a seleção brasileira ficará hospedada no Hotel Parthenon Stella Vega (rua Salto nº 70 – Jardim Paulista, Ibirapuera)
ATENAS 2004

Derrotas que arruinaram campanha no Mundial feminino de basquete criam no técnico trauma das asiáticas

Brasil agora teme ex-freguesas orientais

LUÍS CURRO
EDITOR-ASSISTENTE DE ESPORTE

Duas derrotas seguidas. Bastou isso para que os países asiáticos, fregueses da seleção brasileira feminina de basquete há dez anos, passassem a ser agora temidos.
"Não gosto de jogar contra as asiáticas", disse à Folha o técnico Antonio Carlos Barbosa, que nesta semana deu início, em São Paulo, aos treinos da equipe para a Olimpíada de Atenas, em agosto.
Ao falar dos possíveis rivais do Brasil em um mata-mata na Grécia, o treinador quer China ou Coréia longe -na primeira fase, pega obrigatoriamente o Japão.
"Prefiro fugir delas, que não têm jogadoras pesadas e tiram as nossas do garrafão. Nosso jogo encaixa mais com o das européias." República Tcheca e Espanha são potenciais oponentes.
Desgostoso, o treinador ainda traz na memória a pífia campanha do Brasil no Mundial-2002.
Depois de cinco vitórias e uma derrota na fase inicial, tinha pela frente a "zebra" Coréia do Sul nas quartas-de-final. O Brasil terminou o primeiro tempo com a confortável vantagem de 11 pontos. Cedeu terreno e, no fim, as sul-coreanas triunfaram por um ponto.
No jogo seguinte, uma das vítimas das brasileiras na primeira fase, a anfitriã China. E, com ela, nova derrota. De novo, por um único ponto. E o Brasil deixou a Ásia com a sétima colocação.
Barbosa, à frente da seleção desde 1997, balançou no cargo por quase quatro meses. Mantido, ganhou sobrevida ao classificar no ano passado o time para Atenas.
O trauma das asiáticas surge exatos dez anos após o Brasil ter alcançado, em cima da China, a maior conquista de sua história. Ontem foi o aniversário de uma década da vitória na Austrália que rendeu à seleção, então comandada por Miguel Angelo da Luz (e na quadra por Paula e Hortência), o inédito campeonato mundial.
Outro resultado marcante da seleção, o bronze na Olimpíada de Sydney, há quatro anos, também foi obtido à custa de um país oriental -a Coréia sucumbiu.
Presente nas duas conquistas e também nas derrotas no último Mundial, a pivô Alessandra diz que o Brasil só perdeu porque "faltou aplicação na defesa".
"Os asiáticos não são como os brasileiros. O talento deles é fabricado pela repetição, por isso são bons só no tênis de mesa. Joguei na Coréia três meses, sei como é. Perdemos porque achamos que eram anãs, que já estava ganho."
A armadora Helen, que estava na Rússia, reconhece que as asiáticas são "velozes e chutam bem de três pontos", mas não titubeia na opção: "Prefiro a China à República Tcheca. As européias são muito fortes [fisicamente]".

Austrália é algoz, e África oferece oponentes ideais

DA REPORTAGEM LOCAL

Na ponta do lápis, o raciocínio de Antonio Carlos Barbosa, 59, de preferir encarar seleções da Europa nos Jogos Olímpicos, faz sentido. Contabilizando os três Mundiais e as duas Olimpíadas desde 1994, o Brasil duelou com seleções européias 16 vezes. Ganhou 13 e registra um aproveitamento de 81%.
Antes de cair diante de China e Coréia do Sul no Mundial-02, no mesmo período a eficácia brasileira contra as asiáticas era de 88% -agora está em 70%.
Se depender do retrospecto, a seleção já pode contar com ao menos uma vitória na primeira fase em Atenas, diante da Nigéria (pegará também Grécia, Rússia, Austrália e Japão).
Nos últimos dez anos, em suas campanhas nos mais importantes torneios, as brasileiras não sofreram derrota para países africanos, nos quais o basquete ainda engatinha. Venceu fácil os dois confrontos, ambos diante de Senegal.
Contra rivais das Américas, o Brasil teve no período aproveitamento de 67% (seis triunfos, três reveses), enfrentando EUA, Cuba, Canadá e Argentina. Duas das derrotas foram para as norte-americanas.
Em relação à Oceania, a seleção só cruzou com a Austrália, que é sua maior pedra no sapato. Em cinco encontros, houve só uma vitória brasileira. (LC)

Fonte: Folha de São Paulo


sexta-feira, 11 de junho de 2004

Dois Patinhos na Lagoa



Por muito tempo, me inquietou o surgimento de muitas pivôs jovens e de qualidade, enquanto que na posição de armadora, as novidades insistiam em não aparecer. Ou quando apareciam, insistiam em não se manter.

