segunda-feira, 28 de novembro de 2011
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Laís Elena repensa decisão de se aposentar (Diário do Grande ABC)
Anderson Fattori
Laís Elena Aranha parece disposta a reconsiderar a hipótese de se aposentar ao fim da temporada. Aos 68 anos, sendo 28 deles dedicados ao basquete andreense, a treinadora havia dito em março que pararia, mas sofre só de pensar na possibilidade de mudar de rotina no próximo ano. Os insistentes pedidos das jogadoras para que ela continue à frente do Santo André/Semasa têm influenciado na decisão.
"Todos os dias as atletas me perguntam por que vou encerrar a carreira se meus treinamentos ainda são dinâmicos, pesados e dão resultados. Não sei muito bem o que responder e isso me faz refletir. Me sinto motivada com o trabalho e, por isso, vou esperar acabar a segunda edição da Liga (de Basquete Feminino) para resolver se continuo ou não", confidenciou a treinadora.
Laís não assumiu, mas o que atormenta sua cabeça é abandonar a carreira sem ter tido chance no comando da Seleção Brasileira. Ela se sente útil e tem o desejo de ajudar no bom momento vivido pela modalidade. "Muito se fala em renovação, mas no Brasil isso seria trocar o velho pelo novo. Entendo de outra maneira, assim como os japoneses, acho que renovar seria trocar o ruim pelo bom", declarou.
A única experiência de Laís Elena no time nacional aconteceu em 2003, quando foi auxiliar do técnico Antonio Carlos Barbosa. Ela teve outra oportunidade, mas na ocasião preferiu recusar e privilegiar o time andreense, que passava por fase de transição. Apesar do sonho, sabe que convite hoje é improvável.
"Creio que seja inviável pela filosofia implantada pela Hortência (coordenadora do basquete feminino) na CBB (Confederação Brasileira de Basquete). Ela prefere apostar em técnicos estrangeiros ou mais novos, que possam se adaptar ao que ela entende ser o melhor para o basquete brasileiro", comentou a treinadora.
Uma prova da competência de Laís Elena são os últimos títulos conquistados por Santo André. Mesmo com investimento modesto em relação aos concorrentes, a equipe venceu a primeira edição da Liga Nacional no início do ano sobre Ourinhos, ficou com o título do Campeonato Paulista ao bater Americana e recentemente conquistou o título dos Jogos Regionais.
Agora, a equipe se prepara para os Jogos Abertos do Interior, que serão disputados de 7 a 19, em Mogi das Cruzes. Caso conquiste o troféu, Santo André finaliza a temporada com 100% de aproveitamento. "Com certeza será a competição mais difícil de todas, pois os jogos são bem próximos e contra bons adversários, mas estamos preparadas e confiantes. Falo todos os dias com as jogadoras sobre isso, seria histórico conquistar os quatro títulos na mesma temporada e mais uma prova da nossa competência", ressaltou.
Fonte: Diário do Grande ABC
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Laís Elena abre as portas para MVP do Mundial (Rede Bom Dia)
Eleita a melhor jogadora do torneio no Chile, Damiris tem propostas da Europa, mas técnica do Santo André acha melhor a jovem continuar no país e diz que tentará bater um papo com ela em amistoso da seleção no interior
Antonio Kurazumi
Há um mês, uma pivô brasileira de 1,92 m impressionava a comunidade do basquete. Aos 18 anos, foi eleita a MVP (jogadora mais valiosa) do Mundial sub-19 do Chile e levou o Brasil nas costas, terminando o campeonato com a medalha de bronze e 20,9 pontos por jogo.
O presente veio com a “promoção” para a seleção principal, que treina para o Pré-Olímpico da Colômbia. Enquanto isso, chovem propostas da Europa e do Brasil, claro, pela pivô. O trunfo do Santo André nessa parada é a técnica Laís Elena.
“Não fizemos nenhum convite, mas temos interesse sim. Vou assistir o amistoso contra Cuba no dia 9 em Americana. Se tiver uma oportunidade, vou conversar com ela, ver o que pensa da carreira”, promete a treinadora, especialista quando o assunto é revelar e desenvolver talentos.
Para Laís, não é o momento de Damiris jogar no basquete europeu, em especial na Espanha. “Seria uma judiação ela ir agora [Europa]. O comentário que ouvi é que irá para a Espanha. Lá o treinamento é inferior ao nosso, eles treinam menos e não trabalham a parte técnica”, avisa a comandante do Santo André. “A Franciele foi nova para a Espanha e desaprendeu um pouco”, exemplifica.
A treinadora não tem dúvidas de que Damiris não está preparada como deveria para o esporte, que precisa melhorar os fundamentos e definir a posição certa em quadra. No ABCD, ela terá espaço. “Temos a Simone, Êga e a Nádia no garrafão, mas a Simone está voltando de lesão”, aponta.
A favor de Santo André nesse sonho difícil, está Janeth Arcain. Damiris fez as primeiras cestas no projeto social da estrela do basquete nacional, cotada para ser técnica da seleção em 2016, nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. E não é segredo para ninguém a ligação de Janeth com Laís e a cidade onde despontou para o esporte.
“O contrato dela conosco acabou recentemente, mas ela deu a palavra que seguirá aqui se ficar no Brasil. O problema é que tem propostas da Espanha, França e Itália. Não deve permanecer no país”, tenta adivinhar o coordenador do Divino/ COC/ Jundiaí, ex-equipe de Damiris, Nestor Mostério.
Após o Mundial, a jogadora disse que só decidirá o futuro quando retornar da seleção. Resta saber qual será o pensamento após a conversa com Laís.
Fonte: Rede Bom Dia
quinta-feira, 24 de março de 2011
Entrevista – Arilza Coraça & Lais Elena Aranha (Portal Cidade de Itapira)
Na quinta-feira, dia 4 de março, às 17h, a itapirense Assistente Arilza Coraça e a técnica Lais Elena Aranha concederam uma entrevista, na sede do portal Cidade de Itapira. Pelo portal participaram Renato Silva e Nino Marcati, do jornal Tribuna de Itapira, Tobias Valdissera, do A Cidade, Beto Coloço, e Aline Canto do Gazeta Itapirense.
PERGUNTA: Como tem sido conviver com a mídia depois da conquista do campeonato da Liga de Basquete Feminino pelo Santo André?
ARILZA: O assédio da imprensa esportiva foi tão grande que acabou sendo muito desgastante para nós podermos atender a todos.
PERGUNTA: Nos outros campeonatos não eram assim?
ARILZA: Não. No campeonato paulista nós fomos finalistas. No jogo final, em Santo André, com o ginásio lotado e com a presença do nosso prefeito Aidan, acabamos perdendo, e não houve esse retorno de mídia que deu o campeonato nacional.
LAIS: Foi por causa do Brunoro, com a entrada da BSB, ele, praticamente, está cuidando do marketing da Liga. Finalmente, o basquete começa a se estruturar, ganhar espaço na mídia e atrair patrocinadores. Passamos por momentos difíceis. Hoje, superados.
PERGUNTA: Dá para imaginar o basquete num novo caminho. Podemos esperar bons frutos para os próximos dois anos?
ARILZA: Sim estamos no bom caminho. O basquete masculino está mais fortalecido, hoje já conta com muitos patrocinadores. O basquete feminino começou a caminhar para isso, agora. Mas a vantagem que Liga deu, Brunoro arrumou os patrocinadores para a Liga, então os clubes participaram do campeonato sem ter nenhuma despesa, nada. Nem passagem de avião, ônibus, estadia em hotel, alimentação, tudo...
