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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Santo André vence São José pela LBF

O Santo André/Semasa conseguiu a reabilitação na Liga de Basquete Feminino (LBF) – 2011/2012 ao derrotar o São José/Shopping Colinas, por 72 a 64 (34 a 26 no primeiro tempo), em partida realizada no ginásio da ADC General Motors, na cidade de São José dos Campos (SP), na noite desta segunda-feira (19 de janeiro), no fechamento da quarta semana.

O time andreense começou melhor a partida e encerrou o quarto inicial na frente, com uma vantagem favorável de dez pontos, mas, a equipe joseense equilibrou as ações no segundo quarto e conseguiu um rendimento muito bom no terceiro período, tirando a diferença e deixando o duelo empatado. Nos últimos dez minutos, entretanto, as comandadas de Laís Elena voltaram a crescer de produção e garantiram o resultado favorável.

Os destaques da partida foram Alessandra Oliveira (17 pontos, 14 rebotes, 01 bloqueio e 03 assistências – double-double) e Izabela (13 pontos, 04 rebotes, 01 bola recuperada e 04 assistências), pelo time do Vale do Paraíba; Nádia Colhado (20 pontos, 12 rebotes, 01 bloqueio, 04 bolas recuperadas e 01 assistência – double-double) e Jacqueline (20 pontos, 01 rebote, 02 bolas recuperadas e 07 assistências), em favor da equipe do Grande ABC.


Fonte: LBF

quinta-feira, 24 de março de 2011

Entrevista – Arilza Coraça & Lais Elena Aranha (Portal Cidade de Itapira)

Na quinta-feira, dia 4 de março, às 17h, a itapirense Assistente Arilza Coraça e a técnica Lais Elena Aranha concederam uma entrevista, na sede do portal Cidade de Itapira. Pelo portal participaram Renato  Silva e Nino Marcati, do jornal Tribuna de Itapira, Tobias Valdissera, do A Cidade, Beto Coloço, e Aline Canto do Gazeta Itapirense.

laisarilza

PERGUNTA: Como tem sido conviver com a mídia depois da conquista do campeonato da Liga de Basquete Feminino pelo Santo André?

ARILZA: O assédio da imprensa esportiva foi tão grande que acabou sendo muito desgastante para nós podermos atender a todos.

PERGUNTA: Nos outros campeonatos não eram assim?

ARILZA: Não. No campeonato paulista nós fomos finalistas. No jogo final, em Santo André, com o ginásio lotado e com a presença do nosso prefeito Aidan, acabamos perdendo, e não houve esse retorno de mídia que deu o campeonato nacional.

LAIS: Foi por causa do Brunoro, com a entrada da BSB, ele, praticamente, está cuidando do marketing da Liga. Finalmente, o basquete começa a se estruturar, ganhar espaço na mídia e atrair patrocinadores. Passamos por momentos difíceis. Hoje, superados.

PERGUNTA: Dá para imaginar o basquete num novo caminho. Podemos esperar bons frutos para os próximos dois anos?

ARILZA: Sim estamos no bom caminho. O basquete masculino está mais fortalecido, hoje já conta com muitos patrocinadores. O basquete feminino começou a caminhar para isso, agora. Mas a vantagem que Liga deu, Brunoro arrumou os patrocinadores para a Liga, então os clubes participaram do campeonato sem ter nenhuma despesa, nada. Nem passagem de avião, ônibus, estadia em hotel, alimentação, tudo...

LAIS: Até a arbitragem.

PERGUNTA: São quantas equipes?

LAIS: São oito. Estão pensando em chegar a doze. Eu, particularmente, prefiro dez.

PERGUNTA: O basquete continua concentrado em São Paulo. É possível atingir outros estados como está acontecendo com o masculino, como Londrina que está indo bem, Rio também?

LAIS: Não existem tantas equipes femininas nos outros estados como existem no masculino, mas a idéia é pegar um centro como o Paraná, por exemplo, a cidade São José dos Pinhais que tem uma estrutura, tem um projeto interessante, tem muitas escolhinhas, então você pode levar um time pronto de São Paulo pra lá para ser um espelho para aquelas crianças, participar da Liga, ser mais um Estado, porque eu acho que Santa Catarina já tem uma estrutura boa já, Joinville e Blumenau, enfim.

ARILZA: Mas alguns Estados fazem, como Pernambuco faz o basquete feminino há muito tempo, lá eles têm dificuldade de manter o feminino adulto. Maranhão tem o Betinho que faz. O que acontece assim, é que as crianças vão se sobressaindo e vindo para São Paulo. A Iziane, que está na WNBA, é do Maranhão, começou com o trabalho do Betinho.

PERGUNTA: É fato que o basquete não consegue seguir a mesma sequencia do vôlei, com altos e baixos. Por que isso acontece?

LAIS e ARILZA: Aí já é uma outra história. É um outro patamar. É questão de gestão, de massificação. O vôlei tem atrás dele o Banco do Brasil, e hoje você sabe que o BB, a potência que é, aí você pega a Globo e os principais programas de TV da Globo e o BB patrocinando a maioria dos programas, a Globo dá todo apoio ao esporte que o banco patrocina. Isso faz a diferença.

PERGUNTA: Mas o basquete também já teve grandes patrocinadores, não teve?

ARILZA e LAIS: Sim, nós tivemos da Arcor, Lacta, Vaporeto, Pirelli, enfim, patrocinadores fortíssimos, mas era um vai e vem danado. Na década de 90 o basquete feminino era muito forte. Nós tínhamos o campeonato regional nosso, era um dos melhores do mundo, muitas estrangeiras e tudo. E o que aconteceu? De repente a Europa começou a pagar muito e nós tivemos um êxodo mais de dezoito jogadoras de nível A foram embora... Aí os patrocinadores começaram a sair. Houve a Inversão da moeda, lembra que era um para um? Nós trazíamos jogadoras. Depois, foi o contrário, o dólar subiu...

PERGUNTA: O basquete, antigamente, era pouco conhecido, pouco praticado. Hoje, ele está na maioria das escolas, pelo menos nas particulares. Toda cidade que tem uma quadra, tem o basquete sendo praticado, ou seja, está bem difundido. Talentos também existem, estão por aí e fora do país. Vocês acreditam que a consolidação do basquete, chegou o momento?

ARILZA: Eu trabalhei vinte e sete anos numa escola pública, por opção, uma missão, eu sempre gostei de trabalhar com a criança. A maioria das crianças que praticam basquetebol são carentes, moram na periferia, lá eu descobria mais talentos. Só que a Educação Física era masculina e feminina. Hoje, é dentro do período e turma mista, então a criança, pela falta de segurança, é difícil sair sozinha... Enfim, há alguns fatores que na Educação Física escolar foram modificados e isso está dificultando a massificação. Eu creio que muitos talentos estão sendo perdidos, principalmente nos grandes centros, onde a criança não consegue chegar nos locais que oferecem a iniciação esportiva.

PERGUNTA: Você não considera que a falta de ídolos também compromete o desenvolvimento do interesse das crianças para o basquetebol feminino? Depois de Hortência, Paula, mais recentemente, Karina, o basquete viveu um vácuo.

ARILZA: Então, mas quando a gente começa a exportar talentos a gente precisa detectar que alguma coisa de errado está acontecendo. Se você pegar no voleibol masculino, hoje a Superliga me faz acompanhá-los, eu que nunca tive paciência de assistir jogos pela televisão, habitualmente. A Superliga está maravilhosa. Os nossos talentos que estavam na Itália e pelo resto da Europa, com a crise, foram repatriados.

PERGUNTA: Você está dizendo que a chance do basquete voltar aos bons tempos seria o retorno das nossas grandes estrelas?

LAIS: Os que estão nos EUA, nem pensar. Lá a coisa é de milhões de dólares. Não temos a menor chance.

PERGUNTA: Mas não dá para se fazer alguma coisa, mesmo eles jogando fora?

LAIS: Sim, a CBB tem feito algumas ações nesse sentido. Quando eles vem de férias ou quando estão servindo a seleção, alguns deles, são levados nas favelas do Rio, mas isso a cada dois anos. É alguma coisa, mas é muito pouco. Nós temos que crescer. Mas como a Arilza falou, o problema maior é a falta de Educação Física como era antes, masculino, feminino, fora do período, quando não tínhamos a massificação, mas tínhamos condição de levar o esporte até a criança e não esperar que a criança vá onde tem o esporte, porque a condução é cara, a dificuldade dos pais...

PERGUNTA: Nós tempos uma Liga Regional que pega Itapira, Iracemápolis... Outras regiões a gente quase não vê isso. Falta um pouco disso? Ter alguma entidade que promova algum tipo de competição?

