Em 1996, o basquete feminino dos Estados Unidos vivia um excelente momento de exposição, após a vitória em casa sobre o Brasil na final dos Jogos Olímpicos de Atlanta.
A conquista abria o espaço para que a NBA investisse em uma versão feminina da liga, a WNBA, que nasceria no ano seguinte.
Aproveitando essa brecha, foi criada uma liga independente, que deu início a sua temporada já em 1996: a ABL (American Basketball League).
Com oito equipes, a liga ganhou poder de fogo ao contratar a maior parte das atletas da seleção campeã olímpica.
Entre as estrelas americanas, uma brasileira garantiu espaço: a pivô Marta Sobral.
Marta foi contratada pela equipe do Philadelphia Rage, vice-campeã da primeira edição, após perder o play-off para o Columbus Quest, por 3 a 2.
No Rage, Marta jogou ao lado de nomes como Dawn Stanley, Adrienne Goodson (de fantásticas passagens no Brasil e sentada ao lado de Marta na foto), Taj McWilliams-Franklin e – o mais inusitado - Jackie Joyner-Kersee, a lenda do atletismo que havia jogado basquete no seu remoto passado universitário.
Na temporada seguinte, com a WNBA já em ação, o time de Marta se mudou para Richmond e teve menor sucesso, na estreia da técnica Anne Donnovan em uma equipe profissional.
A pivô acabou retornando ao Brasil, em excelente forma, e colaborou com a grande conquista do Fluminense, no I Campeonato Nacional.
O então Richmond Rage iniciou as disputas da terceira temporada da liga, que – falida - foi dissolvida em meio à disputa.
Essas memórias me foram ativadas pelas fotos acima, que o Renato me enviou.
Quem quiser saber mais sobre a ABL, sugiro uma visita à Wikipedia e ainda a uma série de artigos que o Pet, do Pleasant Dreams, publicou sobre o tema.