"Encaro isso como normal. É mais do que justo o Ênio estar magoado, pois ele saiu, não teve contrato renovado. Mas eu digo uma coisa, a seleção feminina está aí, igual à masculina. Está classificada, ganhou a Copa América. Acho que o trabalho da Hortência está a contento, não temos nada que reclamar, pelo contrário, temos que dar um apoio ainda maior para a Hortência." - Carlos Nunes, em entrevista ao Sportv News.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Palavras de Ênio Vecchi e Carlos Nunes
"Encaro isso como normal. É mais do que justo o Ênio estar magoado, pois ele saiu, não teve contrato renovado. Mas eu digo uma coisa, a seleção feminina está aí, igual à masculina. Está classificada, ganhou a Copa América. Acho que o trabalho da Hortência está a contento, não temos nada que reclamar, pelo contrário, temos que dar um apoio ainda maior para a Hortência." - Carlos Nunes, em entrevista ao Sportv News.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Fala, Ênio!
Ênio Vecchi rompe silêncio e detona Hortência: 'Ela não cumpriu com a palavra' - matéria de Fábio Aleixo, no Lance!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Enio Vecchi acompanha a LBF2 para a convocação da seleção brasileira para Londres-2012
O técnico Enio Vecchi, da Seleção Brasileira adulta feminina, já está observando o que vem acontecendo na segunda edição da Liga de Basquete Feminino (LBF), que começou no final de semana, reunindo nove equipes. O treinador sabe que é importante acompanhar de perto o desenvolvimento das jogadoras, visto que na temporada de 2012, o Brasil disputará os Jogos Olímpicos de Londres, na Inglaterra.
“Pelo que pude observar na movimentação das equipes em termos de montagem dos seus elencos e nos primeiros jogos, o campeonato deste ano cresceu e está ainda mais competitivo e vai ser muito importante acompanhar de perto, ou mesmo através da televisão, o maior número de jogos. Eu, o Urubatan Paccini e a Janeth Arcain, ambos assistentes técnicos, estaremos presentes para fazer estas observações”, analisa Vecchi, que vê positivamente a presença de jogadoras experientes e outras novatas nas equipes.
“E, esse perfil de competição, que une jogadoras jovens e experientes, aliado a competitividade, vai ser muito salutar para as jogadoras, visando à disputa dos Jogos Olímpicos, uma vez que dá chance de um maior desenvolvimento e crescimento. É importante esse envolvimento no dia-a-dia das mais jovens com as jogadoras mais experientes”, acrescenta Enio, que esteve acompanhando o duelo entre São Caetano/Drummond e São José/Shopping Colinas, na primeira rodada, vencido pelo representante do Vale do Paraíba, por 75 a 62.
“As atletas precisam buscar o melhor estágio possível para sempre jogar na sua plenitude e dentro de um nível de excelência alto, já que os Jogos Olímpicos exigem isso, pois é uma competição de altíssimo nível e que vai contar com equipes tradicionais e as principais jogadoras do cenário mundial. Por isso, o trabalho contínuo e integrado, nos clubes e na Seleção Brasileira, é muito importante”, complementa Vecchi.
Na temporada de 2011, o Brasil conquistou, de forma invicta, o título do Pré-olímpico, disputado em Neiva, na Colômbia. No Pan-americano de Guadalajara, a Seleção Brasileira ficou com a terceira colocação, garantindo a medalha de bronze.
sábado, 5 de novembro de 2011
"As mulheres são mais alegres", afirma Ênio Vecchi (Luís Araújo, iG)
Treinador se diz adaptado ao trabalho na seleção feminina de basquete, comemora vaga olímpica e projeta medalha em Londres
Luís Araújo, especial para o iG, em São Paulo
O anúncio de Ênio Vecchi como comandante da seleção feminina de basquete, em dezembro de 2010, foi visto com surpresa por muitos. Afinal de contas, o treinador jamais havia trabalhado com mulheres. A carreira toda foi construída como técnico de equipes masculinas. Prestes a completar um ano na nova função, agora de maneira exclusiva no cargo, ele demonstra estar bem à vontade em seu novo habitat. “As mulheres são mais alegres”, brinca.
Vecchi observa que o basquete feminino não tem a mesma força física do masculino, e que até por isso as atletas se aplicam mais à parte tática e prestam maior atenção aos detalhes. Mas a diferença entre homens e mulheres que mais chama atenção não aparece dentro de quadra. “Elas têm uma preocupação muito grande em manter o bom humor e resolver os problemas de maneira suave”, garante.
Apesar da eliminação na semifinal do Pan-Americano diante de Porto Rico, Vecchi julga como satisfatório o primeiro ano à frente da seleção feminina por conta da conquista da vaga às Olimpíadas. Agora, ele já planeja a preparação para 2012, quando o seu desafio será voltar de Londres com uma medalha olímpica.
Leia abaixo a entrevista com Ênio Vecchi:
iG: Qual o balanço que você faz do primeiro ano à frente da seleção feminina?
Ênio Vecchi: Trabalhar com as mulheres foi uma grande mudança na minha carreira, mas me adaptei bem. Fui muito bem recebido por todo mundo da CBB (Confederação Brasileira de Basquete) e pelas jogadoras. Isso foi ótimo. Os resultados atingidos neste primeiro ano foram muito satisfatórios. Nosso grande objetivo era conquistar a vaga para as Olimpíadas, e nós conseguimos cumprir essa meta.
iG: Depois de passar a carreira toda treinando equipes masculinas, quais as diferenças que você sentiu em trabalhar com as mulheres?
Ênio Vecchi: O aspecto físico é um ponto importante. Elas procuram superar isso com muita disciplina tática e técnica, e têm uma atenção aos detalhes muito maior. Isso ajuda bastante o trabalho do treinador.
iG: E fora de quadra, como é lidar com elas?
Ênio Vecchi: Ao contrário do que geralmente é falado, as mulheres são mais alegres. Não que o masculino não seja, mas isso ficou bastante evidente no feminino. Elas têm uma preocupação muito grande em manter o bom humor e resolver os problemas de maneira suave, dentro do próprio grupo, não individualmente. As mulheres são ponto de referência nas suas respectivas famílias, por isso elas sabem da importância de manter um ambiente com clima positivo.
iG: A eliminação diante de Porto Rico na semifinal do Pan escancara que tipo de defeito a ser corrigido na equipe?
