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sábado, 10 de dezembro de 2011

Campeã mundial de basquete em 1994, Dalila é coordenadora de quadra nas Olimpíadas Escolares 2011

1012_Basquete_Dalila_Mello Campeã mundial de basquete em 1994, na Austrália, ao lado da Rainha Hortência, Magic Paula, Marta Sobral e a então novata Janeth, a curitibana Dalila Bulcão Mello está dando a sua contribuição para o sucesso das Olimpíadas Escolares 2011, para atletas de 15 a17 anos, que está acontecendo na sua cidade natal. Aos 41 anos, ela trabalha como professora da prefeitura e é coordenadora de quadra no ginásio Marista Santa Maria, onde estão sendo realizados os torneios feminino e masculino de basquete da Divisão Especial.
Ex-pivô (mede 1,87m), Dalila começou a carreira no Curitibano e aos 19 anos, em 1989, foi morar nos Estados Unidos. Formou-se em zootecnia pela Universidade Texas State, onde defendeu o Lady Buffs até 1993. No seu retorno ao Brasil foi convocada para a seleção brasileira e, no ano seguinte, conquistou o título inédito. Dalila encerrou a carreira precocemente, aos 25 anos, pouco depois de voltar a jogar no país.
"Depois da seleção voltei ao Brasil pra jogar no Guarulhos, mas já estava saturada. Senti o choque cultural. Ao contrário dos Estados Unidos, aqui não tinha organização, o técnico faltava a treinos, o salário atrasava... Aí fui trabalhar. Não achei nada na minha área (zootecnia) e aceitei o convite para ser professora de inglês na Escola Internacional, onde também dava aulas de basquete. Fiquei no emprego por nove anos", explicou.
A campeã mundial não consegue ficar muito tempo longe do basquete. Ela continua defendendo a seleção brasileira, com Marta, Suzette e Ana Regina, entre outras, na seleção de masters. "Todo ano a gente disputa duas competições, um Campeonato Brasileiro e um torneio internacional, ou Pan-Americano ou Mundial. Em 2012, por exemplo, tem Campeonato Pan-Americano no Chile", lembrou.
Mãe de Maria Eduarda, de 8 anos, Dalila está preparando a jovem para ser atleta. "Eu dou a maior força. Não tenho duvidas de que será mais alta que eu. Ela treina basquete e vôlei, é muito ativa. A disposição que a Eduarda tem é impressionante. Além disso, é minha parceira, participa de tudo que eu faço. Está sempre presente em todas as competições", disse, com os olhos focando o futuro.
Dalila só teme agora a escolha da pequena. Ela diz que vai tentar deixá-la no basquete, mas teme que a guria escolha o vôlei. "Quando o Giba esteve aqui, ela ficou com os olhos desse tamanho. Não conseguia nem falar direito. Aí eu falei: ela vai para o vôlei", comentou a eterna atleta, lembrando a visita do astro da seleção brasileira de vôlei, Giba, na última terça-feira, no Centro de Convivência montado no ginásio do Tarumã.
A campeã mundial iniciou o trabalho na prefeitura com os também ex-jogadores da seleção brasileira Rolando e Joyce. Eles formaram o Centro de Desenvolvimento de Basquete de Curitiba, que chegou a contar com 700 crianças de 13 a 17 anos, mas que acabou recentemente por razões políticas.
"Hoje dou aulas em uma escolinha da prefeitura, na praça Plínio Tourinho, no Jardim Botânico. Quando recebi o convite para trabalhar nas Olimpíadas Escolares não pensei duas vezes", disse, antes de dar algumas dicas aos jovens participantes da maior competição escolar do país. "O basquete e o estudo proporcionaram os melhores momentos e as melhores oportunidades em minha vida. Seja um campeão no basquete, mas nunca deixe de estudar".
O Comitê Organizador das Olimpíadas Escolares 2011 para atletas de 15 a 17 anos, em Curitiba, conta com 101 profissionais do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e cerca de 450 pessoas do comitê local, sendo 50 coordenadores (do Estado e do município), além de 200 profissionais de apoio e 200 motoristas, todos vinculados à prefeitura.
As Olimpíadas Escolares são organizadas e realizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro, correalizadas pelo Ministério do Esporte, com a direção técnica das Confederações Brasileiras Dirigentes de Esportes Olímpicos e apoio da Prefeitura Municipal de Curitiba e Governo do Estado do Paraná.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Brasileiras em ação no Pan-Americano

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A foto acima é do Twitter da pivô Joyce (@Joycenara), campeã pan-americana (1991) e registra o encontro com suas companheiras Marta Sobral e Ana Nery.

