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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Chuca e Bethânia são as recordistas de títulos nacionais


Com seis títulos do Campeonato Nacional no currículo, a ala Patrícia Ferreira, a Chuca, e a armadora Bethânia Vasconcelos são as recordistas da competição. Além do pentacampeonato pela equipe de Ourinhos (2004, 2005, 2006, 2007 e 2008), do qual as duas participaram, Chuca, de 29 anos, foi campeã brasileira também em 1999 pelo Santo André (SP) e Bethânia, de 27, pelo Vasco da Gama (RJ), em 2001.

Mineira da cidade de Lavras, Bethânia começou a jogar basquete no BCN/Osasco. Aos 20 anos, estreava na equipe adulta do Vasco ao lado de feras como Janeth e Claudinha, sob o comando da técnica Maria Helena Cardoso. Foi em Ourinhos, entretanto, que a armadora construiu uma sólida carreira. Atualmente, Bethânia se divide entre os treinos e as aulas da faculdade de Educação Física, e confessa que não pensa mais em sair da cidade que a acolheu.

— Foi um privilégio fazer parte desse time do Vasco. Aprendi muito de lá para cá. Hoje estou feliz em Ourinhos. Gosto da cidade, do treinador, da diretoria do clube. Aqui construí uma nova família, feita de amigos, tanto do clube quanto da faculdade. Com companheiras de alto nível na equipe todas acabam evoluindo. E nós temos metas a alcançar. Não gosto de perder, pretendo continuar vencendo.

Patrícia Ferreira, a Chuca, nasceu em Mauá (SP) e fez seus primeiros arremessos no Centro Esportivo Mauaense. De lá, foi para Santo André, onde conquistou o título do 2º Campeonato Nacional (1999), e finalmente para Ourinhos. Pela seleção brasileira, a ala acumula três títulos Sul-Americanos (2003, 2005, 2008), a medalha de prata dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro (2007), e a medalha de bronze no Torneio Pré-Olímpico das Américas (2007). No ano passado, Chuca integrou também a delegação que disputou as Olimpíadas de Pequim.

— Na primeira conquista do Nacional (1999), eu estava em fase de amadurecimento. Foi meu primeiro ano num time adulto. Minha ida para Ourinhos foi conseqüência do trabalho que eu desenvolvi em Santo André e estou bastante feliz aqui. Gosto da cidade, que é diferente da correria de São Paulo, e da torcida, que está sempre presente, lota o ginásio. Acredito que quando você trabalha com seriedade e dedicação em um lugar onde há respaldo para o desenvolvimento desse trabalho, tudo dá certo. Fico feliz por ter conquistado todos esses prêmios.

O técnico de Ourinhos, Urubatan Paccini, não economiza elogios ao falar das duas atletas. Para ele, são jogadoras completas que qualquer treinador gostaria de ter em sua equipe.

— Além de excelentes jogadoras, Chuca e Bethânia têm espírito de grupo. É bom trabalhar com elas porque tudo que é conversado é levado a sério. Sou até suspeito para falar porque gosto muito das duas, são minhas amigas de verdade. Mas elas merecem todos esses títulos, pois ajudaram muito Ourinhos a ser o que é hoje. Digo sempre que são maravilhosas e que sou fã delas. Com a saída da Gattei para Catanduva, Bethânia estará comandando a equipe. Temos muita confiança nela. Estamos aguardando a Chuca, que também já deu sinal de que quer permanecer no elenco — contou Urubatan.

* Meu comentário: Realmente acredito que é fundamental que um técnico incentive suas atletas e as valorize. Mas sinceramente me causa estranheza o excesso de generosidade do novo técnico de Ourinhos, Urubatan Paccini, nas declarações sobre suas atletas. Pergunto-me que estímulo teria algum atleta para buscar evolução, quando o próprio técnico se desmancha em elogios sempre. Pra quê melhorar o que já está "maravilhooooso"?

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Micaela: "Queria ter mostrado um basquete melhor."


Eleita a MVP (melhor jogadora) do 11º Campeonato Nacional, a ala Micaela Jacintho, de Ourinhos, comemora o prêmio, mas conta que não teve um ano fácil. Demorou a “encontrar” seu melhor jogo e não conseguiu atuar como desejava nas Olimpíadas de Pequim. Fatos, porém, que não a impediram de ganhar o troféu, que agora faz companhia aos outros dois, conquistados em 2004, quando atuava em Americana (SP), e em 2006, já em Ourinhos (SP). Já os títulos do Nacional, são quatro em 11 edições da competição: os três em que foi escolhida a melhor jogadora mais o do Vasco da Gama (RJ), em 2001. Aos 29 anos e em excelente forma física, Micaela diz que se cobra demais e sofre quando erra, a ponto de não querer sair de casa. “A torcida de Ourinhos fica em cima da gente”, conta. A última cesta perdida, que deu a vitória do terceiro jogo do playoff final para Americana, ainda estava atravessada na garganta. O alívio só veio na quarta partida, em que a atleta brilhou e Ourinhos se consagrou pentacampeão do Nacional.


Qual a sensação de ser eleita a melhor jogadora do Nacional?

Especialíssima. A premiação vem coroar meu trabalho. Eu tenho consciência de que não fui tão bem nesse campeonato. Mas no terceiro jogo da final eu olhei o troféu e pensei: na minha estante tem lugar para mais um. Terminamos a partida mal e ainda perdi a cesta que poderia nos dar a vitória. Mas no quarto confronto dei a volta por cima e o troféu acabou na minha mão.

O que achou da série final?

A final conta muito. É quase um campeonato dentro do campeonato. Achei que consegui fazer jogos melhores na semifinal e na final, consegui dar um “a mais” que estava faltando no início da competição. Ganhamos os dois primeiros jogos com facilidade. Acho que a decisão foi mesmo na terceira e na quarta partidas. Aí sim, foram duas equipes lutando pelo título. Tenho consciência de que Ourinhos foi uma equipe que investiu mais, mas Americana veio para cima com tudo, porque dentro da quadra o que conta não é o investimento, mas o coração.


Qual a razão do sucesso de Ourinhos?

Investimento, sem dúvida. Temos obrigação de vencer. Pelo menos eu penso assim. E se continuarem investindo, o time vai continuar vencendo. Todos sabem que Ourinhos é uma equipe a ser batida, então isso estimula as outras equipes a investirem também, como aconteceu com Americana nesse último campeonato. É isso que eu quero que aconteça: equipes de qualidade competindo e jogadoras que estão fora do país tendo a opção de voltar e jogar aqui. Isso elevaria muito o nível da competição e do basquete feminino do Brasil.

O que passa na cabeça da atleta quando o jogo acaba e conquista o título?

Dessa vez, quando acabou, eu não tinha nada na cabeça. Estava muito cansada. Eu tinha errado a última cesta do terceiro jogo e não estava conseguindo nem dormir até chegar na decisão final. Queria terminar o quarto jogo de outra maneira. Quando terminou, só pude agradecer por ter terminado tudo bem.


Qual foi o jogo mais difícil?

O quarto e último. Porque eu estava traumatizada com essa última cesta do terceiro jogo e não sabia se conseguiria fazer uma boa partida de novo. Fiz muitas faltas, fui muitas vezes para o banco. E olhar o jogo do banco é difícil. Foi estafante. Quando acabou, mal conseguia comemorar de tanto cansaço.