Ênio Vecchi: Sempre fazemos uma avaliação minuciosa depois de uma derrota como essa. Sabemos que o nível das Olimpíadas será muito mais forte. Precisamos apresentar maior concentração do que tivemos no Pan para enfrentarmos as seleções mais fortes em Londres.
iG: Além da concentração, no que mais o time pecou?
Ênio Vecchi: Nós erramos mais do que acertamos. Não tivemos o aproveitamento que normalmente temos. Tivemos um volume de jogo de 190 pontos e tivemos apenas cerca de 30%. Foi um dia pouco inspirado, nada deu certo para nós. Ao mesmo tempo, deu tudo certo para as portorriquenhas.
iG: Como você imagina utilizar as atletas que ficaram em terceiro lugar no Mundial Sub-19 deste ano?
Ênio Vecchi: Essa geração tem muito potencial, nós precisamos fazer com que elas continuem se desenvolvendo. Existe uma lacuna na transição do juvenil para o adulto. Nossa preocupação é facilitar essa transição dando sequência ao trabalho. Vamos acompanhar as garotas nos seus respectivos clubes ao longo dos próximos meses e trazê-las para competições internacionais, para que adquiram experiência internacional cada vez maior. Já fizemos isso no Pan com a Carina e a Isabela, que treinaram com a gente. O objetivo disso tudo é poder contar com número maior de jovens jogadoras selecionáveis.
iG: Encerrado o Pan, qual o planejamento de preparação para as Olimpíadas?
Ênio Vecchi: Nossa intenção é ter três meses de treinamentos para as Olimpíadas, mas isso pode variar. Temos convites da China, Austrália e Rússia para jogar torneios amistosos. E nós podemos também organizar aqui um evento como esse. A ideia é adquirir o máximo de experiência internacional possível.
iG: Conquistar um lugar no pódio em Londres é otimismo demais ou é uma possibilidade concreta?
Ênio Vecchi: É fundamental todos nós termos a medalha como objetivo. Essa é a nossa motivação. Sem esse pensamento, não há razão para fazer uma preparação desse jeito. Ainda não falamos disso entre a gente, mas naturalmente todo mundo vai ter essa mesma resposta. A nossa preparação está sendo feita para ganharmos uma medalha.
iG: E quais são os concorrentes mais fortes nas Olimpíadas?
Ênio Vecchi: A seleção mais forte é a dos EUA. Rússia, Austrália, China, França e o Brasil também estão na briga. A República Tcheca foi finalista no último Mundial e está mostrando desenvolvimento, assim como Turquia e Croácia – que eliminou a Espanha no Pré-Olímpico europeu. Todos esses nove países têm chances de medalha.
Fonte: iG
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Brasil vence Colômbia, conquista o bronze, mas deixa o Pan sem convencer (UOL)
Bruno Doro
A seleção brasileira feminina de basquete fez o seu papel nesta terça-feira. Venceu a Colômbia com facilidade, 87 a 48, e conquistou a medalha de bronze dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara. Depois da derrota na semifinal para um time de Porto Rico claramente mais fraco tecnicamente, porém, o time de Ênio Vecchi deixa o México sem convencer.
Contra rivais de nível técnico menor, a equipe não deu o passeio que todos previram. Após bela campanha no Pré-Olímpico, em que conquistou a vaga em Londres-2012 com facilidade, o time veio com a mesma base para o México. As titulares Adrianinha e Micaela não foram convocadas, é verdade, mas o torneio serviria para observação de Iziane, que pediu dispensa do torneio de Neiva (COL) e de novatas como Tássia e Babi, na armação, e Izabela e Jaqueline, nas alas. Nenhuma delas, porém, teve atuações que acabassem com as dúvidas que pairam sobre seus nomes.
"Não foi como a gente esperava, mas é importante sair daqui com uma medalha. É duro explicar o que aconteceu. Tem vários fatores que explicam, mas a gente não pode buscar desculpas. Temos que aprender com o que a gente errou", disse a armadora Babi.
O torneio marcou o primeiro contato de Iziane com Ênio Vecchi e a atuação da ala foi inconstante. Fez jogos bons na primeira fase, quando os adversários eram muito mais fracos, mas falhou na semifinal. Contra Porto Rico, acabou no banco durante o fim do jogo, mesmo sendo, naquele momento, a principal cestinha da competição. "Ela chegou em cima da hora para a competição e é difícil para a atleta naquela situação. Mas a Iziane fez um bom torneio", elogiou Vecchi.
A atuação das armadoras também acabou decepcionando. Babi também foi razoavelmente bem nas três primeiras partidas, mas nas últimas duas, se perdeu. Na semi, não conseguiu parar as rápidas porto-riquenhas e jogou só seis minutos, estourando por faltas. Na decisão do bronze, teve problemas para armar equipe. "Foi a primeira oportunidade dela como armadora principal. Uma hora ela precisaria fazer isso. É um aprendizado", analisou o treinador.
Tássia, sua reserva imediata, mostrou que ainda está verde para jogar com tanta pressão – mesmo assim, coube à novata de 19 anos armar a equipe durante a maior parte do jogo mais tenso do Brasil na competição, a semifinal. Ela esteve em quadra por 23 minutos contra Porto Rico. Mesmo assim, ela arrancou elogios de Vecchi. "Entre as novatas, a Tássia foi quem mais me surpreendeu. Tanto que jogou muito na semifinal e hoje (contra a Colômbia)".
Na decisão do bronze, a vitória sobre a Colômbia foi fácil. Apesar das falhas defensivas (a Colômbia chegou a ficar a apenas quatro pontos do Brasil), as brasileiras foram ao intervalo com 11 pontos de vantagem, 41 a 30. No segundo período, o time voltou ainda melhor. Marcando muito e atacando bem, fechou o jogou em 87 a 48.