As três estão disputando em Eugene (EUA) o Pan-Americano da FIMBA.

Além do trio, o time é composto por Ana Regina, Dalila, Ana dos Anjos, Silvana Teixeira, Luciana Peil, Maria Telma,  Rosana Natalia e Zamir.

O site da competição é http://www.maxibasketballeugene2010.com/

Atualização: Tweet às 22 horas - “É campeão! É campeão! Huhu! Sou campeã pan-americana de novooooo!”

domingo, 14 de junho de 2009

CBB faz homenagem às campeãs mundiais durante final do NBB

20090613_116371_Homenagem_03_gde Para comemorar os 15 anos da conquista do título inédito do Campeonato Mundial Feminino da Austrália (12 de junho de 1994), a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) homenageou neste sábado, no intervalo do segundo jogo da final do NBB, entre Flamengo e Universo, as jogadoras e a comissão técnica da delegação brasileira. Estiveram presentes o supervisor Raimundo Nonato; o técnico Miguel Ângelo da Luz; o assistente técnico Sérgio Maroneze; o preparador físico Hermes Balbino; e as jogadoras Dalila, Helen, Hortência, Leila, Paula e Roseli.
 
— É muito bacana ser lembrada. Não é qualquer país que consegue ser campeão mundial. Só quatro conseguiram até hoje no feminino. Então, temos que comemorar sempre. Isso ninguém nunca vai tirar de nós. Foi muito gratificante ser homenageada num ginásio tão cheio de gente que gosta de basquete — Hortência, atual diretora do departamento feminino da CBB.
 
— O tempo vai passando e é bom comemorar outra vez uma conquista como a de 1994. Faz bem para a alma ser lembrada com carinho. Homenagens como esta servem ainda para promover o nosso reencontro. Colocamos o papo em dia, lembramos estórias da época. O título mundial foi uma conquista de muitas pessoas, pena que algumas não puderam estar aqui conosco, mas estão sempre em nossas lembranças — Paula, diretora do Centro Olímpico de Treinamento e Pesquisa de São Paulo.
 
— A homenagem valoriza muito o que fizemos e mostra que o brasileiro não tem memória curta. Fico feliz por ser um exemplo para as novas gerações e orgulhosa por fazer parte de maior vitória do esporte feminino brasileiro — Leila Sobral.
 
— Foi muito emocionante. É maravilhoso receber um carinho desses em vida e ainda jogando. Nunca tinha assistido ao um jogo de basquete de um time de camisa como o Flamengo e achei demais. Um título mundial é para ser lembrado mesmo por todas as gerações — Helen Luz, que defende o Hondarríbia Irún, da Espanha e cuida com as irmãs, Cíntia e Silvia, do projeto social Cesta de 3, em Louveira (SP).
 
— É gratificante ser lembrada com carinho e alegria. Aquela conquista foi excepcional e nem parece que se passou tanto tempo. Reencontrei amigas e amigos queridos e conversamos muito. Ainda foi uma ótima oportunidade de rever uma arena tão bonita e bem feita — Roseli Gustavo, que dirige o Projeto Roseli Basquete, para meninas entre 10 e 15 anos, em Araraquara (SP).
 
— Eu tenho que agradecer ao basquete por tudo o que ele meu deu. Esse título mundial tem um significado muito especial para mim. Foi emocionante poder comemorar novamente num ginásio cheio a conquista inédita do basquete feminino do Brasil. Agradeço a CBB por essa iniciativa — Dalila.
 
O presidente da CBB, Carlos Nunes, garante que já estão programadas novas homenagens para essa geração vitoriosa.
 
