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terça-feira, 20 de abril de 2010

Kananda, de Ourinhos, é eleita a melhor da categoria mini

<SAMSUNG DIGITAL CAMERA>A atleta ourinhense Kananda Ribeiro Benedicto, de 13 anos, foi eleita a melhor jogadora da categoria mini de basquete feminino do Estado de São Paulo. Kananda vinha sendo o grande destaque nos últimos campeonatos e essa premiação vem coroar seu desempenho e dedicação apresentada.

A carreira de Kananda no Basquete teve início há dois anos, incentivada pelo professor Luís Alberto Terçariol – Luisão - responsável por descobrir seu talento, que sempre chamou atenção por sua altura. A princípio ela não se interessou pelo basquete, optando pelo vôlei. Porém, cedendo à insistência do professor, Kananda acabou por experimentar o basquete, se adaptando de tal forma a não retornar mais ao vôlei.

Desde então, a atleta vem atuando de maneira decisiva nos jogos, principalmente quando disputou a final das Interligas (Liga de Basquete do Centro-Oeste Paulista) em Jundiaí – SP juntamente com as quatro melhores equipes do Estado. Através de uma decisão tomada pelos técnicos e árbitros reconhecidos, ganhou o prêmio de Melhor Jogadora da Categoria Mini do Estado de São Paulo do ano de 2009.

Kananda afirma “ter ficado muito orgulhosa e feliz com o resultado de seu destaque no basquete, e diz espelhar-se principalmente em sua técnica Lisdeivi, sua maior fonte de inspiração, e seu maior sonho é chegar até a Seleção Brasileira”.

A equipe de basquete da técnica Lisdeivi participará de uma rodada dupla pelo Campeonato Estadual Infanto-Juvenil Feminino, enfrentando nos dias 17 e 18 de abril em Guarulhos e São Bernardo dos Campos os times da casa, respectivamente.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Lisdeivi jogando como lateral no Mundial de 1998

 

O Rodrigo Mário está organizando um canal com seus vídeos no YouTube e selecionou essa jogada da pivô Lisdeivi, que aparece jogando como ala na seleção cubana (e identificada pelo sobrenome Pompa) contra o Brasil no Mundial de 1998 (88-79 para o Brasil, em atuação irregular).

quinta-feira, 30 de julho de 2009

ENTREVISTA – Lisdeivi Victores Pompa

lisourinhos Cuba era o adversário na primeira partida de basquete que assisti na vida: a final dos Jogos Pan-Americanos de Havana, em 1991. Adversário esse que muitas vezes nesses anos a seleção enfrentou. Essa longa convivência permitiu – apesar de toda a rivalidade – que eu passasse a admirar uma série de jogadoras daquele país, principalmente quando elas não estavam jogando contra nós. Uma admiração reforçada pelo contexto sócio-econômico da ilha de Fidel Castro. E assim passaram Leonor Borrell, Dália Henry, Yamile Martinez, Licet Castillo, Tania Seino e tantas outras.

Em 2004, durante a disputa da seletiva para o Mundial Interclubes, em Americana (SP), uma legítima representante dessa nobre linhagem aproveitou a passagem pelo país para abandonar uma realidade que a oprimia e buscar outras perspectivas na carreira. Era a pivô Lisdeivi Victores Pompa, que aos 29 anos, duas Olimpíadas (1996 e 2000) e três Mundiais (1994, 1998 e 2002) no currículo, adotou o Brasil como novo lar.

Contratada pela equipe de Ourinhos, extremamente técnica e disciplinada, logo se tornou a maior referência numa posição em que os grandes nomes nacionais estão no exterior. Dominou os garrafões e acumulou conquistas nesse período.

Essa rotina foi quebrada no ano passado, com o agravamento de uma lesão no joelho. Lisdeivi resistiu, se submeteu a uma cirurgia e chegou a voltar no último Paulista. Mas a lesão novamente perseguiu a pivô. Nas finais, eram visíveis o esforço e a dor da cubana nos deslocamentos em quadra. Encerrado o campeonato, foi confirmado que a jogadora abandonaria as quadras.