Após conquistar bronze, Ênio admite que Iziane poderia ter jogado mais em derrota na semifinal
O Brasil conquistou nesta terça-feira a medalha de bronze do basquete feminino dos Jogos Pan-Americanos com uma vitória sobre a Colômbia. Mas o técnico Ênio Vecchi e a ala Iziane não conseguiram esquecer a derrota, por um ponto, na semifinal, para Porto Rico. O treinador deixou a ala no banco no fim do jogo e, após a vitória desta noite, admitiu que a decisão pode não ter sido a certa para o momento.
“Ela poderia ter voltado naquele momento [fim da partida, em que Iziane não jogou]. Mas a gente toma decisões. Às vezes elas dão certo, às vezes não. Sei que poderia ter voltado com ela um pouco mais na quadra, ela poderia ter entrado um pouco antes. A Iziane não deixa de ter razão, não deixa de ter fundamentos”, afirmou o treinador, que teve, no Pan de Guadalajara, seu primeiro contato com a atleta.
Pouco antes, a própria jogadora já tinha manifestado a mesma opinião. “Eu poderia ter ajudado mais do que 13 minutos na semifinal, mas respeito a decisão do técnico”, afirmou a jogadora, com os olhos vermelhos de choro.
Após a semifinal, ela foi a única que não derramava lágrimas ao passar pela área de entrevistas. Após a vitória sobre a Colômbia, porém, a imagem de indiferença foi esquecida. “É um sentimento muito ruim, de frustração mesmo, porque todas nós sabíamos que o Brasil tinha de estar disputando o ouro”.
Até mesmo o técnico Ênio Vecchi quase caiu no choro. Ao ser questionado sobre se ele tinha algum arrependimento, sua resposta veio com voz embargada. "Não é se arrepender, mas reavaliar. Ter tomado outras decisões, ter feito coisas diferentes", disse, controlando a vontade de chorar. "Quem sabe uma troca mudasse a história do jogo. Sou sempre favorável a fazer uma reavaliação para servir de experiência daqui para frente. Tem que estar sempre ligado no que poderia ter sido melhor".
Fonte: UOL
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Em preparação para Pan, Vecchi ressalta trabalho forte da Seleção
O técnico Enio Vecchi mostrou-se contente com a doação de suas jogadoras nos treinamentos. "Estamos trabalhando forte, tanto na parte tática, como na física, com o propósito de chegar Pan-americano da mesma forma que ocorreu no Pré-olímpico, ou seja, pronto para fazer uma grande disputa, dentro do padrão exigido pela competição. As jogadoras estão se empenhado bastante e isso me deixa muito satisfeito", afirmou.
No México, Vecchi contará com as três verde-amarelas que atuam fora do País (no Pré-Olímpico, apenas Damiris e Érika participaram). Desta vez, a ala Iziane estará à disposição. Elas, no entanto, irão se juntar ao grupo apenas no palco da competição.
"As três jogadoras que atuam fora do Brasil estarão conosco no México, quando teremos mais alguns dias de treinamentos e amistosos, como um contra os Estados Unidos, que já foi agendado", disse.
O embarque para o México será no sábado. A estreia será no dia 21 (às 12h30, de Brasília), contra o Canadá.
Fonte: Gazeta Esportiva
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
Declarações de Enio (sem bigode) Vecchi ao programa Magazine (BAND)
É lógico que no Pré-Olímpico, ser uma das seleções favoritas para a única vaga em disputa traz pressão. Em função do trabalho das jogadoras - a concentração delas, dedicação e disciplina tática - agora a gente pode olhar para trás e dizer não que foi mais fácil, mas que foi menos difícil do que esperávamos.
De qualquer maneira, nós sabemos que o nível que vamos encontrar em uma Olimpíada é diferente. Para isso o nosso planejamento é que a gente faça o maior número de jogos internacionais, trazendo grandes equipes para o Brasil e indo jogar fora também. Isso é que vai dar a diferença ao nosso trabalho.
Pan-Americano
Nos Jogos Pan-Americanos é de vital importância que o Brasil brigue pela melhor posição. O objetivo das jogadoras e o nosso é o mesmo, de buscar se possível a medalha de ouro – claro que depende de como vai vir o time americano, que sempre é mais preparado. No esporte não se pode prometer nada, mas pode ter certeza que a briga e o compromisso de ir em busca de uma medalha é bem forte.
A seleção é basicamente a mesma do Pré-Olímpico. Nós estamos aguardando as respostas de algumas jogadoras, quem precisam resolver relações com seus times na Europa, como a assinatura de novos contratos. Nós devemos finalizar a convocação na quarta-feira ou depois.
Érika
É um exemplo, e não só no aspecto técnico, já que é indiscutívelmente uma das melhores pivôs do mundo. Ela tem que servir de referência para o nosso esporte. Tem que ser enaltecida sempre, porque a atitude que ela tomou com relação a vestir a camisa do Brasil foi muito importante.
Nós ficamos muito felizes com a participação dela, pela atitude que ela teve, o carinho com as companheiras e o compromisso com o Brasil. Ela sabe que tudo o que ela tem hoje é em função do país dela, do início difícil, assim como várias outras jogadoras. E ela não esquece esse reconhecimento jamais, com relação ao nosso povo e ao nosso país.
Basquete nacional
É lógico que vem sendo feito um trabalho para que haja um número maior de clubes participantes e mais competitivos. A Liga Nacional, como sempre foi com o basquete feminino, encontra muitas dificuldades, mas esses desafios na medida do possível vão sendo superados.
A ideia é ter um maior número de jogadoras em outros clubes também, sendo um campeonato mais competitivo, seguindo um pouco o modelo do masculino. A gente sabe que não é fácil, mas pode ter certeza que isso vem sendo elaborado e a médio e longo prazo contar com um número maior de equipes competitivas, e um campeonato mais abrangente.
Londres 2012
Não tem sentido fazer uma grande preparação e não ter como meta buscar uma medalha. A nossa meta final é ir em busca de uma medalha na Olimpíada sim, e é isso que vai dar o sentido para todo o nosso trabalho.