LAIS: Até a arbitragem.
PERGUNTA: São quantas equipes?
LAIS: São oito. Estão pensando em chegar a doze. Eu, particularmente, prefiro dez.
PERGUNTA: O basquete continua concentrado em São Paulo. É possível atingir outros estados como está acontecendo com o masculino, como Londrina que está indo bem, Rio também?
LAIS: Não existem tantas equipes femininas nos outros estados como existem no masculino, mas a idéia é pegar um centro como o Paraná, por exemplo, a cidade São José dos Pinhais que tem uma estrutura, tem um projeto interessante, tem muitas escolhinhas, então você pode levar um time pronto de São Paulo pra lá para ser um espelho para aquelas crianças, participar da Liga, ser mais um Estado, porque eu acho que Santa Catarina já tem uma estrutura boa já, Joinville e Blumenau, enfim.
ARILZA: Mas alguns Estados fazem, como Pernambuco faz o basquete feminino há muito tempo, lá eles têm dificuldade de manter o feminino adulto. Maranhão tem o Betinho que faz. O que acontece assim, é que as crianças vão se sobressaindo e vindo para São Paulo. A Iziane, que está na WNBA, é do Maranhão, começou com o trabalho do Betinho.
PERGUNTA: É fato que o basquete não consegue seguir a mesma sequencia do vôlei, com altos e baixos. Por que isso acontece?
LAIS e ARILZA: Aí já é uma outra história. É um outro patamar. É questão de gestão, de massificação. O vôlei tem atrás dele o Banco do Brasil, e hoje você sabe que o BB, a potência que é, aí você pega a Globo e os principais programas de TV da Globo e o BB patrocinando a maioria dos programas, a Globo dá todo apoio ao esporte que o banco patrocina. Isso faz a diferença.
PERGUNTA: Mas o basquete também já teve grandes patrocinadores, não teve?
ARILZA e LAIS: Sim, nós tivemos da Arcor, Lacta, Vaporeto, Pirelli, enfim, patrocinadores fortíssimos, mas era um vai e vem danado. Na década de 90 o basquete feminino era muito forte. Nós tínhamos o campeonato regional nosso, era um dos melhores do mundo, muitas estrangeiras e tudo. E o que aconteceu? De repente a Europa começou a pagar muito e nós tivemos um êxodo mais de dezoito jogadoras de nível A foram embora... Aí os patrocinadores começaram a sair. Houve a Inversão da moeda, lembra que era um para um? Nós trazíamos jogadoras. Depois, foi o contrário, o dólar subiu...
PERGUNTA: O basquete, antigamente, era pouco conhecido, pouco praticado. Hoje, ele está na maioria das escolas, pelo menos nas particulares. Toda cidade que tem uma quadra, tem o basquete sendo praticado, ou seja, está bem difundido. Talentos também existem, estão por aí e fora do país. Vocês acreditam que a consolidação do basquete, chegou o momento?
ARILZA: Eu trabalhei vinte e sete anos numa escola pública, por opção, uma missão, eu sempre gostei de trabalhar com a criança. A maioria das crianças que praticam basquetebol são carentes, moram na periferia, lá eu descobria mais talentos. Só que a Educação Física era masculina e feminina. Hoje, é dentro do período e turma mista, então a criança, pela falta de segurança, é difícil sair sozinha... Enfim, há alguns fatores que na Educação Física escolar foram modificados e isso está dificultando a massificação. Eu creio que muitos talentos estão sendo perdidos, principalmente nos grandes centros, onde a criança não consegue chegar nos locais que oferecem a iniciação esportiva.
PERGUNTA: Você não considera que a falta de ídolos também compromete o desenvolvimento do interesse das crianças para o basquetebol feminino? Depois de Hortência, Paula, mais recentemente, Karina, o basquete viveu um vácuo.
ARILZA: Então, mas quando a gente começa a exportar talentos a gente precisa detectar que alguma coisa de errado está acontecendo. Se você pegar no voleibol masculino, hoje a Superliga me faz acompanhá-los, eu que nunca tive paciência de assistir jogos pela televisão, habitualmente. A Superliga está maravilhosa. Os nossos talentos que estavam na Itália e pelo resto da Europa, com a crise, foram repatriados.
PERGUNTA: Você está dizendo que a chance do basquete voltar aos bons tempos seria o retorno das nossas grandes estrelas?
LAIS: Os que estão nos EUA, nem pensar. Lá a coisa é de milhões de dólares. Não temos a menor chance.
PERGUNTA: Mas não dá para se fazer alguma coisa, mesmo eles jogando fora?
LAIS: Sim, a CBB tem feito algumas ações nesse sentido. Quando eles vem de férias ou quando estão servindo a seleção, alguns deles, são levados nas favelas do Rio, mas isso a cada dois anos. É alguma coisa, mas é muito pouco. Nós temos que crescer. Mas como a Arilza falou, o problema maior é a falta de Educação Física como era antes, masculino, feminino, fora do período, quando não tínhamos a massificação, mas tínhamos condição de levar o esporte até a criança e não esperar que a criança vá onde tem o esporte, porque a condução é cara, a dificuldade dos pais...
PERGUNTA: Nós tempos uma Liga Regional que pega Itapira, Iracemápolis... Outras regiões a gente quase não vê isso. Falta um pouco disso? Ter alguma entidade que promova algum tipo de competição?
ARILZA: Eu acredito que sim, e o que é importante também você trazer a competição, várias vezes nós fomos fazer jogos de exibição em cidades do interior levando duas equipes, mais ou menos do mesmo nível, colocando as crianças para assistirem. Agora na final em São José dos Campos, Santo André mandou seis ônibus de torcida, sendo três ou quatro com torcedores, mas o resto eram crianças que já praticam e assistem o treinamento do adulto. Só deles verem a final, um novo formato, os olhos delas brilhavam.
PERGUNTA: Com a olimpíada de 2016, existem projetos de preparação?
LAIS: Para chegarmos às olimpíadas de 2016 não podemos pular etapas. Aliás eu tenho uma grande preocupação com que a Hortência está fazendo agora. Por exemplo: nós temos o pré-olímpico classificatório para 2012. Ela quer levar as novas. E eu já falei. Corremos o risco de ficar fora de Londres e a modalidade ao invés de ter aquele impulso para 2016, ela vai cair. Então a proposta nossa é de que se leve o melhor time agora, as melhores jogadoras que estão em atuação e ela tem muito tempo, de 2012 a 2016, para trabalhar a nova geração. A nossa sugestão é que se pegue o talento da sub 14, deve ter umas duas ou três, o talento da sub 15, duas no máximo, pega todas as gerações e as coloquem, juntas, treinando até 2016. Jogando, treinando, aqui, na Europa, nos EUA. Do que adianta pegar uma seleção da sub 19, onde não faríamos nada e gastaríamos uma fortuna fazendo um pré-mundial, com doze jogadoras, onde nove são medianas. Penso que o ideal é juntar os talentos pensando em 2016. Tem cabimento deixar Micaela, Ega, tudo de fora dessa seleção para ficar levando sei lá quem?