ARILZA: Eu acredito que sim, e o que é importante também você trazer a competição, várias vezes nós fomos fazer jogos de exibição em cidades do interior levando duas equipes, mais ou menos do mesmo nível, colocando as crianças para assistirem. Agora na final em São José dos Campos, Santo André mandou seis ônibus de torcida, sendo três ou quatro com torcedores, mas o resto eram crianças que já praticam e assistem o treinamento do adulto. Só deles verem a final, um novo formato, os olhos delas brilhavam.

PERGUNTA: Com a olimpíada de 2016, existem projetos de preparação?

LAIS: Para chegarmos às olimpíadas de 2016 não podemos pular etapas. Aliás eu tenho uma grande preocupação com que a Hortência está fazendo agora. Por exemplo: nós temos o pré-olímpico classificatório para 2012. Ela quer levar as novas. E eu já falei. Corremos o risco de ficar fora de Londres e a modalidade ao invés de ter aquele impulso para 2016, ela vai cair. Então a proposta nossa é de que se leve o melhor time agora, as melhores jogadoras que estão em atuação e ela tem muito tempo, de 2012 a 2016, para trabalhar a nova geração. A nossa sugestão é que se pegue o talento da sub 14, deve ter umas duas ou três, o talento da sub 15, duas no máximo, pega todas as gerações e as coloquem, juntas, treinando até 2016. Jogando, treinando, aqui, na Europa, nos EUA. Do que adianta pegar uma seleção da sub 19, onde não faríamos nada e gastaríamos uma fortuna fazendo um pré-mundial, com doze jogadoras, onde nove são medianas. Penso que o ideal é juntar os talentos pensando em 2016. Tem cabimento deixar Micaela, Ega, tudo de fora dessa seleção para ficar levando sei lá quem?

ARILZA: Nós conhecemos o Barbosa e sabemos que ele é uma pessoa muito inteligente, eu acho que tudo o que ele fez e continua fazendo, mostrou agora, em Ourinhos, ele assumiu e a levou à final, é uma experiência que não pode ser desrespeitada e simplesmente ignorada, a mesma coisa é quando você cuida de atleta. A Hortência, com 36 anos, foi resgatada, foi para a competição depois de ter sido mãe e de ter parado de jogar. E quando perguntaram ao Barbosa o que ele achava se a Micaela deveria voltar para a seleção brasileira, ele foi enfático – ela nunca deveria ter saído, pois foi afastada por uma pessoa que desconhece a cultura brasileira, que não fala o nosso idioma, não se sabe se ele se fez entender pelas atletas, ela tem 31 anos e se mostrou na Liga, na nossa equipe, uma das principais jogadoras.

PERGUNTA: Com esse, quantos títulos nacionais?

ARILZA: Nacional, o segundo. Nós fomos campeãs do Sul-americano. Só se adquire o direito de disputar o Sul-americano sendo campeã nacional. Depois da perda do patrocínio, a partir de 2001, a equipe foi mantida com mais dificuldade, com apoio da Prefeitura  de Santo André. Bolsas de estudos em  algumas escolas e  universidade para as atletas, mas sempre estivemos entre as quatro melhores equipes. Um ano só é que ficamos em quinto. Fomos campeãs dos Jogos Abertos do Interior, Jogos Regionais, mas o nacional veio depois de onze anos.

PERGUNTA: Como você vê o basquete de Itapira hoje? Você tem acompanhado?

ARILZA: Eu quero dizer que a parceria de escolas com o esporte é muito importante. Eu gostaria que todas as escolas dessem a importância que o Anglo de Itapira dá ao basquetebol feminino da cidade. O marketing esportivo une as duas coisas: esporte e educação. Com relação ao time feminino de Itapira, antes eu acompanhava mais porque eu tinha as minhas sobrinhas que jogavam e até sobrinhas netas. Houve um hiato. Agora eu tenho a Mariane Paschoalim Reatti, que tem oito anos, estuda no Colégio Anglo de Itapira e joga na equipe. Ela me telefonou e já vai para a primeira competição. Eu brinco com ela. Eu vou com você para a Itália. Você vai ser uma excelente pivô, ela tem estatura, ama o esporte. Eu não acompanho o time. Eu tenho a certeza de que o Flávio plantou a sementinha, boas sementes que estão frutificando, as meninas que jogavam com ele fizeram faculdade e hoje já estão trabalhando o basquete. Essa sementinha foi plantada lá atrás pela Antonia Coraça. E antes da Antonia, que era a Coraçona e eu a Coracinha, a Dona Cida. Foi a professora Cida que me apresentou o basquetebol, aqui em Itapira, aos onze anos. Muitas vezes ela ia até o sítio me buscar e me levar. Hoje eu tenho uma lembrança maravilhosa, lembro até a cor do esmalte que ela usava, ela tinha a pele muito morena. Eu tenho um grande respeito e uma enorme gratidão por ela e pelo Seu Silas que era casado com ela e que felizmente, ele, continua conosco. Daquela sementinha, eu frutifiquei, fui fazer faculdade, me tornei jogadora, professora de Educação Física e plantei outras sementinhas que estão trabalhando. E aqui é assim, Dona Cida plantou, veio a Coraçona, Coracinha, o Flávio chegou e assim está indo. Eu creio que o basquete feminino de Itapira está bem.arilzasemasa

PERGUNTA: Fale um pouco sobre o projeto Bola Laranja e o de vida, de voltar para Itapira.

ARILZA: O Bola Laranja foi aprovado com a Lei do Incentivo, mas, infelizmente, os dois anos reservados para a captação de um milhão e sessenta e dois mil reais, tinha que ser uma grande empresa, o projeto era ambicioso e nós não conseguimos, mas nem por isso deixamos de trabalhar com as crianças de Santo Andre e de outras regiões. Agora, mesmo, estamos com três meninas de Miracema. Atendemos cerca de 120 crianças, além do trabalho que é feito pela Prefeitura de Santo André, nessa área. Nós temos uma seleção sub19 que vai disputar o mundial, estão em Jundiaí, estudando e recebendo todo apoio do Ministério do Esporte, das 15 selecionadas no Brasil, três são nossas atletas. Agora houve a convocação da sub 17, onde temos uma. O meu projeto futuro é voltar para Itapira e implantar um projeto dedicado às crianças que querem praticar o basquetebol, incorporando, evidentemente, o que já existe na cidade.

PERGUNTA: Esse projeto para Itapira tem data?

ARILZA: Não. Não tem data ainda. Eu preciso primeiro encontrar um parceiro para me trazer de volta, é difícil a gente sair de um lugar onde está consolidado é complicado. Por isso que eu falo sempre do prefeito Aidan Ravin por ele ter acreditado no nosso projeto. Ele conseguiu o retorno desejado.

PERGUNTA: Quando será o Sul-americano?

LAIS: Ainda não está definido. Essa é uma briga da CBB para se colocar um calendário fixo. Devem definir para junho.

PERGUNTA: Arilza, fale um pouco da sua carreira, de Itapira até hoje.

ARILZA: Você sabe que eu comecei a minha carreira como professora, eu fiz 18 anos – aliás estava tudo preparado para uma grande festa de aniversário, dia 18 de fevereiro, pois tenho uma família maravilhosa e uma legião de amigos conquistados, mas por conta da Liga eu adiei essa comemoração para o próximo ano, pedi para as meninas o título como presente de aniversário – então algumas coisas eu fui apagando, principalmente as negativas, só fiquei com as alegrias, fui para São Paulo para fazer a faculdade e comecei a trabalhar, pois naquela época tinha falta de professor de Educação Física. Comecei em Osasco. No ano seguinte eu fui para Carapicuiba. Veja o que eu fazia diariamente: eu morava em São Paulo, no Butantã, ia até Carapicuiba para dar aula, ia para Santo André para treinar e voltava para São Paulo. Eu tinha um fusca, gastava um tanque de combustível com a maior facilidade, praticamente, o apoio financeiro não mantinha nem o combustível que eu gastava. Mas o meu trabalho como professora e como a faculdade era pública, eu fiz USP, e assim foi. O início foi no ESO com a Dona Cida, minha irmã já estava em São Paulo,na faculdade. Ela resolveu montar uma equipe da cidade para disputar os jogos abertos, eu fui com ela. . Fui campeã por Itapira, no jogos de 1968. Na faculdade, em 1971, teve o mundial de basquete, quando o Brasil foi medalha de bronze e a Lais era a jogadora. Lembro-me do jogo com o Japão, eu trabalhava na estatística, e faltando um segundo a Nilza fez uma cesta da lateral e nós ganhamos o jogo por um ponto. Disso veio a motivação para eu procurar um clube. Eu estava com 19 anos. Escolhi Santo André. Disputei a Universíade como jogadora e como técnica. Fui para a seleção paulista. Seleção universitária. Seleção brasileira. Como jogadora fui campeão sul-americana, logo depois disso lesionei o joelho. Fiquei só no clube. Tenho uma admiração, hoje, pelo Fenômeno e lá atrás pelo Reinaldo, não sei se vocês lembram, pois vivemos uma dificuldade parecida. Joguei até os 33 e foi difícil parar. Se não fosse a lesão chegaria mais adiante. No esporte o envelhecimento é cruel.

