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sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Íris de Moraes, capitã do Florianópolis


Jogo, treino, casa, filhos, curso, viagens, casamento. Ufa! Essa é a rotina da atleta, mãe, estudante e dona-de-casa Íris de Moraes. Destaque do Clube Doze/Floripa (SC) no 11º Campeonato Nacional Feminino, a pivô de 31 anos se desdobra para dar conta, e bem, de tantas tarefas. A atleta é casada e mãe de dois filhos: Isadora, de 12 anos, e o pequeno Caio, de quatro. Para cuidar de tantas coisas, Íris tem a preciosa ajuda do marido, o também jogador de basquete Cláudio Brandão, do Blumenau, com quem está casada há nove anos. A rotina é dura, mas com amor e jeitinho, a capitã do time catarinense consegue conciliar tudo.

— O meu dia-a-dia é corrido, mas eu adoro. Fico com meus filhos o máximo que posso e nas viagens, meu marido cuida deles. Ele é um companheirão e me apóia em tudo. Me dá conselhos e me auxilia tanto na vida pessoal, quanto na profissional. Quando fui jogar fora do país (Equador e Cabo Verde) ele tomou conta muito bem das crianças. Não sei o que seria de mim sem meu marido. Ele joga em Blumenau e mora em Florianópolis. Quando nós dois estamos viajando, minha irmã Gisele me ajuda. Meus filhos foram feitos para mim. São calmos e prestativos. No final dá tudo certo, pois a família é muito unida.

O amor de Íris pelo basquete é tanto que contagiou a filha mais velha, Isadora. Mãe e filha têm a mesma treinadora: Marli Muller, do Floripa. Segundo Iris, a menina, de 12 anos, tem futuro promissor. Com tantos jogadores na família, o papo em casa acaba girando em torno do esporte da bola laranja.

— A Isadora foi criada dentro da quadra de basquete e foi natural que gostasse de praticar o esporte. Com três jogadores em casa, falamos demais sobre jogos, treinos. Fazemos exercícios os três juntos e um dá conselho para o outro. Acho o meio esportivo muito saudável e fico feliz que a Isadora goste disso tudo como eu. Não é por ser minha filha, não, mas ela está jogando muito bem e será uma grande atleta no futuro, se continuar se dedicando com disciplina e amor. O caçula, Caio, já sabe quicar a bola, mas adora mesmo é correr em volta da quadra enquanto eu, Cláudio e Isadora treinamos. Meus filhos são tudo para mim. Fico muito satisfeita em vê-los felizes no meu ambiente de trabalho. É maravilhoso.

Mas o cotidiano de Iris não é só treinar, jogar e cuidar das crianças. De olho no futuro, a pivô está no primeiro semestre do curso de Design de Interiores, que dura dois anos. As aulas são de 14h às 17h, diariamente, horário em que as crianças estão na escola.

— Vida de atleta não dura para sempre e eu adoro decoração. Resolvi fazer o curso para me dedicar à a outra atividade que gosto muito também. Pode ser uma alternativa profissional útil para o futuro, quem sabe. Estou adorando o curso e conseguindo, por enquanto, conciliar os estudos com o basquete e a família.

E Íris consegue conciliar tudo mesmo, e bem. Mesmo com tanta correria, a pivô é um dos destaques do Floripa no Nacional, com média de 11.5 pontos (115 no total) e 5.4 rebotes por jogo (54). Apesar de o clube catarinense ter apenas uma vitória no Campeonato, Íris confia na evolução da equipe.

— O time é bom e treinamos com amor e dedicação para representar bem o basquete de Florianópolis. Precisamos de mais entrosamento e regularidade. Acredito no potencial do grupo e com certeza, vamos jogar melhor as próximas partidas.

sábado, 18 de outubro de 2008

Americana e Sport ganham no sábado


No encerramento da segunda semana do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008), o Unimed/FAM/Goodyear/Americana (SP) venceu o Clube Doze/Floripa (SC) por 76 a 44 (40 a 22 no primeiro tempo), no ginásio do Clube Doze de Agosto, em Florianópolis. A cestinha do jogo foi a ala/armadora Karla Costa, do Americana, com 15 pontos, enquanto as principais pontuadoras do Floripa foram a pivô Ana Lúcia e a ala/pivô Íris de Moraes, ambas com 10 pontos. O destaque da partida e jogadora mais eficiente foi a pivô Karina Jacob, do Americana, com 10 pontos, 16 rebotes, cinco recuperações, uma assistência e 20 pontos de eficiência.

Na outra partida deste sábado, o Sport Recife/Maurício de Nassau (PE) derrotou o São Caetano (SP) por 77 a 70 (39 a 37), no ginásio da Escola SEMEF, em São Caetano. As cestinhas da partida foram Laís Souza, do São Caetano, e Tayara Pesenti, do Sport, com 20 e 19 pontos, respectivamente.

— Foi uma partida muita disputada no primeiro tempo. Na etapa final melhoramos a defesa e conseguimos ter mais tranqüilidade nas finalizações. Por isso, abrimos uma diferença que foi decisiva para a vitória. Neste domingo vamos enfrentar Santo André que é um adversário direto na disputa por uma vaga na semifinal. Vai ser um confronto bem mais difícil, mas temos todas as condições de ganhar — comentou a ala Tayara, do Sport Recife, que marcou 19 pontos, seis rebotes, duas recuperações e um bloqueio.