ARILZA: Nós conhecemos o Barbosa e sabemos que ele é uma pessoa muito inteligente, eu acho que tudo o que ele fez e continua fazendo, mostrou agora, em Ourinhos, ele assumiu e a levou à final, é uma experiência que não pode ser desrespeitada e simplesmente ignorada, a mesma coisa é quando você cuida de atleta. A Hortência, com 36 anos, foi resgatada, foi para a competição depois de ter sido mãe e de ter parado de jogar. E quando perguntaram ao Barbosa o que ele achava se a Micaela deveria voltar para a seleção brasileira, ele foi enfático – ela nunca deveria ter saído, pois foi afastada por uma pessoa que desconhece a cultura brasileira, que não fala o nosso idioma, não se sabe se ele se fez entender pelas atletas, ela tem 31 anos e se mostrou na Liga, na nossa equipe, uma das principais jogadoras.
PERGUNTA: Com esse, quantos títulos nacionais?
ARILZA: Nacional, o segundo. Nós fomos campeãs do Sul-americano. Só se adquire o direito de disputar o Sul-americano sendo campeã nacional. Depois da perda do patrocínio, a partir de 2001, a equipe foi mantida com mais dificuldade, com apoio da Prefeitura de Santo André. Bolsas de estudos em algumas escolas e universidade para as atletas, mas sempre estivemos entre as quatro melhores equipes. Um ano só é que ficamos em quinto. Fomos campeãs dos Jogos Abertos do Interior, Jogos Regionais, mas o nacional veio depois de onze anos.
PERGUNTA: Como você vê o basquete de Itapira hoje? Você tem acompanhado?
ARILZA: Eu quero dizer que a parceria de escolas com o esporte é muito importante. Eu gostaria que todas as escolas dessem a importância que o Anglo de Itapira dá ao basquetebol feminino da cidade. O marketing esportivo une as duas coisas: esporte e educação. Com relação ao time feminino de Itapira, antes eu acompanhava mais porque eu tinha as minhas sobrinhas que jogavam e até sobrinhas netas. Houve um hiato. Agora eu tenho a Mariane Paschoalim Reatti, que tem oito anos, estuda no Colégio Anglo de Itapira e joga na equipe. Ela me telefonou e já vai para a primeira competição. Eu brinco com ela. Eu vou com você para a Itália. Você vai ser uma excelente pivô, ela tem estatura, ama o esporte. Eu não acompanho o time. Eu tenho a certeza de que o Flávio plantou a sementinha, boas sementes que estão frutificando, as meninas que jogavam com ele fizeram faculdade e hoje já estão trabalhando o basquete. Essa sementinha foi plantada lá atrás pela Antonia Coraça. E antes da Antonia, que era a Coraçona e eu a Coracinha, a Dona Cida. Foi a professora Cida que me apresentou o basquetebol, aqui em Itapira, aos onze anos. Muitas vezes ela ia até o sítio me buscar e me levar. Hoje eu tenho uma lembrança maravilhosa, lembro até a cor do esmalte que ela usava, ela tinha a pele muito morena. Eu tenho um grande respeito e uma enorme gratidão por ela e pelo Seu Silas que era casado com ela e que felizmente, ele, continua conosco. Daquela sementinha, eu frutifiquei, fui fazer faculdade, me tornei jogadora, professora de Educação Física e plantei outras sementinhas que estão trabalhando. E aqui é assim, Dona Cida plantou, veio a Coraçona, Coracinha, o Flávio chegou e assim está indo. Eu creio que o basquete feminino de Itapira está bem.
PERGUNTA: Fale um pouco sobre o projeto Bola Laranja e o de vida, de voltar para Itapira.
ARILZA: O Bola Laranja foi aprovado com a Lei do Incentivo, mas, infelizmente, os dois anos reservados para a captação de um milhão e sessenta e dois mil reais, tinha que ser uma grande empresa, o projeto era ambicioso e nós não conseguimos, mas nem por isso deixamos de trabalhar com as crianças de Santo Andre e de outras regiões. Agora, mesmo, estamos com três meninas de Miracema. Atendemos cerca de 120 crianças, além do trabalho que é feito pela Prefeitura de Santo André, nessa área. Nós temos uma seleção sub19 que vai disputar o mundial, estão em Jundiaí, estudando e recebendo todo apoio do Ministério do Esporte, das 15 selecionadas no Brasil, três são nossas atletas. Agora houve a convocação da sub 17, onde temos uma. O meu projeto futuro é voltar para Itapira e implantar um projeto dedicado às crianças que querem praticar o basquetebol, incorporando, evidentemente, o que já existe na cidade.
PERGUNTA: Esse projeto para Itapira tem data?
ARILZA: Não. Não tem data ainda. Eu preciso primeiro encontrar um parceiro para me trazer de volta, é difícil a gente sair de um lugar onde está consolidado é complicado. Por isso que eu falo sempre do prefeito Aidan Ravin por ele ter acreditado no nosso projeto. Ele conseguiu o retorno desejado.
PERGUNTA: Quando será o Sul-americano?
LAIS: Ainda não está definido. Essa é uma briga da CBB para se colocar um calendário fixo. Devem definir para junho.
PERGUNTA: Arilza, fale um pouco da sua carreira, de Itapira até hoje.
ARILZA: Você sabe que eu comecei a minha carreira como professora, eu fiz 18 anos – aliás estava tudo preparado para uma grande festa de aniversário, dia 18 de fevereiro, pois tenho uma família maravilhosa e uma legião de amigos conquistados, mas por conta da Liga eu adiei essa comemoração para o próximo ano, pedi para as meninas o título como presente de aniversário – então algumas coisas eu fui apagando, principalmente as negativas, só fiquei com as alegrias, fui para São Paulo para fazer a faculdade e comecei a trabalhar, pois naquela época tinha falta de professor de Educação Física. Comecei em Osasco. No ano seguinte eu fui para Carapicuiba. Veja o que eu fazia diariamente: eu morava em São Paulo, no Butantã, ia até Carapicuiba para dar aula, ia para Santo André para treinar e voltava para São Paulo. Eu tinha um fusca, gastava um tanque de combustível com a maior facilidade, praticamente, o apoio financeiro não mantinha nem o combustível que eu gastava. Mas o meu trabalho como professora e como a faculdade era pública, eu fiz USP, e assim foi. O início foi no ESO com a Dona Cida, minha irmã já estava em São Paulo,na faculdade. Ela resolveu montar uma equipe da cidade para disputar os jogos abertos, eu fui com ela. . Fui campeã por Itapira, no jogos de 1968. Na faculdade, em 1971, teve o mundial de basquete, quando o Brasil foi medalha de bronze e a Lais era a jogadora. Lembro-me do jogo com o Japão, eu trabalhava na estatística, e faltando um segundo a Nilza fez uma cesta da lateral e nós ganhamos o jogo por um ponto. Disso veio a motivação para eu procurar um clube. Eu estava com 19 anos. Escolhi Santo André. Disputei a Universíade como jogadora e como técnica. Fui para a seleção paulista. Seleção universitária. Seleção brasileira. Como jogadora fui campeão sul-americana, logo depois disso lesionei o joelho. Fiquei só no clube. Tenho uma admiração, hoje, pelo Fenômeno e lá atrás pelo Reinaldo, não sei se vocês lembram, pois vivemos uma dificuldade parecida. Joguei até os 33 e foi difícil parar. Se não fosse a lesão chegaria mais adiante. No esporte o envelhecimento é cruel.
PERGUNTA: No Santo André a única função que falta é ser técnica?