PERGUNTA: No Santo André a única função que falta é ser técnica?

ARILZA: Do adulto. Eu já fui técnica até da seleção brasileira sub 17 e sub 19 e voltamos campeã. Hoje, sou assistente técnica do adulto.

LAIS: Ontem, eu fui fazer uma matéria no jornal e fui perguntada sobre os meus planos. Na hora eu falei, eu estou pensando – até falei, em primeira mão, posso até levar uma bronca do meu diretor e até do prefeito – estou pensando seriamente em dirigir a equipe este ano, até segunda Liga e depois eu quero passar o bastão para a Arilza, eu quero continuar a minha carreira como dirigente, mais no sentido de estar ajudando, fora da quadra, dando muito respaldo para o basquete feminino de Santo André e talvez, sei lá, se a Hortência mudar um pouco de cabeça, de achar que os técnicos brasileiros tem condições, os mais experientes de estar passando alguma coisa aos novatos, a gente está aí à disposição, já falei isso para o Brunoro. A primeira coisa é a Arilza assumir primeiro.

PERGUNTA: O Santo André estará entregue em boas mãos?

LAIS: Com certeza! Ela está preparada.

ARILZA: Eu e a Laís trabalhamos juntas. Eu não me vejo trabalhando sem a presença dela. Ela e o Barbosa são grandes estrategistas ofensivos. O meu olhar é defensivo. Porque a vida me ensinou assim. Sou uma guerreira. Eu tive que conquistar as minhas coisas com garra. Isso a minha mãe me ensinou desde pequenininha. Até para estudar, eu morava no sítio, ela que me acompanhava. A Laís estará sempre por perto. É uma pena, aproveito o momento, para dizer que as pessoas não devem ser afastadas por que estão velhas ou novas, mas pela troca do incompetente pelo competente, você usa a experiência das pessoas que estão lúcidas. O Barbosa fez uma queixa para mim, na final, estou muito feliz por que esse jogo será entre amigos, entre pessoas que se respeitam. A maior vitória da nossa equipe foi a vitória do amor, a vitória da fé, a vitória do respeito ao próximo, dos tementes a Deus, um grupo de fé; além de muito treinamento. Valores que eu como professora de Educação Física prezo demais, é a parte educacional. Infelizmente, a Hortência que para mim foi a melhor jogadora do mundo, eu a vi crescer, eu fui uma defensora ferrenha dela. Eu dificultava as ações dela na quadra, porque nem duas defensoras conseguiam pará-la. A Lais sempre mandava marcar BOX ONE a Hortência. Talvez ela tenha até uma mágoa. Muitas vezes o ex atleta leva a mágoa do passado para outras atividades. Me disse o Barbosa que ela se referiu a ele, como se ele estivesse “gagá”. O Barbosa é um jovem senhor de sessenta e poucos anos, lúcido,perfeitamente consciente, maduro e mostrou na quadra o que sabe. Eu costumo dizer que a gente prova as coisas com atitudes e não com palavras, com resultados. Como disse o Barbosa quando ele foi arguido: os resultados estão aí.

PERGUNTA: O Airton Sena dizia que na vitória ele se encontrava com Deus. Lais e Arilza o que vocês sentiram?

LAIS: Eu me encontro com Deus todos os dias, mas senti a sua presença maior a partir da semifinal. Senti a presença Dele nos treinamentos, no dia a dia, a cada jogo, posso até dar um depoimento: na última partida contra o Catanduva eu sabia que seria muito difícil, pois já estávamos sem a Tayara e eu não tinha troca e o adversário tinha muitas opções. Naquela hora, eu tenho certeza que foi o Espírito Santo que iluminou, eu não podia, em sã consciência, eu jamais colocaria a Cacá, essa menina de juvenil, para marcar a Palmira que estava acabando com o jogo, tirei a Ariadna, que tinha feito 34 pontos, no jogo anterior e coloquei a Cacá e ela deu conta do recado. Acabou com a Palmira. No final do jogo ela veio me abraçar e falou: eu não disse que estava pronta? Aí eu brinquei: falar não adianta, tem que mostrar. E você mostrou. Agora eu acredito que você está pronta. Eu senti. O grupo sentiu a presença de Deus. O nosso grupo, todas as jogadoras, elas tem muita fé. Elas estão sempre procurando muito Deus.

ARILZA: Esse foi o nosso sexto jogador.

PERGUNTA: Você poderia citar um talento de Itapira, que você levou para Santo André, que chegou à seleção?

ARILZA: Eu sempre cuidei da base. Um dia eu estava numa reunião na federação e eu estava procurando uma armadora. Aí o “Borracha” estava do meu lado e disse: eu conheço uma menina de Itapira – eu, naquela época não tinha contato com o Flávio, hoje ele faz parte da família, é casado com a minha sobrinha – e o “Borracha” talvez não soubesse que eu era de Itapira, é uma armadora de uma família Gattei. Eu disse, eu sou de Itapira, e Gattei deve ser parente. Fui me informar, era a Vanessa Gattei. Ela era infanto, levamos para Santo André. Lá ela terminou a formação de categoria de base, era um momento de vacas magras, para fazer dinheiro juntávamos jornais, amassávamos latas etc. E por isso os emails que recebi, os abraços que recebemos, sempre assim: vocês merecem, vocês não desistiram, vocês tem um trabalho maravilhoso, por conta das dificuldades que superamos. Então a Vanessa, de lá foi para Ourinhos, onde foi campeã, foi para a seleção brasileira, hoje está em Catanduva, é também uma itapirense que disputa a Liga. Brilhando, com certeza.

Pergunta: A Liga de Basquete Feminino esteve bem organizada, por ser a sua primeira edição?
Lais e Arilza: Nós gostariamos de parabenizar e agradecer ao Marcio Cataruzzi (Presidente), ao seu fiel escudeiro Celso Diniz ,pelo comprometimento e incansável trabalho sempre procurando atender a todos com muita atenção. A Liga foi um sucesso, algumas falhas aconteceram, mas com certeza serão superadas com mudanças que devem ocorrer no regulamento nas próximas reuniões com todos os filiados. Agradecer também a Brunoro Sport Business.
Pergunta: Algum agradecimento?

Lais e Arilza: Agradecimento a todos as atletas que confiaram em nosso trabalho, a Preparadora Física Adriana Amado Bazani,Prefeito Aidan Ravin, Departamento de esportes de Santo André, Academia Biorítimo, Academia Gersom Dória, Agência 3 MB, ao Patrocínio do Semasa, nossos amigos e familiares, torcedores e amantes do Basquete feminino. 

Fonte: Portal Cidade de Itapira

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ariadna, Clarissa e Laís Elena são as melhores da LBF

119226_162413_lais_camp Destaques da temporada foram escolhidos por capitãs, técnicos e dirigentes

Um "colégio eleitoral" formado pelas capitãs das equipes, técnicos e dirigentes apontou os principais destaques do primeiro campeonato nacional organizado pela Liga de Basquete Feminino. A cubana Ariadna, cestinha da competição e estrela do campeão Santo André, foi escolhida como a melhor jogadora da competição. Na categoria revelação, a preferida foi a pivô Clarissa, de Catanduva. Entre os treinadores, a experiente Laís Elena, à frente do time principal do ABC desde 1986, mereceu a maioria dos 25 votos.

Ariadna e Clarissa venceram a consulta por larga vantagem sobre as demais indicadas. Laís, no entanto, encontrou um forte adversário - o medalhista olímpico de bronze Antonio Carlos Barbosa, que assumiu a tradicional agremiação de Ourinhos, pentacampeão de 2004 a 2009, em meio a uma crise inédita e a levou à decisão contra Santo André. A diferença favorável a Laís Elena foi de apenas dois votos.

A LBF comemorou o saldo amplamente positivo da temporada inaugural da entidade. "Não tivemos nenhum problema extra-quadra nem qualquer pendência jurídica", observou o presidente Márcio Cattaruzzi. O segundo campeonato da entidade deverá ser aberto em novembro e a expectativa dos dirigentes é um aumento não apenas no número de participantes, mas também de estados representados.