“Promessa”
Espero que não [tenha outra promessa como no Pré-Olímpico, quando Vecchi teve o bigode respado], pois elas são terríveis. Às vezes não tem como dizer não, porque é legal, já que elas assumem o compromisso também dentro de quadra. Isso faz parte da nossa cultura e é importante que a gente se envolva neste sentido. É uma troca de confiança. Mas vamos ver o que elas vão pensar, só espero que não seja nada muito diferente.
Fonte: BAND
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Ênio Vecchi elogia Hortência como cartola e não dará vaga cativa a Iziane (ESPN)
Campeão do Pré-Olímpico das Américas de forma invicta - seis vitórias - no último sábado e, portanto, com vaga garantida nos Jogos de Londres em 2012, o técnico da seleção brasileira feminina de basquete, Ênio Vecchi, rasgou elogios à ex-jogadora e agora cartola Hortência e deixou a participação da ala/armadora Iziane em aberto.
Ao falar positivamente do papel da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), o treinador disse que Hortência, atual diretora de seleções da entidade, lida bem com as situações justamente por saber quais são os anseios das atletas.
"Por ser ex-jogadora, ela tem um melhor feeling, um melhor sentimento das necessidades das atletas. E o planejamento é tudo, com planejamento o resultado pode demorar um pouco para vir, mas no futuro ele virá certamente", disse Vecchi em entrevista exclusiva à Rádio Estadão ESPN nesta segunda-feira.
Sobre Iziane, que, ao contrário da pivô Érika, pediu para não disputar a competição no Peru para não se 'queimar' com seu clube, o Atlanta Dream, da WNBA, Vecchi preferiu não ser muito específico e disse entender a jogadora, mas deixou claro que ela precisará mostrar em quadra, quando chamada outra vez, que tem condições para jogar pela seleção.
"São compromissos diferentes. Tem que respeitar [o pedido de Iziane]. A Érika se colocou à disposição, é um exemplo para todas as jogadoras, para todo mundo, não só do basquetebol, mas para todas as modalidades, pelo esforço que ela fez, voltando em menos de seis horas para cumprir o contrato com a equipe dela nas finais da WNBA", começou.
"Com relação a Iziane, temos que respeitar porque naquele momento ela não podia deixar o seu clube. Agora vão ser ser os treinamentos, não contesto sua qualidade técnica, mas são os treinamentos que vão dizer sobre a expectativa que temos em relação a ela", encerrou o treinador ao falar da ala.
Fonte: ESPN
domingo, 18 de setembro de 2011
Vecchi mantém Seleção aberta à Iziane, mas vê postura de Érika como exemplo
"A classificação para a Olimpíada tem uma dimensão enorme para o País. A postura da Érika é um exemplo para todos os atletas, inclusive do masculino. É um exemplo de patriotismo, de compromisso e de saber que foi no Brasil que ela teve a grande oportunidade da vida. Não podemos esquecer jamais as nossas raízes", afirmou Vecchi.
Iziane ficou afastada da Seleção desde que se desentendeu com Paulo Bassul por se recusar a entrar em quadra no Pré-Olímpico de 2008. Indicada por Carlos Nunes, presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), para comandar o setor feminino em 2009, Hortência dispensou o treinador e reconduziu a jogadora à Seleção.
De acordo com Hortência, Érika manifestou o desejo de disputar o Pré-Olímpico desde o início. Responsável por negociar a presença da dupla da WNBA, a ex-jogadora esperou uma decisão de Iziane até o último momento. Como seu contrato com o Atlanta Dream está no final e ela pretende seguir na equipe, a ala preteriu a Seleção Brasileira.
"Nós respeitamos as decisões de todas as jogadoras. A Iziane tem as razões dela, é uma situação diferente do caso da Érika, apesar de elas jogarem no mesmo time. Cada uma tem que tomar a sua decisão. Se em uma determinada situação a jogadora não tem condições de se dedicar à Seleção, acho importante falar", afirmou Vecchi.
Ao mesmo tempo em que pediu dispensa, Iziane se disse disposta a participar dos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, uma vez que a temporada da WNBA já estará encerrada. Desta forma, Ênio Vecchi conta com a ala para o campeonato no México, com início previsto para o dia 14 de outubro.
"Não tem problema nenhum. Conto com ela para os Jogos Pan-Americanos e também para as outras competições no futuro. Independente de qualquer coisa, reconhecemos as justificativas dela. Com a Iziane em boas condições técnicas, esperamos sempre contar com ela", afirmou.
No masculino, Nenê (Denver Nuggets) e Leandrinho (Toronto Raptors) também recusaram o chamado de Ruben Magnano para atuar no Pré-Olímpico de Mar del Plata. Após a conquista da vaga, até Carlos Nunes, presidente da CBB, se disse contrário à presença dos atletas nos Jogos de Londres-2012.
Por enquanto, Vecchi não se preocupa com uma possível polêmica do mesmo gênero em torno de Iziane. "O mais importante agora é focar a vaga e deixar esses problemas para trás. Agora, não adianta. Vamos poder começar a pensar nisso só mais para a frente", encerrou o treinador.
Fonte: Gazeta Esportiva
Antes de estreia oficial, Vecchi usa torneio amistoso para últimos ajustes
"Dentro da expectativa que eu tinha, acho que o trabalho até agora teve um desenvolvimento muito satisfatório. A ideia nesse último torneio é colocar o time no melhor ritmo de jogo possível, mais agressivo. Além disso, quero experimentar várias formações e algumas variações táticas", explicou o treinador na manhã desta sexta-feira, pouco antes de embarcar para a Colômbia, no Aeroporto de Guarulhos.
Além do Brasil, as seleções de Cuba, Porto Rico, Argentina, Colômbia e Chile participarão do torneio na cidade de Pitalito, entre domingo e quarta-feira. Em seguida, o elenco segue para Neiva, sede do Pré-Olímpico a partir do próximo dia 24 de setembro, um sábado.
Para Vecchi, a estreia em um jogo oficial não será grande novidade. "É claro que a nossa concentração vai estar muito mais aguçada, mas como já teve uma série de amistosos antes, acho que é uma sequência normal. Eu e as jogadoras já nos conhecemos um pouco, então vamos estar confortáveis em termos de relacionamento", afirmou.