ARILZA: Do adulto. Eu já fui técnica até da seleção brasileira sub 17 e sub 19 e voltamos campeã. Hoje, sou assistente técnica do adulto.
LAIS: Ontem, eu fui fazer uma matéria no jornal e fui perguntada sobre os meus planos. Na hora eu falei, eu estou pensando – até falei, em primeira mão, posso até levar uma bronca do meu diretor e até do prefeito – estou pensando seriamente em dirigir a equipe este ano, até segunda Liga e depois eu quero passar o bastão para a Arilza, eu quero continuar a minha carreira como dirigente, mais no sentido de estar ajudando, fora da quadra, dando muito respaldo para o basquete feminino de Santo André e talvez, sei lá, se a Hortência mudar um pouco de cabeça, de achar que os técnicos brasileiros tem condições, os mais experientes de estar passando alguma coisa aos novatos, a gente está aí à disposição, já falei isso para o Brunoro. A primeira coisa é a Arilza assumir primeiro.
PERGUNTA: O Santo André estará entregue em boas mãos?
LAIS: Com certeza! Ela está preparada.
ARILZA: Eu e a Laís trabalhamos juntas. Eu não me vejo trabalhando sem a presença dela. Ela e o Barbosa são grandes estrategistas ofensivos. O meu olhar é defensivo. Porque a vida me ensinou assim. Sou uma guerreira. Eu tive que conquistar as minhas coisas com garra. Isso a minha mãe me ensinou desde pequenininha. Até para estudar, eu morava no sítio, ela que me acompanhava. A Laís estará sempre por perto. É uma pena, aproveito o momento, para dizer que as pessoas não devem ser afastadas por que estão velhas ou novas, mas pela troca do incompetente pelo competente, você usa a experiência das pessoas que estão lúcidas. O Barbosa fez uma queixa para mim, na final, estou muito feliz por que esse jogo será entre amigos, entre pessoas que se respeitam. A maior vitória da nossa equipe foi a vitória do amor, a vitória da fé, a vitória do respeito ao próximo, dos tementes a Deus, um grupo de fé; além de muito treinamento. Valores que eu como professora de Educação Física prezo demais, é a parte educacional. Infelizmente, a Hortência que para mim foi a melhor jogadora do mundo, eu a vi crescer, eu fui uma defensora ferrenha dela. Eu dificultava as ações dela na quadra, porque nem duas defensoras conseguiam pará-la. A Lais sempre mandava marcar BOX ONE a Hortência. Talvez ela tenha até uma mágoa. Muitas vezes o ex atleta leva a mágoa do passado para outras atividades. Me disse o Barbosa que ela se referiu a ele, como se ele estivesse “gagá”. O Barbosa é um jovem senhor de sessenta e poucos anos, lúcido,perfeitamente consciente, maduro e mostrou na quadra o que sabe. Eu costumo dizer que a gente prova as coisas com atitudes e não com palavras, com resultados. Como disse o Barbosa quando ele foi arguido: os resultados estão aí.
PERGUNTA: O Airton Sena dizia que na vitória ele se encontrava com Deus. Lais e Arilza o que vocês sentiram?
LAIS: Eu me encontro com Deus todos os dias, mas senti a sua presença maior a partir da semifinal. Senti a presença Dele nos treinamentos, no dia a dia, a cada jogo, posso até dar um depoimento: na última partida contra o Catanduva eu sabia que seria muito difícil, pois já estávamos sem a Tayara e eu não tinha troca e o adversário tinha muitas opções. Naquela hora, eu tenho certeza que foi o Espírito Santo que iluminou, eu não podia, em sã consciência, eu jamais colocaria a Cacá, essa menina de juvenil, para marcar a Palmira que estava acabando com o jogo, tirei a Ariadna, que tinha feito 34 pontos, no jogo anterior e coloquei a Cacá e ela deu conta do recado. Acabou com a Palmira. No final do jogo ela veio me abraçar e falou: eu não disse que estava pronta? Aí eu brinquei: falar não adianta, tem que mostrar. E você mostrou. Agora eu acredito que você está pronta. Eu senti. O grupo sentiu a presença de Deus. O nosso grupo, todas as jogadoras, elas tem muita fé. Elas estão sempre procurando muito Deus.
ARILZA: Esse foi o nosso sexto jogador.
PERGUNTA: Você poderia citar um talento de Itapira, que você levou para Santo André, que chegou à seleção?
ARILZA: Eu sempre cuidei da base. Um dia eu estava numa reunião na federação e eu estava procurando uma armadora. Aí o “Borracha” estava do meu lado e disse: eu conheço uma menina de Itapira – eu, naquela época não tinha contato com o Flávio, hoje ele faz parte da família, é casado com a minha sobrinha – e o “Borracha” talvez não soubesse que eu era de Itapira, é uma armadora de uma família Gattei. Eu disse, eu sou de Itapira, e Gattei deve ser parente. Fui me informar, era a Vanessa Gattei. Ela era infanto, levamos para Santo André. Lá ela terminou a formação de categoria de base, era um momento de vacas magras, para fazer dinheiro juntávamos jornais, amassávamos latas etc. E por isso os emails que recebi, os abraços que recebemos, sempre assim: vocês merecem, vocês não desistiram, vocês tem um trabalho maravilhoso, por conta das dificuldades que superamos. Então a Vanessa, de lá foi para Ourinhos, onde foi campeã, foi para a seleção brasileira, hoje está em Catanduva, é também uma itapirense que disputa a Liga. Brilhando, com certeza.
Pergunta: A Liga de Basquete Feminino esteve bem organizada, por ser a sua primeira edição?
Lais e Arilza: Nós gostariamos de parabenizar e agradecer ao Marcio Cataruzzi (Presidente), ao seu fiel escudeiro Celso Diniz ,pelo comprometimento e incansável trabalho sempre procurando atender a todos com muita atenção. A Liga foi um sucesso, algumas falhas aconteceram, mas com certeza serão superadas com mudanças que devem ocorrer no regulamento nas próximas reuniões com todos os filiados. Agradecer também a Brunoro Sport Business.
Pergunta: Algum agradecimento?
Lais e Arilza: Agradecimento a todos as atletas que confiaram em nosso trabalho, a Preparadora Física Adriana Amado Bazani,Prefeito Aidan Ravin, Departamento de esportes de Santo André, Academia Biorítimo, Academia Gersom Dória, Agência 3 MB, ao Patrocínio do Semasa, nossos amigos e familiares, torcedores e amantes do Basquete feminino.
Fonte: Portal Cidade de Itapira
segunda-feira, 7 de março de 2011
Últimas cenas de uma história incompleta (Diário do Grande ABC)
Anderson Fattori
quinta-feira, 3 de março de 2011
Laís Elena marca data para sair de cena (Diário do Grande ABC)
Anderson Fattori
Laís Elena Aranha, uma das técnicas mais vitoriosas do basquete brasileiro, anunciou que vai encerrar a carreira. Campeã e eleita a melhor treinadora da última Liga Nacional, prepara-se para seus últimos jogos no comando de Santo André. No fim do ano, ela promete passar o bastão para a auxiliar Arilza Coraça e se dedicar ao trabalho de bastidores. O anúncio foi feito ontem, em visita da treinadora à Redação do Diário.