Tão logo soube da notícia, tive a certeza que essa aposentadoria não poderia passar em branco. Falei com meu amigo Rodrigo Mário, ourinhense, que além de dividir a entrevista comigo, foi ‘intérprete’ e recolheu o material fotográfico que ilustra o texto.

Lisdeivi vai fazer (muita) falta nas nossas quadras, mas se o basquete brasileiro não estiver prestes a perder uma grande técnica, terá mais uma grande mulher disposta a trabalhar por ele.

Bert: As dores nos joelhos vem te atormentando já há algum tempo, mais ainda assim você resistiu e continuou jogando em alto nível. Agora, parece que não dá mais. Com a decisão de parar de jogar,  o coração tem doído mais?

lis O coração, sem dúvida! Principalmente porque acho que ainda tinha mais jogo para mostrar. Me cobro muito e nunca estou satisfeita com meu trabalho. Não posso falar que meus joelhos me atrapalharam, pois graças a eles consegui jogar aqui no Brasil e me destacar. Deus sabe porque faz as coisas e acho que chegou o momento de parar. Meus joelhos não agüentam mais mesmo. Todo jogador tem que saber o momento de parar e esse momento chegou para mim.

Agora vou me dedicar a ensinar as futuras gerações e passar um pouco da minha experiência de anos como jogadora. Sou teimosa e até conseguir o que quero, não desisto! Não faltará esforço para alcançar meu objetivo que é ser uma ótima técnica. E se Deus quiser, vou conseguir.

Bert: Já está definido seu futuro ao abandonar as quadras? Você tem intenção de trabalhar como técnica?

Já estou trabalhando para isso. Os diretores daqui de Ourinhos estão me apoiando na minha formação como técnica. É uma nova etapa na minha vida, estou muito otimista e não vejo a hora de começar a trabalhar. Como atleta, fui muito perseverante e é com a mesma garra e dedicação que quero ingressar na carreira de técnica.

Bert: Você dominou os garrafões brasileiros, enquanto esteve por aqui. A que você atribui esse sucesso que você teve e que também se estende a outra cubana em ação aqui: a ala Ariadna?

Atribuo isso a minha formação. Um atleta precisa ter uma boa base. E nós passamos por três escolas de formação com boa estrutura antes de chegarmos à categoria adulta. Tínhamos professores capacitados e técnicos específicos para cada posição. Treinávamos muito no dia-a-dia, até aprender corretamente o exercício.

Em um dia comum, às seis da manhã, fazíamos uma hora de corrida. Depois íamos à escola e estudávamos até o meio dia. Voltávamos às 14h30min e treinávamos até às 17hs. Fazíamos uma refeição e voltávamos a treinar entre às 19h30min e às 21h30min.

Era muito cansativo, mas em todos esses treinos estava incluída parte física, técnica e tática, com uma ótima estrutura. Acho que esse é o segredo da nossa boa formação.

Bert: Cuba é uma respeitada escola de formação de atletas. O que você acha que nós, brasileiros, poderíamos aprender com os cubanos e melhorar a qualidade dos nossos atletas?

. 2323 Aqui no Brasil falta um centro de treinamento e a capacitação de professores através de intercâmbio com países onde o basquete é mais desenvolvido. Faltam recursos humanos, melhores condições de treinamento...

Tenho muito interesse em ajudar o Brasil nessa formação. Mas infelizmente aqui as pessoas se preocupam demasiadamente com o futebol e esquecem os demais esportes. Acho isso errado, pois pelo tamanho do país, deveríamos ter mais atletas em atividade. Deveríamos seguir o exemplo do vôlei. Precisamos nos mexer o quanto antes, pois estamos perdendo muitas jogadoras talentosas por falta de estrutura.

Estou muito confiante no trabalho que a Hortência iniciou a frente da CBB. Ela está mostrando a mesma garra que tinha nas quadras. E é isso que precisamos, de pessoas com atitude e que amem o esporte acima de tudo.

Acho que deveríamos criar um centro de treinamento do basquete: uma escola nacional ou algo assim e preparar as atletas desde pequenas. Temos ótimos técnicos aqui no Brasil que estão desempregados. Deveríamos pensar nisso, para que o basquete possa retornar aos primeiros lugares, como antigamente.

Rodrigo Mário: Ouvi dizer que antes de começar no basquete você passou por outros esportes como ginástica olímpica, por exemplo. É verdade?