O que achou do seu desempenho na competição?

Acho que cresci nas semifinais e nas finais. O ano de 2008 foi difícil para mim e, no começo do campeonato, eu não conseguia mostrar o que eu sei que consigo fazer. Tive uma fase difícil e, pela primeira vez na vida, isso afetou meu jogo. Queria ter mostrado um basquete melhor, principalmente nas Olimpíadas de Pequim. Depois voltei ao meu normal. Houve uma melhora na minha atitude dentro de quadra, ou seja, saber o que é preciso fazer para jogar melhor, e no final acabou dando tudo certo.


Este foi seu quarto título brasileiro. Cada conquista tem uma emoção diferente?


Sim. No Vasco, em 2001, eu tinha apenas 21 anos. Fazíamos jogos difíceis contra a Mangueira/Paraná, dirigido pelo Vendramini. Foi uma final com cinco jogos. Eu não agüentava mais, era muito jogo! E o Vasco tinha um timaço, tinha a Janeth. Nessa época eu jogava muito na defesa. Já na conquista por Americana, em 2003, eu estava em ótima fase. Consegui jogar bem do primeiro ao último jogo do campeonato. O Paulinho (técnico Paulo Bassul) montou muito bem o time. Chegamos à final empolgadíssimas. Fui a cestinha do campeonato e a segunda melhor em assistências, o que mostra que não é preciso ser fominha para ser cestinha. Eu gosto de passar a bola. Essa conquista me deixou muito feliz.

Como foi lidar com o favoritismo de Ourinhos no Nacional? Isso pesa para o grupo?

Pesa, claro. Nós temos um time forte, que pode revezar as jogadoras sem cair de qualidade. Então não podemos errar porque, se errar, vem alguém melhor do banco para o jogo. Tem sempre uma atleta jogando bem na sua posição, então quem erra vai para o banco. Isso nos impulsiona a jogar melhor e cometer menos erros. É uma pressão, claro, mas é positiva. A atleta tem obrigação de render. Falo em obrigação porque é um time que investe, com torcida, patrocinador. Há uma cobrança e nós também cobramos muito de nós mesmas.


Como foi trabalhar com o técnico Urubatan?

Ele é um técnico tranqüilo. Dava liberdade porque sabia que podia agir assim. Ele falava: “Admiro vocês, quero que vocês dêem o melhor”. E conversava bastante, dava força, botava o time para cima. Foi a pessoa ideal para ficar no lugar do Bassul. A conquista foi importantíssima para nós e para ele.

Como é jogar em uma cidade que ama o basquete? Como foram as comemorações em Ourinhos?

Teve comemoração no ginásio (Monstrinho, em Ourinhos) e carreata na rua, que já é costume de lá. Depois jantamos todos juntos. Foi maravilhoso. Aqui, eles amam demais o basquete. Quando eu errei aquela última cesta não queria nem sair de casa. E não saí mesmo. Fiquei escondida, não queria ver ninguém. Fui rápido ao mercado e falaram: “Você errou a última cesta!”. Então, eles gostam mas também cobram o tempo todo.


Alguma equipe ou jogadora te chamou a atenção no campeonato? Por que?

A Karina Jacob (pivô) e a Renata (ala), ambas de Americana. A Karina já estava jogando muito bem e agora está melhor ainda. Já a Renata é uma boa lateral. É rápida, dinâmica. Tem um grande futuro e merece ser chamada para a seleção. As duas fizeram um ótimo campeonato.

Como faz para manter a forma física nas férias?

Não temos muitas férias. Eu gosto de ir à academia e tento me alimentar bem. Já aboli os doces, pois vou fazer 30 anos e ainda quero jogar bastante. Nas férias acabo comendo mais porque tenho menos o que fazer. Mas detesto corrida, não corro de jeito nenhum! E também tenho facilidade para pegar músculo, mesmo sem precisar levantar muito peso.

Tem planos para a próxima temporada?

Estou na espera e estou tranqüila. Aguardo propostas. Gosto de Ourinhos demais, mas o importante para mim é jogar e estar em um lugar bacana, que valorize o basquete.

Fonte: CBB

sábado, 20 de dezembro de 2008

Ourinhos vence Americana e conquista pentacampeonato nacional

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A equipe do Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP) conquistou o título do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008). Na quarta partida do playoff final (melhor de cinco), Ourinhos venceu o Unimed/FAM/Goodyear/Americana (SP) por 71 a 66 (36 a 36 no primeiro tempo), no ginásio Centro Cívico, em Americana, e fechou a série em três a um. As cestinhas foram a ala/armadora Karla Costa, de Americana, e a ala Micaela Jacintho, de Ourinhos, com 25 e 22 pontos, respectivamente. A ala Micaela foi escolhida a MVP do Nacional.

A armadora Bethânia e a ala Chuca se tornaram as maiores vencedoras do Nacional, com seis títulos cada uma. Além das cinco conquistas por Ourinhos, Bethânia foi campeã pelo Vasco (2001), enquanto Chuca garantiu o primeiro triunfo por Santo André (1999).

— Essa equipe é maravilhosa e as meninas são extraordinárias. Jogamos muito bem, com mais tranquiilidade. Nos jogos anteriores, aceleramos muito, mas hoje cadenciamos mais e ditamos o ritmo da partida. Estão todos de parabéns por essa grande conquista. Ourinhos com certeza está em festa e continuaremos a comemorar quando chegarmos nessa cidade maravilhosa que ama o basquete (Urubatan Pacini, técnico de Ourinhos).

— Foi uma série sensacional e disputada. Um adversário tão guerreiro e talentoso como Americana só valoriza ainda mais a nossa conquista. É uma emoção enorme ser campeã e estou muito feliz pelo título de MVP. Esse prêmio é fruto do trabalho coletivo dessa grande equipe, que lutou e se dedicou muito sempre com o objetivo de conquistar o pentacampeonato (Micaela, ala de Ourinhos).

— Cada título traz uma sensação diferente e inesquecível. Foi uma conquista merecida, pois trabalhamos muito por isso. Estamos todas de parabéns pelo pentacampenato. Temos que agradecer à torcida, ao grupo e aos nossos patrocinadores, que juntos proporcionaram esse grande presente para nós e para todos os fãs do basquete (Chuca, ala de Ourinhos).

— Esse grupo é maravilhoso. Foi uma temporada sensacional, em que aprendi muito com essas meninas e com o técnico Uruba. Obrigada, Ourinhos, por todas as emoções que vivi este ano. A nossa equipe conseguiu superar a derrota no terceiro jogo e veio para o quarto confronto determinada a vencer para coroar o belíssimo trabalho e presentear a incrível torcida de Ourinhos (Êga, pivô de Ourinhos).

— A equipe lutou muito. Poderíamos ter jogado melhor, principalmente na parte ofensiva, mas não podemos também esquecer da força do adversário. O importante é que as meninas foram muito corajosas, em especial nos jogos fora de casa, e amadureceram bastante. O que fica é a consciência de que fizemos um trabalho bem-feito e que vai continuar no ano que vem (Branca Gonçalves, técnica de Americana)

— Ourinhos está de parabéns. Montou um time para ser campeão e alcançou o objetivo. Estou bastante orgulhosa da nossa equipe, que foi formada há pouco tempo e chegou muito longe. Todos merecem nosso agradecimento: atletas, torcida, patrocinadores e comissão técnica, pois realizamos um trabalho brilhante e temos que nos orgulhar muito disso — (Karla Costa, ala/armadora de Americana).