Aos 67 anos, Laís Elena viu e viveu de tudo no basquete. Natural de Garça, interior de São Paulo, começou a jogar basquete aos 14 e cinco anos depois foi contratada pelo Corinthians, onde ganhou projeção nacional. Chegou em Santo André no ano de 1964 e criou raízes na cidade. Depois de abandonar as quadras em 1975, trabalhou com a categoria de base andreense até assumir o time principal, em 1983.
Muito se diz que a modalidade só sobrevive no município graças ao esforço incomum da abnegada treinadora, que jamais abandonou o barco, mesmo nos tempos de vacas magras. "Tenho um lema na minha vida que é servir. Faço isso por amor. Desde o início da carreira percebi que tinha uma missão para cumprir. Fiz tudo o que pude pelo basquete e me sinto realizada", declara a treinadora.
A decisão de parar tinha sido tomada no início do ano. "Minha intenção era encerrar depois da Liga. Fomos campeãs. Mas quando contei para as jogadoras foi uma surpresa. Elas me pediram muito e me convenceram a continuar. Prometi a elas que fico mais esse ano. Vou disputar o Campeonato Paulista, os Jogos Abertos (do Interior) e depois da Liga Nacional eu paro", promete.
Foram decisivas as conversas com sua fiel escudeira Arilza Coraça, que há mais de uma década exerce a função de auxiliar-técnica e coordena as categorias de base do clube. "Sinto que a Arilza está pronta para assumir o time principal. É a vez dela. Ela sempre foi muito importante em tudo que conquistei, é inteligente e sinto que devo permitir que ela assuma essa responsabilidade", explica.
Apesar de ter tomado a decisão e prometer que não volta atrás, Laís Elena começa a se preparar para os jogos de despedida. "Acho que será uma temporada especial. Vou tentar passar o máximo de coisas para a Arilza. Ela sempre foi muito boa na parte defensiva e eu gosto mais do ataque. Fazíamos uma dupla e tanto. Ela pediu para que eu continue ajudando-a nos treinos, mas com as posições invertidas, vamos ver até lá o que fazer", disse ela.
O certo é que Laís Elena continuará no basquete. O desejo da treinadora é trabalhar nos bastidores e continuar contribuindo para o desenvolvimento da modalidade. "Penso em prestar consultoria, ajudar os clubes, enfim, não sei direito o que fazer, mas quero continuar trabalhando com basquete. Me sinto motivada, com vigor e útil. Se não estivesse com disposição já teria parado faz tempo", ressalta.
Mesmo segura da sua decisão, Laís Elena controla a emoção ao falar da carreira. "Não é fácil, são mais de 50 anos servindo o basquete feminino. É praticamente uma vida inteira", ressalta a treinadora. "Agora é dar tudo, o último gás, a última motivação. Tudo tem seu fim e minha carreira chegou a ele", comenta.
Feliz da vida, a treinadora parte hoje para Itapira, cidade próxima de Campinas, onde tem um sítio. O lugar é considerado seu refúgio. "Vou pescar, fazer o que gosto. Preciso recarregar as baterias e descansar bastante. Tivemos uma temporada desgastante, com muito treino e preciso relaxar. É só isso que estou pensando agora", finaliza.
Fonte: Diário do Grande ABC
Também no Diário:
terça-feira, 1 de março de 2011
A Frase
“Meu grupo me respeita, se eu falar para alguma atleta jogar ‘de quatro’, ela vai jogar.”
Lais Elena, em matéria de Carolina Canossa no R7.
segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Lais Elena novamente no topo
Desde que acompanho basquete, Lais Elena Aranha sempre esteve na ativa.
Lembro-me da treinadora em 1992, com um time no qual brotavam as irmãs Sobral (Márcia e Leila) e que no ano seguinte, com o reforço de Janeth, era adversário da hoje lendária Nossa Caixa-Ponte Preta/Campinas na final do Paulista.
Ao longo desses anos, os patrocínios foram minguando, mas não alteraram o entusiasmo e a paixão do comando de Lais, que continuou a incomodar os favoritos ano após ano.
Nas temporadas mais recentes, a falta de verba fez de Santo André uma espécia de “abrigo”, no qual Lais acolhia jogadoras desenganadas pela seleção ou por outros clubes, sobras do mercado e atletas em recuperação física.
Com aumento da verba da prefeitura, a treinadora já voltou a mostrar do que é capaz, acumulando um novo título dos Abertos do Interior, um vice-campeonato paulista e essa primeira edição da LBF. Nesse momento em que o Nacional tenta se reinventar como Liga, nada mais salutar que premie o trabalho mais contínuo da última década.
Que a conquista represente fôlego novo ao trabalho de Lais e que ela possa novamente por a molecada para jogar como fazia em 99, com Kellynha (22), Chuca (20), Mamá (21), Gattei (19), Simone Lima (20), Kelly Cota (19), Gigi (19) e Vivian (23) saudavelmente misturadas ao núcleo de Helen (27), Ana Mota (31), Pontello (28), Janeth (30), Maristela (29) e a espanhola Marina Ferragut.
O título reforça também que Lais é um nome que Hortência não pode excluir dentro de seu trabalho na CBB, mesmo com o antecedente de uma passagem no minímo estranha como assistente da seleção em 2003.
quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011
A forte ligação de Laís Elena com o basquete de Santo André
Técnica andreense revela suas paixões pela pesca e culinária, além da bola laranja
O basquetebol feminino tem uma história e identificação antiga com a cidade de Santo André. Muito desta trajetória é associada ao nome Laís Elena Aranha da Silva. Como atleta da seleção brasileira, conquistou a terceira colocação no Mundial de 1971 no Brasil, dois Pan-americanos, no Canadá e Colômbia e seis campeonatos sul-americanos. Há mais de 40 anos na cidade, a técnica do Santo André/ Semasa, que disputará a semifinal da Liga de Basquete Feminino (LBF) é praticamente uma cidadã andreense.
Laís chegou a Santo André em 1964, atuando pelo Clube Atlético Pirelli, agremiação que representava a cidade, no qual jogou até 1978. Em 1979, estreou como técnica das categorias de base, e Santo André foi o primeiro campeão mirim paulista, pela Federação Paulista de Basketball, em final disputada contra o Jundiaí. Neste mesmo campeonato, estrearam Hortência Marcari e Vânia Teixeira, competindo por outras cidades, e que, posteriormente, se destacaram pela seleção brasileira.
Foi técnica de seleção brasileira juvenil, tornando-se campeã sul-americana e assistente técnica da seleção brasileira adulta no Pré-Olímpico do México, sagrando-se campeã. Em Santo André, é técnica da equipe adulta desde 1983, conquistando títulos dos campeonatos Paulista, Jogos Regionais, Jogos Abertos do Interior, Brasileiro e Sul-americano de Clubes. Também registrou outros dois vice-campeonatos nacionais.
Hobby
A treinadora andreense, apesar da vivência com o basquetebol, é grande amante do futebol. Não perde uma partida do tricolor paulista, o São Paulo F.C., e tem simpatia pelo clube que representa a cidade na elite do futebol, o E.C. Santo André.
Como grande são-paulina que é, não poderia deixar de admirar o grande ídolo do clube do Morumbi, com quem se identifica. “Gosto muito do Rogério Ceni. Principalmente pela postura, visões e seu carisma, sem contar a história dele no São Paulo. Já tive diversas propostas para deixar o Santo André e nunca saí. Imagino que com ele também é assim. Acho que nos parecemos, nesse sentido. Tenho orgulho de ele jogar no meu time”, suspira Laís.