— Com certeza, essa foi a primeira de várias homenagens que faremos para esse grupo e para tantos outros que colocaram o Brasil entre as principais potências mundiais. Na Copa América de Cuiabá, de 23 a 27 de setembro, vamos fazer uma grande festa para o basquete feminino das Américas e prosseguir com as homenagens para as campeãs mundiais de 1994.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

ENTREVISTA - Dalila Bulcão

A pivô paranaense Dalila Bulcão Mello é dona de uma história absolutamente particular no basquete. Depois de se iniciar no esporte no seu estado natal, chegou a Santo André (SP) e ao basquete universitário norte-americano. Após cinco anos nos Estados Unidos, foi surpreendida no retorno ao Brasil com uma convocação para a seleção brasileira – sua primeira (e única). Garantiu vaga no time que disputaria o Mundial da Austrália (1994). E voltou do outro lado do mundo como jamais sonhara: campeã mundial. Logo após voltar da conquista, se afastou definitivamente do basquete profissional, aos 23 anos. Por esses anos, a história de Dalila sempre me pareceu enigmática. No começo do ano, motivado pelas notícias da participação da atleta no Centro de Desenvolvimento do Basquete de Curitiba (CDBC) e pela aproximação do aniversário de quinze anos da conquista do Mundial, procurei Dalila. Ao contrário do que poderia parecer, encontrei uma apaixonada pelo basquete, que não disfarça o amor ao esporte e o entusiasmo nos seus relatos do passado (Mundial-94), do presente (CBDC) e até nos sonhos para o futuro. Ouvindo-a, sua história segue inusitada, mas ganha uma coerência absoluta. Durante a realização da entrevista, Dalila foi surpreendida com seu afastamento da coordenação do CBDC, em função de mudanças na federação local, que incluem a chegada de Hortência, parceira de Dalila na conquista de 1994, à direção da entidade.

(1) Em maio do ano passado, foi lançado em Curitiba o Centro de Desenvolvimento do Basquete, projeto do qual você é uma das coordenadoras, ao lado da Joyce e do Rolando, também ex-jogadores da seleção. Como está estruturado o projeto?

O CDBC era patrocinado pela SMEL (Secretaria Municipal de Esporte e Lazer) de Curitiba, pela UNIMED e tinha o apoio da Federação Paranaense de Basquetebol.
Através da secretaria, trabalhávamos com nove regionais da prefeitura, ou seja, nove comunidades dentro da grande Curitiba; envolvendo no total 700 crianças (meninos e meninas) de 11 a 17 anos.

As aulas eram ministradas três vezes por semana em cada regional pelos professores da SMEL, juntamente com os nove estagiários, que foram contratados por já terem alguma experiência como jogadores de basquetebol.

Dividimos as nove regionais em três grupos que nomeamos ‘conferências classificatórias’, como na NBA, sendo que os campeões de cada um destes grupos foram às finais. Então foram quatro finais de semana de muitos jogos. Em cada fim de semana, convidávamos profissionais do basquetebol de clubes e colégios particulares para participarem do evento como olheiros.

Desta forma estávamos chegando ao nosso objetivo de oferecer a essas crianças uma oportunidade de vida através do nosso esporte.

(2) Sua função no projeto é mais burocrática ou você se envolve na área técnica (aulas, treinos, etc.)?

Tinha dupla função no CDBC. Além de coordenadora, já trabalhava na SMEL como professora desde 2004, procurando talentos na Regional Matriz, na Praça Plínio Tourinho. Preferi continuar e administrar as duas funções com a ajuda dos meus colegas e dos meus estagiários. Tiramos de letra. E foi muito gratificante!

(3) Sua parceira no projeto é a Joyce, pivô campeã do Pan-1991, com a seleção. Você já a conhecia antes ou se conheceram só em função do Centro?

Joyce e eu já nos conhecíamos. Jogávamos pelo mesmo time em 1985, no CEFET aqui de Curitiba e também jogamos uma vez juntas pela seleção paranaense, mas éramos de categorias diferentes.

Desde que nos reencontramos por acaso aqui em Curitiba em 2007, descobrimos que temos uma história de vida muito parecida em todos os aspectos. Desde então nos tornamos irmãs. Além de trabalharmos juntas, sempre viajamos jogando na categoria master pela ABVRJ e pela seleção Brasileira. É só alegria!