Melhores da LBF:

Jogadora

Ariadna (Santo André), 16 votos
Carina (Americana), 3
Clarissa (Catanduva) e Bethania (Ourinhos), 2
Chuca (Ourinhos) e Joice (Ourinhos), 1

Revelação

Clarissa (Catanduva), 12 votos
Ramona (Mangueira) e Fabi (Americana), 3
Laís (Joinville), Cacá (Santo André), Ivana (Mangueira), Fernanda Bibiano (Basquete Clube), Joice (Ourinhos), Kátia (Santo André) e Débora (Americana), 1

Técnico

Laís Elena (Santo André), 12 votos
Antonio Carlos Barbosa (Ourinhos), 8
Guilherme Vos (Mangueira), 3
Rose Alfarth (Joinville), 2
Luiz Augusto Zanon (Americana) e Urubatan Paccini (Ourinhos), 1

terça-feira, 1 de março de 2011

MVP da liga, cubana exalta o trabalho em equipe e alfineta Ourinhos

arimvp A ala Ariadna também terminou o campeonato como a maior pontuadora

Carolina Canossa, do R7

Quatro anos de Brasil já são suficientes para o português carregar pouco sotaque da língua espanhola e também para ganhar a admiração de muitos fãs de basquete no país. Entretanto, a consagração da ala cubana Ariadna Capiró só veio neste domingo (27), com a conquista do título da Liga de Basquete Feminino (LBF) por Santo André e o posto de melhor jogadora (MVP) da disputa. 
Humilde, entretanto, a jogadora fez questão de atribuir o feito a todas as companheiras de time. 
-  Não tenho palavras para descrever minha emoção, mas o maior prêmio foi ser campeã. Estou muito feliz. Essa vitória foi consequência do trabalho do grupo, o time todo está de parabéns. Meu pensamento era ser campeã, nunca penso individualmente. 
Com 354 pontos em 20 jogos (média de 17,7 pontos por partida), Ariadna também foi a cestinha da competição, mas teve um desempenho abaixo do normal nas partidas decisivas: no quinto e decisivo jogo da semifinal contra Catanduva, ela marcou apenas dois pontos, com 1/11 de aproveitamento nos arremessos. Na decisão em jogo único diante de Ourinhos, marcou 14 pontos. 
- Eu sabia que iria receber uma marcação forte e já estava cansada, mas graças a Deus temos ótimas jogadoras como a Simone, a Ega e a Micaela. 
Curiosamente, Ariadna esteve presente nas duas últimas vezes que Ourinhos conquistou o título brasileiro, mas alfinetou o ex-clube. 
- A primeira vez que eu me sinto parte do título é aqui em Santo André.

Fonte: R7

Vice na Liga de Basquete Feminino, ex-técnico da seleção diz ter sido marginalizado

barbalbf Barbosa classificou forma como sua saída da seleção foi conduzida de "burrice cavalar”

Carolina Canossa, do R7

Treinador da seleção brasileira feminina de basquete até o Pan-2007, Antonio Carlos Barbosa só voltou a trabalhar como técnico este ano, quando assumiu a equipe de Ourinhos. Substituto de Urubatan Pacini, ele levou um time que corria risco de sequer ficar entre os quatro melhores da fase de classificação para um surpreendente vice-campeonato na Liga de Basquete Feminino (LBF). 
O resultado fez o treinador desabafar, mostrando mágoa pela forma como sua saída da seleção foi conduzida. 
- Com toda a honestidade, eu nunca duvidei do meu valor, da minha competência e do que fiz pelo basquete brasileiro. É só ver todas as jogadoras que iniciaram comigo e as classificações das competições. Era Barbosa, Paula, Hortência... eu querer ser técnico da seleção, não dá mais, mas ter sido marginalizado como fui é de uma burrice cavalar. 
O ponto alto da passagem de Barbosa pela seleção brasileira foi a conquista da medalha de bronze nas Olimpíadas de Sidney-2000, quando nem Paula e nem Hortência participavam mais da equipe. Aos poucos, porém, ele passou a ser visto como “antiquado”, uma vez que já havia tido outras passagens pelo time verde-amarelo em anos anteriores. 
Agora, orgulhoso do trabalho que fez em Ourinhos, Barbosa não lamentou a perda do título da LBF no jogo único contra Santo André. Na visão dele, só o fato de o time ter chegado à decisão já é motivo para comemorar. 
- Esse time foi além do que eu esperava, do que a cidade esperava. Essa era uma equipe que iria perder três partidas contra Americana na semifinal e já era para estar de férias desde a outra quarta-feira (16). 
De acordo com ele, a maior experiência das jogadoras da equipe do ABC foi fundamental para decidir o confronto. 
- Santo André tem uma equipe mais sólida, com valores individuais mais firmes e com um passado de seleções, como é o caso da Ega, da Micaela e da Ariadna. Quando chega um momento deste, essas jogadoras jogam mesmo.

Fonte: R7

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Lais Elena novamente no topo

laissjc Desde que acompanho basquete, Lais Elena Aranha sempre esteve na ativa.

Lembro-me da treinadora em 1992, com um time no qual brotavam as irmãs Sobral (Márcia e Leila) e que no ano seguinte, com o reforço de Janeth, era adversário da hoje lendária Nossa Caixa-Ponte Preta/Campinas na final do Paulista.

Ao longo desses anos, os patrocínios foram minguando, mas não alteraram o entusiasmo e a paixão do comando de Lais, que continuou a incomodar os favoritos ano após ano.

Nas temporadas mais recentes, a falta de verba fez de Santo André uma espécia de “abrigo”, no qual Lais acolhia jogadoras desenganadas pela seleção ou por outros clubes, sobras do mercado e atletas em recuperação física.

Com aumento da verba da prefeitura, a treinadora já voltou a mostrar do que é capaz, acumulando um novo título dos Abertos do Interior, um vice-campeonato paulista e essa primeira edição da LBF. Nesse momento em que o Nacional tenta se reinventar como Liga, nada mais salutar que premie o trabalho mais contínuo da última década.

Que a conquista represente fôlego novo ao trabalho de Lais e que ela possa novamente por a molecada para jogar como fazia em 99, com Kellynha (22), Chuca (20), Mamá (21), Gattei (19), Simone Lima (20), Kelly Cota (19), Gigi (19) e Vivian (23) saudavelmente misturadas ao núcleo de Helen (27), Ana Mota (31), Pontello (28), Janeth (30), Maristela (29) e a espanhola Marina Ferragut.

O título reforça também que Lais é um nome que Hortência não pode excluir dentro de seu trabalho na CBB, mesmo com o antecedente de uma passagem no minímo estranha como assistente da seleção em 2003.

Final em jogo único agrada universo do basquete feminino

Formato de decisão já causou polêmica no vôlei e no basquete masculino

Carolina Canossa, do R7

A decisão de campeonatos em partidas únicas em campo neutro virou polêmica nas Superligas de vôlei e já é alvo de reclamações no Novo Basquete Brasil (NBB), que só implantará a medida a partir de 2012. O basquete feminino, entretanto, resolveu contrariar a tendência: após a vitória de Santo André sobre Ourinhos por 65 a 49 na partida em São José dos Campos-SP que decidiu a primeira edição da Liga da modalidade (LBF), atletas e dirigentes elogiaram o novo sistema.

Técnica do time do ABC, Laís Elena minimizou qualquer tipo de reclamação – em geral, os detratores da partida decisiva alegam que ela pode ser injusta, pois um dia ruim detonaria uma campanha mais consistente ao longo da temporada.

- Para mim foi muito melhor jogo único, pois eu não tinha a Tayara <machucada> e estava com um grupo limitado na hora da troca. Acho que regulamento não se discute, mas sim se cumpre. Seria melhor se todos pensassem assim, com cada um olhando só para o seu próprio time.

O cansaço também foi um fator apontado a favor da decisão em apenas um dia, ao contrário da tradicional série melhor-de-três jogos ou melhor-de-cinco partidas. A ala/pivô Ega, de Santo André, acredita que sequer conseguiria jogar uma segunda partida na decisão.

- Minhas pernas agradecem o jogo único. Nos cinco minutos finais senti o músculo posterior e tive que ficar me segurando para não sentir dor. Imagina fazer isso durante cinco jogos.

A atleta ainda apontou outro fator para defender o formato.

- Minha família pôde estar aqui. Tenho dois irmãos que nunca tinham me visto jogar na vida e hoje estavam no ginásio. Isso não tem preço. Ganha quem tiver que ganhar, seja no melhor-de-cinco, de três ou no jogo único.