Sim. Minha mãe queria que eu fosse uma ginasta. Imagina? Acho que teria me tornado uma “Lisdeivi Girafa dos Santos” [Risos]. Mas eu não gostava, pois queria correr, suar... Algo mais dinâmico. A ginástica olímpica era muito parada e eu era muito agitada. Tanto é que minha mãe me levou ao psicólogo. Ele recomendou que eu fizesse outro esporte, que gastasse toda a minha energia [Risos]. Fiz várias modalidades: vôlei, atletismo e basquete.

A primeira vez que peguei a bola e a arremessei, caiu direto na cesta. Comecei a pular e comemorar como uma criança que ganha um presente! Daí não teve jeito, nunca mais larguei a bola laranja.

Rodrigo Mário: Por que vemos muitas atletas na categoria adulta com muitos erros em fundamentos básicos? Acha que há um certo abandono nas categorias de base?

jogo5e-lis Sim. Esse trabalho dever ser feito com muito rigor nas categorias de base para que um atleta chegue pronto à categoria adulta. Ficar ensinando fundamento quando o atleta já não está mais nas categorias de formação atrapalha a vida de qualquer técnico.

Acho que aqui no Brasil deveríamos ter três treinadores nas equipes (fora o técnico principal): um para as armadoras, outro para as alas e outro para as pivôs. Com minha aposentadoria, começarei esse trabalho de treinamento de pivôs aqui em Ourinhos.

Isso é muito comum nos Estados Unidos. Por exemplo: o Patrick Ewing treina o Dwight Howard, pivô do Orlando Magic; o Kareem Abdul Jabbar treinava o Andrew Bynum, pivô do Los Angeles Lakers.

Bert: Há cinco anos, quando você deixou a seleção cubana, que disputava um torneio em Americana e ficou no Brasil, você imaginava trilhar uma trajetória de tanto sucesso por aqui? Em algum momento, você chegou a se arrepender dessa decisão?

Não imaginei ter todo esse sucesso, mas sentia que algo bom iria acontecer aqui. Nunca me arrependo do que faço! A única coisa que me arrependi foi de não ter deixado Cuba antes, para jogar em outros clubes.

Deus sabe o que faz e acredito que tudo que Ele fez foi na hora certa. Colocou pessoas maravilhosas no meu caminho, que me ajudaram muito no começo e ainda me ajudam sempre que preciso.

Rodrigo Mário: Você se adaptou bem ao país? Teve alguma dificuldade no começo?

Só com o idioma que passei um pouco de dificuldade, todos me ajudaram muito. Até hoje, tem momentos que as pessoas não me entendem [Risos].

Adoro a comida brasileira, as novelas... As pessoas daqui são muito parecidas com o meu povo: tem muito calor humano e disposição para ajudar. É um povo muito acolhedor.

Quando eu jogava na seleção cubana, adorava disputar torneios aqui no Brasil. Quando sabíamos que teria algum torneio aqui, a gente se matava nos treinos para ficar entre as doze que viajariam.

Sempre gostei daqui, desde a primeira vez que vim, em 1991, num torneio de clubes campeões.

Foi uma experiência e tanto. Amei!

lis9Na volta para Cuba, fiquei três dias sonhando com comida brasileira. Por isso, quando tinha viagem para o Brasil, eu realmente fazia de tudo pra estar entre as doze.

Rodrigo Mário: Você já fala português ou o famoso “portunhol”?

Portunhol, mas entendo tudo! [Gargalhadas]. Em especial as gírias. Adoro as gírias. Os brasileiros são muito espontâneos e simpáticos e eu me identifico muito com isso. Porque uma das minhas características é essa: gosto de me divertir e que as pessoas que estão a minha volta também se divirtam.

Rodrigo Mário: Se voltasse pra Cuba hoje, acha que se acostumaria a viver lá novamente? Fale um pouco do seu país.

Acho que não me acostumaria novamente lá. A liberdade é muito restrita, e esse foi um dos motivos que saí de lá. Fora da Ilha, tive o privilégio de conhecer outras culturas, costumes, comidas, lugares, pessoas...