Agora, os ventos sopram com maior força.

E hoje é aniversário de uma das armadoras que junto a Ana Flávia (Passarinho), mais me alegram de ver jogar.

Meus parabéns vão para Fabianna Manfredi, a Fabi, de São Caetano, que se recupera de uma cirurgia no joelho esquerdo, mas que em um mês deve estar de volta às quadras, com o talento de sempre.
CBB HOMENAGEIA 3ª FEIRA CAMPEÃS MUNDIAIS DE 1994

O presidente da Confederação Brasileira de Basketball (CBB), Gerasime Grego Bozikis, confirmou para terça-feira (dia 15), às 12 horas, em São Paulo, o almoço para comemorar os 10 anos da conquista do título inédito do Campeonato Mundial da Austrália (12 de junho de 1994). Estarão presentes na homenagem organizada pela CBB as 12 jogadoras (Adriana Santos, Alessandra, Cíntia Santos, Dalila, Helen, Hortência, Janeth, Leila Sobral, Paula, Roseli, Ruth e Simone Pontello) e a comissão técnica formada por Raimundo Nonato (chefe da delegação), Waldir Pagan (supervisor), Miguel Ângelo da Luz (técnico), Sérgio Maroneze (assistente), Hermes Balbino (preparador físico), Marli Kecorius (médica), Marísia Lébeis (fisioterapeuta) e José Pedro Felício (massagista, in memorian).

— Foi uma conquista super importante. Estava com 34 anos e era a minha última oportunidade de ser campeã mundial. Foi como marcar um gol aos 45 minutos do segundo tempo. Será igualmente emocionante reunir na terça-feira toda a delegação que fez parte dessa grande conquista do esporte brasileiro — comentou a ex-jogadora Hortência, que marcou 221 pontos no Mundial da Austrália.

— Essa conquista representa a ascensão do basquete brasileiro feminino no cenário internacional. Junto com Estados Unidos e União Soviética, nos tornamos as únicas a ganhar o título mundial. As vitórias sobre as americanas na semifinal e sobre as chinesas na final marcaram a história do esporte e as nossas vidas. Essa reunião na terça-feira é a oportunidade de nos reencontrarmos e relembrarmos os bons momentos que passamos juntas durante a competição — disse a ala Janeth, que se apresenta domingo à seleção brasileira que irá disputar a Olimpíada de Atenas.

O almoço será realizado na churrascaria Grill Hall (rua Pedro de Toledo nº 1.361 – Vila Clementina), em São Paulo.

FICHA TÉCNICA
Adriana Aparecida dos Santos (8pts), Alessandra Santos de Oliveira (51), Cintia Silva dos Santos (23), Dalila Bulcão Mello (2), Helen Cristina Santos Luz (11), Hortência de Fátima Marcari (221), Janeth dos Santos Arcain (149), Leila de Souza Sobral (71), Maria Paula Gonçalves da Silva (181), Roseli do Carmo Gustavo (23), Ruth Roberta de Souza (30) e Simone Pontello (16).

Campanha do Brasil
Brasil 112 x 83 Taipé; Brasil 88 x 99 Eslováquia; Brasil 87 x 77 Polônia; Brasil 111 x 91 Cuba; Brasil 90 x 97 China; Brasil 92 x 87 Espanha; Brasil 110 x 107 Estados Unidos (semifinal); e Brasil 96 x 87 China (final)

Classificação final
1º- Brasil; 2º- China; 3º- Estados Unidos; 4º- Austrália; 5º- Eslováquia; 6º- Cuba; 7º- Canadá; 8º- Espanha; 9º- França; 10º- Coréia do Sul; 11º- Itália; 12º- Japão; 13º- Polônia; 14º- Taipé; 15º- Nova Zelândia; 16º- Quênia
Pederneiras Urgente!

O Rafael de Oliveira, um entusiasta do basquete em Pederneiras, interior de São Paulo, e já conhecido dos leitores do blog, me conta animadoras novidades, que eu reparto com vocês.