A única voz dissonante foi a de Antonio Carlos Barbosa, técnico de Ourinhos, para quem o time do interior poderia ter sido campeão com maior número de jogos.

- Não tenho a menor dúvida que isso poderia acontecer. Na primeira partida da semifinal contra Americana, perdemos por 62 a 41, mas depois conseguimos equilibrar a série e nos classificamos. Em um jogo só, a equipe mais consistente vai levar vantagem.

Fonte: R7.com

A Hora da Estrela

simonao Em 1999, quando Santo André conquistou o título do Nacional a pivô Simone Lima tinha 20 anos e jogou em média 9 minutos por jogo naquela temporada.

De lá para cá, Simone deixou Santo André por curtos períodos, durante os quais se aventurou nas vizinhas São Caetano e São Bernardo.

No reencontro com Lais Elena, a jogadora se mostrou surpreendentememente pronta para um salto de qualidade incomum.

Perdeu peso e ganhou agilidade, a ponto de conseguir marcar com competência as principais alas adversárias.

Da Simone original, restaram intactas a obediência e a inteligência táticas.

Mais desenvolta, assumiu com perfeição a função de capitã da tradicional equipe paulista.

Em tempos magros no time, a evolução de Simone passou algo despercebida.

No último Nacional, a pivô já esteve brilhante, mas Santo André acabou barrado nas semifinais por Ourinhos.

A atuação maravilhosa de ontem (10 pontos, 17 rebotes e 2 tocos) faz justiça à metamorfose de Simone e a eterniza como a dona da taça da primeira LBF.

Prefeitura apela para claque de estudantes para encher final da liga feminina

Daniel Brito

A equipe do Santo André venceu Ourinhos no domingo de manhã, por 65 a 49, e foi campeã da LBF (Liga de Basquete Feminino), em São José dos Campos, diante de cerca de 1.500 torcedores. Como o ginásio Lineu de Moura, onde foi disputada a final em jogo único, tem capacidade máxima de 2.500 espectadores e a cidade não teve time na competição, a organização da Liga precisou de claque para passar a impressão de casa cheia.

A prefeitura disponibilizou ônibus para que 280 alunos de escolas municipais ocupassem o ginásio. Cinco turmas se sentaram entre os apoiadores do Santo André, de frente para as câmeras de TV, e apenas duas turmas de colégios da cidade ‘torceram’’ para Ourinhos.

"Pediram para a gente vir torcer para qualquer um dos times. Era só chegar e torcer", disse o funcionário de uma das escolas que estava na torcida ourinhense. "Mas a gente só trouxe para o jogo os meninos que gostam de basquete", declarou Elisabete Sarmento, da Escola Municipal Vera Lúcia, uma das responsáveis pela claque do lado do Santo André.

De acordo com Márcio Cattaruzzi, presidente da Liga de Basquete Feminino, foi a própria prefeitura de São José dos Campos quem sugeriu mandar estudantes, trajando os uniformes de seus respectivos colégios, para assistir à decisão do campeonato. "Eles [prefeitura] fizeram muito mais do que nós pedimos", disse Cattaruzzi.

Não fosse pela claque, a decisão da primeira edição da liga seria um fiasco de público. O regulamento previa que a final ocorresse em jogo único, em quadra neutra. Em contrapartida, a festa de celebração do titulo pelas jogadoras do Santo André foi vista por uma pequena parcela de torcedores da cidade, porque os estudantes joseenses tiveram que voltar nos ônibus da prefeitura.

Já a prefeitura de Santo André deu seis ônibus para que aproximadamente 250 torcedores da cidade pudessem acompanhar seu time. "Estou surpreso com o público. Pensei que estaria vazio, porque não tem time de São José. O ginásio está até abafado", disse Fernando Toríbio, organizador da caravana de Santo André, que demorou pouco mais de duas horas para chegar ao estádio.

Viagem curta se comparada com a jornada dos cem torcedores que vieram de Ourinhos em dois ônibus. Saíram à meia-noite de sábado para domingo e desembarcaram em São José dos Campos às 8h, após mais de 500 quilômetros de viagem. Os patrocinadores da equipe colocaram os veículos à disposição da torcida.

Fonte: UOL

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Santo André campeão da primeira edição da LBF

Equipe do ABC bate Ourinhos por 65 a 49 na decisão em São José dos Campos

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Santo André conquistou o primeiro título da Liga de Basquete Feminino ao derrotar Ourinhos por 65 a 45 na decisão em partida única, disputada neste domingo na Associação Esportiva São José. A vitória da equipe do ABC foi construída no segundo tempo, depois da vantagem parcial do time do interior paulista por 27 a 26 no intervalo. Com um duplo-duplo - 10 pontos e 17 rebotes -, a pivô Simone foi o grande nome do jogo, enquanto a ala Micaela e a ourinhense Djane terminaram como cestinhas com 15 pontos cada.

Apesar da torcida de Santo André em maior número no ginásio quase lotado, Ourinhos começou bem, abriu vantagem por 4 a 0, mas caiu muito de rendimento no fim do primeiro quarto e só recobrou seu melhor basquete no final da etapa inicial. Quando se esperava que o equilíbrio perdurasse, Santo André voltou com outra disposição na segunda metade e foi ampliando cada vez mais a diferença. Sem uma atuação brilhante das principais estrelas da equipe, como Ariadna, Micaela e Ega, coube à coadjuvante Simone roubar a festa com uma apresentação irretocável debaixo da garrafão - apanhou 10 rebotes na defesa e sete no ataque.

Foi o segundo título nacional de Santo André. Dos remanescentes da conquista do campeonato brasileiro de 1999 sobraram apenas a técnica Laís Elena e Simone. "Sou 100% ABC", comemorava a jogadora, lembrando que sua carreira só jogou por clubes da região - passou também por São Caetano e São Bernardo do Campo. Para Laís Elena, a diferença das duas conquistas está na relevância do mais recente. "Era importante conquistar o primeiro título da história da Liga", justificou.


Laís reconheceu que a conversa com as comandadas nos vestiários foi determinante para a mudança de postura do time no segundo tempo. "Falei para elas que não era possível chegar até a decisão e na hora de comer o bolo ficar com a vela na mão", disse a experiente treinadora, que começou a trabalhar em Santo André no início da década de 80 e pela longevidade no emprego se compara ao escocês Alex Ferguson, técnico do Manchester United desde 1986.

Festejada pelas colegas ao deixar a quadra restando cinco minutos, quando a sorte da partida já parecia decidida, Simone admitiu ter realizado seu melhor jogo no campeonato. "Todos sabem que prefiro a defesa ao ataque. Acho que consegui compensar com os rebotes o número de pontos não tão alto." Segundo ela, essa foi a principal instrução de Laís Elena no intervalo. "Ela pediu para não relaxarmos na marcação. Vencemos, e o título foi a recompensa pelo nosso trabalho." O grupo campeão deverá desfilar em carro aberto pelas ruas de Santo André no início da tarde desta segunda-feira.

O choro incontido de Joice, que se saiu bem na dura missão de marcar a cubana Ariadna, foi a exceção do clima de tranqüilidade com que Ourinhos recebeu o resultado. "Sabíamos que seria difícil, porque Santo André tem jogadoras com maior vivência e mais acostumadas a decisões", analisou o técnico Antonio Carlos Barbosa, que assumiu a direção técnica no returno com o time na quarta colocação e o levou à finalíssima. Antes da cerimônia da entrega das medalhas, Barbosa fez questão de cumprimentar uma a uma todas as suas jogadoras.

Além de Helen Luz, que nesta semana anunciou o encerramento da carreira e foi homenageada com troféu, a Liga de Basquete Feminino premiou os outros destaques individuais do campeonato. Foram eles:

Técnica: Laís Elena (Santo André)
Cestinha e melhor jogadora: Ariadna (Santo André)
Assistência: Bethania (Ourinhos)

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Final da LBF opõe bronze olímpico e "Alex Ferguson" do ABC

Antonio Carlos Barbosa lidera Ourinhos na final contra Laís Elena e Santo André

barba2011 De um lado, o técnico que conduziu o Brasil à medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000; de outro, a treinadora há mais tempo em atividade no mesmo clube no basquete nacional e que gosta de brincar se comparando ao escocês Alex Ferguson, desde 1986 dirigindo o Manchester United no futebol inglês. Antonio Carlos Barbosa e Laís Elena são talvez os principais personagens da decisão da Liga de Basquete Feminino entre Ourinhos e Santo André neste domingo. A grande final será realizada às 10 horas na Associação Esportiva São José, com transmissão ao vivo pelo SporTv.