Lá eu não estava conformada com minha vida. Sempre fui muito independente. Com doze anos, morava em uma escola esportiva sem minha família. Minha mãe não se conformava, mas meu pai me ajudava muito e incentivava.

Assim, não aceitava muito o sistema em que eu vivia. Mas, sozinha, eu não poderia fazer nada. Quando comecei a viajar com a seleção, percebi como tudo era muito diferente fora de Cuba. E quando tive a oportunidade, não pensei duas vezes. Por isso, aqui estou eu!

Bert: Entre os títulos em Ourinhos, qual foi aquele te marcou mais? E por quê?

Cada título teve uma história, um sabor especial. Mas acho que o dos Jogos Abertos de Barretos, em 2004, foi o que mais marcou, pois foi o primeiro torneio que participei.

O técnico era o Vendramini e quando terminou o jogo, ele me abraçou e me disse: “Você caiu na equipe certa, e a partir de agora você só vai ganhar.” E de fato ele estava certo. Sou muito grata ao Vendra.

. 2310

Rodrigo Mário: Durante esses anos no Brasil, por duas vezes você se aventurou em quadras estrangeiras: uma vez na Espanha e outra na Ucrânia. Como foi sua participação nesses países?

Na Espanha, foi minha primeira experiência fora depois do Brasil. Foram dois meses e minha participação foi muito discreta. Ganhei uns quilinhos, mas acho que consegui deixar minha marca.

Na Ucrânia estava muito bem. Estava em forma. E consegui ajudar meu time chegar à final, mas infelizmente não ganhamos. Fui eleita a melhor jogadora do torneio e melhor pivô. Voltei pra casa com o dever cumprido.

Rodrigo Mário: Em 2005, você foi disputar o mundial de clubes na Rússia vestindo a camisa de Ourinhos. Como foi reencontrar suas antigas companheiras de seleção, quer também disputavam o torneio?

Plutin, Taymara, Lisdeivi e Licet Foi inesquecível. Eu já estava dormindo, quando ouvi vozes no corredor do hotel. Imediatamente dei um pulo e corri na direção da porta. Olhei pelo olho mágico e lá estavam elas. Na hora senti um frio na barriga, pois achava que não as veria novamente.

Abri a porta devagar e acenei para elas. Quando me viram, gritaram em voz baixa “Lisdeivi!!!”. Pularam em cima de mim e todas entraram no quarto para me abraçar. Foi muito lindo. Um momento mágico.

Rodrigo Mário: Sempre me disseram que você tem histórias divertidíssimas, dentre elas uma em que você vibrou com um lance fantástico da dupla Paula e Hortência. Mas o detalhe é que você estava no banco do time cubano. Conte como foi isso.

Isso foi em 1994, antes do Mundial da Austrália em um amistoso aqui no Brasil. Eu tinha 20 anos. Estava sentada no banco da seleção cubana, quando a Paula passou uma bola por trás das costas e mandou para a Hortência que fez uma cesta linda.

Quando eu vi aquilo, fiquei impressionada e soltei um grito. “Uhhhhhhhh!” [Risos] As minhas companheiras do time olharam bravas para mim e disseram: “Fica quieta! Tá maluca?”.

Daí eu fiquei encolhidinha no banco. Mas foi um lance tão lindo, que não dava pra fingir que nada tinha acontecido.

Rodrigo Mário: Como você pretende ser técnica, gostaria que você me dissesse qual a sua seleção de todos os tempos?

Armadora: Paula;

Laterais: Hortência e Dália Henry;

Pivôs: Leonor Borrell e Lisa Leslie.

Rodrigo Mário: Com qual jogadora brasileira você gostaria de ter jogado?

. 2311 Com a Hortência. Na verdade, gostaria de jogar com as três princesas do basquete brasileiro: Paula, Hortência e Janeth.

Quando elas entravam em quadra, era um espetáculo.

Com a Janeth, eu tive uma experiência maravilhosa. Até hoje somos amigas, sempre nos falamos. É uma pessoa maravilhosa, batalhadora e que merece todo o nosso respeito. Foi um privilégio poder jogar com ela.

Rodrigo Mário: O que você acha que mudou no basquete da época em que você começou a jogar para o basquete jogado hoje?