Antes de assumir a Seleção Brasileira feminina, Ênio Vecchi treinava o Vitória no Novo Basquete Brasil (NBB). Na equipe nacional, ele vive sua primeira experiência no comando de um time de mulheres, e já percebe algumas diferenças em relação aos homens.
As meninas têm uma disciplina tática muito importante. Essa é a maior diferença, até em função da dificuldade de superar o aspecto físico. Em relação a concentração das atletas, fiquei impressionado com a atenção que elas têm aos detalhes, que são muito importantes no basquete. No masculino, isso é um pouco diferente", comparou.
Sem os Estados Unidos, garantidos nos Jogos de Londres-2012 após o título do Mundial-2010, o Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia, classifica apenas o campeão. Os times que terminarem entre o segundo e o quarto lugar seguem para o Pré-Olímpico Mundial. O Brasil forma o Grupo B ao lado de Jamaica, Canadá, México e Paraguai. Após a primeira fase, os dois primeiros avançam para a semifinal.
"Sabemos que é difícil. Cuba, Argentina e Canadá, além do Brasil, são os mais cotados para a vaga. Não deixamos nada a desejar em relação aos outros times e temos confiança que vamos disputar essa oportunidade com boas chances. Vai estar todo mundo brigando por uma vaga e temos que lutar bastante", encerrou Vecchi.
Fonte: Gazeta Esportiva
Inspirada por time masculino, seleção feminina busca vaga em Londres
"Sabemos o quanto é difícil conquistar uma vaga olímpica atualmente, ainda mais sem precisar passar pelo Pré-Olímpico Mundial. O que eles fizeram serve de inspiração para o feminino. Todos nós assistimos aos jogos, comentamos e conversamos com as jogadoras", contou Vecchi no Aeroporto de Guarulhos.
Sob o comando de Ruben Magnano, a Seleção masculina venceu a poderosa Argentina e quebrou um longo tabu ao garantir presença em Londres, já que o time não disputa a Olimpíada desde Atlanta-1996, quando ainda contava com a mão santa de Oscar.
"A equipe masculina se classificou de forma fantástica, principalmente pela maneira que se apresentou em quadra. A Hortência [diretora da CBB] conversou bastante com as jogadoras sobre isso. Nosso grupo também tem muito da dedicação e da união que o time masculino mostrou, a gente vê isso nos treinamentos e amistosos que fizemos até agora", disse Vecchi.
"Sabemos o quanto é difícil conquistar uma vaga olímpica atualmente, ainda mais sem precisar passar pelo Pré-Olímpico Mundial. O que eles fizeram serve de inspiração para o feminino. Todos nós assistimos aos jogos, comentamos e conversamos com as jogadoras", contou Vecchi no Aeroporto de Guarulhos.
Sob o comando de Ruben Magnano, a Seleção masculina venceu a poderosa Argentina e quebrou um longo tabu ao garantir presença em Londres, já que o time não disputa a Olimpíada desde Atlanta-1996, quando ainda contava com a mão santa de Oscar.
"A equipe masculina se classificou de forma fantástica, principalmente pela maneira que se apresentou em quadra. A Hortência [diretora da CBB] conversou bastante com as jogadoras sobre isso. Nosso grupo também tem muito da dedicação e da união que o time masculino mostrou, a gente vê isso nos treinamentos e amistosos que fizemos até agora", disse Vecchi.
Sem os Estados Unidos, garantidos nos Jogos de Londres-2012 após o título do Mundial-2010, o Pré-Olímpico de Neiva, na Colômbia, classifica apenas o campeão. Os times que terminarem entre o segundo e o quarto lugar seguem para o Pré-Olímpico Mundial. O Brasil forma o Grupo B ao lado de Jamaica, Canadá, México e Paraguai. Após a primeira fase, os dois primeiros avançam para a semifinal.
"A classificação do masculino é uma motivação a mais para nós. A gente quer sentir o que eles sentiram. Assistindo ao jogo contra a República Dominicana, fiquei até arrepiada de ver os brasileiros vibrando, chorando e comemorando. É isso que a gente quer sentir", resumiu a jovem pivô Damiris, 18 anos.
A armadora Adrianinha, 32 anos, a mais experiente do grupo, já pensa em seguir para a Inglaterra ao lado dos homens. "A gente torceu por eles e ficamos felizes, porque no final das contas é o basquete que vence. Agora, também queremos conquistar nossa vaga para Londres para podermos viajar juntos", disse.
Diferente dos homens, as mulheres do Brasil marcaram presença nas últimas edições dos Jogos. Na briga por uma vaga em Londres, elas apontam Cuba, Argentina e Canadá como principais concorrentes. Antes de estrear no Pré-Olímpico contra o Paraguai, no dia 24 de setembro, a Seleção participa de um torneio amistoso na cidade de Pitalito.
Onze das 12 convocadas para defender o Brasil no Pré-Olímpico de Neiva embarcaram para a Colômbia na manhã desta sexta-feira, no Aeroporto de Guarulhos. A pivô Érika se juntará ao elenco no dia 23 de setembro, um dia antes do início do campeonato, enquanto a ala Iziane pediu dispensa. Ambas defendem o Atlanta Dream na WNBA.
Fonte: Gazeta Esportiva
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Enio Vecchi participa de Clínica Internacional
O técnico Enio Vecchi, da Seleção Brasileira Feminina, participou, neste domingo (07 de agosto), no ginásio Antonio Prado Júnior (CA Paulistano), na cidade de São Paulo (SP), do dia final da quarta edição da Clínica Internacional de Basquetebol, que contou com as presenças dos treinadores norte-americanos Larry Brown e Dave Hanners.
“Esse tipo de clínica é importante, já que os detalhes que eles passaram nos ajudam a refinar e desenvolver a equipe nos treinamentos. Quero parabenizar o Rafael Franco, da ScoreBrasil, pela iniciativa de sempre realizar eventos desse porte, que são fundamentais para o crescimento do basquete brasileiro e de seus profissionais”, comenta Vecchi, que segue trabalhando com a Seleção Brasileira Feminina, na cidade de Americana (SP), visando a disputa do Pré-olímpico.