"Será uma decisão entre amigos", lembrou Barbosa, que recepcionou a amiga com um caloroso abraço neste sábado no palco da partida que apontará o primeiro campeão da LBF. Ourinhos, pentacampeão de 2004 a 2009, treinou no início da manhã e suas jogadoras ainda estavam no ginásio quando a delegação de Santo André apareceu para fazer o reconhecimento do local. Os técnicos chegaram à definição depois de vitórias suadas por 3 a 2 na melhor de cinco das semifinais. Santo André eliminou Catanduva, atual campeão brasileiro, e Ourinhos superou o favorito Americana, dono da melhor campanha na primeira fase.

As duas equipes encerraram a preparação em clima de otimismo. Depois de ministrar um treino tático, Barbosa reuniu o grupo para uma preleção. "Vocês estão com a postura de quem quer ser campeão", elogiou. "Vamos enfrentar adversárias qualificadas, mas podemos vencer se cada uma souber cumprir a sua função. E a marcação vai fazer toda a diferença", disse Barbosa, que aportou em Ourinhos no segundo turno em meio à crise provocada pela série de três derrotas consecutivas. "Nossos adversários haviam perdido o respeito. Todas começaram a achar que poderiam nos vencer. Minha primeira preocupação foi devolver a auto-estima às jogadoras", contou. Barbosa manteve a base que vinha sendo utilizada pelo antecessor Urubatan Paccini. "Mas ele mudou nosso ritmo de jogo e aproveitou as virtudes de cada uma. É um técnico exigente, que tem suas convicções, mas que também sabe nos ouvir", assinalou a pivô Tatiana.

lais_elena_santo_andre O time de Santo André viajou para São José dos Campos na manhã deste sábado e seguiu direto para o ginásio. Antes de iniciar o apronto, Laís Elena brincou: "Tem alguém de Ourinhos nos espionando?". Em seguida, sempre ao lado da supervisora e fiel escudeira Arilza Coraça, orientou o treinamento. "Minha maior preocupação é com a falta burra, aquela que não acrescenta nada. Não temos muitas opções de trocas e tenho conversado muito com elas a esse respeito. Na última partida, contra Catanduva, perdemos Ega e Ariadna no meio do terceiro quarto por causa de duas faltas no ataque", criticou.

Laís Elena parou de jogar em 1974 e passou os oito anos seguintes nas divisões de base em Santo André. Em 1983, no extinto Pirelli, passou a trabalhar com os times principais da cidade. "Sou uma espécie de Alex Ferguson. Aliás, por causa dele até me tornei torcedora do Manchester. Ele é uma referência para mim. Quando o vejo no banco de reservas, sinto que ele passa muita credibilidade", afirmou. Campeã brasileira em 1999 por Santo André, Laís Elena sonha com o segundo título para retribuir o apoio dos torcedores - "eles lotaram o ginásio nas semifinais e nos ajudaram bastante" - e por acreditar que o basquete vive um ótimo momento na cidade. "As escolinhas estão com muitos alunos e temos três meninas na seleção sub-19", explicou.

Apesar da campanha superior ao longo da temporada, Santo André rechaça qualquer sugestão de favoritismo. "Se eu pudesse contar com a Tayara, talvez pudesse aceitar que nossas chances seriam maiores, mas ela fraturou um dedo da mão esquerda e está fora há vários jogos. Minha primeira opção de troca hoje é a Cacá, uma juvenil que mostrou personalidade contra Catanduva. Pedi a ela apenas para marcar a Palmira e ela desempenhou a missão muito bem." Pelo lado de Ourinhos, Barbosa também vê um quadro de equilíbrio. "Não há favorito", sintetizou.

Com a vinda de simpatizantes de Ourinhos e Santo André, a Liga de Basquete Feminino acredita que os dois mil lugares do ginásio, localizado na região central de São José dos Campos, serão ocupados. No intervalo, a entidade homenageará a jogadora Helen Luz, campeã mundial em 1994 na Austrália e medalhista de bronze em Sidney em 2000. Depois de atuar por Americana nesta temporada, Helen anunciou o final da carreira aos 38 anos de idade.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Êga avisa: vai chorar na despedida da "irmãzinha" Helen Luz

Campeã mundial será homenageada na decisão da Liga de Basquete Feminino

 Ega (e) e Elen durante disputa Ega (e) beija Helen após o jogo

Os enxugadores de quadra terão trabalho extra no intervalo da decisão da Liga de Basquete Feminino neste domingo no ginásio da Associação Esportiva São José. A ala-pivô Ega, uma das principais jogadoras de Santo André na finalíssima diante de Ourinhos, está preparada para verter um rio de lágrimas durante a homenagem que a LBF prestará à veterana Helen Luz, que anunciou o fim de carreira aos 38 anos depois de defender Americana nesta temporada. "Nossa, vou chorar tanto que nem sei se terei condições de voltar para o segundo tempo", antecipou.

Ega e Helen são amigas de longa data. Atuaram juntas em Americana e na seleção brasileira, além de terem convivido no basquetebol espanhol. "Nós sempre nos tratamos por irmãs. Tem até uma história engraçada dessa época na Espanha. Eu jogava com a Sílvia, irmã dela, e fomos enfrentar a equipe da Helen. Quando nos encontramos no aquecimento, ela cumprimentou a Sílvia com um ‘oi, Sil’, se virou para mim e sorriu ‘oi, irmãzinha’. As jogadoras do meu time ficaram surpresas e disseram que não sabiam que éramos irmãs. Foi difícil elas entenderem o que estava acontecendo..."

Helen se despede do basquete com um currículo brilhante. Foi campeã mundial na Austrália em 1994 e medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Sidney em 2000, além de colecionar uma infinidade de títulos no Brasil e no exterior por clubes e pela seleção. "O basquete, como qualquer esporte, exige dedicação e empenho. Às vezes, é preciso abrir mão da vida pessoal e profissional, mas o esforço vale a pena. Representar o seu país é o maior orgulho que um atleta pode ter. E, para atingir um alto nível, é preciso trabalhar duro ou a carreira acaba cedo", costuma dizer.

Ega é próxima de toda a família Luz, um nome que já faz parte da história do basquete brasileiro. Mas não esconde o carinho especial por Helen. "A gente dividia o quarto na seleção. Ela tem um ótimo caráter e como jogadora foi uma das mais inteligentes que já vi. Além de jogar muito, ela fazia o time jogar", reverencia. Curiosamente, o primeiro título brasileiro conquistado por Helen em 1999 foi o único na história de Santo André. Daquele grupo que fez história para a agremiação do ABC, a pivô Simone é a única que pode chegar ao bicampeonato.

Santo André e Ourinhos se encontram antes da grande decisão

egadecisao Finalistas treinam neste sábado em São José dos Campos; Helen será homenageada domingo

Finalistas do primeiro campeonato nacional organizado pela Liga de Basquete Feminino, Santo André e Ourinhos farão neste sábado o reconhecimento do palco da grande decisão de domingo. As equipes treinarão em dois períodos no ginásio da Associação Esportiva São José: pela manhã, a quadra estará disponível para a equipe do interior paulista das 9 às 10h30; na sequência e até o meio dia será a vez das meninas do ABC realizar o apronto matinal. À tarde, Santo André treinará das 16h30 às 18 h, enquanto Ourinhos encerrará a preparação em seguida e até as 20 horas.

Os duelistas chegam à última batalha depois de um playoff decidido somente no quinto jogo de cada série. Santo André bateu Catanduva, atual campeão, por 3 a 2. Pelo mesmo placar, Ourinhos, apenas 4º colocado na primeira fase, correu por fora e surpreendeu Americana, semifinalista com apenas uma derrota. Conscientes de que a partida não tem favorito e poderá ser decidida nos detalhes, as duas equipes fazem mistério e não estão dispostas a revelar as armas que pretendem utilizar.

A delegação de Ourinhos deixou a cidade no início desta tarde em direção ao Vale do Paraíba. O técnico Antonio Carlos Barbosa, medalhista olímpico de bronze pela seleção brasileira em Sidney-2000, desconversa e diz que é praticamente impossível "inventar" algo capaz de surpreender o rival. Afinal, as duas equipes se conhecem bem e as próprias jogadoras sabem de cor e salteado as características das oponentes. "O que precisamos é de determinação. Conseguimos transformar Ourinhos em um time guerreiro. Mas elas não podem relaxar e achar que a meta já está cumprida por termos alcançado as finais. Ainda temos um trabalho a completar", lembrou.