Estou muito contente, consegui trazer para minha cidade
(Pederneiras), um jogo da amistoso preparatório da
seleção brasileira juvenil feminina que acontecerá no
dia 18 de Junho (Sexta-Feira), e tem mais, nesta mesma
data a nossa Magic Paula, também estará na cidade
realizando uma palestra para as crianças do meu projeto
(Basquete ao Alcance de Todos), atualmente o projeto
conta com 254 inscritas, que para uma cidade de 36.000
habitantes é um número bastante expressivo, o evento
iniciará as 16:00h com a Palestra da Magic Paula e em
seguida o jogo da seleção brasileira juvenil, contra a
equipe de Marília (campeã da A2), nesta data
homenagearemos ex-atletas da seleção brasileira de
1979, como a Vania Teixeira, Suzete, Simone, Matilde
(mordoma), peço que divulgue e depois lhe mandarei as
fotos, certamente o evento trará muitos frutos.

SELEÇÃO TREINA EM BUSCA DE VAGA NO MUNDIAL

A seleção brasileira juvenil feminina, patrocinada pela Eletrobrás, está treinando em busca de uma vaga no Campeonato Mundial da Tunísia, em julho de 2005. O primeiro desafio será o 12º Campeonato Sul-Americano da Bolívia, de 29 de junho a 3 de julho, na cidade de Cochabamba. O campeão e o vice-campeão garantem a vaga na Copa América de Porto Rico, de 4 a 8 de agosto, que irá classificar os três primeiros colocados para o Mundial. A viagem para a Bolívia acontece no dia 27 de junho. O técnico Norberto Silva, o Borracha (foto), convocou 24 atletas para o início da preparação que está sendo feita no Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa, em São Paulo.

Marta Sobral

Estava zapeando, quando parei no horripilante programa de Gilberto Barros, na Band, e me deparei com Marta Sobral.

E me deu uma saudade dessa figura única na história do nosso basquete...









quinta-feira, 10 de junho de 2004

Campeãs e vices apresentam-se segunda-feira


São Paulo (SP) - Depois de decidirem o título paulista feminino de basquete, as jogadoras do Pão de Açúcar/Fio/Ourinhos e Unimed/Americana que foram convocadas para a seleção brasileira ganharam alguns dias de folga antes da apresentação ao técnico Antonio Carlos Barbosa. As cinco últimas integrantes do grupo que se prepara para os Jogos Olímpicos de Atenas reúnem-se à equipe na próxima segunda-feira.
A ala Janeth e a pivô Cíntia Tuiú conquistaram o título estadual com Ourinhos. A pivô Êga e as alas Sílvinha e Liliam ficaram com o vice. O técnico Paulo Bassul, responsável pelo grupo de Americana e que é assistente de Barbosa na seleção, também apresenta-se no início da próxima semana.

A preparação olímpica da seleção começou essa semana, quando nove das 17 convocadas passaram por exames físicos e clínicos em São Paulo. As cinco novas integrantes do grupo repetem o processo, passando por avaliações na segunda e terça-feira.

A armadora Jacqueline, outra jogadora de Americana convocada, continua em tratamento intensivo de fisioterapia para tentar recuperar-se de uma lesão no joelho direito e não tem previsão de retorno às quadras.

A seleção iniciou os treinos em São Paulo, mas transfere sua base para Americana na próxima semana. O grupo permanece treinando na cidade até 30 de junho. O Brasil estréia em Atenas dia 14 de agosto, enfrentando o Japão.


Fonte: Gazeta Esportiva
Iziane Castro Marques

A ala Iziane vive a ansiedade de participar pela primeira vez de uma Olimpíada. Com apenas 22 anos, a atleta maranhense carrega na bagagem a experiência de quem já atuou em times da França, Espanha e WNBA (liga profissional ameicana). Agora Iziane quer brilhar nas quadras de Atenas. Para isso, conta com seu talento, garra e determinação que a transformaram em um dos destaques de sua geração. A atleta estreou na seleção adulta na conquista da Copa América de 2001, em São Luís, aos 19 anos de idade. Um ano depois, participou do Mundial da China, e, em 2003, foi campeã do Torneio Pré-Olímpico do México, que garantiu a vaga ao Brasil a única vaga das Américas nos Jogos Olímpicos de Atenas.

Qual a expectativa para disputar sua primeira Olimpíada?