Hoje acho que tem mais contato. O jogo é mais pegado, mais forte, com muita defesa. E também mais rápido, devido à falta de fundamentos dos atletas. É quase um jogo do mais forte sobre o mais fraco.

Rodrigo Mário: A seleção brasileira, inclusive na época da Paula e Hortência, sempre foi conhecida por ter um ataque devastador, tanto é que na semi-final do mundial de 1994 metemos 110 pontos na seleção americana. Você acha que atualmente, como não temos um ataque tão poderoso, deveríamos ter uma defesa mais consistente?

Nossa, esse jogo foi incrível, né? Eu estava no ginásio assistindo essa partida...

Nessa época, para o time brasileiro, a melhor defesa era o ataque.

Mas hoje não temos jogadoras daquele nível, então temos que aperfeiçoar a defesa sim!

Rodrigo Mário: Qual o segredo para ser tão adorada por todos? Pois com todas as pessoas que eu falo, você é praticamente uma unanimidade...

. 2313 Acho que é plantar o bem pra poder colher coisas boas. Só com sinceridade, fidelidade, lealdade, humanidade, honestidade, compreensão e principalmente simpatia para obter essa “unanimidade” [Risos].

Bate-bola:

Uma cidade: Havana
Uma música: Always be my baby, da Mariah Carey
Uma mania: Sorrir
Um filme: Titanic
Uma comida: Arroz com frango

Um ginásio: o de Sidney, das Olimpíadas (2000)

A bola que eu chutei e caiu: Uma bola na final do brasileiro de 2006. Arremessei uma bola faltando poucos segundo para acabar o jogo. E Ganhamos!
A bola que eu chutei e não caiu: Uma bola contra São Caetano. A bola rodou cinco vezes no aro e saiu.

O jogo inesquecível: a final do Pan-Americano de Winnipeg, contra o Canadá.
Um arrependimento: não ter saído antes de Cuba para jogar em outros clubes.
Um título na seleção cubana: a medalha de ouro no Pan (1999).
Um técnico: Antonio Carlos Vendramini. Ele é o cara.
Uma marcadora implacável: Lisa Leslie . 2321
A melhor jogadora que eu vi jogar: Hortência e Leonor Borrell.

Um ídolo: Leonor Borrell.

Um sonho: ter minha família aqui no Brasil.

Uma mensagem: Agradeço a Deus por ter me colocado no país certo, guiado meus passos e iluminado e abençoado meus caminhos. À minha família, por ter confiado em mim e por ter me dado essa formação que cativa a todos. Às pessoas que me ajudaram a estar onde estou hoje, que me deram abrigo e cuidaram de mim incondicionalmente. Às minhas companheiras de equipe, que junto passamos por muitas coisas, tristes e alegres. Aos técnicos, que tive o privilegio de trabalhar. Aos meus fãs e torcedores, que sempre foram fiéis nessa trajetória. Aos meus adversários, que fizeram meu jogo difícil nas quadras e me ajudaram a melhorar. Aos meus críticos e à imprensa por ter me dado “vida nas telas”. Aos meus amigos, que estão comigo nos momentos que preciso. Aos patrocinadores que sempre acreditaram e apoiaram nosso trabalho. Àqueles que de alguma forma me estenderam a mão. E obrigada a esse blog, por me fazer esta linda homenagem que não esperava. Foi uma surpresa e tanto! Que vocês continuem com muito êxito! Até logo a todos. E me esperem novamente nas quadras, mas do outro lado agora! [Risos]

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Lisdeivi voltou às quadras

Na última rodada do Paulista, a pivô cubana Lisdeivi enfim voltou às quadras.

Registrou 12 pontos e 8 rebotes na vitória de Ourinhos sobre Guarulhos (103-56).

sexta-feira, 6 de março de 2009

Meninas de Ourinhos participam de campanha de prevenção do câncer de colo do útero

Com o intuito de somar forças, as atletas do basquete feminino Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos, hexacampeão paulista e pentacampeão brasileiro, vão dar o exemplo participando do lançamento da campanha “Saúde Solidária”, nesta 2ª feira, 09, às 09 horas, na UBS Hélio Migliari na Cohab.