Outra paixão de Laís é a pescaria, que aprendeu durante a infância. Na época usava uma varinha de bambu, quando morava no interior paulista, em Garça. “O que mais gosto de fazer, além de viver o basquete, é pescar. Costumo ir a pesqueiros aqui na região e, quando tenho uma folguinha, vou para uma chácara em Itapira. Certa vez, vivi uma grande aventura, quando eu e quatro amigos descemos de avião em Cuiabá e, de lá, pegamos um bimotor para o Pantanal. Naquela viagem, pescamos 250 kg de peixe,” conta Laís, ao estilo bem pescador de narrar.
Durante a maratona de jogos, viagens ou quando não consegue armar uma de suas pescarias, seu grande hobby é cozinhar. Considerada por amigos como uma boa cozinheira, diz que não tem nenhuma especialidade e usa a criatividade em seus pratos. “Não sigo receita, em minhas comidas sigo a intuição, olho e paladar. Gosto de fazer bacalhau e moqueca de camarão. Mas como a Ariadna (ala do time) gosta de uma costelinha de porco, costumo preparar para ela. Na cozinha, me distraio e, quando não estou com o basquete ou não consigo pescar, adoro cozinhar,” explica a treinadora do Santo André/Semasa.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Santo André conta as horas para a estreia nas semifinais da Liga
Invicto há nove rodadas, o Santo André/Semasa conta as horas para a estreia nas semifinais da Liga de Basquete Feminino. O time do Grande ABC abre a melhor de cinco partidas no sábado (18h), contra Catanduva, no Ginásio Pedro Dell''Antonia./CW
Sem jogar há duas semanas, jogadoras e comissão técnica tentam conter a ansiedade e, ao mesmo tempo, especializar-se no adversário. "Treinamos especificamente para os jogos contra Catanduva. Conhecemos bem a equipe adversária e estamos nos preparando para os confrontos. Sabemos que é uma equipe que possui boas arremessadoras da linha de três pontos e que temos de marcá-las", apontou a técnica Laís Elena Aranha.
Tanta preocupação faz sentido. Em toda a fase de classificação, Santo André sofreu apenas duas derrotas, para Americana - que encara Ourinhos na outra semifinal - e Catanduva.
Mas a equipe da casa também possui as suas armas, a principal delas é a cubana Ariadna, maior pontuadora da competição, com 239 pontos assinalados em 14 partidas. "Nosso time está muito bem. O ataque encaixou-se perfeitamente e fizemos um segundo turno de quem tem vontade de ser campeão (sem sofrer nenhuma derrota)", destaca a treinadora, que contará com força total na primeira partida.
Fonte: Diário do Grande ABC
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
O Segredo de Santo André
O Fábio Balassiano publicou ontem um artigo extremamente bem escrito sobre a fase invicta de Santo André na LBF (“Sempre Laís”).
A análise estatística dele está particularmente interessante.
Com isso, sobrou pouca coisa para o texto que eu havia programado sobre a equipe nessa semana sabática da LBF.
Às observações de Fábio, devo concordar que a equipe realmente joga bem coletivamente e que Laís é sim a melhor treinadora da competição.
Devo lamentar – para não perder o costume – que Laís venha conseguido tais resultados sem oferecer oportunidades a nenhuma jovem atleta.
Por fim, devo registrar que a armadora Kátia Cavallaro me agrada muito quando joga bem e que é uma pena que não mantenha a regularidade.
domingo, 29 de agosto de 2010
Livro resgata a memória do basquete feminino brasileiro
Foi o Guilherme Costa, do blog ‘Londres 2012 já começou’, que me revelou a existência desse livro e me avisou da disponibilidade dele na Livraria Cultura (veja o link).
O nome é “Mulheres à Cesta - O basquete feminino no Brasil (1892 - 1971)” e a autora é Claudia Guedes, professora da San Francisco State University.
Comprei o meu exemplar na semana passada e devorei suas duzentas e oito páginas rapidamente.
O trabalho de Claudia é um belo registro de um esporte cujas memórias são pouco acessíveis e estão dispersas nas mentes dos que as vivenciaram.
Para recontar essa história, Claudia inicia seu livro com detalhes da invenção do basquete por James Naismith e o início da participação feminina na modalidade com Senda Berenson. Há ainda breves relatos sobre a chegada do esporte ao Brasil e uma contextualização com o momento histórico da mulher no Brasil do ínicio do século 20.
A partir daí, Claudia passa a apresentar os relatos de suas entrevistadas, as personagens que – como revela a autora - “abriram caminhos para a entrada do basquete feminino nas novas Olimpíadas e para a nova geração de meninas brasileiras, como Paula, Hortência, Branca, Vânia Hernandez, Marta, etc.”
Os relatos estão centrados principalmente na história pessoal de cada uma, na turnê da seleção brasileira na Europa em 1965 e na épica conquista da medalha de bronze no Mundial de 1971, em São Paulo.
O livro tem uma edição luxuosa e um belo projeto gráfíco. Há alguns erros na revisão, mas que não conseguem diminuir o prazer da leitura.
Os relatos são abertos com a entrevista de duas precursoras da modalidade no Brasil: Zilda Ulbrich (a Coca, bronze no Pan-Americano de 1955 no basquete e no vôlei) e Angelina Bizzarro (ouro no Pan de 1967).
A partir daí, os relatos são das doze integrantes da conquista do bronze do Mundial de 1971: Benedita Anália de Castro, Delcy Ellender Marques, Elza Arnellas Pacheco, Jacy Boemer Guedes de Azevedo, Laís Helena Aranha da Silva, Maria Helena Campos (a Heleninha), Maria Helena Cardoso, Marlene José Bento, Nadir Léa Bazzani, Nilza Monte Garcia, Norma Pinto de Oliveira (a Norminha) e Odila Fernandes de Camargo. Junto das doze, Claudia incluiu duas atletas que fizeram parte dos treinamentos para a competição: Cleonice Maria Alvez Gonzales e a hoje cantora Simone Bittencourt de Oliveira. As catorze estão registradas na capa do livro.
As entrevistas trazem uma série de revelações impressionates, que ajudam a compreender melhor a história do basquete feminino no país e sua tímida evolução desde então. Separei alguns dos meus trechos preferidos:
“Jogava com tênis Conga. All Star era só para as stars mesmo.” Simone
“Em 71, erámos desconhecidas. Quando chegamos ao Ibirapuera, vimos aquilo lotado pelo lado de fora. Tinha fila pra entrar. Aquilo deu uma tremedeira na perna da gente, que foi difícil até andar para chegar ao vestiário.” Maria Helena Cardoso
“Em 91, quando voltei do Pan-Americano de Havana, folheei coisas antigas em casa e encontrei uma entrevista do Valdir Pagan, nosso técnico em 1971. Vinte anos depois, eu estava falando dos mesmos problemas: falta de dinheiro, de treinamento, de intercâmbio.” Maria Helena Cardoso
“Nunca tive um técnico. Em São Vicente, o técnico era da natação e pusaram-no para ser técnico do basquetebol. Ele dizia que não sabia nada. Ele dizia - “Olha, gente, vamos ser amigos, vamos jogar. Vocês prometem ganhar o jogo?” Heleninha
“Em um jogo, cada uma queria jogar individualmente. A Maria Helena entrou no vestiário, pegou um saco de bolas e lançou uma para cada jogadora e disse: “- Se cada uma quer jogar por si, pronto! Cada uma tem uma bola agora!” Heleninha
“Os profissionais faziam muita barbaridade com a gente. Levavam a gente pra quadra e mandavam dar cinquenta voltas. Cinquenta voltas rodando, você saía tonta!” Norminha
“Com uma quantidade muito pequena de meninas fazendo basquete, você consegue ser campeão do mundo e medalha de prata em uma Olimpíada. E como?” Laís Elena Aranha
Como aponta Claudia na introdução, que o livro motive “pesquisadores a criarem outras obras e com isso possamos conhecer outras histórias”.
sábado, 26 de junho de 2010
Santo André levanta cabeça e pensa nos Regionais
Anderson Fattori
O sentimento na equipe de basquete feminino de Santo André era o pior possível, ontem, um dia após perder de forma inacreditável a decisão do Campeonato Paulista para Americana. Até mesmo a técnica Laís Elena, com quase 40 anos de basquete, sentiu o golpe. Não pela derrota, mas por saber que esteve tão perto da conquista.