“Estamos trabalhando forte e com o máximo de foco necessário para chegarmos bem preparados a Neiva, lutando pela vaga olímpica, que é o nosso grande objetivo”, complementa Enio.
O Torneio Pré-olímpico Feminino será disputado entre os dias 24 de setembro e 1º outubro, na cidade de Neiva, na Colômbia.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
"Trabalho de Colinas não será descartado", afirma Vecchi
Ênio ângelo Vecchi, 52, contou com exclusividade à GazetaEsportiva.net que vê com bons olhos a adminstração de Colinas. Apesar disso, afirmou que quer utilizar de sua experiência como ex-assistente técnico da seleção masculina (esteve no Pan-americano de Winnipeg-CAN em 1999, no Sul-americano da Colômbia, em 2000 e em 2010) para driblar o fato de nunca ter treinado uma equipe feminina na carreira.
"O Colinas deixou um trabalho importante, legal em termos de planejamento, e a gente tem que aproveitar aquilo que o técnico deixou. Evidente que eu vou colocar algumas coisas do meu trabalho técnico, da filosofia, mas não é nem oposição ou mudança, mas sim agregar valores. O que é um trabalho bom vai continuar a ser trabalhado", garantiu.
Mesclando atletas experientes e novatas na seleção, o treinador pretende formar a base da equipe em torno das rodadas Iziane e Érika, que segundo ele, chegam para serem titulares.
"Lógico que são duas jogadoras que têm um peso muito grande na seleção, elas participam de um campeonato muito grande que é a WNBA, e é evidente que não podemos abrir mão dessas duas atletas, que com certeza são titulares do time, têm um respeito das adversárias internacionalmente", explicou o treinador.
As duas atletas, no entanto, não têm data para se junta ao elenco, que se apresenta em Americana na próxima segunda-feira (18). "Ainda não se apresentarão porque estão jogando com o time delas (Atlanta Dream). Claro que estamos esperando a liberação delas, mas isso é uma questão administrativa", relatou.
Dentre as 22 convocadas para a fase de treinos estão sete pivôs, a maioria delas já com alguma experiência na seleção. Vecchi, no entanto, não projeta uma equipe que faça uso maior dessas atletas dentro de quadra.
"O sistema de jogo é um sistema onde todo mundo tem que participar, não é uma concentração excessiva em cima das jogadoras. Cada uma dentro da sua função tem que procurar potencializar a sua qualidade. O que a gente vai objetivar é aliar as características delas à seleção, a velocidade dentro de quadra com uma defesa mais agressiva. Se você concentrar o jogo em uma atleta, sobrará outra do outro lado", explanou.
Ênio convocou jogadoras bastante experientes em suas carreiras, mas de pouca rodagem na seleção brasileira, como Carina (32 anos), Patrícia (32 anos), Bethânia (30 anos) e Isis (27 anos). O treinador, no entanto, não acredita que esteja promovendo uma renovação no elenco brasileiro logo no início de sua gestão.
"O nosso objetivo principal não foi uma renovação. A convocação foi feita em cima do que eu vi nos campeonatos nacional e paulista, essas duas competições foram a base. A renovação vai acontecer naturalmente, não foi o nosso objetivo renovar por renovar. O ideal é fazer uma mescla de jogadoras novas e mais velhas", definiu.
Fonte: Gazeta Esportiva
sábado, 9 de julho de 2011
Ênio Vecchi convoca seleção nesta segunda
A lista será divulgada no site da CBB e o treinador vai atender a imprensa através da assessoria de comunicação da entidade.
domingo, 3 de julho de 2011
Ênio Vecchi está satisfeito com resultados obtidos na China
Na China, a equipe comandada por Ênio enfrentou Austrália, Nova Zelândia e China, iniciando sua preparação para a Copa América/Pré-olímpico. "Os objetivos foram plenamente alcançados, pois enfrentamos equipes qualificadas e pudemos fazer análises importantes, que serão muito válidas para sequência do trabalho, já que nos servirão de referência", analisou o técnico.
Na passagem pela Ásia, o Brasil conquistou duas vitórias sobre a Nova Zelândia e uma sobre a Austrália, perdendo dois embates para a China e um para a Austrália. Para Ênio, o alto nível das adversárias foi ainda um teste maior para a seleção.
"A Austrália, mesmo não contando com algumas jogadoras titulares, teve um time qualificado; a China vinha em ritmo forte, depois de realizar amistosos contra equipes da W-NBA; e a Nova Zelândia tem jogadoras atuando no campeonato australiano", acrescentou Ênio.
Dando continuidade ao trabalho, o técnico fará a convocação para o início dos treinamentos nos próximos dias e a apresentação das atletas será realizada no dia 17 de julho.
"Vamos contar com as jogadoras mais experientes, algumas da seleção sub-19 e ainda aquelas que pudemos observar nos amistosos. Com isso, creio que teremos a nossa força máxima", explicou o técnico.
A Copa América/Pré-olímpico será disputada na cidade de Neiva, na Colômbia, entre os dias 24 de setembro a 1º de outubro. Na fase inicial, o Brasil está no Grupo B, ao lado do Canadá, Jamaica, México e Paraguai.
Fonte: Gazeta Esportiva
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Linha dura, mas 'sensível', Ênio Vecchi busca seleção de perfil mais agressivo
Por João Gabriel Rodrigues
São Caetano do Sul, SP
Da linha lateral, Ênio Vecchi orienta. Anda de um lado para o outro, acompanha o ritmo das jogadas e não poupa a voz: “Vamos, vamos, vamos”. Já no fim das atividades, reúne todas as jogadoras no centro da quadra para a corrente final. Em uma semana de treinos à frente da seleção brasileira, em São Caetano do Sul, o técnico parece estar à vontade em sua primeira experiência no comando de uma equipe feminina de basquete.