(4) Quais foram os resultados desse primeiro ano do CDBC?

O resultado do CDBC 2008 foi o melhor possível. Foi acima da nossa expectativa e realmente muito gratificante! Conseguimos encaminhar muitas crianças para escolas e clubes e também aumentamos a popularidade do basquetebol aqui em Curitiba.

(5) A Hortência tem participado de alguns eventos da Federação Paranaense. Você acredita que a presença dela possa ajudar a fortalecer o basquete no Estado e mesmo o CDBC?

Sim.

(6) Esse ano completam-se 15 anos da conquista do Mundial da Austrália. Você foi a grande surpresa daquela convocação. Hoje, você sabe exatamente como o (técnico) Miguel Ângelo chegou ao seu nome? Parece que houve uma reportagem em um jornal paulista sobre você, não é?

Sim. Mas na realidade fui convocada por minha boa estatística no campeonato universitário da NCAA [médias de 18 pontos, 10,4 rebotes e 3 tocos, na temporada 93/4].
Joguei cinco anos pela West Texas A&M University de Canyon, Texas, ganhando 100% de bolsa de estudos, moradia e alimentação.

Meu falecido pai, João Bulcão, era meu maior fã e enviava as reportagens dos jornais texanos com todas as estatísticas possíveis de cada partida para o presidente da Federação Paranaense da época, o Fernando Sanches. Foi graças a eles que fui convocada para aquela seleção de 1994.

Naquele ano, havia me formado na WTA&UM e estava pensando em voltar para o Brasil, pois meu noivo na época e minha família estavam me esperando depois de cinco anos fora. Quando cheguei a São Paulo, eles me comunicam uma notícia destas: não acreditei! Foi muito louco! Fui direto do aeroporto me apresentar à seleção em São Roque (SP).

(7) Tudo aconteceu muito rápido e em três meses você era campeã mundial. Como foram os meses de treino e a disputa do torneio?

Nossa! Caí de pára-quedas: diretamente do Texas para a seleção. Eu era totalmente desconhecida, tinha que ganhar meu espaço e me adaptar à situação e mostrar que poderia ajudar a equipe dentro da quadra. Me sentia muito pressionada psicologicamente, no meio de tantas grandes e famosas jogadoras.

Mas sempre encarei meus desafios com muita garra e humildade. Ainda assim, foi muito difícil. De quinze jogadoras doze iriam ficar e todas as quinze mereciam fazer parte daquela equipe [as três atletas cortadas foram a armadora Sandra Prande, a ala Sílvia Luz e a pivô Yngrid].

Ficamos um mês em São Roque, um mês fazendo amistosos em várias cidades do Nordeste contra a seleção de Cuba e mais um mês na Austrália.

Embarcamos para a Austrália sabendo que iríamos ter que jogar muito e ter muita sorte para chegar às finais. Fomos adquirindo o respeito das outras equipes ao longo da competição e ficávamos mais unidas a cada partida. Senti que naquela seleção a união fez a força em todos os aspectos dentro e fora da quadra literalmente.
Joguei muito pouco. Não estava habituada àquela situação. Sempre tínhamos uma preparação psicológica entre os jogos que também nos fortalecia. De certa forma, sabia que junto com minhas guerreiras parceiras estávamos ajudando a equipe mesmo não atuando dentro da quadra.

Quando jogamos contra os Estados Unidos, chegamos humildes sabendo que não tínhamos grande chance. O ginásio era gigantesco e estava lotado, lembro de uma pequena torcida de brasileiros que sempre estava lá no meio gritando nossos nomes, mas naquele dia todos que estavam lá torciam pelo Brasil.

Percebemos que as americanas achavam que seria mais uma jogo, mas para nós aquele seria o jogo que ficaria para a história do basquetebol.