"Estamos decepcionadas. Tínhamos tudo para conquistar o título e vacilamos. Prevaleceu a experiência de Americana", lamentou a treinadora.
Se esforçando para deixar a derrota em segundo plano, Laís Elena falou sobre o futuro. "Temos de levantar a cabeça e nos preparar para os Jogos Regionais (a partir de julho) e também para a Liga Nacional (em outubro)", aconselhou. "Pelas conversas que tivemos, vamos manter a equipe. Se alguma jogadora tem proposta para sair, ainda não nos comunicou", garantiu.
Sobre reforços, Laís considera difícil, já que são poucas opções. "Os times estão fechados e não tem tantas jogadoras no mercado. Para contratar temos de buscar fora do País", explicou a treinadora, que não teme perder o patrocínio do Semasa. "Cumprimos o que prometemos no começo do Paulista que era chegar às finais. Claro que queríamos o título, mas não deu. Os representantes do Semana e da Prefeitura estiveram no ginásio e elogiaram nossa determinação", finalizou.
Fonte: Diário do Grande ABC
sexta-feira, 25 de junho de 2010
A Frase
“Erramos muito posicionamento tático no ataque e, no fim da partida, cada jogadora, nervosa, quis resolver sozinha.
Agora não tem jeito.
Que venha o próximo.”
A técnica Laís Elena Aranha explicando a derrota de Santo André na final do Paulista em matéria do Diário do Grande ABC
terça-feira, 8 de junho de 2010
Santo André se prepara para semifinal enquanto Laís Elena critica convocação da seleção
A equipe feminina de basquete do Santo André/Semasa começa a decisão dos playoffs semifinais do Campeonato Paulista nesta quarta-feira (9), às 20h, fora de casa contra a equipe de Ourinhos. A vaga às finais será decidida em melhor de três partidas.
Para os playoffs, as andreenses contarão com a ala cubana Ariadna, cestinha do time na competição com 14,36 pontos de média e a ala/pivô Êga, quinta cestinha, terceira em rebotes com 9,14 por partida e a jogadora mais eficiente do campeonato.
O time andreense, dono da segunda melhor campanha na fase de classificação, somou 21 pontos, conquistados com nove vitórias. Nas quartas-de-final eliminou a equipe de Jundiaí, fazendo 93 a 53 na casa das adversárias. Jogando no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, em Santo André, venceu por 81 a 61.
Contra Ourinhos, durante a fase classificatória, foram duas vitórias do Santo André. No primeiro turno, em casa, anotou 75 a 55. A ala/pivô Simone, com 18 pontos e 12 rebotes, foi o destaque. A jogadora Êga contribuiu com 16 pontos, sete rebotes e quatro assistências. No interior, o jogo terminou 64 a 52. Ariadna anotou 18 pontos, enquanto Êga fez 10 pontos, 12 rebotes e seis assistências.
A novidade amanhã, quarta-feira (9), será o retorno da ala Lílian, que não disputou as partidas contra Jundiaí em função de dores nas costas. “Ela fez dois treinos, está bem e é muito importante em nosso esquema”, explicou a técnica Laís Elena. “Será um jogo muito difícil. São duas equipes tradicionais, mas nosso time está bem preparado”, completou a treinadora.
Convocação
Na manhã desta terça-feira (8), a Confederação Brasileira de Basketball (CBB) anunciou a convocação da seleção brasileira adulta por meio de seu site oficial, para as disputas do Campeonato Sul-Americano e do Mundial na República Tcheca - competições realizadas em agosto e em setembro, respectivamente.
A escolha das jogadoras que representarão o País foi bastante debatida – e criticada - no treino realizado no Pedro Dell’Antonia. “Essa lista foi um absurdo. Quem perde é o basquete brasileiro. Atletas juvenis pouco contribuem em uma preparação para Mundial, e estatística de campeonato de segunda divisão da Espanha também não é parâmetro. O nível das semifinalistas do Paulista é muito superior a essa competição”, comentou a técnica Laís Elena, referindo-se aos critérios adotados pela CBB para fazer a convocação.
Ainda sobre a lista do técnico espanhol Carlos Colinas, a treinadora andreense lamentou a ausência de algumas jogadoras. “A não convocação de Êga, do Santo André, e da Patrícia, de Ourinhos, são perdas enormes para a seleção. As performances delas no Paulista foram desprezadas. Acredito ainda que a Tayara e a Lílian deveriam ter sido melhor observadas”, opinou Laís.
No treino da manhã desta terça-feira, a técnica do Santo André também comemorou o retorno da ala Iziane, do Atlanta Dream. “A CBB tinha de se acertar com a Iziane. É uma grande jogadora, e importante para a equipe. Mas se vale para ela, deve e deveria valer para todas.”, finalizou a treinadora.
Fonte: Assessoria de imprensa - Prefeitura de Santo André
terça-feira, 25 de maio de 2010
Santo André vence as semifinais dos Jogos Abertos Brasileiros
O Santo André/Semasa venceu, na manhã desta terça-feira (25), o time de Ponta Grossa (PR), por 104 a 38 e se classificou para a final dos Jogos Abertos Brasileiros, que estão sendo realizados em Cuiabá (MT). As andreenses, comandadas pela técnica Laís Elena, enfrentam o Blumenau (SC) na decisão desta quarta (26), às 11h30, no horário local.
A técnica de Santo André prevê dificuldades na final. “Blumenau é um time perigoso. Além de dar ritmo para os playoffs do Paulista, nosso objetivo sempre foi o título, é isso que faz equipes campeãs”, observou Laís. A trajetória que pode terminar na conquista nacional, começou nos Jogos Abertos do Interior (SP) de 2009, quando o time andreense superou as maiores forças do basquete brasileiro (Americana, Catanduva e Ourinhos).
Santo André terminou a fase de classificação contra Três Lagoas (MS), na segunda (24), quando confirmou a primeira colocação da chave, com a vitória por 98 a 53. A ala Tayara, com as mãos calibradas da linha de três, anotou 24 pontos e a ala/pivô Êga, contribuiu com outros 19.
Durante a competição o time de Santo André sofreu alguns desfalques. Na semifinal não contou com a ala Lilian e as alas/pivôs Simone e Vanuzia. “A quadra daqui é de cimento e é muito dura. Tínhamos algumas jogadoras que se recuperavam de lesões e outras desgastadas. Hoje não contamos com as três e elas não devem jogar a final”, lamentou Laís.