AMERICANA (14 + 22 + 12 + 18 = 66)

Bárbara (2pts), Karla (25 e 7 rebotes), Adriana (3), Carina (10) e Karina (10 e 10 rebotes). Ana Flávia (4, 5 rebotes e 6 assistências), Millene (3) e Renata (9). Depois: . Técnica: Branca Gonçalves.

OURINHOS (17 + 19 + 19 + 16 = 71)

Gattei (4pts), Chuca (2), Micaela (22), Mamá (19, 10 rebotes e 5 assistências) e Êga (9, 10 rebotes e 5 assistências). Depois: Karen (9), Ariadna (2), Tatiana (2), Bethânia (2) . Técnico: Urubatan Paccini.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Catanduva dispensa Lelê, Tati, Vívian e Kelly e renova contrato das demais


Por Enio Franco

Depois da eliminação precoce do Nacional Feminino de Basquete, o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva começou a movimentar-se em busca de reforços. O técnico Édson Ferreto anunciou ontem a dispensa de quatro jogadoras que defenderam Catanduva: as armadoras Kelly e Vívian e as pivôs Lelê e Tati.

A boa notícia ficou por conta da renovação de contrato das demais jogadoras do elenco: Iza, Palmira, Gil, Silvinha, Fabão, Ísis, Ariani e Ana Paula.

O treinador acertou contrato com todas por um ano. “Dessa forma, não corremos o risco de perdê-las durante a disputa de uma competição ou outra. O importante é consolidar essa base”, comentou.

Com a base mantida, a diretoria aguarda o encerramento do Nacional Feminino para anunciar os demais reforços para a próxima temporada.

A armadora Gattei, que joga a final hoje do Nacional por Ourinhos, é uma das que estão acertadas verbalmente com o clube desde a final do Campeonato Paulista, em setembro.

“É fundamental que aguardemos a conclusão do Nacional para buscar esses reforços. Temos alguns nomes que vão fazer parte do elenco no próximo ano”, falou o treinador, sem citar nomes.

Patrocínio

Ferreto ainda falou da busca por patrocinadores para tentar trazer algum reforço considerado de ‘peso’. “Precisamos dessa ajuda financeira para contratarmos boas jogadoras. Apenas dessa maneira é que vamos poder contar com um grupo coeso para as competições do próximo ano”, declarou.

Fonte: Notícia da Manhã

Ourinhos e Americana fazem quarto jogo hoje, às 20h


Unimed/FAM/Goodyear/Americana e Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos disputam nesta sexta-feira a quarta partida do playoff final (melhor de cinco) do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008). O jogo será realizado no ginásio Centro Cívico, em Americana (20h de Brasília), com transmissão ao vivo do SPORTV2. Ourinhos lidera a série por dois a um e só precisa de mais uma vitória para conquistar o pentacampeonato. Já Americana tem que ganhar duas partidas seguidas para ficar com o título. Se houver necessidade, o quinto confronto da série está marcado para domingo, em Ourinhos (20h).

— Com certeza, esse jogo será mais difícil do que o terceiro. Ourinhos está mordido pela derrota por apenas um ponto e vem com tudo para fechar a série. Os dois times já se conhecem individualmente. Temos que ver como o grupo se comporta a cada partida. No terceiro confronto tivemos uma superação fantástica, mas espero que não seja preciso isso novamente. O ideal é jogarmos bem durante toda a partida. Agora é hora de colocar a cabeça no lugar e cuidar dos pequenos detalhes, principalmente defensivos, para não cometermos os mesmos erros. Podemos desenvolver alguma coisa na parte tática, como uma mudança na defesa, mas o que vai valer mesmo é a garra e a determinação da equipe para vencer e forçar o quinto jogo – analisou a técnica Branca Gonçalves, de Americana.

— Sempre entramos em quadra para ganhar. É uma série difícil, claro, mas fizemos a lição de casa e ganhamos as duas partidas em Ourinhos. O terceiro jogo foi muito bonito, muito disputado e decidido nos segundos finais. Apesar da derrota, achei o melhor dos três. Isso é bom para o basquete, pois aumenta a competitividade entre as equipes. No jogo de sexta-feira, temos que quebrar a invencibilidade de Americana (12 vitórias) dentro de casa para ficar com o título. Elas estão invictas em seu ginásio, então o favoritismo é delas — comentou o técnico Urubatan Paccini, de Ourinhos, lembrando que sua equipe permaneceu 20 partidas invictas no Nacional 2008..

Os dois times se enfrentaram 11 vezes na história da competição com sete vitórias de Ourinhos contra quatro de Americana. Nos cinco confrontos do Nacional 2008, três vitórias para Ourinhos e duas para Americana nos jogos com o mando de quadra. Se Americana está invicta em seu ginásio (12 vitórias). As duas derrotas de Ourinhos foram para o rival da decisão: 64 a 54, na fase de classificação, e 74 a 73, no terceiro jogo da final.

— Ainda estamos com a corda no pescoço e Ourinhos com a vantagem. Treinamos forte esses dias para diminuir o nosso número de erros e bloquear bem os rebotes para dificultar ao máximo a vida de Ourinhos. Jogar em casa é ótimo, pois a torcida apóia bastante. Mas não podemos nos prender a isso, senão estamos fadadas a perder o título, pois a decisão vai ser em Ourinhos. Assim, temos que vencer tanto em casa quanto lá para sermos campeãs. Vamos lutar com unhas e dentes para que isso aconteça — afirmou a ala Karla Cristina, que é a quinta cestinha da competição e a primeira de Americana com a média de 15.4 pontos e 354 no total.

— Queremos fechar a série e conquistar o título. Para isso, precisamos voltar a apresentar o nosso jogo e, principalmente, não cometer os mesmos erros de marcação da terceira partida. Contra um forte adversário como Americana, não devemos bobear em nenhum momento, pois elas saberão aproveitar a chance e passar à frente. A equipe é experiente e temos que saber usar essa maturidade a nosso favor, tendo paciência e inteligência para definir as jogadas na hora certa. Além disso, precisamos defender bem durante os quarenta minutos para sairmos de Americana com o pentacampeonato — disse a pivô Êga, de Ourinhos, que é a jogadora mais eficiente do Nacional com a média de 20.9 pontos por partida.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Armadoras finalistas se preparam para o quarto jogo da decisão do Nacional



Elas são espécies de comandantes dos times. Dentro de quadra, distribuem as bolas, planejam as jogadas, ditam o ritmo da partida. São elas, as armadoras, que carregam essa enorme responsabilidade. Para o quarto jogo da final do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008) nesta sexta-feira (20h de Brasília), em Americana, Ana Flávia e Bárbara, de Americana, e Vanessa Gattei e Bethânia, de Ourinhos, se preparam com muito treino e dedicação.

— Armadora é a cabeça do time e controla as jogadas. Uma boa armadora é a que joga para o time, procurando as melhores condições de arremesso para cada companheira. Temos que conhecer bem cada atleta para acertar o tempo da bola. No jogo com Ourinhos, a concentração será fundamental para acertar os detalhes. Além disso, temos que aproveitar mais uma vez o fator casa — contou Bárbara, de Americana, dona da segunda melhor média de assistências por partida no Nacional, com a média de 4.3.