Depois que ganhamos delas, percebemos que naquele mundial a sorte estava do nosso lado. E garra nunca nos faltou. O jogo seguintes o contra a China foi demais e inesquecível! O tempo parecia não passar. Quando o jogo terminou, foi só alegria, não estávamos acreditando. Depois de tanta euforia, entramos no ônibus para voltarmos para o hotel e todas estávamos sentadas em silêncio tentando cair na real. Nunca esqueço desta cena, a Paula levantou e gritou: “Somos campeãs do Mundo!”. Ninguém acreditava! Ficávamos imaginando como seria a recepção aqui no Brasil.

Quando retornamos ao Brasil, foram dias de glória inesquecíveis. Fomos receber do Presidente da República a medalha de honra ao mérito em Brasília. Participamos do Criança Esperança. Lembro que ficamos no mesmo camarim que os artistas e todos vinham nos cumprimentar. Nossa, quem diria!

Mas o que ofuscou nossos dias de glória foi a conquista do futebol naquele mesmo ano. Pra variar, ficamos esquecidas em segundo plano.



(8) Logo depois da conquista, você esteve rapidamente no time de Guarulhos, treinado pelo Haroldo Evans e em seguida deixou de atuar. Como foi esse período e a tomada dessa decisão?

Quando vim dos Estados Unidos, já pensava em parar de jogar. Estava cansada da vida de atleta. É muito sacrificante. Queria ver como era ter uma vida normal. Queria dizer correr atrás da minha carreira profissional, aproveitar o meu diploma, que havia sido conquistado com muita luta.

Fui para Guarulhos por causa da insistência do meu ex-noivo. Ele dizia que tinha que aproveitar o momento. Mas não queria mais. Queria voltar pra minha cidade e ter uma vida comum junto da minha família. Por isto fiquei lá pouco tempo e logo voltei para Curitiba.

(9) Em algum momento, você chegou a exercer a agronomia, curso pelo qual você se formou na West Texas A&M University? Alguma de suas colegas da universidade teve sucesso algo comparado ao seu?

Voltei para o Paraná e corri atrás de emprego na área. Mas vi que aqui teria muita resistência por ser uma profissão machista. Acabei conseguindo emprego na escola Internacional de Curitiba e em uma escola de Inglês.

Em relação a minhas colegas no Texas, algumas ganharam o título de All American na NCAA, mas nenhuma delas conquistou um título mundial.

(10) Quinze anos após a conquista, você ainda mantém contato com as jogadoras do grupo ou com a comissão técnica da época? Quais?

Nossa equipe de 1994 se reuniu duas vezes depois do Mundial: na festa de 70 anos da CBB no Rio, e na comemoração dos 10 anos do Mundial, em São Paulo.

Encontrei a Roseli no sorteio do último Mundial em São Paulo (2006). Mas ultimamente tenho mais contato por e-mail com a Helen.

Paula, a encontrei em João Pessoa no Brasileiro Master em Novembro de 2008.

A Hortência, só a vi no lançamento do nosso projeto.

(11) Você tem disputado alguns torneios na categoria master ao lado de jogadoras como a Marta e a própria Joyce. Me fale um pouco dessas experiências.

Essa é a melhor fase de nossa carreira! Ser uma jogadora master é muito bom, porque é um hobby ! Claro que temos que ter mesma garra e disposição de antigamente, mas dentro de nossos limites.

Digo sempre que participar destas competições é viver um flashback, com muito alto astral! Volto rejuvenescida!

Reencontrei muitas amigas e fiz muitas novas amizades. Há a Suzete, a Joyce, a Marta, a Silmara, que continua jogando como nos velhos tempos, a Margarete, a Inês, a Ruth, a Wanda, o Marquinhos, o Carioquinha, o Israel, o Gérson, o Nilo, o Rogério Fernandes, que também jogou no Texas, o Alexei, e até meu irmão está participando: o Rodrigo Bulcão.

(12) Bate-bola pra encerrar:

Um técnico: Bob Schneider [técnico da West Texas por 23 anos]
Uma jogadora: Paula
Uma cidade: Curitiba
O jogo que eu não esqueço: Brasil x Estados Unidos
Um lance que eu não esqueço: a Leila arremessando nos últimos segundos da final Brasil x China. Ela jogou muito!
Uma frase: Nada acontece por acaso.
Uma música: Glory Days, do Bruce Springsteen.
Um filme: Coach Carter
Um livro: O Segredo
Um sonho: Ter saúde e disposição para jogar basquete até os 70 anos.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

SOMANDO FORÇAS, o Basquete Brasileiro tenta ressuscitar


Estávamos chegando ao fundo do poço. Essa era a sensação daqueles que amam e acompanham o basquete ao longo de anos.

