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domingo, 29 de novembro de 2009

Segunda-feira traz mais quatro partidas do CNBF 2009


A terceira semana do 12º Campeonato Nacional de Basquete Feminino (CNBF 2009) prossegue nesta segunda-feira com quatro partidas, todas as 20h de Brasília: Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP) x Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva (SP), no ginásio do SESI, em Ourinhos; São Caetano/UNIP (SP) x VivoSabor/Unimed/Folhamatic/Americana (SP), no ginásio do SEMEF, em São Caetano; Vasto Verde/Uniasselvi (SC) x AFP/São Bernardo (SP), no ginásio do Vasto Verde, em Blumenau; e Botafogo (RJ) x Santo André (SP), no ginásio do Botafogo, no Rio de Janeiro.

Líder invicto da competição com 100% de aproveitamento em quatro jogos, o time de Americana entra em quadra embalado pela vitória fora de casa sobre Ourinhos por 59 a 50. Já o São Caetano é o quinto colocado com 60% em cinco jogos (três vitórias e duas derrotas) e precisa de um resultado positivo voltar a ficar entre os quatro primeiros.

— Independente do adversário a nossa postura tem quer a mesma: concentração os 40 minutos e uma defesa forte. Numa competição equilibrada como o Nacional, não se pode dar bobeira para evitar surpresa no resultado final. São Caetano é um time bem dirigido pelo “Borracha” e conta com bons valores individuais. Vamos buscar a vitória para manter a liderança — disse a ala Karla Costa, de Americana, jogadora mais eficiente da competição com a média de 19.0 pontos.

Quarta colocada no CNBF 2009 com 60% de aproveitamento em cinco partidas, o Santo André viaja até o Rio de Janeiro para enfrentar o Botafogo. O clube carioca está em sexto lugar com 20% em cinco jogos (uma vitória e quatro derrotas) e joga motivado pela primeira vitória no Campeonato contra o São Bernardo.

— Vencemos a primeira e isso foi muito bom para as meninas. Dá gás e motivação para enfrentar Santo André com muito mais garra, atrás de uma nova vitória. Desde que entrou a presidência nova na CBB, estamos com o basquete brasileiro mais nivelado. Antes eram poucas equipes que se destacavam. Agora todos os times estão jogando de igual para igual, e é assim que pretendemos que seja o confronto contra Santo André. A expectativa é sempre ganhar — afirmou o técnico Orlando Assunção, do Botafogo.

— Sabemos que vai ser um jogo difícil e precisamos ter muita atenção. O Botafogo é uma equipe que mescla jogadoras jovens e experientes e pode complicar a nossa vida. Temos que fazer uma defesa forte para evitar os arremessos de fora e trabalhar bem a bola no ataque — explicou a ala cubana Ariadna Felipe, do Santo André, cestinha do Nacional com a média de 20.6 pontos.

Em Blumenau, Vasto Verde e São Bernardo entram em quadra em busca da primeira vitória no Nacional. O time catarinense ocupa a sétima posição, enquanto o clube paulista é o oitavo colocado.

— Não conhecemos muito o Vasto Verde, mas sabemos que as meninas têm dado trabalho para as outras equipes que jogaram. O mais importante sempre é estar participando de um Campeonato desse nível. Nossa equipe é muito jovem, mas procuramos fazer sempre o melhor. O grupo está focado e fazendo um grande esforço para conseguir bons resultados — comentou o técnico Luiz Watanabe, de São Bernardo.

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Nota: Perceberam a declaração do técnico do Botafogo, grifada em vermelho? Meu Deus! Que planeta esse senhor habita?

sábado, 14 de novembro de 2009

Basquete busca redenção no Nacional

"A palavra para o basquete feminino agora é redenção", definiu ontem o técnico Norberto Borracha, do São Caetano/Unip, durante a apresentação do 12º Campeonato Nacional Feminino de Basquete. A competição, que começa hoje com oito equipes - três do Grande ABC - tem uma missão bem definida: recolocar o basquete feminino nos trilhos, provando que a categoria é um bom produto.

O caminho ainda tem muitos desafios: os patrocínios são escassos e a representatividade dos estados baixa. Além de São Paulo, somente Rio de Janeiro (Botafogo) e Santa Catarina (Vasto Verde/Uniasselvi), com uma equipe cada, participam do torneio. "A gente quer aumentar este número, mas para isso temos de estruturar e trazer patrocinadores. O início não vai ser da maneira que gostaríamos, precisamos sair desta área (São Paulo- Rio), mas temos de fazer um trabalho para incentivar outros estados", admite a campeã mundial e vice olímpica Hortência, diretora do departamento feminino da CBB (Confederação Brasileira de Basquete).

"Três estados é muito pouco e isto tem sido uma constante nos últimos tempos. Queremos trazer o Norte-Nordeste para o torneio, mas precisamos de mais tempo para nos dedicar", concordou o presidente da entidade, Carlos Nunes, eleito em maio, que ficou emocionado ao lembrar da técnica Laís Elena, do Santo André, única equipe a participar de todas as edições do Nacional até hoje. "Laís é a história do basquete feminino", confessou.

Apesar das limitações, o otimismo predominou nos discursos das equipes. "Acredito muito que nós vamos vencer (as dificuldades)", disse a técnica, que vê no sucesso do torneio a oportunidade de despertar o interesse de novos patrocinadores para os clubes. "Vai acontecer se atrairmos a mídia e fizermos uma boa competição."

Para o técnico Luiz Watanabe, do AFP/São Bernardo, o mais importante é que o basquete está se profissionalizando, provando ser um produto bom "porque antes o que saía (na imprensa) era só baixaria", desabafou.

Sinal das mudanças, a competição tem patrocínio próprio (Eletrobrás e Eurofarma). "Pela primeira vez o basquete está no caminho certo", comemorou Hortência. "Estamos começando uma nova etapa felizes porque temos muitas perspectivas e objetivos sendo traçados", comemorou.

Fonte: Diário do Grande ABC