As 'meninas' do basquete, em razão da profissão, se preocupam muito com a saúde, e fazer o exame preventivo de câncer de colo uterino faz parte deste cuidado. Elas foram convidadas pela Secretaria de Saúde e pelo Fundo Social de Solidariedade a incentivarem as mulheres a fazer o exame, pois a chance de cura é de 100% se descoberto precocemente, como ressaltou a atleta Lisdeive. “É muito importante para a mulher fazer esse exame, porque se descoberto a tempo tem cura. Convido todas as mulheres ourinhenses a seguirem o nosso exemplo e também aproveitarem esta bela campanha para fazer o preventivo”, convidou.

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

As cubanas de Ourinhos: Ariadna & Lisdeivi


As amigas e colegas de equipe Lisdeivi Victores Pompa e Ariadna Capiro Felipe estão juntas novamente, jogando lado a lado. A amizade já existe desde a adolescência, quando defenderam pela primeira vez a seleção de Cuba, país de origem das duas. O destino as uniu novamente, desta vez numa pátria diferente, o Brasil. A ala Ariadna e a pivô Lisdeivi se conheceram com apenas 14 e 22 anos, respectivamente. O carinho e a amizade entre as jogadoras é enorme, tanto que a pivô convenceu a amiga Ariadna a vir jogar no Brasil.

Num primeiro momento, não conseguiram atuar juntas, como queria Lisdeivi, mas agora defendem a mesma camisa, o tetracampeão do Campeonato Nacional, o Colchões Castor/FIO/Unimed/Ourinhos (SP). É a segunda vez que o CNBF conta com a participação das duas cubanas, mas é a primeira em que as duas jogam no mesmo lado.

— Quando eu estava procurando um país para ir jogar, a Lis me deu muita força para vir para o Brasil. O apoio dela foi fundamental nos meus primeiros anos aqui. Ela falou muito bem daqui e que os brasileiros eram receptivos, alegres e humanitários como os cubanos. Resolvi vir e estou muito feliz com a decisão que tomei. Gostaria de ter jogado com ela desde o inicio, mas não tenho o que falar sobre os clubes pelos quais passei. Fui muito bem recebida em Marília (SP) e Catanduva (SP) — afirmou Ariadna.

— Fiquei muito contente com a vinda da Ariadna para o Brasil. Tê-la novamente perto de mim foi muito bom. Conheço-a desde nova e pude ver o quanto ela cresceu pessoal e profissionalmente. Gostaria que ela tivesse jogado ao meu lado desde que chegou, mas não foi possível. Ourinhos não tinha espaço para mais ninguém e o time estava formado. Quando surgiu a primeira oportunidade, o clube a trouxe como reforço. Fiquei bastante contente — explicou a pivô.

No último Campeonato Nacional, em que disputaram em equipes adversárias, o clube de Lisdeivi (Ourinhos) levou a melhor e foi campeão, enquanto o de Ariadna (Catanduva) ficou em segundo lugar. No início do Nacional 2007, a atleta teve problemas no joelho direito. Se recuperou a tempo para disputar as finais e ser eleita a melhor jogadora (MVP) da competição pela segunda vez. Quando chegou a hora de buscarem o título brasileiro juntas, a história pegou um rumo diferente. Lisdeivi está novamente lesionada.

— Eu estou com meu joelho bastante desgastado. Mas tenho ido à quadra e estou fazendo o necessário para melhorar. O técnico Urubatan e as meninas têm me incentivado muito. Mas, infelizmente, não poderei repetir esse ano o feito do ano passado devido à lesão. Estou na torcida para que a Ariadna continue com o sucesso que está tendo. Ela tem evoluído a cada ano, é uma ótima jogadora. Espero que essa nova fase seja cheia de conquistas — afirmou Lisdeivi.

— A Lis é como uma mãe para mim, sempre me espelhei nela. Quero ter uma carreira cheia de triunfos também. Estou adorando jogar ao seu lado. Ela sabe que pode contar sempre comigo. Ela me ajudou muito sempre que precisei. Desejo que ela se recupere logo. Ela faz falta para equipe — comentou Ariadna.

O amor pela profissão é tão grande que as duas pretendem trabalhar para sempre com basquete.