Ana Flávia, companheira de Bárbara na equipe de Americana, lembra da importância dos ensinamentos da técnica Branca, que também atuou na posição de armadora.

— A armadora traz uma responsabilidade enorme, pois é ela quem organiza as jogadas e administra o ritmo da partida. O que faz uma boa armadora é o treinamento, como em qualquer outra posição. O fato de trabalhar com a Branca facilita bastante. Ela vê coisas importantes na parte da armação que nos ajuda demais em quadra. Na sexta-feira, temos que estar atentas ao contra-ataque de Ourinhos e principalmente na Micaela, que é muito veloz — disse Ana Flávia.

Vanessa Gattei e Bethânia são as duas responsáveis pela armação da equipe de Ourinhos, que lidera a série melhor de cinco por dois a um. Se vencer na sexta, o time será pentacampeão brasileiro. Caso Americana empate a série, haverá o quinto jogo no domingo (21), em Ourinhos. As duas equipes estão invictas em casa.

— A posição da armadora é fundamental. É onde as jogadas se iniciam e começa o sistema ofensivo. É preciso ter visão de quadra, liderança e percepção da marcação do outro time. Não podemos errar e vamos com tudo para esse jogo. Queremos fechar a série em Americana para não precisar da final em Ourinhos — explica Bethânia.

Já Vanessa Gattei diz que, para ela, não houve escolha. Para jogar basquete com 1,69m de altura, a posição de armadora era a única solução. Mas não há motivos para reclamações: ela gosta de comandar o time. E o resultado está expresso em números: são, em média, quatro assistências por jogo, terceira melhor média do campeonato.

— Eu não tenho tamanho para jogar em outras posições, então tenho que ser armadora mesmo, mas eu gosto muito. É quem comanda e organiza o time. Nós, armadoras, temos que saber utilizar a melhor jogadora em cada momento da partida. Acredito que, na sexta-feira, a equipe que tiver mais controle e mais organização vai vencer — aposta Gattei.

Freud, a 'técnica' Chuca e os "lances cirúrgicos de Aninha"


Ontem, vi dois textos muito bons no Bala na Cesta.

Primeiro, há um papo muito interessante com Raphael Zaremba, técnico carioca.

Logo abaixo, o Fábio analisa a terceira partida do play-off final e faz uma pergunta muito pertinente: "Quem é que manda no time de Ourinhos?", ao relatar o bizarro episódio em que Chuca se apoderou da caneta e da prancheta de Urubatan, durante um tempo técnico, para demonstrar uma jogada com Mamá. Afe!

Também muito boa a análise de Rodrigo, no Rebote: "Reação Emblemática".

Catanduva encaminha ofício à CBB pelo tratamento em Americana



Por Enio Franco


A diretoria do Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva encaminhará ofício para a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) para reclamar do tratamento que a delegação da equipe recebeu no jogo da última terça-feira, que culminou com a classificação do time de Americana para as finais do Nacional Feminino.


De acordo com membros da direção do clube catanduvense, o teor do documento explicará sobre as represálias que a comissão técnica do clube sofreu de torcedores e diretores do clube de Americana. Algumas das jogadoras teriam sido intimidadas e chegaram inclusive a ser agredidas.

“Foi um absurdo o que aconteceu em Americana. Foi tudo esquematizado por eles e acabamos por sofrer as conseqüências”, lamentou o técnico do time de Catanduva, Édson Ferreto.

Os ânimos entre as duas equipes ficaram acirrados durante a quarta partida da série, disputada em Catanduva. Na oportunidade, a torcida catanduvense ficou inconformada com a contusão da ala Fabão, que precisou deixar a quadra com uma luxação no braço esquerdo. “Temo agora pelos próximos confrontos. Foi criada uma rivalidade que não é sadia. Isto pode gerar problemas em jogos no futuro”.

Por isso, o treinador acredita ser essencial encaminhar o comunicado para a CBB. “A Confederação precisa tomar alguma atitude com relação a esse tipo de acontecimento. Casos semelhantes a esses não podem se repetir”, continuou o treinador.

Negociações

Ontem, a diretoria do clube efetuou o pagamento das atletas que disputaram as competições deste ano por Catanduva.
Ferreto pretende dar início às negociações com jogadoras para a próxima temporada. “Vamos dispensar algumas atletas e correr atrás de outras”, disse.
A reapresentação das jogadoras ocorrerá no dia 5 de janeiro.
A equipe terá 20 dias para se preparar para a disputa do Campeonato Paulista, previsto para começar no final de janeiro.

Fonte: Notícia da Manhã

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Americana vence Ourinhos por 74 a 73

Unimed/FAM/Goodyear vence e leva decisão do Nacional ao quarto jogo

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Com o Centro Cívico lotado - aproximadamente duas mil pessoas estavam no ginásio, segundo estimativas da Polícia Militar e da Guarda Municipal -, a Unimed/FAM/Goodyear venceu Ourinhos por 74 a 73 (32 a 21 no primeiro tempo), na noite desta segunda-feira (15), na terceira partida do playoff final do 11º Campeonato Nacional Feminino de Basquete. Depois de perder os dois confrontos iniciais na casa do adversário, a equipe de Americana conseguiu sua primeira vitória na série e provocou a realização do quarto jogo, na próxima sexta-feira (19), às 20 horas, novamente no Centro Cívico. Se a disputa ficar empatada, haverá a quinta e decisiva partida no domingo (21), em Ourinhos.

"Com o apoio da nossa torcida, que foi nosso sexto jogador, mostramos que somos uma grande equipe e que temos condições de empatar a série. Enfrentamos um adversário forte, mas para ganhar da gente aqui no Centro Cívico tem que suar muito", disse a lateral Karla, principal pontuadora da Unimed/FAM/Goodyear - ela fez 21 pontos, com aproveitamento de 78% nos chutes.

"Fizemos uma grande partida. As jogadoras vêm de uma seqüência desgastante desde as semifinais e por isso vamos dar uma folga amanhã. Na quarta, retomamos as atividades. Vamos trabalhar detalhes táticos para buscar a vitória na sexta-feira", disse a técnica Branca.

A Unimed/FAM/Goodyear errou bastante no primeiro quarto e Ourinhos soube aproveitar a situação para fechar com 15 pontos de vantagem - 29 a 14. Incentivada pela torcida, que cantou o tempo todo, a equipe de Americana foi ajustando seu sistema de marcação e passou a ser mais eficiente no ataque. Resultado: venceu os demais períodos por 18 a 12, 21 a 20 e 21 a 12. O último quarto foi emocionante. Nos primeiros minutos, Ourinhos abriu diferença de dez pontos, mas a Unimed não desistiu em nenhum momento e foi buscar o resultado, virando para 74 a 73 quando faltavam apenas seis segundos. O adversário ainda teve a posse de bola e a tentativa do último ataque, mas a defesa americanense soube conter e garantir a vitória. A equipe não perdeu nenhuma partida jogando em casa.