Barbosa preferiu dar ênfase ao aspecto físico na reta final do campeonato. "Acho que isso é o mais importante neste momento. Estamos vindo de uma maratona de cinco jogos em nove dias e com viagens no meio. Além disso, nosso elenco é limitado. Aliás, acredito que esse também é um problema para Santo André. O time que tinha mais opções de banco, que era Americana, acabou ficando de fora", comparou. Ourinhos perdeu os confrontos diretos contra a equipe comandada por Laís Elena, mas cresceu a partir da chegada de Barbosa no returno. Por isso, ele não vê favorito na decisão. "Não vou usar aquele clichezinho de jogar a responsabilidade para a Laís. É realmente o que penso", disse Barbosa, que pretendia exibir o vídeo das últimas partidas de Santo André para encontrar uma forma de dificultar as suas jogadas básicas. "Dificultar é a palavra, porque não dá para impedir de jogar um time com tantos talentos individuais como Ariadna, Micaela, Ega, Kátia...", justificou.

Elogiada pelo treinador, Ega comemorou a folga concedida ao grupo na parte da tarde desta sexta-feira por Laís Elena, que preferiu ministrar um treino apenas pela manhã no Ginásio Pedro Dell’Antonia. "Ela hoje foi boazinha", brincou. Experiente e uma das líderes da equipe, a ala/pivô de 1m85 de altura não revela o que a treinadora enfatizou nos ensaios. "Procuramos reforçar nossos aspectos positivos e treinar com vista aos pontos do adversário em que acreditamos que podemos levar vantagem", disse, repleta de reticências. Ourinhos, no entanto, pode estar certo de encontrar pela frente um time disposto a marcar implacavelmente. "Santo André nunca foi conhecido pela defesa forte, mas foi assim que conseguimos nossas vitórias mais elásticas sobre Catanduva nas semifinais", observou. E se Barbosa estiver disposto a espionar o último ensaio de Santo André para descobrir seus segredos, pode tirar o cavalinho da chuva e preencher seu tempo com algo mais útil. "Os treinos em São José dos Campos servirão mesmo para reconhecimento da quadra. Serão bem mais leves, soltos", antecipou Ega.

Nesta sexta-feira, a Liga de Basquete Feminino confirmou que a veterana Helen Luz será homenageada no intervalo do jogo final. Remanescente do grupo que conquistou o Campeonato Mundial na Austrália em 1994, a jogadora decidiu abandonar a carreira aos 38 anos, depois de defender Americana no nacional da LBF nesta temporada.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Oscar vai para...

193_22.10.2011_7972_ef_20110212 Em uma partida épica, o basquete feminino do Santo André/Semasa passa por Catanduva e faz final no próximo domingo (27), em São José dos Campos

O Santo André/Semasa conquistou ontem uma das vagas à decisão da Liga de Basquete Feminino (LBF), em uma partida memorável. Com intensa participação da torcida andreense, além de suor e lágrimas das jogadoras, a protagonista da partida foi a ala Micaela (Kaé), que anotou 28 pontos. A vitória por 62 a 59 fechou a série melhor de cinco jogos em três a dois, contagiando os espectadores presentes no Complexo Esportivo Pedro Dell’Antonia, em Santo André.  O vencedor do LBF 2011 será conhecido em jogo único, em São José dos Campos, no próximo domingo (27), às 10h, em dia de Oscar do basquete feminino brasileiro.

A partida contou com verdadeiros ingredientes de um clássico filme de cinema. Não faltou emoção, suspense e uma grande protagonista. “O time de Catanduva é uma grande equipe e conhecia nossas virtudes. Marcaram demais a Ariadna, mas não conseguiram marcar a Kaé, que esteve fantástica e chamou a responsabilidade do jogo”, analisou a técnica Laís Elena.

Desde o início do combate, as equipes sabiam da importância da partida, já que o resultado iria definir um dos finalistas da recém-criada liga. Com um primeiro tempo muito equilibrado (32 x 32), o time andreense, que imprimiu forte marcação ao adversário, teve dificuldades para manter suas principais jogadoras em quadra por acúmulo de faltas. Na segunda metade da partida, a técnica Laís promoveu as entradas da ala/pivô reserva Fabiana e pela também coadjuvante, a ala juvenil Carina Martins (Cacá).

O jogo então começou a ganhar ares de suspense, angustiando os cerca de mil espectadores, que tomaram o ginásio local. Sem poder contar com sua cestinha, a ala cubana Ariadna e a experiente ala/pivô Êga, ambas com quatro faltas, a grande estrela da noite, Kaé, definia quase todas as jogadas do Santo André.

Na partida, Micaela teve aproveitamento impressionante. Em arremessos de três pontos 100% (3/3), de dois pontos 71% (10/14) e lances livres 83% (5/6).  A ala ainda recuperou cinco bolas e pegou quatro rebotes, somando 32 pontos de eficiência.

Enquanto isso, as coadjuvantes Cacá, que apesar da pouca idade (19 anos), contribuiu com ótima marcação, Fabiana Guedes, com a raça habitual e pontos importantes, além da armadora Kátia com seus arremessos providenciais de três pontos, as andreenses dirigidas pela apaixonante Laís Elena, confirmaram presença na grande festa do basquete feminino em 2011.

Em dia de Oscar, a final da LBF será definida entre Santo André/Semasa e Ourinhos, em apenas uma partida e quadra neutra. A equipe interiorana, em outra grande história dessa primeira Liga de Basquete Feminino, fez 66 a 63 contra Americana e também definiu a série em cinco jogos.

Em Los Angeles, neste domingo, serão escolhidos os maiores do cinema com Nicole Kidman, Natalie Portman e Annette Bening, contando com A Rede Social eO Discurso do Rei. Mas nessa grande festa do basquete feminino brasileiro, haverá apenas O Vencedor.

Para os torcedores do time do ABC, que, ao final deste primeiro episódio, terminaram a partida ao coro de “Sou andreense, com muito orgulho e muito amor,” já não importa o melhor roteiro, a melhor atriz ou a melhor direção. O sentimento comum de Santo André é que este elenco inclua o nome da cidade na galeria dos primeiros campeões da LBF, entrando mais uma vez para a história do basquete nacional.

História

O basquete feminino de Santo André tem longa tradição, desde meados da década de 50. No entanto, em disputas nacionais a Confederação Brasileira de Basquetebol (CBB) passou a promover a partir de 1998, o Campeonato Nacional de Basquete Feminino.

Neste modelo, 35 clubes participaram da disputa, mas somente o Santo André participou de todas as edições. A equipe conquistou o título de 1999 e o vice-campeonato de 2000. No mesmo ano da conquista, as andreenses sagraram-se ainda campeãs sul-americanas.

Deste time campeão no final da década de 90, alguns nomes eram Helen Luz, Patrícia de Oliveira (Xuca), Janeth Arcain, Jucimara Dantas (Mamá) e Vanessa Gattei, que, à exceção de Janeth, todas disputaram essa primeira edição da LBF. A ala/pivô Simone Lima, então com 21 anos, fazia parte da equipe campeã e é atualmente um dos destaques do Santo André/Semasa.

“Aquele time de 99 era um pouco melhor. Mas também temos jogadoras diferenciadas. A Kaé cresceu muito aqui em Santo André. A Ariadna, inspirada, tem muita semelhança ao basquete da Janeth, que era nosso maior destaque. Temos a Êga, a melhor 4 (posição) no Brasil. A Simone é muito forte defensivamente. Enfim, temos um ótimo grupo,” conta Laís.

Torcida

A Prefeitura de Santo André irá disponibilizar transporte gratuito para o torcedor andreense acompanhar a partida final. Nesta quarta-feira (23), após as 13h, o torcedor terá informações para obter seu ingresso e transporte, pelo telefone 4433-0757, no Departamento de Esporte, ou no site www.santoandre.sp.gov.br. As confirmações devem ser feitas até quinta-feira (24).

A Liga de Basquete Feminino disponibilizará os ingressos antecipadamente às equipes finalistas para repassar aos seus torcedores. A Prefeitura quer garantir que todos os andreenses, que confirmarem sua participação de forma antecipada, tenham ingresso para acompanhar a grande decisão.

O ginásio de São José dos Campos tem capacidade para cerca de 3 mil pessoas. A prefeitura local, por meio de seu site, informou que a torcida joseense irá prestigiar o evento com seus os alunos das escolinhas de iniciação esportiva da cidade e atletas das categorias de base da modalidade.

Fonte: Prefeitura de Santo André

São José sedia primeira final da Liga de Basquete Feminina no próximo domingo

São José dos Campos sedia no próximo domingo (27), a final da Liga de Basquete Feminino 2010/2011. A partida será entre as equipes de Santo André x Ourinhos, às 10h, no Ginásio da Associação Esportiva São José com entrada gratuita ao público.