— Tenho muito tempo de basquete pela frente. No momento estou focada em bons resultados dos torneios que teremos. Desejo me manter sempre dentro de trabalhos que envolvam a atividade do basquete — comentou Ariadna, de 25 anos e 1,78m.

— Sou professora de Educação Física e trouxe meu diploma. Vou jogar até meus joelhos e pernas não agüentarem mais. Depois pretendo fazer pós-graduação e continuar trabalhando na área — disse Lisdeivi, de 34 anos e 1,91m.

Em comum, as cubanas mantêm a vontade de ver seu time se consagrar pentacampeão do Nacional Feminino 2008 e matar as saudades de casa.

— Estamos muito contentes com os resultados dos jogos. Tenho certeza que a situação atual é totalmente reversível, vamos nos focar nos próximos jogos e pretendemos ser pentacampeãs. Estamos treinando e jogando forte para alcançar nosso objetivo. As saudades de casa são muitas, mas Cuba está num momento político difícil, não posso voltar por enquanto. Vontade é o que não falta — acrescentou Ariadna.

— Gostaria de estar participando mais. Mesmo assim, estou torcendo muito pela equipe e tenho certeza que teremos um resultado positivo novamente. Sinto muita falta do meu país, da minha mãe e do meu irmão. Mas a família que eu arrumei aqui é muito boa também. Assim como Ariadna, não tenho como visitar Cuba neste exato momento. Torço para que eu possa ir em breve — afirmou Lisdeivi.

domingo, 21 de setembro de 2008

Sobe & Desce das Finais do Paulista

SOBE

Natália - Cestinha do jogo decisivo, a armadora só confirma a excelente fase, mesmo após a frustração de não ir a Pequim e ainda Ferreto pirraçar e iniciar jogos com a atleta no banco. Natália agora vai à Letônia, defender o Riga. O time tem como destaques: Zane Eglite, Ieva Kublina, Aija Brumermane e Dita Krumberga, todas da seleção da Letônia, mais a boa ala Tatyana Troina, da seleção bielorrussa. Tem ainda a ala Essence Carson, do segundo escalão da WNBA. Muito para a liga local, mas ainda pouco para a EuroLiga. É torcer para que a mudança apenas ratifique a evolução da menina.

Sílvia Gustavo - Após períodos turbulentos na carreira, temporadas em Portugal e na Segunda Divisão Espanhola, a ala reencontou seu melhor basquete em Catanduva e teve grandes participações nas finais. A boa performance mobilizou a diretoria de Catanduva, que tenta convencer Sílvia a permanecer no clube para o Nacional, desistindo de retornar para a Espanha.

Carina - A versátil ala-pivô de Ourinhos foi a presença mais lúcida e regular do time derrotado. Ainda assim, rumores indicam que a jogadora mudará de time para o Nacional. Pode parecer estranho, mas dentro da esquizofrênica política de Ourinhos de inflar gastos, sem se preocupar com o real benefício que eles trarão; é perfeitamente 'normal'.

Edson Ferreto - O técnico levou, com justiça, a melhor no duelo com Bassul. Embora seu trabalho careça de maior consistência tática, é evidente a motivação descomunal que ele consegue imprimir a suas comandadas.

Karla - Em nível doméstico, a ala segue desequilibrando (e decidindo).

DESCE

Paulo Bassul - A má campanha em Pequim parece também atormentar o técnico no clube. Nas finais, esteve aprisionado pela sua própria teimosia, na insistência por opções equivocadas e na criação de soluções 'mágicas' e táticas 'inéditas'. Caso não reveja seus erros, Bassul estará ameaçando a sua sobrevivência, bem como a de suas atletas.

As 'olímpicas' de Ourinhos - Depois de participar da trágica campanha em Pequim, a atuação de Karen, Chuca e Micaela foi absolutamente decepcionante. Faltou de tudo um pouco ao basquete das três nessas finais.

As cubanas - Depois de serem destaques da decisão do último Nacional, Lisdeivi e Ariadna (Ourinhos) não conseguiram reeditar o brilho de suas atuações, perturbadas por uma série de problemas físicos.

Palmira - Descontadas algumas lúcidas atuações, a ala de Catanduva tira seu sustento de uma insana obsessão pela cesta, absolutamente incompatível com o jogo moderno.