Americana mantém invencibilidade no Centro Cívico e derrota Ourinhos

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Pela terceira partida da série final (melhor de cinco) do 11° Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008), o Unimed/FAM/Goodyear/ Americana (SP) venceu o Colchões Castor/FIO/Unimed/ Ourinhos (SP) por 74 a 73 (32 a 41 no primeiro tempo), no ginásio Centro Cívico, em Americana. As cestinhas foram a ala Micaela, de Ourinhos, e a ala/armadora Karla Costa, de Americana, com 22 e 21 pontos, respectivamente. A pivô Êga, de Ourinhos, fez um Duplo-Duplo, anotando 13 pontos e 10 rebotes. Com o resultado, Ourinhos lidera a série por dois a um e só precisa de mais uma vitória para garantir o pentacampeonato. Americana tem que ganhar duas partidas para assegurar o título. Os dois times voltam a se enfrentar nesta sexta-feira (20h de Brasília), novamente em Americana, com transmissão ao vivo do SPORTV2.

— Mais uma vez a torcida de Americana foi o sexto jogador e nos incentivou o tempo inteiro. Provamos ser uma grande equipe e que, para ganhar aqui, o adversário tem que suar muito. Ourinhos é um excelente time, mas temos condições de vencer e empatar a série na sexta–feira — disse a ala/armadora Karla, de Americana.

— Foi uma partida de alto nível técnico e muito equilibrada. Fizemos um grande jogo e conseguimos interromper a festa de Ourinhos. Agora vamos descansar nesta terça e recomeçar os treinos na quarta. Precisamos corrigir alguns erros e trabalhar detalhes táticos para vencer o quarto confronto e empatar a série. Temos que aproveitar a motivação dessa grande vitória e partir para cima delas com toda garra na sexta-feira — comentou a técnica Branca Gonçalves, de Americana.

— Não adianta reclamar de arbitragem. Tivemos o jogo na mão e não conseguimos ganhar. Abrimos uma vantagem de 17 pontos e erramos nos momentos decisivos. Agora é hora de ter tranquilidade e corrigir os erros para a quarta partida. Ainda temos a vantagem de dois a um e só precisamos de uma vitória para ficar com o título — disse a ala Micaela, de Ourinhos.

— Sabíamos que seria muito difícil vencer aqui em Americana. Começamos bem a partida, mas deixamos o adversário igualar o jogo. Perdemos a chance de vencer no final e acabamos deixando a vitória escapar. Precisamos de mais tranqüilidade para fechar a série na quarta partida — explicou o técnico Uruban Paccini, de Ourinhos.

AMERICANA (14 + 18 + 21 + 21 = 74)

Bárbara (0pt), Karla (21), Adriana (2), Carina (4) e Karina (15 e 7 rebotes). Depois: Ana Flávia (10), Renata (20) e Millene (2). Técnica: Branca Gonçalves.

OURINHOS (29 + 12 + 20 + 12 = 73)

Gattei (3pts e 7 rebotes), Chuca (8), Micaela (22), Mamá (17 e 8 rebotes) e Êga (13 e 10 rebotes). Depois: Tatiana (6), Karen (2) e Bethania (2). Técnico: Urubatan Paccini.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Jogo 2 - Análise

O Rodrigo, do Rebote, analisou com brilhantismo a segunda partida da série final:

E tome chute de três...

Ourinhos vence o segundo jogo (70-63) e se aproxima de mais um título nacional


Pela segunda partida da final (melhor de cinco) do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008), o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP) ganhou do Unimed/FAM/Goodyear/Americana (SP) por 70 a 63 (49 a 40 no primeiro tempo), no ginásio Monstrinho, em Ourinhos. As cestinhas da partida foram a pivô Êga de Ourinhos e a armadora Ana Flávia Sackis, de Americana, ambas com 17 pontos. Êga anotou ainda 13 rebotes, marcando um Duplo-Duplo. A ala Micaela, de Ourinhos, também fez um Duplo-Duplo, com 16 pontos e 10 assistências. Com o resultado, Ourinhos lidera a série por dois a zero e só precisa de mais uma vitória para conquistar o pentacampeonato. As duas equipes voltam a se enfrentar nesta segunda-feira (20h de Brasília), no Ginásio Centro Cívico, em Americana, com transmissão ao vivo do SPORTV2.

— Fizemos um bom primeiro tempo na parte ofensiva e a defesa não conseguiu segurar o ataque adversário. Na etapa final não jogamos como equipe e isso acabou fazendo a diferença no fim. Talvez tenhamos precipitados algumas jogadas. Para segunda-feira precisamos corrigir alguns detalhes e voltar a imprimir nosso ritmo para fechar a série e garantir o titulo — disse a pivô Êga de Ourinhos, que anotou 17 pontos, 13 rebotes, quatro assistências, uma recuperação de bola e 28 pontos de eficiência.

— Quando marcamos bem o nosso ataque saiu melhor. É essa a lição que temos que levar para a próxima partida. Precisamos melhorar a defesa e acertar alguns detalhes no ataque para vencer na segunda-feira e forçar o quarto jogo. Vamos descansar, treinar com concentração buscar o empate nos dois confrontos em casa — comentou a armadora Ana Flávia Sackis, de Americana, que marcou 17 pontos, sete rebotes, seis assistências, duas recuperações e 24 pontos de eficiência.

OURINHOS (20 + 29 + 09 + 12 = 70)Gattei (11pts), Chuca (10), Micaela (16 e 10 assistências), Mamá (1) e Êga (17 e 13 rebotes). Depois: Bethânia (5), Tatiana (8), Ariadna (2), Karen (0). Técnico: Urubatan Paccini.

AMERICANA (27 + 13 + 04 + 19 = 63)Ana Flávia (17pts e 7 assistências), Karla (16), Adriana (10 e 8 rebotes), Carina (14) e Karina (2). Depois: Millene (2), Renata (2), Bárbara (0). Técnica: Branca Gonçalves.

Primeiro jogo da final tem contraste de defesas e repetição de números



Na primeira partida das finais, a defesa de Americana foi uma peneira só. Não houve contestação a nenhum movimento ofensivo das meninas de Ourinhos, que, livres, brilharam. Micaela esteve ótima nos 3 pontos (4/5). Como esperado, Êga (11 pontos, 12 rebotes) e Mamá (16 pontos) dominaram o garrafão.

Além de cumprirem o dever no ataque, as meninas de Ourinhos marcaram bem e só foram superadas pelo bom entendimento entre Adriana (7 assistências) e Carina (ótima, com 16 pontos).

Talvez esse cenário explique uma curiosa coincidência na noite de ontem.

O placar foi 88 a 66 para Ourinhos, o dobro do registrado ao intervalo 44-33.

Não fosse o bastante, os quartos tiveram placares idênticos: 26-19 (primeiro e quarto) e 18-14 (segundo e terceiro).

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Ourinhos vence a primeira por 88 a 66


Pela primeira partida da final (melhor de cinco) do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008), o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP) venceu o Unimed/FAM/Goodyear/Americana (SP) por 88 a 66 (44 a 33 no primeiro tempo), no ginásio Monstrinho, em Ourinhos. A cestinha da partida foi a ala Micaela, de Ourinhos, com 18 pontos. A pivô Êga, também de Ourinhos, anotou um Duplo-Duplo com 11 pontos e 15 rebotes. Por Americana, a ala/pivô Carina Felippus foi a principal pontuadora com 16 pontos. Com a vitória, Ourinhos lidera a série por um a zero. As duas equipes voltam a se enfrentar neste sábado, novamente em Ourinhos, às 20 horas, com transmissão ao vivo do SPORTV2.

— A defesa sempre pode melhorar. A gente nunca pode pensar que está bem defensivamente. Americana quer ganhar uma partida aqui em Ourinhos e vão vir com tudo neste segundo confronto para sair com a vitória. Por isso é importante que o nosso grupo entre em quadra com a mesma força e determinação que tivemos hoje (sexta) — comentou a ala Micaela, de Ourinhos.