Com apenas 13 horas de descanso, Santo André fez prevalecer sua força na semifinal. Diante das paranaenses, Santo André entrou em quadra contra as princesinas e fez prevalecer sua força. Santo André atropelou Ponta Grossa no primeiro quarto por 36 a 07. Controlando a partida, as paulistas fizeram 18 a 07 no segundo e num terceiro período equilibrado, fez 15 a 13. Na etapa final, o time do ABC acelerou novamente e fez 35 a 11. Tayara foi precisa novamente, anotando 25 pontos. A ala/pivô Fabiana Guedes fez outros 20. A equipe do Paraná disputará o terceiro lugar. O estado não tem um campeão do basquete feminino nos Jogos desde 1992.
Blumenau (SC), por sua vez, chegou à decisão após vencer Três Lagoas por 73 a 64. Santa Catarina também busca quebrar um tabu. Em 19 edições dos Jogos, o estado ficou com o vice-campeonato em 10 oportunidades e nunca conquistou o título.
O último título nacional de Santo André ocorreu em 2000, quando foi campeão do Torneio de Recife (Pré-Nacional). Em 2001, mesmo com a conquista dos Jogos Abertos do Interior (SP) a cidade não participou dos Jogos Abertos Brasileiros. As maiores conquistas andreenses são o título nacional e o sul-americano de Clubes Campeões, em 1999. O basquete feminino da cidade andreense é comandado por Laís Elena há 27 anos.
Playoffs do Paulistão
Classificado para as quartas-de-final do Paulistão, o Santo André/Semasa espera apenas a definição de seu adversário, que sairá do confronto entre Jundiaí e Araçatuba, na sexta-feira (28). A equipe do ABC fará a primeira partida fora de casa, no dia 2 de junho.
A técnica Laís Elena não esconde qual adversário prefere ter pela frente. “As duas equipes são muito iguais, mas tenho preferência por enfrentar Jundiaí. Existem fatores importantes que pesam nessa minha escolha. Araçatuba é muito longe e desgasta mais por conta de viagens e a quadra delas também é bastante dura”, explicou. As atletas Lilian, Simone e Vanuzia são dúvidas para a primeira partida dos playoffs.
Comentário: Me desculpem, mas é impossível não cometer a indelicadeza de comentar as declarações de Laís Elena (a quem eu muito respeito) nesse release da Prefeitura de Santo André. O time está a disputar um torneio pouco expressivo, o qual tem tudo para ganhar já que os adversários são muito mais frágeis. Em jogos com placares 107-25, 98-53, em quadra de cimento duro, a treinadora resolveu utilizar jogadoras lesionadas e desgatadas e agora vê ameaçada a participação de três atletas (Lilian, Simone e Vanuzia) em uma partida decisiva pelo Paulista a ser jogada em oito dias. No mínimo estranho, não?
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Santo André/Semasa busca a liderança do Paulista sob os olhares do técnico da seleção
Santo André/Semasa recebe o Potty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva pela sexta rodada do Campeonato Paulista de Basquete Feminino, nesta quinta-feira (22), às 20h, no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia. O confronto vale a liderança da competição. A entrada é gratuita.
O espanhol Carlos Colinas, técnico da seleção brasileira adulta feminina, será apresentado oficialmente no mesmo dia do jogo, às 11h, no Hotel Golden Tulip Belas Artes, em São Paulo, e à noite vai a Santo André acompanhar a disputa, juntamente com a diretora das seleções femininas, Hortência Marcari. O técnico já começa a trabalhar pensando nas convocações visando o Sul-americano e o Mundial.
“O jogo será muito duro. Todas atletas estão motivadas, é véspera de convocação e elas virão mordidas pelos nossos últimos confrontos”, prevê a técnica de Santo André, Laís Elena para a partida de quinta-feira. Em 2009, Santo André foi a pedra no sapato da equipe catanduvense. O time do ABC venceu cinco, dos seis confrontos com as adversárias. Foram duas vitórias no Paulista, uma derrota e uma vitória nos Jogos Abertos do Interior, em que Santo André ficou com o título, e outras duas vitórias no Nacional.
O Santo André/Semasa está na segunda colocação com nove pontos, um a menos que o adversário. O Santo André vem de vitória sobre o São Caetano, por 76 a 55. Os destaques do time foram as alas Ariadna, com 21 pontos e seis rebotes e Lílian, com18 pontos e quatro assistências.
Na competição, Ariadna, terceira cestinha, com 16,2 pontos de média também é destaque. Lílian tem a décima melhor média, com 12,4, enquanto a ala/pivô Êga está com 12,2 e a ala Tayara, com 10,4.
A disputa desta quinta-feira envolveu os times com os melhores ataques e melhores defesas do campeonato. “A marcação pode ser decisiva nesta partida”, prevê Laís Elena.
Neste sentido, a dupla de pivôs andreense Êga e Simone, com 10 rebotes de média cada, terceira e quarta deste indicador, serão importantes. Êga é ainda a jogadora mais eficiente da competição.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
Ainda invictos, Santo Andé e Americana se enfrentam nesse sábado
O duelo dos invictos, envolvendo os líderes Americana e Santo André/Semasa, é o destaque deste sábado (10 de abril), no Campeonato Paulista Feminino da Série A-1 - 2010, às 18h00, no ginásio Municipal Milton Fenley Azenha (Centro Cívico), na cidade de Americana (SP). O clássico faz parte da quinta rodada do turno da fase inicial.
O time do Interior, comandado pelo técnico Luis Zanon, entrou em quadra, até aqui, três vezes e venceu em todas as oportunidades. O último resultado favorável foi contra o Divino/COC/Jundiaí, mesmo atuando fora de seus domínios, por 84 a 65.
- Será uma partida contra um dos favoritos ao título. Santo André manteve no elenco a base da temporada passada e ainda contratou alguns reforços. Dentro do campeonato, segue invicta, e nos enfrenta vindo de uma vitória sobre Ourinhos. Nossa equipe também vem num ritmo bom dentro da competição, onde ganhamos os três jogos disputados até agora, dois deles fora de casa. A expectativa é que possamos impor um ritmo forte de jogo, e nos beneficiarmos da vantagem de jogar diante da torcida de Americana, que tem sido um diferencial nos jogos, apoiando as jogadoras em quadra - comenta Zanon, que não tem qualquer problema de ordem médica para este clássico.
Já a equipe do Grande ABC, dirigida por Lais Elena, realiza uma campanha similar ao rival, também com três vitórias. O êxito mais recente se deu no clássico contra o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos, vencido por 75 a 55, atuando ao lado de sua torcida.
- Este é mais um jogo difícil, sabemos das dificuldades de encarar Americana em sua casa, ainda mais que esta equipe se reforçou para esta edição do Paulista. O nosso time chega motivado, procurando repetir a mesma marcação do jogo contra Ourinhos, que foi o nosso ponto alto - analisa Lais Elena, técnica do Santo André/Semasa.
- A Simone, que voltou de uma parada de três semanas, sentiu um cansaço muscular logo após do jogo contra Ourinhos. Vamos ver como ela se recupera, para saber como será a sua participação nesse duelo contra Americana - complementa Laís.
O jogo terá o interessante duelo entre as atletas Karla, do Americana, quarta colocada na estatística da eficiência, com média de 18,67 por jogo; e Êga, do Santo André/Semasa, líder, com média de 23,33 por jogo.