Nos primeiros treinos, Ênio deixou claro que vai manter boa parte de sua metodologia de trabalho da época do basquete masculino. Quer, assim, melhorar o perfil físico de sua seleção: "Vai fazer uma grande diferença lá na frente". O resultado aparece nos rostos das jogadoras e nos gemidos de dor ao fim das atividades. Nenhuma reclamação, porém. Se a cobrança é grande, atletas, como a ala Micaela, no entanto, ressaltam a tranquilidade do novo treinador na hora de fazer suas exigências.
- Não tem nem comparação (em relação ao último treinador, o espanhol Carlos Colinas). Ele é brasileiro, conhece mais a gente, sabe como nós somos. Nem parece que ele nunca foi técnico de um time feminino. Nem sei se eu posso dizer isso, mas ele tem sensibilidade. E precisa disso, né? Se ele chegasse aqui e desse um grito, a mulherada ia gelar – disse Micaela, aos risos, lembrando também da relação com o técnico anterior.
Chamado de sensível, Ênio solta um sorriso, em uma mistura de timidez e orgulho. O treinador afirma que foi bem recebido pelo grupo, que, até agora, tem correspondido durante os treinamentos. Ele, porém, não descarta uma mudança de postura no momento em que for preciso.
- Acho que, no aspecto de recepção, de trabalho, a semana foi muito produtiva. Teve empatia, e a entrega delas foi total. Eu tentei trazer um pouco do aspecto das equipes masculinas, o que é importante, uma agressividade maior na defesa e como um todo. Isso é importante. Mas, lógico, em alguns momentos, vou me exaltar um pouco mais, faz parte do dia a dia de treinos. Elas estão treinando bem. Minha reação é o espelho do que elas fizerem. Técnico precisa ter feeling para isso – afirmou o treinador.
Quando divulgou sua primeira lista à frente da seleção, Ênio foi avisado por Hortência, diretora de seleções da CBB, de que não demoraria muito para que sentisse as diferenças de se treinar uma equipe feminina. O técnico diz que, por enquanto, nada muito diferente, mas que o primeiro grande teste vai ser a semana que o grupo vai passar na China, com dois torneios amistosos.
- A grande referência vai ser a semana de torneios na China, tenho certeza. Havia a expectativa, até por minha parte. E a resposta foi imediata. Estão muito concentradas, procurando fazer o que pedimos.
Ênio, no entanto, diz que precisa estar cercado de profissionais especializados, até para facilitar a transição. Ele afirma que, em breve, a seleção terá um encarregado da parte psicológica das jogadoras, que servirá para orientá-lo na melhor forma de conduzir a equipe.
- A gente tem conversado muito sobre isso. É um trabalho integrado, com ginecologista, fisioterapeuta... Precisamos estar cercado pelo máximo de profissionais. Não pode faltar esse trabalho psicológico, observando do lado de fora e falando com a gente. É importante.
Na próxima segunda-feira, a seleção deixa São Caetano e parte para a China, onde vai disputar dois torneios amistosos, contra as donas da casa, Austrália e Nova Zelândia. Depois, o grupo volta ao Brasil e terá algumas semanas de descanso até a nova convocação, no dia 17 de julho, já para o Pré-Olímpico.
Fonte: Globoesporte.com
sexta-feira, 3 de junho de 2011
Vecchi 'masculiniza' treino e foca trabalho ofensivo em início na seleção feminina
Em seu primeiro treino aberto à imprensa, o segundo com as jogadoras, o treinador apresentou um estilo sereno no comando. Foi bastante participativo na atividade, corrigiu o posicionamento das atletas e focou os trabalhos na parte ofensiva, principalmente no contra-ataque.
“A resposta das atletas a este trabalho está sendo bem satisfatória. Vamos procurar no dia a dia puxar as jogadoras para um aspecto mais físico, que como era meu trabalho no masculino. O time pode ter um ganho neste sentido”, comentou Vecchi.
Apesar do pouco tempo de trabalho, o novo estilo já foi sentido pelas atletas. As jogadoras apontam um treinamento mais ‘masculinizado’ e acreditam que este tipo de intercâmbio com os homens servirá para melhorar o desempenho equipe.
“Já treinei com vários técnicos na seleção, desde o Barbosa até o Colinas. O Ênio tem uns toques diferentes do masculino até no jeito que fala”, disse Sílvia. “Para ele deve ser um pouco estranho, pois às vezes imagina uma jogada mais de força e o feminino é mais preocupado com a técnica”.
A diferença na maneira de cobrar as atletas também foi ressaltada pelas jogadoras. A experiência com o masculino teria feito com que Vecchi se tornasse um pouco mais exigente do que os treinadores acostumados com a ‘delicadeza’ das mulheres.
“Técnico de masculino nunca fala que está bom. Talvez os meninos sejam mais acomodados”, brinca Sílvia. “Outra diferença que pude perceber neste início foram os lances livres. Treinador de masculino sempre pede para invadir, se o juiz marcar, marcou. As meninas que treinam com o Zanon, em Americana, viram o Ênio pedir isto e disseram ‘tá vendo, é coisa de masculino”.
A seleção brasileira feminina treinará em São Caetano, em dois períodos, até o dia 13 de junho, quando viajará à China para disputar torneios amistosos contra a equipe local, a Austrália e a Nova Zelândia. A estreia no Pré-Olímpico das Américas, que será disputado em Neiva, na Colômbia, ocorrerá no dia 24 de setembro, contra o Paraguai.
Fonte:UOL
Seleção guarda 'lugar cativo' a atletas da WNBA e inicia testes com veteranas
“Você não pode abrir mão de jogadoras com a qualidade das duas ou exigir que elas cumpram 100% daquilo que o resto do time vem fazendo”, disse Vecchi, durante a premiação dos melhores do NBB3. “Teremos que aguardar até o último momento para saber se elas virão. Mas existe o compromisso informal das duas com a seleção brasileira, o que é importante”.
O tratamento diferenciado às atletas da WNBA já havia sido utilizado durante a preparação para o Mundial de 2010. Érika e Iziane atrasaram sua apresentação por causa das finais da liga norte-americana e se juntaram ao grupo apenas na véspera da estreia no torneio. Com nítidos problemas de entrosamento, a seleção brasileira fez campanha ruim e terminou na nona colocação.