Estou super empolgada e ansiosa. É o sonho de todo atleta estar nos Jogos Olímpicos. Deve ser uma sensação maravilhosa entrar na vila olímpica e participar dessa grande festa do esporte. Estou em um momento ótimo na minha carreira e ir a Atenas vai coroar o meu trabalho e dedicação ao basquete. Jogar com estrelas como Janeth e Helen, de quem sempre fui fã, é muito legal e espero poder ajudar o Brasil a trazer uma medalha.


E as chances do Brasil em Atenas?

Temos grandes chances de conquistar uma medalha, inclusive a de ouro. Mas temos que estar atentas o tempo inteiro, pois um jogo muda a história do torneio. A seleção brasileira tem grandes talentos e o tempo de treinamento é adequado, sem ficar estressante para as atletas. Agora é treinar com determinação para o grupo chegar em Atenas cem por cento.


Fale um pouco da sua temporada na Espanha.

Fiquei satisfeita com o meu desempenho no Perfumerías Avenida de Salamanca. Conquistamos o sexto lugar no Campeonato Espanhol e fomos vice-campeãs da Copa da Rainha, o que classificou a equipe para disputar a Euroliga, em 2005. Minha média de pontos no campeonato espanhol foi de 17 pontos e fui a cestinha da Copa da Rainha.


Como o basquete brasileiro é visto no exterior?

A seleção brasileira é considerada uma das grandes potências do basquete feminino e as jogadoras são muito respeitadas, tanto na Europa como nos Estados Unidos.


E quais seus planos para a próxima temporada?

No momento, estou sem clube, estudando algumas propostas. Minha prioridade atual é me dedicar totalmente à preparação para as Olimpíadas. Por isso, rescindi meu contrato com o Phoenix Mercury, jogando só a pré-temporada da WNBA. Sei que lá não teria muito tempo em quadra e a equipe me liberou para me juntar à seleção desde o início dos treinamentos.


Depois de tanto intercâmbio internacional, como está o seu jogo hoje?


Evolui muito tecnicamente. Joguei em escolas diferentes de basquete e tive uma ótima experiência, conseguindo me adaptar bem em todos os clubes em que atuei. Hoje tenho uma visão de jogo bem maior, mas mantendo minhas características, que são a velocidade e infiltração. Hoje também meu arremesso de média e longa distância estão melhores.


Cite os lugares e as experiências mais marcantes da sua vida fora do país?

A cidade que eu mais gostei de morar foi Miami, porque tem muitos brasileiros, praia e um clima parecido com o nosso. O momento inesquecível foi a conquista da Eurocopa pelo Aix Basket, da França. Formamos um grupo muito unido e as jogadoras são amigas até hoje.


Qual o momento mais emocionante da sua carreira?


Sem dúvida a Copa América de 2001, em São Luís, foi um momento inesquecível. Foi a minha primeira participação na seleção adulta e justamente na minha cidade. Jogar com o ginásio lotado, na presença da família foi realmente emocionante. Outra grande emoção foi o Pré-Olímpico do ano passado, quando conseguimos a única vaga para as Olimpíadas de Atenas.


Fonte: CBB
Kátia se casa e volta à Espanha



A pivô Kátia Denise se casou com o também jogador de basquete (espanhol) Sergio Alvarado e voltará a defender o Zaragoza, na próxima Liga Espanhola.
Novo Blog

Há mais um blog na praça basqueteiro: é o Basquete Feminino de Santos, time que conta com a lateral Márcia Sobral.
KATIA DA SILVA SE CASA EN ZARAGOZA


La jugadora brasileña Katia da Silva, que jugó dos temporadas en la capital maña, en el Filtros Mann, que quedara cuarto y tercero clasificado de la liga femenina, acaba de contraer matrimonio, con el también jugador de baloncesto zaragozano, Sergio Alvarado, que este año, finalizó jugando en el equipo del Peñas de Huesca.

La jugadora brasileña, conoció a Sergio en su etapa en Zaragoza, posteriormente, Katia jugó en Brasil, en el Guarú de la capital Sáo Paulo, equipo con el que participó en el Mundial de Clubes de Russia, el pasado año.

Esta temporada, después de un paso fugaz por el Cadí-La Seu, katia se fué a Bélgica, dónde disputó con su equipo la final del campeonato belga.

Desde estas páginas, deseamos a Katia y a Sergio, ya marido y mujer, una felíz y duradera unión.

Fonte: Liga Femenina