A equipe de Americana segue na liderança isolada da competição com 100% de aproveitamento em cinco partidas (cinco vitórias). Em segundo lugar está Ourinhos com 80% em cinco jogos (quatro vitórias e uma derrota). Santo André, Catanduva e São Bernardo dividem a terceira colocação com 60% em cinco partidas (três vitórias e duas derrotas). Na sexta posição aparece o Sport Recife com 40% em cinco jogos (duas vitórias e três derrotas). Floripa e São Caetano seguem na sétima colocação com 20% em cinco partidas (uma vitória e quatro derrotas). A Mangueira está em nono com quatro derrotas em quatro partidas.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Nacional tem mais quatro jogos amanhã


A segunda semana do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008) prossegue nesta terça-feira com quatro partidas, às 20h de Brasília: São Bernardo/Metodista/Associação (SP) x Santo André (SP), no ginásio Baetinha, em São Bernardo; Clube Doze/Floripa (SC) x São Caetano (SP), no ginásio do Clube Doze de Agosto, em Florianópolis; Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP) x Sport Recife/Maurício de Nassau (PE), no ginásio Monstrinho, em Ourinhos, e Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP) x Mangueira/Petrobras (RJ), no ginásio Anuar Pachá, em Catanduva.

Americana e São Bernardo lideram com 100% de aproveitamento em três partidas (três vitórias) e são as únicas equipes invictas. Em terceiro lugar aparece Ourinhos com 66.7% em três jogos (duas vitórias e uma derrota). Na quarta colocação estão Sport Recife e Floripa com 50% em duas partidas (uma vitória e uma derrota). Já Catanduva e Santo André dividem a sexta posição com 33.3% em três jogos (uma vitória e duas derrotas). Mangueira em oitavo (duas derrotas) e São Caetano em nono (três derrotas) ainda não venceram na competição.



— É um clássico do ABC e promete ser muito disputado, já que as equipes de conhecem bem. Temos que manter o que vem dando certo, que é o nosso conjunto. Com um jogo coletivo e solidário, ainda não perdemos. Estamos trabalhando para melhorar ainda mais e continuar nesse caminho de vitórias — declarou a ala Cíntia Luz.

— Será um jogo difícil, pois São Bernardo é um time entrosado e talentoso. A defesa terá que funcionar muito bem para parar o ataque delas. E quanto ao nosso ataque, precisamos trabalhar a bola com um pouco mais de consciência para evitar erros — disse a armadora Kátia Cavallaro, de Santo André.

— Acho que será uma partida bem equilibrada. A expectativa é de vitória em casa. Vamos entrar com tudo para impor o ritmo de jogo e vencer. Para isso, a marcação será fundamental. São Caetano é uma equipe jovem e temos que defender bem. Precisamos saber usar a nossa experiência contra a juventude delas, para não entrar na correria, e trabalhar bem a bola no ataque — analisou a ala/pivô Íris, do Floripa.

— O time está pronto, mas falta um pouco mais de entrosamento para a equipe deslanchar de vez no Campeonato. Precisamos melhorar também a defesa e ter atenção especial com as alas do Sport (Jaqueline e Tayara), que são o ponto forte da equipe pernambucana — comentou a ala/armadora Karen, do Ourinhos.

— Será um jogo duro, mas acho que temos chances de vencer. Estávamos muito ansiosas nas duas primeiras partidas e acabamos nos precipitando muito no ataque. Precisamos jogar com mais firmeza e ter regularidade durante os quarenta minutos. Se deixarmos Ourinhos abrir vantagem no placar, vai ficar difícil de recuperar — explicou a ala Tayara, do Sport.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Com 23 pontos de Íris, Florianópolis bate Mangueira



Na abertura da décima primeira edição do Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008), o Clube Doze/Floripa (SC) superou a Mangueira/Petrobras (RJ) por 76 a 71 (36 a 35 no primeiro tempo), no Rio de Janeiro. As cestinhas foram a ala/pivô Íris, de Floripa, e a pivô Clarissa, da Mangueira, com 23 e 14 pontos, respectivamente.

— Raça e vontade de vencer foram fundamentais para conseguirmos a vitória. Fizemos um primeiro tempo abaixo do que podemos fazer, cometendo muitos erros e permitindo que a Mangueira comandasse o placar. Na etapa final, melhoramos defensivamente e conseguimos acertar as finalizações. Precisamos melhorar nos próximos jogos, principalmente a defesa, para tentar ficar entre os quatro finalistas. A equipe da Mangueira está de parabéns pela atuação. Valorizou a nossa vitória e tenho certeza que será um time que vai dar bastante trabalho aos adversários — comentou a ala/pivô Íris, do Floripa.

— O jogo foi muito disputado do início ao fim e ganhou quem errou menos. Apesar de ser jogo de estréia, a equipe não sentiu tanto o nervosismo. Na verdade, temos que melhorar a defesa e ter mais tranqüilidade no ataque. Precisamos também ter mais regularidade durante os 40 minutos para obtermos os resultados positivos — disse a pivô Clarissa, da Mangueira.