“Não é fácil para nenhum técnico e não será para mim. É complicado saber o momento exato de utilizar estas jogadoras dentro de quadra. O importante é fazer o possível para potencializar o que cada uma tem de melhor para a seleção”, comentou Vecchi.
Outra ausência importante neste início de preparação da seleção feminina são as jogadoras que integram a equipe sub-19. A armadora Tássia e a pivô Damiris, tidas como as principais ‘jóias’ da base brasileira, disputarão o Mundial da categoria, em julho, e só se juntarão ao time principal em uma segunda fase de preparação.
Com muitas baixas em sua primeira convocação, Vecchi deu oportunidade a veteranas que ainda não haviam tido chances na seleção, como a armadora Bethânia (Ourinhos) e a pivô Carina Felippus (Americana), e chamou atletas regularmente convocadas por outros treinadores, como Fernanda Beling, Micaela, Silvia Gustavo e Palmira. Segundo o técnico, todas serão testadas durante o período de treinos.
“Não tive a preocupação com a idade das jogadoras. Um dos critérios foi observar o desempenho delas na Liga de Basquete Feminino e no Campeonato Paulista. Teremos a chance de observar o peso que estar com a seleção terá para estas atletas. Se for ‘leve’, a chance de continuar são boas”, afirmou o treinador.
A seleção brasileira feminina treinará em São Caetano, em dois períodos, até o dia 13 de junho, quando viajará à China para disputar torneio amistoso contra a equipe local, a Austrália e a Nova Zelândia. A estreia no Pré-Olímpico das Américas, que será disputado em Neiva, na Colômbia, ocorrerá no dia 24 de setembro, contra o Paraguai.
Fonte: UOL
Sem estrelas, seleção foca ataque em início de trabalho para Pré-olímpico
"Dentro do planejamento tático que a gente estabeleceu, a resposta delas tem sido 100%", diz o técnico Enio Vecchi, que faz seu primeiro trabalho à frente da seleção. O treinador assumiu o cargo em dezembro de 2010, após a saída do espanhol Carlos Colinas, mas ainda não havia tido oportunidades de trabalhar com as jogadoras.
Além de Érika e Iziane, que disputam a WNBA pelo Atlanta Dream, e Adrianinha, que aproveita as férias após uma temporada pelo Faenza no Campeonato Italiano, Vecchi não pôde chamar eu sua primeira convocação a pivô Damiris e a armadora Tássia, que jogarão o Campeonato Mundial sub-19 em julho.
O treinador acabou convocando 16 jogadoras, algumas veteranas, mas sem oportunidades anteriores na equipe nacional, como a pivô Carina, do Americana, vice-campeão paulista. A expectativa é que nos próximos trabalhos da seleção, o grupo seja reforçado. "Elas estão vibrando, estão com atitude dentro da quadra, querendo aproveitar a oportunidade", avalia Vecchi.
Na primeira etapa de treinos no Brasil, o treinador pretende trabalhar o sistema ofensivo da equipe, que terá pela frente dois torneios amistosos na China em que enfrentará Austrália, Nova Zelândia e a seleção local. A ideia é dar experiência internacional às atletas e fazê-las trabalhar de forma mais eficiente no ataque, pensando já nos desafios do Pré-olímpico.
No treino da manhã desta sexta-feira, o primeiro da equipe em São Caetano do Sul, Vecchi realizou exercícios de ataque contra defesa, tentando fazer com que as jogadoras valorizassem a posse de bola. Quando via um arremesso precipitado ou um passe forçado, parava a atividade para orientar as jogadoras.
"Nosso objetivo por enquanto é trabalhar a parte ofensiva, as transições, os contra-ataques. Mas também precisamos pensar em uma defesa forte, senão acabamos criando uma ilusão durante os treinos", explica o treinador
Fonte: Gazeta Esportiva
Hortência nega arrependimento por Colinas e pede tempo a Vecchi
"Acho que o Colinas deixou um legado muito bacana, principalmente para os nossos técnicos. A gente gosta muito dele, ele é excelente, tanto que agora é o técnico da sub-19 da Espanha. Foi uma pena ele não poder vir morar aqui no Brasil, eu senti bastante isso", afirmou Hortência.
Após a dispensa de Paulo Bassul, Iziane, desafeto do treinador, voltou ao time nacional. Ainda assim, a equipe terminou o Mundial na nona colocação, pior performance desde 1990. A contratação de Colinas, um espanhol com experiência apenas em seleções de base, ainda gerou desconforto entre alguns técnicos brasileiros.
"Eu nunca me arrependo do que faço. A gente tem que se arrepender das coisas que deixamos de fazer. Existiam outros técnicos mais consagrados, mas eles não queriam vir ao Brasil. O que a gente podia fazer?", questiona a ex-jogadora da seleção brasileira.
Após a saída do espanhol, a CBB tentou a contratação de Luiz Augusto Zanon, mas ele preferiu permanecer no comando de Americana e recusou a oferta. Assim, a entidade resolveu acertar com Ênio Vecchi, que nunca havia treinado uma equipe feminina. No NBB, ele comandou o Vitória, antepenúltimo lugar.
Antes de cobrar o novo comandante, Hortência pede paciência. "Temos que dar um tempo ao Vecchi. Ele ainda está se adaptando ao basquete feminino. Estamos colocando um suporte muito grande em volta dele para que ele se adapte o mais rápido possível", explicou a ex-jogadora.
A seleção convocada por Vecchi se apresentou em São Caetano na última quarta-feira para iniciar a preparação para uma série de amistosos na China contra Austrália e Nova Zelândia, além do país asiático. O principal compromisso na temporada é o Pré-Olímpico da Colômbia, com início previsto para o dia 24 de setembro.
"Para os amistosos na China, decidimos levar só as jogadoras que atuam no Brasil e mais a Fran. É um trabalho que estamos começando já visando à classificação para os Jogos de Londres-2012. O Pré-Olímpico é o principal torneio de 2011, mas se não conseguirmos agora, ainda teremos outra chance", encerrou Hortência.
Fonte: Gazeta Esportiva