Quem acompanhou as gerações como as de Oscar, Marcel, Paula e Hortência, não viu grandes exemplos de organização fora das quadras, como trabalho de Federações, Campeonatos Regionais, Nacionais ou de base. Mas os resultados, calcados muito mais nos talentos individuais e no romantismo da época em que o esporte era, de fato, amador, acalentavam a modalidade, nos agraciando, inclusive, com três títulos mundiais e medalhas olímpicas.

Entretanto, o mundo evoluiu. O Basquete Brasileiro estagnou. Por vários motivos nossas seleções já não se apresentam em competições internacionais com a mesma imponência e tradição.

Fora de três olimpíadas consecutivas, o masculino se arrastava e, entre brigas domésticas e picuinhas, a modalidade só afundava. No feminino, que ainda sustentava alguma competitividade, o descrédito toma conta dos torcedores, baseado na falta de estrutura de seus campeonatos e no êxodo de suas principais jogadoras. Fugiram os patrocínios, as TVs abertas... a massa estava esquecendo o que era Basquete.

Para aqueles torcedores, que assistiam aos grandes jogos e vibravam com cada lance desse fantástico esporte, era inconcebível a idéia de ver a modalidade se acabar sem ninguém fazer nada! Onde estavam os Homens e Mulheres do nosso basquete? Desiludidos também? Decepcionados? Frustrados? Cansados de darem murro em ponta de faca sem ver resultado algum?


Por que não então fazer uso de uma ferramenta tão importante: A UNIAO!





Sinais de reação começam a surgir. Com a criação da NBB, voltou-se a falar em Basquete em rede nacional! Voltamos a ver cestas em programas como Globo Esporte. Isso é fruto da UNIÃO dos clubes, das federações, da imprensa, patrocinadores e chancela da CBB. Parece que pararam de olhar para o próprio umbigo e passaram a olhar em direção à cesta!




No feminino o exemplo de UNIÃO parece ser ainda mais nobre. Apesar de ainda não contar com uma Liga Nacional Independente, o Paraná saiu na frente. Apoiando projetos sociais como o Centro de Desenvolvimento de Basquete de Curitiba, que mobilizam até 700 crianças carentes, a Federação Paranaense, que atualmente já conta com a colaboração de grandes nomes do basquete como Rolando (campeão pan-americano em 1987), Joyce (campeã Pan-americana em 1991) e Dalila (campeã mundial em 1994), recebe um reforço para a continuação dos projetos: Hortência.






No inicio do mês, Hortência (campeã pan-americana, mundial e medalhista olímpica) foi nomeada Presidente de Honra da Federação Paranaense de Basquete e se mostra feliz e disposta a somar a este trabalho.




“A Hortência virá para assumir a presidência de honra da federação. Ela vai somar com os projetos sociais que já temos em Curitiba, com 10 núcleos de basquete que temos na cidade. Queremos aumentar este número e levar estes núcleos para outras cidades. Com a imagem dela também queremos trazer patrocinadores para os nossos trabalhos nas categorias de base, e também para podermos montar equipes para os Campeonatos Brasileiros Adultos neste ano e em 2010”, explicou Amarildo Rosa, por telefone, à Gazeta do Povo Online.






Desta forma, A Federação Paranaense dá um belo exemplo de como resgatar os ídolos do esporte em busca do benefício do mesmo. A união de atletas renomados nascidos no próprio estado como Rolando, Joyce e Dalila, aliados à garra e carisma da rainha Hortência só poderá trazer bons frutos para o nosso basquete.
Sem vaidades ou interesses pessoais, parece que, finalmente, começaremos a sair do buraco.

É um alento àqueles que amam a modalidade e que torcem por dias melhores.

Nós, do Blog do Basquete Feminino, estamos prontos a contribuir da melhor forma para o ressurgimento do nosso Basquete!