Essa será a primeira decisão de título da Liga de Basquete Feminino. Com vitórias dramáticas e pela mesma diferença de três pontos no quinto e último jogo dos playoffs das semifinais, a equipe do ABC e o pentacampeão brasileiro passaram respectivamente por Catanduva e Americana, garantindo vaga na grande final em decisão que terá jogo único.

Acostumada a sediar grandes evento esportivos e excelentes partidas da modalidade de basquetebol, São José dos Campos espera o apoio da torcida joseense apaixonada pela modalidade para prestigiar o evento que terá transmissão da SporTv com flashes ao vivo no programa Esporte Espetacular da Rede Globo.

Alunos das escolinhas de iniciação esportiva da cidade e atletas das categorias de base de basquete do Programa Atleta Cidadão já confirmaram presença e prometem agitar as arquibancadas durante a partida.

O ginásio da Associação Esportiva São José fica na Avenida César Leite, 435 – Centro.

Fonte:  Secretaria de Esportes e Lazer - Prefeitura São José dos Campos (SP)

Com final definida, basquete feminino espera televisão (Máquina do Esporte)

RODRIGO CAPELO

A final da primeira edição da Liga de Basquete Feminino (LBF) já está definida. Americana e Poty/Açúcar Cometa/Unimed/Catanduva foram derrotados nas semifinais, disputadas em melhor de cinco jogos, e os finalistas são Santo André/Semana e Ourinhos.

A decisão, por sua vez, será disputada em jogo único no próximo domingo (27), em quadra neutra, na cidade de São José dos Campos. A transmissão em canal fechado pela Sportv já está garantida, mas a liga espera que a partida ganhe espaço em rede aberta.

A esperança é que a Rede Globo exiba trechos do jogo entre Santo André e Ourinhos durante o programa Esporte Espetacular. "A qualidade dos jogos evoluiu no decorrer do campeonato, e a Globo notou isso", afirma Celso Diniz, coordenador administrativo da liga.

O basquete feminino, segundo o dirigente, conseguiu apenas duas aparições na televisão no ano passado. Com a criação da liga, nesta temporada, esse número subiu para 20 partidas. A expectativa é que, bem como no basquete masculino, as transmissões se multipliquem.

"Conseguimos criar um padrão bem correto em termos de visual, com quadras sempre idênticas, para facilitar o merchandising, e equipes sempre em condições de igualdade", conta Diniz, que admite ter enfrentado resistência por causa da final em jogo único.

Assim como no basquete masculino, que terá a decisão em canal aberto na próxima temporada, a fórmula pensada no feminino causou incômodo entre alguns clubes e revolta em torcedores fanáticos, em especial na imprensa especializada.

"Cada um sua opinião, e nem todos compactuavam com a final assim, mas as equipes chegaram em consenso e definiram", diz o coordenador. "Como qualquer mudança de cultura, terão opiniões contrárias, mas estamos nos preparando para uma nova realidade".

Fonte: Máquina do Esporte

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Santo André e Ourinhos vão à final do basquete feminino

Decisão será em jogo único domingo em São José dos Campos

117915_160800_micaela_fev Santo André e Ourinhos decidem domingo o primeiro título da Liga de Basquete Feminino. Com vitórias dramáticas e pela mesma diferença de três pontos no quinto e último jogo dos playoffs das semifinais, a equipe do ABC e o pentacampeão brasileiro passaram respectivamente por Catanduva e Americana, garantindo vaga na grande final em jogo único neste domingo em São José dos Campos.

Em Santo André, contando com o apoio de uma torcida ruidosa que empurrou o time o tempo todo diante das atuais campeãs, as donas da casa fecharam a melhor de cinco com a vitória por 62 a 59. A lateral Micaela foi a estrela do espetáculo, com sua melhor atuação no campeonato e o recorde pessoal de pontos (28) que a transformou na cestinha da noitada. Catanduva vendeu caro a derrota num encontro equilibrado no qual as duas equipes se alternaram à frente do marcador e terminaram o primeiro tempo em igualdade de 32 pontos.

A técnica Laís Elena comemorou intensamente o resultado com suas jogadoras. "O time está de parabéns. A Ariadna estava mal, mas em compensação a Cacá, que ainda é apenas uma juvenil, marcou uma grande jogadora como a Palmira e deu conta do recado. Ela bem que me avisou que eu poderia contar com ela. Estou até agradecendo a Deus que a final seja em um jogo só porque nosso grupo ficou ainda mais reduzido com a contusão da Taiara", comentou. Para Micaela, a eficiente marcação foi o segredo de Santo André. "Entramos com muita garra, coBASQUETE FEMININO m muita vontade de ganhar, e melhoramos bastante na defesa, que foi nosso ponto fraco na derrota de sábado. Mesmo num período em que não conseguimos pontuar também ficamos sem levar pontos, o que é sempre importante."

Em Americana, Ourinhos conseguiu o que muitos julgavam improvável: derrotar dentro do lotado ginásio do Centro Cívico de Americana o time de melhor campanha da primeira fase e fortíssimo candidato ao título. Com direito a um desfecho eletrizante, que levantou a torcida das arquibancadas, a equipe do treinador Antonio Carlos Barbosa - que assumiu o posto no meio do campeonato quando a equipe patinava no 4º lugar em que encerrou o returno - matou a série com um suado 66 a 63, depois da vantagem de 37 a 28 no intervalo.

A experiente ala ourinhense Chuca, que não vinha tendo grandes atuações, se recuperou em grande estilo e foi o principal destaque da partida ao anotar 19 pontos. "Ganhar é sempre bom, mas vencer Americana é especial porque elas têm um time quase perfeito", afirmou a lateral Fernanda Beling, que participou da grande festa das companheiras e da comissão técnica diante da atônita torcida local. Para alcançar o título perdido no ano passado para Catanduva, Ourinhos precisará fazer o que ainda não conseguiu nesta temporada: derrotar Santo André, vencedora nos dois confrontos diretos realizados 193_21.10.2011_6887_ef_20110112 no turno e no returno e com a ambição de alcançar seu primeiro título nacional.

Partida em Americana marca despedida de Helen das quadras

A partida também marcou a despedida da armadora Helen Luz, 38 anos, que ao inicio da disputa do campeonato da LBF, anunciou que esta seria sua última competição como jogadora.

Emocionada, a armadora agradeceu o carinho dos torcedores de Americana, que lotaram as arquibancadas da quadra do complexo poliesportivo Milton Fenley Azenha, o Centro Cívico da Colina, e aplaudiram de pé a jogadora após o encerramento da partida “Claro que eu gostaria de ir a final e disputar o título da Liga. Infelizmente não conseguimos avançar à final, mas encerro minha carreira feliz, defendendo uma cidade pela qual sinto muito carinho, ao lado de grandes jogadoras” declarou a jogadora.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Barradas no Baile

BASQUETE FEMININO Espremidos contra a parede por estarem perdendo suas séries semifinais por 2 a 1, os técnicos Edson Ferreto e Zanon mostraram ontem que - sob pressão - podem abandonar parte da imensa teimosia que acompanha a carreira de ambos.

No primeiro jogo do sábado, entre Santo André e Catanduva (ótimo), Ferreto barrou Natália no time titular, assumindo finalmente que ela e sua reserva Gattei vivem fase péssima. A atuação das duas foi limitada a satisfatórios dezessete minutos. E a função da armação foi dividida em quadra por uma esforçada Palmira e pela talentosa Silvinha Luz (perfeita na marcação sobre Ariadna e com excelente visão de jogo). Catanduva venceu e empatou a série.mariana

À noite, Zanon foi capaz de enxergar que a fase de Karen Gustavo também não é nada boa, a exemplo de outras que estiveram no último Mundial. Para a vaga de Karen, recorreu à Mariana Camargo, que somava pouco mais de sete minutos nas três partidas anteriores. Em 16’, ela respondeu com 8 pontos e 7 rebotes, mas Zanon achou que alongar seu tempo em quadra já seria ousadia demais… Fenômeno semelhante acontece na relação do treinador com a pivô Fabiana, que largou ontem como titular e disparou com 10 pontos, mas acabou ficando no banco por ter cometido três faltas (13 minutos). Fabiana não havia jogado nenhum minuto na segunda partida. Mas ontem, Americana também venceu e empatou a série.

O comportamento de Zanon e Ferreto é comum entre os técnicos brasileiros. Eles conseguem distinguir mal o melhor currículo do melhor momento. Têm dificuldade de admitir seus erros. Têm medo de mudanças. Adoram o conforto de uma mesmice. E preferem morrem com a segurança de que perderam, mas não ousaram nem por um minuto.

O sábado mostrou que até para eles, ainda há esperança.