— Precisamos acertar a defesa, em especial o corta luz da pivô e lateral. Às vezes a gente acerta, outras não. Temos que melhorar isso. O ataque está bom, fizemos 88 pontos correspondendo às expectativas. Sabemos que a final é melhor de cinco jogos. Cumprimos o nosso dever no primeiro confronto e agora vamos dormir pensando no segundo para ficarmos mais tranqüilos — declarou o técnico Urubatan Paccini.

— Temos que melhorar muita coisa, principalmente nos rebotes. Elas pegaram 41 e nós apenas 24. Perdemos a primeira partida, não o título. Elas ainda têm que ganhar mais dois jogos. Hoje (sexta), Ourinhos foi mais feliz, elas estão de parabéns, mas nós vamos colocar a cabeça no lugar e buscar a vitória amanhã (sábado) — disse a ala/armadora Karla, de Americana.

— Quero ver minha equipe mais solta, mais aplicada em quadra. Defensivamente, o time não fez os bloqueios, não marcou forte. Quando a gente encostava no placar, elas abriam facilmente. Temos que ter aplicação defensiva. A nossa equipe tem muito mais para apresentar — analisou a técnica Branca Gonçalves.

OURINHOS (26 + 18 + 18 + 26 = 88)

Gattei (11pts), Chuca (9), Micaela (18), Mamá (16 e 8 rebotes) e Êga (11 e 15 rebotes). Depois: Karen (7), Tatiana (5), Ariadna (5), Bethania (3) e Danila (3). Técnico: Urubatan Paccini.

AMERICANA (19 + 14 + 14 + 19 = 66)

Bárbara (4pts e 6 assistências), Karla (12), Adriana (10 e 7 assistências), Carina (16 e 8 rebotes) e Karina (5). Depois: Millene (10), Renata (4), Ana Flávia (0), Thaís (3) e Fabiana (2). Técnica: Branca Gonçalves.

Em semifinal com muitos erros, Americana leva a melhor e parte para a decisão

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Se a semifinal entre Americana e Catanduva foi muito mais equilibrada que a série entre Ourinhos e Santo André, a má notícia é que a pobre bola foi tão maltratada quanto. O alto número de erros na série impressionou. E não estamos falando de erros em função de defesas implacáveis, já que o repertório contou até com um par de lances-livres que nem ao aro chegou.

Com todo o meu devido respeito à campeã paulista Catanduva e ao técnico Ferreto, mas é impossível não notar a frouxidão tática do basquete da equipe eliminada, totalmente desconectado de qualquer princípio do basquete moderno. Ainda assim, dá resultado (aqui). Na base da correria e da superação, elas quase chegaram lá. Um dos grandes problemas que vejo é a ausência de uma armadora na equipe. Com Palmira mais uma vez improvisada na função, o time ficou sem uma segunda condutora de bola (função na qual nem Iza, nem Sílvia são especialistas). Palmira, por sinal, foi um dos destaques do torneio, o que deve credenciá-la a retornar à seleção. Mas sinceramente tenho dúvidas do poder de fogo do jogo dela em alto nível. Nem sempre o que acontece no Anuar Pachá se reproduz com aquela intensidade longe dali. Gostei das breves intervenções de Ariani, mas Ferreto preferiu utilizar Kelly e Ana Paula. Também sob a observação da comissão técnica pode estar Sílvia, que relembrou os velhos e bons tempos, depois de uma fase complicada. Embora acredite que Iza teve uma boa participação no time, vejo dois problemas nas atuações da jovem. Do ponto de vista tático, a lateral está à margem das ações ofensivas da equipe. Isso não pode acontecer. Tecnicamente, Iza precisa ainda perder os cacoetes que adquiriu jogando na posição 4, em Ourinhos. Foi comum na série percebê-la ‘devolvendo’ passes, para voltar a receber a bola em uma posição “mais 4” e aí, sim, ter segurança para definir. Contundida, Fabão continua a ser uma atleta extremamente valiosa e versátil e uma das grandes razões do sucesso de Catanduva. Ísis teve uma boa série, embora o time não saiba jogar com ela. É de se lamentar apenas que não haja planejamento algum da seleção ou da confederação para aquela que foi apontada como a “arma para Londres-2012”. Pois a “arma” andava queimando balas ao vento no vazio da Terceira Divisão da Espanha...

Em Americana, já é possível enxergar algum trabalho tático, apesar de a técnica Branca ainda ser inexperiente na função e estar, pela primeira vez, no comando de um time competitivo. A leitura do jogo é algo mais eficiente. Evidente em coisas simples, como forçar o jogo com Babi, quando a marcadora era a baixinha Kelly. O grande destaque de Americana é Karina Jacob. A ala-pivô cresceu bastante nesse ano e será inadmissível não vê-la na seleção em 2009. Carina mantém a regularidade, é dona de um basquete muito correto, solidário e extremamente útil. Tomou a boa decisão de sair de Ourinhos. Embora a dupla de pivôs seja ágil, a baixa estatura algumas vezes compromete a solidez do garrafão. Nas laterais, Karla volta a encarnar com brilhantismo o papel de matadora. É de se lamentar apenas que em função disso e de seus problemas físicos, outras boas características da ala (a marcação e a visão de jogo) tenham sido esquecidas no seu jogo. Do outro lado, fenômeno invertido acontece com Adriana Santos. Sem o vigor físico fundamental para o exercício da função que a celebrizou (também a de ‘matadora’), a ala percebeu que colabora mais na leitura do jogo e na organização de jogadas e é ai que tem tido mais sucesso. A armadora Babi tem cumprido bem o seu papel e o fato de ter uma ex-armadora como técnica deve facilitar a afirmação de seu basquete. Encerrado o time titular, o banco é a grande dor de cabeça para a final com Ourinhos. A técnica Branca só tem conseguido usar três atletas. A armadora Ana Flávia tenta reencontrar seu bom basquete, após séria contusão. Tem sido uma ótima opção, principalmente por ser mais afeita ao ataque que Babi. Nas alas, a única opção é Renatinha. Acho a menina sensacional. Mas ela precisa de alguém que a dome e ensine o caminho das pedras. Trabalhada, pode ser um assombro. Seria interessante ter conseguido incluir Nathália ou Thaís no grupo de atletas em condição de jogo. Nos pivôs, o nome é Millene, que apesar das limitações técnicas, não compromete, e até ajuda.

Resta torcer para que o equilíbrio dessa série se mantenha nas finais que começam daqui a pouco. E, se não for pedir demais, que o nível dos jogos seja um pouco melhor.

Ainda sobre a final: Fábio Balassiano resume com perfeição: Hegemonia ou Novidade?

Duelo de novatos marca a decisão do Nacional (FOLHA)

Ourinhos e Americana começam hoje disputa pelo título feminino de basquete

Nunca antes final do torneio registrou confronto entre treinadores estreantes, como Branca e Uruba, em competição deste nível


Um duelo de novatos marcará a decisão do Nacional feminino de basquete, entre Ourinhos e Americana, que começa hoje, no ginásio Monstrinho.
Nunca antes a decisão do Nacional teve um choque entre treinadores que não haviam disputado uma competição deste nível anteriormente.
De um lado está Urubatan Lopes Paccini, 59, o Uruba, do Ourinhos, que disputa seu primeiro torneio como comandante de um time adulto.
Uruba viveu três anos na sombra, como assistente de Paulo Bassul, treinador da seleção e comandante do atual tetracampeão do Brasileiro.
A chance de dirigir a equipe surgiu após o Paulista, quando o Catanduva quebrou uma hegemonia de quatro anos do Ourinhos nas quadras do Estado.
Com o clube insatisfeito com o técnico, que já havia fracassado com a seleção na Olimpíada -o Brasil foi o penúltimo em Pequim-, Bassul foi demitido, abrindo vaga para Uruba. "Foi uma transição tranqüila. Conhecia todas as jogadoras e já havia substituído o Bassul em suas ausências para dirigir a seleção", rememora o treinador.
Na final, o técnico reencontrará uma antiga amiga, mas dirigindo a equipe adversária.
Quando dava seus primeiros passos com a prancheta -era assistente das categorias de base do Assis-, ele acompanhou o surgimento de dois jovens talentos: as irmãs Paula e Branca.
"Conheço o Uruba há uns 30 anos. Sempre mantivemos laços afetivos", conta Maria Angélica Gonçalves, a Branca. "A gente é amigo e se gosta muito. Todas as vezes que a gente tem chance, nós nos falamos. As duas [Paula e Branca] são muito especiais", devolve Uruba.
Apesar de mais jovem, Branca, 42, possui um pouco mais de experiência no comando de um time adulto. Dirigiu o Piracicaba no Paulista-06. Mas a equipe, com pouca verba, não passou da penúltima colocação.
Para montar o elenco, Branca recorreu a antigas amizades. Para dar sustentação ao grupo, avalizou a vinda da ala Adriana, 37, que não atuava em quadras nacionais havia sete anos.
Outro sustentáculo da equipe é a armadora Karla, 30, titular da seleção na Olimpíada.
"Mas Ourinhos é favorito. Eles têm uma verba de R$ 70 mil mensais. Não temos nem a metade disso", comenta Branca, apontando o abismo financeiro entre as contendoras.
De fato, Ourinhos é o favorito. O elenco conta com uma equipe inteira que defendeu o Brasil em Pequim-08: Karen, Chuca, Micaela, Êga e Mamá.
Pesa contra o elenco mais estrelado do país o fato de não ter conquistado nenhum título significativo neste ano. Perdeu o Paulista e os Jogos Abertos do Interior para o Catanduva.

Treinador começa já "por cima"

Treinador com larga experiência nas categorias de base, Uruba passou a comandar um time adulto apenas neste Nacional. Não bastasse isso, assumiu logo a equipe que detém a mais longa hegemonia do país: há quatro anos não deixa escapar o título. O Ourinhos ostenta aproveitamento de 82% em Nacionais.

FOLHA - Como é dirigir a principal equipe do país?
URUBA - É um excelente elenco, preparado para ganhar. Mas é preciso dar um bom tempo de quadra para cada uma, para não desagradar a ninguém.

FOLHA - Há paralelo entre sua trajetória e a da Branca?
URUBA - Acho que nós tivemos uma boa oportunidade e a agarramos. Será muito bom enfrentá-la na final. É uma amiga.

FOLHA - Foi uma surpresa Americana chegar à final?
URUBA - Catanduva, como campeã paulista, era a favorita. Mas a Branca conseguiu fazer o time jogar como conjunto e venceu [a série por 3 a 2].

INEXPERIENTES DECIDIRAM EM 2002


Em 2002, o Nacional teve duelo entre treinadores que estreavam em decisões, mas já tinham disputado o torneio. Foi no confronto entre Guaru, de Alexandre Cato, que bateu o Americana, de Paulo Bassul, por 3 a 0.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Ourinhos e Americana abrem play-off final amanhã




Começa nesta sexta-feira, no ginásio Monstrinho, em Ourinhos (20h de Brasília), o playoff final (melhor de cinco) do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008) entre as equipes de melhor campanha na competição: Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos e Unimed/FAM/Goodyear/Americana. O SPORTV2 transmite ao vivo. O segundo confronto da série acontece no sábado, também em Ourinhos (20h). A terceira partida da série está marcada para segunda-feira (dia 15), no ginásio Centro Cívico, em Americana, no mesmo horário. Os dois times se enfrentaram oito vezes com cinco vitórias de Ourinhos contra três de Americana. No Nacional 2008, uma vitória para cada um nos jogos com o mando de quadra.

Tetracampeão brasileiro, Ourinhos terminou a fase de classificação em primeiro lugar com 31 pontos (15 vitórias e uma derrota) e na fase semifinal venceu o Santo André por três a zero. A equipe dirigida pelo técnico Urubatan Paccino tem o ataque mais positivo e a defesa menos vazada com as médias de 81.1 e 59.5 pontos, respectivamente. Depois de perder o jogo de estréia para Americana por 64 a 54, Ourinhos soma 18 vitórias consecutivas e ganhou as dez partidas com o mando de quadra.

— Qualquer um dos dois semifinalistas seriam adversários difíceis. Americana tinha um certo favoritismo por ter o mando de quadra no último jogo, mas achei as partidas bastante equilibradas. Agora, nós temos que fazer valer essa vantagem e fazer nosso dever de casa. Para não perder o ritmo, fizemos jogos simulados durante a semana. Americana tem uma equipe boa, bem montada e bem dirigida pela Branca. Os confrontos serão difíceis e, para mim, não há favoritismo — analisou o técnico Urubatan Paccini, de Ourinhos.

Campeã do Nacional em 2003, Americana ficou em segundo lugar na primeira fase com 30 pontos (14 vitórias e duas derrotas) e superou Catanduva na semifinal por três a dois. O time comandado pela técnica Branca Gonçalves tem o segundo melhor ataque e a segunda defesa menos vazada com as médias de 75.5 e 62.9 pontos, respectivamente. Americana também tem 100% de aproveitamento

— Vamos jogar contra uma equipe quase imbatível, que é a base da seleção brasileira. A conquista da vaga na final foi importantíssima e nós estamos com ritmo de jogo. Talvez essa seja uma vantagem sobre Ourinhos. Tenho imenso respeito e admiração pelo Urubatan, que conheço desde os 9 anos. Ele é tranqüilo e merecedor do que está conquistando. Quero que a minha equipe seja ousada, sem medo e tenha garra de vencer, como era o meu estilo de jogar, sempre com superação — comentou a técnica Branca, de Americana.

Um dos destaques de Ourinhos é a pivô Êga, que é a jogadora mais eficiente da fase do Nacional com a média de 20.5 pontos.

— Nossa equipe está tendo tempo para se recuperar, descansar e até treinar. Estamos muito bem, unidas e jogando pelo coletivo. Se conseguirmos fazer o melhor, não precisamos nos preocupar com o adversário. Claro que Americana é um time ótimo, caso contrário não estaria na final. Temos que jogar muito bem e não ter dias ruins, porque elas certamente vão aproveitar nossos tropeços. Mas fazendo o nosso jogo vamos chegar lá — disse a pivô Êga, de Ourinhos.

Segunda reboteira e terceira jogadora mais eficiente da competição, com as médias de 10.5 rebotes e 19.0 pontos, a pivô Karina Jacob é um dos trunfos de Americana na decisão.

— Serão dois jogos duríssimos na quadra deles. Além disso, Ourinhos é o favorito e é tetracampeão brasileiro. Mas sabemos que nada é impossível e precisamos de uma vitória fora de casa para decidir em casa. Na semifinal, o mando de quadra foi o fator determinante. Tivemos muito apoio da torcida aqui em Americana. Vamos para Ourinhos fazer o nosso trabalho da melhor maneira possível — explicou a pivô Karina Jacob, de Americana.

Preparadores físicos duelam na final do Nacional


Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos e Unimed/FAM/Goodyear/Americana iniciam nesta sexta-feira (20h de Brasília), no ginásio Monstrinho, em Ourinhos, a disputa do playoff final (melhor de cinco) do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008). O SPORTV2 transmite ao vivo. Além da técnica, outro fator se mostra fundamental para o bom desempenho das equipes em quadra: a preparação física. Nos jogos que decidirão qual é a melhor equipe do Brasil, o público não verá apenas o duelo entre talentos técnicos e estratégias táticas. Para que as jogadoras mantenham a performance durante toda uma partida ou competição entra em cena o preparador físico: João Nunes por Ourinhos e Clóvis Haddad, o Vita, por Americana.

Os dois profissionais estão acostumados a levar seus times a decisões. Clóvis está em Americana há sete anos e foi campeão do Nacional em 2003 e vice em 2002 e 2004. João ajudou o Ourinhos em duas de quatro conquistas (2006 e 2007) e foi campeão pelo Vasco em 2001. Apesar de adversários no Nacional, os dois têm várias coisas em comum. Ambos também trabalham nas seleções brasileiras (João na adulta e Clóvis nas categorias de base). Estudiosos e dedicados, João e Clóvis mostram ainda um discurso afinado quanto à importância da preparação física no treinamento esportivo e da harmonia entre o preparador e o técnico.

— É preciso entender que o treinamento é um só e as partes física e técnica interagem o tempo inteiro. Trabalhamos com o conceito de periodização, que é o planejamento das cargas para que a equipe atinja o ápice físico, técnico e tático no final da competição. A presença de um profissional gabaritado e especializado na modalidade basquete é uma prática importante para o sucesso da equipe, pois previne lesões, desgastes e garante a qualidade técnica dos movimentos. Não é coincidência que os dois times finalistas sejam os que mais investiram nessa área — explica João Nunes, doutorando em Treinamento Desportivo na área de biodinâmica do movimento da Universidade de São Paulo.

— A preparação física trabalha para que o atleta mantenha a performance sem perder o padrão dos movimentos, evitando fadigas e mantendo a qualidade técnica. Além disso, promove a recuperação rápida entre os jogos. Organizamos um planejamento desde o início da temporada, com trabalho de força e estímulos específicos de um jogo de basquete para que as atletas acumulem uma condição física boa e estejam no auge para as finais da competição. Para isso, é fundamental o entendimento entre preparador e técnico para que os objetivos sejam alcançados — completou Clóvis, especialista em treinamento desportivo pela Universidade Estadual de Londrina e em treinamento desportivo e de força pelo Instituto de Cultura Física de Moscou (Rússia).

Ourinhos chega às finais após derrotar Santo André por três a zero na semifinal. Já Americana vem de uma desgastante série contra Catanduva, vencida por três a dois na última terça-feira. Apesar dessa diferença, os dois preparadores físicos garantem que suas equipes estão muito bem e os objetivos estão sendo alcançados.

— Com certeza, no aspecto físico as duas equipes estão em ótimas condições. Ourinhos teve mais tempo para descansar, mas nós estamos em um ritmo intenso e muito satisfeitos com a vitória. Esse embalo pode ser favorável para a gente. E chegamos ao quinto jogo bem na parte física, mantendo a intensidade, velocidade e qualidade técnica — disse Clóvis.

— Acredito que os dois times chegaram no seu ápice nessa reta final. Conseguimos atender aos objetivos da temporada e Ourinhos está voando em quadra. A velocidade do nosso jogo de transição mostra isso. Conseguimos recuperar bem o grupo para o playoff decisivo e esperamos manter a agilidade e o alto padrão técnico da equipe — comentou João.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Americana vence e faz a final com Ourinhos

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O Unimed/FAM/Goodyear/Americana é o segundo finalista do 11º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2008). Na quinta e última partida da fase semifinal (melhor de cinco), a equipe de Americana venceu o Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva por 72 a 64 (35 a 23 no primeiro tempo), no ginásio Centro Cívico, em Americana, fechando a série em três a dois. As cestinhas do jogo foram Karla Costa, de Americana e Palmira Marçal, de Catanduva, com 28 e 23 pontos, respectivamente. Duas jogadoras fizeram um duplo-duplo: Karina Jacob, de Americana (10 pontos e 16 rebotes) e Sílvia Gustavo, de Catanduva (10 pontos e 10 rebotes). Americana decidirá o título contra o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos, que derrotou na semifinal o Santo André por três a zero.

— A equipe toda está de parabéns. Essa vaga na final é merecimento pelo nosso trabalho. Sofremos críticas após as duas partidas em Catanduva, mas colocamos a cabeça no lugar. Nós sabíamos que podíamos e conseguimos. Mostramos que formamos uma grande equipe. Esse é o resultado do esforço de um grupo inteiro, jogadoras, comissão e da técnica Branca. A nossa torcida também está de parabéns, porque compareceu ao ginásio e nos incentivou o jogo inteiro. Que venha Ourinhos. Vamos buscar o título — comentou a ala/armadora Karla Costa, de Americana, cestinha da partida.

— É um momento importante para Americana e estou muito feliz com o resultado. Vamos para a final contra Ourinhos, que é uma equipe forte, mas não imbatível. Temos que manter a cabeça no lugar para buscar pelo menos um resultado positivo fora de casa — disse a técnica Branca Gonçalves, de Americana.

— A gente sabia que ia ser um jogo difícil. O time lutou até o fim e não temos nada a lamentar. O ano de 2008 foi maravilhoso para Catanduva, pois ganhamos o Campeonato Paulista, os Jogos Abertos e chegamos até aqui no Nacional. Agora é descansar e começar a pensar na próxima temporada — declarou a ala/armadora Palmira Marçal, de Catanduva.

O título do Nacional será disputado em melhor de cinco partidas. Como Ourinhos terminou a primeira fase na primeira colocação, os dois primeiros confrontos da final serão realizados no ginásio do Monstrinho, na cidade de Ourinhos, sexta (dia 12) e sábado (13). Americana recebe a terceira partida no ginásio Centro Cívico (15). O quarto e quinto jogos, se necessários, serão em Americana (19) e Ourinhos (21), respectivamente. O SPORTV transmite ao vivo todas as partidas.

AMERICANA (15 + 20 + 18 + 19 = 72)

Bárbara (0pt e 5 assistências), Karla (28), Adriana (6), Carina (13 e 6 rebotes) e Karina (10 e 16 rebotes). Depois: Ana Flávia (9), Millene (2) e Renata (4). Técnica: Branca Gonçalves.

CATANDUVA (15 + 08 + 21 + 20 = 64)

Kelly (0pt), Palmira (23), Silvia (10, 10 rebotes e 5 assistências), Izabela (13 e 7 rebotes) e Ísis (2 e 15 rebotes). Depois: Vivian (12) Ana Paula (4), Alessandra (0) e Ariani (0). Técnico: Edson Ferreto.